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SUMÁRIO

 Objectivos
 Apresentação do Modelo De Betty Newman
 Anamnese/História de doença actual
 -IDENTIFICAÇÃO DO CLIENTE
 -IDENTIFICAÇÃO DA FAMILIA
 -CARACTERIZAÇÃO DA FAMÍLIA (ECOMAPA)
 ANÁLISE DE FACTORES
            FACTORES INTRA-PESSOAIS
            FACTORES INTER-PESSOAIS
            FACTORES EXTRA-PESSOAIS
 STRESSORES
            Identificação dos stressores percebidos pelo cliente
            Identificação dos stressores percebidos pelo enfermeiro
 FOCUS DE ATENÇÃO
 PLANO DE CUIDADOS
            DIAGNOSTICOS
            INTERVENÇÕES
                         PREVENÇÃO PRIMÁRIA
                         PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
                         PREVENÇÃO TERCEÁRIA
 TERAPÊUTICA ACTUAL
 CONCLUSÃO
 DISCUSSÃO
 BIBLIOGRAFIA
OBJECTIVOS

• Realização do processo de enfermagem segundo o
Modelo Teórico de Betty Neuman na situação de
cuidados     específica   ao   recém-nascido   em
hospitalização;


• Desenvolver um plano de cuidados baseado numa
situação e análise dos stressores e problemas
identificados, servindo de ponto de partida para a
compreensão e correcta abordagem a uma futura
situação de cuidados.
O MODELO




                        BETTY NEUMAN
                     – THE NEUMAN SYSTEMS MODEL



     “     A desarmonia entre as partes do sistema
           é considerada doença, que é o resultado



                       ”
           da não satisfação das necessidades em
           diversos níveis
                         (Tomey e Alligood cit Betty Neuman, 2002)
O MODELO


  NÚCLEO central que é um
  recurso de energia

  O núcleo é constituído por
  factores básicos de sobrevivência


   LINHA                                        Estrutura
FLEXIVEL DE
  DEFESA                                         Básica
          Limite exterior do sistema cliente.
          Actua como um sistema mais
          externo e protector
          para a Linha Normal de Defesa do
          cliente ou estado
          de bem-estar do sistema
          Previne a invasão do sistema
          cliente pelo stressor
          (ex: Mecanismos flexíveis de
          resposta)
O MODELO


  NÚCLEO central que é um
  recurso de energia

  O núcleo é constituído por
  factores básicos de sobrevivência


  LINHA                                        Estrutura
NORMAL DE
 DEFESA                                         Básica
            Esta linha de defesa normal é um
            padrão de normalidade e
            ajuda a determinar qualquer
            discrepância de bem-estar
            (ex: o padrão habitual de sono
            varia ao longo do ciclo
            vital)
O MODELO


 NÚCLEO central que é um
 recurso de energia

 O núcleo é constituído por
 factores básicos de sobrevivência

 LINHA DE
RESISTENCI
                                                  Estrutura
     A                                             Básica
             Factores, forças, condições
             estáveis que permitem a defesa
             contra stressors mantendo o
             equilíbrio (ex: características da
             personalidade, recursos
             económicos, religião, estratégias
             de coping).
IDENTIFICAÇÃO

   Identificação do cliente :                        Pessoas significativas
   Nome: Daniel                                      Pai: Sr. Alexandre
                                                     Profissão: Comerciante
   Idade: 2 semanas
                                                     Mãe: Sra. D. Adina
   Nacionalidade: Portuguesa                         Profissão: Costureira (trabalha em
                                                     casa)
   Religião: Judaico            Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo
                                masculino à aliança através do ritual da
                                circuncisão
                                                     Rede de suporte familiar: Avós do
                                                     Daniel e um casal amigo

                                                     Rede de suporte comunitário:
                                                     Centro de saúde local e Sinagoga
IDENTIFICAÇÃO

            História de saúde actual

            •    Parto Eutócico
            •    Gravidez ocorreu sem intercorrências
            •    Índice Obstétrico: 1,0,0,1
            •    Peso: 3200 g
            •    Comprimento: 52 cm
            •    Sopro cardíaco audível (consulta de vigilância de saúde infantil)
            •    Internamento para realizar cateterismo cardíaco
            •    Diagnosticado Cardiopatia Congénita (Persistência do Canal Arterial)
            •    Realização de cirurgia cardíaca
   Sopro
 cardíaco                    Cardiopatia                  Cirurgia
  audível                     Congénita                   Cardíaca


                                                                     HOSPITALIZAÇÃO
                Cateterism                 Persistência
                o cardíaco                  do Canal
                                             Arterial
ECOMAPA



                  Família                       Vizinhos




    Sinagoga                                                Bombeiros


                       Alexandre            Adina
                         1980               1981




                                   Daniel
                                   2011
       Hospital                                        Farmácia



                              Centro de Saúde
ANÁLISE
      DE
FACTORES

    Factores de risco que aumentam a vulnerabilidade
    das crianças aos stresses da Hospitalização.
    Personalida
       de da
     criança;                                      Idade



    Desajuste
     entre a                                    Stresses
    criança e                                  múltiplos e
     os pais;                                  contínuos



