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Blog educacional: O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ensino 
EDUCACIONAL WEB BLOGS: THE USE OF NEW TECHNOLOGIES IN TEACHING 
Adriana da Silva* 
Resumo 
Neste trabalho, apresenta-se uma reflexão sobre o blog educacional, a fim de demonstrar as possibilidades de uso 
desse gênero no processo ensino/aprendizagem. Além disso, destacam-se os tipos de blogs de educação. Apresenta-se 
uma experiência do uso do blog nas atividades de leitura e de produção no Ensino Superior. O experimento foi 
feito com alunos da Faculdade de Minas – FAMINAS-BH. Conclui-se que esse gênero deve ser mais estudado para 
ser bem utilizado em sala de aula; além disso, espera-se motivar as pessoas nos estudos sobre o blog educacional e 
sua aplicação no ensino. 
Palavras-chave: Blog Educacional, Tecnologias Digitais, Ensino. 
Abstract 
In this work, a reflection on the educational blog is presented, in order to demonstrate the possibilities for the use of 
this genre in the teaching/learning process. In addition, there are different types of web blogs on education. This work 
presents an experience of the use of such a blog in the activities of reading and production in Higher Education. It is 
an experiment with subjects from Faculdade de Minas – FAMINAS-BH. The article leads to the conclusion that this 
gendre should be studied further to be well used in the classroom; further more, we expect to motivate people in 
studies on the educational blog and its application in education 
Key words: Educational Web Blogs, Digital Genre, Teaching. 
1 Introdução 
A comunicação mediada pelas tecnologias digitais merece ser mais investigada, pois essas tecnologias já 
estão transformando as práticas pedagógicas. Atualmente, a mídia, os professores e até o governo 
reconhecem que os alunos lêem pouco, mas essas esferas também reconhecem o acesso desses alunos às
tecnologias digitais. A Internet, por exemplo, está presente no cotidiano de nossos alunos em sala de aula; 
percebe-se que eles estão em constante busca de informação e, para isso, são levados a ler e escrever, mas, 
de maneira geral, a escola ainda não incorporou essa nova realidade. Assim, é possível apostar em uma 
interação entre educação e tecnologias digitais. 
Segundo Soares (2002), a sociedade vivencia um momento de novas modalidades de práticas de leitura e 
escrita com as recentes tecnologias digitais. Assim, procura-se discutir a necessidade da incorporação das 
novas tecnologias em sala e de se trabalhar as habilidades de leitura e de produção numa cultura da tela 
(Soares, 2002; Xavier, 2007), ou cibercultura (Lévy, 1999; Soares, 2002). 
Atualmente, verifica-se um grande interesse pelos estudos de gêneros textuais, pois esses estudos 
contribuem com uma mudança de perspectiva no ensino e aprendizagem. O estudo de gêneros digitais 
pode ser uma importante ferramenta para o letramento ou o efetivo domínio das práticas sociais de leitura 
e de escrita. De acordo com Soares (2002), “o letramento é fenômeno plural, histórica e 
contemporaneamente: diferentes letramentos (sic) ao longo do tempo e também diferentes no nosso 
tempo” (p. 156). Conclui-se que as novas tecnologias de escrita geram diferentes práticas de leitura e 
escrita. Daí, a necessidade de letramentos. Dessa forma, é essencial proporcionar aos alunos o acesso a 
diferentes gêneros na escola. Daí, a necessidade de se trabalhar os gêneros digitais com os quais os alunos 
estão em contato diariamente. 
Faz-se necessário, além de estudar os gêneros digitais, investigar como professores e alunos podem se 
beneficiar do emprego das tecnologias digitais em sala de aula. Marcuschi e Xavier (2004) afirmam que “as 
inúmeras modificações nas formas e possibilidades de utilização da linguagem em geral e da língua, em 
particular, são reflexos incontestáveis das mudanças tecnológicas emergentes no mundo” (p. 7). Portanto, é 
chegada a hora de incorporar essas mudanças no ensino, mas, como se trata de um campo relativamente 
novo, ainda são necessários muitos estudos e reflexão sobre o assunto. 
Neste trabalho, apresentam-se algumas reflexões sobre um gênero ainda pouco abordado pelo meio 
acadêmico, o blog educacional, e um relato de experiência feito com alunos de graduação do Curso de 
Letras. Além disso, são traçadas algumas perspectivas do uso desse gênero no processo 
ensino/aprendizagem no Ensino Superior. 
2 O Que É um Weblog ou Blog
Os weblogs surgiram nos anos 90 e hoje são conhecidos simplesmente como blogs. Gomes e Silva (2006) 
afirmam que “é comum encontrar na bibliografia referências que atribuem a criação do primeiro weblogue a 
Tim Berners Lee, o criador da web” (p. 290). Os autores ainda ressaltam que o termo weblog, apesar de não 
haver um consenso, teria sido cunhado por Jorn Barger por volta de 1996. Este trabalho não tem por 
objetivo historiar a origem dos blogs, mas ressaltar novas perspectivas de seu uso no meio acadêmico. 
Marcuschi (2004) trata o blog como um gênero emergente na mídia virtual, mas hoje podemos afirmar que 
ele foi absorvido rapidamente por jovens e adultos que o usam com finalidades pessoais e profissionais. No 
início, prevaleceu a seguinte idéia: 
... os blogs funcionam como um diário pessoal na ordem cronológica com anotações 
diárias ou em tempos regulares que permanecem acessíveis a qualquer um na rede. 
Muitas vezes, são verdadeiros diários sobre a pessoa, sua família ou seus gostos e 
seus gatos e cães, atividades, sentimentos, crenças e tudo o que for conversável 
(Marcuschi, 2004, p. 61). 
Fato é que os blogs tornaram-se cada vez mais populares, mais elaborados e diversificados. Um weblog, blog 
ou blogue, como é conhecido em Portugal, pode ser definido como um diário eletrônico, sempre atualizado, 
cujos posts ou conteúdos são normalmente curtos e abrangem assuntos muito variados. Além disso, 
mesclam diferentes semioses como som e imagem. Inicialmente, o gênero caracterizou-se por uma 
experiência pessoal, mas hoje se encontram, por exemplo, blogs coletivos criados por pessoas que têm 
algum interesse em comum. Baltazar e Aguaded (2005) ressaltam que um “aspecto interessante deste 
instrumento é precisamente a forma como impulsiona a comunicação entre indivíduos com os mesmos 
interesses” (p. 1). 
É justamente nessa perspectiva que se inserem os edublogs ou blogs educacionais. Sob esses rótulos, são 
abarcados: 
quer blogues que se dirigem especificamente a actividades escolares de carácter 
curricular e conteudal (focando conteúdos programáticos de um determinado nível 
de escolaridade e/ou de determinada disciplina) ou de carácter extracurricular, quer 
todo um conjunto de blogues que, não tendo sido idealizados tendo em vista 
qualquer tipo de exploração em contexto escolar, são contudo fortemente 
educativos e passíveis de serem explorados como um recurso educativo adicional 
(Gomes e Silva, 2006, p. 292). 
Os blogs funcionam como instrumento de comunicação, pois, de acordo com Baltazar e Aguaded (2005), 
“possibilitam que todos nós tenhamos uma palavra a dizer, que todos tenhamos um espaço nosso na rede,
sendo esse um dos principais factores para o seu sucesso” (p. 2). Também é importante lembrar que seu 
sucesso está relacionado à facilidade de se criar um blog e ao fato de que qualquer um com acesso à 
Internet pode criar seu blog, pois esse serviço pode ser encontrado gratuitamente. 
3 O Blog e a Linguagem 
Muitos acreditam que o uso da Internet e da Web acarreta influências devastadoras para as línguas, pois nela 
a escrita adquire outros contornos, muito próximos da fala. É por isso que muitas pesquisas, em gêneros 
digitais, investigam as relações oralidade/escrita (Vieira, 2005). Existe a crença de que existe, na Web, uma 
fala por escrito e, de acordo com Marcuschi (2004), essa idéia deve ser analisada, “pois o que se nota é um 
hibridismo mais acentuado, algo nunca visto antes, inclusive com o acúmulo de representações semióticas” 
(p. 19). Observa-se que os textos apresentados nos blogs, normalmente, são curtos e, na maioria das vezes, 
apresentam esse hibridismo. É importante ressaltar que não existe uma regra, pois muitos blogueiros, 
autores dos blogs, utilizam um estilo informal, mas há aqueles que usam o formal, por isso alguns textos 
apresentam mais características de fala, outros, de escrita. Na verdade, assim como nos gêneros textuais, 
conforme Marcuschi (2001), não há dicotomia real entre fala e escrita, que são “realizações enunciativas da 
mesma língua em situações e condições de produção específicas e situadas” (p. 47). 
