Processo de memorização

1.682 visualizações

Publicada em

Medorização

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.682
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
22
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Processo de memorização

  1. 1. MEMORIZAÇÃONão é errado afirmar que memória e inteligência são essencialmente a mesma coisa. E euexplico por quê: a função intelectual só é possível a partir das informações que temosregistradas na memória. Ninguém consegue pensar sobre o que não sabe; no entanto,consegue pensar muito bem se tiver "armazenadas" boas informações a respeito do assunto.Deu para entender? Importante: raciocinar nada mais é do que "comparar informações que temos na memória". Assim sendo, pode-se afirmar com segurança que todo raciocínio é uma comparação, seja ela entre dados isolados, conceitos, procedimentos etc.Todos nós sabemos, entretanto, que é tão fundamental "aprender" quanto "lembrar" daquiloque se aprendeu, não é mesmo? Sem "lembrar" das coisas que estudamos, toda estaaprendizagem perde o seu valor prático e não nos serve para nada. Para facilitar essa"lembrança", todavia, existem diversas técnicas agrupadas numa ciência bastante interessantechamada Mnemotécnica (ou Menmônica) que já era praticada pelos antigos gregos, pelosfenícios, árabes, etc. O que a ciência moderna fez foi, simplesmente, recuperar e adaptar taistécnicas para a nossa realidade cultural.Só a título de curiosidade, vale lembrar que antes da invenção do primeiro alfabeto linear (porvolta de 1.700 a.C., pelos fenícios) todo o processo de transferência da informação erabasicamente oral e, para tanto, esses povos precisaram desenvolver técnicas eficazes dememorização de forma a assegurar a sua unidade política, social e religiosa.O princípio das técnicas mnemônicas consiste basicamente em estabelecer associaçõescriativas entre as informações a serem memorizadas. Assim, quanto mais associações sãocriadas, mais fácil será a lembrança da informação aprendida. Veja: quando aprendemos o queé uma laranja, registramos na memória diversos outros detalhes como: que a laranja temformato arredondado, que é rica em vitamina C, que serve para fazer sucos, etc. Assim,quando queremos lembrar de frutas que servem para fazer suco, lembramos também dalaranja. Quando queremos lembrar de frutas que tenham formato arredondado, outra vezlembramos da laranja. Deu para entender? Quanto mais associações, melhor! A nossamemória tem uma dificuldade muito grande para registrar dados isolados, que não estejamassociados a outras informações.Ocorre, entretanto, que você pode associar as informações a serem memorizadas de diversasformas, como por exemplo, pelas cores, pelas emoções e até pela música. A música, a rima eo ritmo permitem associações fantásticas. Repare como as pessoas têm sérias dificuldadespara decorar um texto de apenas três linhas e, no entanto, conseguem memorizar dezenas demúsicas e conseguem se lembrar delas, muitas vezes, a partir de apenas uma nota. Você jápercebeu isso?E você sabe por que as pessoas conseguem memorizar mais facilmente uma música do queuma poesia? É simples: é porque a música não faz "cobranças intelectuais"; ela penetradiretamente no subconsciente, exatamente porque a pessoa está "descompromissada" com arazão enquanto ouve. Além do mais, as músicas têm ritmo e muitas delas são rimadas. Issoestabelece uma associação bastante fácil de ser recuperada na memória.
  2. 2. Outro detalhe importante é a relação que há entre a memória e o sistema límbico (ounosso segundo cérebro). Esse sistema límbico é que controla nossa sexualidade e grandeparte das nossas emoções. Você já reparou que nos lembramos com muita facilidade daquelesfatos que tiveram grande representação emocional na nossa vida e esquecemos também comfacilidade daqueles que nada representaram para a gente? Portanto, ponha sempre emoçãoem tudo aquilo que você quiser lembrar. É uma dica. E que realmente funciona. Importante: a nossa memória registra muito bem todos os fatos carregados de emoção e não registra os fatos desinteressantes, banais, corriqueiros.Uma outra dica interessante é a seguinte: para memorizar melhor, seja lá o que for, envolvatodos os seus sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão) na aprendizagem. Nósaprendemos mais e retemos melhor na memória, quanto mais sentidos envolvemos nesteprocesso. Lembre-se que as cores, a música, o gestual, os odores, também são informaçõesfundamentais para a aprendizagem. Portanto, saia da mesmice das anotações lineares e doestudo "silencioso". Agite! Envolva-se! Invente! Experimente! Quanto mais "prazer" vocêproduzir, melhores serão os resultados!Um outro ponto importante e que deve ser ressaltado, está expresso no seguinte princício: "arepetição é a mãe da aprendizagem". Dados ou fatos que sejam emocionalmenteinexpressivos, que não permitam boas associações ou que não venham "embalados" pelamúsica, podem ser memorizados pelo método da repetição. Lembra como você aprendeutabuada? Pois é assim mesmo. Quanto mais você repete uma informação (que tanto pode seruma informação científica como um conceito moral) mais ele penetra no subconsciente. Éjustamente por isso que os métodos de auto-hipnose recomendam "formulações" insistentes esistemáticas sobre alguma coisa que você quer que seja verdade.Repare que você amarra o cadarço do sapato, naturalmente, "sem pensar" como deve fazê-lo,não é verdade? Pois bem, isto só é possível porque você "repetiu" o ato de "amarrar o cadarço"diversas vezes, até que esta informação se assentou de tal forma no seu subconsciente quesua recuperação na memória passou a ser automática.E você pode usar este mesmo princípio para "registrar" na memória conceitos bem maiscomplexos, sabia disso? Um exemplo: você costuma ficar nervoso nos dias de prova.Porém só fica nervoso porque "registrou" uma associação entre prova emedo/nervosismo/insegurança etc. Se você, no entanto, "memorizar pela repetição" umaassociação mais ou menos assim: prova/tranqüilidade - sempre que a palavra "prova"acionar sua memória, seu subconsciente responderá "tranqülidade" e você ficaránaturalmente calmo. É incrível, mas é verdade. E, para você não pensar que isto tudo éhistória da carochinha, é bom ficar sabendo que alguns dos homens mais inteligentes quepisaram em nosso planeta utilizaram e atestaram a eficácia desta lição. Dentre eles podemoscitar Pitágoras, René Descartes, Jung, Poincaré e o próprio Albert Einstein.Lembre-se de que dissemos, anteriormente, que as "emoções" também são informações.Da mesma forma como as pessoas "tremem" diante da idéia de prova, podem "ficarcalmas" diante da mesma idéia. Tudo é uma simples questão de treinamento.No capítulo sobre Hipnose e Auto-hipnose você poderá obter mais detalhes sobre comoproceder para "gravar" conceitos assim no seu subconsciente.
  3. 3. Fonte: http://www.camarabrasileira.com/criatividade1.htm

×