Saúde Pública no Brasil: Histórico.

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Resumo do material que estudei para um determinado concurso, acompanhamento resumido dos principais acontecimento em Saúde Publica no Brasil.
Espero que o ajude.

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Saúde Pública no Brasil: Histórico.

  1. 1. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA Histórico 1589-1889 (Brasil colônia) Havia poucos médicos, que eram formados na Europa e a saúde era exercida por curandeiros, índios, e pelas Santas Casas de Misericórdia, entidade filantrópica e nessa época não havia saneamento básico nas povoações. 1889-1930 (República Velha) 1889 Introduziu a organização das administrações estaduais sanitárias, sem sucesso. Placimário Oliveira
  2. 2. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1902 - Surge no Rio de Janeira as campanhas sanitárias, dedicadas a enfrentar as epidemias urbanas. Projeto sanitário idealizado pelo médico Osvaldo Cruz que impôs a vacinação obrigatória e de forma truculenta o que causou revolta na população, revolta esta chamada de revolta da vacina. 1917 - Já sobre o comando do médico Carlos Chagas, as campanhas sanitárias deixa de ser caso de policia e passa a ser tratada como questão social. Placimário Oliveira
  3. 3. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1918 – Movimento Liga Pró-Saneamento Brasil. * Colaborou para a discussão da realidade das patologias nacionais. *Também foram importantes no que se refere às questões ligadas às condições de vida do trabalhador. 1919 – Cria o Departamento Nacional de Saúde Pública DNSP. Estende a saúde as aéreas rurais. 1923 - É publicada a Lei Elói Chaves, Decreto legislativo nº 4.682. Lei responsável pela criação das CAPs Caixa de Aposentadoria e Pensões. Lei considerada mãe da previdência social. Criada inicialmente para os trabalhadores ferroviários. Placimário Oliveira
  4. 4. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1926 - As Caixa de Aposentadoria e Pensões CAPs, foi estendida aos trabalhadores portuários e marítimos. Funcionamento das CAPS Organização – Empresas privadas Benefícios – Pensão, Aposentadoria e Assistência médica. Contribuição – Empresa e Empregados Gestão – Órgão colegiado – proprietário, patrões e empregados. Nas CAPs não há participação de governo. Placimário Oliveira
  5. 5. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1930 - Getúlio Vargas cria o ministério da educação e saúde pública. 1932 - Cria o instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort). 1933 - As CAPs passam a incorporar ao Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), que eram autarquias de nível nacional centralizadas no governo federal, com filiação por categorias. 1934 - A Constituição Federal proporcionou algumas garantias aos empregados, tais como assistência médica, a licença remunerada à gestante trabalhadora e a jornada de trabalho de oito horas. Placimário Oliveira
  6. 6. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1940 - Departamento Nacional da Criança DNCr, responsável pelos serviços de proteção da maternidade, da infância e da adolescência. 1942 - Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp), voltado para o saneamento e assistência médico sanitária, focado na população ligada a extração da borracha. 1943 - Ocorreu o estabelecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Surge direitos trabalhistas obrigatórias como o pagamento de salário mínimo, indenização aos acidentados, tratamento médico aos enfermos. Placimário Oliveira
  7. 7. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1945 – É criado o Instituto de Serviços Sociais do Brasil - (ISS), Lei orgânica dos serviços sociais, os serviços de previdência e assistência social serão assegurados e ministrados pela União, com a cooperação dos Estados, Territórios, Distrito Federal e Municípios e de instituições públicas ou particulares. 1948 – É elaborado o plano Salte (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia), com objetivo de construir avanços nessas áreas. * Criação do primeiro Conselho de Saúde, considerado por William Wech o marco inicial da Saúde Pública moderna, por reconhecer a saúde como função administrativa de governo. Placimário Oliveira
  8. 8. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1953 - foi criado o Ministério da Saúde (MS), que tinha por objetivo as atividades de caráter coletivo. 1956 - Criou o Departamento Nacional de Endemias Rurais (DENERu), com o objetivo executar e organizar os serviços de investigação sobre as doenças parasitárias. 1960 - Transforma o Sesp em Fundação Serviço Especial de Saúde Pública (Fsesp), vinculada ao Ministério da Saúde. * É sancionada a Lei Orgânica da Previdência Social (Lops), iguala as contribuições a serem pagas pelos trabalhadores aos institutos a que são filiados. Placimário Oliveira
  9. 9. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1962- Primeiro ensaio para administração da vacina BCG Intradérmica, no Brasil. 1965 - Criação da Campanha de Erradicação da Malária (CEM). 1966 - Criação da Campanha de Erradicação da Varíola (CEV). * Nesse ano houve a fusão de todos os IAPs no INPS (Instituto Nacional da Previdência Social). Extensão previdenciária aos trabalhadores rurais, domésticos e autônomos. Com essa unificação houve o privilegiamento das ações de medicina do setor privado e desvalorização das ações de saúde pública. Placimário Oliveira
  10. 10. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1969 – Reforma sanitária. A Reforma Sanitária brasileira nasceu na luta contra a ditadura, com o tema Saúde e Democracia, e estruturou-se nas universidades, no movimento sindical, em experiências regionais de organização de serviços. Esse movimento social consolidou-se na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986. O resultado foi garantir na Constituição, por meio de emenda popular, que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado."