                                               Inteligência
      Sexo                                      abaixo da
    masculino;           (Wong,2011)              média;
ANÁLISE
      DE
FACTORES
Factores que influenciam as reacções dos pais à
hospitalização da criança.
• Doença do filho;
• Gravidade da ameaça ao filho;
• Experiência prévia com doença e hospitalização;
• Procedimentos médicos envolvidos no procedimento e hospitalização;
• Sistemas de apoio disponíveis;
• Ego pessoal forte;
• Prévias capacidades de enfrentamento anteriores;
• Outros stressores no sistema familiar;
• Crenças culturais e religiosas;
• Padrões de comunicação entre membros da familia.
                                                                 Wong (2011)
ANÁLISE
      DE
FACTORES

    Factores do Sistema




                          Intrapessoais – ocorrem dentro da
                          pessoa. Conforme os agentes de stress
                          relacionados com doença, infecção ou
                          trauma, assim as respostas condicionadas
                          às ocorrências da vida, tais como desgosto
                          ou alterações do desenvolvimento, estão
                          incluídas nesta categoria
ANÁLISE
      DE
FACTORES

    Factores do Sistema




                          Interpessoais – ocorrem com uma ou
                          mais pessoas. Acontecimentos tais como
                          conflitos familiares, mudanças de papeis e
                          dependência podem ser incluídos.
ANÁLISE
      DE
FACTORES

    Factores do Sistema




                          Extrapessoais        – ocorrem fora da pessoas.
                          Situações de pobreza, privações, mudanças de
                          sistemas    educacionais     ou      culturais     são
                          classificados    como      agentes      de       stress
                          extrapessoais.
                                           Pearson, A.; Vaughan, B., (1992)
TEÓRICOS
 Desenvolvimento




              Freud            Erikson         Piaget       Bowlby




                               “Confiança VS    Sensório-
                   Fase Oral                                 Vinculação
                               Desconfiança”     Motor


                                                                          Wong (2011)
STRESSORES




                               * Percebidos pela criança

   Com frequência a doença e a hospitalização são as primeiras crises que a criança tem
   que enfrentar. Especialmente durante os primeiros anos de vida, as crianças são
   particularmente vulneráveis às crises de hospitalização porque:


   Representam uma mudança do estado habitual de saúde e da rotina familiar;


   As crianças possuem um número limitado de mecanismos para lidar com factores de
   stress.
                                                                Wong, (2011)
FACTORES


Daniel     Fisiológico           Desenvolvimento Espiritual   Psicológico        Sócio-
(RN)                                                                             culturais

Intra      •   Hospitalização    • Regressão                  • Hospitalização
-pessoal   •   Dor                 associada à                (segurança
           •   Procedimento        hospitalização             diminuida)
           •   Persistência do
               canal arterial



Inter                            Separação pais               Separação pais
-pessoal
Extra      • Hospitalização      Sobre e sub
-pessoal   (ruído,               estimulação
           iluminação,           sensorial
           manipulação, alt
           sono )
STRESSORES




             * Percebidos pelos pais
FACTORES


Cliente     Fisiológico   Desenvolviment    Espiritual   Psicológico          Sócio-
                          o                                                   cult.
Intra       Cardiopatia                                  • Sentimento de
- pessoal   Dor                                            Impotência
                                                         •
                                                           Desconhecimento
                                                           sobre a situação
                                                           actual
Inter                     Separação        • Hospitaliza • Hospitalização     Alt.
- pessoal                 (comprometimen     ção         • Procedimento       Profission
                          to vinculo)                    • Dor                ais
                          Ansiedade pais
                          Restrição física
Extra       Cirurgia                                     • Hospitalização
- pessoal   cardíaca
STRESSORES



             * Percebidos pelo enfermeiro

                               Os profissionais de enfermagem
                               devem exercer as funções de
                               cuidadores e educadores,
                               proporcionar momentos para a
                               formação de vinculos e apoio,
                               trocar informações sobre as
                               condições de vida e de saúde da
                               criança.
                                                Silva et al, (2009)
Enfermeiro     Fisiológico   Desenvolvime      Espiritual     Psicológico          Sócio-
                             nto                                                   culturais

Intrapessoal   • Dor         • Privação da                    • Hospitalização(c
                 (Criança)     sucção                           riança, pais)
               • Cardiopatia   (criança)                      • Dor(criança)
               • Cirurgia    • Hospitalizaçã                  • Sentimento de
                 cardíaca      o (Criança,                      impotência(pais
                               pais)                            )

Interpessoal                 Restrição física • Hospitalização • Dor(pais)
                             Incapacidade       (pais)         • Procedimento(p
                             na Prestação                        ais)
                             de cuidados                       • Défice no
                             ao RN                               conhecimento
                                                                 dos pais

Extrapessoal Ruído/          Híper                                                 • Hospital
             iluminação/     estimulação                                             ização(p
             manipulação     (Ruído/                                                 ais)
             /               iluminação/m                                          • Alteraçõ
             Cirurgia        anipulação/                                             es
                             Cirurgia)                                               financei
                                                                                     ras(pais)
FOCUS DE
  ATENÇÃO


Hospitalização

Ansiedade                           Procedimento
Medo                                Dor
Angústia                            Ansiedade
Alteração do padrão de sono         Medo
Alteração de papéis                 Ferida cirúrgica
Alteração da dinâmica familiar      Alterações do padrão alimentar
Alteração do autocuidado
Alteração das práticas religiosas
Cansaço físico
Cansaço psicológico                 Dor
Vinculação                          Ansiedade
Separação                           Medo
                                    Choro
                                    Alteração da frequência respiratória
                                    Alteração da frequência cardíaca
FOCUS DE
ATENÇÃO



Sentimento de Impotência/Alterações
Financeiras/desconhecimento da situação actual

Medo
Ansiedade
Angústia
Preocupação




    Privação da sucção
    Alterações de desenvolvimento
DIAGNOSTICOS
          DE
ENFERMAGEM
                                    Autocuidado
                                     diminuído
                   Padrão de sono                 Preocupação
                   Comprometido                   Aumentada




               Ansiedade e
                                                         Défice de
                 Medo                  PAIS
                                                       conhecimento
               Aumentado




                                                                CIPE (2006)
DIAGNOSTICOS
          DE
ENFERMAGEM



               DANIEL
                        • Dor Actual
                        • Dor, risco
                        • Ferida cirúrgica actual
                        • Infecção, risco de
                        • Padrão de sono comprometido
                        • Padrão de alimentação comprometido,
                          risco de
                        • Padrão respiratório comprometido
                        • Sistema cardiovascular comprometido
                        • Desenvolvimento infantil comprometido
                        • Vinculação comprometida, risco de
                        • Ansiedade aumentada

                                                                  CIPE (2006)
Plano de cuidados
HOSPITALIZAÇÃO




             A hospitalização de uma criança oferece oportunidade para
             desenvolver medidas de promoção da saúde, acção indespensável
             em todas as fases de crescimento e desenvolvimento infantil.


                       Queiroz e Barroso (2005), citado por Silva et al (2009)
Prevenção como intervenção
                 “Prevention as intervention”

Acções de enfermagem são
iniciadas para melhor reter,
atender   e    manter    uma
óptima saúde ou bem-estar
do cliente, utilizando os três                  Estrutura
                                                 Básica
níveis de prevenção como
intervenção       para      a
manutenção da estabilidade
do sistema


(Neuman, 2011)
Prevenção como intervenção
                 “Prevention as intervention”



Primária
•Reduzir a possibilidade de
encontro com o stressor
                                                Estrutura
•Fortalecer a linha flexível de
                                                 Básica
defesa
Prevenção como intervenção
                 “Prevention as intervention”




Secundária
Identificação   precoce   dos
stressores                                      Estrutura
                                                 Básica
Tratamento de sintomas
Prevenção como intervenção
                 “Prevention as intervention”




Terciária
Readaptação
Reeducação para prevenção                       Estrutura
                                                 Básica
de ocorrências futuras
Manutenção da estabilidade
DIAGNOSTICO
         DE
ENFERMAGEM


  Diagnóstico: Dor actual relacionada com o procedimento cirúrgico

               RESULTADO ESPERADO: Que o Daniel não sinta dor.


    Intervenção              Primária         Secundária         Terciária

  • Avaliar o nível da dor utilizando a
     escala de dor NIPS
  • Incentivar os pais a confortar a
     criança
  • Diminuir     a   sobre    estimulação
     ambiental
  • Diminuir a manipulação
                             Wong (2011)
INTERVENÇÕES


    Intervenção            Primária             Secundária             Terciária
        • Monitorização da dor através da      • Realizar os procedimentos e as
           utilização da escala de dor NIPS;     actividades de enfermagem depois
        • Administrar analgésicos como           da analgesia;
           prescrição médica;                  • Proporcionar ao Daniel uma
        • Monitorizar a eficácia dos             posição confortável, se não for
           analgésicos pela reavaliação do       contra-indicada;
           Daniel após a administração;        • Evitar a realização de movimentos
        • Utilizar estratégias não-              bruscos ao Daniel;
           farmacológicas que sejam            • Incentivar a presença dos pais
           familiares ao Daniel indicadas        junto ao Daniel transmitindo-lhe
           pelos pais;                           conforto e afecto.
                                                                          Wong (2011)
INTERVENÇÕES


    Intervenção     Primária             Secundária            Terciária



                  • Observar sinais e sintomas de dor no Daniel, como choro
                     e irritabilidade;


                  • Prestar cuidados ao Daniel de forma tranquila e segura;


                  • Promover um ambiente calmo, tranquilo e sem
                     abundância de estímulos.


                                                          Wong (2011)
DIAGNOSTICO
         DE
ENFERMAGEM

  Diagnóstico: Sentimento de impotência relacionada com a situação actual


  RESULTADO ESPERADO: Que a família verbalize sentimentos e preocupações e
  aparente mais segurança face às necessidades especiais do Daniel


    Intervenção           Primária          Secundária           Terciária
  • Fornecer informação aos pais sobre o funcionamento
    do serviço
  • Transmitir informação aos pais sobre o procedimento
    cirúrgico a que o Daniel vai ser submetido;
  • Incentivar a expressão de dúvidas/preocupação
    relacionadas ao cuidado e progresso da criança;
  • Preparar os pais para as alterações de funções
    esperadas e identificar os modos de como os mesmo
    podem participar nos cuidados da criança sem
    sobrecarregá-los com responsabilidades.
  • Assegurar que o PNV está actualizado                  Wong (2011)
INTERVENÇÕES



