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GRALHA AZUL
                          GRALHA AZUL
BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 8 – FEVEREIRO - 2011



                                                                        “EM FEVERÊ, TEM CARNÁ!”


                                                              Diz-se: “o Brasil só começa funcionar depois do carnaval!”.
                                                     Entretanto, nesse ano de 2011, isso se dará somente em março. Muitas
                                                     vezes, do Carnaval, esqueçemos a sua origem, a sua importância e
                                                     consequentemente a causa dessa variabilidade temporal.
                                                              Como lembra o Mestre em História, Rainer Sousa, temos o hábito
                                                     de considerá-lo como uma festa brasileira, pois claramente nota-se a
                                                     importância cultural, econômica e turística que estas festividades
                                                     provocam em toda nossa grande nação. Salvo em algumas ilhas
                                                     “acarnavalescas” como minha capital querida Curitiba, por exemplo, onde
                                                     houve até quem propusesse a realização de festival de música clássica
                                                     nesse período na capital paranaense. Mesmo no exterior, o carnaval é
                                                     lembrado como uma das primeiras referências sobre o nosso país.

                                                              A origem do Carnaval remonta a antiguidade, desde a Roma
                                                     Antiga, tendo sido incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a
                                                     marcar um período de festividades desde o dia de Reis até a quarta-feira
                                                     anterior ao início da Quaresma. Até mesmo, segundo alguns historiadores,
                                                     suas origens deram-se no Egito, quando eram adorados os deuses Ísis e
                                                     Osíris.

                                                              Houve, na história uma marcada mudança nos costumes,
perdendo o significado inicial que era um “adeus à carne” na quaresma ou ainda “a carne nada vale” predizendo um período de
abstinências. Saturnália, entrudos foram alguns dos nomes dados a esta festividade. No caso da Saturnália havia um “carro
naval” que percorria a cidade, acompanhado por mascarados em jogos e brincadeiras.

         Após a oficialização da data da Quaresma, houve uma mudança de comportamento como se fosse uma antítese ao
reservado, transformando esse período num tempo sem regras do cotidiano, ou que elas fossem banidas. Provavelmente haja
teses e teses de sociologia e antropologia nessa matéria.

         A escolha da data cabe às estrelas, pois o carnaval deve ser sempre 40 dias antes da Páscoa. A Páscoa por sua vez deve
acontecer no primeiro domingo após a primeira luz cheia que segue o equinócio do Outono (no hemisfério Sul ou equinócio da
Primavera no hemisfério Norte). Pois, neste ano, a primeira Lua cheia do Outono só acontecerá um mês depois do começo da
estação, portanto o carnaval será mais tardio.
         Para se conhecer a data da Terça-feira ‘gorda’ de carnaval é só retroceder 47 dias da data da Páscoa. É quando no dia
seguinte, ou seja na Quarta-feira de Cinzas começamos nossa abstinência de 40 dias que acaba uma semana antes do domingo
de Páscoa, no Domingo de Ramos, início da Semana Santa.

         Nos próximos anos o carnaval será em 21 de março em 2012, em 12 de fevereiro em 2013, 4 de março em 2014 e 17 de
fevereiro em 2015.