O blog é uma publicação na forma de uma página da web, atualizada, freqüentemente, composta por blocos 
de textos, chamados posts e apresentados por ordem cronológica inversa, onde o texto mais recente 
aparece em primeiro lugar. Esses textos são escritos, normalmente, pelo autor do blog ou por convidados, 
mas podem ser comentados pelos visitantes, permitindo, assim, a interação entre autor e visitante/leitor. 
Outro aspecto importante a ser ressaltado é que esse gênero, de acordo com Marcuschi (2004), apresenta 
contrapartes em gêneros preexistentes, como o diário pessoal, as anotações e as agendas. Muito já foi dito 
sobre a relação fala e escrita, nos gêneros digitais, mas sobre as relações com gêneros preexistentes, não. 
Dell’isola (2006) afirma que, “na prática, os indivíduos, para se relacionarem com seus semelhantes, 
apropriam-se de gêneros preexistentes como também criam novos gêneros, baseados em formas textuais 
disponíveis no uso da língua em sua cultura” (p. 1695). Sobre essa perspectiva, o trabalho com o blog passa a 
ser interessante, pois ele permite a convivência de diferentes textos, imagens e até música. Assim, o blog 
deixa de ser um diário de bordo e passa a oferecer outras possibilidades, como chats, o perfil que funciona 
como uma espécie de biografia do autor do blog, fórum e álbuns de fotos. Percebe-se que esse gênero 
possibilita o diálogo com outros gêneros preexistentes e a interface verbal e não-verbal.
O que se observa é que cresce o número de blogs, pois seus usuários não precisam de muitos 
conhecimentos para dominá-lo; trata-se de um gênero adorado pelos adolescentes e jovens, pois permite 
expor suas opiniões na web e estabelecer interações e comunicações. Daí, o potencial desse gênero para ser 
usado na educação. 
4 O Edublog ou Blog Educacional 
De acordo com Xavier (2007), as novas tecnologias de comunicação influenciam o processo de 
ensino/aprendizagem, o que nos leva, no mínimo, a refletir sobre o fato e a buscar novas práticas. Escola e 
sociedade não devem caminhar separadamente. Assim, com o uso cada vez mais freqüente de novas 
tecnologias, os educadores devem pensar em como utilizá-las em sala de aula. Muitos pesquisadores já 
perceberam o potencial do blog como uma ferramenta de ensino/aprendizagem (Lewgoy e Arruda, 2003; 
Downes, 2004; Williams e Jacobs, 2004; Martindale e Wiley, 2004; Baltazar e Aguaded, 2005; Carvalho et al., 
2006; Gomes e Silva, 2006). 
O blog educacional pode ser considerado como um espaço eletrônico individual ou coletivo próprio para se 
partilhar informações, idéias, opiniões, materiais e referências. Um espaço destinado à leitura e produção de 
pequenos textos que podem ser comunicados, questionados e comentados por outros leitores. Esse gênero 
pode ser adotado por alunos ou professores, de diferentes disciplinas, nos ensinos Fundamental, Médio e 
Superior (Carvalho et al., 2006). 
Baltazar e Aguaded (2005, p. 4), assim como Baltazar e Germano (2006, p. 5-6), apresentam uma tipologia de 
blogs no ensino. De acordo com Baltazar e Germano (2006), os blogs de professores (A), na maioria das 
vezes, “funcionam como um tipo de diário do professor, um local onde disponibilizam informações sobre as 
aulas, o programa, a matéria dada, bibliografia etc.” (p. 6). Na verdade, funcionam como uma vitrine do 
trabalho produzido pelo professor e que normalmente não possibilita a interação e comunicação entre 
alunos e professor. 
Na busca de desenvolver a escrita do aluno, surgem os blogs de alunos (B), produzidos por eles mesmos, 
incentivados por seus professores. Muitas vezes, os alunos criam blogs para serem avaliados em uma 
determinada disciplina; esses podem funcionar como um diário eletrônico pessoal ou ser desenvolvidos por 
um grupo de alunos com o objetivo de estabelecer uma comunicação, um estudo ou uma discussão de 
idéias etc. Além disso, como ressaltam Baltazar e Aguaded (2005), os alunos podem usar os blogs com o 
objetivo de publicar seus trabalhos. A escrita perde, assim, o caráter de atividade escolar, ligada à
obrigatoriedade, e passa, conseqüentemente, a assumir como principal característica a espontaneidade e a 
liberdade de se produzir textos sem a intervenção direta do professor que, ao corrigir os textos de seus 
alunos, muitas vezes, cerceia as idéias. 
Já o blog de disciplina (C) é o mais interessante para se trabalhar no Ensino Superior, pois possibilita a 
interação entre alunos e professor, a reflexão sobre o conteúdo trabalhado em sala de aula e a ampliação do 
espaço da sala de aula. Os blogs de disciplina: 
são os blogs criados e mantidos pelo professor e pela turma para uma disciplina. O 
principal objectivo deste tipo de blog é dar continuidade ao trabalho desenvolvido 
em espaço de sala de aula fomentando o trabalho colectivo e motivando todos os 
elementos da turma a participar, escrevendo posts e comentários, colocando 
questões, publicando trabalhos, etc. A participação de todos dá a este tipo de blogs 
uma dinâmica que os enriquece, pelo que consideramos que é este o tipo de blogs 
com mais potencialidades no ensino e que mais se deverá desenvolver (Baltazar e 
Germano, 2006, p. 6). 
Atualmente, muitos professores têm criado blogs de disciplina em busca de estabelecer uma comunicação 
com seus alunos que exceda os limites de sala de aula. Isso acontece porque acreditam que os alunos 
possam se interessar mais pela disciplina lecionada e esperam proporcionar um espaço de troca de 
reflexões de assuntos trabalhados, em sala, ou a eles relacionados. Além disso, hoje, as salas são muito cheias, 
heterogêneas, nem todos gostam de participação face a face, mas, mediados pelo computador, essa situação 
pode ser contornada, pois muitos preferem se expor apenas no mundo virtual. Outro lado positivo desse 
trabalho é o fato de se forçar o aluno a escrever não apenas para o professor que costuma ser um leitor 
cooperativo, pois tem um domínio maior dos conteúdos abordados na disciplina, mas para um público 
maior, o que o faz pensar na escrita de maneira cuidadosa. 
5 O Uso do Blog na Graduação: um relato de experiência 
A necessidade de criar um blog como suporte ao ensino presencial surgiu ao perceber que os alunos do 
primeiro período do Curso de Letras estabeleciam pouca interação em sala de aula. Muitas vezes, os alunos 
iniciam um curso de graduação em busca de uma fórmula mágica de conhecimento, acreditam que a aula 
funciona como um processo no qual eles absorverão o conhecimento apresentado exclusivamente pelo 
professor. Hoje já se sabe que essa fórmula não existe e, cada vez mais, faz-se necessária a presença de um 
novo tipo de aluno questionador e participativo. Percebendo-se a necessidade de interação entre alunos no 
processo ensino/aprendizagem e a dificuldade que eles apresentavam nas atividades de leitura e de escrita, 
resolveu-se criar um blog para a disciplina. Buscou-se, com essa ferramenta, permitir a troca de informações,
arquivos, referências bibliográficas e comentários sobre os conteúdos abordados, em sala, entre os alunos e 
a professora da disciplina. 
A turma era composta por 30 alunos do primeiro período de Letras, de uma faculdade particular, 
matriculados na disciplina Filologia Românica e Lingüística. Na primeira aula, realizada no laboratório de 
informática, os alunos ficaram curiosos e gostaram da idéia, pois, segundo depoimentos, estão conscientes 
de que precisam dominar as novas tecnologias e os gêneros digitais, pois precisarão usá-los, no futuro, não 
somente em sala de aula. Nessa aula, dedicou-se tempo para falar sobre os objetivos do blog, as 
características e ensiná-los a interagir com o computador e a Web. Ainda durante a aula, eles leram os 
textos postados pela professora, fizeram comentários orais, mas preferiram escrevê-los em casa, pois 
tinham a consciência de que a escrita permanece e, assim, deveriam pensar melhor antes de escrever. A 
professora deu o prazo de uma semana para que eles escrevessem os comentários no blog, mas não 
cumpriram a tarefa. 
