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Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à	Ciência	Ortodoxacomo se procedeu durante toda a exploração de petróleo feita no séc...
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Correcaodos erroscometidosnabaciadoreconcavo

  1. 1. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa Correção dos erros cometidos na Bacia do Recôncavo Quando se estuda detalhadamente a Bacia do Recôncavo nota-se que há um erro a ser cor-rigido o qual foi impossível de ser evitado pelos seus primeiros pesquisadores. Ele não pôde serevitado devido a três circunstâncias da época: • O tempo histórico em que foi cometido, • Pela urgente necessidade de achar-se o petróleo do Brasil e • Pelo método de trabalho na determinação da idade dos sedimentos que a Bacia continha. Até o meio do século passado não havia informações, tanto em qualidade como em quanti-dade, para uma definição correta da estratigrafia das bacias brasileiras. Fora este aspecto, havia umapressa muito grande em descobrir o petróleo, que até 1960 (tempo do Relatório Link) se pensavanão existir no território brasileiro. Era urgente furarem-se mais e mais poços fazendo fluir cada diamais petróleo do Recôncavo. Havia um açodamento no serviço de perfuração dos poços, pois era vozcorrente que “quem descobre óleo é a sonda”. Era uma esperança válida. Finalmente, a datação foifeita usando o método paleontológico, sem que se soubesse que os fósseis existentes na subsuperfí-cie da Bacia eram re-deposições e por isso sem valor para datar sedimentos onde eles ocorrem. Erauma coincidência de fatos, que impediram que houvesse um sucesso espetacular para a produção depetróleo no Brasil. A situação atual reflete os erros cometidos no passado. É preciso corrigir a datação da Baciado Recôncavo para obter novos números na produção da mesma. História da Datação dos Sedimentos da Bacia Antes de 1942, os geólogos brasileiros já falavam em rochas em Primárias, Secundárias, Ter-ciárias etc. Entretanto era apenas um modismo, pois não passavam de idealizações e tentativas feitaslá na Europa, sem qualquer base científica para as idades atribuídas aos sedimentos que ocorriam,tanto lá como aqui no Brasil. As rochas que formavam o arcabouço do território brasileiro só tiveramuma datação mais “científica” com o aparecimento do Conselho Nacional do Petróleo em 1942. Foiincumbido da missão, aqui no Brasil, um paleontólogo alemão contratado pelo CNP chamado RolfWeber18. Ele mandou amostras de um poço construído na Bacia do Recôncavo, o Itaparica-2-Ba(antes chamado de B-23), do intervalo entre 625-730m de profundidade. Essas amostras foram estu-dadas pelo geólogo I.Gregory Sohn do American Geological Survey e consideradas como Jurássicosuperior (Late Jurassic). Posteriormente repetiu-se a ação quando foram mandadas amostras aos Estados Unidos,onde a Dra HJ Plummer concluiu que do Itaparica para cima as rochas foram depositadas no Cretá-ceo inferior, e daí para baixo, isto é, Aliança e Sergi ficaram datadas do Late Jurassic. De novo, em1956, já na era Petrobras, uma nova datação e as rochas do Itaparica ficaram datadas no Cretáceo,nome que tinha surgido na Europa para designar sedimentos gredosos ocorrentes na Bélgica e Ho-landa. 148
  2. 2. Correção dos Erros Cometidos na Bacia do Recônc Finalmente, em 1956, ficou crismada a idade dos sedimentos da Bacia do Recôncavo comodo Jurássico terminal e do Cretáceo inferior. A sequência bioestratigráfica foi feita pelos técnicosbrasileiros em magnífico trabalho. Entretanto, a exploração do petróleo tinha começado bem antes. Desde 1920 já se buscavapetróleo em Mallet, no Paraná, Garça Torta, em Alagoas, Corurupe, na Bahia, etc. e os cientistasbrasileiros e estrangeiros que a estudaram já tinham dado nome aos sedimentos, nomes que acaba-ram por se firmar no léxico estratigráfico tanto nacional como internacional. Na Bahia procurou-se“casar” a seqüência litoestratigráfica com a bioestratigráfica, o que de fato foi feito. Os geólogos desuperfície ao fazerem seus mapas procuravam afloramentos onde pudessem ser colhidas amostrascom ostracóides, os fósseis mais importantes no estudo do Recôncavo. Em muitos casos cavavam-setrincheiras para melhor amostragem, de maneira pudessem ser achados os fósseis necessários paradefinir a estratigrafia. Havia razão muito forte para isso, desde que aos olhos dos geólogos de campoos contatos entre as diversas “formações” da alegada estratigrafia, simplesmente não existiam. Só osfósseis podiam ajudar na definição das diversas “formações”. Quando o mapeamento ficava proble-mático arranjavam-se falhas inexistentes, apenas para ajustar os contatos mais absurdos. Nos trabalhos da perfuração de poços