COOPERAÇÃO BRASIL-CANADÁ
                                   CANADA-BRAZIL COOPERATION
 Agência Brasileira de Cooperação (A...
1




DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO
 ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA
  PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE
            ...
2




           GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
           Governador: Jarbas de Andrade Vasconcelos

SECRETARIA DE CIÊNC...
3




DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO
 ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA
  PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE
            ...
4




                       Copyright © 2002 by CPRH
É permitida a reprodução parcial da presente obra, desde que citada ...
5




        PROJETO ÁGUA SUBTERRÂNEA NO NORDESTE DO BRASIL
                               (PROASNE-BRASIL)



          ...
6




                                       SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
 1. INTRODUÇÃO.......................
7



                                        LISTA DE ILUSTRAÇÕES


Lista de Fotos

Foto 1 – Serra das Porteiras formada p...
8




Lista de Figuras

Figura 1 – Localização da área piloto................................................................
9




                              APRESENTAÇÃO



O Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE, coordenado pela Companhia
Pern...
10




1.INTRODUÇÃO


A Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH como instituição
parceira do Programa de Águas Subt...
11




2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS


O Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE, proposto
pela Compa...
12



   ¾Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, folha
      Custódia 1:100.000, cedido pela EMBRAP...
13



Elaboração de mapas
Procedimentos para confecção do Mapa de Uso e Ocupação do Solo:


       ¾ Digitalização da base...
14




3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO


A Área Piloto, localizada no município de Custódia-PE, delimita-se pelas
coorde...
15
16




4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO


4.1. Geologia/Geomorfologia


Geologicamente, a área é formada predominantemente por r...
17



mx - ocorre predominantemente na porção noroeste da área, aflorando
esporadicamente devido a uma cobertura elúvio/co...
18




Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas




           Foto 3 – Sedimentos alu...
19



4.2. Solos


O Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, realizado
pela EMBRAPA (1999) no Zoneam...
20



solo, como em superfície, representado por calhaus e cascalho.       Apresentam
severas limitações, sendo mais aprop...
21



Cascavel (Foto 5). Também são encontrados barreiros para abastecimento animal
e pequenas barragens e açudes.


Águas...
22




Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti.




                    Foto 5 – Lagoa do Cas...
23




              Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia


4.4. Vegetação


A vegetação de ca...
24



Vegetação Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura média de 5
metros e emergentes de 8 metros de altur...
25




        Foto 8 – Flor de Caruá




Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado
26



Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto
                                                                        ...
27




5.   POTENCIALIDADES                E     LIMITAÇÕES          DOS      RECURSOS
NATURAIS


As potencialidades natur...
28




                 QUADRO SÍNTESE 1 - POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS DA ÁREA PILOTO
RECURSOS/ATRI...
29



                                                                                                            ¾     Os...
30




6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO


Com base nas observações de campo, foram identificados os principais padrões
de u...
31




Foto 10 – Vila rural de Salgado




 Foto 11 – Distrito de Caiçara
32




Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia




  Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia
33



                        QUADRO SÍNTESE 2 – USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA PILOTO
    USO E OCUPAÇÃO                 ...
34


                                                                                                           ¾As áreas ...
35



Educação


Dados cedidos pela Secretaria de Educação do Município mostram que na Área
Piloto existem 05 (cinco) esco...
36



Outra forma de captação de água observada na área são as cisternas para
armazenamento de água da chuva. A água que c...
37




                Foto 16 – Escola com sistema de captação da água da chuva.


6.2. Caatinga


O padrão predominante ...
38



De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, artigo 16°
alínea “d”, parágrafo 2°, Áreas de Reser...
39




  Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia




Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia
40



6.3. Áreas de Plantio e Pecuária


As áreas de plantio e pecuária caracterizam outro padrão de uso e ocupação do
sol...
41




Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova




        Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. ...
42




                      Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens.


O Plantio de Palma/Capim é desenvolvido de for...
43




                      Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo.




