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GRALHA AZUL
PEDIATRAS
Nos dias atuais, crescem a especialização na medicina e paradoxalmente a abrangência de atividades do médico
direcionadas a um determinado órgão ou a um aparelho específico no ser humano. Cada vez menos colegas dedicam-se às
especialidades como a pediatria e puericultura. Há motivos de sobra. Desde a falta de condições de trabalho, baixa
remuneração, valorização do profissional e também a falta de respeito do médico como pessoa, que muitas vezes, são privados
de seus momentos de vida em família.
Nesse contexto, vieram à minha memória não só as lembranças, mas
num piscar de olhos pude ter a viva sensação de, ainda em tenra idade, como
se estivesse na entrada do consultório do meu pediatra na Rua José Loureiro
em Curitiba. Após um longo corredor úmido e frio, entrar numa sala enorme,
talvez não fosse tão grande, pois comparo apenas a imagem gravada daqueles
dias, o piso em parquete de madeira, encerado, sem qualquer desenho, com
cadeiras também de madeira, iguais às dos restaurantes mais simples,
desarrumadas por todas as crianças. Era sempre com emoção que visitava meu
pediatra. Alegre sempre nos recebeu, minha mãe e eu. Que momento mágico.
Desde muito cedo, lembro-me do desconforto da balança gelada e da mesa de
exames, sentir o estetoscópio frio a perscrutar o invisível, a tosse, o coração. A
sensação de ter o abdome fortemente apalpado investigando o tamanho do
fígado, baço e intestinos. Sentia, com certeza, a preocupação da minha mãe,
ainda muito jovem, não mais que vinte e poucos anos, se o exame seria
correspondente à seriedade do Dr. Álvaro Pinto durante aqueles minutos. Que
alívio. Sempre sadio.
Muitos anos se passaram. O respeito que dispenso àquele médico,
que muito certamente, tenha influenciado a escolha da minha profissão, é
imenso. Trazer-me saudável, fazer-me passar pelas doenças próprias da infância com sucesso, foi, e como é para todas as
crianças que passam ilesas por elas, uma vitória. Caríssimo Dr. Álvaro Pinto, dedico essas poucas linhas a você e aos pediatras,
que igualmente, com dedicação, carinho e com doses maciças de psicologia materna, atendem, curam, educam e auxiliam
nossas crianças a tornarem-se aptas a chegar ao futuro e dirigir uma sociedade.
ÁLVARO TEIXEIRA PINTO, médico pediatra, nasceu em 23 de maio de 1902, na cidade da Lapa, Paraná. Veio à Curitiba e
trabalhou nos Correios e Telégrafos na adolescência e juventude. Formou-se em medicina em 1931. Em 25 de março de 1934 foi
um dos fundadores da Sociedade Paranaense de Pediatria, junto com César Pernetta, seu primeiro presidente, Homero de Mello
Braga, Julio Moreira, Garcez do Nascimento e Otávio da Silveira. Foi presidente da SPP no biênio 1953 e 54. Manteve uma clínica
conceituada por muitos anos. Também cultivou um relacionamento afetivo com a Santa Casa de Misericórdia em Curitiba,
através de seu grande amigo Prof. Dr. Mário Braga de Abreu.
