História da Astronomia - Roma e Pré Copérnico - Parte 3 de 7

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Mini curso ministrado em julho de 2013, por Marcos Calil, no Planetário e Teatro Digital Johannes Kepler, localizado em Santo André (SP)

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História da Astronomia - Roma e Pré Copérnico - Parte 3 de 7

  1. 1. IMPÉRIO ROMANO
  2. 2. IMPÉRIO ROMANO
  3. 3. O Império Romano Situação de contorno: A Astronomia grega teve continuação no Egito helenístico; Foi na Alexandria que foram formuladas as mais importantes teorias astronômicas da Antiguidade; Em paralelo, os romanos começaram sua ascensão, dominando grande parte do mundo conhecido; IMPÉRIO ROMANO
  4. 4. Os romanos não criaram grandes teorias astronômicas sendo essas incorporadas em partes dos gregos. Dentro dos romanos destacam-se: IMPÉRIO ROMANO
  5. 5. Marcus Manilius (século I a.e.c.) – sua obra Astronomica apresenta uma boa descrição dos aspectos mais gerais da Astronomia, porém com foco claro para a Astrologia. Vitruvius (48 a.e.c. livro IX) – sua obra Os dez livros de Arquitetura apresenta no nono livro, a visão da Astronomia romana da época tendo, tendo como objetivo a construção de relógio solares (analema de Vitruvius). IMPÉRIO ROMANO
  6. 6. Plínio, o Velho (c. 23 – 79 d.e.c.) – inclui um livro na sua enciclopédia História Natural, mas não fornece nenhum detalhe sobre Astronomia quantitativa. IMPÉRIO ROMANO
  7. 7. Temos então Κλαύδιος Πτολεμαiος (c. 100 – c. 170 d.e.c.) Desenvolveu um modelo do Sistema Solar que durou cerca de 1.300 anos. IMPÉRIO ROMANO
  8. 8. Cláudio Ptolomeu – modelo simplificado IMPÉRIO ROMANO Essa figura não é do Almagesto
  9. 9. IMPÉRIO ROMANO Almagesto – imagem do livro
  10. 10. IMPÉRIO ROMANO Cláudio Ptolomeu – modelo com epiciclos
  11. 11. IMPÉRIO ROMANO Cláudio Ptolomeu modelo com epiciclos e equante
  12. 12. Entre Ptolomeu e o século III, em Alexandria, parece não ter surgido nenhum trabalho astronômico significativo. Os estudos agora se voltam do mundo natural para o mundo do espírito, com o desenvolvimento do neo-platonismo. O que resta são apenas comentadores das obras clássicas como Proclos, Philoponos e Simplício com algumas ideias originais sem uma Astronomia sistemática. IMPÉRIO ROMANO
  13. 13. Cenário dessa época (conforme Kuhn): Primeira fase do declínio ocidental da ciência antiga: Segunda fase do declínio ocidental da ciência antiga: Um lento declínio da qualidade e da quantidade de atividades científicas. Um desaparecimento lento e constante do saber tradicional IMPÉRIO ROMANO
  14. 14. Final do século IV: - invasão dos hunos na Europa; - Os cristãos são reconhecidos oficialmente pelo Império Romano; - O estudo sobre a natureza começam a ser criticados e (muitas vezes) desprezados; IMPÉRIO ROMANO
  15. 15. - Santo Agostinho (354 – 430) nasce na África romana: Neoplatonista, maniqueísta e cristão exerce uma grande influência no pensamento religioso e popular cristão com a união de seus pensamentos platônico e das Epístolas de São Paulo. Sua preocupação maior seria com a vida que se levava e as possíveis penas que se deveria pagar após a morte. IMPÉRIO ROMANO
  16. 16. - As consequências desses pensamentos geram conflitos entre pagãos e cristão. Consequências: Ano 390: parte da biblioteca de Alexandria foi queimada por ordem do Bispo Teófilo; Ano 415: o matemático Hipácio foi assassinado por uma multidão instigado (provavelmente) pelo Patriarca Cirilo que governou a Alexandria por 23 anos; IMPÉRIO ROMANO
  17. 17. Por fim... - 476: o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi deposto pelos “bárbaros” sob o comando de Odoacro. IMPÉRIO ROMANO
  18. 18. - Em 529, a academia de Platão é fechada e o pensamento antigo foi esquecido ou criticado; - Kosmas Indicopleustes, em 550, defendeu a ideia de que a Terra era plana negando a proposta que estivesse suspensa no meio do Universo. Essa visão permaneceu até o Renascimento no meio popular. IMPÉRIO ROMANO
  19. 19. Seria o fim dos pensamentos e obras gregas??? IMPÉRIO BIZANTINO idioma grego ainda se mantinha vivo e os autores antigos eram lidos. ÍNDIA possuíam uma astronomia própria associada à religião e à astrologia, com fortes influências mesopotâmicas.
  20. 20. ÍNDIA Astrolábio (Planetário de Alexandria)
  21. 21. A Astronomia no tempo da Idade Média O motivo de grandes debates: ordem dos planetas e suas distâncias em relação à Terra*. Discussões que não foram abordadas por Ptolomeu: - Brilho dos planetas*; - Trânsitos*; - Estudo de cometas. *Ambos para estudar as distâncias dos planetas em relação à Terra. IDADE MÉDIA Trânsito de Vênus 06 junho 2012 01:29
  22. 22. Pensamentos divididos Orbes encaixadas uns nos outros (Ptolomeu) gerou dois tipos de pensamentos: IDADE MÉDIA
  23. 23. Pensadores A Mercúrio e Vênus estavam entre a Lua e o Sol. (Ptolomáicos) IDADE MÉDIA