O Plantio da Algaroba/Capim é encontr...
44




Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita
45




7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO


7.1. Qualidade da água


A água que abastece as comunidades da área piloto ...
46




                           Custódia 20 Km
                                                 9092000




            ...
47



Qualidade da água no aqüífero aluvionar


Tendo em vista que se desconhece a existência de metodologias específicas ...
48




      Gráfico 1
                                      Variação de Salinidade

                      2,6
           ...
49



Todas as estações deste trecho apresentaram pH dentro da faixa permitida
(Gráfico 6). Com relação à Turbidez, apenas...
50




                           Gráfico 3
                                                                     Variação ...
51




Gráfico 6                                                                                 Variação do pH


        ...
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Zoneamento CustóDia
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Zoneamento CustóDia

4.726 visualizações

Publicada em

O Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE, coordenado pela Companhia
Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, com o objetivo de avaliar e orientar o
processo de ocupação e uso do solo em uma área piloto, localizada no município
de Custódia, em Pernambuco, visa estabelecer as normas de uso e ocupação do
solo e de manejo dos recursos naturais na referida área piloto.

Publicada em: Tecnologia, Negócios
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.726
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2.426
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
26
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Zoneamento CustóDia

  1. 1. COOPERAÇÃO BRASIL-CANADÁ CANADA-BRAZIL COOPERATION Agência Brasileira de Cooperação (ABC) • Canadian International Development Agency (CIDA) • UniSol - CPRM - GSC CONSOLIDAÇÃO DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA O PLANO DE GESTÃO EM UMA ÁREA PILOTO Custódia-PE PROASNE Companhia Pernambucana Projeto Água Subterrânea no Nordeste do Brasil CPRM do Meio Ambiente http://brazil.agg.gsc.nrcan.gc.ca Serviço Geológico do Brasil Recife, 2002
  2. 2. 1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA – PE
  3. 3. 2 GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO Governador: Jarbas de Andrade Vasconcelos SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTMA Secretário: Cláudio José Marinho Lúcio COMPANHIA PERNAMBUCANA DO MEIO AMBIENTE – CPRH Presidente: Edrise Aires Fragoso Diretoria de Planejamento e Integração Diretora: Berenice Vilanova de Andrade Lima Diretoria de Controle Ambiental Diretor: Geraldo Miranda Cavalcante Diretoria de Recursos Hídricos e Florestais Diretor: Aldir Pitt Mesquita Pimentel Diretoria de Administração e Finanças Diretor: Hubert Hirschle Filho Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH Rua de Santana, 367, Casa Forte, Recife – PE Fone: (081) 3267-1800 – Fax: (081) 3441-6088 Disque Ecologia (081) 3267-1923 www.cprh.pe.gov.br
  4. 4. 3 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA – PE Selo publicações CPRH Recife, maio de 2002
  5. 5. 4 Copyright © 2002 by CPRH É permitida a reprodução parcial da presente obra, desde que citada a fonte Gerência de Recursos Hídricos Gerente: Clênio de Oliveira Torres Equipe Técnica Hortência Maria Barboza de Assis (Coordenadora da Área de Meio Ambiente) Joana Teresa Aureliano (Coordenadora Executiva) Mariza Brandão Chávez (Chefe de projeto) Márcia Pedrosa Gondim (Geoprocessamento) Luis Augusto Clemente da Silva (Geoprocessamento) Colaboração Marlene Maria da Silva (GERCO/CPRH) Veronilton Pereira de Farias (GRH/CPRH) Jeane Espíndula (GERCO/CPRH) Conselho Editorial Evângela Azevedo de Andrade Francicleide Palhano de Oliveira Maria Madalena Barbosa de Albuquerque Revisão ortográfica Francicleide Palhano de Oliveira Revisão bibliográfica Maria Madalena Barbosa de Albuqueque Projeto gráfico e editoração Capa: Mariza Chávez 962 p PROGRAMA Águas Subterrâneas para o Nordeste: Diagnóstico ambiental de uma área piloto localizada no município de Custódia – PE. Recife: CPRH, 2002.60p ISBN: 1. Diagnóstico Ambiental. 2 . Custódia. 3. Área Piloto. 4. Qualidade. Ambiental. I. Título II. Autor Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH Rua de Santana, 367, Casa Forte Cep. 52060-460 Recife – PE Fone (081) 267-1800 FAX (081) 3441-6088 Disque Ecologia: (081) 3267-1923 www.cprh.pe.gov.br
