Comércio exterior e transição da economia ( Governo Lula)

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Primeiro e segundo mandato do Governo Lula, sua politica de exportação e PAC.

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Comércio exterior e transição da economia ( Governo Lula)

  1. 1. COMÉRCIO EXTERIOR E TRANSIÇÃO DA ECONOMIA Economia Brasileira Contemporânea
  2. 2. Introdução A política exterior do governo Lula que diversificou a economia juntamente com algumas medidas destinadas a ampliar o nível de investimentos e o mercado interno, contribuiu fortemente para o aumento das importações.
  3. 3. A Estagnação da Transição A adoção das três ancoras que momentaneamente conseguiu derrubar a inflação impondo pesado sacrifício a atividade econômica e ao emprego não foi diferente nos governos de Fernando Henrique e Lula. Em primeiro momento ela causou o estancamento da economia e o recrudescimento do desemprego.
  4. 4.  As empresas conseguiram melhorar sua rentabilidade, porém, não se sentiram estimuladas a aumentar o investimento na produção.  O setor público comprimiu seus investimentos por causa da elevação do superávit primário. Por isso:  o investimento total em 2003 caiu para 6,6% fazendo a taxa de investimento baixar de 18,8% referente ao ultimo triênio de Fernando Henrique, para 18,5% no primeiro ano de Lula.
  5. 5. O resultado foi:  O quase estancamento do PIB (cresceu apenas 1,1%)  A produção industrial que também cresceu apenas 0,1%  Crescimento da taxa de desemprego Desemprego Total 19,0% para 19,9% Desemprego Aberto 11,7% para 12,3% (maior taxa de desemprego desde que se começou a medir desemprego no Brasil)  Poder de compra do Trabalho caiu 12,92%
  6. 6. O que cresceu em boa quantidade foram apenas as exportações que foi 21%.
  7. 7. Exportação Alavanca a Economia Em 2004 a estagnação do 1º ano do governo começou a mudar graças a política de exportação do governo Lula.  A produção industrial cresceu 8,3% em 2004 (maior crescimento desde 1986)  O crescimento do PIB foi em 5,7% (maior crescimento desde 1994).  Taxa de desemprego Aberta caiu de 12,3% para 11,5%  Taxa de desemprego Total caiu de 19,9% para 18,7%
  8. 8. Porém surge a pergunta: Como em uma situação de juros reais elevado, saldos primários das contas publicam elevados e taxa de cambio e salário real muito baixos, a produção industrial e o PIB cresceram? Isso se deveu graças ao crescimento de 32% em 2004 das exportações.
  9. 9. De outro lado também porque apesar de custos altos pela elevação de juros e carga tributária, as empresas exportadoras aumentaram sua produção? Isso porque elas contaram com a redução do custo salarial, com o uso da capacidade ociosa gerada em três anos de estagnação (2001-03) e com ganhos obtidos através do adiantamento de contrato (ACC´s).
  10. 10. Puxada pelas exportações a massa salarial cresceu 2,3% em termos reais em 2004 e houve um crescimento maior no setor industrial de 9,01% depois de haver caído 4,2% em 2003.
  11. 11. Economia volta a desacelerar A elevação de juros reais, da carga tributaria e do valor externo da moeda haveria de ser fatal para o processo de reanimação da economia ocorrido naquele ano. Juros altos e real valorizado bloqueia qualquer possibilidade de crescimento auto-sustentado na economia.
  12. 12. O crescimento do PIB que fora 5,7% em 2004 agora em 2005 foi de 3,2%. Com isso o Brasil completou dez anos crescendo a um ritmo abaixo da média mundial que era de 3,8% e o Brasil de 1996 a 2005 cresceu apenas 2,4% ao ano. A principal aliada a essa baixa no ritmo de expansão foi a produção industrial que o empurrou para baixo, ela só cresceu 3,1% em 2005. As vendas no mercado interno que haviam crescido 15,11% em 2004 só se expandiram 2,03% em 2005 e as vendas no comercio
  13. 13. Condições para o crescimento auto-sustentado Esse movimento revela que ainda não haviam sido criadas as condições para o crescimento auto-sustentado. O crescimento do PIB no primeiro triênio do governo Lula se deu com base na ocupação da capacidade ociosa. Sua conversão em crescimento auto-sustentado passou a depender do aumento da capacidade produtiva e portanto da expansão dos investimentos e da dinamização do mercado interno e externo.
