Formação territorial do brasil

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Formação territorial do brasil

  1. 1. Formação territorial do Brasil
  2. 2. Separação da História da formação territorial do Brasil (Santos; Silveira).  meio natural;  meios técnicos;  meio técnico cientifico informacional.
  3. 3. A questão do território • Nas ciências naturais - território seria a área de influência e predomínio de uma espécie animal que exerce o domínio dela, de forma mais intensa no centro, perdendo esta intensidade ao aproximar-se da periferia, onde para a concorrer com domínios de outras espécies. • Em ciências sociais - vem sendo utilizada, desde o século XIX, por geógrafos, como Ratzel, preocupado com o papel desempenhado pelo Estado no controle do território, e também por Élisée Reclus que procurava estabelecer as relações entre classes sociais e espaço ocupado e dominado.
  4. 4. • O conceito de território não deve ser confundido com o de espaço e de lugar, estando muito ligado à ideia de domínio ou de gestão de determinada área. • A formação de um território dá às pessoas que nele habitam a consciência de sua participação, provocando o sentido da territorialidade, que, de forma subjetiva cria uma consciência de confraternização entre elas.
  5. 5. Brasil • O Brasil - espaços vazios até meados do século XX, quando Vargas, criou a Fundação Brasil Central e pregou a “Marcha para o Oeste”. • Em seguida, com a transferência de população, como fez abrir estradas ligando Brasília aos mais diversos pontos do território nacional, desenvolvendo a política de integração, que foi continuada pelos militares, ao promover a abertura de estradas nas áreas mais isoladas para implantar núcleos coloniais, embora de forma improvisada sem o respeito com as populações nativas.
  6. 6. Colonização • Expropriação da população nativa e a devastação da floresta iniciaram-se no século XVI, com o povoamento e a colonização. • Início - os navegadores, aventureiros e corsários, às próprias custas ou financiados pelos reis europeus – português, espanhol e francês -, se interessaram pelo escambo dos produtos da terra, sobretudo do pau-brasil, e estabeleceram contato com os indígenas do litoral.
  7. 7. • Algumas décadas - Portugal, que tinha o direito à terra, iniciou o povoamento, fazendo com que grandes áreas fossem desmatadas a fim de que os colonos desenvolvessem a agricultura, sobretudo da cana-de- açúcar. • Para cultivá-la e produzir açúcar necessitavam apressar indígenas e reduzi-los à escravidão, importar escravos negros da África, trazer da Europa animais de tração e destruir a floresta, de vez que necessitavam de madeira para as construções e para fabricação de caixas de açúcar e de móveis para o próprio uso.
  8. 8. • Penetração realizada pela navegação fluvial, dificilmente mas mais acessíveis, e ao se adentrar logo fundavam povoados e se dedicavam à pecuária, à produção de mantimentos engenhos cuja produção era levada até os portos. • No sudeste do Brasil e na Bahia, essas penetrações foram mais avançadas no final do século XVI.
  9. 9. • Sudeste - metais preciosos, de pedras, e de índios. • Bahia - terras para desenvolver a pecuária e reduzir os indígenas, que ameaçavam vilas e fazendas próximas ao litoral. • As bandeiras tiveram duas conseqüências: a expansão territorial e o despovoamento do interior.
  10. 10. • No século XVIII, o Nordeste era povoado por sesmeiros e sitiantes, que tinham renda através da pecuária. • Os sitiantes eram os que mais povoavam a região, porém se submetiam à tutela dos grandes senhores.
  11. 11. • O avanço paulista descobriu minas de ouro e de pedras preciosas em MG, GO e MT, e nos espaços entre essas vilas, lavouras de subsistências se formaram. • Na região sul, desenvolveu uma civilização de pecuarista que forneciam animais de corte e de trabalho aos paulistas e mineiros, no século XVIII (Feiras de Sorocaba).
  12. 12. Tratado de Tordesilhas • 1578 – D. Sebastião morre – Felipe II primo • 1580 – União Ibérica Espanha capta toda a produção canavieira e expulsa a Holanda do Nordeste • Atuação clandestina no Nordeste (Holanda) • 1624 – Invasão Holandesa no Nordeste Tentam conquistar Salvador • 1630 – Dominam a capitania de Pernambuco (Alagoas e Rio Grande do Norte) Mauricio de Nassau se torna administrador de Recife • 1664 – Holandeses são expulsos do Nordeste
