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Datacoes paleontologiaepesquisa

  1. 1. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa Datações, Paleontologia e Pesquisa Existe uma relação próxima entre Geologia e Paleontologia e há necessidade de esclarecer-se tal relação para evitar confusões dentro da exploração. Todas as coisas, as mais triviais, precisam ser datadas sob pena de invalidez do fato. Isso éespecialmente importante em Geologia exploratória e é assunto virgem frente à sua importância. To-dos nos acostumamos a ouvir falar em milhões de anos quando se trata de datar assuntos geológicos.Exemplos: a Terra tem 4,5 bilhões de anos; os dinossauros morreram há 65 milhões de anos e tal ouqual animal tem dois ou três ou seis milhões de anos. Ter em conta que só depois de Kepler, em 1618, começou a tomar corpo a idéia do que deviaser conhecido como ano: uma volta completa da Terra ao redor do Sol. Isso facilitou as dataçõeshumanas. Os dias e as noites eram óbvios e a descoberta do que era o ano foi um salto fantástico noconhecimento humano. Essa medida do tempo, então, passou a ser usada, também, na contagem dotempo geológico. A partir disso, misturou-se a medida das idades geológicas com as humanas, com-plicando tudo. As Datações Humanas As datações são objetos de estudos desde muitos séculos antes da era cristã, por isso baseadaem festas religiosas especiais de cada povo. A unidade de tempo para uns era o dia e para outros eraa noite. Uns contavam as lunações e outros o dia solar. Para imaginar a confusão vamos citar apenasas principais modificações havidas na parte ocidental do mundo. Foram duas as principais reformas de calendário havidas por aqui. A primeira foi a reformafeita por Júlio César ( ano 46), que passou de um calendário lunar para o solar tentando corrigir dis-crepâncias (o equinócio que devia cair em março já estava caindo em maio!) e que acabou em outrocalendário tão defeituoso quanto o anterior, tendo de ser modificado novamente. O equinócio daprimavera estava dez dias fora do seu lugar, e em 1572 com a eleição de Gregório XIII foi iniciadauma nova reforma do calendário de maneira que se trouxesse o equinócio da primavera (pois é eleque determina a Páscoa, a festa mais importante do calendário católico e a partir dele todas as outrasdatas católicas), de novo para seu verdadeiro lugar, perdendo-se com isso cerca de dez dias. Esta foia última reforma, mas não quer dizer que tenha sido a última. Essas reformas são tão polêmicas quenem todos os povos aceitaram-na pacificamente. Na França, Itália, Luxemburgo e Portugal ela sófoi aceita em 1582; na Suíça, a adoção foi tão lenta que levou quase três séculos para ser admitida:iniciada em 1583 só terminou de ser adotada em 1812. O Japão só adotou o calendário gregorianoem 1873; a União Soviética em 1918 e a Grécia em 192314. Por tais razões as datações não são levadas a sério, e qualquer pessoa pode datar um eventoqualquer, em quantos milhões de anos quiser e lhe aprouver. Banalizou-se o problema das dataçõese a própria Paleontologia e a chamada geocronologia e seus cientistas procedem dessa maneira. De 144
  2. 2. Datações, Paleontologia e Pesquifato, a Igreja trabalhava no problema do calendário humano (problema científico) usando as armasda fé. Do outro lado, os geólogos, também batalhavam e batalham, por resolver problemas de data-ção geológica das rochas, sem qualquer possibilidades de fazê-lo, pois, continuam dependendo doslaboratórios e da opinião dos paleontólogos sobre a idade de fósseis e, especialmente, porque desco-nhecem o que vem a ser uma unidade de sedimentação. Breve História das Datações Paleontológicas Duas espécies de homens cavoucavam a terra naqueles tempos remotos: uns tentavam pedraspreciosas ou metais valiosos e outros buscavam coisas esquisitas como ossos, esqueletos, marcas epegadas, escamas, dentes de animais etc., que davam idéia de que alguns animais no passado exis-tiram por ali e que seus restos indicavam sua presença. Os dois grupos procuravam fósseis, comoeram chamados antigamente todos os corpos que estivessem enterrados. Posteriormente os grupos seindividualizaram: os que procuravam fósseis passaram a ser chamados paleontólogos e paleobotâni-cos, enquanto os outros eram garimpeiros ou geólogos. Muitas vezes pesquisavam juntos, mas nãonecessariamente. Ambos precisavam de datações geológicas