  11. 11. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1970 - Reorganizou administrativamente o Ministério da Saúde, criando a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam). 1971 - Instituí o Plano Nacional de Controle da Poliomielite, importante marco para as atividades de vacinação do país. 1973 - Foi formulado o Programa Nacional de Imunizações – PNI, objetivo de coordenar as ações de imunizações. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde) e da Central de Medicamentos (CEME - Presidência da República). Placimário Oliveira
  12. 12. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1974 - Foi criado o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). A assistência médica individualizada passou a ser dominante e a política privilegiou a privatização dos serviços e das atividades hospitalares. * Surge o Plano de Pronta Ação (PPA) e o Fundo de apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), ambos criados para suprir a grande demanda curativa. * O FAS era quem financiava as ações cobrando juros mais baixos. O PPA era composto por ações com o intuito de solucionar os casos de urgência que o segurado necessitava. Placimário Oliveira
  13. 13. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1975 - Foi criado o Sistema Nacional de Saúde (SNS) que tinha como finalidade tornarem mais eficazes e com baixo custo as ações de saúde em todo país. 1976 - É fundado o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) que foi um marco para o início do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira (MRSB). Esse movimento preconizou um novo modelo assistencial que destacava a importância da assistência primária de saúde. * Implantação do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). * Criou a Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde (Snabs). Placimário Oliveira
  14. 14. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1977 - Foi criado o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (SINPAS), abrangendo os seguintes órgãos: INPS, IAPAS, INAMPS, FUNABEM, LBA, CEME e DATAPREV. * Definição das vacinas obrigatórias para os menores de um ano, em todo território nacional. 1980 - VII Conferência Nacional de Saúde, foi nesse evento que surgiram as primeiras ideias para a modificação do programa do INAMPS denominado PREVSAÚDE. 1986 - VIII Conferência Nacional de Saúde, marco para as bases da criação do Sistema Único de Saúde. Direito universal à saúde. participação da sociedade e a descentralização dos serviços assistenciais. Placimário Oliveira
  15. 15. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1987 – Criação do Programa de Desenvolvimento de Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde (Suds) nos estados. 1988 - Constituição Federal, instituí a Seguridade Social, com base no tripé Saúde, Previdência e Assistência Social. Arts 196 a 200 – Seção II – Da Saúde * A saúde é direito de todos e dever do Estado. * E as seguintes diretrizes:  Descentralização  Atendimento integral  Participação da comunidade Placimário Oliveira
  16. 16. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1990 - Sucam e Fsesp passou a denominar-se Fundação Nacional de Saúde (FNS). * Lei 8.080 Instituiu o SUS, definindo seus objetivos, competências e atribuições; princípios e diretrizes; organização, direção e gestão. * Lei 8.142 instituiu a Gestão participativa no SUS; forma de alocação dos recursos oriundos do Fundo Nacional de Saúde. * Foi criado o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão resultante da fusão entre o INPS e o IAPAS. Os outros órgãos do SINPAS foram sendo extintos. Placimário Oliveira
  17. 17. LEI 8080/90  Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Organização, direção e gestão do SUS. Competências e atribuições das três esfera de governo. Funcionamento e participação complementar dos serviços privados de assistência à saúde. Políticas de recursos humanos. Recursos financeiro, gestão financeira, planejamento e orçamento. Placimário Oliveira
  18. 18. LEI 8080/90 Organização, direção e gestão do SUS.  As ações e serviços de saúde do SUS, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.  A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única e será exercida em cada esfera pelos seguintes órgãos:  no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;  no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente;  no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.  Gestão compartilhada em Comissões Intergestoras Bipartite e Tripartite. Placimário Oliveira
  19. 19. LEI 8080/90 Competências e atribuições das três esfera de governo.  A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo 21 atribuições comuns. Ver Art. 15.  A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) exercerá 19 competências. Ver Art. 16  À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) exercerá 14 competências. Ver Art. 17  À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) exercerá 12 competências. Ver Art. 18  Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos Municípios. Placimário Oliveira
  20. 20. LEI 8080/90 Funcionamento e participação complementar dos serviços privados de assistência à saúde.  A assistência à saúde é livre à iniciativa privada e caracterizam-se pela atuação, por iniciativa própria, de profissionais liberais, legalmente habilitados, e de pessoas jurídicas de direito privado e serão observados os princípios éticos e as normas expedidas pelo órgão de direção do Sistema Único de Saúde (SUS).  Quando as suas disponibilidades forem insuficientes, o (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada, a participação complementar será formalizada mediante contrato ou convênio, terão preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos os e valores serão aprovados pelo CNS. Placimário Oliveira
  21. 21. LEI 8080/90 Políticas de recursos humanos.  Formação em todos os níveis.  Aperfeiçoamento permanente de pessoal.  Valorização da exclusividade.  Direção, Chefia e Assessoramento exercido exclusivamente em período integral.  Possibilidade de acumulo do cargos no SUS, exceto para Direção, Chefia e Assessoramento. Placimário Oliveira
