SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 51
COMÉRCIO EXTERIOR 
E TRANSIÇÃO DA 
ECONOMIA 
Economia Brasileira Contemporânea
Introdução 
A política exterior do governo Lula que 
diversificou a economia juntamente com 
algumas medidas destinadas a ampliar o 
nível de investimentos e o mercado 
interno, contribuiu fortemente para o 
aumento das importações.
A Estagnação da Transição 
A adoção das três ancoras que 
momentaneamente conseguiu derrubar a inflação 
impondo pesado sacrifício a atividade econômica 
e ao emprego não foi diferente nos governos de 
Fernando Henrique e Lula. 
Em primeiro momento ela causou o 
estancamento da economia e o 
recrudescimento do desemprego.
 As empresas conseguiram melhorar sua rentabilidade, 
porém, não se sentiram estimuladas a aumentar o 
investimento na produção. 
 O setor público comprimiu seus investimentos por causa 
da elevação do superávit primário. 
Por isso: 
 o investimento total em 2003 caiu para 6,6% fazendo a 
taxa de investimento baixar de 18,8% referente ao 
ultimo triênio de Fernando Henrique, para 18,5% no 
primeiro ano de Lula.
O resultado foi: 
 O quase estancamento do PIB (cresceu apenas 
1,1%) 
 A produção industrial que também cresceu apenas 
0,1% 
 Crescimento da taxa de desemprego 
Desemprego Total 19,0% para 19,9% 
Desemprego Aberto 11,7% para 12,3% 
(maior taxa de desemprego desde que se começou a 
medir desemprego no Brasil) 
 Poder de compra do Trabalho caiu 12,92%
O que cresceu em boa quantidade foram 
apenas as exportações que foi 21%.
Exportação Alavanca a 
Economia 
Em 2004 a estagnação do 1º ano do governo 
começou a mudar graças a política de exportação 
do governo Lula. 
 A produção industrial cresceu 8,3% em 2004 (maior 
crescimento desde 1986) 
 O crescimento do PIB foi em 5,7% (maior 
crescimento desde 1994). 
 Taxa de desemprego Aberta caiu de 12,3% para 
11,5% 
 Taxa de desemprego Total caiu de 19,9% para 
18,7%
Porém surge a pergunta: Como em uma 
situação de juros reais elevado, saldos 
primários das contas publicam elevados e taxa 
de cambio e salário real muito baixos, a 
produção industrial e o PIB cresceram? 
Isso se deveu graças ao crescimento de 
32% em 2004 das exportações.
De outro lado também porque apesar de custos 
altos pela elevação de juros e carga tributária, as 
empresas exportadoras aumentaram sua 
produção? 
Isso porque elas contaram com a redução do 
custo salarial, com o uso da capacidade ociosa 
gerada em três anos de estagnação (2001-03) e 
com ganhos obtidos através do adiantamento de 
contrato (ACC´s).
Puxada pelas exportações a massa salarial 
cresceu 2,3% em termos reais em 2004 e 
houve um crescimento maior no setor industrial 
de 9,01% depois de haver caído 4,2% em 2003.
Economia volta a desacelerar 
A elevação de juros reais, da carga 
tributaria e do valor externo da moeda haveria 
de ser fatal para o processo de reanimação da 
economia ocorrido naquele ano. 
Juros altos e real valorizado bloqueia 
qualquer possibilidade de crescimento auto-sustentado 
na economia.
O crescimento do PIB que fora 5,7% em 2004 
agora em 2005 foi de 3,2%. 
Com isso o Brasil completou dez anos 
crescendo a um ritmo abaixo da média mundial 
que era de 3,8% e o Brasil de 1996 a 2005 
cresceu apenas 2,4% ao ano. 
A principal aliada a essa baixa no ritmo de 
expansão foi a produção industrial que o 
empurrou para baixo, ela só cresceu 3,1% em 
2005. 
As vendas no mercado interno que haviam 
crescido 15,11% em 2004 só se expandiram 
2,03% em 2005 e as vendas no comercio
Condições para o crescimento 
auto-sustentado 
Esse movimento revela que ainda não 
haviam sido criadas as condições para o 
crescimento auto-sustentado. 
O crescimento do PIB no primeiro triênio do 
governo Lula se deu com base na ocupação da 
capacidade ociosa. 
Sua conversão em crescimento auto-sustentado 
passou a depender do aumento da 
capacidade produtiva e portanto da expansão 
dos investimentos e da dinamização do 
mercado interno e externo.
E para isso a baixa na taxa de juros tem papel 
importante, pois amplia a possibilidade de 
investimento produtivo e ajuda a dinamizar o mercado 
interno ao estimular o credito ao consumidor e 
redinamizar o mercado externo ao favorecer a 
desvalorização do real. 
Então o caminho é baixar a taxa de juros para em 
consequência reduzir o superávit primário e assim 
abrir espaço para o investimento publico e estimular o 
privado. 
E quanto ao combate a inflação a melhor maneira 
não seria a contenção da demanda, mas com o 
aumento da oferta, ou seja, crescimento da 
capacidade produtiva que se obtém com juros baixos.
As condições para redução sustentada da 
taxa de juros que já estavam criadas desde o 
começo do governo se ampliaram a partir de 
2005, a violenta queda da inflação que chegou a 
3,11% em 2006 e do chamado Risco- Brasil que 
chegou a pouco mais de 200 fizeram mudar o 