GRALHA AZUL
BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 3 – SETEMBRO - 2010
2
Influência de A Cidadela
A escolha do livro para o MOMENTO SOBRAMES de agosto foi sem dúvida, sua
importância na vida de todos nós. Leitura imprescindível para se começar uma carreira,
discorre sobre os aspectos da vida médica, desde a formação até os possíveis percalços da
atividade profissional. O desenrolar da história mostra a luta de um médico escocês logo
após graduar-se com dificuldade e conseguir um subemprego numa mineradora, torna-se
pesquisador. Com muito esforço conseguiu uma titulação no difícil meio médico londrino da
época. Após essas conquistas migra para Londres onde conhece um outro lado da prática
médica. para equilibrar a integridade científica das obrigações sociais, incitou a criação do
Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido, expondo a injustiça e a incompetência da
prática médica na época. No romance, Cronin defendeu um serviço gratuito de saúde
pública, a fim de derrotar as artimanhas dos médicos. O Dr. Cronin e Aneurin Bevan tinham
trabalhado em o Tredegar Cottage Hospital, em Gales, que serviu de base para o NHS. O autor fez rapidamente um número de
inimigos na profissão, quando houve um esforço orquestrado por um grupo de especialistas para tornar o livro The Citadel
proibido. Best-seller Cronin informou o público sobre a corrupção dentro do sistema de saúde, plantando uma semente que
acabou levando a reforma necessária. Não foram apenas idéias pioneiras do autor instrumental na criação do SNS, mas a
popularidade de seus romances que desempenhou um papel importante na vitória esmagadora do Partido Trabalhista de 1945.
Comentários do sobramista José Ephisio Bigarelli: O romance de um médico.
“Genolino Amado prefaciou e traduziu em novembro de 1938 a brilhante obra escrita pelo Dr. Cronin,
Um inegável médico e romancista, católico, que tantas obras deixou, sendo lido em tantos países da Europa e
América. Archibald Joseph, nascido em 19 de julho de 1896, fez um levantamento topográfico de todas as experiên-
cias, de todos os conflitos e compromissos que se deparam na carreira de um jovem doutor.
A história do doutor Andrew, a primeira vista parece com a história do próprio autor, que trabalhando em
minas de carvão exerceu ardentemente suas funções de médico Cronin estudou medicina numa universidade
escocesa, assim como seu personagem. Clinicou no País de Gales, desceu às jazidas de carvão, passou pela
burocracia médica, sendo sua tese sobre a História do Aneurisma.
Dr. Andrew em 1924 começou como assistente do Dr. Page, no Sul de Gales, passando por momentos difíceis,
quando muitos colegas, nos dias de hoje, passam pelas mesmas situações.
O texto de Cronin evidencia o drama das escolhas éticas na prática da medicina. Um tema ainda muito atual:
o confronto entre integridade profissional e as tentações materialistas.
Nós, médicos brasileiros, em alguma época de nossa existência nos encontramos em algum capítulo desse
belíssimo romance.”
3
CARO DR. ROBERTO LUIZ d’ÁVILA (*),
FAÇO MINHAS, AS SUAS PALAVRAS
[...] Os excessos praticados por alguns setores da indústria de medicamentos e equipamentos médicos
se avoluma ao longo dos anos. Para eles, como é natural, a saúde é um negócio. E por isso deve gerar
lucros e evitar prejuízos. Esse entendimento alarga o fosso entre a alma do empresário e a missão do
médico, para quem seu trabalho deve render honorários adequados, sem cair na armadilha da
mercantilização. [...]
(*) Presidente do CRM, 24 de agosto de 2010.
DIA DOS PAIS – Homenagem em trovas – sobramista Maurício Norberto Friedrich
Meu pai, amigo sincero, Um homem, quando se vai,
me dá, de modo conciso, deixa esta imagem no adeus:
não as respostas que eu quero perante Deus...a de um Pai;
mas aquelas que eu preciso. Perante o filho...a de um Deus!
Maisol José Ouverney
A filósofa e escritora Márcia Tiburi discute a respeito da felicidade no Teatro da Caixa
Para Aristóteles, a felicidade era sinônimo de um estado de alma. Essas inquietações se desdobraram no projeto
Variações sobre o Mesmo Tema: Felicidade. Márcia Tiburi, ex-participante do programa Saia Justa, do GNT, teve a idéia de
conversar sobre esse assunto em Curitiba com convidados de peso. Entre eles, o filósofo e psicanalista Daniel Lins sobre a
relação Felicidade e Ética, o poeta Fabrício Carpinejar sobre a Felicidade e a Poesia, o ensaísta Francisco Bosco sobre a
Felicidade e o Ciúme em agosto. Em setembro com Rodrigo Faour, Diana Corso e Miram Goldenberg, que discorrem sobre a
relação com o Corpo, “sinônimo de felicidade para muita gente”. Francisco Bosco comenta outra maneira de atingir o ideal da
felicidade como exibir um parceiro aparentemente “perfeito”.