  22. 22. LEI 8080/90 Recursos financeiro, gestão financeira, planejamento e orçamento.  Os recursos financeiros serão depositados em conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde.  O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de auditoria, a conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a Estados e Municípios.  O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) será ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos. Placimário Oliveira
  23. 23. LEI 8142 Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. O SUS contará em cada esfera de governo com as seguintes instancias colegiadas:  Conferência de saúde, que reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde.  Conselho de saúde em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários. Placimário Oliveira
  24. 24. LEI 8142/90 Para receber recurso do Fundo Nacional de Saúde FNS. Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com:  Fundo de saúde.  Conselho de saúde.  Plano de saúde.  Relatório de gestão.  Contra partida de recursos para a saúde no exercício.  Comissão de elaboração de planos de carreiras e salários. Placimário Oliveira
  25. 25. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1991 - Início do Plano de Eliminação do Tétano Neonatal, com vacinação de mulheres em idade fértil, nos municípios de risco. * O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recebe o Prêmio Criança e Paz, outorgado pelo Unicef, como programa que se destacou na defesa e na promoção dos direitos da criança e do adolescente.  Normas Operacionais do SUS  NOB/91  NOB/93  NOB/96 Placimário Oliveira
  26. 26. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS.  As NOBs difinem as competências de cada esfera de governo e as condições necessárias para que Estados e Municípios possam assumir as responsabilidades dentro do sistema.  São instrumentos utilizados para definições de estratégias a partir das avaliação periódica de implantação e desempenho do SUS.  Embora o instrumento que formalize a norma seja uma portaria do Ministério da saúde, o seu conteúdo é definido de forma pactuada entre o Ministério da saúde e representantes do conselho. Placimário Oliveira
  27. 27. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS.  Objetivos das NOBs Introduzir e estimular mudanças. Aprofundar e reorientar a implantação do SUS. Definir novos objetivos estratégicos prioridades, diretrizes e movimentos táticos operacionais. Regular as relações entre seus gestores. Normalizar o SUS Placimário Oliveira
  28. 28. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS. Pontos importantes NOB/91  Criação da AIH Autorização para Internação Hospitalar.  Criação do SIH Sistema de Informação Hospitalar.  Criação do FEM Fator de Estimulo de Manipulação.  Definiu os repasses do FNS aos fundos estaduais e municipais, com base nos seguintes critérios:  50% critérios populacionais  50% critérios epidemiológico e demográfico. Placimário Oliveira
  29. 29. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS. Pontos importantes da NOB/93  Formalizou os princípios aprovados na 9ª Conferencia Nacional de Saúde, que teve como tema central “a municipalização é o caminha.”  Cria transferência regular e automática fundo a fundo.  Habilitam municípios como gestores.  Define o papel dos Estados como frágil, ainda assim, assumem o papel de gestor estadual da saúde.  São construídas as comissões intergestora Bipartite e Tripartite, como importante espaço de negociação, pactuação, articulação e integração entre gestores. Placimário Oliveira
  30. 30. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS.  Pontos importantes da NOB/96. Representa um salto de qualidade nas ofertas de serviços e ações desenvolvidas pelo SUS em todo pais. Promoveu um avanço do processo de descentralização, caracterizando as responsabilidades sanitárias do município pela saúde de seus cidadãos e redefinindo competências de Estados e Municípios. Placimário Oliveira
  31. 31. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS.  Objetivos da NOB/96  Promover e consolidar o pleno exercício da função de gestor de seus municípios, redefinindo as responsabilidades de Estados, Distrito Federal e União.  Caracterizar a responsabilidade sanitária de cada gestor.  Reorganizar modelo assistencial descentralizando aos municípios a responsabilidade pela gestão e execução direta da atenção básica de saúde.  Aumenta a participação da transferência regular e automática.  Fortalece a gestão do SUS através das comissões intergestoras Bipartite. Placimário Oliveira
  32. 32. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, A NOB-SUS.  Características da NOB/96.  Criação do PAB (Piso assistencial básico), repassando fundo a fundo de forma regular e automática.  Reorganiza a gestão dos procedimentos de média e alta complexidade ambulatorial.  Incorpora ações de vigilância sanitária e incentiva essas ações.  Incorpora as ações de Epidemiologia e controle de doenças.  Promove a ampliação de cobertura do PSF e programa de Agentes Comunitário de Saúde. Placimário Oliveira
  33. 33. GESTÃO DO MUNICÍPIO DE ACORDO COM AS NOB/96  Parte da declaração de compromissos assumidos por parte do gestor perante os outros gestores e perante a sociedade.  E podem habilitar-se em duas condições: Gestão plena de Atenção Básica Gestão plena do Sistema Municipal
  34. 34. GESTÃO DO MUNICÍPIO DE ACORDO COM AS NOB/96 Gestão plena de Atenção Básica Responsabilidades:  Programação municipal dos serviços básicos.  Reorganização das unidades, cadastramento nacional dos usuários e manutenção do cadastro.  Prestação dos serviços coberto pelo PAB.  Contratação, pagamento aos prestadores de serviços.  Execução das ações básicas de vigilância sanitária, epidemiológica e controle de doenças, e de ocorrência mórbidas, acidentais.  Elaboração do relatório anual de gestão e aprovação pelo CMS.