argumento do Banco Central de manter taxas 
altas. 
Assim deflagraram um processo que fez cair 
a taxa de 19,75% para 13,25% no final de 2006, 
porém a taxa real anual caiu somente 2,15% , de 
12,15% para 10,0%.
Transição e Estratégia 
A equipe de Palocci, ao assumir o 
Ministério prometeu a transição de uma 
política turbulenta para uma política 
econômica que conduziria ao 
desenvolvimento auto-sustentado com 
inclusão social.
Projeto Palocci/Bernardo: radicularizava o arrocho 
fiscal dos últimos anos como propunha empurra-lo 
por mais dez anos. 
A tese era de que deveria cortar os gastos 
correntes do governo a fim de aumentar os 
públicos.
Porém o presidente Lula não concordou 
com o projeto “Palocci-Bernardo”, pois 
segundo ele o mesmo não tinha fundamentos 
reais, sendo impossível reduzir os 
investimentos sem igualmente aumentar as 
despesas correntes.
Algumas mudanças na política 
econômica 
Houveram algumas modificações internas para 
fortalecer a política exterior que permitiu melhora na 
performance do crescimento econômico, tais 
modificações para o crescimento da taxa de 
investimento e dinamização do mercado interno. 
Essas modificações fizeram o aumento da taxa de 
investimento que em 2004 subiu para 19,6%, 2005 para 
20,1% em relação a 2003 que era de 18,05% 
Os investimentos só não cresceram mais porque 
uma parcela importante da poupança nacional foi 
transferida para o exterior. 
Porém o BNDES sozinho não era suficiente para 
suprir o nível de investimento necessário para o 
investimento auto sustentado quando o governo e as 
empresas juntos estão pressionados por juros altos.
Melhoria no Mercado Interno 
=> Determinantes 
que consistem na 
valorização e 
dinamização do 
mercado interno
Manutenção da estabilidade 
econômica e crescimento da 
economia 
 ---COMBATE A INFLAÇÃO: 
 AUMENTO E VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO INTERNA, OFERTA DE 
BENS E SERVIÇOS.
 Distribuição de Renda mais justa. 
Os 50% mais pobres da população aumentaram 
sua participação na renda nacional de 10,07% em 
outubro de 2002 para 12,24% em outubro de 2005.
 Ampliação dos programas sociais por meio das políticas 
de renda e distributivas. 
---- Programa Fome Zero. 
Tinha como Objetivo a eliminação da Fome e da 
Miséria no Brasil.
 “carro chefe” do Fome Zero, Criação do Bolsa 
Família. 
 Programa de transferência de Renda.
 FGV afirma sobre dados do PNAD/IBGE, que a queda 
no nível de pobreza é o maior dos últimos 10 anos, 
devido a criação do programa Bolsa Família.
 Queda do Desemprego 
Dados do IBGE afirmam ainda que durante o Governo Lula o 
desemprego registrou queda, passando de 12% em 2003 para 7% 
em 2010. 
 Diminuição de empregos Informais.
 Valorização do Salário Mínimo. 
Como pode ser analisado no gráfico, durante os oito anos 
de mandato do governo Lula, houve um aumento de 155% 
(reajuste nominal) passando o salário mínimo de R$ 200,00 
para R$ 500,00.
 Expansão do Crédito. 
Em termos de capacidade de consumo, esta 
transformação significa a ascensão de 25 milhões de 
pessoas da classe "D" para "C"– que no final do 
governo Lula representava 50% da população, ou cerca 
de 100 milhões de brasileiros.
 O ultimo fato que contribui para dinamizar o mercado 
interno, foram os chamados “pacotes de bondade”, 
que devolviam parte do aumento da carga tributaria. 
 O fim da cumulativa do PIS/Cofins e da CSLL; 
 A extinção da alíquota do PIS/Cofins sobre produtos 
da cesta básica e sobre vários insumos para a 
produção de alimentos; 
 Medidas específicas destinadas a estimular o 
microcrédito produtivo; 
 Ampliação de recursos para o financiamento 
imobiliário.
Mudanças importantes na política econômica interna: 
 Suspendeu-se o processo de privatização que vigorava desde o 
início dos anos 1990; 
 O BNDES deixou de financiar a aquisição de empresas estatais 
pelo capital estrangeiro para financiar o investimento das 
empresas nacionais; 
 O Ministério das Minas e Energia recuperou parte de seu poder 
de comando no setor energético, antes entregue às agências 
reguladoras, ademais de suspender o processo de privatização 
do setor. 
 A Petrobras estabeleceu um programa de compra de 
plataformas e navios construídos no País (num total de 42) com 
o objetivo de estimular a produção nacional, em lugar da 
anterior política importadora.
Mudança da equipe econômica 
ensaia mudança na economia 
 A Crise Política. 
 Denúncias de corrupção política. “MENSALÃO”.
 O grande problema da crise política no governo Lula, além das 
denúncias de corrupção, foi o impacto negativo que ela obteve 
nos índices econômicos do país, durante o primeiro mandato. 
 O PT estava disposto a novas alterações. Propunha acelerar a 
queda dos juros, diminuírem o superávit primário e aumentar o 
investimento publico. 
 Queda do Ministro Antonio Palocci. 
 Guido Mantega é nomeado Ministro da Fazenda. 