o procedimento era exatamente o mesmo, e as dis-cussões sobre onde deveriam ser traçados tais ou quais contatos gerou situações desagradáveis paratodos os que participavam das reuniões técnicas. Nem naquele tempo, nem hoje, os contatos entre asformações que se supõe existir nos sedimentos da Bacia podem ser identificados tanto paleontologi-camente como com a ajuda do perfil elétrico. Até porque, de fato, eles não existem. Finalmente, decidiu-se abandonar as informações paleontológicas e o próprio laboratóriodesapareceu de cena ficando a estratigrafia da Bacia mais órfã ainda, adotando-se daí por diante ospalpites absurdos admitidos dos perfis elétricos. A confusão entre fósseis e formações geológicasperdura até hoje e enquanto não for adotada uma solução para o problema, não será possível umapesquisa do petróleo no Brasil (e de outras partes do globo) de maneira mais fácil e econômica. A conseqüência imediata deste erro preliminar é aquele que se comete nos trabalhos geo-físicos incluídos aí os perfis elétricos. A estratigrafia errada se transmite às outras técnicas, auto-maticamente, como doença contagiosa. O erro dos intérpretes dos sinais sísmicos e das curvas dosperfis elétricos é fatal. A tendência natural é procurar “formações” que não existem, o que equivale aprocurar fantasmas. Se elas não existem, impossível determinar-lhes os contatos, fato que se verificatambém nos estudos da superfície. O resultado das pesquisas é tão precário que é impossível distin-guir o que é uma rocha feita de sedimentos e o que é o embasamento onde elas se assentam e tiveramorigem. Contatos, falhas, profundidades, espessura dos sedimentos etc, são sonhos e resvalam para aantieconomia. Paleontologia e as Leis da Sedimentação Os erros cometidos durante a exploração da Bacia do Recôncavo, na segunda metade doséculo passado, podem ser facilmente corrigidos, bastando para isso conceber-se a Bacia como umcorpo rochoso único cuja unidade dependeu do movimento que lhe deu origem. Tradicionalmente, dentro da Geologia, os fósseis servem tanto para datar como para caracte-rizar as formações geológicas. São eles classificados dentro da litologia de uma formação geológicacomo suas estruturas orgânicas e obedecem rigidamente a 2a Lei da Sedimentação. Acontece que dentro da Bacia do Recôncavo, por razões geológicas, os fósseis estão mistu-rados e não obedecem as leis acima mencionadas. Os fósseis característicos das diversas formaçõesencontram-se misturados devido à origem da Bacia. Dessa maneira não podem servir para qualquerespécie de datação, e muito menos para reconhecer ou caracterizar qualquer formação geológica 149
  3. 3. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxacomo se procedeu durante toda a exploração de petróleo feita no século passado. Se eles estão mistu-rados eles são refossilizações, como se diz geologicamente. Eles formam um conglomerado orgânicoou ainda, são o fácies orgânico do conglomerado que forma a Bacia, e só o seu conjunto pode serinterpretado corretamente. Histórica e geologicamente falando existiram duas bacias de clásticos na região onde se for-maria o Recôncavo. O embaciamento da primeira formação (Alpha), a mais antiga ou mais velha dacoluna estratigráfica global, deu origem à Formação Beta que é a segunda formação geológica sobrea superfície da Terra. Nesta formação proliferaram os fósseis classificados como do Paleozóico. Asegunda Bacia, que gerou Epsilon, forneceu os fósseis classificados como do Cretáceo. Cada uma dessas bacias teve suas respectiva fauna associada, ou seja, tiveram fósseis sincrô-nicos à sua deposição. Quando da gênese da Bacia do Recôncavo, que foi formada com os remanes-centes das duas bacias anteriores, esses fósseis foram misturados pela redeposição daqueles clásticos,e perderam a sua originalidade de fósseis (Fig. 4.8). Eles foram redepositados, ou seja, passaram àcondição de fósseis de segunda deposição. Esses fósseis não serviriam mais de parâmetros datativosou de reconhecimento das formações geológicas originais. O seu conjunto só serve para caracterizaros acontecimentos da terceira bacia que deu origem à Formação Eta, a sétima formação geológica asurgir sobre a face da Terra. Este é um fato raro na natureza e é a evidência factual da separação continental. A Bacia não é um rift, mas uma evidência do rift atlântico. A Repercussão dos Erros nas Interpretações Os primeiros erros aparecidos na estratigrafia da Bacia foram introduzidos pelos geólogospioneiros ao mapearem a superfície limitados que estavam pelas condições materiais próprias do fimdo século XIX. Foram aqueles homens que legaram o que deveria ser chamado de formação Aliança,as argilas vermelhas das vizinhanças do lugarejo de Mata da