PRODUÇÃO DAS PAM
ASPECTOS A TER EM CONTA PARA A
PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS

Escolha do terreno para produção
– É uma ideia errada ...
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PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS
• Capacidade de rega
– A rega é fundamental
na maioria ...
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• Nível de Mecanização pretendido
– Independentemente ...
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• Mão-de-obra disponível:
– Especialmente para mondas ...
ESPÉCIES COM FINS COMERCIAIS

Existem várias centenas de espécies de
ervas com interesse comercial! Em
Portugal cerca de 1...
ESPÉCIES COM FINS COMERCIAIS

Culinária: Alecrim, Manjericão,Tomilho
Medicinal: Equinácea, Hortelã Pimenta
Tisanas: Lúcia-...
Circuito da Produção PAM
Sementeira,
Divisão ou
enraizamento em viveiroPlantação

Cultura em Campo
SECAGEM
Colheita
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ARMAZENAGEM DAS PAM
ARMAZENAGEM DAS PAM
• FRESCAS
• Conservação em frio
– Dependendo das espécies podem manter a qualidade de
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TRANSFORMAÇÃO
• Processamento simples
• Processamento industrial
Transformação:
Processamento simples
• Secagem
– Secagem natural
– Secagem artificial

• Congelação
– Plantas ou partes de...
Secagem das PAM
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mínima de cor, cheiro, sabor e
substâncias activas pela acção do So...
Secagem das PAM
• Ao longo do tempo têm sido referidas
como temperaturas de referência as
compreendidas entre os 25º e os ...
PROCESSAMENTO INDÚSTRIAL
• Macerações
– Óleos macerados
– Tinturas

• Extracção de óleos
– Óleos essenciais
– Hidrolatos/ ...
COMERCIALIZAÇÃO
o FORMAS DE COMERCIALIZAR
o MERCADOS POTENCIAIS
o CIRCUITOS COMERCIAIS
o EMBALAGEM E ROTULAGEM
FORMAS DE COMERCIALIZAR
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Envasadas
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ERVAS AROMÁTICAS SEM
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• Plantas vivas
– Raiz nua
– Alvéolos
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• Plantas frescas
– Granel
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PAM
Plantas vivas
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Superfícies
comerciais

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PONTENCIALIDADES DAS PAM
• Alternativa viável no sector agrícola
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• Valorização dos produtos existentes
– Azeites e vinagres aromáticos

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PAM: Preservação e redescoberta do
património rural
• Criação de rotas e percursos
• Incentivo à criação de zonas de prote...
PAM: Valorização e Inovação
Gastronomia
• Receitas tradicionais
– Na cozinha Madeirense: o alho, a salsa, a
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PAM na União Europeia
• França é o maior produtor e transformador de
qualidade:
– Essências
– Perfumaria
– Condimentos