Os próximos textos postados foram sobre o calendário de provas, algumas indicações bibliográficas e links 
interessantes sobre assuntos tratados em aula. Alguns alunos sempre perguntavam sobre as datas de prova, 
mas não anotavam no caderno, achavam-se perdidos, e, como agenda, funcionou muito bem. As indicações 
também foram bem recebidas e, como são alunos de Letras e têm noção da importância da escrita, 
percebeu-se que eles tinham, na verdade, medo de escrever e serem criticados, pois a escrita permaneceria 
no blog. Estavam com medo da exposição, assim como em sala de aula. 
Buscou-se com o blog promover a interação entre os alunos por meio da produção e da leitura de textos e 
hipertextos. Oblinger e Oblinger (2005) consideram a interação como parte essencial do processo de 
instrução do aluno e que a exigência de interação é mais acentuada nos gêneros digitais. Assim, a partir de 
conteúdos e tarefas apresentados em sala, a professora, no blog, apresentava um texto e o aluno tinha como 
tarefa interagir com a professora e com os outros alunos. E, a partir desse texto, produzir comentários. 
Após a elaboração de quatro textos que não foram comentados por alunos da turma, a professora resolveu 
dar uma leitura extra-aula que deveria ser comentada no blog. Em sala, a professora já havia terminado o 
conteúdo “variação lingüística”; assim, propôs a leitura do livro Preconceito lingüístico, no qual o autor, Marcos 
Bagno (2002), de maneira simplista, aborda alguns conceitos trabalhados durante o curso. Assim, por meio 
da leitura de um texto simples, considerou-se que os alunos estariam aptos a analisar os fenômenos 
abordados no livro e apresentá-los aos colegas. Os capítulos foram divididos em grupos de três alunos que 
deveriam ler e elaborar uma apresentação escrita para os outros alunos. Eles deveriam ler e discutir o 
texto, apresentar uma análise para os colegas no blog e depois deveriam ler os textos de outros grupos e 
comentá-los.
A partir dos textos postados, verificou-se que os alunos têm muitas dificuldades na atividade de escrita e 
isso influencia o interesse e a participação no blog. Eles têm medo de escrever, pois são cobrados pela 
sociedade, como alunos de Letras, de acordo com seus próprios relatos. Além disso, como se trata de um 
gênero digital, eles apresentam dúvidas quanto à estruturação do texto e ao estilo a ser adotado. Durante 
uma aula em laboratório, verificou-se que muitos escreveram os comentários como um pequeno texto, mas 
sem contextualização nenhuma, outros apresentaram o conteúdo em forma de tópicos fugindo da proposta, 
outros se esqueceram de fazer o comentário. Isso é interessante, pois, em sala de aula, a professora explicou 
o que seria considerado como um comentário. Constatou-se que eles não conseguiram diferenciar as 
situações de uso da língua e as condições de produção específicas no blog. Em sala, ficou claro que eles 
deveriam criar um texto explicando qual foi o mito apresentado pelo autor para um leitor que não tivesse 
acesso ao livro. Assim, eles deveriam escrever para um leitor que não tivesse conhecimento sobre o assunto 
abordado. 
Para Xavier (2007), os gêneros digitais apresentam traços de outros gêneros, além disso, “nesta perspectiva, 
fundem-se e fundam-se maneiras criativas de grafar palavras e subverter os gêneros já existentes” (p. 7). 
Assim, verifica-se que essa mistura ainda gera alguma confusão na cabeça do aluno, perdido entre as novas 
possibilidades de escrita. De acordo com Bazerman et al. (2006), “nós criamos os nossos textos a partir do 
oceano de textos anteriores que estão à nossa volta e do oceano de linguagem em que vivemos. E 
compreendemos os textos dos outros dentro desse mesmo oceano” (p. 88). Refletindo sobre essas idéias, 
considero que o aluno, normalmente, precisa ter contato com o texto, os novos gêneros, tanto leitura 
quanto escrita, e, no início, os processos de leitura e de escrita são sofridos. Isso nos faz repensar também o 
tipo de ensino de língua que é proporcionado aos alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, pois chegam ao 
Superior com muitas dificuldades em leitura e em escrita. 
Observou-se que, na experiência aqui relatada, ao contrário do que ocorria em sala de aula, os alunos 
interagiram, na escrita, por meio do blog. Eles tiveram medo de expor seus textos, mas se sentiram à 
vontade ao comentar os textos dos outros, promovendo uma aula interativa, como podemos ver nos 
trechos de seus comentários: 
1. Legal o comentário, a posição e a comparação das regras gramaticais do Mito 7. E 
preciso sim saber e escrever bem conforme as regras. Não esquecendo que a língua esta 
em constante mudança. Valeu. 
2. Ops! Me esqueci de dizer que o meu comentário foi sobre o mito (7), trabalho feito por 
Rita, Graciele, Eliana e Juliana. 
3. Adorei todos os trabalhos realizados pelos colegas de sala de aula. Nesse nosso país a 
nossa língua é realmente diversificada ocorrem bastantes variações, que também fazem
parte da nossa historia. 
4. Os mitos têm várias coisas em comum, idéias que se relacionam entre um mito e outro. 
Na realidade, a questão é uma só: ''há um grande preconceito em ralação (sic) a língua 
brasileira". 
Percebeu-se, dessa forma, o papel social e comunicativo do blog que, devido a esse papel, se tornou popular 
na mídia; as grandes revistas e jornais, por exemplo, possuem blogs, na política, na economia. O papel social 
fica evidenciado, em sala de aula, pois temos alunos e professores ávidos a apresentar suas idéias, a 
questionar, a desenvolver as habilidades de leitura e de escrita. Os alunos participaram da atividade, 
comentaram os textos dos colegas e, ao terminarem a atividade escrita, conversaram em sala sobre a 
experiência, sobre as idéias apresentadas pelos colegas e a importância das atividades de leitura e escrita 
que dependem sempre do diálogo e sempre são perpassados pelo outro (Bakhtin, 1997). 
O experimento relatado foi realizado em tempo real, com os alunos no laboratório criando seus textos e 
comentando os dos colegas, pois muitos deles só acessam a Web Internet na faculdade. Assim, devido à 
rapidez imposta pela situação de comunicação, predominaram as frases curtas, palavras abreviadas ou 
modificadas, muitas sem acento, ausência de letra maiúscula no começo de sentenças. No entanto, na 
exposição do texto elaborado sobre o livro, isso não ocorreu, o que indica que eles sabem usar em 
contextos apropriados a nova forma de escrita característica dos tempos digitais ou distinguir os padrões 
lingüísticos. 
Conclui-se que os alunos devem conhecer melhor os gêneros digitais e habituarem-se melhor a eles para 
alcançar os objetivos de leitura e produção, porém, os resultados indicam que o blog é uma ferramenta que 
promove a interação e a comunicação entre alunos, pois houve uma participação maior deles nos 
questionamentos apresentados no ambiente virtual do que em sala de aula. Também se ressalta que o uso 
da ferramenta os incentivou a deslanchar o processo de escrita. Antes o medo de escrever estava 
circunscrito à possibilidade de ser lido e criticado pelo outro. Com o uso da ferramenta, o medo foi vencido 
pela descoberta do gênero e pelas possibilidades de produção que possibilita. Esse dado é significativo, uma 
vez que pode mudar tanto a vida cotidiana quanto acadêmica desses alunos do Curso de Letras que antes 
de participarem da experiência tiveram poucas oportunidades de desenvolverem a capacidade de escrita. 
Pode-se, assim, ter alterado um comportamento fundamental para um futuro professor de língua 
portuguesa que tem a obrigação de ensinar o aluno a ler e escrever. E mais, o uso da ferramenta pode 
também ter o efeito de vislumbrar outras possibilidades de práticas educativas mais dinâmicas relacionadas 
à produção escrita. 
O blog da disciplina ainda está em funcionamento e pretende-se, agora, desenvolver o letramento digital 
desses alunos, além de promover o desenvolvimento da escrita e, para isso, inicia-se um longo caminho.