 Em entrevista Mantega defendeu que “os juros baixem de 
forma ainda mais consistente”, já que “há condições para que 
isso aconteça”, porque “o país está com a inflação controlada e 
já conquistou a maturidade para atingir o desenvolvimento alto 
sustentado.”
Reeleição de Lula 
 Lula foi reeleito no segundo turno com cerca 
de 60% dos votos. 
 Após a eleição, a proposta de Lula era 
“destravar a economia’’, para efetivar sua 
meta de crescimento alto-sustentado de 5% 
ao ano. 
 Lula reafirma seu compromisso em erradicar 
a pobreza nos próximos. 
 Segundo mandato tinha como principal 
objetivo modificações na economia 
(crescimento econômico). 
 Elaboração do PAC - Programa de
Programa de Aceleração do 
Crescimento
O Programa de Aceleração do 
Crescimento- 2007-2010, mais conhecido 
como PAC,teve a intenção de promover a 
retomada do planejamento e execução de 
grandes obras de infraestrutura social, urbana, 
logística e energética do país, contribuindo 
para o seu desenvolvimento acelerado e 
sustentável.
 ‘’A minha intenção é estimular todos os setores do 
país a participarem deste esforço de aceleração 
do crescimento, pois uma tarefa dessas não 
pode ser uma atitude isolada de um governo – 
mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar 
a iniciativa, pode criar os meios, mas para que 
qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o 
engajamento de todos.” 
Luiz Inácio Lula da Silva, 
Presidente da República
Propostas 
 Aceleração do crescimento econômico, o 
aumento do emprego e a melhoria das 
condições de vida da população brasileira, 
quesitos básicos do direito dos cidadãos. 
 Para isso o PAC fixou como meta o crescimento 
do PIB em uma taxa mínima de 4,5% em 2007 
e de 5% de 2008-2010.
Medidas adotadas pelo PAC: 
 Maior investimento em infra- estrutura; 
 Estímulo ao crédito; 
 Melhora do ambiente de investimento: 
Removendo obstáculos; 
 Medidas fiscais de longo prazo; 
 Desoneração e aperfeiçoamento do sistema 
tributário.
Investimento previsto
Para a realização de suas propostas, a 
propensão do governo era baixar a taxa de juros.
 Mesmo diante da crise internacional o PAC continuou 
a crescer. 
 Mas diante das ameaças o Banco Central, e o 
Copom, decidiram paralisar a queda de juros.
 Lula x Copom: 
 Visão estruturalista x Visão conservadora
Obras do PAC
O que foi realizado 
 Ações Concluídas do PAC (2007-2010) 
 Previsão até 31.12.2010 
 Obs: O valor total do PAC é R$ 657,4 bilhões. 
 Valor (R$ milhões) % 
 Logística 65.400,0 15% 
 Rodovias 42.900,0 10% 
 Marinha Mercante 17.000,0 4% 
 Ferrovias 3.400,0 1% 
 Aeroportos 281,9 0% 
 Portos 789,1 0% 
 Hidrovias 965,0 0% 
 Energia 148.500,0 33% 
 Campos de Petróleo e Gás Natural 57.100,0 13% 
 Geração de Energia 26.400,0 6% 
 Refino 23.600,0 5% 
 Combustíveis Renováveis 10.100,0 2% 
 Gasodutos 19.100,0 4% 
 Transmissão de Energia 7.000,0 2% 
 Outros 5.518,1 1% 
 Social e Urbano 230.100,0 52% 
 Financiamento Habitacional a Pessoa Física 216.900,0 49% 
 Luz para Todos 6.600,0 1% 
 Recursos Hídricos 2.000,0 0% 
 Saneamento 1.500,0 0% 
 Metrôs 2.700,0 1% 
 Habitação 353,5 0% 
 Total 444.000,0 100%
Resultado do PAC: 
Tabela 9 – Resultado Primário em % do PIB – 
Projetado x Realizado Resultado Primário em % do 
PIB 
Período Mensurado Meta Pac 
2006 2,06 
2007 2,17 4,25 
2008 2,82 4,25 
2009 1,19 4,25 
2010 2,22 4,25 
Fonte: Bacen
 Tabela 10 – Descrição do Resultado Primário - % do PIB – 2002 à 2010 Em % do PIB 2002 2003 
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* 
 RECEITA BRUTA 21,7% 21,0% 21,6% 22,7% 22,9% 23,3% 23,8% 
23,5% 23,8% 
 Transferência para Estados e Municípios 3,8% 3,5% 3,5% 3,9% 3,9% 4,0% 
4,4% 4,1% 3,9% 
 RECEITA LÍQUIDA TOTAL 17,9% 17,4% 18,1% 18,8% 19,0% 19,3% 19,4% 
19,5% 19,9% 
 DESPESAS PRIMÁRIAS 15,7% 15,1% 15,6% 16,4% 17,0% 17,1% 16,6% 
18,2% 18,6% 
 Pessoal e Encargos Sociais 4,8% 4,5% 4,3% 4,3% 4,5% 4,4% 4,4% 
4,8% 4,7% 
 Transferências de Renda ** 6,8% 7,2% 7,7% 8,1% 8,4% 8,5% 8,2% 
9,0% 9,0% 
 Investimentos 0,8% 0,3% 0,5% 0,5% 0,6% 0,7% 0,9% 
1,0% 1,2% 
 Custeio 3,3% 3,2% 3,2% 3,5% 3,4% 3,5% 3,1% 3,4% 
3,7% 
 RESULTADO PRIMÁRIO*** 2,1% 2,3% 2,5% 2,5% 2,1% 2,2% 2,9% 
1,3% 1,3% 
 Fonte: 11º Balanço do PAC 
 */ Acumulado em 12 meses até Outubro/10 
 **/ Compreende gastos com: benefícios previdenciários, abono, seguro-desemprego, benefícios assistenciais (LOAS e RMV) e Bolsa Família 
 ***/ Sem considerar FSB e a operação de capitalização da Petrobras.
Apesar do resultado primário não ter sequer 
aproximado do percentual planejado, fica 
evidente um esforço maior por parte do governo 
em expandir investimento, o que é bastante 
apropriado para os objetivos do PAC. A 
impressão que fica não é de que a meta não foi 
atingida, mas que ela pode estar 
superestimada, tendo pouca conexão com o 
que a realidade influenciada pela execução do 
programa seria capaz de produzir.
Charges do 
Programa:
Conclusão