• ...
VALOR DO MERCADO MUNDIAL
DE PAM
• Estimativas do Banco Mundial indicam que:
– No ano 2000 valia, $ 80 biliões de dólares
–...
CONCLUSÃO
As aromáticas,
Um mundo de oportunidade
para conquistar!
Com esforço, seriedade e perseverança
o SUCESSO é garan...
Feiras com presença do sector
• Nacionais
– Terra Sã, Lisboa
– Terra Sã, Porto
– Vegetariana
– Alimentaria
Adaptado de
Carlos Cera, Bioalco- Agricultura Biológica
Limitada, Quinta dos Cheiros, na
apresentação do Curso de Plantas ...
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  1. 1. PRODUÇÃO DAS PAM
  2. 2. ASPECTOS A TER EM CONTA PARA A PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS Escolha do terreno para produção – É uma ideia errada que qualquer terreno serve para cultivar PAM. A maioria das espécies têm o mesmo tipo de exigências que a horticultura. Existem até, várias espécies com exigências particulares (meia sombra, etc. )
  3. 3. ASPECTOS A TER EM CONTA PARA A PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS • Capacidade de rega – A rega é fundamental na maioria das espécies, ara obter colheitas de qualidade. O sistema de rega deverá ser projectado de acordo com as espécies a produzir.
  4. 4. ASPECTOS A TER EM CONTA PARA A PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS • Nível de Mecanização pretendido – Independentemente da escala de mecanização pretendida, quanto mais se conseguir mecanizar melhor. Existem muitas poucas máquinas desenhadas especificamente para a produção das PAM. Mas existem diversas máquinas agrícolas possíveis de adaptações.
  5. 5. ASPECTOS A TER EM CONTA PARA A PRODUÇÃO DE PAM COM FINS COMERCIAIS • Mão-de-obra disponível: – Especialmente para mondas e colheitas • Infra-estruturas da exploração: – Secador de PAM – Armazém para processamento e acondicionamento das PAM.
  6. 6. ESPÉCIES COM FINS COMERCIAIS Existem várias centenas de espécies de ervas com interesse comercial! Em Portugal cerca de 100 espécies poderão ter interesse! Mas como uma velha lei de Marketing diz: “À venda dos 80 % dos produtos de uma empresa, correspondem apenas a 20 % do total das suas receitas e vice versa”.
  7. 7. ESPÉCIES COM FINS COMERCIAIS Culinária: Alecrim, Manjericão,Tomilho Medicinal: Equinácea, Hortelã Pimenta Tisanas: Lúcia-lima, Cidreira, Erva-príncipe Perfumaria; Cosmética: Alfazema, Calendula, Rosmaninho.
  8. 8. Circuito da Produção PAM Sementeira, Divisão ou enraizamento em viveiroPlantação Cultura em Campo SECAGEM Colheita Acondicionamento Colheita Entrada no circuito Comercial para ervas em fresco Armazenagem Entrada no circuito Comercial para ervas em seco
  9. 9. ARMAZENAGEM DAS PAM
  10. 10. ARMAZENAGEM DAS PAM • FRESCAS • Conservação em frio – Dependendo das espécies podem manter a qualidade de comercialização 3 a 5 dias em frigorífico com capacidade de humidificação. • Congelação – Deverá obedecer às regras de congelação de legumes. Quanto mais rápido o processo melhor a qualidade do produto. • SECAS – Só plantas totalmente secas podem ser armazenadas. – Garantir que no local de armazenagem não haverá perca de qualidade. Os motivos poderão ser: • Contaminações orgânicas (insectos, roedores, etc. ) ou inorgânicas (exposição à luz solar, exposição à humidade).
  11. 11. TRANSFORMAÇÃO • Processamento simples • Processamento industrial
  12. 12. Transformação: Processamento simples • Secagem – Secagem natural – Secagem artificial • Congelação – Plantas ou partes de plantas inteiras – Produto final para consumo
  13. 13. Secagem das PAM • À sombra para que se garanta a perda mínima de cor, cheiro, sabor e substâncias activas pela acção do Sol. • Decorrer no mínimo espaço de tempo possível, para garantir a perda mínima de substâncias activas pela acção de enzimas e não contaminação por fungos ou outros agentes nocivos.
  14. 14. Secagem das PAM • Ao longo do tempo têm sido referidas como temperaturas de referência as compreendidas entre os 25º e os 40 º para uma secagem de óptima qualidade. – Secagem natural • Percorrendo à temperatura ambiente e circulação natural do ar – Secagem forçada • Com recurso a temperatura, ventilação e desumidificação artificial.
  15. 15. PROCESSAMENTO INDÚSTRIAL • Macerações – Óleos macerados – Tinturas • Extracção de óleos – Óleos essenciais – Hidrolatos/ aguas florais • Extracção, isolamento e estabilização de substâncias activas.