  6. 6. 5 PROJETO ÁGUA SUBTERRÂNEA NO NORDESTE DO BRASIL (PROASNE-BRASIL) CONVÊNIO BRASIL-CANADÁ Canadian International Development Agency (CIDA) – Agência Brasileira de Cooperação (ABC) Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Geological Survey of Canadá (GSC) Associação Brasileira de Águas Subterrâneas-Núcleo Ceará (ABAS-CE) Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) Comunidade Solidária (CS) Coordenação Geral Coordenador Geral Brasileiro – Enjôlras de A. Medeiros Lima Coordenador Geral Canadense – Yvon Maurice Área Geológica Coordenador Nacional da Área Geológica – Fernando Antônio Carneiro Feitosa Coordenador Regional do CE – Oderson Souza Coordenador Regional do RN – Walter Medeiros Coordenador Regional de PE – José Carlos da Silva Área Social CoordenadoraCanadense da Área Social e de Gênero – Sherry Nelligan Coordenadora Nacional da Área Social e de Gênero – Luciana Cibelle Araújo dos Santos Coordenadora Regional do CE – Walda Viana Brígido de Moura Coordenadora Regional do RN/Serrinha – Fátima Rêgo Coordenadora Regional do RN/Caraúbas – Roberta Medeiros Coordenadora Regional de PE – Ana Arcoverde
  7. 7. 6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO LISTA DE ILUSTRAÇÕES 1. INTRODUÇÃO.............................................................................10 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................11 3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO....................................14 4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO....................................................16 4.1. Geologia/Geomorfologia..........................................................16 4.2. Solos........................................................................................19 4.3. Recursos Hídricos....................................................................20 4.4. Vegetação................................................................................23 5. POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS...................................................................................27 6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO......................................30 6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais.................................................30 6.2. Caatinga...................................................................................37 6.3. Áreas de Plantio e Pecuária....................................................40 7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO............................45 7.1. Qualidade da água..................................................................47 7.2. Conflitos de Usos, Riscos e Perdas Ambientais na Área Pil...53 8. CONCLUSÕES............................................................................60 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................62 ANEXOS Anexo 1 - Tabela 5 Anexo 2 - Zoneamento Ecológico Econômico – Cenário com Intervenção 2010 Anexo 3 - Ações Prioritárias do Plano de Gestão Anexo 4 - Mapa de Potencialidades e Limitações Anexo 5 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo Anexo 6 - Mapa de Qualidade Ambiental Anexo 7 - Mapa de Zoneamento Ecológico Econômico
  8. 8. 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Lista de Fotos Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara............ 17 Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas......... 18 Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova............................................. 18 Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti....................... 22 Foto 5 – Lagoa do Cascavel......................................................................................... 22 Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia......................... 23 Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel........................................ 24 Foto 8 – Flor de Caruá.................................................................................................. 25 Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado..................................................................... 25 Foto 10 – Vila rural de Salgado.................................................................................... 31 Foto 11 – Distrito de Caiçara........................................................................................ 31 Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia........................................................... 32 Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia..................................................................... 32 Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova.................................................. 36 Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia.................................................................... 36 Foto 16 – Escola com sistema de captação de água da chuva................................... 