  35. 35. GESTÃO DO MUNICÍPIO DE ACORDO COM AS NOB/96 Gestão plena do Sistema Municipal  Responsabilidades:  Programação municipal, contendo a referência ambulatorial e hospitalar especializada.  Criação de centrais de controle de procedimentos ambulatoriais e hospitalares relativos a assistência aos seus munícipes e à referência intermunicipal.  Oferta de procedimentos ambulatorial de alto custo e procedimentos hospitalares de alta complexidade conforme a PPI.  Execução das ações básicas de média e alta complexidade em vigilância sanitária.
  36. 36. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1994 - Criação do Programa de Saúde da Família (PSF) como estratégia de reorientação dos serviços de atenção básica à saúde. 1995 - Lançamento do Projeto para Redução da Mortalidade na Infância (Prmi), integrante do Programa Comunidade Solidária. 1996 - Realização de campanha nacional de vacinação contra a hepatite B. * Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde, a NOB-SUS. Placimário Oliveira
  37. 37. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 1999 - As atividades de vigilância epidemiológica, especialmente de dengue, febre amarela, malária, leishmaniose, esquistossomose, Chagas, peste, bócio, oncocercose e outras, executadas pelo Departamento de Operações (Deope), passaram a integrar ao Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi). 2002 - Instituiu o Cartão Nacional de Saúde – Cartão SUS. * Instituiu o Subsistema Nacional de Vigilância das Doenças e Agravos não Transmissíveis (Sidat). Placimário Oliveira
  38. 38. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2004 - Lançado o Programa Humaniza SUS - uma nova proposta de relação entre usuários e profissionais de saúde.  A humanização no campo da saúde, envolve a atitude de usuários, gestores e profissionais de saúde comprometidos e corresponsáveis.  Associada à organização social e institucional das práticas de atenção e gestão na rede do SUS.  Há a necessidade de adotar a humanização como um conjunto de princípios e diretrizes capaz de ultrapassar barreiras, como uma política transversal e não apenas como um programa. Placimário Oliveira
  39. 39. PRINCÍPIOS DA POLÍTICA DE HUMANIZAÇÃO  Valorização das práticas de atenção e gestão do SUS, compromisso com os direitos do cidadão, respeito com as diferenças étnicas.  Fortalecimento do trabalho em equipe, apoio ao desenvolvimento da produção de saúde e com a produção de sujeitos.  Corresponsabilidade desses sujeitos nos processos de gestão e atenção.  Fortalecimento do controle social com caráter participativo em todas as instancia gestoras do SUS.  Compromisso com a democratização das relações de trabalho e valorização dos profissionais de saúde estimulando processos de educação permanente.
  40. 40. MARCAS DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO  Reduzir as filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e atendimento acolhedor e resolutivo com base em critérios de risco.  Os usuários saberá quem são os profissionais que cuidam da sua saúde, responsabilizando por sua referência territorial.  As unidades de saúde garantiram as informações aos usuários e o acompanhamento.  As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários assim como educação permanente aos trabalhadores.
  41. 41. PORTARIAS QUE REGEM A POLÍTICA NACIONAL DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA  PORTARIA GM N.º 2.657, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2004  Estabelece as atribuições das centrais de regulação médica de urgências e o dimensionamento técnico para a estruturação e operacionalização das Centrais Samu – 192.  PORTARIA GM N. O 2.420, DE 9 DE NOVEMBRO DE 2004  Constitui Grupo Técnico – GT visando avaliar e recomendar estratégias de intervenção do Sistema Único de Saúde – SUS, para abordagem dos episódios de morte súbita.  PORTARIA GM N. O 1.828, DE 2 DE SETEMBRO DE 2004.  Institui incentivo financeiro para adequação da área física das Centrais de Regulação Médica de Urgência em estados, municípios e regiões de todo o território nacional.
  42. 42. PORTARIAS QUE REGEM A POLÍTICA NACIONAL DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA  PORTARIA GM N. O 1.863, DE 29 DE SETEMBRO DE 2003  Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.  PORTARIA GM N. O 1.864, DE 29 DE SETEMBRO DE 2003  Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em municípios e regiões de todo o território brasileiro: Samu 192.  PORTARIA GM N.º 2.072, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003  Institui o Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências.
  43. 43. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2005 - Instituiu a Comissão Nacional de Monitoramento e Avaliação da Implementação do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. 2006 - Portaria nº 648/GM de 28 de março. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo. Placimário Oliveira
  44. 44. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2007 - Lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), instituído pelo Governo Federal, na área de saneamento, é implementado pela Funasa, em municípios com população até 50 mil habitantes. * Política Nacional sobre o Álcool. O objetivo é enfrentar problemas como dependência e doenças físicas relacionadas ao consumo indevido de álcool. Outra área de atuação da política é a associação entre uso de álcool e acidentes de trânsito e violência.
