8 Idéias do conceito       de eco-cultura                   JA.Silveira/2011Wwww.pensamentoecologico.org
Idéia 1                Vanguardas político-culturais                              e tecnologia A época das vanguardas polí...
Idéia 2                       Sociedade do Espetáculo Nossa sociedade se transformou na sociedade do espetáculo e da vigil...
Idéia 3                     Pensamento crítico versus                                 tecnociência Antes eram as idéias qu...
Idéia 4                  Conhecimento: um fim em si mesmo                        ou simplesmente um bem de consumo? Com as...
Idéia 5               "Consumir / Com-sumir / Sumir" Fragmentação, descontinuidade, flutuação, desenraizamento, superficia...
"Catedrais do consumo"Idéia 6                                       No passado não muito distante, todos os dias eram dias...
Idéia 7                     O saber como um instrumento                                      do poder Sempre o saber, como...
Idéia 8                     A produção coletiva do pensamento –                          Doação da percepção, pensamento e...
José Augusto Silveira        Pres. da ONG Pensamento Ecológico         BLOG:www.pensamentoecologico.org
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Ideias Eco-cultura

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Ideias Eco-cultura

  1. 1. 8 Idéias do conceito de eco-cultura JA.Silveira/2011Wwww.pensamentoecologico.org
  2. 2. Idéia 1 Vanguardas político-culturais e tecnologia A época das vanguardas político-culturais (que durou até os anos 70), infelizmente se reduziu ao seu mínimo possível, dando lugar a uma nova vanguarda, vazia de pensamento e repleta de novidades simplesmente tecnológicas. Entretanto, essa tecnologia não tem espírito (ou o é muito fraco), e é incomparavelmente mais pobre ou menos nobre do que o da política e o da cultura dos tempos passados, aonde as vanguardas e o pensamentos, ainda tinham o espaço de se desenvolverem com criatividade.
  3. 3. Idéia 2 Sociedade do Espetáculo Nossa sociedade se transformou na sociedade do espetáculo e da vigilância. Todos nos divertimos como espectadores- vigiados, e ainda pagamos – e caro –por este estado de alienação e ausência de liberdade. Tenho de voltar para casa e não perder o Big Brother Brasil. Que horror!
  4. 4. Idéia 3 Pensamento crítico versus tecnociência Antes eram as idéias que estruturavam ou desconstruíam o mundo. Hoje, as idéias não têm mais essa força e foram substituídas pela tecnociência que, planejadamente, nos leva de mudança em mudança, a mudança nenhuma: apenas muito infelizmente a um consumo eterno daquilo que com certeza não traz nada de verdadeiramente novo ou enriquecedor ao espírito humano.
  5. 5. Idéia 4 Conhecimento: um fim em si mesmo ou simplesmente um bem de consumo? Com as novas tecnologias da informação, o conhecimento – antes com aspectos de formação, informação, reflexão crítica e de aquisição difícil (por sua escassez), que demandava esforço, vontade e muita dedicação em sua busca, como uma prática relacionada com um ideário de nobreza de vida – se transforma hoje em um bem de consumo. Distribuído globalmente e com uma velocidade tal que se torna impossível de ser absorvido de uma maneira reflexiva e crítica, o conhecimento se transforma simplesmente em seqüência de informação logo perdida em nossa memória para dar espaço imediatamente ao consumismo de novas – e simplesmente – “notícias de primeira página” dos jornais e, agora, também, das redes sociais, blogs, etc. Somos seres da hiper-comunicação ou já seremos seres pós-humanos?
  6. 6. Idéia 5 "Consumir / Com-sumir / Sumir" Fragmentação, descontinuidade, flutuação, desenraizamento, superficialidade, tudo globalizado. Hoje em dia, não é mais importante compreender nada, e, sim, consumir, consumir, consumir... Só existe o aqui e o agora: o futuro não mais nos pertence. A humanidade não almeja mais nem a justiça, nem a segurança, e nem a essência de mais nada. A humanidade necessita apenas e tão somente alcançar o consumo absoluto. Ela (a humanidade) nasce, renasce e morre na mais completa felicidade, submersa em uma total alienação pela e para o consumo. Vamos consumir o consumo! Vamos nos consumir e aos outros! Vamos ao orgasmo final, nossa total autoconsumação!