  16. 16. COMERCIALIZAÇÃO o FORMAS DE COMERCIALIZAR o MERCADOS POTENCIAIS o CIRCUITOS COMERCIAIS o EMBALAGEM E ROTULAGEM
  17. 17. FORMAS DE COMERCIALIZAR Plantas Vivas Fresco Transformadas Processamento simples Raiz nua Alvéolos Envasadas … Granel Molhos Embaladas (inteiras, picadas, etc.) Processamento industrial Secas Congeladas Extracção de óleos Macerações Isolamento e extracção de princípios activos
  18. 18. ERVAS AROMÁTICAS SEM TRANSFORMAÇÃO • Plantas vivas – Raiz nua – Alvéolos – Envasadas • Plantas frescas – Granel – Molhos – Embaladas (inteiras, picadas, etc.)
  19. 19. MERCADOS POTENCIAIS DAS PAM Plantas vivas Jardins Revendedores especializados Raiz nua, alvéolos, Envasadas… Consumidor final Para a colocação nestes mercados as PAM poderão ser mais valorizadas pela embalagem utilizada Espaços Públicos Produtores
  20. 20. MERCADOS POTENCIAIS DAS PAM Frescas Superfícies comerciais Para colocação nestes mercados as PAM poderão ser mais valorizadas pela embalagem utilizada Hotelaria Granel, Molhos Embalados Consumidor final Distribuidores Embaladores Indústria
  21. 21. TRANSFORMADAS Processamento Simples Secas Congeladas Granel Embalada Granel Embalada Inteira Cortada Triturada Pó Marca própria Marca branca Inteira Cortada Triturada Marca Própria Marca Branca Processamento Industrial Extracção de óleos Macerações Óleos essenciais Essências florais … Tinturas Óleos macerados … Isolamento e estabilização de princípios activos
  22. 22. Mercados potenciais para ervasProcessadas simples Superfícies Comerciais Lojas especializadas Consumidor final Ervas secas Congeladas … Para a colocação nestes mercados As ervas serão comercializadas em embalagem adequada. Indústria Distribuidores Embaladores
  23. 23. Mercados potenciais para ervasProcessadas industrialmente Lojas especializadas Industria Consumidor final Produto final, Óleos Extractos … Produtores Hotelaria O produto a comercializar e o mercado para a sua colocação condicionam a embalagem a usar.
  24. 24. CARACTERIZAÇÃO DOS CIRCUITOS COMERCIAIS Em Portugal não existe qualquer infraestrutura de produção, industria ou distribuição de PAM organizada Não existe circuitos comerciais formados
  25. 25. Caracterização dos circuitos comercias Cada empresa (produtora, transformadora, distribuidora, etc.) foi/ vai criando os seus circuitos Elevados custos de funcionamento Baixa rentabilidade das empresas, tendo em conta o real potencial do sector Pouca especialização Baixo nível de complexidade do produto final Reduzidíssimo volume de exportação Altíssimo volume de importação
  26. 26. CIRCUITO COMERCIAL PARA ERVAS EM FRESCO Secagem Trasnforamção … Posto de venda Transporte Distribuidor Grossista Colheita na exploração Transporte e ort p ns a Tr Secagem Transformação,… Transporte Indústria especializada Indústria farmacêutica Indústria farmacêutica Consumidor final Ponto de Venda Consumidor final
  27. 27. CIRCUITO COMERCIAL PARA Secagem ERVAS SECAS Transformação … Colheita na Exploração Transporte Operador especializado Embalagem Transformação,… Posto de venda Transporte e ort p ns a Tr Transporte Distribuidor Grossista Indústria especializada Indústria farmacêutica Indústria farmacêutica Consumidor final Ponto de Venda Consumidor final
  28. 28. CIRCUITO COMERCIAL PARA A INDÚSTRIA Secagem Transformação … Posto de venda Colheita na Exploração Trasnformação te or sp an Tr Transporte Operador especializado Transporte Distribuidor Grossista Indústria especializada Indústria farmacêutica Indústria farmacêutica Consumidor final Ponto de Venda Consumidor final
  29. 29. EMBALAGENS E ROTULAGEM • NORMAS! Ausência de normas específicas para os produtos provenientes das PAM É fundamental ter em conta: As normas para a embalagem e rotulagem de produtos alimentares Embalagens herméticas, que evitem as percas de aromas e odores Opacas, para proteger a acção da luz solar
  30. 30. Embalagens e Rotulagem: Que imagem queremos passar ao consumidor? Uma imagem de credibilidade! Apostar em produtos que apelem aos sentidos (olfacto, paladar, etc.). Combater a imagem associada ao “crendismo” e folclore de esoterismo . Valorizar os usos tradicionais suportados em dados científicos