  45. 45. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2009 - Instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.  Estudos comparativos, entre homens e mulheres, têm comprovado o fato de que os homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e que morrem mais precocemente que as mulheres.  Os homens buscam o sistema de saúde por meio da atenção especializada tendo como consequência já o agravo da doença por causa do retardamento no tratamento.  Isso causa maior custo para o SUS, sobrecarga financeira para sociedade e também sofrimento físico e emocional para o paciente e para sua família,  Além disso, os homens resistem mais a necessidade de modificar seus hábitos de vida para cumprir seu tratamento. Placimário Oliveira
  46. 46. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA  Grande parte da não adesão do homem as medidas de atenção a saúde, por parte do homem, decorre das variáveis culturais.  Para esse ser masculino enraizado há séculos a doença é considerada como um sinal de fragilidade que os homens não reconhecem, eles julga-se invulnerável, o que acaba por contribuir para que cuide menos de si mesmo e se exponha mais às situações de risco.  Então, existe esse medo de que o médico descubra que algo vai mal com a sua saúde e diminua sua masculinidade.  Além disso, os serviços de saúde privilegiam as ações de saúde para a criança, o adolescente, a mulher e o idoso.  Muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção primária, como fazem as mulheres, sempre buscam os serviços de atenção básica.
  47. 47. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2011 - Estabelecidas as diretrizes, competências e atribuições do Programa Nacional de Apoio ao Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano * PORTARIA Nº 2.488, Aprova a Política Nacional de Atenção Básica. * Decreto 7.508 Regulamenta a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências. Placimário Oliveira
  48. 48. * DECRETO 7.508 Decreto conceitua:  Região de saúde – espaço geográfico continuo constituído por agrupamentos de municípios limítrofes.  Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde.  Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS.  Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS.
  49. 49. * DECRETO 7.508  Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada.  Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde.  Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial.  Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde.
  50. 50. * DECRETO 7.508  Requisitos para instituída, a Região de Saúde: Atenção primária; Urgência e emergência;  Atenção psicossocial;  Atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e  Vigilância em saúde.  São Portas de Entrada às ações: de atenção primária; de atenção de urgência e emergência;  de atenção psicossocial; e o especiais de acesso aberto.
  51. 51. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA (PNAB)  Portaria nº 648/GM de 28 de março de 2006 Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
  52. 52. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2013 - PORTARIA Nº 1.378  Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
  53. 53. CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE PÚBLICA 2015 - Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC).  Objetivo promover e proteger a saúde da criança e o aleitamento materno.  Para fins da PNAISC, considera-se:  criança: pessoa na faixa etária de 0 (zero) a 9 (nove) anos, ou seja, de 0 (zero) a 120 (cento e vinte) meses; e  primeira infância: pessoa na faixa etária de 0 (zero) a 5 (cinco) anos, ou seja, de 0 (zero) a 72 (setenta e dois) meses.  Adolescentes até a idade de 15 (quinze) anos, ou seja, 192 (cento e noventa e dois) meses.
  54. 54. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA (PNAISC).  Princípios da PNAISC  Direito à vida e à saúde;  Prioridade absoluta da criança;  Acesso universal à saúde;  Integralidade do cuidado;  Equidade em saúde;  Ambiente facilitador à vida;  Humanização da atenção; e  Gestão participativa e controle social.
  55. 55. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA (PNAISC).  Diretrizes da PNAISC  Gestão interfederativa das ações de saúde da criança;  Organização das ações e serviços na rede de atenção;  Promoção da saúde;  Fomento à autonomia do cuidado e da corresponsabilidade da família;  Qualificação da força de trabalho do SUS;  Planejamento e desenvolvimento de ações;  Incentivo à pesquisa e à produção de conhecimento;  Monitoramento e avaliação; e  Intersetorialidade.
  56. 56. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA (PNAISC). Pontos da PNAISC A PNAISC se estrutura em 7 (sete) eixos estratégicos, com a finalidade de orientar e qualificar as ações e serviços de saúde da criança no território nacional, Apresenta as ações estratégicas de cada eixo. Apresenta as competências, do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual e Distrital de Saúde a das Secretaria Municipal de saúde. O financiamento da PNAISC é de responsabilidade tripartite.