  7. 7. "Catedrais do consumo"Idéia 6 No passado não muito distante, todos os dias eram dias efetivamente de Santos e para os Santos como, por exemplo, dia de São Pedro, dia de São Paulo, dia de São João, dia de Santa Teresinha, e muitos outros tantos e tantas. Atualmente, todos os dias são dias de alguém ou de alguma coisa. Para citar alguns, temos o dia das mães, o dia dos pais, o dia dos namorados, o dia docomércio, dia do bombeiro, dia da sogra, e muitos outros tantos e tantas. Nada contra – e muito justo – homenagearalgumas pessoas e situações, mas vamos convir que há um exagero e uma razão comercial para tantas homenagens.Antes, vivíamos consumindo e também consumidos pelos imensos interesses religiosos. Hoje consumimos e somosconsumidos, novamente, agora, para a prosperidade do mercado (o nosso planeta está falindo por conta do uso eabuso das fontes naturais de insumos necessários para tamanha ‘farra’ de consumo). Antes, consumíamos por nossasnecessidades, depois, na modernidade, consumíamos para saciar nossos inesgotáveis desejos. Enfim, hoje,consumimos alucinadamente por conta do vício e por conta do nada como se fôssemos tolos.De uma maneira muito eficiente, a mídia, o marketing comercial, etc nos fazem pensar que somos seres cada vez maislivres como consumidores de uma diversidade de produtos que não pára de se multiplicar, e nos fazendo cada vez maisutilizar o dinheiro que não temos, isto é, concedendo um crédito ‘generoso’ e incomensuravelmente facilitado. Queilusão! Estamos nos tornando, sim, seres altamente doentes pela virulência do consumo desenfreado e,portanto, escravos da nossa própria e falsa ‘liberdade de consumir’.Percebemos que essa entidade, o mercado com sua atual concepção – criado como tantas outrasentidades pelo homem – veio substituir a velha religião, chegando à conclusão de que o mercado setornou uma espécie de Leviatã, e a nossa nova religião, responsável pelos nossos novos orgasmos enossos novos estados de êxtase, pessoal e também globalizados.
  8. 8. Idéia 7 O saber como um instrumento do poder Sempre o saber, como experiência de vida, significou poder; inclusive, o de sobrevivência do homem frente a uma natureza muitas vezes hostil e enigmática. Era o que poderíamos dizer como o saber natural ou o saber humano. Hoje, percebemos uma clara inversão: é o poder, como a necessidade de controlar a natureza para produzir cada vez mais bens de consumo, que dirige o que devemos ou queremos saber. O saber deixou de ser uma atitude de contemplação da natureza – para tentar entendê-la e percebê- la em toda a sua plenitude, e passou a ser apenas um instrumento de conhecimento, não das causas dos fenômenos e, sim, do conhecimento das regras necessárias para seu o controle e sua transformação (da natureza) em benefício do homem. É a emergência da pós-humanidade, ou seja, a natureza agora totalmente controlada e reconstruída pelo homem através da tecnociência.
  9. 9. Idéia 8 A produção coletiva do pensamento – Doação da percepção, pensamento efêmero Somos ‘seres pensantes’. Nossos pensamentos podem ser classificados em diversos níveis tais como: percepção, imaginação, memorização, conceituação, proposição e, finalmente, em seu mais alto grau de complexidade, o raciocínio. Segundo alguns autores, não somos os construtores de nossos próprios pensamentos, mas, sim, somos produzidos por eles. Nossos pensamentos mais individuais, como nossos opiniões, por exemplo, pertencem somente a nós. Porém, os pensamentos mais significativos e que conseguem ganhar um consenso, logo universais, não nos pertencem de maneira individual; de outra forma, somos apenas aqueles que servem de instrumentos de percepção para doá-los a toda a humanidade. Hoje, tendemos cada vez mais a construir conceitos os mais diversos, idéias e realizações artísticas de forma coletiva e amplamente globalizada via web. Portanto, o pensamento agora informatizado possui cada vez mais o consenso e a autoria de todos. Logo, muito mais universal. São, entretanto, universais apenas em seu aspecto quantitativo, mas por outro lado extremamente conjunturais e efêmeros na escala do tempo.
  10. 10. José Augusto Silveira Pres. da ONG Pensamento Ecológico BLOG:www.pensamentoecologico.org

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