                      BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011                                 PÁGINA 1
REFLEXÕES
     POR TÚLIO VARGAS (in memorian - ex-presidente da Academia Paranaense de Letras)
       Fahed Daher produz variações ou devaneios sobre o tema do amor. Será uma louca aventura
explicar as tantas vertentes desse campo minado. O amor é por si só uma contradição. Camões cantou-o
como “o fogo que arde sem se ver/ é ferida que dói e não se sente”. Outro poeta questionou: “O amor,
quando haverei de compreendê-lo/ na sua indecifrável amplitude?/ O amor é amar assim com tal desvelo,
com tamanha ousadia e beatitude?”. Ele é o encontro dos sentimentos opostos, que se atraem e se
distanciam nesse jogo temerário. Nessa busca paradoxal, o autor mergulhou no ambíguo e no imprevisível,
                              tal é o amor, para produzir um estudo crítico e abrangente, que se estende da
                              área    científica   até   alternativas   poéticas,
                              psicológicas, sociológicas ou antropológicas,
                              conceitos que se embasam em pesquisa e
                              experiência. Todavia, nessa complexidade de
                              variantes todas as respostas se opõem. Sobre o
                              amor tudo já foi dito, desde os antigos
                              pensadores, como Sócrates, Platão, Aristóteles,
                              até os modernos filósofos e poetas, em longos
                              arrazoados e poemas célebres, mas falta,
                                                                               DR. FAHED DAHER
                               contudo, compreendê-lo. Ora “é o alfa e ômega das virtudes”, ora o generoso
                              e puro, ora o ambicioso e vingativo. Ora levanta civilizações ou derruba
impérios com a força telúrica incandescente.
       Porém, o que é o amor? Eis a grande indagação. O autor disseca-lhe a multiplicidade visceral. E o
faz com agudo senso de observação, às vezes com os olhos da ciência, outras vezes com a magia da
vivência humana. Procura-lhe decifrar a esfinge. Mas, que há de? É nessa linha imponderável do
pensamento que Fahed revela todo seu engenho criativo, que nos apetece a curiosidade e o conhecimento.




“ANTROPOLOGIA DO AMOR” - Instituto Memória Editora
                                 Dr.Fahed Daher – SOBRAMES PARANÁ – Médico Otorrinolaringolista




            BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011                            PÁGINA 2
CONTINUO SENTADO NA SOLEIRA DA PORTA
Dr. Roberto Carneiro – SOBRAMES - PARANÁ                         PORÉM O AMOR PODE
          Médico Reumatologista                                  SOBREPUJAR A TUDO
                                                                 ELE BASTA PARA TRAZER
                                                                 ENCANTO E ALENTO AO
SENTADO MEIO ANESTESIADO CONTINUO                                CORAÇÃO.
A SOLEIRA DA PORTA É MEU REFÚGIO...                              SENTADO NA SOLEIRA NÃO
OS REFÚGIOS NEM SEMPRE SÃO BENÉFICOS.                            TENHO ANIMO...

COMO PODEREI FICAR PENSATIVO E SONHANDO?                         PORÉM AO LONGE APARECE UM VULTO TEMPORAL

COMO DEIXAR A AGUA ESCORRER AOS MEUS PÉS                         SERIA UM ANJO OU UM DEMÔNIO VAGANDO NO ESPAÇO?

E DEIXAR TAMBEM A AREIA FINA ESCORRER                            QUE NOTÍCIAS ALVISSAREIRAS ESTARIA TRAZENDO?

        ENTRE MEUS DEDOS...                                      PERSPISCAZ É AQUELE QUE TEM A VISÃO DO COTIDIANO.

A VIDA NOS TRAZ SEMPRE ALENTOS E PERDÕES                         O FUTURO SE DESCORTINA CHEIO DE POMPAS E ALEGRIAS...

TEMOS QUE ACARICIAR O MUNDO DENTRO DE UMA GARRAFA                TALVEZ TENHAMOS QUE LEVANTAR

A GARRAFA ESTARÁ SEMPRE MEIO VAZIA E TRISTONHA...                DEIXAR A SOLEIRA DA PORTA PARA OUTREM

O CORPO PEDE PARA TER PERDÃO                                     E CAMINHAR A PASSOS CÉLERES E FIRMES PARA O PORVIR.....
                                                                                                   final de 2010
A ALMA RESSENTE DOS PECADOS NÃO PERDOADOS....
A CRISE SE INSTALA MESMO NA SOLEIRA DA PORTA.




                                           TESTEMUNHA OCULAR

          Tive o prazer de comparecer à PIZZA LITERÁRIA do mês de Janeiro em Sampa. Foi um prazer encontrar-me com os
sobramistas daquele estado e presenciar a entrega dos certificados oferecidos àqueles que mais compareceram às reuniões em
2010. De fato, merecem, pois muitos são os confrades e confreiras que regularmente aproveitam a companhia, a pizza e as
obras litrárias que são apresentadas e apreciadas naquele momento.




EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher;
2º Vice-Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício
Norberto Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini.

Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki.         Endereço eletrônico: sergiopitaki@gmail.com;
fone: 41-9969-1233969-1233



                       BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011                             PÁGINA 3

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Gralha Azul No. 8 - Sobrames Paraná - Fevereiro 2011

  • 1. GRALHA AZUL GRALHA AZUL BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 8 – FEVEREIRO - 2011 “EM FEVERÊ, TEM CARNÁ!” Diz-se: “o Brasil só começa funcionar depois do carnaval!”. Entretanto, nesse ano de 2011, isso se dará somente em março. Muitas vezes, do Carnaval, esqueçemos a sua origem, a sua importância e consequentemente a causa dessa variabilidade temporal. Como lembra o Mestre em História, Rainer Sousa, temos o hábito de considerá-lo como uma festa brasileira, pois claramente nota-se a importância cultural, econômica e turística que estas festividades provocam em toda nossa grande nação. Salvo em algumas ilhas “acarnavalescas” como minha capital querida Curitiba, por exemplo, onde houve até quem propusesse a realização de festival de música clássica nesse período na capital paranaense. Mesmo no exterior, o carnaval é lembrado como uma das primeiras referências sobre o nosso país. A origem do Carnaval remonta a antiguidade, desde a Roma Antiga, tendo sido incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a marcar um período de festividades desde o dia de Reis até a quarta-feira anterior ao início da Quaresma. Até mesmo, segundo alguns historiadores, suas origens deram-se no Egito, quando eram adorados os deuses Ísis e Osíris. Houve, na história uma marcada mudança nos costumes, perdendo o significado inicial que era um “adeus à carne” na quaresma ou ainda “a carne nada vale” predizendo um período de abstinências. Saturnália, entrudos foram alguns dos nomes dados a esta festividade. No caso da Saturnália havia um “carro naval” que percorria a cidade, acompanhado por mascarados em jogos e brincadeiras. Após a oficialização da data da Quaresma, houve uma mudança de comportamento como se fosse uma antítese ao reservado, transformando esse período num tempo sem regras do cotidiano, ou que elas fossem banidas. Provavelmente haja teses e teses de sociologia e antropologia nessa matéria. A escolha da data cabe às estrelas, pois o carnaval deve ser sempre 40 dias antes da Páscoa. A Páscoa por sua vez deve acontecer no primeiro domingo após a primeira luz cheia que segue o equinócio do Outono (no hemisfério Sul ou equinócio da Primavera no hemisfério Norte). Pois, neste ano, a primeira Lua cheia do Outono só acontecerá um mês depois do começo da estação, portanto o carnaval será mais tardio. Para se conhecer a data da Terça-feira ‘gorda’ de carnaval é só retroceder 47 dias da data da Páscoa. É quando no dia seguinte, ou seja na Quarta-feira de Cinzas começamos nossa abstinência de 40 dias que acaba uma semana antes do domingo de Páscoa, no Domingo de Ramos, início da Semana Santa. Nos próximos anos o carnaval será em 21 de março em 2012, em 12 de fevereiro em 2013, 4 de março em 2014 e 17 de fevereiro em 2015. BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011 PÁGINA 1