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)
Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)
Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)Portal Canal Rural
 
O inevitável impeachment de dilma rousseff
O inevitável impeachment de dilma rousseffO inevitável impeachment de dilma rousseff
O inevitável impeachment de dilma rousseffFernando Alcoforado
 
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015Enio Economia & Finanças
 
Cartilha de realizações no governo Lula
Cartilha de realizações no governo LulaCartilha de realizações no governo Lula
Cartilha de realizações no governo LulaMarcelo Bancalero
 
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do período
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do períodoGoverno Lula-Dilma: Uma análise Econômica do período
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do períodoManoel Romão
 
Fundamentos serviço social lula e neo - 1 º semestre
Fundamentos serviço social   lula e neo - 1 º semestreFundamentos serviço social   lula e neo - 1 º semestre
Fundamentos serviço social lula e neo - 1 º semestreDaniele Rubim
 
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
Governo lula 2007 2010
Governo lula 2007 2010Governo lula 2007 2010
Governo lula 2007 2010Amanda Ulrich
 
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasil
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasilPec 241 ameaça o desenvolvimento do brasil
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasilFernando Alcoforado
 
Governabilidade e economia ameaçadas no brasil
Governabilidade e economia ameaçadas no brasilGovernabilidade e economia ameaçadas no brasil
Governabilidade e economia ameaçadas no brasilFernando Alcoforado
 
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...Grupo de Economia Política IE-UFRJ
 
A ofensiva neoliberal do governo michel temer
A ofensiva neoliberal do governo michel temerA ofensiva neoliberal do governo michel temer
A ofensiva neoliberal do governo michel temerFernando Alcoforado
 
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasil
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasilEm marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasil
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasilFernando Alcoforado
 

Mais procurados (20)

Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)
Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)
Programa de governo de Dilma Rousseff (PT)
 
O inevitável impeachment de dilma rousseff
O inevitável impeachment de dilma rousseffO inevitável impeachment de dilma rousseff
O inevitável impeachment de dilma rousseff
 
Governo Lula e a Crise
Governo Lula e a CriseGoverno Lula e a Crise
Governo Lula e a Crise
 
A era Lula
A era Lula A era Lula
A era Lula
 
Governo lula
Governo lulaGoverno lula
Governo lula
 
GOVERNO LULA (2002-2010)
GOVERNO LULA (2002-2010)GOVERNO LULA (2002-2010)
GOVERNO LULA (2002-2010)
 
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015
Resumo. o ajuste fiscal do governo dilma rousseff 2015
 
Lula Presidente 2006
Lula Presidente 2006Lula Presidente 2006
Lula Presidente 2006
 
Cartilha de realizações no governo Lula
Cartilha de realizações no governo LulaCartilha de realizações no governo Lula
Cartilha de realizações no governo Lula
 
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do período
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do períodoGoverno Lula-Dilma: Uma análise Econômica do período
Governo Lula-Dilma: Uma análise Econômica do período
 
Fundamentos serviço social lula e neo - 1 º semestre
Fundamentos serviço social   lula e neo - 1 º semestreFundamentos serviço social   lula e neo - 1 º semestre
Fundamentos serviço social lula e neo - 1 º semestre
 
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 30 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
Governo lula 2007 2010
Governo lula 2007 2010Governo lula 2007 2010
Governo lula 2007 2010
 
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasil
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasilPec 241 ameaça o desenvolvimento do brasil
Pec 241 ameaça o desenvolvimento do brasil
 
Governabilidade e economia ameaçadas no brasil
Governabilidade e economia ameaçadas no brasilGovernabilidade e economia ameaçadas no brasil
Governabilidade e economia ameaçadas no brasil
 
Choque de produtividade
Choque de produtividadeChoque de produtividade
Choque de produtividade
 
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...
Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 201...
 