Márcia tem convicção que atualmente as pessoas, estão deixando de pensar, e aceitando idéias prontas. Esse evento
acontece, justamente, para estimular a reflexão. Ela admite ficar perplexa com o fato de que a felicidade é uma palavra que foi
colonizada pela publicidade. Todo e qualquer anúncio comprova o que Márcia diz. De
automóvel a viagens, de roupas a perfumes. Os produtos são sempre vendidos associados à
idéia de felicidade.
“Relacionar consumo à felicidade é, mais do que um mecanismo perverso de quem
pretende vender algo, a garantia de atingir a infelicidade (para quem compra)”, afirma
Márcia. Afinal, argumenta a curadora do evento, consumir continuamente só provoca gastos
financeiros e emocionais.
“Vamos desconstruir, por meio da conversa e do confronto de idéias, esse equívoco
que faz com que todos pensem que felicidade é comprar algum objeto”, diz.
“Afinal, o que é filosofia senão um permanente diálogo, uma troca de idéias
entre as pessoas?”.
´Para fugir da zona de conforto’ – publicado na Gazeta do Povo – Paraná em 24/08/2010,
Repórter Márcio Renato dos Santos, modificado para o boletim Gralha Azul.
EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher; 2º Vice-
Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício Norberto
Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini.
Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki

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JORNADA SOBRAMES PR - DEZEMBRO 2017
 

Gralha Azul No. 3 - Sobrames Paraná - Setembro 2010

  • 1. 1 GRALHA AZUL PEDIATRAS Nos dias atuais, crescem a especialização na medicina e paradoxalmente a abrangência de atividades do médico direcionadas a um determinado órgão ou a um aparelho específico no ser humano. Cada vez menos colegas dedicam-se às especialidades como a pediatria e puericultura. Há motivos de sobra. Desde a falta de condições de trabalho, baixa remuneração, valorização do profissional e também a falta de respeito do médico como pessoa, que muitas vezes, são privados de seus momentos de vida em família. Nesse contexto, vieram à minha memória não só as lembranças, mas num piscar de olhos pude ter a viva sensação de, ainda em tenra idade, como se estivesse na entrada do consultório do meu pediatra na Rua José Loureiro em Curitiba. Após um longo corredor úmido e frio, entrar numa sala enorme, talvez não fosse tão grande, pois comparo apenas a imagem gravada daqueles dias, o piso em parquete de madeira, encerado, sem qualquer desenho, com cadeiras também de madeira, iguais às dos restaurantes mais simples, desarrumadas por todas as crianças. Era sempre com emoção que visitava meu pediatra. Alegre sempre nos recebeu, minha mãe e eu. Que momento mágico. Desde muito cedo, lembro-me do desconforto da balança gelada e da mesa de exames, sentir o estetoscópio frio a perscrutar o invisível, a tosse, o coração. A sensação de ter o abdome fortemente apalpado investigando o tamanho do fígado, baço e intestinos. Sentia, com certeza, a preocupação da minha mãe, ainda muito jovem, não mais que vinte e poucos anos, se o exame seria correspondente à seriedade do Dr. Álvaro Pinto durante aqueles minutos. Que alívio. Sempre sadio. Muitos anos se passaram. O respeito que dispenso àquele médico, que muito certamente, tenha influenciado a escolha da minha profissão, é imenso. Trazer-me saudável, fazer-me passar pelas doenças próprias da infância com sucesso, foi, e como é para todas as crianças que passam ilesas por elas, uma vitória. Caríssimo Dr. Álvaro Pinto, dedico essas poucas linhas a você e aos pediatras, que igualmente, com dedicação, carinho e com doses maciças de psicologia materna, atendem, curam, educam e auxiliam nossas crianças a tornarem-se aptas a chegar ao futuro e