  • 2. REFLEXÕES POR TÚLIO VARGAS (in memorian - ex-presidente da Academia Paranaense de Letras) Fahed Daher produz variações ou devaneios sobre o tema do amor. Será uma louca aventura explicar as tantas vertentes desse campo minado. O amor é por si só uma contradição. Camões cantou-o como “o fogo que arde sem se ver/ é ferida que dói e não se sente”. Outro poeta questionou: “O amor, quando haverei de compreendê-lo/ na sua indecifrável amplitude?/ O amor é amar assim com tal desvelo, com tamanha ousadia e beatitude?”. Ele é o encontro dos sentimentos opostos, que se atraem e se distanciam nesse jogo temerário. Nessa busca paradoxal, o autor mergulhou no ambíguo e no imprevisível, tal é o amor, para produzir um estudo crítico e abrangente, que se estende da área científica até alternativas poéticas, psicológicas, sociológicas ou antropológicas, conceitos que se embasam em pesquisa e experiência. Todavia, nessa complexidade de variantes todas as respostas se opõem. Sobre o amor tudo já foi dito, desde os antigos pensadores, como Sócrates, Platão, Aristóteles, até os modernos filósofos e poetas, em longos arrazoados e poemas célebres, mas falta, DR. FAHED DAHER contudo, compreendê-lo. Ora “é o alfa e ômega das virtudes”, ora o generoso e puro, ora o ambicioso e vingativo. Ora levanta civilizações ou derruba impérios com a força telúrica incandescente. Porém, o que é o amor? Eis a grande indagação. O autor disseca-lhe a multiplicidade visceral. E o faz com agudo senso de observação, às vezes com os olhos da ciência, outras vezes com a magia da vivência humana. Procura-lhe decifrar a esfinge. Mas, que há de? É nessa linha imponderável do pensamento que Fahed revela todo seu engenho criativo, que nos apetece a curiosidade e o conhecimento. “ANTROPOLOGIA DO AMOR” - Instituto Memória Editora Dr.Fahed Daher – SOBRAMES PARANÁ – Médico Otorrinolaringolista BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011 PÁGINA 2
  • 3. CONTINUO SENTADO NA SOLEIRA DA PORTA Dr. Roberto Carneiro – SOBRAMES - PARANÁ PORÉM O AMOR PODE Médico Reumatologista SOBREPUJAR A TUDO ELE BASTA PARA TRAZER ENCANTO E ALENTO AO SENTADO MEIO ANESTESIADO CONTINUO CORAÇÃO. A SOLEIRA DA PORTA É MEU REFÚGIO... SENTADO NA SOLEIRA NÃO OS REFÚGIOS NEM SEMPRE SÃO BENÉFICOS. TENHO ANIMO... COMO PODEREI FICAR PENSATIVO E SONHANDO? PORÉM AO LONGE APARECE UM VULTO TEMPORAL COMO DEIXAR A AGUA ESCORRER AOS MEUS PÉS SERIA UM ANJO OU UM DEMÔNIO VAGANDO NO ESPAÇO? E DEIXAR TAMBEM A AREIA FINA ESCORRER QUE NOTÍCIAS ALVISSAREIRAS ESTARIA TRAZENDO? ENTRE MEUS DEDOS... PERSPISCAZ É AQUELE QUE TEM A VISÃO DO COTIDIANO. A VIDA NOS TRAZ SEMPRE ALENTOS E PERDÕES O FUTURO SE DESCORTINA CHEIO DE POMPAS E ALEGRIAS... TEMOS QUE ACARICIAR O MUNDO DENTRO DE UMA GARRAFA TALVEZ TENHAMOS QUE LEVANTAR A GARRAFA ESTARÁ SEMPRE MEIO VAZIA E TRISTONHA... DEIXAR A SOLEIRA DA PORTA PARA OUTREM O CORPO PEDE PARA TER PERDÃO E CAMINHAR A PASSOS CÉLERES E FIRMES PARA O PORVIR..... final de 2010 A ALMA RESSENTE DOS PECADOS NÃO PERDOADOS.... A CRISE SE INSTALA MESMO NA SOLEIRA DA PORTA. TESTEMUNHA OCULAR Tive o prazer de comparecer à PIZZA LITERÁRIA do mês de Janeiro em Sampa. Foi um prazer encontrar-me com os sobramistas daquele estado e presenciar a entrega dos certificados oferecidos àqueles que mais compareceram às reuniões em 2010. De fato, merecem, pois muitos são os confrades e confreiras que regularmente aproveitam a companhia, a pizza e as obras litrárias que são apresentadas e apreciadas naquele momento. EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher; 2º Vice-Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício Norberto Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini. Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki. Endereço eletrônico: sergiopitaki@gmail.com; fone: 41-9969-1233969-1233 BOLETIM GRALHA AZUL – FEVEREIRO – 2011 PÁGINA 3