A ofensiva neoliberal do governo michel temer
A ofensiva neoliberal do governo michel temerA ofensiva neoliberal do governo michel temer
A ofensiva neoliberal do governo michel temer
 
Governo lula
Governo lulaGoverno lula
Governo lula
 
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasil
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasilEm marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasil
Em marcha o conluio para manter o status quo neoliberal no brasil
 

Destaque

Aula teoria do comércio internacional angelo prochmann
Aula teoria do comércio internacional angelo prochmannAula teoria do comércio internacional angelo prochmann
Aula teoria do comércio internacional angelo prochmannAngelo Prochmann
 
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) café
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) caféEconomia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) café
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) caféJorge Miklos
 
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54   comércio internacional e desenvolvimentoAula 54   comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimentopetecoslides
 
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentaisEconomia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentaisFelipe Leo
 
Aula 61 teorias do comércio internacional
Aula 61   teorias do comércio internacionalAula 61   teorias do comércio internacional
Aula 61 teorias do comércio internacionalpetecoslides
 
Breve História do Brasil no Século XX
Breve História do Brasil no Século XXBreve História do Brasil no Século XX
Breve História do Brasil no Século XXBurghard Baltrusch
 
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFIIIECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFIIprofrodrigoribeiro
 
O Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XXO Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XXDébora Morais
 
O comércio internacional e os principais blocos regionais Geografia
O comércio internacional e os principais blocos regionais GeografiaO comércio internacional e os principais blocos regionais Geografia
O comércio internacional e os principais blocos regionais GeografiaUiles Martins
 
História da economia brasileira
História da economia brasileiraHistória da economia brasileira
História da economia brasileiraThaina007
 

Destaque (12)

Aula teoria do comércio internacional angelo prochmann
Aula teoria do comércio internacional angelo prochmannAula teoria do comércio internacional angelo prochmann
Aula teoria do comércio internacional angelo prochmann
 
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) café
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) caféEconomia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) café
Economia 2 desenvolvimento histórico e econômico do brasil (i) café
 
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54   comércio internacional e desenvolvimentoAula 54   comércio internacional e desenvolvimento
Aula 54 comércio internacional e desenvolvimento
 
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentaisEconomia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
 
Aula 61 teorias do comércio internacional
Aula 61   teorias do comércio internacionalAula 61   teorias do comércio internacional
Aula 61 teorias do comércio internacional
 
Breve História do Brasil no Século XX
Breve História do Brasil no Século XXBreve História do Brasil no Século XX
Breve História do Brasil no Século XX
 
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFIIIECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII
IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII
 
O Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XXO Brasil chega ao século XX
O Brasil chega ao século XX
 
O comércio internacional e os principais blocos regionais Geografia
O comércio internacional e os principais blocos regionais GeografiaO comércio internacional e os principais blocos regionais Geografia
O comércio internacional e os principais blocos regionais Geografia
 
Evolucão economia brasil
Evolucão economia brasilEvolucão economia brasil
Evolucão economia brasil
 
História da economia brasileira
História da economia brasileiraHistória da economia brasileira
História da economia brasileira
 
Comércio internacional
Comércio internacionalComércio internacional
Comércio internacional
 

Semelhante a Comércio exterior e transição da economia ( Governo Lula)

Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
O fiasco econômico do governo temer
O fiasco econômico do governo temerO fiasco econômico do governo temer
O fiasco econômico do governo temerFernando Alcoforado
 
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasil
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasilO falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasil
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasilFernando Alcoforado
 
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...FecomercioSP
 
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55Liderança da Oposição
 
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e social
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e socialO brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e social
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e socialFernando Alcoforado
 
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá las
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá lasAmeaças ao desenvolvimento do brasil e como superá las
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá lasFernando Alcoforado
 
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONAROO DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONAROFernandoAlcoforado1
 
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?Maria Aparecida Magalhães
 
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileira
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileiraRombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileira
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileiraFernando Alcoforado
 
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
Apresentação de 2013 - Professora Denise
Apresentação de 2013 - Professora Denise Apresentação de 2013 - Professora Denise
Apresentação de 2013 - Professora Denise cesforma
 
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFESeconomiaufes
 
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaApresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaRoberto Dias Duarte
 

Semelhante a Comércio exterior e transição da economia ( Governo Lula) (20)

A subita guinada neoliberal do brasil
A subita guinada neoliberal do brasilA subita guinada neoliberal do brasil
A subita guinada neoliberal do brasil
 
Informe conjuntural nº 16 dezembro 2011 versão final
Informe conjuntural nº 16 dezembro 2011  versão finalInforme conjuntural nº 16 dezembro 2011  versão final
Informe conjuntural nº 16 dezembro 2011 versão final
 
Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 48 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
O fiasco econômico do governo temer
O fiasco econômico do governo temerO fiasco econômico do governo temer
O fiasco econômico do governo temer
 
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasil
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasilO falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasil
O falso discurso do governo sobre a recuperação econômica do brasil
 
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...
Desoneração e os novos modelos de investimento, 25/10/2012 - Apresentação Fec...
 
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55
Mentiras apresentadas pelos defensores da PEC 55
 
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e social
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e socialO brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e social
O brasil rumo à depressão econômica e à mudança politica e social
 
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá las
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá lasAmeaças ao desenvolvimento do brasil e como superá las
Ameaças ao desenvolvimento do brasil e como superá las
 
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONAROO DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO
O DESASTRE ECONÔMICO DO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO
 
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 40 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?
Coluna do senador Aécio Neves na Folha - Crescimento?
 
