Successfully reported this slideshow.

Tcc remédios (texto) 20.01.10

1.222 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Tcc remédios (texto) 20.01.10

  1. 1. 51 INTRODUÇÃO O câncer é uma doença degenerativa, que se caracteriza pelo crescimento anormal eincontrolado de células lesionadas em seu material genético. O câncer é uma doençasilenciosa, estigmatizada, carregada por preconceito, repleta de medos e tabus. Segundo oInstituto Nacional do Câncer (INCA, 2009), dentre todas as neoplasias o câncer de mama é oque mais apavora as mulheres, devido a sua alta incidência e, sobretudo pelos efeitospsicológicos que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.Atualmente éo tipo de neoplasia que mais causa óbitos entre as mulheres. Em se tratando de câncer de mama observa-se que tal enfermidade tem sua causacontribuinte agravada pela falta de informação, sendo que se detectado em estagio inicial écurável, entretanto o tempo decorrido entre o inicio dos sinais e sintomas, até a procura de umprofissional de saúde é protelada, por questões sociais, culturas, vergonha, culpa e medo. Diante da escassez de trabalhos científicos acerca das repercussões psicológicas demulheres diagnosticadas com câncer de mama, este estudo teve como objetivo compilar oconhecimento cientifíco acerca do referido tema. Dentro dessa perspectiva este trabalho discorrerá sobre os aspectos gerais do câncer demama, incluindo: conceitos, anatomia, classificação dos tumores, incidência, epidemiologia,fatores de risco, sintomatologia, diagnósticos, tratamentos e sobre os aspectos psicológicosidentificando sentimentos e percepções vivenciadas por essas mulheres.
  2. 2. 62 ASPECTOS GERAIS Segundo o INCA, 2009 (Instituto Nacional do Câncer) o câncer é uma doençadegenerativa, que se caracterizada pelo crescimento atípico e incontrolado de célulaslesionadas em seu material genético, as células cancerosas substituem as normais e os tecidosinvadidos perdem suas funções, ocasionando a metástase, como mostra a figura 1. Portanto, para Pitot (1993) o câncer não é uma enfermidade única e sim um conjuntode mais de cem doenças diferentes, que têm em comum a perda, pelo organismo, do controlesobre o crescimento e reprodução das células modificadas. Figura 1: Alteração genética da célula. Fonte: www.pdc.site.vu. No século IV a.c Hipócrates já descrevia o câncer em seu livro: Doença de mulheres,como um mal que mina cotidianamente as energias, começando pela interrupção damenstruação e culminando na morte, roubando o que foi secularmente considerado a alma detoda mulher (SANTANNA, 2000). Com base no autor acima mencionado, até o século passado acreditava-se que o câncerestaria ligado à falta de limpeza, sujeira física e moral. Além disso, concebia-se que a doençapoderia ser contagiosa entre os amantes dos excessos do prazer, essencialmente no caso dasmulheres, nas quais o adoecimento era conseqüência de “pecados e vícios”, em especial naspraticas sexuais.2.1 Câncer de mama Para Lima (1999) o cancro de mama é visto como uma reprodução celulardesordenada, que invade os tecidos ou órgãos, em caráter irreversível, podendo alastra-se paradistintas regiões do corpo. A causa é dada por uma mutação de seu genoma (complemento
  3. 3. 7genético total da célula) e a falência dos mecanismos que conservam as células em seus sítiosanatomofuncionais. Assim, ocasiona-se uma nova população de células anômalas do ponto devista morfológico, fisiológico e bioquímico. Segundo o INCA (2009) o câncer de mama, é com certeza a neoplasia mais receadapelas mulheres, devido à elevada incidência e especialmente pelos seus efeitos psicológicos,afetando a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.2.2 Arquitetura da mama Para Silva et al (2002) a mama é uma glândula exócrina, localizada anteriormente aotórax, constituído por pele, aréola, mamilo, músculo, ductos e gordura. Cada mama posiciona-se sobre a segunda e a sexta costelas e ventralmente sobre os músculos da região peitoral,como ilustrada na figura 2. Fi gura 2: Arqui t et ura da m am a. Font e: ht t p:/ / www.pop.eu.com / port al /2.3 Classificação Collins, Cotran e Kumar (2000) relatam que as lesões cancerígenas na mama podemirromper em qualquer uma de suas estruturas: epiderme, mesênquima e epitélio glandular.Curiosamente, o câncer de mama é mais freqüentemente encontrado na mama esquerda do
  4. 4. 8que na direita, e aproximadamente 4% dos cânceres são bilaterais ou seqüências na mesmamama. Cerca de 50% surgem no quadrante superior externo da mama, 10% em cada outroquadrante (superior interno, inferior externo e inferior interno) e 20% na região central, comomostra a figura 3. Figura 3: Divisão da mamas em quadrantes. Fonte: www.pop.eu.com/portal Faria e Cols. (1999) concordam com os autores acima e explicam que a incidência émaior no quadrante súpero-lateral da mama porque a maior parte do parênquima mamário estálocalizada nesta região.2.4 Tipos de câncer de mama De acordo com a Organização Breast Câncer (2008) o carcinoma mamário divide-seem quatro categorias:a) Carcinoma ductal in situ: é o mais freqüente dos cânceres de mama não invasivos e éconsiderado o primeiro estágio do câncer. Representa um crescimento descontrolado decélulas que estão confinadas no ducto mamário, ilustrado na figura 4.
