Tumores genitais (Pénis e testículo)

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Tumores genitais (Pénis e testículo)

  1. 1. Pio Vitorino Dalito Chume Onésia Chitsembe Deolinda Nhaducue Maputo, 02 de Abril de 2014
  2. 2.  Epidemiologia  Factores etiológico associados  Classificação  Quadro Clínico  Diagnóstico  Estadiamento  Tratamento  Diagnóstico Diferencial  Prognóstico  Bibliografia
  3. 3. • São os tumores mais raros nos países desenvolvidos; • Representa 0,4% dos tumores malignos no sexo masculino nos EUA e 2,1% no Brasil; • Representa 10-20% dos tumores que acometem os homens nos países subdesenvolvidos; • O carcinoma epidermóide representa 95% das neoplasias do pénis; •São raros os tumores que metastizam para o pénis (bexiga, próstata e retossigmóide); • Ocorre com mais frequência aos 60 anos; • É raro na infância e juventude. Epidemiologia
  4. 4.  Má higiene genital;  A não Circuncisão;  Fimose;  Lesões Dermatológicas pré- cancerosas: • Leucoplasia • Balanite • Condiloma acuminado (HPV 16 e 18) Factores Etiológicos Associados Balanite Condiloma acuminado
  5. 5.  Lesão caracterizada por placa vermelha, aveludada e com ulcerações;  Geralmente envolve a glande;  Até 1/3 dos pacientes podem apresentar em simultaneo carcinoma invasivo do pénis. (Mikhail,1986);  Não é observada associação com neoplasia maligna visceral. Eritroplasia de Queyrat Doença de Bowen É um carcinoma de células escamosas in situ;  A lesão: placa vermelha escamosa ou crostosa;  É mais comum no corpo do pénis;  10% dos casos torna-se carcinoma infiltrativo; 25% dos casos está associado a uma neoplasia maligna visceral;
  6. 6.  Carcinoma de células escamosas (95-98%)  Melanoma  Carcinoma de células basais  Doença de Paget  Sarcoma de Kaposi Melanoma S.kaposi
  7. 7.  Constitui cerca de 95% dos cânceres do pénis;  Tem como variante o ca verrucoso (carcinoma não infiltrativo); História Natural  inicia como uma lesão exofítica ulcerativa ou papilar e cresce gradualmente envolvendo toda glande ou corpo, podendo chegar ao escroto.  Em casos avançados pode haver invasão sa uretra e autoamputação peniana por necrose tecidual.  Disseminação:  Linfática (+++): linfonodos inguinais, pélvicos e periaórticos  Hematogénica(«10%): pulmões, fígado, cérebro ou ossos . Carcinoma de Células Escamosas
  8. 8. Sintomas:  Lesão peniana ulcerativa ou nodular de crescimento exofítico e lento;  Dor no local da lesão;  Sintomas miccionais irritativos;  Sangramento. Sinais:  Lesão restrita ao pénis;  Linfonodos inguinais aumentados Diagnóstico
  9. 9. Biópsia da Lesão Exames Laboratoriais:  Anemia e leucocitose (dça crónica/infecção local) Exames Imagiológicos (estudo de metástases)  Raio-x do tórax  Tc do abdómen e pelve  Cintiligrafia óssea
  10. 10. Jackson (1996) Estágio I Tumor restrito à glande ou ao prepúcio Estágio II Tumor envolvendo o corpo do pénis Estágio III Metástase operável para linfonodos inguinais Estágio IV Tumor estendendo-se além do corpo do pénis Metástases inguinais ou à distância inoperáveis.