37 Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga.................................................. 38 Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada..................................................... 38 Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia.................................................. 39 Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia......................................... 39 Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova........................ 41 Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro....................................................... 41 Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens............................................................ 42 Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo............................................ 43 Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita.. 44 Foto 26 – Utilização de agrotóxicos nas áreas próximas ao aluvião. Fazenda Nova.. 55 Foto 27a – Esgoto escoando sobre o terreno. Samambaia......................................... 55 Foto 27b – Matadouro de Samambaia localizado nas proximidades do aluvião.......... 56 Foto 28 – Poço Amazonas construído de forma irregular. Samambaia....................... 56 Foto 29 – Lixo jogado no aluvião do Riacho Copiti. Samambaia................................. 57 Foto 30 – Local onde é queimado o lixo. Samambaia.................................................. 57 Foto 31 – Forno de Carvão. Poço Escuro................................................................... 58 Foto 32 – Animais nas proximidades da barragem. Salgado....................................... 58 Foto 33 – Animais bebendo água nas cacimbas escavadas no Copiti. Samambaia... 59
  9. 9. 8 Lista de Figuras Figura 1 – Localização da área piloto.......................................................................... 15 Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti............................................................. 46 Lista de Tabelas Tabela 1 – Número de habitantes por localidade........................................................ 14 Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto............................................................. 26 Tabela 3 – Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto – 2001............... 35 Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades................................... 43 Tabela 5 – Resultados de análises realizadas em amostras de água coletadas na Área Piloto. (Anexo) Lista de Quadros Quadro 1 – Potencialidades e Limitações dos Recursos Naturais da Área Piloto....... 29 Quadro 2 – Uso e Ocupação Atual do Solo.................................................................. 34 Lista de Gráficos Gráfico 1 – Variação da Salinidade.............................................................................. 47 Gráfico 2 – Variação de Cloretos................................................................................. 49 Gráfico 3 – Variação de Sólidos Totais........................................................................ 50 Gráfico 4 – Variação de Oxigênio Dissolvido............................................................... 50 Gráfico 5 – Variação da Condutividade Elétrica........................................................... 50 Gráfico 6 – Variação do pH.......................................................................................... 51 Gráfico 7 – Variação de Turbidez................................................................................. 51 Gráfico 8 – Variação de Amônia................................................................................... 51 Gráfico 9 – Variação de Nitrato.................................................................................... 52 Gráfico 10 – Variação de Nitrito.................................................................................... 52
  10. 10. 9 APRESENTAÇÃO O Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE, coordenado pela Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, com o objetivo de avaliar e orientar o processo de ocupação e uso do solo em uma área piloto, localizada no município de Custódia, em Pernambuco, visa estabelecer as normas de uso e ocupação do solo e de manejo dos recursos naturais na referida área piloto. A elaboração do Diagnóstico Sócioambiental e da proposta de ZEE do Litoral Sul, em 1999, consolidada, em Seminário, com os atores envolvidos e aprovado através do Decreto Estadual nº 21.972/99, do Governador Jarbas Vasconcelos e o Diagnóstico Sócioambiental e a proposta de ZEE do Litoral Norte, consolidada em 2001, tem fornecido subsídios para promover a gestão ambiental do Estado e, através da implementação de ações integradas, tem buscado alternativas para promover o desenvolvimento sustentável da Zona Costeira Estadual. A experiência metodológica alcançada na elaboração dos Zoneamentos do litoral sul e norte de Pernambuco serviu como base para o desenvolvimento dos trabalhos, embora tenham sido feitas algumas adaptações, levando-se em consideração as diferenças ambientais e sócio-econômicas entre o semi-árido e o litoral. Neste momento, a CPRH como instituição parceira do Programa de Águas Subterrâneas para o Nordeste – PROASNE, apresenta o Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico e as Ações Prioritárias para o Plano de Gestão e cumpre mais uma etapa no referido Programa, ampliando a base para a atuação dos gestores públicos, nos diferentes níveis, através de medidas que visem a reversão das tendências de ocupação inadequada e a potencialização das atividades sustentáveis, indutoras do desenvolvimento local. EDRISE AIRES FRAGOSO Presidente da CPRH