  5. 5. 9 Figura 4: carcinoma ductal in situ Fonte: www.e-radiography.net/radpath/.htm.b) Carcinoma lobular in situ: é uma área de crescimento celular anormal, cujo início se dá noslóbulos mamários, com mostra a figura 5. Não é um câncer propriamente dito, mas aumenta achance de que o portador desenvolva um câncer no futuro. Figura 5: Carcinoma lobular in situ Fonte: www.mayoclinic.com.c) Carcinoma ductal invasivo: é o tipo mais comum de câncer de mama. Cerca de 80% doscânceres são dessa categoria. Tem origem nos ductos e invade os tecidos vizinhos. Nesta fasepode disseminar-se através dos vasos linfáticos ou do sangue, atingindo outros órgãos,representada na figura 6.
  6. 6. 10 Figura 6: carcinoma ductal invasivo. Fonte: www.gracamartins.com.br.d) Carcinoma lobular invasivo: é o segundo tipo mais comum de câncer de mama. Ele invadeos tecidos adjacentes à glândula, como pode se observar na figura 7. Com o tempo, pode seespalhar para os linfonodos e possivelmente para outras áreas do corpo. Figura 7: Carcinoma lobular invasivo Fonte: www.bccancer.bc.2.5 Epidemiologia e incidência Em 2008 o Brasil teve um número de 49.400 novos casos de câncer de mama, umamédia de 51 casos novos para cada 100 mil mulheres, mostrado no gráfico abaixo; a regiãoSudeste foi a mais afetada; 80% dos tumores de mama são diagnosticados em estágios
  7. 7. 11avançados no Brasil. Pode-se concretizar então, que mesmo tendo um bom prognóstico etratado inicialmente, o câncer de mama ainda possui alta taxa de mortalidade (INCA 2008). Gráfico1 – Estimativa do câncer de mama em 2008. Fonte: INCA, 2008 De acordo ainda com o INCA (2008) atualmente no mundo considera-se o câncer demama um dos maiores problemas de saúde publica, sendo em termos epidemiológicos, aneoplasia maligna mais diagnosticada e a maior causa de mortalidade por câncer no sexofeminino. Sua incidência tem aumentado nas ultimas décadas, estimando-se para 2010, 1.450mil novos casos. Essa realidade que se repete no Brasil, atingindo mulheres cada vez maisjovens, com idade inferior a 40 anos, preocupando, assim, os especialistas da área.2.6 Fatores de risco Para Barros et al (2001) nas últimas décadas têm ocorrido no mundo todo, umaumento significativo da incidência do câncer de mama e conseqüentemente da mortalidadeassociada à neoplasia. Ao que tudo indica, o câncer de mama é conseqüência da influência de
  8. 8. 12fatores genéticos com estilo de vida, hábitos reprodutivos e o meio ambiente, conhecidoscomo fatores de risco. O INCA (2008) aponta que os principais fatores de risco são os seguintes: Históricofamiliar de pelo menos, um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico decâncer da mama, abaixo dos 50 anos de idade, câncer de ovário, em qualquer faixa etária ouhistória familiar de câncer da mama masculino; Doenças pré-malignas da mama (Hiperplasiaatípica e neoplasia lobular “in situ”); Primeira menstruação precoce e ultima menstruaçãotardia; Nunca ter tido filhos; Primeiro filho após os 30 anos; Histórico de exposição àradiação; Fumar; Terapia hormonal (estrogênio) por mais de 10 anos; Uso excessivo deálcool; Dieta rica em gordura animal; Uso de anticoncepcional oral por muitos anos;Obesidade; Sedentarismo.2.7 Sintomatologia De acordo com INCA (2006) os sintomas do câncer de mama palpável são nódulos outumores nos seios, acompanhada ou não de dor mamaria, podem surgir alterações na pele querecobre a mama, como abaulamento ou retrações ou um aspecto semelhante á casca delaranja, podem também surgir nódulos palpáveis nas axilas.