  57. 57. CONCEITOS CRIADOS AO LONGO DA HISTÓRIA  Doença: é um sinal de alteração do equilíbrio homem-ambiente, estatisticamente relevante e precocemente calculável, produzidas pelas transformações produtivas, territoriais, demográficas e culturais.  Qualidade de vida: resulta da adequação das condições sócio ambientais às exigências humanas. Placimário Oliveira
  58. 58. CONCEITOS  Epidemiologia Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes da enfermidades, danos a saúde e ventos associados à saúde coletiva, propondo medidas especificas de prevenção, controle ou erradicação das doenças e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliações das ações de saúde.  Risco É o grau de probabilidade dos membros de uma população desenvolverem uma determinada doença ou evento relacionado a saúde em um período de tempo. Placimário Oliveira
  59. 59. USO DA EPIDEMIOLOGIA  A epidemiologia vem sendo utilizada como ferramenta no planejamento dos serviços sanitários, mediante a identificação dos problemas prioritários de saúde, e o desenho de programas de intervenção, assim como na avaliação destas intervenções em termos de efetividade, eficiência (custo-benefício) e qualidade.  Desenvolver a epidemiologia nos serviços de saúde, um dos objetivos deste periódico científico, além disso, significa, primeiramente, organizar estratégias para que os profissionais apliquem os diversos métodos epidemiológicos nas quatro grandes áreas de aplicação
  60. 60. USO DA EPIDEMIOLOGIA  Distingue-se e aceita-se, desde a década de 1980, ao menos quatro áreas de aplicação e uso da epidemiologia nos serviços de saúde:  1) vigilância em Saúde Pública (ou epidemiológica);  2) análise da situação de saúde;  3) identificação de perfis e fatores de risco; e  4) avaliação epidemiológica de serviços.
  61. 61. INDICADORES DE RISCOS EPIDEMIOLÓGICO  Indicadores que mede o risco de adoecer: incidência e prevalência.  Indicadores que mede o risco de morrer: coeficientes e taxas de mortalidade.  População de risco: pessoas que correm o risco de desenvolver uma doença ou agravos a saúde.  Risco absoluto ou taxa de incidência: mostra quantos casos novo da doença aparecem no grupo, em um dado período. Placimário Oliveira
  62. 62. CÁLCULO DE RISCOS EPIDEMIOLÓGICO  Risco relativo: informa quantas vezes o risco é maior em um grupo, quando comparado a outro. É a razão entre duas taxa de incidência.  Risco atribuível a exposição: indica a diferença de índice entre dois grupos. Pressupostos básicos da epidemiologia  A ocorrência e distribuição dos eventos relacionados à saúde não se dão por acaso.  Existem fatores determinantes das doenças e agravos da saúde que, uma vez identificados, precisam ser eliminados, reduzidos ou neutralizados. Placimário Oliveira
  63. 63. MODELOS DE ESTUDO DA CAUSALIDADE DAS DOENÇAS  Critérios de causalidade (Critérios de Hill). Especificidade: causa levando a um só efeito e o efeito ter apenas uma causa quase inútil...  Coerência: ausência de conflitos entre os achados e o conhecimento sobre a história natural da doença conservador...  Evidência experimental: estudos experimentais são de difícil realização em populações humanas...  Analogia: efeitos de exposições análogas existem? serve mais para quebrar a resistência a um novo conhecimento...  Plausibilidade: existe plausibilidade biológica para o efeito existir? depende do conhecimento acumulado até o momento...
  64. 64. MODELOS DE ESTUDO DA CAUSALIDADE DAS DOENÇAS  Modelo de causas suficientes e componentes Implicações:  Multicausalidade: cada mecanismo causal envolve a ação conjunta de várias causas componentes  Força da associação: depende da prevalência das causas componentes  Períodos de indução: para cada causa componente e não é específico para a doença  Controle de doenças: pode se basear em causas componentes isoladas.
  65. 65. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS CID.  Histórico  Surgiu em 1893, como um acordo internacional para o uso em todos os países de uma classificação de causas de morte e que passou a ser revista a cada dez anos com finalidade de incorporar novas doenças que iam sendo descritas e que eram causas de morte.  Até a quinta revisão somente as doenças que eram causas de morte. A partir da sexta revisão, aprovada em 1948, passou a incluir todas as doenças, lesões e mesmo sintomas.  A ultima classificação é a CID-10 que foi aprovada pela "Conferência Internacional para a Décima Revisão", em 1989, que incorporou o conceito de uma "família de classificações.
  66. 66. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS CID.  Conceito  Uma classificação de doenças é um instrumento que agrupa as doenças segundo características comuns e serve, basicamente, para finalidades estatísticas de descrição e análise quanto a distribuição das doenças em uma população definida.  É uma sistematização das doenças, sintomas, sinais e motivos de consultas.  Família de classificação: contém informações diagnosticas indicados por um sistema nuclear de 3 caráteres.
  67. 67. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS CID.  Utilização  É um instrumento estatístico para uso em pesquisas, análise da mortalidade por causas ou o mesmo para diagnósticos de internação hospitalar ou assistência ambulatorial.  vários tipos de estudos e investigações vêm sendo realizadas, quase que rotineiramente, particularmente na própria área que cuida do assunto na Organização Mundial da Saúde (OMS) e em seus escritórios regionais.
  68. 68. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE SIS  Conceito  De acordo com a OMS o SIS é um mecanismo de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária para se planejar, organizar, operar e avaliar os serviços de saúde.  É constituído por vários subsistemas e tem como propósito geral facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões.