  13. 13. • A Ocupação na Amazônia foi muito lenta, apesar da facilidade de navegação, as distâncias eram enormes e o clima quente e úmido, várias doenças e os indígenas. • Século XVI – portugueses fundam Belém (1616), e passam a fazer expedições de caça aos indígenas, para escravidão e procura das drogas do sertão. • Ingleses e Franceses buscavam abalar o poderio militar Espanhol, e buscavam atacar suas colônias.
  14. 14. • E a área mais visada, era a bica do Rio Amazonas, que ligava a América até as ricas minas de prata de Potosi. • Foram instaladas missões religiosas para assegurar esta localização.
  15. 15. • 2ª metade do séc XIX – Exploração da Borracha e da Castanha provoca uma intensa migração para Amazônia, provocando desorganização da vida local e intensificação da exploração da seringueira, do caucho e da castanheira. • Grande crescimento de cidades e vilas na região Norte. • O ciclo da borracha tem seu fim com a implantação de seringueiras na Ásia Meridional, e passou a ser cultivada também por ingleses e holandeses, conquistando o mercado europeu e americano.
  16. 16. Políticas territoriais de 1950 • No período Vargas se criou a Fundação Brasil Central, que desenvolveu projetos de colonização agrícola no chamado Mato Grosso de Goiás e no Mato Grosso, e se criou cinco territórios federais visando dinamizar economicamente as áreas de fronteira: Amapá, Roraima, Rondônia, Ponta-Porã e Iguaçu (Extintas pela Constituição de 1947).
  17. 17. • Em 1946 foi estruturado uma autarquia especial para o combate permanente à seca, que antes era realizado de formas de amenizar suas consequências.
  18. 18. • 1948 é criado a Comissão do Vale do São Francisco, com o Fundo de Valorização do Vale do São francisco para arrecadar verba para estas atividades.
  19. 19. • Banco de Crédito de Borracha (1950) e Banco do Nordeste do Brasil (1952).
  20. 20. • 1953 – Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA). – Políticas econômicas-regionais pré definidas.
  21. 21. • Criação da SUDENE – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste em 1959. – Desenvolvimento da região com industrialização e produção exportadora.
  22. 22. As Políticas Territoriais após 1964 • No período de JK foi realizada a construção de Brasília, transformando a região do Planalto Central, antes áreas formadas por grandes fazendas e por terras devolutas e quase despovoadas, e agora ocupadas por cidades, formando núcleos urbanos. • A construção de Brasília possibilitou a penetração do interior do Brasil por estradas como a rodovia Belém-Brasília.
  23. 23. • Com a permanência de 1964/1985 dos militares no poder, desenvolveram em ritmo acelerado uma política de expansão no Norte e Centro Oeste. • Fazendo com que o processo de ocupação na região Norte passasse a ser feita do Sul- >Norte e não de Norte -> Sul.
  24. 24. • Criação em 1970 dos PND – Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – Integração Nacional e expansão da “Fronteira Econômica” do país.
  25. 25. • Também abriram o espaço amazônico para grandes projetos milionários como a produção de celulose na Amazônia, Bauxita no Pará, e cassiterita em Rondônia. • Estes projetos foram acompanhados da concessão de terras nas áreas próximas às rodovias, sobretudo para a pecuária bovina e localização de colonos para desenvolver propriedades agrícolas destinadas à exportação, como cacau e café. • Produção inviável.
  26. 26. Concluindo • A produção do território e a sua integração política dependem da ideologia política dominante, do momento histórico vivido e das disponibilidades de capital e de tecnologia. • Não se pode esquecer que esta transformação nem sempre é comandada pelo país que detém a soberania do espaço em transformação, havendo grande interferência internacional.
  27. 27. Referências • COSTA, Wanderley Messias da. O Estado e as Políticas Territoriais no Brasil. São Paulo: Ed. Contexto, 1988. • ANDRADE, Manuel Correia de. A questão do território no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995.

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