  11. 11. 10 1.INTRODUÇÃO A Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH como instituição parceira do Programa de Águas Subterrânea para o Nordeste – PROASNE e do Programa de Cooperação Técnica Canadá-Brasil, desenvolveu o Projeto “Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE em uma Área Piloto, localizada no município de Custódia – PE”, visando auxiliar na elaboração do Plano de Gestão, o qual deverá promover o ordenamento físico e territorial, assegurar a proteção das águas subterrâneas e superficiais e fortalecer as comunidades locais. A elaboração do Diagnóstico Ambiental, iniciada em fevereiro de 2001 e concluída em janeiro de 2002, teve como resultados o Diagnóstico do Meio Físico, Diagnóstico do Meio Sócio-Econômico e a Qualidade Ambiental da área. Como produtos foram gerados relatórios parciais e os seguintes Mapas Temáticos: Uso e Ocupação do Solo, Potencialidades e Limitações e Qualidade Ambiental. Com base neste diagnóstico, foi elaborada a Proposta de Zoneamento Ecológico- Econômico-ZEE, onde foram estabelecidas zonas e subzonas homogêneas, considerando-se as tendências de uso e ocupação do solo e a adequação das mesmas às potencialidades e limitações de uso dos recursos da área. Nessa proposta, constam: a situação atual das zonas e subzonas, os objetivos para o Cenário 2010 e a indicação de usos/ações proibidos, tolerados e a incentivar. A delimitação das zonas e subzonas são mostradas no Mapa de Zoneamento Ecológico-Econômico. A Consolidação da Proposta de Zoneamento e a definição de Ações Prioritárias para o Plano de Gestão, foram viabilizadas através de oficinas com as comunidades envolvidas e com representantes do poder público e de diversos órgãos e instituições.
  12. 12. 11 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE, proposto pela Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH para ser desenvolvido na Área Piloto, teve como referência metodológica o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro – ZEEC do litoral pernambucano, elaborado pela CPRH, através do Programa de Gerenciamento Costeiro de Pernambuco (GERCO/PE). A metodologia adotada pelo GERCO, baseia-se nos trabalhos de OGATA (1995), onde são discutidos aspectos metodológicos para o macrozoneamento costeiro. Tendo em vista as diferenças ambientais e sócio econômicas entre o semi-árido e o litoral, foram feitas algumas adaptações na metodologia utilizada, para que a mesma se enquadrasse da melhor forma possível à Área Piloto. Levantamento de dados secundários Os trabalhos iniciais consistiram no levantamento de dados bibliográficos e cartográficos disponíveis em meio digital , magnético ou cópia heliográfica. Foram consultados vários órgãos como: Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Secretaria de Ciência, Tecnologia e do Meio Ambiente (SECTMA), Companhia Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação de Desenvolvimento Municipal (FIDEM). Dentre os dados obtidos, podem ser citados: ¾Mapa Topográfico da Sudene (1972), folha Custódia (SC. 24-A-X-III) na escala 1:100.000. ¾Mapa de Vegetação Nativa Lenhosa folha Custódia na escala 1:100.000 publicado pela SECTMA (1992).
  13. 13. 12 ¾Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, folha Custódia 1:100.000, cedido pela EMBRAPA (1999) ¾Mapa Geológico do Alto Vale do Rio Moxotó, escala 1: 100.000 (CPRM, 1999) ¾Geologia da Área Piloto Caiçara-Samambaia, escala 1:25.000 cedido pela CPRM (inédito) ¾Cadastro e Inventário de Poços Alto Vale do Rio Moxotó-PE (CPRM, inédito) ¾Médias Mensais de Pluviometria de 1999 a 2001 (SRH) Trabalhos de campo Os trabalhos de campo foram efetuados em três etapas principais: ¾Primeira etapa - foram estabelecidos contatos com o poder público local e com a comunidade, permitindo a identificação de pessoas que poderiam contribuir com informações relacionadas às questões sócio-econômicas e ambientais da comunidade. ¾Segunda etapa - consistiu no levantamento de dados sócio-econômicos como: infra-estrutura presente nos núcleos urbanos, qualidade de vida, formas de captação de água e finalidades de uso, estrutura fundiária (tamanho médio) das propriedades, relação dos grandes com os pequenos proprietários, atividades desenvolvidas, relações com o mercado, etc através da aplicação de entrevistas e observações de campo. Também foram observados dados sobre aspectos do meio físico-biótico (vegetação, relevo, drenagem etc), infra-estrutura (saneamento, água, luz, etc) e a existência de impactos ambientais. As observações foram registradas através de anotações, fotografias e tomadas de coordenadas com GPS. ¾Terceira etapa - teve como objetivos principais: avaliação da qualidade ambiental da área piloto, através da coleta de água para análise em laboratório, avaliação da qualidade da cobertura vegetal, levantamento dos conflitos de uso e ocupação do solo, além da complementação do mapa de uso e ocupação do solo, com novos dados.