6 Perspectivas e Expectativas 
Neste trabalho, descreveu-se o que é um blog, especificou-se o blog educacional e indicou-se que esse 
gênero pode ser usado para fins pedagógicos e educacionais. Como ferramenta de trabalho de alunos e 
professores, o blog ultrapassou aquela expectativa de ser um diário eletrônico. Considera-se que o blog 
pode ampliar o espaço de sala de aula e propiciar comunicação entre alunos e professores. As possibilidades 
de uso do blog educacional são diversas. Algumas estão diretamente relacionadas ao professor, outras aos 
alunos e outras à interação entre alunos e professores. Tudo isso associado à facilidade de se criar um blog e 
à gratuidade do serviço. 
Convém ressaltar que as aplicações do blog na educação ainda merecem mais pesquisas, pois, na verdade, o 
que temos hoje é a necessidade de estabelecer um maior uso do computador na mediação do processo 
ensino/aprendizagem, necessidade de tornar as aulas mais atrativas para uma geração que, cada vez mais 
cedo, interage com as novas tecnologias digitais. Na verdade, há muitas opiniões diversas sobre essa 
perspectiva, muitos consideram que nunca se escreveu e leu tanto como com o advento da Web, mas outros 
acreditam que as atividades de leitura e escrita proporcionadas pelos gêneros digitais não são de qualidade 
e pouco facilitariam o processo ensino/aprendizagem. Constata-se que devemos trabalhar mais os textos, 
digitais ou não, em sala de aula, levar os alunos a ler e também a produzir. Alguns percebem a inclusão e a 
influência dos gêneros digitais no ensino como processos naturais e outros acham que isso é apenas um 
modismo1. 
Os blogs têm diferentes usos na educação e, neste momento de adaptação e apresentação a um gênero 
recente, observa-se a necessidade de aprofundar o seu estudo e criar novas perspectivas de usá-lo no 
processo de ensino e aprendizagem. 
Inicialmente, o professor pode usar o blog para indicar leituras, apresentar instruções, cronogramas de 
atividades e exercícios para seus alunos. Dessa forma, pouca interação será estabelecida. Depois, o professor 
pode incentivar os alunos a comentarem alguns conteúdos expostos no blog. Claro que os alunos terão 
dificuldades em fazer isso, pois eles não estão acostumados com esse tipo de atividade. Assim, contar com a 
participação do aluno será um processo que, dependendo dos alunos, será longo e demorado. No início, a 
expectativa pode ser frustrada, pois os alunos podem não aderir, mas, com a insistência, a situação pode ser 
modificada. No caso do trabalho relatado, neste artigo, os alunos só participaram a partir do momento em 
que foram avaliados. Talvez, esse seja o caminho que poderá ser reconstruído durante as atividades
discentes e, depois, eles poderão participar do processo sem a necessidade de uma avaliação ou pontuação. 
Com as novas tecnologias de uma era digital, a escola passa por um momento de várias transformações nas 
relações aluno/professor, ensino/aprendizagem. Para Lewgoy e Arruda (2003), “as novas tecnologias desafiam 
os professores à renovação de sua própria prática pedagógica” (p. 3). Com isso, quero dizer que o professor 
deve estar preparado para essas mudanças e, de acordo com Xavier (2007), considero que o professor não 
pode ser visto mais como um fornecedor único do conhecimento, um repetidor de informação e 
autoritário. Assim, o uso do blog pode motivar a interação entre professor e alunos, propiciar a divisão de 
tarefas e tornar a aula mais colaborativa. 
O blog, por exemplo, pode instigar e promover a continuação de debates e discussões iniciadas em sala. 
Muitas vezes, um assunto interessante e caloroso perde o brilho, pois os alunos só terão a chance de 
desenvolvê-lo na próxima aula, ou semana, e, com isso, acabam perdendo o fio da meada. Por meio do blog, 
eles terão a chance de desenvolver suas idéias, poderão ser questionados por outros alunos e, nessa 
atividade, estarão desenvolvendo suas habilidades de leitura e de escrita. 
Por meio desses exemplos, considera-se que os blogs podem causar impactos positivos no ensino, mas 
como ressalta Downes (2004), esses impactos não ocorrem automaticamente e também implicam riscos. 
Em primeiro lugar, propaga-se a necessidade de oportunizar o uso de uma tecnologia para estabelecer a 
comunicação entre alunos e professores, mas só isso não basta. O professor deve ter objetivos mais 
audaciosos, como o letramento digital de seus alunos, o desenvolvimento da leitura e da escrita mediadas 
pelo computador e o incentivo à comunicação do grupo. 
7 Considerações Finais 
Neste trabalho, foram apresentadas algumas reflexões sobre o blog educacional e as possibilidades de usá-lo 
em sala de aula. Por meio do uso do blog, considera-se que os alunos serão mais participativos e interativos, 
algumas vezes, mais do que em sala de aula, pois eles poderão propor conteúdos para serem discutidos, 
poderão apresentar seus artigos para serem analisados pelo professor e por outros alunos, poderão expor 
idéias que serão comentadas e desenvolvidas, assumindo um papel mais participativo e atuante durante o 
processo de aprendizagem. É certo que o blog não é a solução para resolver os problemas, em sala de aula, 
também não deve assumir o lugar da aula presencial, mas pode funcionar como um instrumento de apoio da 
aula presencial, uma ferramenta a mais.
Pesquisando os blogs educacionais, percebe-se que eles crescem, em número, a cada dia. Muitos são usados 
como meio de comunicação entre os alunos, muitos simplesmente usam uma linguagem próxima do chat, 
mas muitos são sofisticados; percebe-se o cuidado com o texto, as idéias e a organização. Considera-se que 
o uso do blog educacional pode promover o letramento do aluno e outras pesquisas devem ser feitas para 
comprovar tal hipótese. 
Por meio da experiência realizada com alunos da graduação do Curso de Letras, constatou-se que, apesar 
de o blog ser muito utilizado e difundido, ainda é necessário trabalhar a sua estrutura com os alunos, ou seja, 
o aluno deve conhecer os elementos que compõem o gênero blog e as suas possibilidades de uso. Além 
disso, cabe ao professor demonstrar os diferentes estilos e as variações de fala/escrita ao usar esse gênero. 
Ou seja, é necessário promover condições para que o aluno possa ler e produzir textos de maneira mais 
adequada do ponto de vista profissional, com visão crítica e conteúdo relevante. O blog pode servir como 
uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento dessas atividades, gerando a autonomia do aluno diante 
das orientações do professor. 
Nota 
1 Eco (1996) apresenta uma interessante discussão sobre o uso das tecnologias digitais na 
atualidade e a evolução da escrita. 
Referências 
BAGNO, M. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2002. 
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: ______. Estética da criação verbal. 2. ed. São Paulo: 
Martins Fontes, 1997. p. 277-289. 
BALTAZAR, N.; AGUADED, I. Weblogs como recurso tecnológico numa nova educação. Revista de 
Recensões de Comunicação e Cultura, 2005. Disponível em: <http://bocc.ubi.pt/pag/baltazar-neusa-aguaded- 
ignacio-weblogs-educacao.pdf> e 
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Xavier, A. C. dos S. Letramento digital e ensino. 2007. (mímeo). 
