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BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 1
GRALHA AZUL
POLÍTICA E LITERATURA
SÉRGIO AUGUSTO DE MUNHOZ PITAKI
Assuntos fascinantes, sem dúvida, que atraem o homem desde o princípio de sua história. Atualmente, entretanto,
perde-se o elemento que entrelaça ambas as vertentes. Nós, escritores, poetas entretidos com o fascínio de escrever, ler, falar e
poetar pelos quatro cantos do Brasil, muitas vezes nos colocamos à margem do tema e assim nos frustramos com as nossas
próprias atitudes. Vemos a história repleta de autores partícipes na influência sobre os leitores-cidadãos, pois com seus escritos
transformaram decisivamente a trajetória de povos e civilizações. Antonio Ozaí da Silva, professor da Universidade de Maringá,
no Paraná, num artigo belíssimo na internet [www.espacoacademico.com.br/063/63ozai.htm] com o título “Política e Literatura
- George Orwell: Por que escrevo?” transcreve com suficiente clareza a idéia da nossa importância no pequeno fragmento de
tempo em que vivemos.
Entre as motivações que levaram Orwel a escrever estão: egoísmo puro, entusiasmo estético, impulso histórico e
propósito político. Neste último, a palavra “político” está inscrita no seu sentido mais amplo. “O desejo de lançar o mundo em
determinada direção, de mudar as idéias das pessoas sobre o tipo de sociedade que deveriam se esforçar para alcançar. Também
neste caso ninguém está verdadeiramente isento de tendências políticas. A opinião de que a arte não deveria ter a ver com
política é em si mesma uma atitude política.” Orwel afirmava que para ele a “última razão era a menos importante”. Ainda
neste artigo questiona-se a polêmica relação entre a literatura e política, se ao escritor cabe a isenção política ou se a política,
com sua sordidez inerente, envenena a literatura, amputando a criatividade necessária à arte em si. O engajamento político-
partidário pode tirar do artista sua liberdade. Questionando-se, Orwel diz taxativamente: “É claro que não!”. Mas como cidadão,
o escritor, se deixar de lado suas qualidades literárias, corre o risco de transformar-se em simples panfletário. O professor
Antonio Ozaí da Silva afirma que “escrever é um estímulo à leitura e à dúvida permanente, é um momento para organizar o
pensamento e dialogar com os autores que lemos, de que as certezas não são eternas e que as incertezas alimentam a mente a
procurar respostas...”.
Como ele, permito-me não participar de partidos políticos, tampouco na conivência obtusa e amaurótica de reverenciar
quaisquer ideologias políticas. Como ele, sinto suficiência na leitura e na escrita que me transforma e me dá a responsabilidade
de influenciar no cotidiano da sociedade à minha volta como cidadão, pai , médico e escritor.
Gilberto Freyre no seu livro “Vida, Forma e Cor”, refere-se à obra de José de Alencar como um “romantismo
socialmente crítico – esse, de Alencar – e até político, que se antecipou, a seu modo, na crítica ao sistema sócio-econômico ou
social em vigor, ao antipatriarcalismo às vezes demagógico que se reflete nas páginas dos ´realistas´...como Aloísio Azevedo...”.
Já no prefácio deste livro, Renato Carneiro Campos realça a originalidade e o universalismo de sua obra, que “representa a
expressão viva de valores culturais permanentes” tornando o conhecimento sem passado, como é o caso da literatura e das
artes onde “todas as épocas são contemporâneas!”.
Outros exemplos podem ser vistos de maneira objetiva na bela obra da médica alagoana Ângela Canuto “Machado de
Assis – Memórias de um Frasista”, onde as citações sobre política passearam do cômico ao trágico, passando pelo sarcasmo e
fizeram parte da obra de um dos maiores escritores da língua portuguesa. Um exemplo: “Ah! Meu caro Rubião, isto de política
pode ser comparado à paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; não falta nada, nem o discípulo que nega, nem o discípulo que
vende. Coroa de espinhos, bofetadas, madeiro e afinal morre-se na cruz das idéias, pregado pelos cravos da inveja, da calúnia e
da ingratidão...”. E termino com sua conclusão: “A vida política é turbulenta demais para o meu espírito.”