  9. 9. 13 3 DIAGNÓSTICO Para Bacarat e Oliveira (1997), um possível aliado para a prevenção desta progressão, seria odiagnóstico precoce da patologia, trazendo muitas vantagens em face da possibilidade detratamentos mais conservadores, observando-se melhores resultados em longo prazo compreservação da integridade física da paciente. Dentre as formas de diagnósticos atuais pode-se ressaltar: o auto-exame das mamas, o exame-clínico das mamas, a ultra-sonografia mamária, a biópsia, e a mamografia. 3.1 Auto-exame da mama “Auto-exame das mamas: deve ser feito mensalmente após a menstruação e consiste na inspeção e palpação das mamas com o intuito de verificar a existência de nódulos, dor e alteração na pele” (SASAKI, 2000). No entanto o INCA (2009) não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. 3.2 Exame clínico das mamas “O exame físico das mamas deve ser feito de forma cuidadosa e sistemática, por meio da inspeção e palpação, observando tamanho, forma, limites, consistência e mobilidade. Este exame deve ser estendido para as regiões areolar, supraclavicular e axilar” (MUSS, 2001). 3.3 Ultra-sonografia É um método importante para o diagnóstico de patologias mamárias, principalmente quando combinado à mamografia. É o procedimento de escolha para as mulheres jovens. Outras indicações incluem a avaliação de mamas densas, nódulos palpáveis (diferenciação entre sólidos e císticos), nódulos palpáveis com mamografia negativa, processos inflamatórios, mulheres grávidas com sintomas mamários, mamas masculinas e orientação para punções aspirativas e biópsias. (INCA, 1996)
  10. 10. 143.4 Biópsia Entretanto, Souen (2003) afirma que o diagnóstico definitivo do câncer de mama só éconfirmado através da biópsia, que consiste na retirada de parte ou de todo o tecido alterado,para que o patologista possa examiná-lo e classificá-lo. Antigamente, o único meio de obter o tecido para exame patológico era através decirurgia. Atualmente, há vários meios de se obter esse material, sendo que cada um dessesmétodos tem indicação específica.3.5 Mamografia De acordo com o autor acima mencionado, a mamografia é o melhor método para adetecção precoce do câncer de mama. A sensibilidade do método em relação à descoberta decânceres situa-se entre 89% a 95%. É inquestionável a diminuição da mortalidade emmulheres acima de 50 anos que se submetem ao exame rotineiramente. Enfatiza Muss (2001)que o uso da mamografia para a triagem nas mulheres com mais de 50 anos de idade diminuia probabilidade de morte por câncer de mama em aproximadamente 20 e 30% dos casos. Koch et al (1998) dizem que a mamografia tem duas aplicações principais: amamografia de rotina, como meio de rastreamento (“screening”) em mulheres sem sinais ousintomas de câncer de mama; e a mamografia diagnostica como método de investigação emmulheres com suspeita clinica de câncer de mama. Para Kopans (1998) para o rastreamento do câncer mamário, duas incidências de cadamama são indispensáveis: uma visão Médio-Lateral-Oblíqua (MLO) e uma Crânio-Caudal(CC). Pois as duas incidências permitem separar estruturas que poderiam se sobrepor em umaincidência. Para o mesmo autor a incidência MLO é considerada a mais eficaz, pois mostrauma quantidade maior de tecido mamário e inclui estruturas mais profundas do quadrantesúpero-externo e do prolongamento axilar, enquanto a CC tem como objetivo incluir todomaterial póstero-medial, complementando a MLO, como mostram as figuras 8 e 9.
  11. 11. 15Figura8: Incidênciacrânio-caudalFonte: lapimo. sel.eesc. usp. br/ lapimo/ Figura 9: incidência meio-lateral obliquaportal/mamografia.html Fonte: lapimo. sel.eesc. usp.br/lapimo/ portal/mamografia.html A mamografia constitui uma forma particular de radiografia, que trabalha com níveis de tensões e correntes em intervalos específicos, destinada a registrar imagens da mama a fim de diagnosticar a presença ou ausência de estruturas que possam indicar doenças, duas incidências da mama são indispensáveis: a crânio-caudal e a lateral obliqua. No entanto a médio-lateral obliqua é a mais eficaz, pois ela mostra uma quantidade maior de tecido mamário e inclui estruturas mais profundas do quadrante supero - externo e do prolongamento axilar, enquanto a crânio-caudal tem como objetivo incluir todo o material póstero-medial. (MITCHELL JR. GW, 1993). A mamografia atualmente é considerada o padrão ouro no diagnóstico de lesõesmamárias, hoje com o avanço tecnológico, novos métodos de imageamento estão sendopesquisados, como a mamografia digital, ultra-som de alta resolução e ressonância magnética,porém nenhuma dos estudos alcançou uma conclusão convincentemente que dispensasse amamografia nas triagens de rotinas.3.6 Mamógrafo Segundo o INCA (2007) a mamografia é a radiografia que permite a detecção precocedo câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros). Érealizada em um aparelho de raios x apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama écomprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade dediagnóstico. O equipamento (Figura 10) dedicado à mamografia não é o mesmo utilizado pelossistemas de raios-X convencionais, possuindo características próprias, pois a imagem gerada
  12. 12. 16deve ser de alta resolução para que se possam visualizar as estruturas mamárias que, por suavez, são compostas de tecidos moles, cuja diferença nos níveis de absorção de raios-X épequena entre si. Figura 10: mamógrafo Fonte: www.scribd.com/Mamografia-CongressoO compartimento de compressão é um acessório do sistema mamográfico e tem como funçãocomprimir a mama por uma placa de um material radiotransparente até que se consiga amenor espessura possível. Ele é responsável por melhorar a resolução, levando as estruturasda mama mais próximas do filme, por evitar a movimentação da mama, conseguindo assimuma dose menor de radiação. Isso diminui a espessura da mama, separando estruturassuperpostas e ajudando na diferenciação entre massas sólidas e císticas. (MITCHELL , 1993).
  13. 13. 174 TRATAMENTOS De acordo com Halbe (2000) a terapêutica para o câncer de mama é dividida emlocorregional, compreendida pelo tratamento cirúrgico e a radioterapia, e tratamentosistêmico, através da quimioterapia e da hormonioterapia.4.1 Tratamentos sistêmicos De acordo com Cantinelli (2006) o tratamento sistêmico para o câncer de mamainicial é realizado para diminuir a chance da maior ameaça do tumor de mama: a recidiva àdistância, ou seja, metástases. Assim como a cirurgia e a radioterapia encarregam-se docontrole da doença locorregional, o tratamento sistêmico é utilizado para atacar eventuaiscélulas microscópicas responsáveis pelas metástases nas pacientes recidivantes. O tratamentosistêmico, que pode melhorar a chance de cura por volta de 30%, é dividido em trêscomponentes: quimioterapia hormonioterapia, e imunoterapia. Eckaidt & Bordem (1990) mencionam que na quimioterapia utilizam-se medicamentosque irão eliminar as células cancerosas, geralmente são utilizados quando o tumor e muitogrande e localiza-se numa região do corpo que não permite sua extração. A quimioterapiaacarreta muitos efeitos colaterais como vômitos, náuseas, alopecia, perda de peso e fraqueza. Segundo o INCA (2005) a hormonioterapia consiste na utilização de hormônios queimpedem o crescimento das células tumorais; e sobre a imunoterapia Carvalho (2003) explicaque é a utilização de substancias que aumentam a resposta do sistema imunológico doorganismo contra as células cancerosas.4.2 Tratamento locorregional A radioterapia é capaz de destruir as células tumorais através de radiações ionizantes.Atua local ou regionalmente, podendo ser indicada de forma exclusiva ou associada a outrosmétodos terapêuticos (INCA 2005). Já Menke (2000) apud Soares (2004) diz que na radioterapia a colisão desses raioscom átomos ou moléculas resulta na produção de radicais livres, provocando danos celularese alterações bioquímicas. A morte celular parece resultar de danos ao material genético,particularmente o DNA (ácido desoxirribonucleico).