dirigir uma sociedade. ÁLVARO TEIXEIRA PINTO, médico pediatra, nasceu em 23 de maio de 1902, na cidade da Lapa, Paraná. Veio à Curitiba e trabalhou nos Correios e Telégrafos na adolescência e juventude. Formou-se em medicina em 1931. Em 25 de março de 1934 foi um dos fundadores da Sociedade Paranaense de Pediatria, junto com César Pernetta, seu primeiro presidente, Homero de Mello Braga, Julio Moreira, Garcez do Nascimento e Otávio da Silveira. Foi presidente da SPP no biênio 1953 e 54. Manteve uma clínica conceituada por muitos anos. Também cultivou um relacionamento afetivo com a Santa Casa de Misericórdia em Curitiba, através de seu grande amigo Prof. Dr. Mário Braga de Abreu. GRALHA AZUL BOLETIM ELETRÔNICO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES – PARANÁ – NÚMERO 3 – SETEMBRO - 2010
  • 2. 2 Influência de A Cidadela A escolha do livro para o MOMENTO SOBRAMES de agosto foi sem dúvida, sua importância na vida de todos nós. Leitura imprescindível para se começar uma carreira, discorre sobre os aspectos da vida médica, desde a formação até os possíveis percalços da atividade profissional. O desenrolar da história mostra a luta de um médico escocês logo após graduar-se com dificuldade e conseguir um subemprego numa mineradora, torna-se pesquisador. Com muito esforço conseguiu uma titulação no difícil meio médico londrino da época. Após essas conquistas migra para Londres onde conhece um outro lado da prática médica. para equilibrar a integridade científica das obrigações sociais, incitou a criação do Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido, expondo a injustiça e a incompetência da prática médica na época. No romance, Cronin defendeu um serviço gratuito de saúde pública, a fim de derrotar as artimanhas dos médicos. O Dr. Cronin e Aneurin Bevan tinham trabalhado em o Tredegar Cottage Hospital, em Gales, que serviu de base para o NHS. O autor fez rapidamente um número de inimigos na profissão, quando houve um esforço orquestrado por um grupo de especialistas para tornar o livro The Citadel proibido. Best-seller Cronin informou o público sobre a corrupção dentro do sistema de saúde, plantando uma semente que acabou levando a reforma necessária. Não foram apenas idéias pioneiras do autor instrumental na criação do SNS, mas a popularidade de seus romances que desempenhou um papel importante na vitória esmagadora do Partido Trabalhista de 1945. Comentários do sobramista José Ephisio Bigarelli: O romance de um médico. “Genolino Amado prefaciou e traduziu em novembro de 1938 a brilhante obra escrita pelo Dr. Cronin, Um inegável médico e romancista, católico, que tantas obras deixou, sendo lido em tantos países da Europa e América. Archibald Joseph, nascido em 19 de julho de 1896, fez um levantamento topográfico de todas as experiên- cias, de todos os conflitos e compromissos que se deparam na carreira de um jovem doutor. A história do doutor Andrew, a primeira vista parece com a história do próprio autor, que trabalhando em minas de carvão exerceu ardentemente suas funções de médico Cronin estudou medicina numa universidade escocesa, assim como seu personagem. Clinicou no País de Gales, desceu às jazidas de carvão, passou pela burocracia médica, sendo sua tese sobre a História do Aneurisma. Dr. Andrew em 1924 começou como assistente do Dr. Page, no Sul de Gales, passando por momentos difíceis, quando muitos colegas, nos dias de hoje, passam pelas mesmas situações. O texto de Cronin evidencia o drama das escolhas éticas na prática da medicina. Um tema ainda muito atual: o confronto entre integridade profissional e as tentações materialistas. Nós, médicos brasileiros, em alguma época de nossa existência nos encontramos em algum capítulo desse belíssimo romance.”