  11. 11. Carcinoma in situ  Conservador: aplicação local de creme de fluoruracil, ou tto a laser. Carcinoma invasivo  Prepúcio: circuncisão simples;  Glande ou porção distal do corpo: penectomia parcial com margem de 2cm;  Porção proximal do corpo ou em casos nos quais a penectomia parcial resulta em coto peniano ou comprimento insuficiente para a função sexual/direccionamento do jacto urináio : Penectomia Total com uretrostomia perineal. Tto da Lesão Primária
  12. 12.  Antibióticos de largo espectro via oral por 4-6 semanas; Se Persistir:  Considerar como doença metastática  Dissecções bilaterais sequenciadas dos linfonodos ileoinguinais Quimioterapia  Doença inoperável  Metástases inguinais volumosas  Metástases à distância (cisplatina e 5-fluoruracil) Radioterapia ( tto paleativo)  Retardo da ulceração, das complicações infecciosas e alívio da dor. Linfonodos regionais
  13. 13. Cancro siflítico  Lesão ulcerosa pequena, geralmente única, arredondada, com bordos regulares, base dura, fundo limpo e indolor. Cancróide  Múltiplas lesões ulcerativas, arredondadas, com bordos irregulares, base mole, fundo sujo e dolorosa.  Adenopatia unilateral, visível e com sinais inflamatórios e até fistulização ou ulceração. Herpes Simples  Lesões vesiculares, dolorosas, agrupadas sob base eritematosa.;  Adenopatia inguinal;  Sinais sistémicos: febre, cefaleia, mal-estrar, mialgias  Episódios recorrentes.
  14. 14. Clamídia Trachomatis  Micro lesão ulcerativa, indolor  Adenopatias dolorosas geralmente unilateral. Donovanose  Inicia por um nódulo que amolece e ulcera rapidamente, pouco dolorosa; Condilomas Acuminados  Múltiplas vesículas pequenas, agrupadas (lesão em cacho de uva),de consistência mole;  Localizadas em qualquer parte do corpo ou glande.
  15. 15.  80% dos pacientes no estadio N1 tem sobrevida de 5anos;  50% dos pacientes no estagio N2 tem sobrevida de 5anos;  65-90% dos pacientes sem doença sem envolvimento dos linfonodos têm sobrevida de 5 anos;  Só 30-50% dos pacientes com metástases para os linfonodos sobrevive por 5 anos. Se houver metástases para linfonodos ilíacos esta taxa cai para 20%;  A maioria dos pacientes nos quais se preservou +de 4cm de haste peniana mantem a capacidade de penetração.
  16. 16.  São raros, representam entre 1-1,5% dos tumores do homem;  Incidência: 5.3, 3.7, 2.2 e 0.8 /100.000 homens na Suécia, EUA , Brasil e Japão respectivamente;  A prevalência Global é de 1-2%;  É mais frequente na raça branca;  Ocorre em jovens dos 15-40 anos;  90-95% dos casos cura com sucesso;  É mais frequente do lado direito e 1-2% são bilaterais;  Tumor de células germinativas corresponde a 95% das neoplasias. Epidemiologia
  17. 17.  Criptorquídea  Antecedente de tumor contralateral  História familiar (pai-filho:4x; irmãos:8x)  Infertilidade  Traumatismo testicular  Atrofia testicular secundária à infecção  Vasectomia  Tabagismo
  18. 18. Tumores de células germinativas (95%)  Seminomas  Não seminomatosos  Tumores embrionários,  Teratomas,  Coriocarcinomas  Tumores de células mixtas Tumores de células sem função germinativa  Céluas de Laydig,  Células de Sertoli, e  Gonadoblastoma Tumores secundários  Linfoma  Leucemia  Tumores metastáticos
  19. 19. Seminomas (3 subtipos): Classico (80%):  Surge aos 40 anos  Macroscopicamente: nódulos confluentes  Microscopicamente apresenta céluas grandes, de citoplasma claro e núcleo denso  10 – 15% dos casos produz hCG. Anaplásico(5-10%): • Apresenta-se numa fase mais avançada que o clássico • Microscopicamente observam-se 3 ou mais mitoses poe campo Espermatocítico(5-10%):  Mais de 50% tem + de 50 anos  Microscopicamente apresenta células de varios tamanhos, de núcleo redondo com cromatina densa.