  14. 14. 184.3 Cirurgias Segundo Segal (1995), são sete os tipos de cirurgia mamária para retirada do tumormaligno: nodulectomia; mastectomia parcial; mastectomia simples; mastectomia radicalmodificada; mastectomia radical de Halsted; mastectomia supra-radical e mastectomiasubcutânea. No entanto, Gimenez (1997), relata que as propostas cirúrgicas atuais resumem-se emquatro tipos citados abaixo:a) Lumpectomia/Segmentectomia/Quadrantectomia: é a remoção do tumor e do tecidomamário circunjacente ao tumor. Aproximadamente 25 a 30% das mastectomias caem nessacircunstância. A Lumpectomia é a remoção do nódulo, a Segmentectomia de um segmento e aQuadrantectomia de um quadrante da mama. A escolha entre elas vai depender do tamanho dotumor e da sua localização na mama, mostrada na figura 11. Figura 11: Lumpectomia Fonte: www.lincx.com.br
  15. 15. 19b) Mastectomia simples: é a remoção de toda a mama. Não se faz a remoção dos músculos,nem dos linfonodos, deixando uma superfície plana na parede torácica, que permaneceintacta. Em torno de 25% das mastectomias se enquadram nesta categoria, como mostra afigura 12. Figura 12: Mastectomia simples Fonte: www.redefemininasfs.com.br.c). Mastectomia radical modificada: é a remoção cirúrgica de toda a mama, assim como doslinfonodos axilares. Aproximadamente 57% de todas as mastectomias executadas são destetipo. No entanto Bergmann (2000) relata que a mastectomia radical modificada consiste naretirada da glândula mamária e na linfadenectomia axilar, com preservação de um ou ambosos músculos peitorais, como mostra a figura 13. Figura 13: Mastectomia radical Fonte: http://www.unesp.br/prope/ Saude.htm.
  16. 16. 20d) Mastectomia radical (Halsted): é a remoção da mama, linfonodos da região axilar e deambos os músculos peitorais, maior e menor Atualmente, esta cirurgia por ser muito agressivaé raramente executada, como mostra a figura 14. (GIMENEZ, 1997, grifo nosso). Figura 14: Mastectomia radical Fonte: www.meb.uni-bonn.de.
  17. 17. 215 ASPECTOS PSICOLÓGICOS Até o século XX, o câncer era considerado uma patologia que levava à morte. Odoente sentia-se sozinho e humilhado pela culpa e pelo medo de alguma deformidade físicaou contágio. Abrigava a condição de uma natureza avessa à vida casta e limpa. Santa’Anna (2000) relata que as pessoas que sofriam de câncer eram mal vistas, eenfrentar a doença era considerado uma forma de salvação, santificação e resignação. Em umaépoca na qual falar do próprio corpo era indecente, o silêncio do doente além de condiçãopara purifica-se, era a única alternativa admissível socialmente. Partilhar esse segredo eradividir o temor diante da ameaça de morte lenta e sofrida, portanto, falar sobre essa doençasem cura era falar sobre algo incompreensível ao ser humano. Tal como a sífilis, o câncer parecia um castigo; mas, ao mesmo tempo, ele foi durante séculos, considerado um mal redentor. Enfrentar o câncer de mama, por exemplo, implicava, acima de todas as preces e “benzedeiras”, em suportar heroicamente todo o sofrimento, até o momento da morte. Por conseguinte, o corpo sofredor da mulher parecia atingir qualquer coisa da ordem do sagrado (Sant’Anna, 2000, p. 47). Chiattone (1992) comunga com o autor citado acima e acrescenta que os pacientesconsideravam-se sujos e podres por dentro, criando inadequadas relações entre doença,contágio e despersonalização ocorrendo redução de auto-estima, perda de atrativo sexual,medo de recidiva, morte e perda da capacidade produtiva. De acordo com Moraes (2004) o câncer representa uma trajetória para a morte,portanto, um caminho sem volta. Daí então, o estigma do câncer. Tal estigma está relacionadocom sofrimento, sentença de morte, dor, mutilação, deformação da auto-imagem; quecomunica ao mundo a realidade da doença, a perda da capacidade produtiva, da auto-estima, oabandono o medo do contágio, a perda do atrativo sexual, o medo da morte. Moraes (2004) ainda enfatiza que independentemente do estágio da doença, o câncerfaz com que a paciente seja acometida pelo medo de ser estigmatizada e rejeitada quandotorna público seu diagnóstico. Tal realidade carrega consigo sentimentos de medo sobre aameaça da morte iminente e a preocupação com a proliferação da doença
  18. 18. 225.1 O simbolismo das mamas Com relação ao câncer de mama, segundo Bartilotti (2002), na vivência da mulher amama tem uma enorme importância para a imagem corporal e sua identidade feminina; parasua atração e sexualidade e para seu papel como mãe nutriz. Representam a sexualidade, amaternidade, a criatividade e a beleza. Carvalho in Quintana (1999) comunga da mesma idéiado autor mencionado e diz que não se pode deixar de considerar que a mama representa para amulher feminilidade, sexualidade e maternidade. Quando se trata do câncer de mama esta questão aparece com uma intensidade aindamaior, uma vez que “a vergonha é agravada pela ameaça da mutilação de uma parte do corpoconsiderada, há muito, um dos principais símbolos da identidade feminina” (Sant’Anna, 2000,p.43). “O câncer de mama e seu tratamento constituem-se em traumas psicológicos para amaioria das mulheres. A danificação da mama, símbolo do corpo