GRALHA AZUL
BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 5 – NOVEMBRO - 2010
BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 2
18 de OUTUBRO - DIA DIA DE SÃO LUCAS – DIA DOS MÉDICOS
Recebemos neste último dia 18 congratulações pela nossa nobre profissão, pelo que
temos feito desde a formatura e após nosso Juramento Hipocrático. Cabe-nos, portanto, fazer
jus aos cumprimento honrando nossa vocação e nobres ideais.
Trago nesta edição, a lembrança de uma parte da grande obra de Eurico Branco Ribeiro
– “São Lucas, o médico escravo”. Médico obstinado em seus ideais, foi por sua intercessão que
instituiu-se no Brasil o dia 18 de outubro como Dia do Médico, data onomástica de São Lucas.
Recebeu post mortem o título de Patrono da SOBRAMES Nacional, ao final da gestão de
Waldenio Florêncio Porto, por ocasião do XV Congresso Nacional, realizado em São Paulo em
1994. Posteriormente o presidente nacional de SOBRAMES, Hélio Begliomini criou a “Medalha
Eurico Branco Ribeiro”. (“A Sobrames Nacional e seus Presidentes – Hélio Begliomini” ).
O boletim “GRALHA AZUL” parabeniza a classe médica brasileira!
O “MOMENTO SOBRAMES” de outubro foi dedicado ao escritor paranaense, recém empossado na
Academia Paranaense de Letras, Laurentino Gomes. Autor de “1808” e “1822”, com sucesso imediato de vendagem, alcançou no
último a casa dos 100.000 exemplares vendidos na primeira semana e 200.000 na segunda. Qual a razão de tal sucesso? Foi esse o
motivo do prazeroso ágape.
De maneira simples, mas espetacularmente abrangente, profunda e consistente, Laurentino preenche com dados e mais
dados a história da tranformação do Brasil Colônia em Brasil Império, vezes por vezes com pitadas de humor, fazendo um
amálgama entre o leitor e a história de D. João VI, D. Pedro I e outros personagens fundamentais da nossa história. Nossa análise
foi sobre o “1822”. Com absoluta certeza temos hoje outros heróis e outros vilões que até o momento atual vagavam em nossas
memórias sem a personalidade e a importância que tiveram nos rumos do Brasil. Leitura imperdível. Foi a nossa principal
conclusão.
Participantes do Momento Sobrames de Outubro: Maurício Friedrich, Ana Letícia Virmond, Paulo Henrique França, Sérgio Pitaki,
Ana França, Paulo Maurício Piá de Andrade, Mário Stival, Ana Amélia e Maria Fernanda Caboclo Ribeiro.
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não
sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das
decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político
vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
Bertold Brecht, dramaturgo alemão (1889-1956)
BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 3
Amigos Sobramistas, a originalidade em escrever é objeto de busca contínua, a obra-prima, as grandes
idéias são portanto alimento d’alma e um dos combustíveis da vida. Por outro lado, observar e mais ainda com
humildade, compreender e exaltar o trabalho de outrem, fazem-nos valer mais como ser humanos. Transcrevo,
sem pudores, o comentário de um amigo engenheiro, sobre a última edição do boletim GRALHA AZUL, de
outubro e ainda com a finalidade de estender um cumprimento a todos vocês, como fonte de inspiração!
“Sergio,
Gostei demais! Estamos precisando de fontes lúcidas e descomprometidas.
Você sabe que a imprensa é considerada o 4º poder por Mac Luan, e a Medicina o 5º poder por Foucault. Duas coisas que
se unem no "trilo" da "Gralha Azul".