  20. 20. 1. Carcinoma de células Embrionárias (2 subtipos) Tipo adulto:  Células gigantes com bordos indiferenciados e figuras mitoticas  Macroscop. Hemorragia e necrose Tipo Infantil/ saco vitelino/endométrico:  Tumor testicular mais comum de latentes e crianças  Microscop. Corpúsculos embrióides semelhantes a um embrião de 1-2 semanas de vida. 2. Teratomas  Microscop. capas de cel germinais em vários estágios de maturacao e diferenciação.  Macrosc: Lobulado com quistos de vários tamanhos cheios de material gelatinoso ou mucinoso. Tumores não Seminomatosos
  21. 21. 3. Coriocarcinoma  Microsc. Se visualizam sincitiotrofoblastos e citotrofoblastos.  Macrosc. Lesões pequenas dentro do testículo com hemorragia central . 4. Tipo de Células Mixtas  Mais de 25% é combinação de teratoma e carcinoma de células embrionárias
  22. 22. 1. Hematogénica: coriocarcinoma 2. Linfática: Testículo direito: região interaortocava, ao nível do hilo renal dto Testículo esquerdo: região paraaórtica ao nível do hilo renal esqdo  Epidídimo, cordão espermático, escroto, túnica alugínea;  Ganglios ingunais;  Retroperitóneo;  Fígado++++  Cérebro++  Ossos+  Rins+  Suprarenais  Trato gastrintestinal  Baço.
  23. 23. Sintomas  Aumento gradual, indolor do volume do testículo  Sensação de peso  10% tem dor aguda (por hemorragia ou infato testicular)  10% tem sintomas relacionados com metástases:  Dispneia (pulmão)  Lombalgia (gangl retroperitoneais q afectam raízes nervosas)  Anorexia, náuseas e vómitos (retroduodenais)  Dor óssea  Edema dos memb. Inferiores (obstrução da veia cava inferior)  10% são assintomáticos
  24. 24. Sinais  Massa testicular dura, sem hiperestesia, ou  Crescimento testicular difuso;  Abaulamento retroperitoneal;  Ginecomastia (5%)  Hemoptise  Adenopatia inguinal e supraclavicular
  25. 25. EXAMES LABORATORIAIS EXAMES IMAGIOLÓGICOS Hemograma: anemia Função hepática: aumento das transaminases Função Renal: aumento da creatinina Marcadores tumorais: aumento de  Alfa feto proteina  ßhCG  LDH Ecografia do testiculo Raio x do tórax TAC abdominal e pélvico
  26. 26. SEMINOMATOSOS NÃO SEMINOMATOSOS Etapas iniciais  Orquiectomia radical+  Radioterapia  Se houver recaída: Quimioterapia Etapas Avançadas  Quimioterapia  Se houver seminomas residuais: Excisão cirúrgica Etapas iniciais  Orquiectomia radical  Recaída: quimioterapia Etapas avançadas  Quimioterapia+  Orquiectomia radical
  27. 27.  Epididimite  Hidrocelo  Espermatocele  Hematocele Traumático  Orquite Granulomatosa  Varicocele  Quisto Epidermóide
  28. 28.  TANCHO, Emil; McANINCH, Jack. “ Urologia General de Smith”. Tradução da 14ª edição em inglês.  DE PAULA, Adriano; NETTO, Joaquim. [et al]“ Carcinoma Epidermóide do Pénis”. Disponível em www.inca.gov.br  R. Damião; Jr. Mattos [et al]. “ Carcinoma do pénis –parte 1”. Disponível em www.projectodiretrizes.org.br  ALBERS, P; ALGABA,F; [et al]. “Orientações Sobre Tumores do Testículo”. Disponível em www.apurologia.pt  Google imagens

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