carregado de sensualidade,altera a auto-imagem feminina, gerando sentimentos de inferioridade e rejeição. Muitasmulheres sentem-se envergonhadas, mutiladas e sexualmente repulsivas, o que interfere emsua vida afetiva e sexual. Além disso, os tratamentos complementares como a radioterapia e aquimioterapia também provocam distúrbios na identidade feminina, pois podem acarretar emaumento de peso e calvície, entre outros sintomas”. CARVALHO in QUINTANA (1999). Heckert (1999) conjugando com o autor citado acima, diz que os seios compõem aestética feminina, pois são símbolos da sexualidade, além de exercerem a função fisiológicada amamentação, que reflete a doação e a necessidade de nutrir. Já para Chevalier eGheerbrant (2002), os seios são símbolos de proteção, sobretudo símbolo da maternidade, desuavidade, de segurança, de recursos. É ligado à fecundidade e ao leite, o primeiro alimento;são associados às imagens de intimidade, de oferenda, de dádiva e de refúgio. Heckert (1999) diz ainda que as mamas são partes do corpo feminino e, por influênciacultural, altamente valorizada; compõem a estética feminina, sendo parte identificável dadiferença de sexo; são símbolos sensuais significativos, de potencial erógeno, e descritomilenarmente em versos e prosas. O ato de amamentar é fundamental para a perpetuação daespécie, sendo fonte de prazer e realização. A mama é o representante exterior dafeminilidade; a perda de parte ou de seu todo representa uma grande ameaça à integridadepsicológica e funcional da mulher. Corroborando com o autor supracitado Wanderley (1994) ressaltou que a mama, comosímbolo de sensualidade, quando danificada, altera a auto-imagem acarretando à paciente,
  19. 19. 23sentimentos de inferioridade e medo de rejeição, sendo que, quanto maior for o investimentoda mulher neste órgão, maior será o sentimento de perda.5.2 A mulher frente ao diagnóstico Brennelli & Shiazato (1994) apontam que a primeira reação de uma mulher ao recebero diagnóstico de câncer de mama e da iminência da perda do seio, é uma tentativa, mesmoque nula, de salvação deste órgão adoecido, esse fato pode estar relacionado com osignificado da mama para a mulher. Conforme afirma Venâncio (2004), o diagnóstico de câncer é vivido como ummomento de angústia e ansiedade, pelo motivo da doença ser rotulada como dolorosa emortal, conseqüentemente, desencadeando preocupações em relação à morte. Além domomento do diagnóstico, ao longo do tratamento, o paciente vivencia perdas e diversossintomas que, além de acarretar prejuízos ao organismo, coloca-o diante da incerteza emrelação ao futuro, aumentando assim sua ansiedade. Confirmada a existência de câncer de mama, a mulher não está sujeita ao risco apenas de mutilação, que por si só é muito importante. Está presente também e, principalmente, a ameaça à vida, uma vez que o câncer, quando não traz o estigma de moléstia incurável, traz o de mutilante (PIATO, 1995, p. 336). O diagnóstico de câncer é acompanhado de intenso sofrimento psicológico, demomentos de dúvida sobre a continuação da existência, sentimentos de frustração einsegurança pela brusca mudança no projeto de vida (KOVACKS, 1999; BERGAMASCO &ÂNGELO, 2001). Estar com câncer atinge a integridade psicológica do paciente, tornando-ofragilizado e vulnerável à depressão e ansiedade. Portanto para Covich (2000) apud Viana(2004) diz que tal situação é geradora de intensa angústia, causada, em geral, pelo medo damutilação, da dor da morte, pela culpa e pela agressividade. Bromberg, (1996) apud Valbert (2008) diz que o impacto de uma doença como ocâncer coloca a pessoas diante da fragilidade humana, da “finitude da vida”. A pessoavivencia um sentimento de impotência diante da própria vida, há a quebra de planos, sonhos,da auto-estima e da auto confiança. O diagnóstico é uma crise vital e significativa aoindivíduo e a família, os quais passam a vivenciar situações novas que exigem redefinições,formas de enfrentamento, períodos de adaptações. A pessoa vivencia perdas, incluindo da
  20. 20. 24saúde, as perdas dos papéis, responsabilidades, sonhos e há a possibilidade da morteeminente. Nada transforma tanto o homem quanto a constatação de que seu fim está perto. O diagnostico de uma doença fatal é um divisor de águas que altera radicalmente o significado do que nos cerca: relações afetivas, desejos, objetivos, fantasias e mesmo a paisagem. (VARELLA, 2004.p.9). De acordo com Brenelli & Shinzato (1994) apud Dias (1994) relatam que uma série depreocupações passa a tomar conta do pensamento dessa mulher: o medo de ser estigmatizadae rejeitada ao tomarem conhecimento de sua doença, a possibilidade de disseminação dadoença pelo seu corpo, a queda do cabelo e o efeito disso sobre sua auto-estima, a incertezaquanto ao futuro, sua sexualidade e o seu relacionamento com o parceiro e com os filhos eprincipalmente o medo da recidiva. Santos et al (1998) na busca de maior compreensão sobre o tema relatam que o câncerde mama é o mais temido pelas mulheres devido a sua alta freqüência, a morbi-mortalidade e,sobretudo, pelo impacto psicológico que provoca. Envolve negativamente a percepção dasexualidade e da auto-imagem mais do que qualquer outro tipo de neoplasia que atinge amulher. Apesar das inúmeras pesquisas para a cura da doença e da existência de tratamentosmais recentes, pacientes e familiares lutam com sofrimento físico e psicológico contra adoença, além da questão financeira. Segundo Kübler-Ross (1996) as pessoas relacionam um tumor maligno com doençafatal, via de regra, encaram o diagnóstico de câncer como uma condenação inevitável, pelofato do câncer ser uma das principais causas de morte entre as doenças crônicas, mesmo como avanço crescente dos tratamentos e medicamentos.5.3 As reações psicológicas Frente ao diagnostico maligno a mulher passa por varias fases de conflito interno queoscilam desde a negação da doença até a fase de aceitação. Kübler-Ross (1998) em pesquisas realizadas com pacientes terminais e pacientes comdoença crônica como o câncer de mama, contatou que esses passam por varias estágios, descritosabaixo: Os estágios são os seguintes: Choque inicial: Negação e isolamento: "Não, eu não, não pode ser verdade", esta é a frasecaracterística desta fase.
  21. 21. 25 O estágio de negação inicia-se quando o paciente, ao receber a notícia do diagnóstico, ficaconvicto de que os exames que foram feitos poderiam, por exemplo, terem sido trocados, comotambém o médico poderia ter se enganado. O paciente, não raro, procurará outros médicos e faránovos exames com a esperança de que o primeiro diagnóstico venha a estar errado, ou entãoabandonará o tratamento, agindo como se a doença simplesmente não existisse. Raiva: quando não é mais possível manter firme o primeiro estágio de negação, ele ésubstituído por sentimentos de raiva, de revolta, de inveja e de ressentimentos. Surge,logicamente, outra pergunta "Por que eu?" Barganha: este estágio é o menos conhecido, mas igualmente útil ao paciente, embora porum tempo muito curto. Na realidade, é uma tentativa de adiamento, sendo incluído um prêmiooferecido "por um bom comportamento". Estabelece também uma meta auto-imposta, e incluiuma promessa implícita de que o paciente não pedirá outro adiamento, caso o primeiro sejaconcedido. A maioria das barganhas é feitas com Deus, são mantidas em segredo, ditas nasentrelinhas. Depressão: quando o paciente em fase terminal não pode mais negar sua doença, quando éforçado a submeter-se a mais uma cirurgia ou hospitalização, quando começa a apresentar novossintomas e tornar-se tão debilitado e mais magro, não pode mais esconder a doença. Seualheamento ou estoicismo, sua revolta e raiva cederão lugar a um sentimento de grande perda. Aceitação: um paciente que tiver tido tempo necessário (isto é, que não tiver tido umamorte súbita e inesperada), e tiver recebido ajuda para superar os estágios descritos, não maissentirá depressão nem raiva quanto a seu "destino". Terá podido externar seus sentimentos, suainveja pelos vivos e sadios e sua raiva por aqueles que não são obrigados a enfrentar a morte tãocedo. Terá lamentado a perda eminente de pessoas e lugares queridos e contemplará seu fimpróximo com certo grau de tranqüila expectativa. Estará cansado e bastante fraco, na maioria doscasos, sentirá necessidade de cochilar, de dormir com freqüência e a intervalos curtos. Segundo a literatura, a depressão é considerada a resposta emocional mais comum dopaciente com câncer. Estudos relataram que sintomas depressivos significativos estãopresentes em 30% a 87% dos pacientes com câncer (FIGUEIRÓ, 1994). Segundo Bifulco, (2008) cuidar das emoções é tão importante quanto o cuidar dofísico, principalmente se este for abalado por um diagnóstico de câncer. O câncer pode serconsiderado cada vez mais um fenômeno não só biológico, mas também psicológico e socialem toda sua amplitude, pois pode acarretar isolamento, negação da doença e uma resistênciamuito forte frente ao tratamento que também é revestido pelo pré-conceito de sofrimento edor.
  22. 22. 26 Quando uma mulher tem um câncer de mama, não está vivendo só uma enfermidade biológica e corporal, mas também está sendo profundamente afetada psicológica e socialmente. Quando recebe o diagnóstico de câncer, com a proposta de tratamento que inclui a mastectomia, coloca-se junto a uma profunda crise pessoal, familiar e social (PINOTTI; 1991 p. 447). “Em todo o mundo, centros de câncer visam desenvolver programasmultidisciplinares, onde as mulheres podem ser assistidas em suas necessidades. Todo oprocesso decisório, o impacto frente ao diagnóstico, a adesão aos tratamentos é atenuado poruma abordagem que oferece uma compreensão de todas as suas necessidades, reduzindodrasticamente o stress vivenciado em cada momento. No Brasil, este panorama estácomeçando a se modificar. As mulheres começam a buscar informações, iniciam uma melhorcomunicação com o médico e equipe, e conseqüentemente têm a possibilidade de vivenciar eenfrentar melhor seu tratamento durante a trajetória da doença” (MELO 2002). Na mulher, o câncer de mama propicia a emergência de conflitos, constitui-se emameaça à integridade egóica e identidade feminina. Diante da comunicação diagnóstica feitapelo médico, surgem inúmeras interrogações e a constatação implacável de que somos finitose limitados.