     Intervenção          Primária           Secundária      Terciária
    • Incluir a família no estabelecimento de
   • Incentivar a presença da família nos
       metas para os cuidados;
   momentos convenientes para eles;
    • Aplicar as sugestões da família em
   • Incentivar a expressão de
       relação ao cuidado da criança sempre
      dúvidas/preocupação relacionadas ao
       que possível;
      cuidado e progresso da criança;
    • Reforçar positivamente os cuidados
   • Explorar os sentimentos da família em
       prestados pelos pais ao Daniel.
      relação à terapia prescrita;
    • Verificar a necessidade de prestar apoio
   • Incentivar a participação nos cuidados da
       emocional aos pais e actuar em
      criança;
       conformidade;
   • Incentivar a família a assumir o máximo de
    • Incentivar o autocuidado dos pais;
      controlo possível no cuidado da criança; Wong (2011)
    • Reforçar a auto-estima dos pais.
INTERVENÇÕES



    Intervenção           Primária          Secundária            Terciária




     • Explicar o que a família pode fazer com a criança e como lidar com ela para
       manter a terapêutica;


     • Esclarecimento de dúvidas existentes para o regresso ao domicilio;


     • Fornecer informações sobre a existência de redes de suporte a que podem
       recorrer;
                                                             Wong (2011)
PREPARAÇÃO PARA A ALTA    PARA A ALTA
                         PREPARAÇÃO
PREPARAÇÃO
 PARA A ALTA

  • Discutir a evolução esperada ao
    nível da actividade do Daniel durante
    o período pós alta;

  • Explicar as actividades permitidas ou
    não para o Daniel;

  • Ensino sobre os cuidados a ter com
    o D no domicílio (alimentação,
    terapêutica, cuidados especiais à
    ferida operatória)
  • Explicar a intensidade, localização e
    tipo de dor ou desconforto que a
    criança pode sentir;

  • Administrar medicação prescrita
    antes da alta;

  • Fornecer uma escala de dor para a       Wong (2011)
    família levar;
PREPARAÇÃO
 PARA A ALTA

  • Descrever as medidas de conforto
    não-farmacológicas apropriadas,
    como segurar no colo e embalar;
  • Contacto com Enfª saúde infantil
    para acompanhamento domiciliário
    supervisão dos cuidados e regime
    terapêutico
  • Explicar que a família vai ser
    contactada (mencionar uma hora
    aproximada) para o
    acompanhamento da criança, mas
    que eles não deverão hesitar em
    chamar se tiverem algumas dúvidas
    antes disso.
  • Ensino sobre programa de
    estimulação de desenvolvimento no
    sentido de colmatar o atraso        Wong (2011)
    referente à hospitalização.
PREPARAÇÃO
 PARA A ALTA

  • Encaminhamento para consulta de
    especialidade
  • Fornecer os telefones de
    emergência para a família chamar
    em caso de dúvidas;
  • Orientar acerca do controlo da dor,
    incluindo dosagem das medicações
    para dor e detalhes de como
    administrá-las;
  • Fornecer orientações a respeito das
    complicações que podem ocorrer e
    as providências a tomar caso
    ocorram
  • Certificar-se de que as medidas
    apropriadas para o transporte seguro
    para casa foram tomadas;
  • Encaminhamento para a consulta de      Wong (2011)
    saúde infantil do centro de saúde
TERAPÊUTICA



    “(….) no recém – nascido, as rápidas alterações do peso corporal e a progressiva
    maturidade das funções hepática e renal requerem uma monitorização frequente e
    cuidadosos ajustes da posologia.”
                                                      Deglin, Judith Hopfer; (2009), pág. XXVII




             Verificar os “6 Certos”:

             Medicamento certo
             Dose certa
             Tempo certo
             Via certa
             Registo Certo
             Criança certa
TERAPÊUTICA




                     Controlo da Dor




                                           Não
     Farmacológico
                                       Farmacológico
TERAPÊUTICA


               PROFILAXIA PERI OPERATÓRIA
                     – CEFUROXIMA




                                                                                 Cuidados



                                                           - Solução durante 24 horas de
                                                             Mudar o local de ser diluída
                                                             Estável     pode injecção
                                                             Monitorizar frequentemente à   o
Via administração: EV ou IM
                                                             adicionalmentepara prevenção
                                                             48 – 72 horas em por e ml de
                                                                                     100 uma
                                                             temperatura ambiente causa
Horário: 8/8 horas ou de 12/12 horas (3 a 4 tomas/dia)       local da injecção
Dose criança (recém nascido): 10 – 33,3 mg/Kg ou 15 – 50
                                                             NaCl 0,9% (se perfusão
                                                             semanatromboflebites
                                                             de flebites; frigorifico
                                                                       no
                                                             das                         (dor,
mg/Kg                                                        intermitente) ou diluída em
                                                             vermelhão, edema)
Ritmo perfusão: administração durante 15 – 60 minutos        500 – 1000 ml (se perfusão
                                                             contínua)
TERAPÊUTICA


        PARACETAMOL/ PROPACETAMOL




                                                                      Cuidados
Via administração: Rectal ou PO
Horário: 6-8 horas
Dose   criança   (recém   nascido):    10   –   15    -Sucrose :
                                                         Não exceder 5 doses / 24
                                                         horas
                                                       Via administração: PO
mg/Kg/dose (dose máxima RN 60mg/Kg/dia)
                                                       Horário: 2,5 minutos antes
Propacetamol:    administração    EV   lenta    (1g   -doEm caso de
                                                          procedimento
                                                         sobredosagem a 24%
                                                       Dose criança: 2 ml
Propacetamol= 500 mg Paracetamol)                        administrar Acetilcisteína
                                                       Dose repetida: 0,1 a 0,5 ml a
                                                         (antidoto) r
                                                       24%
TERAPÊUTICA