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileira
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileiraRombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileira
Rombo fiscal nas contas públicas leva à bancarrota a economia brasileira
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
 
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 52 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
Apresentação de 2013 - Professora Denise
Apresentação de 2013 - Professora Denise Apresentação de 2013 - Professora Denise
Apresentação de 2013 - Professora Denise
 
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 53 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFESBoletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
Boletim 31 - Grupo de conjuntura econômica da UFES
 
Apresentação | Informe Conjuntural | 3º Trimestre
Apresentação | Informe Conjuntural | 3º TrimestreApresentação | Informe Conjuntural | 3º Trimestre
Apresentação | Informe Conjuntural | 3º Trimestre
 
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaApresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
 

Comércio exterior e transição da economia ( Governo Lula)

  • 1. COMÉRCIO EXTERIOR E TRANSIÇÃO DA ECONOMIA Economia Brasileira Contemporânea
  • 2. Introdução A política exterior do governo Lula que diversificou a economia juntamente com algumas medidas destinadas a ampliar o nível de investimentos e o mercado interno, contribuiu fortemente para o aumento das importações.
  • 3. A Estagnação da Transição A adoção das três ancoras que momentaneamente conseguiu derrubar a inflação impondo pesado sacrifício a atividade econômica e ao emprego não foi diferente nos governos de Fernando Henrique e Lula. Em primeiro momento ela causou o estancamento da economia e o recrudescimento do desemprego.
  • 4.  As empresas conseguiram melhorar sua rentabilidade, porém, não se sentiram estimuladas a aumentar o investimento na produção.  O setor público comprimiu seus investimentos por causa da elevação do superávit primário. Por isso:  o investimento total em 2003 caiu para 6,6% fazendo a taxa de investimento baixar de 18,8% referente ao ultimo triênio de Fernando Henrique, para 18,5% no primeiro ano de Lula.
  • 5. O resultado foi:  O quase estancamento do PIB (cresceu apenas 1,1%)  A produção industrial que também cresceu apenas 0,1%  Crescimento da taxa de desemprego Desemprego Total 19,0% para 19,9% Desemprego Aberto 11,7% para 12,3% (maior taxa de desemprego desde que se começou a medir desemprego no Brasil)  Poder de compra do Trabalho caiu 12,92%
  • 6. O que cresceu em boa quantidade foram apenas as exportações que foi 21%.
  • 7. Exportação Alavanca a Economia Em 2004 a estagnação do 1º ano do governo começou a mudar graças a política de exportação do governo Lula.  A produção industrial cresceu 8,3% em 2004 (maior crescimento desde 1986)  O crescimento do PIB foi em 5,7% (maior crescimento desde 1994).  Taxa de desemprego Aberta caiu de 12,3% para 11,5%  Taxa de desemprego Total caiu de 19,9% para 18,7%
  • 8. Porém surge a pergunta: Como em uma situação de juros reais elevado, saldos primários das contas publicam elevados e taxa de cambio e salário real muito baixos, a produção industrial e o PIB cresceram? Isso se deveu graças ao crescimento de 32% em 2004 das exportações.
  • 9. De outro lado também porque apesar de custos altos pela elevação de juros e carga tributária, as empresas exportadoras aumentaram sua produção? Isso porque elas contaram com a redução do custo salarial, com o uso da capacidade ociosa gerada em três anos de estagnação (2001-03) e com ganhos obtidos através do adiantamento de contrato (ACC´s).
  • 10. Puxada pelas exportações a massa salarial cresceu 2,3% em termos reais em 2004 e houve um crescimento maior no setor industrial de 9,01% depois de haver caído 4,2% em 2003.
  • 11. Economia volta a desacelerar A elevação de juros reais, da carga tributaria e do valor externo da moeda haveria de ser fatal para o processo de reanimação da economia ocorrido naquele ano. Juros altos e real valorizado bloqueia qualquer possibilidade de crescimento auto-sustentado na economia.
  • 12. O crescimento do PIB que fora 5,7% em 2004 agora em 2005 foi de 3,2%. Com isso o Brasil completou dez anos crescendo a um ritmo abaixo da média mundial que era de 3,8% e o Brasil de 1996 a 2005 cresceu apenas 2,4% ao ano. A principal aliada a essa baixa no ritmo de expansão foi a produção industrial que o empurrou para baixo, ela só cresceu 3,1% em 2005. As vendas no mercado interno que haviam crescido 15,11% em 2004 só se expandiram 2,03% em 2005 e as vendas no comercio
  • 13. Condições para o crescimento auto-sustentado Esse movimento revela que ainda não haviam sido criadas as condições para o crescimento auto-sustentado. O crescimento do PIB no primeiro triênio do governo Lula se deu com base na ocupação da capacidade ociosa. Sua conversão em crescimento auto-sustentado passou a depender do aumento da capacidade produtiva e portanto da expansão dos investimentos e da dinamização do mercado interno e externo.