  69. 69.  Subsistemas  SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação;  SIM - Sistema de Informações sobre Mortalidade;  SINASC - Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos;  SIH/SUS - Sistema de Informações Hospitalares;  SIA/SUS - Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS;  SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica;  SISVAN - Sistema de Informações de Vigilância Alimentar e Nutricional;  SI-PNI - Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização;  SISÁGUA - Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE SIS
  70. 70. DOENÇAS INFECCIOSAS  As doenças infecciosas são doenças provocadas por organismos, como bactérias, vírus, fungos ou parasitas. Existem diversos organismos a viver no nosso corpo. São normalmente inofensivos ou mesmo úteis, mas alguns organismos em determinadas condições podem provocar doenças.  Algumas doenças infecciosas podem ser transmitidas de pessoa para pessoa. Contudo, algumas são transmitidas através de picadas de insetos ou mordidas de animais. Outras são adquiridas por ingestão de água ou alimentos contaminados ou outras exposições no ambiente.
  71. 71. DOENÇAS INFECCIOSAS  Os sinais e sintomas podem variar, mas, geralmente, incluem febre e calafrios. As queixas ligeiras podem responder a remédios caseiros, enquanto algumas infecções potencialmente fatais podem requerer internamento.  Várias doenças infecciosas, como sarampo ou varicela, podem ser evitadas com vacinas. A lavagem das mãos frequente e minuciosa pode igualmente ajudar a protegê-lo contra doenças infecciosas.
  72. 72. DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS  Conceitos:  Uma doença degenerativa é uma doença que consiste na alteração do funcionamento de uma célula, um tecido ou um órgão, excluindo-se nesse caso as alterações devidas a inflamações, infecções e tumores.  As doenças crônico-degenerativas são aquelas em que um conjunto de fatores leva à deterioração progressiva da saúde do ser humano e que não basta um agente transmissível identificável para que elas ocorram.  A doença crônica degenerativa é uma doença grave, que tem uma evolução lenta e gradual, ao mesmo tempo em que destrói tecidos e/ou células.
  73. 73. DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS  Causas e principais doenças  As doenças degenerativas são assim chamadas porque elas provocam a degeneração de todo o organismo, envolvendo vasos sanguíneos, tecidos, ossos, visão, órgãos internos e cérebro.  Normalmente, as doenças degenerativas são adquiridas por erros alimentares (ou uso excessivo de gorduras de origem animal) ,uma vida sedentária ou um erro genético.  Classificam-se como doenças degenerativas o diabetes, a arteriosclerose, a hipertensão, as doenças cardíacas e da coluna vertebral, além de câncer (cancro), Mal de Alzheimer, reumatismo, esclerose múltipla, artrite deformante, artrose, glaucoma, coluna, cabeça, e membros.
  74. 74. DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS  Ocorrência:  As doenças crônico-degenerativas são as principais causas de mortes em países desenvolvidos, enquanto as infecto-parasitárias são as principais causas de morte em países subdesenvolvidos.  Ocorrem com mais frequência em adultos e idosos, sendo menos comum nos jovens.  As doenças crônicas figuram como principal causa de mortalidade e incapacidade no mundo, responsável por 59% dos 56,5 milhões de óbitos anuais.
  75. 75. DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS  Fatores de risco:  Os fatores de risco que mais contribuem para as doenças crônicas são obesidade, alto nível de colesterol, hipertensão, fumo e álcool.  Muitas vezes, as pessoas apresentam mais de um fator, o que agrava ainda mais a sua situação.  Isso acontece porque, as pessoas estão consumindo alto teores de açúcar e gorduras saturadas, ou excessivamente salgados.  Apesar de essas doenças ser mais comuns em países desenvolvidos, elas associadas as doenças infecciosas assolam países em desenvolvimento.
  76. 76. DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS  Comportamentos que devem ser adotados rotineiramente para evitar:  Consumir mais frutas e verduras assim como nozes e grãos integrais.  Ter atividade física diária.  Trocar gorduras saturas de origem animal, por gorduras insaturadas de óleo vegetal.  Diminuir a quantidade de alimentos gordurosos, doces e salgados no regime alimentar.  Manter o peso corporal ideal dentro da faixa de 18,5 a 24,9 do Índice de Massa Corporal.  Não fumar e evitar excesso de bebida alcoólica.
  77. 77. DOENÇAS EMERGENTES  São doenças nova desconhecidas da população.  São causadas por vírus e bactérias nunca antes descritos ou por mutação de um vírus.  Pode ainda se causadas por um agente que só atingia animais, e que agora afeta seres humanos.  Este termo pode ainda, ser utilizado para quando uma doença atinge uma região, onde até então não tinha sido detectada. DOENÇAS REEMERGENTES  São doenças conhecidas e que foram controladas, mas voltaram a apresentar ameaça para a saúde humana.
  78. 78. CAUSAS COMUNS DA EMERGÊNCIA E REEMERGÊNCIA  Crescente número de pessoas vivendo e deslocando pelo mundo.  Rápidas e intensas viagens internacionais.  Superpopulação em cidades com condições precárias condições sanitárias.  Aumento da exposição humana a vetores e reservas naturais.  Alterações ambientai e mudanças climáticas.