  14. 14. E para isso a baixa na taxa de juros tem papel importante, pois amplia a possibilidade de investimento produtivo e ajuda a dinamizar o mercado interno ao estimular o credito ao consumidor e redinamizar o mercado externo ao favorecer a desvalorização do real. Então o caminho é baixar a taxa de juros para em consequência reduzir o superávit primário e assim abrir espaço para o investimento publico e estimular o privado. E quanto ao combate a inflação a melhor maneira não seria a contenção da demanda, mas com o aumento da oferta, ou seja, crescimento da capacidade produtiva que se obtém com juros baixos.
  15. 15. As condições para redução sustentada da taxa de juros que já estavam criadas desde o começo do governo se ampliaram a partir de 2005, a violenta queda da inflação que chegou a 3,11% em 2006 e do chamado Risco- Brasil que chegou a pouco mais de 200 fizeram mudar o argumento do Banco Central de manter taxas altas. Assim deflagraram um processo que fez cair a taxa de 19,75% para 13,25% no final de 2006, porém a taxa real anual caiu somente 2,15% , de 12,15% para 10,0%.
  16. 16. Transição e Estratégia A equipe de Palocci, ao assumir o Ministério prometeu a transição de uma política turbulenta para uma política econômica que conduziria ao desenvolvimento auto-sustentado com inclusão social.
  17. 17. Projeto Palocci/Bernardo: radicularizava o arrocho fiscal dos últimos anos como propunha empurra-lo por mais dez anos. A tese era de que deveria cortar os gastos correntes do governo a fim de aumentar os públicos.
  18. 18. Porém o presidente Lula não concordou com o projeto “Palocci-Bernardo”, pois segundo ele o mesmo não tinha fundamentos reais, sendo impossível reduzir os investimentos sem igualmente aumentar as despesas correntes.
  19. 19. Algumas mudanças na política econômica Houveram algumas modificações internas para fortalecer a política exterior que permitiu melhora na performance do crescimento econômico, tais modificações para o crescimento da taxa de investimento e dinamização do mercado interno. Essas modificações fizeram o aumento da taxa de investimento que em 2004 subiu para 19,6%, 2005 para 20,1% em relação a 2003 que era de 18,05% Os investimentos só não cresceram mais porque uma parcela importante da poupança nacional foi transferida para o exterior. Porém o BNDES sozinho não era suficiente para suprir o nível de investimento necessário para o investimento auto sustentado quando o governo e as empresas juntos estão pressionados por juros altos.
  20. 20. Melhoria no Mercado Interno => Determinantes que consistem na valorização e dinamização do mercado interno
  21. 21. Manutenção da estabilidade econômica e crescimento da economia  ---COMBATE A INFLAÇÃO:  AUMENTO E VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO INTERNA, OFERTA DE BENS E SERVIÇOS.
  22. 22.  Distribuição de Renda mais justa. Os 50% mais pobres da população aumentaram sua participação na renda nacional de 10,07% em outubro de 2002 para 12,24% em outubro de 2005.
  23. 23.  Ampliação dos programas sociais por meio das políticas de renda e distributivas. ---- Programa Fome Zero. Tinha como Objetivo a eliminação da Fome e da Miséria no Brasil.
  24. 24.  “carro chefe” do Fome Zero, Criação do Bolsa Família.  Programa de transferência de Renda.
  25. 25.  FGV afirma sobre dados do PNAD/IBGE, que a queda no nível de pobreza é o maior dos últimos 10 anos, devido a criação do programa Bolsa Família.
  26. 26.  Queda do Desemprego Dados do IBGE afirmam ainda que durante o Governo Lula o desemprego registrou queda, passando de 12% em 2003 para 7% em 2010.  Diminuição de empregos Informais.