que lhes dissessem de que idade seriamos fósseis encontrados. Tentaram ajudar-se mutuamente, mas não deu certo, resultando uma discus-são grandiosa que se prolonga até hoje. Mas era tácito também que os paleontólogos manejavam osobjetos que podiam sugerir a idade da rocha onde eles estivessem encastoados, e assim iniciou-se apior fase dos erros cometidos no âmbito da ciência geológica: a suposição que a Paleontologia era achave para conseguir as necessárias datações. Desse ponto em diante apareceriam os cientistas que batizariam períodos, estágios, etapas,eras, éons, tendo como critério somente a existência de fósseis aos quais eram dadas idades, as maisarbitrárias, para que eles se integrassem à tabela do tempo geológico que também aparecia aos pou-cos. Um dos primeiros cientistas a sugerir uma idéia sobre datação de rochas foi Giovanni Ardui-no (1714-1795), que em 1759 lançou a idéia de que as rochas podiam ser datadas ou classificadas 15em quatro grupos que chamou de: • Primárias, • Secundárias, • Terciárias e • Quaternárias. Esses nomes começaram a sofrer modificações conforme os resultados de outros cientistasaqui e acolá. Em 1795 surge o nome Jurássico proposto por von Humbolt, um naturalista, para de-signar rochas que ocorriam nas montanhas Jura, da fronteira franco-suiça, onde ocorrem calcáriosricos em amonitas, e isso passou a ser um dos períodos do tempo geológico. Em seguida, o Jurássicofoi dividido e subdividido em dezenas de fatias conforme o estudante e o novo fóssil que ele desco-brisse, além de mudar de nome conforme a origem da amostra estudada. Na Alemanha, o Jurássicofoi dividido em Superior, Médio e Inferior, que mais tarde passou a ser conhecido por outros autorescomo Black (Lias), Brown (Dogger) e White (Malm), que por sua vez foram subdivididos em Vol-giano, Kimmerdgiano, Oxfordiano, Calloviano, Bathoniano, Bajociano, Toarciano, Pliensbachiano,Sinemuriano, e Hettangiano. E a confusão fica muito maior se forem acrescentados os resultadosdas pesquisas feitas na Rússia, na Inglaterra, nos EUA, em outros lugares e por outros autores, queencontravam outros fósseis de outros animais. Em 1799, surge William Smith que estudou com afinco determinada parte da Inglaterra e pu-blicou uma lista de fósseis com os quais acabou por fazer um “mapa” todo calcado na lei da sucessão 145
  3. 3. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxafaunal. O mapa não era geológico (mapa geológico é construído com a individualização das forma-ções geológicas, isto é, rochas na ordem do seu aparecimento) como ele disse ser, mas um mapa deocorrência de fósseis. Mas a moda pegou e a idéia passou a ser usada mundialmente, inclusive aquino Brasil. Apareceram em seguida os Sistemas Carbonífero e Cretáceo (1822); em 1833, CharlesLyell dividiu o Terciário, nomeado por Arduino, em Eoceno, Mioceno e Plioceno, com subdivisõespara o Plioceno. Triássico surgiu na Alemanha (1834); Cambriano e Siluriano surgiram na Inglaterra (1835).Em 1839 apareceu o Devoniano. Em 1841 é que J.Phillips propõe Kainozóico e Mesozóico suce-dendo o Paleozóico distinguindo animais de tempo antigo, médio e mais moderno ou mais jovem,respectivamente. Observe-se então que o tempo de evolução do globo ficaria balizado pela existência ounão de alguma espécie de vida, sem que se soubesse corretamente o que era a vida ou a origem davida e quanto tempo duraria uma espécie de vida. Quantos anos têm a espécie humana? Quantosanos terão durado os ictiossauros? E os ostrácodas, os conchostraceos e qualquer outro animal quetenha existido e desaparecido? Ora, se não sabemos ao menos quando nasceu e morreu J. Cristo edesconhecemos a verdadeira data do descobrimento do Brasil, como responder quanto tempo durouna superfície da Terra tal espécie animal ou vegetal? Evidente que sem poder datar corretamente oseventos, “tenta-se” uma possibilidade. Eis porque a inutilidade da paleontologia para balizar o tempogeológico: as datações são todas emitidas sem apuro, por um clube fechado. Em Geologia, as da-tações não são feitas apoiadas em dados paleontológicos e/ou geocronológicos e especialmente,não são referidas em número de anos. Datações Paleontolológicas na Bacia do RecôncavoO que aconteceu na Bacia do Recôncavo ao datar-se seu volume de clásticos foi um erro duplo: • As datações foram feitas com o auxílio da paleontologia (primeiro erro) e • Os fósseis