Dados da autora: 
Adriana da Silva 
*Doutora em Lingüística – UNICAMP – e Professora da Faculdade de Minas – FAMINAS-BH 
Endereço para contato: 
Faculdade de Minas 
Av. Cristiano Machado, 12.001 – Laranjeiras 
31760-000 Belo Horizonte/MG – Brasil 
Endereço eletrônico: adriasilva@terra.com.br 
Data de recebimento: 8 nov. 2007
Data de aprovação: 31 mar. 2008

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O uso de blogs educacionais no ensino superior

  • 1. Blog educacional: O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ensino EDUCACIONAL WEB BLOGS: THE USE OF NEW TECHNOLOGIES IN TEACHING Adriana da Silva* Resumo Neste trabalho, apresenta-se uma reflexão sobre o blog educacional, a fim de demonstrar as possibilidades de uso desse gênero no processo ensino/aprendizagem. Além disso, destacam-se os tipos de blogs de educação. Apresenta-se uma experiência do uso do blog nas atividades de leitura e de produção no Ensino Superior. O experimento foi feito com alunos da Faculdade de Minas – FAMINAS-BH. Conclui-se que esse gênero deve ser mais estudado para ser bem utilizado em sala de aula; além disso, espera-se motivar as pessoas nos estudos sobre o blog educacional e sua aplicação no ensino. Palavras-chave: Blog Educacional, Tecnologias Digitais, Ensino. Abstract In this work, a reflection on the educational blog is presented, in order to demonstrate the possibilities for the use of this genre in the teaching/learning process. In addition, there are different types of web blogs on education. This work presents an experience of the use of such a blog in the activities of reading and production in Higher Education. It is an experiment with subjects from Faculdade de Minas – FAMINAS-BH. The article leads to the conclusion that this gendre should be studied further to be well used in the classroom; further more, we expect to motivate people in studies on the educational blog and its application in education Key words: Educational Web Blogs, Digital Genre, Teaching. 1 Introdução A comunicação mediada pelas tecnologias digitais merece ser mais investigada, pois essas tecnologias já estão transformando as práticas pedagógicas. Atualmente, a mídia, os professores e até o governo reconhecem que os alunos lêem pouco, mas essas esferas também reconhecem o acesso desses alunos às
  • 2. tecnologias digitais. A Internet, por exemplo, está presente no cotidiano de nossos alunos em sala de aula; percebe-se que eles estão em constante busca de informação e, para isso, são levados a ler e escrever, mas, de maneira geral, a escola ainda não incorporou essa nova realidade. Assim, é possível apostar em uma interação entre educação e tecnologias digitais. Segundo Soares (2002), a sociedade vivencia um momento de novas modalidades de práticas de leitura e escrita com as recentes tecnologias digitais. Assim, procura-se discutir a necessidade da incorporação das novas tecnologias em sala e de se trabalhar as habilidades de leitura e de produção numa cultura da tela (Soares, 2002; Xavier, 2007), ou cibercultura (Lévy, 1999; Soares, 2002). Atualmente, verifica-se um grande interesse pelos estudos de gêneros textuais, pois esses estudos contribuem com uma mudança de perspectiva no ensino e aprendizagem. O estudo de gêneros digitais pode ser uma importante ferramenta para o letramento ou o efetivo domínio das práticas sociais de leitura e de escrita. De acordo com Soares (2002), “o letramento é fenômeno plural, histórica e contemporaneamente: diferentes letramentos (sic) ao longo do tempo e também diferentes no nosso tempo” (p. 156). Conclui-se que as novas tecnologias de escrita geram diferentes práticas de leitura e escrita. Daí, a necessidade de letramentos. Dessa forma, é essencial proporcionar aos alunos o acesso a diferentes gêneros na escola. Daí, a necessidade de se trabalhar os gêneros digitais com os quais os alunos estão em contato diariamente. Faz-se necessário, além de estudar os gêneros digitais, investigar como professores e alunos podem se beneficiar do emprego das tecnologias digitais em sala de aula. Marcuschi e Xavier (2004) afirmam que “as inúmeras modificações nas formas e possibilidades de utilização da linguagem em geral e da língua, em particular, são reflexos incontestáveis das mudanças tecnológicas emergentes no mundo” (p. 7). Portanto, é chegada a hora de incorporar essas mudanças no ensino, mas, como se trata de um campo relativamente novo, ainda são necessários muitos estudos e reflexão sobre o assunto. Neste trabalho, apresentam-se algumas reflexões sobre um gênero ainda pouco abordado pelo meio acadêmico, o blog educacional, e um relato de experiência feito com alunos de graduação do Curso de Letras. Além disso, são traçadas algumas perspectivas do uso desse gênero no processo ensino/aprendizagem no Ensino Superior. 2 O Que É um Weblog ou Blog
  • 3. Os weblogs surgiram nos anos 90 e hoje são conhecidos simplesmente como blogs. Gomes e Silva (2006) afirmam que “é comum encontrar na bibliografia referências que atribuem a criação do primeiro weblogue a Tim Berners Lee, o criador da web” (p. 290). Os autores ainda ressaltam que o termo weblog, apesar de não haver um consenso, teria sido cunhado por Jorn Barger por volta de 1996. Este trabalho não tem por objetivo historiar a origem dos blogs, mas ressaltar novas perspectivas de seu uso no meio acadêmico. Marcuschi (2004) trata o blog como um gênero emergente na mídia virtual, mas hoje podemos afirmar que ele foi absorvido rapidamente por jovens e adultos que o usam com finalidades pessoais e profissionais. No início, prevaleceu a seguinte idéia: ... os blogs funcionam como um diário pessoal na ordem cronológica com anotações diárias ou em tempos regulares que permanecem acessíveis a qualquer um na rede. Muitas vezes, são verdadeiros diários sobre a pessoa, sua família ou seus gostos e seus gatos e cães, atividades, sentimentos, crenças e tudo o que for conversável (Marcuschi, 2004, p. 61). Fato é que os blogs tornaram-se cada vez mais populares, mais elaborados e diversificados. Um weblog, blog ou blogue, como é conhecido em Portugal, pode ser definido como um diário eletrônico, sempre atualizado, cujos posts ou conteúdos são normalmente curtos e abrangem assuntos muito variados. Além disso, mesclam diferentes semioses como som e imagem. Inicialmente, o gênero caracterizou-se por uma experiência pessoal, mas hoje se encontram, por exemplo, blogs coletivos criados por pessoas que têm algum interesse em comum. Baltazar e Aguaded (2005) ressaltam que um “aspecto interessante deste instrumento é precisamente a forma como impulsiona a comunicação entre indivíduos com os mesmos interesses” (p. 1). É justamente nessa perspectiva que se inserem os edublogs ou blogs educacionais. Sob esses rótulos, são abarcados: quer blogues que se dirigem especificamente a actividades escolares de carácter curricular e conteudal (focando conteúdos programáticos de um determinado nível de escolaridade e/ou de determinada disciplina) ou de carácter extracurricular, quer todo um conjunto de blogues que, não tendo sido idealizados tendo em vista qualquer tipo de exploração em contexto escolar, são contudo fortemente educativos e passíveis de serem explorados como um recurso educativo adicional (Gomes e Silva, 2006, p. 292). Os blogs funcionam como instrumento de comunicação, pois, de acordo com Baltazar e Aguaded (2005), “possibilitam que todos nós tenhamos uma palavra a dizer, que todos tenhamos um espaço nosso na rede,
  • 4. sendo esse um dos principais factores para o seu sucesso” (p. 2). Também é importante lembrar que seu sucesso está relacionado à facilidade de se criar um blog e ao fato de que qualquer um com acesso à Internet pode criar seu blog, pois esse serviço pode ser encontrado gratuitamente. 3 O Blog e a Linguagem Muitos acreditam que o uso da Internet e da Web acarreta influências devastadoras para as línguas, pois nela a escrita adquire outros contornos, muito próximos da fala. É por isso que muitas pesquisas, em gêneros digitais, investigam as relações oralidade/escrita (Vieira, 2005). Existe a crença de que existe, na Web, uma fala por escrito e, de acordo com Marcuschi (2004), essa idéia deve ser analisada, “pois o que se nota é um hibridismo mais acentuado, algo nunca visto antes, inclusive com o acúmulo de representações semióticas” (p. 19). Observa-se que os textos apresentados nos blogs, normalmente, são curtos e, na maioria das vezes, apresentam esse hibridismo. É importante ressaltar que não existe uma regra, pois muitos blogueiros, autores dos blogs, utilizam um estilo informal, mas há aqueles que usam o formal, por isso alguns textos apresentam mais características de fala, outros, de escrita. Na verdade, assim como nos gêneros textuais, conforme Marcuschi (2001), não há dicotomia real entre fala e escrita, que são “realizações enunciativas da mesma língua em situações e condições de produção específicas e situadas” (p. 47). O blog é uma publicação na forma de uma página da web, atualizada, freqüentemente, composta por blocos de textos, chamados posts e apresentados por ordem cronológica inversa, onde o texto mais recente aparece em primeiro lugar. Esses textos são escritos, normalmente, pelo autor do blog ou por convidados, mas podem ser comentados pelos visitantes, permitindo, assim, a interação entre autor e visitante/leitor. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que esse gênero, de acordo com Marcuschi (2004), apresenta contrapartes em gêneros preexistentes, como o diário pessoal, as anotações e as agendas. Muito já foi dito sobre a relação fala e escrita, nos gêneros digitais, mas sobre as relações com gêneros preexistentes, não. Dell’isola (2006) afirma que, “na prática, os indivíduos, para se relacionarem com seus semelhantes, apropriam-se de gêneros preexistentes como também criam novos gêneros, baseados em formas textuais disponíveis no uso da língua em sua cultura” (p. 1695). Sobre essa perspectiva, o trabalho com o blog passa a ser interessante, pois ele permite a convivência de diferentes textos, imagens e até música. Assim, o blog deixa de ser um diário de bordo e passa a oferecer outras possibilidades, como chats, o perfil que funciona como uma espécie de biografia do autor do blog, fórum e álbuns de fotos. Percebe-se que esse gênero possibilita o diálogo com outros gêneros preexistentes e a interface verbal e não-verbal.
  • 5. O que se observa é que cresce o número de blogs, pois seus usuários não precisam de muitos conhecimentos para dominá-lo; trata-se de um gênero adorado pelos adolescentes e jovens, pois permite expor suas opiniões na web e estabelecer interações e comunicações. Daí, o potencial desse gênero para ser usado na educação. 4 O Edublog ou Blog Educacional De acordo com Xavier (2007), as novas tecnologias de comunicação influenciam o processo de ensino/aprendizagem, o que nos leva, no mínimo, a refletir sobre o fato e a buscar novas práticas. Escola e sociedade não devem caminhar separadamente. Assim, com o uso cada vez mais freqüente de novas tecnologias, os educadores devem pensar em como utilizá-las em sala de aula. Muitos pesquisadores já perceberam o potencial do blog como uma ferramenta de ensino/aprendizagem (Lewgoy e Arruda, 2003; Downes, 2004; Williams e Jacobs, 2004; Martindale e Wiley, 2004; Baltazar e Aguaded, 2005; Carvalho et al., 2006; Gomes e Silva, 2006). O blog educacional pode ser considerado como um espaço eletrônico individual ou coletivo próprio para se partilhar informações, idéias, opiniões, materiais e referências. Um espaço destinado à leitura e produção de pequenos textos que podem ser comunicados, questionados e comentados por outros leitores. Esse gênero pode ser adotado por alunos ou professores, de diferentes disciplinas, nos ensinos Fundamental, Médio e Superior (Carvalho et al., 2006). Baltazar e Aguaded (2005, p. 4), assim como Baltazar e Germano (2006, p. 5-6), apresentam uma tipologia de blogs no ensino. De acordo com Baltazar e Germano (2006), os blogs de professores (A), na maioria das vezes, “funcionam como um tipo de diário do professor, um local onde disponibilizam informações sobre as aulas, o programa, a matéria dada, bibliografia etc.” (p. 6). Na verdade, funcionam como uma vitrine do trabalho produzido pelo professor e que normalmente não possibilita a interação e comunicação entre alunos e professor. Na busca de desenvolver a escrita do aluno, surgem os blogs de alunos (B), produzidos por eles mesmos, incentivados por seus professores. Muitas vezes, os alunos criam blogs para serem avaliados em uma determinada disciplina; esses podem funcionar como um diário eletrônico pessoal ou ser desenvolvidos por um grupo de alunos com o objetivo de estabelecer uma comunicação, um estudo ou uma discussão de idéias etc. Além disso, como ressaltam Baltazar e Aguaded (2005), os alunos podem usar os blogs com o objetivo de publicar seus trabalhos. A escrita perde, assim, o caráter de atividade escolar, ligada à
  • 6. obrigatoriedade, e passa, conseqüentemente, a assumir como principal característica a espontaneidade e a liberdade de se produzir textos sem a intervenção direta do professor que, ao corrigir os textos de seus alunos, muitas vezes, cerceia as idéias. Já o blog de disciplina (C) é o mais interessante para se trabalhar no Ensino Superior, pois possibilita a interação entre alunos e professor, a reflexão sobre o conteúdo trabalhado em sala de aula e a ampliação do espaço da sala de aula. Os blogs de disciplina: são os blogs criados e mantidos pelo professor e pela turma para uma disciplina. O principal objectivo deste tipo de blog é dar continuidade ao trabalho desenvolvido em espaço de sala de aula fomentando o trabalho colectivo e motivando todos os elementos da turma a participar, escrevendo posts e comentários, colocando questões, publicando trabalhos, etc. A participação de todos dá a este tipo de blogs uma dinâmica que os enriquece, pelo que consideramos que é este o tipo de blogs com mais potencialidades no ensino e que mais se deverá desenvolver (Baltazar e Germano, 2006, p. 6). Atualmente, muitos professores têm criado blogs de disciplina em busca de estabelecer uma comunicação com seus alunos que exceda os limites de sala de aula. Isso acontece porque acreditam que os alunos possam se interessar mais pela disciplina lecionada e esperam proporcionar um espaço de troca de reflexões de assuntos trabalhados, em sala, ou a eles relacionados. Além disso, hoje, as salas são muito cheias, heterogêneas, nem todos gostam de participação face a face, mas, mediados pelo computador, essa situação pode ser contornada, pois muitos preferem se expor apenas no mundo virtual. Outro lado positivo desse trabalho é o fato de se forçar o aluno a escrever não apenas para o professor que costuma ser um leitor cooperativo, pois tem um domínio maior dos conteúdos abordados na disciplina, mas para um público maior, o que o faz pensar na escrita de maneira cuidadosa. 5 O Uso do Blog na Graduação: um relato de experiência A necessidade de criar um blog como suporte ao ensino presencial surgiu ao perceber que os alunos do primeiro período do Curso de Letras estabeleciam pouca interação em sala de aula. Muitas vezes, os alunos iniciam um curso de graduação em busca de uma fórmula mágica de conhecimento, acreditam que a aula funciona como um processo no qual eles absorverão o conhecimento apresentado exclusivamente pelo professor. Hoje já se sabe que essa fórmula não existe e, cada vez mais, faz-se necessária a presença de um novo tipo de aluno questionador e participativo. Percebendo-se a necessidade de interação entre alunos no processo ensino/aprendizagem e a dificuldade que eles apresentavam nas atividades de leitura e de escrita, resolveu-se criar um blog para a disciplina. Buscou-se, com essa ferramenta, permitir a troca de informações,
  • 7. arquivos, referências bibliográficas e comentários sobre os conteúdos abordados, em sala, entre os alunos e a professora da disciplina. A turma era composta por 30 alunos do primeiro período de Letras, de uma faculdade particular, matriculados na disciplina Filologia Românica e Lingüística. Na primeira aula, realizada no laboratório de informática, os alunos ficaram curiosos e gostaram da idéia, pois, segundo depoimentos, estão conscientes de que precisam dominar as novas tecnologias e os gêneros digitais, pois precisarão usá-los, no futuro, não somente em sala de aula. Nessa aula, dedicou-se tempo para falar sobre os objetivos do blog, as características e ensiná-los a interagir com o computador e a Web. Ainda durante a aula, eles leram os textos postados pela professora, fizeram comentários orais, mas preferiram escrevê-los em casa, pois tinham a consciência de que a escrita permanece e, assim, deveriam pensar melhor antes de escrever. A professora deu o prazo de uma semana para que eles escrevessem os comentários no blog, mas não cumpriram a tarefa. Os próximos textos postados foram sobre o calendário de provas, algumas indicações bibliográficas e links interessantes sobre assuntos tratados em aula. Alguns alunos sempre perguntavam sobre as datas de prova, mas não anotavam no caderno, achavam-se perdidos, e, como agenda, funcionou muito bem. As indicações também foram bem recebidas e, como são alunos de Letras e têm noção da importância da escrita, percebeu-se que eles tinham, na verdade, medo de escrever e serem criticados, pois a escrita permaneceria no blog. Estavam com medo da exposição, assim como em sala de aula. Buscou-se com o blog promover a interação entre os alunos por meio da produção e da leitura de textos e hipertextos. Oblinger e Oblinger (2005) consideram a interação como parte essencial do processo de instrução do aluno e que a exigência de interação é mais acentuada nos gêneros digitais. Assim, a partir de conteúdos e tarefas apresentados em sala, a professora, no blog, apresentava um texto e o aluno tinha como tarefa interagir com a professora e com os outros alunos. E, a partir desse texto, produzir comentários. Após a elaboração de quatro textos que não foram comentados por alunos da turma, a professora resolveu dar uma leitura extra-aula que deveria ser comentada no blog. Em sala, a professora já havia terminado o conteúdo “variação lingüística”; assim, propôs a leitura do livro Preconceito lingüístico, no qual o autor, Marcos Bagno (2002), de maneira simplista, aborda alguns conceitos trabalhados durante o curso. Assim, por meio da leitura de um texto simples, considerou-se que os alunos estariam aptos a analisar os fenômenos abordados no livro e apresentá-los aos colegas. Os capítulos foram divididos em grupos de três alunos que deveriam ler e elaborar uma apresentação escrita para os outros alunos. Eles deveriam ler e discutir o texto, apresentar uma análise para os colegas no blog e depois deveriam ler os textos de outros grupos e comentá-los.