  23. 23. 276 CONSIDERAÇÕES FINAIS O interesse em realizar este levantamento bibliográfico acerca das repercussõespsicológicas de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, surgiu devido ao alto índice demorbi-mortalidade, relacionada à referida patologia. Constatou-se que na literatura nacional e internacional há uma quantidade vasta deartigos cientifico, publicados a respeito do câncer de mama. No entanto, quando se busca aabordagem emocional envolvida neste processo, os estudos tornam-se menos freqüentes edifíceis de serem encontrados. Com relação ao câncer de mama e sua repercussão psicológica, pode-se dizer que háum grande impacto na descoberta da doença, repercutindo de forma negativo, pois se trata deuma enfermidade que desestabiliza o equilíbrio emocional, produzindo medo e ansiedade. Ao concluir essa pesquisa foi perceptível que o assunto, devido a sua importância, temque ser discutido mais vezes para que as pessoas em geral e, sobretudo os profissionais daárea de saúde tenham real consciência do que significa para a mulher está acometida de algum“mal” exatamente no órgão que a faz sentir mulher. É uma vivência difícil, cheia de medos,estigmas e incertezas. Este estudo, embora singular, espera-se que venha a acrescentar dados ao conhecimentocientífico, dando suporte para a constante busca de ferramentas que auxiliem no diagnóstico eprognóstico do câncer de mama.
  24. 24. 28 REFERÊNCIASAções de Prevenção Primária e Secundária no Controle do Câncer. Disponível em:<www.Inca.gov.br/enfermagem/docs/cap3 pdf>. Acesso em: 17 abr. 2009.BARBOSA, Antonieta. Câncer direito e cidadania: como a lei pode beneficiar os pacientese seus familiares. São Paulo. Arx, 2003.BARROS, Alfredo. C.S. D, et. al. Diagnóstico e tratamento do câncer de mama.Associação médica Brasileira e Conselho Regional de Medicina. Ago. 2001.BARACAT, Fausto F.; OLIVEIRA, Gilberto B. Câncer de mama avançado. Jornalbrasileiro de Medicina, São Paulo. V. 72, n. 6, p. 40 - 64, jun. 1997BARTILOTTI, Márcia Regina. Mirra. B. Psicologia e ginecologia, São Paulo, Ed. Pioneira,2000.BERGMANN et al Morbidade após o tratamento para Câncer de mama. FisioterapiaBrasil, vol.1, n.2, p.101-108, Nov/dez, 2002.BERGAMASCO, Rosângela E ÂNGELO, M (2001). O Sofrimento de descobrir-se comcâncer de mama: como o diagnostico é experienciado pela mulher. Revista Brasileira deCancerologia, p. 227-282.BIFULCO, Vera. A Psicologia, apoio emocional para o paciente e família noenfrentamento do câncer. Disponível em: http://www.praticahospitalar.com.br. Acesso em:3 de set de 2009BRENELLI, H.B., SHINZATO, J.Y. (1994) Terapia de apoio à pacientes com câncer demama. Em: DIAS, Ezio. N. Mastologia Atual. Rio de Janeiro: Revinter.__________. Carcinoma lobular in situ. Disponível em:< www.mayoclinic.com. Acessoem: 10 de jul de 2009.__________. Carcinoma lobular invasivo. Disponível em<<: www.bccancer.bc. Acesso em:20 de julho de 2009.
  25. 25. 29CANTINELLI, Fábio. Scaramboni et al. A oncopsiquiatria no câncer de mama:considerações a respeito. Disponível em: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol33/n3.Acessoem 23 de agosto de 2009.__________. Cirurgias. Disponível em< www.redefemininasfs.com.br. Acesso em 30 dejulho de 2009.CHIATTONE, H. B. Uma vida para o câncer. In ANGERAMI, V. A. (org.), O doente, aPsicologia e o Hospital. São Paulo, Ed. Pioneira, 1992.CHEVALEIR, J. & GHEERBRANT. Dicionário de Símbolos. 17ª ed., Rio de Janeiro, 2002.COLLINS,Tucker; COTRAN, Ramzi.S; KUMAR, Vinay. Patologia estrutural e funcional.6. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.__________.Ductal.carcinoma.in.situ.Disponível.em:<www.eradiography.net/radpath/d/dcislatest.gifECKHDART, S. Diagnóstico, estadiamento e princípios de tratamento. In Manual deOncologia Clínica. 2ª edição brasileira, traduzida da 5ª edição original, União internacionalcontra o câncer. São Paulo. 1990.FARIA José. L. e colaboradores. Patologia especial: com aplicações clínicas. 2. ed. Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 1999.FIGUEIRÓ, João Augusto. B (org.). (1994). Aspectos psicológicos e psiquiátricos daexperiência dolorosa. (p.140-158). São Paulo: Summus Editorial.GIMENEZ, Maria da Glória. G. A Mulher e o câncer. Campinas: Editorial Psy, 1997.HALBE, Hans, W. Tratado de ginecologia. vol. 3. Ed. 3ª, São Paulo: Roca; 2000.__________.Halsted.radical.mastectomy.Disponível.em<www.meb.unibonn.de/cancer.gov.Acesso em 5 de agos de 2009.HECKERT, Uriel. Reações Psíquicas à Mastectomia. V. 21, (p. 97- 102), Minas Gerais,dezembro, (1995).