  • 3. 3 CARO DR. ROBERTO LUIZ d’ÁVILA (*), FAÇO MINHAS, AS SUAS PALAVRAS [...] Os excessos praticados por alguns setores da indústria de medicamentos e equipamentos médicos se avoluma ao longo dos anos. Para eles, como é natural, a saúde é um negócio. E por isso deve gerar lucros e evitar prejuízos. Esse entendimento alarga o fosso entre a alma do empresário e a missão do médico, para quem seu trabalho deve render honorários adequados, sem cair na armadilha da mercantilização. [...] (*) Presidente do CRM, 24 de agosto de 2010. DIA DOS PAIS – Homenagem em trovas – sobramista Maurício Norberto Friedrich Meu pai, amigo sincero, Um homem, quando se vai, me dá, de modo conciso, deixa esta imagem no adeus: não as respostas que eu quero perante Deus...a de um Pai; mas aquelas que eu preciso. Perante o filho...a de um Deus! Maisol José Ouverney A filósofa e escritora Márcia Tiburi discute a respeito da felicidade no Teatro da Caixa Para Aristóteles, a felicidade era sinônimo de um estado de alma. Essas inquietações se desdobraram no projeto Variações sobre o Mesmo Tema: Felicidade. Márcia Tiburi, ex-participante do programa Saia Justa, do GNT, teve a idéia de conversar sobre esse assunto em Curitiba com convidados de peso. Entre eles, o filósofo e psicanalista Daniel Lins sobre a relação Felicidade e Ética, o poeta Fabrício Carpinejar sobre a Felicidade e a Poesia, o ensaísta Francisco Bosco sobre a Felicidade e o Ciúme em agosto. Em setembro com Rodrigo Faour, Diana Corso e Miram Goldenberg, que discorrem sobre a relação com o Corpo, “sinônimo de felicidade para muita gente”. Francisco Bosco comenta outra maneira de atingir o ideal da felicidade como exibir um parceiro aparentemente “perfeito”. Márcia tem convicção que atualmente as pessoas, estão deixando de pensar, e aceitando idéias prontas. Esse evento acontece, justamente, para estimular a reflexão. Ela admite ficar perplexa com o fato de que a felicidade é uma palavra que foi colonizada pela publicidade. Todo e qualquer anúncio comprova o que Márcia diz. De automóvel a viagens, de roupas a perfumes. Os produtos são sempre vendidos associados à idéia de felicidade. “Relacionar consumo à felicidade é, mais do que um mecanismo perverso de quem pretende vender algo, a garantia de atingir a infelicidade (para quem compra)”, afirma Márcia. Afinal, argumenta a curadora do evento, consumir continuamente só provoca gastos financeiros e emocionais. “Vamos desconstruir, por meio da conversa e do confronto de idéias, esse equívoco que faz com que todos pensem que felicidade é comprar algum objeto”, diz. “Afinal, o que é filosofia senão um permanente diálogo, uma troca de idéias entre as pessoas?”. ´Para fugir da zona de conforto’ – publicado na Gazeta do Povo – Paraná em 24/08/2010, Repórter Márcio Renato dos Santos, modificado para o boletim Gralha Azul. EXPEDIENTE: DIRETORIA 2010-2011. Presidente: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki; 1º Vice-Presidente: Fahed Daher; 2º Vice- Presidente: Sonia Maria Barbosa Braga; 1º. Secretário: Paulo Maurício Piá de Andrade; 2º Secretário: Maurício Norberto Friedrich; 1º Tesoureiro: Maria Fernanda Caboclo Ribeiro; 2º Tesoureiro: Edival Perrini. Editor Responsável: Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki