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5        Além de se conhecer o modo próprio da missão laical, é preciso também estabelecero lugar dessa ação, em especial ...
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A vida na Igreja Católica - texto introdutório para tese - Deus - Missão do Leigo e da Igreja - Pressupostos da Missão Laical - Papa João Paulo II.

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INTRODUÇÃO

  1. 1. INTRODUÇÃO A vida na Igreja é uma questão sempre atual em sua dinâmica, suas tarefas e suasatribuições, incidindo diretamente na vida dos fiéis. A teologia do laicato é de primeira importância para a vida na Igreja. Com efeito, aspalavras de Jesus Cristo, nas quais comunica a seu povo uma missão a todos os povos,raças e línguas1, são dirigidas aos leigos com mais intensidade nos dias atuais. A missão daIgreja2, recebida do próprio Cristo, torna possível a realização da missão de cada fielcristão. Apontar o lugar próprio do leigo como cristão e sua importância no mundo e naIgreja é objeto desta dissertação. Partiu-se da importância do papel dos leigos como fiéiscristãos numa renovada caminhada como Igreja nos dias atuais.1 Cf. Mt 28,19.2 “Jesus Cristo antes de ser assumido ao céu fundou Sua Igreja como sacramento da salvação. Como Elemesmo fora enviado pelo Pai enviou os apóstolos a todo o mundo, mandando-lhes: ‘Ide, pois, fazei discípulosmeus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observartudo quanto vos mandei (Mt 28,19 ss). Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crere for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16,15 ss). Daí o dever que cabe à Igreja depropagar a fé e salvação de Cristo. Isto em virtude do expresso mandato transmitido pelos Apóstolos aoColégio dos Bispos, assistidos pelos Presbíteros, junto com o Sucessor de Pedro e Sumo Pastor da Igreja; eainda em virtude da vida que Cristo infunde em Seus membros. (...) Obediente ao mandato de Cristo e movidapela graça e caridade do Espírito Santo, a Igreja cumpre sua missão quando em ato pleno se faz presente atodos os homens ou povos, a fim de levá-los à fé, à liberdade e à paz de Cristo, pelo exemplo da vida, pelapregação, pelos sacramentos e demais meios de graça”(AG 5).
  2. 2. 5 Além de se conhecer o modo próprio da missão laical, é preciso também estabelecero lugar dessa ação, em especial na urgência dos tempos modernos. É sem dúvida um campomuito vasto e fértil para a evangelização. O Papa João Paulo II3, seguindo as linhas básicas da doutrina do Vaticano II, enuma constante busca pela ação dos leigos nas tarefas da Igreja, lançou em 30 de dezembrode 1988, sua Exortação apostólica Christifideles Laici sobre a vocação e missão dos leigosna Igreja e no mundo. Também em outros momentos quis mostrar ao mundo a importânciadesses fiéis para a Igreja, especialmente como motivação para o engajamento na missão daIgreja, para ajudar a construir o Reino de Deus aqui na terra. Assim, é decisiva a reflexão em torno à identidade e à missão do leigo no mundo ena Igreja. O presente estudo visa a apresentar a identidade e a missão do leigo no mundo 4 e naIgreja5 em torno ao pensamento de João Paulo II, com especial acento na ChristifidelesLaic, apóia-se, também em outras fontes, conforme a bibliografia citada. Pretende-se, aqui, discernir o sentido do pensamento de João Paulo II com relaçãoaos leigos, tornar presente a riqueza de suas reflexões e conhecê-lo mais profundamente notocante a sua teologia do laicato.3 “Nascido Karol Wojtyla, em Wadowice, Polônia, em uma família modesta, foi estudante universitário edepois trabalhador braçal, durante a ocupação nazista de sua terra natal. Estudou para o sacerdócio durante asegunda guerra mundial e ordenou-se em 1946. Doutorou-se em teologia na Angelicum (Universidade deSanto Tomás), em Roma, em 1948, com uma tese sobre S. João da Cruz. Serviu como Pároco na Polônia, de1948 a 1951. Em 1958, foi nomeado Bispo auxiliar da Cracóvia. Em 1963 foi nomeado Arcebispo daCracóvia. Três anos mais