  26. 26. 30INCA (Instituto Nacional do Câncer). Disponível em: < www.inca.gov.br>. Acesso em: 12abr. 2009__________. Serviço informativo sobre o cancro. Disponível em:<www.pdc.site.vu.Acessoem: 9 jul. 2009.KOCH, Hilton. A. Bases para um programa de detecção precoce do câncer de mama pormeio de mamografia. Radiologia Brasileira 1998. P 329-337.KOPANS, Daniel. B. 1998. Imagem da mama. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.LIMA, Geraldo R. et al. Ginecologia oncológica. São Paulo: Atheneu, 1999.__________,Mastectomia.radical.Disponível.em<http://www.unesp.br/prope/projtecn/Saude. Acesso em 3 de agos de 2009.MUSS, H. B. Câncer de mama e diagnóstico diferencial dos nódulos benignos. In:BENNETT,J. C; GOLDMAN, L. Tratado Medicina Interna. Ed. 21, Rio de Janeiro: Guanabara KooganLtda, 2001.MITCHELL JR., G.W. Mastologia Prática. Revinter, 1993.MELO Geórgia C.A. Câncer de mama-Aspectos Psicológicos e Adaptação Psicossocial.Disponível em: http://abcpaliativos.wordpress.com. Acesso em: 30 ago. 2009.MORAES, Maria. Carolina. O paciente oncológico, o psicólogo e o hospital. In: Carvalho, M.M. M. J. (Coord.) Introdução á psicologia. Campinas: Livro Pleno, 2003.ORGANIZAÇÕES BREASTCANCER. Disponível em: http://www.breastcancer.org. Acessoem: 8 ago. 2009.PITOT, Henry C., 1993. The molecular biology of carcinogenesis. Câncer, 72 (suppl. 3):962-970.PINOTTI, José.A. et al. Compêndio de mastologia. São Paulo: Manole, 1991. P. 447-451.
  27. 27. 31PIATO, Sebastião. Mastologia. São Paulo: Ed. Roca, 1995.QUINTANA, Alberto. M. (Org.). Negação e estigma em pacientes com câncer de mama.– Revista Brasileira de Cancerologia, 45 (4), pp. 45-52, 1999. ROSS. Elizabeth Kübler. Sobre a morte e o morrer: o que os doentes terminais têm paraensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos próprios parentes. (tradução de PauloMenezes). – 8ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1998.SANT’ANNA, Denise. B. (2000). A mulher e câncer na história. Em M. G.G. Gimenes &M. H. Fávero, A mulher e o câncer (pp. 43-70). Campinas: Livro Pleno.SANTOS, R.P., KOCH H., FRASSOM, A., SCHENATO, A., & MELO, G.S. (1998).Diagnóstico precoce do câncer de mama: o papel do carcinoma ductal in situ. RevistaBrasileira de Mastologia, 8 (2), 81-84.SASAKI, T. (org.). Câncer de mama: Reabilitação física no câncer de mama. São Paulo.Roca: p. 17-34. (2000).SEGAL, Sandra. M. Mastectomia: mantendo a sua qualidade de vida após o câncer de mama.Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1995.SILVA, Cecília. L. Câncer de mama e sofrimento psicológico relacionado ao feminino.Disponível em: <www.scielo.br>. Acesso em: 19 abr. 2009.SOARES, Renata Goltbliatas. A repercussão emocional do câncer de mama sobre adinâmica familiar. Disponível em: http://www.bvs-psi.org.br. Acesso em: 30 de agos de 2009.SOUEN, J. Lesões Precoces no Câncer de Mama. Revista da Sociedade Brasileira deCancerologia. Disponível em; http://www.rsbcancer.com.br/rsbc/artigo2.asp. Acesso em: 9ago. 2009.----------------. Técnicas mamográficas. Disponível em: www.scribd.com/Mamografia-Congresso----------------. Tratando o câncer de mama. Disponível em: www.lincx.com.br. Acesso em:24 jul. 2009.
  28. 28. 32VALBERT, Cristiane. S. Psicologia e o câncer de mama. Disponível em:http://www.centroclinicocampinas.com.br. Acesso em: 1 set. 2009.VARELLA. Dráuzio. Por um fio. São Paulo, 2004. P.9.VENÂNCIO, Juliana. L. Importância da Atuação do Psicólogo no Tratamento deMulheres com Câncer de Mama. Revista Brasileira de Cancerologia, vol.50, nº1, p. 55-63,2004.VINHA Vera. Heloísa. P. - O livro da amamentação. São Paulo. Baleiro, 1999. p 91.WANDERLEY, Kátia. S. (1994) Aspectos psicológicos do câncer de mama. Em: Carvalho(Org.). Introdução à Psiconcologia, (p. 95- 101) São Paulo: PsyII.VIANNA, Ana Márcia Sanches de Almeida. Avaliação psicológica de pacientes emreconstrução de mama: um estudo piloto. Estud. psicol. (Campinas), dez. 2004, vol.21, no.3, p.203-210. ISSN 0103-166X.

×