  27. 27.  Valorização do Salário Mínimo. Como pode ser analisado no gráfico, durante os oito anos de mandato do governo Lula, houve um aumento de 155% (reajuste nominal) passando o salário mínimo de R$ 200,00 para R$ 500,00.
  28. 28.  Expansão do Crédito. Em termos de capacidade de consumo, esta transformação significa a ascensão de 25 milhões de pessoas da classe "D" para "C"– que no final do governo Lula representava 50% da população, ou cerca de 100 milhões de brasileiros.
  29. 29.  O ultimo fato que contribui para dinamizar o mercado interno, foram os chamados “pacotes de bondade”, que devolviam parte do aumento da carga tributaria.  O fim da cumulativa do PIS/Cofins e da CSLL;  A extinção da alíquota do PIS/Cofins sobre produtos da cesta básica e sobre vários insumos para a produção de alimentos;  Medidas específicas destinadas a estimular o microcrédito produtivo;  Ampliação de recursos para o financiamento imobiliário.
  30. 30. Mudanças importantes na política econômica interna:  Suspendeu-se o processo de privatização que vigorava desde o início dos anos 1990;  O BNDES deixou de financiar a aquisição de empresas estatais pelo capital estrangeiro para financiar o investimento das empresas nacionais;  O Ministério das Minas e Energia recuperou parte de seu poder de comando no setor energético, antes entregue às agências reguladoras, ademais de suspender o processo de privatização do setor.  A Petrobras estabeleceu um programa de compra de plataformas e navios construídos no País (num total de 42) com o objetivo de estimular a produção nacional, em lugar da anterior política importadora.
  31. 31. Mudança da equipe econômica ensaia mudança na economia  A Crise Política.  Denúncias de corrupção política. “MENSALÃO”.
  32. 32.  O grande problema da crise política no governo Lula, além das denúncias de corrupção, foi o impacto negativo que ela obteve nos índices econômicos do país, durante o primeiro mandato.  O PT estava disposto a novas alterações. Propunha acelerar a queda dos juros, diminuírem o superávit primário e aumentar o investimento publico.  Queda do Ministro Antonio Palocci.  Guido Mantega é nomeado Ministro da Fazenda.  Em entrevista Mantega defendeu que “os juros baixem de forma ainda mais consistente”, já que “há condições para que isso aconteça”, porque “o país está com a inflação controlada e já conquistou a maturidade para atingir o desenvolvimento alto sustentado.”
  33. 33. Reeleição de Lula  Lula foi reeleito no segundo turno com cerca de 60% dos votos.  Após a eleição, a proposta de Lula era “destravar a economia’’, para efetivar sua meta de crescimento alto-sustentado de 5% ao ano.  Lula reafirma seu compromisso em erradicar a pobreza nos próximos.  Segundo mandato tinha como principal objetivo modificações na economia (crescimento econômico).  Elaboração do PAC - Programa de
  34. 34. Programa de Aceleração do Crescimento
  35. 35. O Programa de Aceleração do Crescimento- 2007-2010, mais conhecido como PAC,teve a intenção de promover a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o seu desenvolvimento acelerado e sustentável.
  36. 36.  ‘’A minha intenção é estimular todos os setores do país a participarem deste esforço de aceleração do crescimento, pois uma tarefa dessas não pode ser uma atitude isolada de um governo – mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar a iniciativa, pode criar os meios, mas para que qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o engajamento de todos.” Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República
  37. 37. Propostas  Aceleração do crescimento econômico, o aumento do emprego e a melhoria das condições de vida da população brasileira, quesitos básicos do direito dos cidadãos.  Para isso o PAC fixou como meta o crescimento do PIB em uma taxa mínima de 4,5% em 2007 e de 5% de 2008-2010.
  38. 38. Medidas adotadas pelo PAC:  Maior investimento em infra- estrutura;  Estímulo ao crédito;  Melhora do ambiente de investimento: Removendo obstáculos;  Medidas fiscais de longo prazo;  Desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário.
  39. 39. Investimento previsto
  40. 40. Para a realização de suas propostas, a propensão do governo era baixar a taxa de juros.