  • 8. A partir dos textos postados, verificou-se que os alunos têm muitas dificuldades na atividade de escrita e isso influencia o interesse e a participação no blog. Eles têm medo de escrever, pois são cobrados pela sociedade, como alunos de Letras, de acordo com seus próprios relatos. Além disso, como se trata de um gênero digital, eles apresentam dúvidas quanto à estruturação do texto e ao estilo a ser adotado. Durante uma aula em laboratório, verificou-se que muitos escreveram os comentários como um pequeno texto, mas sem contextualização nenhuma, outros apresentaram o conteúdo em forma de tópicos fugindo da proposta, outros se esqueceram de fazer o comentário. Isso é interessante, pois, em sala de aula, a professora explicou o que seria considerado como um comentário. Constatou-se que eles não conseguiram diferenciar as situações de uso da língua e as condições de produção específicas no blog. Em sala, ficou claro que eles deveriam criar um texto explicando qual foi o mito apresentado pelo autor para um leitor que não tivesse acesso ao livro. Assim, eles deveriam escrever para um leitor que não tivesse conhecimento sobre o assunto abordado. Para Xavier (2007), os gêneros digitais apresentam traços de outros gêneros, além disso, “nesta perspectiva, fundem-se e fundam-se maneiras criativas de grafar palavras e subverter os gêneros já existentes” (p. 7). Assim, verifica-se que essa mistura ainda gera alguma confusão na cabeça do aluno, perdido entre as novas possibilidades de escrita. De acordo com Bazerman et al. (2006), “nós criamos os nossos textos a partir do oceano de textos anteriores que estão à nossa volta e do oceano de linguagem em que vivemos. E compreendemos os textos dos outros dentro desse mesmo oceano” (p. 88). Refletindo sobre essas idéias, considero que o aluno, normalmente, precisa ter contato com o texto, os novos gêneros, tanto leitura quanto escrita, e, no início, os processos de leitura e de escrita são sofridos. Isso nos faz repensar também o tipo de ensino de língua que é proporcionado aos alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, pois chegam ao Superior com muitas dificuldades em leitura e em escrita. Observou-se que, na experiência aqui relatada, ao contrário do que ocorria em sala de aula, os alunos interagiram, na escrita, por meio do blog. Eles tiveram medo de expor seus textos, mas se sentiram à vontade ao comentar os textos dos outros, promovendo uma aula interativa, como podemos ver nos trechos de seus comentários: 1. Legal o comentário, a posição e a comparação das regras gramaticais do Mito 7. E preciso sim saber e escrever bem conforme as regras. Não esquecendo que a língua esta em constante mudança. Valeu. 2. Ops! Me esqueci de dizer que o meu comentário foi sobre o mito (7), trabalho feito por Rita, Graciele, Eliana e Juliana. 3. Adorei todos os trabalhos realizados pelos colegas de sala de aula. Nesse nosso país a nossa língua é realmente diversificada ocorrem bastantes variações, que também fazem
  • 9. parte da nossa historia. 4. Os mitos têm várias coisas em comum, idéias que se relacionam entre um mito e outro. Na realidade, a questão é uma só: ''há um grande preconceito em ralação (sic) a língua brasileira". Percebeu-se, dessa forma, o papel social e comunicativo do blog que, devido a esse papel, se tornou popular na mídia; as grandes revistas e jornais, por exemplo, possuem blogs, na política, na economia. O papel social fica evidenciado, em sala de aula, pois temos alunos e professores ávidos a apresentar suas idéias, a questionar, a desenvolver as habilidades de leitura e de escrita. Os alunos participaram da atividade, comentaram os textos dos colegas e, ao terminarem a atividade escrita, conversaram em sala sobre a experiência, sobre as idéias apresentadas pelos colegas e a importância das atividades de leitura e escrita que dependem sempre do diálogo e sempre são perpassados pelo outro (Bakhtin, 1997). O experimento relatado foi realizado em tempo real, com os alunos no laboratório criando seus textos e comentando os dos colegas, pois muitos deles só acessam a Web Internet na faculdade. Assim, devido à rapidez imposta pela situação de comunicação, predominaram as frases curtas, palavras abreviadas ou modificadas, muitas sem acento, ausência de letra maiúscula no começo de sentenças. No entanto, na exposição do texto elaborado sobre o livro, isso não ocorreu, o que indica que eles sabem usar em contextos apropriados a nova forma de escrita característica dos tempos digitais ou distinguir os padrões lingüísticos. Conclui-se que os alunos devem conhecer melhor os gêneros digitais e habituarem-se melhor a eles para alcançar os objetivos de leitura e produção, porém, os resultados indicam que o blog é uma ferramenta que promove a interação e a comunicação entre alunos, pois houve uma participação maior deles nos questionamentos apresentados no ambiente virtual do que em sala de aula. Também se ressalta que o uso da ferramenta os incentivou a deslanchar o processo de escrita. Antes o medo de escrever estava circunscrito à possibilidade de ser lido e criticado pelo outro. Com o uso da ferramenta, o medo foi vencido pela descoberta do gênero e pelas possibilidades de produção que possibilita. Esse dado é significativo, uma vez que pode mudar tanto a vida cotidiana quanto acadêmica desses alunos do Curso de Letras que antes de participarem da experiência tiveram poucas oportunidades de desenvolverem a capacidade de escrita. Pode-se, assim, ter alterado um comportamento fundamental para um futuro professor de língua portuguesa que tem a obrigação de ensinar o aluno a ler e escrever. E mais, o uso da ferramenta pode também ter o efeito de vislumbrar outras possibilidades de práticas educativas mais dinâmicas relacionadas à produção escrita. O blog da disciplina ainda está em funcionamento e pretende-se, agora, desenvolver o letramento digital desses alunos, além de promover o desenvolvimento da escrita e, para isso, inicia-se um longo caminho.