                    Estimulação
                      cutânea




      Relaxamento




                                  Distracção
BIBLIOGRAFIA

 TOMEY, Ann; ALIGOOD, Martha - Teóricas de enfermagem e a sua obra: Modelos e teorias de Enfermagem; 5ª Ed.; 2002, Lusociência. ISBN
 972-8383-74-6


 PEARSON, Alan; VAUGHAN, Barbara (1992) – Modelos para o Exercício de Enfermagem. Lisboa: ACEPS. ISBN: 0-433-
 24902-1. Pág. 113 – 123


 Anjos, Rui; Bandeira, Teresa; Marques , José G. - Formulário de Pediatria. 3ª edição


 Deglin, Judith Hopfer; Vallerand, April Hozard (2009) - Guia Farmacológico para Enfermeiros. Loures: Lusociência. 10ª edição.


 SILVA, Maria Adelane Monteiro, [et al] (2009) – Experiência de pais com filhos recém-nascidos hospitalizados. Revista
 Referência. Coimbra. ISSN 08740283 Vol. II, n.º11. (29-12-2009). Págs. 37 a 46.


 KOGON, Brian E., [et al] (2007) - Feeding Difficulty in Newborns Following Congenital Heart Surgery. Congenit Heart Disease.
 Atlanta, EUA. ISSN 1747079X Vol.2 n.º5. (10-2007). Págs. 332 a 337.


 International Council of Nurses (2005) – CIPE: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. Genebra, Suiça:
 ICN. ISBN 92-95040-36-8.


 WONG, Donna L. (1999) - Enfermagem pediátrica : Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 8ª ed. Rio de Janeiro :
OBRIGADA
– PELA VOSSA ATENÇÃO –