  24. 24. Pensadores B Mercúrio e Vênus estavam algumas vezes acima do Sol e outras abaixo dele. IDADE MÉDIA Sistema de Empédocles (495/490 - 435/430 a.e.c.)
  25. 25. Pensamentos divididos Século IX – Bede Venerável (Pensador B) citou Carolus que teria observado Mercúrio como uma mancha visível no disco do Sol durante 9 dias. Avicenna – Descreve a passagem de Vênus sob a forma de uma pequena mancha no disco solar (trânsito de Vênus de 24 maio 1032 – 19:28) IDADE MÉDIA
  26. 26. Afinal... Qual interesse de estudar o trânsito de Mercúrio e Vênus? IDADE MÉDIA
  27. 27. Pensamento medieval: H1- Se Vênus recebe luz do Sol; H2- Se Vênus se move entre o Sol e a Terra; C1- Logo Vênus deveria apresentar fases, como as da Lua. A- Por analogia o mesmo ocorre com Mercúrio. IDADE MÉDIA
  28. 28. E ELES ACERTARAM??? Como as fases de Vênus e de Mercúrio – DE FATO – nunca havia sido observado a solução foi simples... OS PLANETAS POSSUEM LUZ PRÓPRIA Al-Biruji (século XII) IDADE MÉDIA
  29. 29. IDADE MÉDIA Mercúrio e Vênus possuem fases??? Fases de Mercúrio 01 junho 2013 ~17:30
  30. 30. RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA Com o declínio da cultura islâmica ocorre o processo de reforço da ciência europeia. Século XII – marcado pela quantidade excessiva de traduções de obras científicas do árabe para o latim. Renasce nesse momento o retorno à ciência grega, porém...
  31. 31. RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA COM LEVES RETOQUES ÁRABES ARISTÓTELES EUCLIDES ARQUIMEDESPTOLOMEU OUTROS ÁRABES O elo perdido entre a filosofia helênica e a Idade Média
  32. 32. Consequências: termos árabes “latinizados” no vocabulário astronômico, como: ZÊNITE NADIR ALTAIR ALMANAQUE (anuários) ALDEBARANBETELGEUSE EL NATH MIZAR RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  33. 33. E A OBRA DE PTOLOMEU??? ENTROU EM DESUSO NESSE PERÍODO??? RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  34. 34. Século XIII Entre Tómas de Aquino, Alberto Magno e tantos outros destaca-se Johannes de Sacrobosco. Escreveu uma pequena obra Tratado da esfera que baseava-se nas obras traduzidas para o latim referindo-se as ideias de Ptolomeu e Alfragano descrevendo os mecanismos celestes. RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  35. 35. Essa obra foi significativa e utilizada amplamente nas mais importantes universidades europeias até o século XVII. Pensamentos dominante da época: FÍSICA ARISTOTÉLICA COM PRINCÍPIOS DA ASTRONOMIA PTOLOMAICA RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  36. 36. Segunda metade do século XIII O Rei Afonso X de Castela (1252-1284) reúne os astrônomos da corte e ordena a tradução de vários textos científicos para o castelhano, além da elaboração de tabelas astronômicas atualizadas. Essas foram consideradas as melhores da época permanecendo até 1483. RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  37. 37. Mas... sempre existem os que não concordam!!! Esses, não questionavam os ensinamentos da Igreja, mas os da ciência aristotélica. Essa atitude “rebelde” toma maior força a partir do século XIV e continua até o Renascimento. RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  38. 38. Nicolas de Cusa (1401-1464) De Docta Ignorantia - Existência de um cosmo perfeito, esférico e infinito; - Universo ilimitado sem centro; - As estrelas estariam distantes uma das outras e não numa única esfera; - Todos os corpos seriam formados pelos mesmos elementos; RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  39. 39. - A Terra não poderia estar numa posição central; - A Terra e os demais astros possuíam movimento natural; - A Terra possui um movimento de rotação em torno do seu eixo (à estudar ainda pelos especialistas). RENASCIMENTO DA ASTRONOMIA NA EUROPA
  40. 40. ANTES DE COPÉRNICO Final do século XV – Astronomia europeia se encontra em forte desenvolvimento. Os primeiros livros de Astronomia começam a surgir na década de 1470. Destaque para: - Corpus Hermeticum – final do sec. XV e início do sec. XVI. Veneração pela alquimia, astrologia, magia natural e entre o macro e microcosmo;
  41. 41. ANTES DE COPÉRNICO - Tratado da Esfera de Sacrobosco – editado e reeditado dezenas de vezes com ou sem comentários; - Teoria dos Planetas de Georg Peurbach (1423-1461) – uma análise técnica do modelo de Ptolomeu.
  42. 42. Do século XV para o século XVI Surge o “boato” de que a Terra pudesse estar em movimento Discussão do argumento, contrapondo-lhe contra-argumentos Questionamento de argumentos de novas ideias EFEITOS COLATERAIS APRESENTADOS PELOS CULTOS DA ÉPOCA ANTES DE COPÉRNICO
  43. 43. OS CULTOS DA ÉPOCA ERAM TREINADOS PARA “DERRUBAR” NOVAS IDEIAS!!! ANTES DE COPÉRNICO
  44. 44. Celio Calcagnini (1479-1541) Um exemplo pré copernicano A terra se movimenta Girolamo Fracastoro (1483-1553) Giovanni Battista Amici (1512-1538) Tentaram ressuscitar as esferas homocêntricas Fracastoro = 77 esferas A DISCUSSÃO ESTÁ ESQUENTANDO!!! ANTES DE COPÉRNICO

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