  • 10. 6 Perspectivas e Expectativas Neste trabalho, descreveu-se o que é um blog, especificou-se o blog educacional e indicou-se que esse gênero pode ser usado para fins pedagógicos e educacionais. Como ferramenta de trabalho de alunos e professores, o blog ultrapassou aquela expectativa de ser um diário eletrônico. Considera-se que o blog pode ampliar o espaço de sala de aula e propiciar comunicação entre alunos e professores. As possibilidades de uso do blog educacional são diversas. Algumas estão diretamente relacionadas ao professor, outras aos alunos e outras à interação entre alunos e professores. Tudo isso associado à facilidade de se criar um blog e à gratuidade do serviço. Convém ressaltar que as aplicações do blog na educação ainda merecem mais pesquisas, pois, na verdade, o que temos hoje é a necessidade de estabelecer um maior uso do computador na mediação do processo ensino/aprendizagem, necessidade de tornar as aulas mais atrativas para uma geração que, cada vez mais cedo, interage com as novas tecnologias digitais. Na verdade, há muitas opiniões diversas sobre essa perspectiva, muitos consideram que nunca se escreveu e leu tanto como com o advento da Web, mas outros acreditam que as atividades de leitura e escrita proporcionadas pelos gêneros digitais não são de qualidade e pouco facilitariam o processo ensino/aprendizagem. Constata-se que devemos trabalhar mais os textos, digitais ou não, em sala de aula, levar os alunos a ler e também a produzir. Alguns percebem a inclusão e a influência dos gêneros digitais no ensino como processos naturais e outros acham que isso é apenas um modismo1. Os blogs têm diferentes usos na educação e, neste momento de adaptação e apresentação a um gênero recente, observa-se a necessidade de aprofundar o seu estudo e criar novas perspectivas de usá-lo no processo de ensino e aprendizagem. Inicialmente, o professor pode usar o blog para indicar leituras, apresentar instruções, cronogramas de atividades e exercícios para seus alunos. Dessa forma, pouca interação será estabelecida. Depois, o professor pode incentivar os alunos a comentarem alguns conteúdos expostos no blog. Claro que os alunos terão dificuldades em fazer isso, pois eles não estão acostumados com esse tipo de atividade. Assim, contar com a participação do aluno será um processo que, dependendo dos alunos, será longo e demorado. No início, a expectativa pode ser frustrada, pois os alunos podem não aderir, mas, com a insistência, a situação pode ser modificada. No caso do trabalho relatado, neste artigo, os alunos só participaram a partir do momento em que foram avaliados. Talvez, esse seja o caminho que poderá ser reconstruído durante as atividades
  • 11. discentes e, depois, eles poderão participar do processo sem a necessidade de uma avaliação ou pontuação. Com as novas tecnologias de uma era digital, a escola passa por um momento de várias transformações nas relações aluno/professor, ensino/aprendizagem. Para Lewgoy e Arruda (2003), “as novas tecnologias desafiam os professores à renovação de sua própria prática pedagógica” (p. 3). Com isso, quero dizer que o professor deve estar preparado para essas mudanças e, de acordo com Xavier (2007), considero que o professor não pode ser visto mais como um fornecedor único do conhecimento, um repetidor de informação e autoritário. Assim, o uso do blog pode motivar a interação entre professor e alunos, propiciar a divisão de tarefas e tornar a aula mais colaborativa. O blog, por exemplo, pode instigar e promover a continuação de debates e discussões iniciadas em sala. Muitas vezes, um assunto interessante e caloroso perde o brilho, pois os alunos só terão a chance de desenvolvê-lo na próxima aula, ou semana, e, com isso, acabam perdendo o fio da meada. Por meio do blog, eles terão a chance de desenvolver suas idéias, poderão ser questionados por outros alunos e, nessa atividade, estarão desenvolvendo suas habilidades de leitura e de escrita. Por meio desses exemplos, considera-se que os blogs podem causar impactos positivos no ensino, mas como ressalta Downes (2004), esses impactos não ocorrem automaticamente e também implicam riscos. Em primeiro lugar, propaga-se a necessidade de oportunizar o uso de uma tecnologia para estabelecer a comunicação entre alunos e professores, mas só isso não basta. O professor deve ter objetivos mais audaciosos, como o letramento digital de seus alunos, o desenvolvimento da leitura e da escrita mediadas pelo computador e o incentivo à comunicação do grupo. 7 Considerações Finais Neste trabalho, foram apresentadas algumas reflexões sobre o blog educacional e as possibilidades de usá-lo em sala de aula. Por meio do uso do blog, considera-se que os alunos serão mais participativos e interativos, algumas vezes, mais do que em sala de aula, pois eles poderão propor conteúdos para serem discutidos, poderão apresentar seus artigos para serem analisados pelo professor e por outros alunos, poderão expor idéias que serão comentadas e desenvolvidas, assumindo um papel mais participativo e atuante durante o processo de aprendizagem. É certo que o blog não é a solução para resolver os problemas, em sala de aula, também não deve assumir o lugar da aula presencial, mas pode funcionar como um instrumento de apoio da aula presencial, uma ferramenta a mais.
  • 12. Pesquisando os blogs educacionais, percebe-se que eles crescem, em número, a cada dia. Muitos são usados como meio de comunicação entre os alunos, muitos simplesmente usam uma linguagem próxima do chat, mas muitos são sofisticados; percebe-se o cuidado com o texto, as idéias e a organização. Considera-se que o uso do blog educacional pode promover o letramento do aluno e outras pesquisas devem ser feitas para comprovar tal hipótese. Por meio da experiência realizada com alunos da graduação do Curso de Letras, constatou-se que, apesar de o blog ser muito utilizado e difundido, ainda é necessário trabalhar a sua estrutura com os alunos, ou seja, o aluno deve conhecer os elementos que compõem o gênero blog e as suas possibilidades de uso. Além disso, cabe ao professor demonstrar os diferentes estilos e as variações de fala/escrita ao usar esse gênero. Ou seja, é necessário promover condições para que o aluno possa ler e produzir textos de maneira mais adequada do ponto de vista profissional, com visão crítica e conteúdo relevante. O blog pode servir como uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento dessas atividades, gerando a autonomia do aluno diante das orientações do professor. Nota 1 Eco (1996) apresenta uma interessante discussão sobre o uso das tecnologias digitais na atualidade e a evolução da escrita. Referências BAGNO, M. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2002. BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: ______. Estética da criação verbal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. p. 277-289. BALTAZAR, N.; AGUADED, I. Weblogs como recurso tecnológico numa nova educação. Revista de Recensões de Comunicação e Cultura, 2005. Disponível em: <http://bocc.ubi.pt/pag/baltazar-neusa-aguaded- ignacio-weblogs-educacao.pdf> e <http://www.eca.usp.br/nphqeca/agaque/ano2/numero/2/artigosn2-1/2.htm>. Acesso em: 12 abr. 2007. ______; GERMANO, J. Os weblogs e a sua apropriação por parte dos jovens universitários. Revista de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC. 2006. Disponível em:
  • 13. <http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/1_neusa_baltazar_e_joana_germano_prisma.pdf>. Acesso em: 12 abr. 2007. BAZERMAN, C.; HOFFNAGEL, J. C.; DIONÍSIO, A. (Org.). Gêneros, agência e escrita. São Paulo: Cortez, 2006. CARVALHO, Ana Amélia Amorim et al. Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino. In: COLÓQUIO SOBRE QUESTÕES CURRICULARES, 7., Braga, Portugal, 2006. Actas... Braga: CIED, 2006. p. 635-652. Disponível em: <http://hdl.handle.net/1822/5915>. Acesso em: 12 abr. 2007. DELL'ISOLA, R. L. P. Intergenericidade e agência: quando um gênero é mais do que um gênero. In: SIGET, 4., 2006. Disponível em: <http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/cd/Port/112.pdf>. Acesso em: 12 abr. 2007. DOWNES, S. Educational Blogging. Educause Review, v. 39, n. 5, p. 14-26, Sep./Oct. 2004. ECO, H. Da Internet a Gutenberg. Conferência. The Italian Academy for Advanced Studies in America, 12 nov. 1996. Disponível em: <http://www.hf.ntnu.no/anv/Finnbo/tekster/Eco/Internet.htm,15/set/2003>. Acesso em: 4 fev. 2007. GOMES, M. J.; SILVA, A. R. A blogosfera escolar portuguesa: contributos para o conhecimento do estado da arte. Revista de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC, p. 289-309, out. 2006. KOMESU, F. C. Blogs e as práticas de escrita sobre si na internet. In: MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Org.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004. p. 110-119. Lévy, P. Cibercultura. São Paulo: Loyola, 1999. LEWGOY, A. M. B.; ARRUDA, M. P. de A. Da escrita linear à escrita digital: atravessamentos profissionais. Revista Virtual Textos e Contextos, ano 2, n. 2, p. 1-10, dez. 2003. MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2001. ______. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Org.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004. p. 13-67.
  • 14. ______; XAVIER, A. C. (Org.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004. MARTINDALE, T.; WILEY, D. A. An introduction to teaching with Weblogs. Disponível em: <http://teachable.org/papers/2004_blogs_in_teaching.pdf>. Acesso em: 12 abr. 2007. OBLINGER, D.; OBLINGER, J. Educating the net generation. e-book, 2005. Disponível em: <http://www.educause.edu/ir/library/pdf/pub7101.pdf>. Acesso em: 12 abr. 2007. SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação e Sociedade, Campinas: CEDES, v. 23, n. 81, p. 143-160, 2002. VIEIRA, I. L. Tendências em pesquisas em gêneros digitais: focalizando a relação oralidade/escrita. In: ARAÙJO, J. C.; BIASI-RODRIGUES, B (Org.). Interação na Internet: novas formas de usar a linguagem. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. p. 19-38. WILLIAMS, J. B.; JACOBS, J. Exploring the use of blogs as learning spaces in the higher education sector. Australasian Journal of Educational Technology, v. 20, n. 2, p. 232-247, 2004. Xavier, A. C. dos S. Letramento digital e ensino. 2007. (mímeo). Dados da autora: Adriana da Silva *Doutora em Lingüística – UNICAMP – e Professora da Faculdade de Minas – FAMINAS-BH Endereço para contato: Faculdade de Minas Av. Cristiano Machado, 12.001 – Laranjeiras 31760-000 Belo Horizonte/MG – Brasil Endereço eletrônico: adriasilva@terra.com.br Data de recebimento: 8 nov. 2007
  • 15. Data de aprovação: 31 mar. 2008