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  • 1.
  • 2. SUMÁRIO Objectivos Apresentação do Modelo De Betty Newman Anamnese/História de doença actual -IDENTIFICAÇÃO DO CLIENTE -IDENTIFICAÇÃO DA FAMILIA -CARACTERIZAÇÃO DA FAMÍLIA (ECOMAPA) ANÁLISE DE FACTORES FACTORES INTRA-PESSOAIS FACTORES INTER-PESSOAIS FACTORES EXTRA-PESSOAIS STRESSORES Identificação dos stressores percebidos pelo cliente Identificação dos stressores percebidos pelo enfermeiro FOCUS DE ATENÇÃO PLANO DE CUIDADOS DIAGNOSTICOS INTERVENÇÕES PREVENÇÃO PRIMÁRIA PREVENÇÃO SECUNDÁRIA PREVENÇÃO TERCEÁRIA TERAPÊUTICA ACTUAL CONCLUSÃO DISCUSSÃO BIBLIOGRAFIA
  • 3. OBJECTIVOS • Realização do processo de enfermagem segundo o Modelo Teórico de Betty Neuman na situação de cuidados específica ao recém-nascido em hospitalização; • Desenvolver um plano de cuidados baseado numa situação e análise dos stressores e problemas identificados, servindo de ponto de partida para a compreensão e correcta abordagem a uma futura situação de cuidados.
  • 4. O MODELO BETTY NEUMAN – THE NEUMAN SYSTEMS MODEL “ A desarmonia entre as partes do sistema é considerada doença, que é o resultado ” da não satisfação das necessidades em diversos níveis (Tomey e Alligood cit Betty Neuman, 2002)
  • 5. O MODELO NÚCLEO central que é um recurso de energia O núcleo é constituído por factores básicos de sobrevivência LINHA Estrutura FLEXIVEL DE DEFESA Básica Limite exterior do sistema cliente. Actua como um sistema mais externo e protector para a Linha Normal de Defesa do cliente ou estado de bem-estar do sistema Previne a invasão do sistema cliente pelo stressor (ex: Mecanismos flexíveis de resposta)
  • 6. O MODELO NÚCLEO central que é um recurso de energia O núcleo é constituído por factores básicos de sobrevivência LINHA Estrutura NORMAL DE DEFESA Básica Esta linha de defesa normal é um padrão de normalidade e ajuda a determinar qualquer discrepância de bem-estar (ex: o padrão habitual de sono varia ao longo do ciclo vital)
  • 7. O MODELO NÚCLEO central que é um recurso de energia O núcleo é constituído por factores básicos de sobrevivência LINHA DE RESISTENCI Estrutura A Básica Factores, forças, condições estáveis que permitem a defesa contra stressors mantendo o equilíbrio (ex: características da personalidade, recursos económicos, religião, estratégias de coping).
  • 8. IDENTIFICAÇÃO Identificação do cliente : Pessoas significativas Nome: Daniel Pai: Sr. Alexandre Profissão: Comerciante Idade: 2 semanas Mãe: Sra. D. Adina Nacionalidade: Portuguesa Profissão: Costureira (trabalha em casa) Religião: Judaico Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual da circuncisão Rede de suporte familiar: Avós do Daniel e um casal amigo Rede de suporte comunitário: Centro de saúde local e Sinagoga
  • 9. IDENTIFICAÇÃO História de saúde actual • Parto Eutócico • Gravidez ocorreu sem intercorrências • Índice Obstétrico: 1,0,0,1 • Peso: 3200 g • Comprimento: 52 cm • Sopro cardíaco audível (consulta de vigilância de saúde infantil) • Internamento para realizar cateterismo cardíaco • Diagnosticado Cardiopatia Congénita (Persistência do Canal Arterial) • Realização de cirurgia cardíaca Sopro cardíaco Cardiopatia Cirurgia audível Congénita Cardíaca HOSPITALIZAÇÃO Cateterism Persistência o cardíaco do Canal Arterial
  • 10. ECOMAPA Família Vizinhos Sinagoga Bombeiros Alexandre Adina 1980 1981 Daniel 2011 Hospital Farmácia Centro de Saúde
  • 11. ANÁLISE DE FACTORES Factores de risco que aumentam a vulnerabilidade das crianças aos stresses da Hospitalização. Personalida de da criança; Idade Desajuste entre a Stresses criança e múltiplos e os pais; contínuos Inteligência Sexo abaixo da masculino; (Wong,2011) média;
  • 12. ANÁLISE DE FACTORES Factores que influenciam as reacções dos pais à hospitalização da criança. • Doença do filho; • Gravidade da ameaça ao filho; • Experiência prévia com doença e hospitalização; • Procedimentos médicos envolvidos no procedimento e hospitalização; • Sistemas de apoio disponíveis; • Ego pessoal forte; • Prévias capacidades de enfrentamento anteriores; • Outros stressores no sistema familiar; • Crenças culturais e religiosas; • Padrões de comunicação entre membros da familia. Wong (2011)
  • 13. ANÁLISE DE FACTORES Factores do Sistema Intrapessoais – ocorrem dentro da pessoa. Conforme os agentes de stress relacionados com doença, infecção ou trauma, assim as respostas condicionadas às ocorrências da vida, tais como desgosto ou alterações do desenvolvimento, estão incluídas nesta categoria
  • 14. ANÁLISE DE FACTORES Factores do Sistema Interpessoais – ocorrem com uma ou mais pessoas. Acontecimentos tais como conflitos familiares, mudanças de papeis e dependência podem ser incluídos.
  • 15. ANÁLISE DE FACTORES Factores do Sistema Extrapessoais – ocorrem fora da pessoas. Situações de pobreza, privações, mudanças de sistemas educacionais ou culturais são classificados como agentes de stress extrapessoais. Pearson, A.; Vaughan, B., (1992)
  • 16. TEÓRICOS Desenvolvimento Freud Erikson Piaget Bowlby “Confiança VS Sensório- Fase Oral Vinculação Desconfiança” Motor Wong (2011)
  • 17. STRESSORES * Percebidos pela criança Com frequência a doença e a hospitalização são as primeiras crises que a criança tem que enfrentar. Especialmente durante os primeiros anos de vida, as crianças são particularmente vulneráveis às crises de hospitalização porque: Representam uma mudança do estado habitual de saúde e da rotina familiar; As crianças possuem um número limitado de mecanismos para lidar com factores de stress. Wong, (2011)
  • 18. FACTORES Daniel Fisiológico Desenvolvimento Espiritual Psicológico Sócio- (RN) culturais Intra • Hospitalização • Regressão • Hospitalização -pessoal • Dor associada à (segurança • Procedimento hospitalização diminuida) • Persistência do canal arterial Inter Separação pais Separação pais -pessoal Extra • Hospitalização Sobre e sub -pessoal (ruído, estimulação iluminação, sensorial manipulação, alt sono )