Aliança, no Recôncavo; formação Sergipara os arenitos cortados pelo Rio Sergi; formação das Ilhas porque a formação seria formada com asmesmas rochas que formavam as ilhas existentes dentro da Baía de Todos os Santos. Era o início doerro: a descrição da textura da rocha como se fosse a sua litologia. A escala do trabalho, a confusãoentre litologia e textura, a classificação da estrutura da Bacia como se fosse um rift, tudo conduziu aoerro, e até hoje, os geólogos mais jovens continuam a laborar no mesmo, conduzindo a economia daBacia para o desastre. A prática da perfuração dos poços para obter petróleo demonstrou não ser possível, tan-to em superfície como em subsuperfície, a distinção das diversas formações. Aventou-se então apossibilidade de pedir ajuda aos paleontólogos, que também, supostamente, poderiam ajudar nessaidentificação. Foram mandadas amostras colhidas em poços perfurados na Bacia para especialistas,tanto nos EUA como na Alemanha. Voltaram respostas parciais e interessantes, mas sem resolver oproblema. Os fósseis foram identificados como do Cretáceo, mas não foi possível dizer se eram ounão refossilizações, pois esta é uma conclusão estatística. Dessa maneira foi datada a Bacia comoum todo. Ela seria de idade Cretácea. Posteriormente, foi organizada a bioestratigrafia existente naBacia e feita uma correlação com as supostas formações. Nunca funcionou. Jamais foi encontrada asolução para o contato Ilhas/Candeias e de resto para todo o pacote estratigráfico (v. “Evidências doErro Paleontológico”). Os intérpretes da sísmica também foram induzidos pelo erro estratigráfico quando procura-vam os contatos de formações inexistentes na Bacia. Além disso, havia as tradições e crendices, quelevavam a pensar que petróleo é gerado em folhelhos (“rocha geradora”), e que ocorria em estruturasaltas limitadas por falhamentos, o que complicava mais ainda as interpretações. As variações da ve- 150
  4. 4. Correção dos Erros Cometidos na Bacia do Recônclocidade das ondas sísmicas eram e são fortemente influenciadas pela textura da rocha da Bacia, asquais foram interpretadas como falhamentos normais, gerando, no papel, idéias de altos e baixos queas perfurações mostravam não existir (v. “Evidências do Erro Geofísico”). Os geólogos de superfície não mapeavam rochas, preferindo colher amostras em aflora-mentos ou covas mandadas fazer com essa específica finalidade, encaminhá-las ao Laboratório dePaleontologia e esperar o resultado das análises. Os mapas eram naturalmente natimortos e para nadaserviam. Os especialistas em perfis elétricos inventaram uma espécie de picografia esotérica em simesma e muito pessoal, mas que também não servia para determinar os contatos entre as formações,sendo constantes as contradições entre os métodos. Nas curvas dos perfis elétricos também se procurava petróleo e às vezes era até encontradodevido à abundância dessa substância na Bacia. Apenas que em outros poços as curvas com as mes-mas características forneciam, nos testes de formação, água abundante e/ou absolutamente nada nosintervalos fechadíssimos. Estratigrafia da Bacia Dessa maneira, o pacote clástico existente dentro da Bacia não pode ser dividido em dezes-seis formações como postulado entre os geólogos e mostrado nos esquemas estratigráficos tradicio-nais. O que foi descrito como formações geológicas é fácies de uma única formação que preenche aBacia e não há correlação entre os fósseis e esses fácies. Os fósseis ocorrem em qualquer das três dimensões da Bacia e por isso não permitem pros-péctos baseados em estudos paleontológicos. Qualquer mapa que tenha sido feito com base na análi-se paleontológica é preliminarmente falso e de modo algum serve para fins exploratórios. Como admitida atualmente, a Carta Estratigráfica da Bacia do Recôncavo gera uma grandeconfusão, que não permite qualquer raciocínio equilibrado para servir de guia exploratório e deve serabandonada por conter distorções (Fig. 4.9). Observe-se: • As formações ficam flutuando sem contato entre si; • Não sedimentam umas sobre as outras como acontece na natureza (Primeira Lei da Se- dimentação), mas uma ao lado da outra, configurando um absurdo (observar a formação Salvador); • Apresenta dois canais verticais sem qualquer explicação teórica sobre sua ocorrência, • Ocorrem formações jovens dentro (no interior) das mais antigas e vice-versa, algo com- pletamente inconcebível e sem qualquer amparo teórico. Veja-se na Carta o quadro confuso porque baseado em erro. Descobrir petróleo com estacoluna estratigráfica, de fato, somente com muita sorte. Resumidamente, pode-se dizer que a coluna estratigráfica usada para servir de guia na ex-ploração está errada porque a bioestratigrafia aparece organizada. Em