  79. 79. DOENÇAS NEGLIGENCIADAS CLÁSSICAS MAIS RELEVANTES NO BRASIL.  O adjetivo “negligenciada” originalmente proposto tomou como base o fato de que por um lado elas não despertam o interesse das grandes empresas farmacêuticas multinacionais, que não vêem nessas doenças compradores potenciais de novos medicamentos, e por outro o estudo dessas doenças vem sendo pouco financiado pelas agências de fomento.  Para muitos a utilização do conceito de doenças emergentes e reemergentes é mais adequada para se referir a este conjunto de doenças.
  80. 80. DOENÇAS NEGLIGENCIADAS CLÁSSICAS MAIS RELEVANTES NO BRASIL.  Doença de Chagas,  Leishmanioses  Malária  Filarioses  Micobacterioses (Hanseníase e Tuberculose)  Clamidioses e Riquetioses  Dengue  Febre Amarela e Outras Arboviroses  Raiva  Hantavírus  Hepatites virais  Gastroenterites virais  Rotavírus  Norovírus, sapovírus, e astrovírus humanos  Paracocidiodimicose e outras micoses profundas  Toxinas  Envenenamentos por Animais Peçonhentos - Situação no Brasil
  81. 81. EPIDEMIA PANDEMIA E ENDEMIA  Epidemia - é a ocorrência numa coletividade ou região, de casos que ultrapassam nitidamente a incidência normalmente esperada de uma doença e derivada de uma fonte comum de infecção ou propagação.  Endemia - é a prevalência usual de uma determinada doença com relação a área. Doença cuja incidência persiste por vários anos, dando uma ideia de equilíbrio entre a doença e a população.  Pandemia - é uma epidemia que atinge proporções mundiais.
  82. 82. SAÚDE AMBIENTAL  Saúde ambiental é a parte da saúde pública que engloba os problemas resultantes dos efeitos que o ambiente exerce sobre o bem-estar físico e mental do ser humano, como parte integrante de uma comunidade.  Surgiu a partir de uma interrelação entre saúde e meio ambiente.  Segundo a Organização mundial de Saúde OMS. Saúde Ambiental é o campo de atuação da saúde pública que se ocupa das formas de vida, das substâncias e das condições em torno do ser humano, que podem exercer alguma influência sobre a sua saúde e o seu bem-estar.
  83. 83. DETERMINANTES DO PROCESSO SAÚDE - DOENÇA  Biológico:  Ambiente Toxinas Micróbios Poluição  Genética  Ambientais:  Cultural  Biológico  Econômico:  Acesso a saúde  Acesso a educação  Sociais:  Econômico  Cultural
  84. 84. REFERENCIAS  http://pedrobuarque.com.br/subjetividade/?p=56  http://slideplayer.com.br/slide/1835831/  https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Casa_de_Miseric%C3%B3rdia# No_Brasil  http://www.funasa.gov.br/site/museu-dafunasa/cronologia-historica- da-saude-publica/  http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_arti gos_leitura&artigo_id=4643  http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940949/decreto-lei- 7526-7-maio-1945-434158-publicacaooriginal-1-pe.html  http://pt.slideshare.net/CGESP/aula-01-o-processo-sade-e-doena  http://pt.slideshare.net/jairofatae/modelos-assistenciais  http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-199.pdf * Sites Acessados entre 17/06 a 05/07/2016 Placimário Oliveira
  85. 85. REFERENCIAS  http://pt.slideshare.net/flavioes/principais-leis-e-normas-do-sus- desde-sua-criaao?next_slideshow=1  http://pt.slideshare.net/RoseManzioli/5-aula-nob-91-93-e-96  http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/6830/sus-e-a- saude-no-brasil  http://www.iesc.ufrj.br/cursos/epigrad/aulasteoricas/AT10%20Fund %20da%20Pesq%20Epidem%20e%20Causalidade.pdf  http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v3n2/06.pdf  http://pt.slideshare.net/CGESP/aula-01-sistemas-de-informao-em- sade-para-gesto-do-sus  http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679- 49742009000200001  http://www.opas.org.br/wpcontent/uploads/2015/09/d_cronic.pdf  Acessado em 08/07 a 20/08 2016 Placimário Oliveira
  86. 86. REFERENCIAS  http://pt.slideshare.net/alforreca567/doenas-emergentes-e- reemergentes  https://books.google.com.br/books?id=zG1KBQAAQBAJ  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humaniza_sus_marco_teo rico.pdf  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao _saude_homem.pdf  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt1130_05_08_2 015.html  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao _urgencias_3ed.pdf  Acessado em 22/08/2016 Nunca deixe ninguém dizer que você não pode fazer alguma coisa. Se você tem um sonho, tem que correr atrás dele. As pessoas não conseguem vencer, e dizem que você também não vai vencer. Se quer alguma coisa, corre atrás. (À procura da Felicidade)

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