  • 19. STRESSORES * Percebidos pelos pais
  • 20. FACTORES Cliente Fisiológico Desenvolviment Espiritual Psicológico Sócio- o cult. Intra Cardiopatia • Sentimento de - pessoal Dor Impotência • Desconhecimento sobre a situação actual Inter Separação • Hospitaliza • Hospitalização Alt. - pessoal (comprometimen ção • Procedimento Profission to vinculo) • Dor ais Ansiedade pais Restrição física Extra Cirurgia • Hospitalização - pessoal cardíaca
  • 21. STRESSORES * Percebidos pelo enfermeiro Os profissionais de enfermagem devem exercer as funções de cuidadores e educadores, proporcionar momentos para a formação de vinculos e apoio, trocar informações sobre as condições de vida e de saúde da criança. Silva et al, (2009)
  • 22. Enfermeiro Fisiológico Desenvolvime Espiritual Psicológico Sócio- nto culturais Intrapessoal • Dor • Privação da • Hospitalização(c (Criança) sucção riança, pais) • Cardiopatia (criança) • Dor(criança) • Cirurgia • Hospitalizaçã • Sentimento de cardíaca o (Criança, impotência(pais pais) ) Interpessoal Restrição física • Hospitalização • Dor(pais) Incapacidade (pais) • Procedimento(p na Prestação ais) de cuidados • Défice no ao RN conhecimento dos pais Extrapessoal Ruído/ Híper • Hospital iluminação/ estimulação ização(p manipulação (Ruído/ ais) / iluminação/m • Alteraçõ Cirurgia anipulação/ es Cirurgia) financei ras(pais)
  • 23. FOCUS DE ATENÇÃO Hospitalização Ansiedade Procedimento Medo Dor Angústia Ansiedade Alteração do padrão de sono Medo Alteração de papéis Ferida cirúrgica Alteração da dinâmica familiar Alterações do padrão alimentar Alteração do autocuidado Alteração das práticas religiosas Cansaço físico Cansaço psicológico Dor Vinculação Ansiedade Separação Medo Choro Alteração da frequência respiratória Alteração da frequência cardíaca
  • 24. FOCUS DE ATENÇÃO Sentimento de Impotência/Alterações Financeiras/desconhecimento da situação actual Medo Ansiedade Angústia Preocupação Privação da sucção Alterações de desenvolvimento
  • 25. DIAGNOSTICOS DE ENFERMAGEM Autocuidado diminuído Padrão de sono Preocupação Comprometido Aumentada Ansiedade e Défice de Medo PAIS conhecimento Aumentado CIPE (2006)
  • 26. DIAGNOSTICOS DE ENFERMAGEM DANIEL • Dor Actual • Dor, risco • Ferida cirúrgica actual • Infecção, risco de • Padrão de sono comprometido • Padrão de alimentação comprometido, risco de • Padrão respiratório comprometido • Sistema cardiovascular comprometido • Desenvolvimento infantil comprometido • Vinculação comprometida, risco de • Ansiedade aumentada CIPE (2006)
  • 27. Plano de cuidados HOSPITALIZAÇÃO A hospitalização de uma criança oferece oportunidade para desenvolver medidas de promoção da saúde, acção indespensável em todas as fases de crescimento e desenvolvimento infantil. Queiroz e Barroso (2005), citado por Silva et al (2009)
  • 28. Prevenção como intervenção “Prevention as intervention” Acções de enfermagem são iniciadas para melhor reter, atender e manter uma óptima saúde ou bem-estar do cliente, utilizando os três Estrutura Básica níveis de prevenção como intervenção para a manutenção da estabilidade do sistema (Neuman, 2011)
  • 29. Prevenção como intervenção “Prevention as intervention” Primária •Reduzir a possibilidade de encontro com o stressor Estrutura •Fortalecer a linha flexível de Básica defesa
  • 30. Prevenção como intervenção “Prevention as intervention” Secundária Identificação precoce dos stressores Estrutura Básica Tratamento de sintomas
  • 31. Prevenção como intervenção “Prevention as intervention” Terciária Readaptação Reeducação para prevenção Estrutura Básica de ocorrências futuras Manutenção da estabilidade
  • 32. DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM Diagnóstico: Dor actual relacionada com o procedimento cirúrgico RESULTADO ESPERADO: Que o Daniel não sinta dor. Intervenção Primária Secundária Terciária • Avaliar o nível da dor utilizando a escala de dor NIPS • Incentivar os pais a confortar a criança • Diminuir a sobre estimulação ambiental • Diminuir a manipulação Wong (2011)
  • 33. INTERVENÇÕES Intervenção Primária Secundária Terciária • Monitorização da dor através da • Realizar os procedimentos e as utilização da escala de dor NIPS; actividades de enfermagem depois • Administrar analgésicos como da analgesia; prescrição médica; • Proporcionar ao Daniel uma • Monitorizar a eficácia dos posição confortável, se não for analgésicos pela reavaliação do contra-indicada; Daniel após a administração; • Evitar a realização de movimentos • Utilizar estratégias não- bruscos ao Daniel; farmacológicas que sejam • Incentivar a presença dos pais familiares ao Daniel indicadas junto ao Daniel transmitindo-lhe pelos pais; conforto e afecto. Wong (2011)
  • 34. INTERVENÇÕES Intervenção Primária Secundária Terciária • Observar sinais e sintomas de dor no Daniel, como choro e irritabilidade; • Prestar cuidados ao Daniel de forma tranquila e segura; • Promover um ambiente calmo, tranquilo e sem abundância de estímulos. Wong (2011)
  • 35. DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM Diagnóstico: Sentimento de impotência relacionada com a situação actual RESULTADO ESPERADO: Que a família verbalize sentimentos e preocupações e aparente mais segurança face às necessidades especiais do Daniel Intervenção Primária Secundária Terciária • Fornecer informação aos pais sobre o funcionamento do serviço • Transmitir informação aos pais sobre o procedimento cirúrgico a que o Daniel vai ser submetido; • Incentivar a expressão de dúvidas/preocupação relacionadas ao cuidado e progresso da criança; • Preparar os pais para as alterações de funções esperadas e identificar os modos de como os mesmo podem participar nos cuidados da criança sem sobrecarregá-los com responsabilidades. • Assegurar que o PNV está actualizado Wong (2011)