Dificilmente vai ser tranquilo ser editor, sempre haverão divergências.
Mas será nesta hora que você poderá tirar proveito próprio.
Fruto do trabalho voluntário e do esforço consciente. Estes duas ações são as fontes do alimento espiritual. A recompensa
vira na "elucidação das mentalidades, Nova Ordem na busca pela Paz" (Rerum Novarum). Parabéns meu amigo, admiro a
sua "Odisséia - uma grande viagem no mundo da literatura.
Abraço Francisco Puppi”.
TROVAS PREMIADAS
Maurício Norberto Friedrich
És, Curitiba, a cidade Plácido corres no leito,
do sorriso, encanto e amor, às margens, onde nasci;
que nos dás felicidade, Ó, Iguaçu, trago em meu peito,
com teu carinho e calor! A água, que parte de ti!
Com grande esmero e trabalho, Tenho, por certo, em verdade,
carinho e dedicação, bem vivo e, embora pungente
do meu amor eu me valho, que a mais pungente saudade...
pra fisgar teu coração. É aquela de alguém presente!
RECEITA MUITO UTILIZADA NO BRASIL INTEIRO E EM BRASÍLIA: MASSA PARA PIZZA
Duas pizzas grandes 8 pedaços: 500 g de farinha (200 g de trigo, 150 g de sêmola e 150 de integral); 20 g de fermento; 20 g de
sal (1 colher de sopa); 10 g de açúcar; 1 ovo; 50 g de manteiga; 250 de leite
Modo de fazer: Colocar o leite na batedeira, a farinha, o ovo, o fermento, a manteiga o sal e o açúcar. Em seguida, acrescente as
farinhas de sêmola e de trigo. Depois de bater a massa, enrole e deixe-a descansar por 30 minutos, antes de começar a abrir. É
importante pré-assar a massa por 1 minuto antes de colocar o recheio.
EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher;
2º Vice-Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício
Norberto Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini.
Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki. Endereço eletrônico:; sergiopitaki@gmail.com; fone:41-7811-1929

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Gralha Azul No. 5 - Sobrames Paraná - Novembro 2010

  • 1. BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 1 GRALHA AZUL POLÍTICA E LITERATURA SÉRGIO AUGUSTO DE MUNHOZ PITAKI Assuntos fascinantes, sem dúvida, que atraem o homem desde o princípio de sua história. Atualmente, entretanto, perde-se o elemento que entrelaça ambas as vertentes. Nós, escritores, poetas entretidos com o fascínio de escrever, ler, falar e poetar pelos quatro cantos do Brasil, muitas vezes nos colocamos à margem do tema e assim nos frustramos com as nossas próprias atitudes. Vemos a história repleta de autores partícipes na influência sobre os leitores-cidadãos, pois com seus escritos transformaram decisivamente a trajetória de povos e civilizações. Antonio Ozaí da Silva, professor da Universidade de Maringá, no Paraná, num artigo belíssimo na internet [www.espacoacademico.com.br/063/63ozai.htm] com o título “Política e Literatura - George Orwell: Por que escrevo?” transcreve com suficiente clareza a idéia da nossa importância no pequeno fragmento de tempo em que vivemos. Entre as motivações que levaram Orwel a escrever estão: egoísmo puro, entusiasmo estético, impulso histórico e propósito político. Neste último, a palavra “político” está inscrita no seu sentido mais amplo. “O desejo de lançar o mundo em determinada direção, de mudar as idéias das pessoas sobre o tipo de sociedade que deveriam se esforçar para alcançar. Também neste caso ninguém está verdadeiramente isento de tendências políticas. A opinião de que a arte não deveria ter a ver com política é em si mesma uma atitude política.” Orwel afirmava que para ele a “última razão era a menos importante”. Ainda neste artigo questiona-se a polêmica relação entre a literatura e política, se ao escritor cabe a isenção política ou se a política, com sua sordidez inerente, envenena a literatura, amputando a criatividade necessária à arte em si. O engajamento político- partidário pode tirar do artista sua liberdade. Questionando-se, Orwel diz taxativamente: “É claro que não!”