  • 14. E para isso a baixa na taxa de juros tem papel importante, pois amplia a possibilidade de investimento produtivo e ajuda a dinamizar o mercado interno ao estimular o credito ao consumidor e redinamizar o mercado externo ao favorecer a desvalorização do real. Então o caminho é baixar a taxa de juros para em consequência reduzir o superávit primário e assim abrir espaço para o investimento publico e estimular o privado. E quanto ao combate a inflação a melhor maneira não seria a contenção da demanda, mas com o aumento da oferta, ou seja, crescimento da capacidade produtiva que se obtém com juros baixos.
  • 15. As condições para redução sustentada da taxa de juros que já estavam criadas desde o começo do governo se ampliaram a partir de 2005, a violenta queda da inflação que chegou a 3,11% em 2006 e do chamado Risco- Brasil que chegou a pouco mais de 200 fizeram mudar o argumento do Banco Central de manter taxas altas. Assim deflagraram um processo que fez cair a taxa de 19,75% para 13,25% no final de 2006, porém a taxa real anual caiu somente 2,15% , de 12,15% para 10,0%.
  • 16. Transição e Estratégia A equipe de Palocci, ao assumir o Ministério prometeu a transição de uma política turbulenta para uma política econômica que conduziria ao desenvolvimento auto-sustentado com inclusão social.
  • 17. Projeto Palocci/Bernardo: radicularizava o arrocho fiscal dos últimos anos como propunha empurra-lo por mais dez anos. A tese era de que deveria cortar os gastos correntes do governo a fim de aumentar os públicos.
  • 18. Porém o presidente Lula não concordou com o projeto “Palocci-Bernardo”, pois segundo ele o mesmo não tinha fundamentos reais, sendo impossível reduzir os investimentos sem igualmente aumentar as despesas correntes.
  • 19. Algumas mudanças na política econômica Houveram algumas modificações internas para fortalecer a política exterior que permitiu melhora na performance do crescimento econômico, tais modificações para o crescimento da taxa de investimento e dinamização do mercado interno. Essas modificações fizeram o aumento da taxa de investimento que em 2004 subiu para 19,6%, 2005 para 20,1% em relação a 2003 que era de 18,05% Os investimentos só não cresceram mais porque uma parcela importante da poupança nacional foi transferida para o exterior. Porém o BNDES sozinho não era suficiente para suprir o nível de investimento necessário para o investimento auto sustentado quando o governo e as empresas juntos estão pressionados por juros altos.
  • 20. Melhoria no Mercado Interno => Determinantes que consistem na valorização e dinamização do mercado interno
  • 21. Manutenção da estabilidade econômica e crescimento da economia  ---COMBATE A INFLAÇÃO:  AUMENTO E VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO INTERNA, OFERTA DE BENS E SERVIÇOS.
  • 22.  Distribuição de Renda mais justa. Os 50% mais pobres da população aumentaram sua participação na renda nacional de 10,07% em outubro de 2002 para 12,24% em outubro de 2005.
  • 23.  Ampliação dos programas sociais por meio das políticas de renda e distributivas. ---- Programa Fome Zero. Tinha como Objetivo a eliminação da Fome e da Miséria no Brasil.
  • 24.  “carro chefe” do Fome Zero, Criação do Bolsa Família.  Programa de transferência de Renda.
  • 25.  FGV afirma sobre dados do PNAD/IBGE, que a queda no nível de pobreza é o maior dos últimos 10 anos, devido a criação do programa Bolsa Família.
  • 26.
  • 27.  Queda do Desemprego Dados do IBGE afirmam ainda que durante o Governo Lula o desemprego registrou queda, passando de 12% em 2003 para 7% em 2010.  Diminuição de empregos Informais.
  • 28.  Valorização do Salário Mínimo. Como pode ser analisado no gráfico, durante os oito anos de mandato do governo Lula, houve um aumento de 155% (reajuste nominal) passando o salário mínimo de R$ 200,00 para R$ 500,00.
  • 29.  Expansão do Crédito. Em termos de capacidade de consumo, esta transformação significa a ascensão de 25 milhões de pessoas da classe "D" para "C"– que no final do governo Lula representava 50% da população, ou cerca de 100 milhões de brasileiros.
  • 30.
  • 31.  O ultimo fato que contribui para dinamizar o mercado interno, foram os chamados “pacotes de bondade”, que devolviam parte do aumento da carga tributaria.  O fim da cumulativa do PIS/Cofins e da CSLL;  A extinção da alíquota do PIS/Cofins sobre produtos da cesta básica e sobre vários insumos para a produção de alimentos;  Medidas específicas destinadas a estimular o microcrédito produtivo;  Ampliação de recursos para o financiamento imobiliário.
  • 32. Mudanças importantes na política econômica interna:  Suspendeu-se o processo de privatização que vigorava desde o início dos anos 1990;  O BNDES deixou de financiar a aquisição de empresas estatais pelo capital estrangeiro para financiar o investimento das empresas nacionais;  O Ministério das Minas e Energia recuperou parte de seu poder de comando no setor energético, antes entregue às agências reguladoras, ademais de suspender o processo de privatização do setor.  A Petrobras estabeleceu um programa de compra de plataformas e navios construídos no País (num total de 42) com o objetivo de estimular a produção nacional, em lugar da anterior política importadora.