outras palavras, quando seorganiza a coluna bioestratigráfica o resultado é a desorganização da coluna litoestratigráfica e issoa torna confusa e inoperante, resultando na antieconomia (Fig.4.10). A remodelação do raciocínio ao fim da pesquisa diz que além do embasamento há o grossodos clásticos como um corpo solitário, o qual é o objetivo da pesquisa do petróleo, e mais uma for-mação delgada, horizontal, que a recobre quase totalmente, mas sem importância para pesquisa dehidrocarbonetos. Em palavras outras, uma nova Coluna Estratigráfica da Bacia do Recôncavo é necessáriapara substituir a atual e ela se torna muito simples, se levada em conta a Coluna Estratigráfica Global(Fig.4.11). A correção deste erro consiste em juntar todas as antigas formações em um pacote só (Fig.4.8) e generalizá-las com um novo nome: Formação Eta. 151
  5. 5. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa Estrutura da Bacia A Bacia do Recôncavo é definida atualmente como um rift, uma definição completamenteequivocada. Rift é o Oceano Atlântico ou a Bacia Atlântica, uma estrutura fendida aparecida da separaçãode suas bordas (Fig. 4.6). A Bacia do Recôncavo nada tem a ver com esta feição. Na sua estruturaçãonão há separação das suas bordas. A Bacia surgiu como conseqüência do levantamento, seguido debasculamento de sua borda oriental, depois do falhamento reverso resultante dos movimentos iniciaisque levaram a fragmentação do supercontinente existente até então (v. “História Geológica”). Dessa maneira, a falha geológica que limita o pacote clástico do Recôncavo pela sua bordaleste, é uma falha reversa. Não é nem pode ser uma falha normal como pensam os geólogos daEstatal. Corrige-se este erro abandonando a palavra rift, porque inadequada, e admitindo que a falhageológica que limita a Bacia pela borda oriental é uma falha de natureza REVERSA! Textura dos Clásticos da Bacia Grosso modo, o conteúdo da Bacia pode ser descrito como um conglomerado gigantesco,geneticamente ligado à fragmentação continental ou, ao levantamento e basculamento da sua mar-gem oriental. Tal conglomerado é evidente em superfície na margem oriental e menos conspícuo namargem ocidental. O movimento que lhe deu origem determinou uma variação textural em todas asdimensões, variação esta que é o principal fator selante dos reservatórios da subsuperfície. Seu reconhecimento é essencial para determinação do volume de petróleo nos reservatórios.Não existe o emaranhado de falhas desenhadas sobre o papel a título de “mapa geofísico”. Corrige-se o erro admitindo uma variação textural acentuada, raciocínio que dispensa as supostas “falhas”,“altos e baixos”, “grabens”, “horsts” etc. O petróleo da Bacia é estratigráfico pela origem, e aquelasidéias atrapalham mais do que ajudam a exploração. Outra correção que deve ser feita neste item consiste em separar ou distinguir textura de lito-logia, que não são nem representam a mesma coisa. Observa-se em todos os relatórios apresentadosna Empresa, que se descreve sob o título de litologia a textura das amostras, e isso é um erro preli-minar em ciência geológica e que tem de ser corrigido, não somente dentro do âmbito Petrobras, mastambém em outras entidades governamentais e acadêmicas dedicadas à Geologia. Excelente exemplodo erro pode ser observado em um trabalho coletivo por título Revisão Estratigráfica da Bacia doRecôncavo19. Finalmente, um exame a posterior pode ser resumido: nada deu certo na exploração da Baciado Recôncavo, porque de um lado, a paleontologia mapeava refossilizações e do outro, a sísmicamapeava variação de textura da rocha. Tais informações atrapalham mais do que ajudam no trabalhoda exploração. Mesmo assim, a Bacia chegou a produzir 170.000 bpd (barris de petróleo por dia) e definhouem seguida encaminhando-se no momento para o fim. Produz em 2008 menos de 25% daquela pro-dução. Esse petróleo produzido foi o petróleo da sorte ou o produto da fortuna. Quem o “descobriu”foram os engenheiros de perfuração. Essa descrição nos conduz ao raciocínio de que a Bacia está malexplorada e que ainda não produziu o que pode, podendo vir a ser uma das melhores opções a serdisputada por novos exploradores. Estes, para obter sucesso, não podem ser guiados pelos métodosusados até aqui (uso de mapas sísmicos; uso de mapas geológicos antigos; avaliação dos poços peloperfil elétrico; análises paleontológicas para datações geológicas etc.). Esses métodos produzem ma-pas errados e o desastre exploratório é inevitável. Se insistirem, os novos investidores estarão fora do mercado dentro de pouco tempo depoisde dilapidado seu tempo e capital, como aconteceu com as contratistas de risco nos anos 1970. 152

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