colhidos para serem datados em análises laboratoriais usando refossilizações (segundo erro). Não podia dar em algo que não fosse um grande desastre exploratório. Os paleontólogos contam-se aos milhares pelo mundo afora estudando tudo e qualquer coisaque seja de origem orgânica e todos eles tentando uma classificação, não somente científica comocronológica para abrigar novas espécies sugeridas por fragmentos de ossos, dentes, escamas ou ves-tígios delas. É fácil imaginar a quantidade fantástica de fósseis que ainda poderão ser encontrados, osquais acrescentarão mais e mais confusão ao já confuso mundo da Paleontologia. Mais poços sãofurados a cada dia que passa e mais fósseis são descobertos. Em vez de esclarecer problemas, novosestudos causam mais conturbação. Cada cientista da Paleontologia acha que descobriu ou o mais an-tigo, ou o maior dos fósseis, o “elo perdido” entre dois elos conhecidos, aquele que era quadrúpede,mas virou bípede, os que tinham rabo e o perderam ou ao contrário, ganharam um rabo, pois não otinham e tais resultados não passam de concurso para ver quem será o descobridor do maior e maisantigo fóssil achado em determinado local. Paralelamente há o trabalho dos geocronologistas e suas análises químicas feitas com car-bono, potássio, chumbo e outros materiais, as quais são tão inconseqüentes e arbitrárias quanto asanálises paleontológicas, pois os números obtidos podem dar o resultado mais conveniente ao analis-ta que não cohece a origem da amostra, coletada que foi por alguém que não sabe coletar amostras.Este método foi inventado a um século passado, precisamente em 1905, a partir de uma idéia de outro 146
  4. 4. Datações, Paleontologia e Pesquigênio científico, o neozelandês Ernest Rutherford16 (1871-1937), que publicou em 1900 sua “Teoriada Desintegração” onde sugeriu que a radiatividade poderia ser usada para datar as rochas. ArthurHolmes17 (1890-1965) adotou a idéia e tentou inclusive montar uma coluna cronoestratigráfica, quejunta mais confusão ao já confuso quadro de datações paleontológicas. Fica fácil imaginar o tamanho do problema sabendo que isso se passa em cada país, a cadalatitude e longitude. Os cientistas da Terra acabaram por brigar formalmente e hoje, cada um cuida dasua parte: paleontólogos e geocronólogos para um lado e geólogos para o outro, perdidos em uma sel-va de nomes complicados, sem relação entre si e sem que haja solução à vista. Os paleontólogos, porsua vez, examinando milhões de amostras de fósseis, nanofósseis, plânctons, foraminíferos, amonitasetc. fazem conclusões muito corajosas sobre falsos paleoambientes, source-beds e alguns chegam ase aventurar em problemas de pesquisa e/ou históricos, evidentemente sem qualquer resultado quejustifique o investimento. É sintomático que a própria Petrobras tenha relegado o seu laboratório depaleontologia para segundo plano tendendo a extingui-lo. Enfim, para resolver problemas de pesquisa de petróleo ou de outra substância qualquer,que faça parte da crosta da Terra, há necessidade primária de datarem-se as rochas armazenadoras dasubstância, um trabalho feito antecipadamente ao próprio mapeamento. Isso independe de examesde amostras e de resultados desses exames. A datação geológica consiste na observação visual dasformações no campo, ou seja, na determinação dos seus contatos, regidos pela Segunda Lei da Sedi-mentação. (v.“ Fundamentos da Geologia”). Ao determinar-se uma formação e seus contatos, determina-se também o período de tempogeológico e todos os acontecimentos desse período inclusive os Paleontológicos, Arqueológicos etc.nunca ao contrário, como se procede atualmente, pois isso prejudica o raciocínio que leva às grandesminas de petróleo ou qualquer outra substância da subsuperfície do globo. O padrão temporal determinado pelos geólogos e paleontólogos do passado é incorreto edeve ser substituído por outro (v. “Código de Nomenclatura Estratigráfica”) mais prático, mais novo,mais fácil e especialmente mais preciso. O novo padrão temporal independe de arbitrariedades humanas (idades em milhões de anos)desde que é apenas fruto da observação visual de um fato da natureza. Ele está determinado no cam-po, desde o princípio do mundo: o que estiver em baixo é sempre mais velho do que aquele que estáem cima. Chama-se a isto “Segunda Lei da Sedimentação”. 147

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