NOSSA SENHORA DAS DORES
Comunidade Paroquial Nª Sª das Dores - Distrito de Estrela
Paróquia de Santa Rita de Cássia
Santa ...
Caracterização da imagem
Imagem confeccionada em gesso, com 100 cm de altura, sobre base quadrada de
madeira com 0,32x0,05...
Verificação de danos e estado de conservação
- Partes estruturais comprometidas com quebra e seccionamento da imagem um po...
Constatamos que, do original, apenas parte do rosto e das mãos conseguiram
sobreviver às intervenções anteriores, inclusiv...
Intervenção e restauro
-Limpeza de sujidades:
Foram efetuadas a retirada dos depósitos de poeira com o uso de pincel de ce...
Aspectos da intervenção e restauro
Conclusão
As imagens devocionais, tanto de oratórios particulares como as existentes
nos templos sofrem ao longo do tempo ...
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Conservação, intervenção e restauro de patrimônio cultural; bens móveis e imóveis e imaginária sacra.

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  1. 1. NOSSA SENHORA DAS DORES Comunidade Paroquial Nª Sª das Dores - Distrito de Estrela Paróquia de Santa Rita de Cássia Santa Rita do Passa Quatro - SP. - Brasil Aspectos da intervenção de restauro Imagem pertencente à Paróquia de Santa Rita de Cássia- (Comunidade Paroquial de Estrela) Município de Santa Rita de Cássia-SP. - Diocese de Ribeirão Preto- SP. e enviada para intervenção de restauro para o Atelier Pimentel - Arte e Restauro - Mococa-SP. -Brasil.
  2. 2. Caracterização da imagem Imagem confeccionada em gesso, com 100 cm de altura, sobre base quadrada de madeira com 0,32x0,05x0,32 cm (LAP), sem datação ou identificação do fabricante. Trata-se, provavelmente de uma peça da composição do Calvário, onde junto ao pé da cruz de Jesus, estariam ela: "Maria" e o discípulo João. Isto se deve ao fato de que a mesma tem sua cabeça e olhar voltados para o alto (olhando para o crucificado). Pela característica da imagem deve ter sido fabricada no primeiro cartel do século XX. A imagem representa uma figura feminina, com movimento da perna e pé esquerdos à frente; a outra perna movimenta-se para trás, com o pé levemente alteados à direita. Os pés estão calçados com botas. O torso inclina-se levemente para trás e a cabeça está flexionada à esquerda e para o alto, numa atitude de dorida contemplação. As mãos cruzadas com dedos entrelaçados, à altura do ventre e com as palmas voltadas para baixo, refletindo a impotência e sofrimento que sugere a escultura. O corpo está vestido com um manto de cor roxo, com bordaduras douradas na gola, nas mangas (compridas) e na barra; sendo o mesmo envolto desde a cabeça até os pés, com um longo e sinuoso manto azul celeste, trespassado na cintura e com evoluções e dobraduras clássicas. Filetes e bordaduras douradas percorrem as laterais do manto. O rosto é jovem e singelo e de linhas clássicas com expressivos olhos de vidro de cor azul. Tem os lábios entreabertos, onde pode-se ver parte dos dentes superiores. A escultura, embora muito desgastada pelo tempo e pelas sucessivas intervenções inadequadas anteriormente efetuadas, ainda conserva sua graça e beleza de linhas e movimento espacial. Nª Sª das Dores
  3. 3. Verificação de danos e estado de conservação - Partes estruturais comprometidas com quebra e seccionamento da imagem um pouco acima da base. - Sujidade e escoriações diversas, inclusive com presença de massa epóxi em vários pontos, executados em intervenção anterior. - Repintura em toda imagem, com tinta esmalte, com mudança da paleta de cores e mudança dos motivos de adornos em dourado.
  4. 4. Constatamos que, do original, apenas parte do rosto e das mãos conseguiram sobreviver às intervenções anteriores, inclusive com policromia lixada e perdas consideráveis. - Base de madeira, bastante apodrecida e com presença de insetos xilófagos (cupins).
  5. 5. Intervenção e restauro -Limpeza de sujidades: Foram efetuadas a retirada dos depósitos de poeira com o uso de pincel de cerdas finas e aspirador de ar. Após este procedimento fizemos uma limpeza com a aplicação de água deionizada e álcool 99º (50% + 50%) usando-se swab. -Decapagem de repinturas e retirada de massa epóxi: Devido à diversidade de materiais e tintas sobrepostas, fizemos a decapagem química com o uso de vário produtos, tais como: xileno xilol / hidrocarbonetos parafínicos saturados, cetonas e alcoois (Removedor Sparlack da AzkoNobel). O corte dos solventes foram efetuados com aguaraz mineral. Nas partes mais resistentes a decapagem mecânica foi efetuada com bisturis. -Recomposição e nivelamento da superfície: As partes danificadas e com perda de material foram recompostas com a aplicação de massa de gesso; posteriormente lixadas e niveladas com o uso de pasta de mástique composta de colametilcelulose+álcool vinílico+carbonato de cálcio+gesso. Esta mesma pasta nivelou também as outras partes escoriadas. -Reestruturação da base: Foram retiradas as partes comprometidas e apodrecidas e que compunham o fundo da base. Aplicação de permetina +água deionizada para desinsfestação dos insetos xilófagos (cupins). Colocação de novo fundo em madeira. Para maior estabilidade do corpo da imagem junto à base (e que havia sido seccionada), foi implantada internamente uma coluna de madeira, sisal e gesso. -Recomposição pictórica: Foi recomposta toda policromia original que ainda restava no rosto e nas mãos com técnica de pontilhismo a óleo. O restante, seguindo as cores originais descobertas, foi recomposto com a aplicação de nova camada pictórica à base de cera (encáustica passiva) e a aplicação à base de cera dos adornos dourados com os motivos baseados em parte do original encontrado. -Finalização: Como proteção foi aplicada uma demão de cera microcristalina de restauro.
  6. 6. Aspectos da intervenção e restauro
  7. 7. Conclusão As imagens devocionais, tanto de oratórios particulares como as existentes nos templos sofrem ao longo do tempo vários tipos de escoriações: choques mecânicos; ações de depredações; depósitos de fuligens e sujidades diversas; manuseio, exposição, transporte e guarda inadequados; além de outros por conta de ataques de insetos xilófagos, fungos e umidade. Aliado a estes acontecimentos também devemos nos reportar ao fato de que as regras impostas pelo Concílio Vaticano II, deu predominância à figura central de Cristo, o que fez que muitas das outras imagens de santos existentes nas igrejas fossem dispersadas pelas casas particulares; jogadas em depósitos e alvo de colecionadores e antiquários. Felizmente, muitas delas foram bem conservadas por pessoas conscientes e retornaram aos seus assentos originais ou estão em museus especializados. Hoje existe uma maior conscientização quanto à preservação não só da imaginária sacra, mas também de todo o patrimônio em geral, mas ainda é precária a gama de informações de como gerir e salvaguardar todo este tesouro. Ao procurar um conservador restaurador para as ações necessárias de conservação preventiva e conservação de restauro, dá-se um grande passo para que estes patrimônios estejam destinados a permanecer íntegros e originais o máximo possível e por um tempo maior. Francisco Pimentel Conservador Restaurador Mococa-SP BRASIL Ano 2014

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