tarde, foi nomeado Cardeal no título de San Caesareo al Palatino. Em 16 de outubrode 1978, foi eleito Papa, assumindo então o nome: João Paulo II” (McBRIEN, RICHARD P. Os Papas – ospontífices: de São Pedro a João Paulo II. São Paulo: Loyola, 2000. p. 391).4 Utilizaremos este termo, no mesmo sentido em que o Concílio Vaticano II o entendeu: “O mundo doshomens e de toda a família humana com a totalidade das coisas entre as quais vive; mundo teatro da históriado gênero humano; mundo criado e conservado pelo amor do Criador, segundo a fé dos cristãos” (GS 2).5 “A este termo designaremos o mesmo significado como definiu o Concílio Vaticano II. A mesma Igreja:Una, Santa, Católica e Apostólica, que nosso Salvador depois de sua ressurreição entregou a Pedro paraapascentar. Não se trata então de outras Igrejas Cristãs, e sim, unicamente da Igreja Católica” (LG 8).
  3. 3. 6 Partindo do pensamento de João Paulo II, o presente estudo quis chegar o maispróximo possível do conhecimento no tocante a identidade e missão do leigo. Ao se falar dasua ação no mundo e na Igreja, pode-se chegar a conhecer sua identidade de cristão,homem de Deus, e, portanto, no mundo e na Igreja. A estrutura deste trabalho apresenta os seguintes pontos: No primeiro capítulo, faz-se o estudo sobre a missão da Igreja, como pressuposto damissão do fiel cristão e da missão laical, abordando questões como a missão da Igreja,identificando de fato qual é sua missão e como se dá essa missão. Igreja e mundo,verificando a relação existente entre essas duas realidades. Realidades e limites daparticipação da Igreja na ação de Deus no mundo, colocando em realce o que é próprio domundo e estabelecendo a relação dessa participação da Igreja na ação de Deus. Mundo ehistória, lugar de missão e de santificação: é no mundo que as realidades se aplicam à vidahumana, portanto é nele e na história que deve acontecer a santificação das pessoas. O segundo capítulo trata da questão do leigo enquanto cristão. Neste encontrar-se-áo estudo sobre a noção teológica de cristão, examinando aspectos que o identificam comocristão. A noção teológica de leigo: nesse ponto, o estudo verifica a quem se aplica talnome. O leigo e o chamado universal à santidade: como a todos os batizados, ao leigotambém é dirigido esse chamado. O sacerdócio comum dos cristãos: como conseqüência dobatismo, todos participam do sacerdócio de Cristo. Da secularidade da Igreja à secularidadedo leigo (secularidade: dimensão e índole): é própria da Igreja e do leigo a secularidade, porpertencerem ao mundo. A diversidade da vocação laical e situações especiais: essas seapresentam de várias maneiras de acordo com a realidade de cada um. O apostolado doleigo: como o leigo pode exercer sua vocação nas tarefas da Igreja. A formação do leigo:esse é um aspecto essencial da vocação laical, sua formação integral. O terceiro capítulo apresenta o estudo do leigo: homem da Igreja no mundo ehomem do mundo na Igreja. Encontram-se neste ponto questões como os serviços do leigocomo Igreja ad extra e ad intra, o serviço que está ligado à estrutura da Igreja e aquele quenão está necessariamente ligado a essa estrutura. A questão dos ministérios: trata-se acerca
  4. 4. 7dos ministérios ordenados e dos não-ordenados. Atuação social e espiritualidade laical arealidade espiritual do leigo como alimento para sua missão. O leigo: fundamental para aevangelização; deveras, a presença dos leigos é de importância capital para o anúncio doReino de Deus. A relação dos leigos com a hierarquia e com os consagrados: é certo que aharmonia entre os filhos de Deus é indispensável, para que a missão possa ser realizadacom eficiência. Remata-se este trabalho com a conclusão sobre a pesquisa e indicação dabibliografia pesquisada. O tema proposto encerra uma riqueza de conteúdo que o torna muito amplo,oferecendo, com isso, muitas possibilidades de estudos e interpretações. Assim, a presentedessertação abre espaço para novas pesquisas sobre o assunto.

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