  31. 31. As aromáticas: potencialidades e alternativas para o desenvolvimento rural Certificação em Agricultura Biológica Porquê optar pelo Modo de Produção Biológico? Agricultura Biológica Certificação Legislação Potencialidade das PAM Alternativa viável no sector agrícola, como motor de desenvolvimento económico em termos rurais Inovação de Produtos e Usos, Na preservação e re-descoberta do património rural Valorização e inovação da gastronomia As PAM no contexto da EU e Mundial No Universo das PAM Valor do Mercado Mundial de PAM
  32. 32. Porquê optar pelo Modo de Produção Biológico Razões de âmbito geral O consumidor está a cada dia que passa mais esclarecido e exigente; As preocupações com a saúde e bem-estar estão a aumentar; A responsabilidade ambiental é cada vez maior. Dentro de pouco tempo vamos começar a pagar por aquilo que poluímos. As empresas que não forem ambientalmente responsáveis serão penalizadas pelo consumidor
  33. 33. Porquê optar pelo Modo de Produção Biológico Razões específicas Existe um mercado crescente para produções certificadas em MPB. A valorização do produto (PAM) é feita essencialmente pela ausência de pesticidas e níveis de princípios activos presentes. Quanto mais natural a produção mais facilmente se chega a um produto de excelente qualidade.
  34. 34. Agricultura Biológica • A agricultura biológica distingue-se de outros sistemas de exploração agrícolas em diversos aspectos. – É dada preferência aos recursos renováveis e à reciclagem, devolvendo-se aos solos os nutrientes presentes nos resíduos. – No respeitante à pecuária, o regulamento da produção de carne, incluindo aves de capoeira, dá especial atenção ao bem-estar animal e à utilização de alimentos naturais.
  35. 35. O Modo de Produção Biológico não é o fim • A qualidade do nosso produto é o mais importante. • Ser obtido em Modo de Produção Biológico é apenas mais um factor para o sucesso.
  36. 36. PONTENCIALIDADES DAS PAM • Alternativa viável no sector agrícola – O cultivo de determinadas espécies de PAM pode funcionar como suplemento de rendimento familiar – Um sub-sector agrícola pouco desenvolvido e com um potencial ainda não calculado – Especialmente em Portugal, só agora dá os primeiros passos – Ocupação dos terrenos de pouca aptidão para culturas mais exigentes
  37. 37. PAM- Motor de desenvolvimento económico em meios rurais • Através de: – Fixação de jovens , pela criação de novas oportunidades no sector agrícola. – Passibilidade de criação de unidades de transformação • Destilarias, unidades de embalamento, etc. – Criação de microempresas • Produção de licores, compotas, etc. – Ocupação de idosos/reformados como guias em rotas e percursos.
  38. 38. PAM: Inovação dos Produto e usos • Valorização dos produtos existentes – Azeites e vinagres aromáticos • • • • • • Produção de licores Temperos Perfumaria e cosmética natural Medicamentos Suplementares e vitamínicos Massificar consumo de tisanas na Europa
  39. 39. PAM: Preservação e redescoberta do património rural • Criação de rotas e percursos • Incentivo à criação de zonas de protecção natural
  40. 40. PAM: Valorização e Inovação Gastronomia • Receitas tradicionais – Na cozinha Madeirense: o alho, a salsa, a segurelha… – Novos usos: acompanhar as refeições com tisanas – Novos pratos: usando os sabores das ervas aromáticas – Roteiros Gastronómicos: A Rota dos Poejos no Alentejo
  41. 41. PAM na União Europeia • França é o maior produtor e transformador de qualidade: – Essências – Perfumaria – Condimentos • Espanha começa a surgir como importante produtor para o mercado em fresco • Alemanha controla o negócio do chá a nível mundial e tem um papel importante no comércio de plantas medicinais. • Os países do Leste Europeu são importantes produtores, mas não de grande qualidade • O Norte de África é um importante produtor e consumidor de PAM
  42. 42. VALOR DO MERCADO MUNDIAL DE PAM • Estimativas do Banco Mundial indicam que: – No ano 2000 valia, $ 80 biliões de dólares – Irá valer em 2008 , $200 biliões de dólares Em 2050 valerá $ 5 triliões
  43. 43. CONCLUSÃO As aromáticas, Um mundo de oportunidade para conquistar! Com esforço, seriedade e perseverança o SUCESSO é garantido!
  44. 44. Feiras com presença do sector • Nacionais – Terra Sã, Lisboa – Terra Sã, Porto – Vegetariana – Alimentaria
  45. 45. Adaptado de Carlos Cera, Bioalco- Agricultura Biológica Limitada, Quinta dos Cheiros, na apresentação do Curso de Plantas Aromática e Medicinais do Idrha, no Centro de Formação Profissional Gil Vaz, Canha. 2006.

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