. Mas como cidadão, o escritor, se deixar de lado suas qualidades literárias, corre o risco de transformar-se em simples panfletário. O professor Antonio Ozaí da Silva afirma que “escrever é um estímulo à leitura e à dúvida permanente, é um momento para organizar o pensamento e dialogar com os autores que lemos, de que as certezas não são eternas e que as incertezas alimentam a mente a procurar respostas...”. Como ele, permito-me não participar de partidos políticos, tampouco na conivência obtusa e amaurótica de reverenciar quaisquer ideologias políticas. Como ele, sinto suficiência na leitura e na escrita que me transforma e me dá a responsabilidade de influenciar no cotidiano da sociedade à minha volta como cidadão, pai , médico e escritor. Gilberto Freyre no seu livro “Vida, Forma e Cor”, refere-se à obra de José de Alencar como um “romantismo socialmente crítico – esse, de Alencar – e até político, que se antecipou, a seu modo, na crítica ao sistema sócio-econômico ou social em vigor, ao antipatriarcalismo às vezes demagógico que se reflete nas páginas dos ´realistas´...como Aloísio Azevedo...”. Já no prefácio deste livro, Renato Carneiro Campos realça a originalidade e o universalismo de sua obra, que “representa a expressão viva de valores culturais permanentes” tornando o conhecimento sem passado, como é o caso da literatura e das artes onde “todas as épocas são contemporâneas!”. Outros exemplos podem ser vistos de maneira objetiva na bela obra da médica alagoana Ângela Canuto “Machado de Assis – Memórias de um Frasista”, onde as citações sobre política passearam do cômico ao trágico, passando pelo sarcasmo e fizeram parte da obra de um dos maiores escritores da língua portuguesa. Um exemplo: “Ah! Meu caro Rubião, isto de política pode ser comparado à paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; não falta nada, nem o discípulo que nega, nem o discípulo que vende. Coroa de espinhos, bofetadas, madeiro e afinal morre-se na cruz das idéias, pregado pelos cravos da inveja, da calúnia e da ingratidão...”. E termino com sua conclusão: “A vida política é turbulenta demais para o meu espírito.” GRALHA AZUL BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 5 – NOVEMBRO - 2010
  • 2. BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 2 18 de OUTUBRO - DIA DIA DE SÃO LUCAS – DIA DOS MÉDICOS Recebemos neste último dia 18 congratulações pela nossa nobre profissão, pelo que temos feito desde a formatura e após nosso Juramento Hipocrático. Cabe-nos, portanto, fazer jus aos cumprimento honrando nossa vocação e nobres ideais. Trago nesta edição, a lembrança de uma parte da grande obra de Eurico Branco Ribeiro – “São Lucas, o médico escravo”. Médico obstinado em seus ideais, foi por sua intercessão que instituiu-se no Brasil o dia 18 de outubro como Dia do Médico, data onomástica de São Lucas. Recebeu post mortem o título de Patrono da SOBRAMES Nacional, ao final da gestão de Waldenio Florêncio Porto, por ocasião do XV Congresso Nacional, realizado em São Paulo em 1994. Posteriormente o presidente nacional de SOBRAMES, Hélio Begliomini criou a “Medalha Eurico Branco Ribeiro”. (“A Sobrames Nacional e seus Presidentes – Hélio Begliomini” ). O boletim “GRALHA AZUL” parabeniza a classe médica brasileira! O “MOMENTO SOBRAMES” de outubro foi dedicado ao escritor paranaense, recém empossado na Academia Paranaense de Letras, Laurentino Gomes. Autor de “1808” e “1822”, com sucesso imediato de vendagem, alcançou no último a casa dos 100.000 