  • 36. INTERVENÇÕES Intervenção Primária Secundária Terciária • Incluir a família no estabelecimento de • Incentivar a presença da família nos metas para os cuidados; momentos convenientes para eles; • Aplicar as sugestões da família em • Incentivar a expressão de relação ao cuidado da criança sempre dúvidas/preocupação relacionadas ao que possível; cuidado e progresso da criança; • Reforçar positivamente os cuidados • Explorar os sentimentos da família em prestados pelos pais ao Daniel. relação à terapia prescrita; • Verificar a necessidade de prestar apoio • Incentivar a participação nos cuidados da emocional aos pais e actuar em criança; conformidade; • Incentivar a família a assumir o máximo de • Incentivar o autocuidado dos pais; controlo possível no cuidado da criança; Wong (2011) • Reforçar a auto-estima dos pais.
  • 37. INTERVENÇÕES Intervenção Primária Secundária Terciária • Explicar o que a família pode fazer com a criança e como lidar com ela para manter a terapêutica; • Esclarecimento de dúvidas existentes para o regresso ao domicilio; • Fornecer informações sobre a existência de redes de suporte a que podem recorrer; Wong (2011)
  • 38. PREPARAÇÃO PARA A ALTA PARA A ALTA PREPARAÇÃO
  • 39. PREPARAÇÃO PARA A ALTA • Discutir a evolução esperada ao nível da actividade do Daniel durante o período pós alta; • Explicar as actividades permitidas ou não para o Daniel; • Ensino sobre os cuidados a ter com o D no domicílio (alimentação, terapêutica, cuidados especiais à ferida operatória) • Explicar a intensidade, localização e tipo de dor ou desconforto que a criança pode sentir; • Administrar medicação prescrita antes da alta; • Fornecer uma escala de dor para a Wong (2011) família levar;
  • 40. PREPARAÇÃO PARA A ALTA • Descrever as medidas de conforto não-farmacológicas apropriadas, como segurar no colo e embalar; • Contacto com Enfª saúde infantil para acompanhamento domiciliário supervisão dos cuidados e regime terapêutico • Explicar que a família vai ser contactada (mencionar uma hora aproximada) para o acompanhamento da criança, mas que eles não deverão hesitar em chamar se tiverem algumas dúvidas antes disso. • Ensino sobre programa de estimulação de desenvolvimento no sentido de colmatar o atraso Wong (2011) referente à hospitalização.
  • 41. PREPARAÇÃO PARA A ALTA • Encaminhamento para consulta de especialidade • Fornecer os telefones de emergência para a família chamar em caso de dúvidas; • Orientar acerca do controlo da dor, incluindo dosagem das medicações para dor e detalhes de como administrá-las; • Fornecer orientações a respeito das complicações que podem ocorrer e as providências a tomar caso ocorram • Certificar-se de que as medidas apropriadas para o transporte seguro para casa foram tomadas; • Encaminhamento para a consulta de Wong (2011) saúde infantil do centro de saúde
  • 42. TERAPÊUTICA “(….) no recém – nascido, as rápidas alterações do peso corporal e a progressiva maturidade das funções hepática e renal requerem uma monitorização frequente e cuidadosos ajustes da posologia.” Deglin, Judith Hopfer; (2009), pág. XXVII Verificar os “6 Certos”: Medicamento certo Dose certa Tempo certo Via certa Registo Certo Criança certa
  • 43. TERAPÊUTICA Controlo da Dor Não Farmacológico Farmacológico
  • 44. TERAPÊUTICA PROFILAXIA PERI OPERATÓRIA – CEFUROXIMA Cuidados - Solução durante 24 horas de Mudar o local de ser diluída Estável pode injecção Monitorizar frequentemente à o Via administração: EV ou IM adicionalmentepara prevenção 48 – 72 horas em por e ml de 100 uma temperatura ambiente causa Horário: 8/8 horas ou de 12/12 horas (3 a 4 tomas/dia) local da injecção Dose criança (recém nascido): 10 – 33,3 mg/Kg ou 15 – 50 NaCl 0,9% (se perfusão semanatromboflebites de flebites; frigorifico no das (dor, mg/Kg intermitente) ou diluída em vermelhão, edema) Ritmo perfusão: administração durante 15 – 60 minutos 500 – 1000 ml (se perfusão contínua)
  • 45. TERAPÊUTICA PARACETAMOL/ PROPACETAMOL Cuidados Via administração: Rectal ou PO Horário: 6-8 horas Dose criança (recém nascido): 10 – 15 -Sucrose : Não exceder 5 doses / 24 horas Via administração: PO mg/Kg/dose (dose máxima RN 60mg/Kg/dia) Horário: 2,5 minutos antes Propacetamol: administração EV lenta (1g -doEm caso de procedimento sobredosagem a 24% Dose criança: 2 ml Propacetamol= 500 mg Paracetamol) administrar Acetilcisteína Dose repetida: 0,1 a 0,5 ml a (antidoto) r 24%
  • 46. TERAPÊUTICA Estimulação cutânea Relaxamento Distracção
  • 47. BIBLIOGRAFIA TOMEY, Ann; ALIGOOD, Martha - Teóricas de enfermagem e a sua obra: Modelos e teorias de Enfermagem; 5ª Ed.; 2002, Lusociência. ISBN 972-8383-74-6 PEARSON, Alan; VAUGHAN, Barbara (1992) – Modelos para o Exercício de Enfermagem. Lisboa: ACEPS. ISBN: 0-433- 24902-1. Pág. 113 – 123 Anjos, Rui; Bandeira, Teresa; Marques , José G. - Formulário de Pediatria. 3ª edição Deglin, Judith Hopfer; Vallerand, April Hozard (2009) - Guia Farmacológico para Enfermeiros. Loures: Lusociência. 10ª edição. SILVA, Maria Adelane Monteiro, [et al] (2009) – Experiência de pais com filhos recém-nascidos hospitalizados. Revista Referência. Coimbra. ISSN 08740283 Vol. II, n.º11. (29-12-2009). Págs. 37 a 46. KOGON, Brian E., [et al] (2007) - Feeding Difficulty in Newborns Following Congenital Heart Surgery. Congenit Heart Disease. Atlanta, EUA. ISSN 1747079X Vol.2 n.º5. (10-2007). Págs. 332 a 337. International Council of Nurses (2005) – CIPE: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. Genebra, Suiça: ICN. ISBN 92-95040-36-8. WONG, Donna L. (1999) - Enfermagem pediátrica : Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 8ª ed. Rio de Janeiro :
  • 48. OBRIGADA – PELA VOSSA ATENÇÃO –