  • 33. Mudança da equipe econômica ensaia mudança na economia  A Crise Política.  Denúncias de corrupção política. “MENSALÃO”.
  • 34.  O grande problema da crise política no governo Lula, além das denúncias de corrupção, foi o impacto negativo que ela obteve nos índices econômicos do país, durante o primeiro mandato.  O PT estava disposto a novas alterações. Propunha acelerar a queda dos juros, diminuírem o superávit primário e aumentar o investimento publico.  Queda do Ministro Antonio Palocci.  Guido Mantega é nomeado Ministro da Fazenda.  Em entrevista Mantega defendeu que “os juros baixem de forma ainda mais consistente”, já que “há condições para que isso aconteça”, porque “o país está com a inflação controlada e já conquistou a maturidade para atingir o desenvolvimento alto sustentado.”
  • 35. Reeleição de Lula  Lula foi reeleito no segundo turno com cerca de 60% dos votos.  Após a eleição, a proposta de Lula era “destravar a economia’’, para efetivar sua meta de crescimento alto-sustentado de 5% ao ano.  Lula reafirma seu compromisso em erradicar a pobreza nos próximos.  Segundo mandato tinha como principal objetivo modificações na economia (crescimento econômico).  Elaboração do PAC - Programa de
  • 36. Programa de Aceleração do Crescimento
  • 37. O Programa de Aceleração do Crescimento- 2007-2010, mais conhecido como PAC,teve a intenção de promover a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o seu desenvolvimento acelerado e sustentável.
  • 38.  ‘’A minha intenção é estimular todos os setores do país a participarem deste esforço de aceleração do crescimento, pois uma tarefa dessas não pode ser uma atitude isolada de um governo – mas de toda a sociedade. Um governo pode tomar a iniciativa, pode criar os meios, mas para que qualquer projeto amplo tenha sucesso é preciso o engajamento de todos.” Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República
  • 39. Propostas  Aceleração do crescimento econômico, o aumento do emprego e a melhoria das condições de vida da população brasileira, quesitos básicos do direito dos cidadãos.  Para isso o PAC fixou como meta o crescimento do PIB em uma taxa mínima de 4,5% em 2007 e de 5% de 2008-2010.
  • 40. Medidas adotadas pelo PAC:  Maior investimento em infra- estrutura;  Estímulo ao crédito;  Melhora do ambiente de investimento: Removendo obstáculos;  Medidas fiscais de longo prazo;  Desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário.
  • 42. Para a realização de suas propostas, a propensão do governo era baixar a taxa de juros.
  • 43.  Mesmo diante da crise internacional o PAC continuou a crescer.  Mas diante das ameaças o Banco Central, e o Copom, decidiram paralisar a queda de juros.
  • 44.  Lula x Copom:  Visão estruturalista x Visão conservadora
  • 46. O que foi realizado  Ações Concluídas do PAC (2007-2010)  Previsão até 31.12.2010  Obs: O valor total do PAC é R$ 657,4 bilhões.  Valor (R$ milhões) %  Logística 65.400,0 15%  Rodovias 42.900,0 10%  Marinha Mercante 17.000,0 4%  Ferrovias 3.400,0 1%  Aeroportos 281,9 0%  Portos 789,1 0%  Hidrovias 965,0 0%  Energia 148.500,0 33%  Campos de Petróleo e Gás Natural 57.100,0 13%  Geração de Energia 26.400,0 6%  Refino 23.600,0 5%  Combustíveis Renováveis 10.100,0 2%  Gasodutos 19.100,0 4%  Transmissão de Energia 7.000,0 2%  Outros 5.518,1 1%  Social e Urbano 230.100,0 52%  Financiamento Habitacional a Pessoa Física 216.900,0 49%  Luz para Todos 6.600,0 1%  Recursos Hídricos 2.000,0 0%  Saneamento 1.500,0 0%  Metrôs 2.700,0 1%  Habitação 353,5 0%  Total 444.000,0 100%
  • 47. Resultado do PAC: Tabela 9 – Resultado Primário em % do PIB – Projetado x Realizado Resultado Primário em % do PIB Período Mensurado Meta Pac 2006 2,06 2007 2,17 4,25 2008 2,82 4,25 2009 1,19 4,25 2010 2,22 4,25 Fonte: Bacen
  • 48.  Tabela 10 – Descrição do Resultado Primário - % do PIB – 2002 à 2010 Em % do PIB 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010*  RECEITA BRUTA 21,7% 21,0% 21,6% 22,7% 22,9% 23,3% 23,8% 23,5% 23,8%  Transferência para Estados e Municípios 3,8% 3,5% 3,5% 3,9% 3,9% 4,0% 4,4% 4,1% 3,9%  RECEITA LÍQUIDA TOTAL 17,9% 17,4% 18,1% 18,8% 19,0% 19,3% 19,4% 19,5% 19,9%  DESPESAS PRIMÁRIAS 15,7% 15,1% 15,6% 16,4% 17,0% 17,1% 16,6% 18,2% 18,6%  Pessoal e Encargos Sociais 4,8% 4,5% 4,3% 4,3% 4,5% 4,4% 4,4% 4,8% 4,7%  Transferências de Renda ** 6,8% 7,2% 7,7% 8,1% 8,4% 8,5% 8,2% 9,0% 9,0%  Investimentos 0,8% 0,3% 0,5% 0,5% 0,6% 0,7% 0,9% 1,0% 1,2%  Custeio 3,3% 3,2% 3,2% 3,5% 3,4% 3,5% 3,1% 3,4% 3,7%  RESULTADO PRIMÁRIO*** 2,1% 2,3% 2,5% 2,5% 2,1% 2,2% 2,9% 1,3% 1,3%  Fonte: 11º Balanço do PAC  */ Acumulado em 12 meses até Outubro/10  **/ Compreende gastos com: benefícios previdenciários, abono, seguro-desemprego, benefícios assistenciais (LOAS e RMV) e Bolsa Família  ***/ Sem considerar FSB e a operação de capitalização da Petrobras.
  • 49. Apesar do resultado primário não ter sequer aproximado do percentual planejado, fica evidente um esforço maior por parte do governo em expandir investimento, o que é bastante apropriado para os objetivos do PAC. A impressão que fica não é de que a meta não foi atingida, mas que ela pode estar superestimada, tendo pouca conexão com o que a realidade influenciada pela execução do programa seria capaz de produzir.