exemplares vendidos na primeira semana e 200.000 na segunda. Qual a razão de tal sucesso? Foi esse o motivo do prazeroso ágape. De maneira simples, mas espetacularmente abrangente, profunda e consistente, Laurentino preenche com dados e mais dados a história da tranformação do Brasil Colônia em Brasil Império, vezes por vezes com pitadas de humor, fazendo um amálgama entre o leitor e a história de D. João VI, D. Pedro I e outros personagens fundamentais da nossa história. Nossa análise foi sobre o “1822”. Com absoluta certeza temos hoje outros heróis e outros vilões que até o momento atual vagavam em nossas memórias sem a personalidade e a importância que tiveram nos rumos do Brasil. Leitura imperdível. Foi a nossa principal conclusão. Participantes do Momento Sobrames de Outubro: Maurício Friedrich, Ana Letícia Virmond, Paulo Henrique França, Sérgio Pitaki, Ana França, Paulo Maurício Piá de Andrade, Mário Stival, Ana Amélia e Maria Fernanda Caboclo Ribeiro. “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.” Bertold Brecht, dramaturgo alemão (1889-1956)
  • 3. BOLETIM GRALHA AZUL – NOVEMBRO – 2010 PÁGINA 3 Amigos Sobramistas, a originalidade em escrever é objeto de busca contínua, a obra-prima, as grandes idéias são portanto alimento d’alma e um dos combustíveis da vida. Por outro lado, observar e mais ainda com humildade, compreender e exaltar o trabalho de outrem, fazem-nos valer mais como ser humanos. Transcrevo, sem pudores, o comentário de um amigo engenheiro, sobre a última edição do boletim GRALHA AZUL, de outubro e ainda com a finalidade de estender um cumprimento a todos vocês, como fonte de inspiração! “Sergio, Gostei demais! Estamos precisando de fontes lúcidas e descomprometidas. Você sabe que a imprensa é considerada o 4º poder por Mac Luan, e a Medicina o 5º poder por Foucault. Duas coisas que se unem no "trilo" da "Gralha Azul". Dificilmente vai ser tranquilo ser editor, sempre haverão divergências. Mas será nesta hora que você poderá tirar proveito próprio. Fruto do trabalho voluntário e do esforço consciente. Estes duas ações são as fontes do alimento espiritual. A recompensa vira na "elucidação das mentalidades, Nova Ordem na busca pela Paz" (Rerum Novarum). Parabéns meu amigo, admiro a sua "Odisséia - uma grande viagem no mundo da literatura. Abraço Francisco Puppi”. TROVAS PREMIADAS Maurício Norberto Friedrich És, Curitiba, a cidade Plácido corres no leito, do sorriso, encanto e amor, às margens, onde nasci; que nos dás felicidade, Ó, Iguaçu, trago em meu peito, com teu carinho e calor! A água, que parte de ti! Com grande esmero e trabalho, Tenho, por certo, em verdade, carinho e dedicação, bem vivo e, embora pungente do meu amor eu me valho, que a mais pungente saudade... pra fisgar teu coração. É aquela de alguém presente! RECEITA MUITO UTILIZADA NO BRASIL INTEIRO E EM BRASÍLIA: MASSA PARA PIZZA Duas pizzas grandes 8 pedaços: 500 g de farinha (200 g de trigo, 150 g de sêmola e 150 de integral); 20 g de fermento; 20 g de sal (1 colher de sopa); 10 g de açúcar; 1 ovo; 50 g de manteiga; 250 de leite Modo de fazer: Colocar o leite na batedeira, a farinha, o ovo, o fermento, a manteiga o sal e o açúcar. Em seguida, acrescente as farinhas de sêmola e de trigo. Depois de bater a massa, enrole e deixe-a descansar por 30 minutos, antes de começar a abrir. É importante pré-assar a massa por 1 minuto antes de colocar o recheio. EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher; 2º Vice-Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício Norberto Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini. Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki. Endereço eletrônico:; sergiopitaki@gmail.com; fone:41-7811-1929