  41. 41.  Mesmo diante da crise internacional o PAC continuou a crescer.  Mas diante das ameaças o Banco Central, e o Copom, decidiram paralisar a queda de juros.
  42. 42.  Lula x Copom:  Visão estruturalista x Visão conservadora
  43. 43. Obras do PAC
  44. 44. O que foi realizado  Ações Concluídas do PAC (2007-2010)  Previsão até 31.12.2010  Obs: O valor total do PAC é R$ 657,4 bilhões.  Valor (R$ milhões) %  Logística 65.400,0 15%  Rodovias 42.900,0 10%  Marinha Mercante 17.000,0 4%  Ferrovias 3.400,0 1%  Aeroportos 281,9 0%  Portos 789,1 0%  Hidrovias 965,0 0%  Energia 148.500,0 33%  Campos de Petróleo e Gás Natural 57.100,0 13%  Geração de Energia 26.400,0 6%  Refino 23.600,0 5%  Combustíveis Renováveis 10.100,0 2%  Gasodutos 19.100,0 4%  Transmissão de Energia 7.000,0 2%  Outros 5.518,1 1%  Social e Urbano 230.100,0 52%  Financiamento Habitacional a Pessoa Física 216.900,0 49%  Luz para Todos 6.600,0 1%  Recursos Hídricos 2.000,0 0%  Saneamento 1.500,0 0%  Metrôs 2.700,0 1%  Habitação 353,5 0%  Total 444.000,0 100%
  45. 45. Resultado do PAC: Tabela 9 – Resultado Primário em % do PIB – Projetado x Realizado Resultado Primário em % do PIB Período Mensurado Meta Pac 2006 2,06 2007 2,17 4,25 2008 2,82 4,25 2009 1,19 4,25 2010 2,22 4,25 Fonte: Bacen
  46. 46.  Tabela 10 – Descrição do Resultado Primário - % do PIB – 2002 à 2010 Em % do PIB 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010*  RECEITA BRUTA 21,7% 21,0% 21,6% 22,7% 22,9% 23,3% 23,8% 23,5% 23,8%  Transferência para Estados e Municípios 3,8% 3,5% 3,5% 3,9% 3,9% 4,0% 4,4% 4,1% 3,9%  RECEITA LÍQUIDA TOTAL 17,9% 17,4% 18,1% 18,8% 19,0% 19,3% 19,4% 19,5% 19,9%  DESPESAS PRIMÁRIAS 15,7% 15,1% 15,6% 16,4% 17,0% 17,1% 16,6% 18,2% 18,6%  Pessoal e Encargos Sociais 4,8% 4,5% 4,3% 4,3% 4,5% 4,4% 4,4% 4,8% 4,7%  Transferências de Renda ** 6,8% 7,2% 7,7% 8,1% 8,4% 8,5% 8,2% 9,0% 9,0%  Investimentos 0,8% 0,3% 0,5% 0,5% 0,6% 0,7% 0,9% 1,0% 1,2%  Custeio 3,3% 3,2% 3,2% 3,5% 3,4% 3,5% 3,1% 3,4% 3,7%  RESULTADO PRIMÁRIO*** 2,1% 2,3% 2,5% 2,5% 2,1% 2,2% 2,9% 1,3% 1,3%  Fonte: 11º Balanço do PAC  */ Acumulado em 12 meses até Outubro/10  **/ Compreende gastos com: benefícios previdenciários, abono, seguro-desemprego, benefícios assistenciais (LOAS e RMV) e Bolsa Família  ***/ Sem considerar FSB e a operação de capitalização da Petrobras.
  47. 47. Apesar do resultado primário não ter sequer aproximado do percentual planejado, fica evidente um esforço maior por parte do governo em expandir investimento, o que é bastante apropriado para os objetivos do PAC. A impressão que fica não é de que a meta não foi atingida, mas que ela pode estar superestimada, tendo pouca conexão com o que a realidade influenciada pela execução do programa seria capaz de produzir.
  48. 48. Charges do Programa:
  49. 49. Conclusão

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