MARIA NEUSA LEOCÁDIO
   Diferenciar textos;   Discernir a importância de cada um deles;   Ler e compreender nas entrelinhas;   Socializar c...
   Explicar para o grupo os tipos de gêneros    que temos. Para iniciar a aula levar uma    crônica de Clarice Lispector:...
Foi uma tarde de sensibilidade ou desuscetibilidade? Eu passava pela rua   depressa, emaranhada nos meuspensamentos, como ...
O menino estava de pé no degrau de grande  confeitaria. Seus olhos, mais do que suas  palavras meio engolidas, informavam-...
Sem olhar para os lados, por pudor talvez,       sem querer espiar as mesas da   confeitaria onde possivelmente algum  con...
Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim, terminasse   logo. Perguntei-lhe: que doce você...    Ant...
A caixeira olhava tudo:- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse    menino estava nesta porta há mais de   uma hora, puxan...
Eu tivera a oportunidade de... E para isso    fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que ...
O fato é que, quando atravessei a rua, o       que teria sido piedade já seestrangulara sob outros sentimentos. E,    agor...
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  1. 1. MARIA NEUSA LEOCÁDIO
  2. 2.  Diferenciar textos; Discernir a importância de cada um deles; Ler e compreender nas entrelinhas; Socializar com os diversos gêneros; Praticar a escrita do seu cotidiano: Diário, carta, documentário, bilhete, receita, propaganda, poesia e outros.
  3. 3.  Explicar para o grupo os tipos de gêneros que temos. Para iniciar a aula levar uma crônica de Clarice Lispector: As Caridades Odiosas. Leitura oral feita por mim, e leitura silenciosa. Inferência textual de algumas partes importantes do texto.
  4. 4. Foi uma tarde de sensibilidade ou desuscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meuspensamentos, como às vezes acontece.
  5. 5. O menino estava de pé no degrau de grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição.- Um doce, moça, compre um doce para mim.
  6. 6. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.
  7. 7. Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você... Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo:aquelezinho ali, com chocolate por cima.Por um instante perplexa, eu me recompuslogo e ordenei, com aspereza, à caixeira que servisse.
  8. 8. A caixeira olhava tudo:- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.
  9. 9. Eu tivera a oportunidade de... E para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado um doce.
  10. 10. O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já seestrangulara sob outros sentimentos. E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. (...)

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