  14. 14. 13 Elaboração de mapas Procedimentos para confecção do Mapa de Uso e Ocupação do Solo: ¾ Digitalização da base cartográfica - Carta Topográfica da SUDENE (1972), folha Custódia e ampliação para a escala 1:25.000. ¾ Plotagem das informações pontuais (cacimbas, poços, barragens, escolas, fornos de carvão, etc.) adquiridas na 2ª etapa de campo. ¾ Delimitação de manchas referentes à existência de antropismo e vegetação nativa, utilizando como base o mapa de levantamento de vegetação nativa lenhosa da SECTMA (1992). ¾ Retificação e delimitação de novas manchas, utilizando informações obtidas na 3ª etapa de campo: grandes propriedades, plantios, área de reserva legal, patrimônio da igreja e caatinga. Mapa de Potencialidades e Limitações ¾ Fotointerpretação utilizando fotografias aéreas na escala 1:30.000 e delimitação das áreas potenciais: aluvião, elevações morfológicas (serras e serrotes). ¾ Justaposição do mapa geológico (CPRM, 2000) com o mapa de uso e ocupação atual do solo. Mapa de Qualidade Ambiental ¾ O mapa de Qualidade Ambiental é resultante da justaposição dos mapas anteriores, acrescido de informações obtidas em campo e laboratório.
  15. 15. 14 3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO A Área Piloto, localizada no município de Custódia-PE, delimita-se pelas coordenadas UTM: 636000E - 644000E e 9079000N – 9092000N (Figura 1) e apresenta uma área de 104 km². O acesso pode ser feito pela BR-232 até a sede municipal e daí percorre-se pela PE-312, cerca de 20 Km na direção sul. A escolha da área baseou-se na existência de pesquisas anteriores feitas pela CPRM e em alguns fatores que são requisitos para a execução do projeto, como: densidade populacional elevada em relação ao restante da área rural do município, abastecimento de água precário, tanto em qualidade como em quantidade, problemas sociais diversos, além de questões pertinentes ao estudo da hidrogeologia das rochas fraturadas. De acordo com os dados obtidos nos cadastros dos agentes de saúde em novembro de 2001, o número total de habitantes é de 1267, distribuídos como mostra a Tabela 1. Tabela 1 – Número de habitantes por localidade Localidade Nº de habitantes Poço Escuro 47 Tapera 19 Salgado 107 Caiçara 255 Samambaia 429 Fazenda Nova 304 Santa Rita 21 Cacimba de Baixo 29 Santo Antônio 56 Total 1267 Fonte: Cadastro de Agentes de Saúde (2001) Os povoados de Samambaia, Caiçara, Fazenda Nova e Salgado constituem as principais localidades da área. As mesmas apresentam diferenças entre si, com relação à infra-estrutura e equipamentos, porém, problemas como abastecimento de água (quantidade e qualidade), destinação de lixo, falta de saneamento básico, ausência de associativismo etc, são comuns a todos.
  16. 16. 15
  17. 17. 16 4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO 4.1. Geologia/Geomorfologia Geologicamente, a área é formada predominantemente por rochas cristalinas de idade pré-cambriana e em menor parte por coberturas areno-argilosas de idade tércio-quaternária e por depósitos aluvionares quaternários. O relevo apresenta-se pouco acidentado e suavemente ondulado na maior parte, com altitudes variando entre 490 e 655 metros. O relevo suave é quebrado por cristas alinhadas na direção SW-NE, como a Serra do Caldeirão, a Serra das Porteiras (Foto 1) e a Serra do Saquinho, constituídas por rochas quartzíticas e com altitudes que chegam a atingir 655 metros. ANGELIM et al. (inédito) dividem as rochas pré-cambrianas que ocorrem no local em quatro classes litologicamente distintas, descritas pela seguinte legenda: Ogn/mg - ocorre na porção sudeste da área, associada a um relevo pouco acidentado, onde se destaca o Serrote do Praquió (Foto 2), com altitude aproximada de 590 metros. Esta classe é representada por ortognaisses e migmatitos indiscriminados. Ogn - ocorre na porção central da área, associada a um relevo suavemente ondulado, com altitudes em torno de 500 metros. As principais litologias enquadradas nesta classe são: augengnaisses, gnaisses bandados, tonalitos a dioritos, localmente migmatizados com xenólitos de metassedimentos. qtz - é formada por quartzitos micáceos, paragnaisses epidotíferos e micaxistos. Ocorrem sob a forma de cristas alinhadas com altitudes que chegam a 655 metros, contrastantes com o relevo suave da área.
  18. 18. 17 mx - ocorre predominantemente na porção noroeste da área, aflorando esporadicamente devido a uma cobertura elúvio/coluvionar. É representada por biotita-xistos granatíferos com finos veios de quartzo. Os depósitos sedimentares que ocorrem na área são representados por coberturas areno-argilosas, de origem elúvio-coluvionar e idade tércio- quaternária. Também ocorrem depósitos aluvionares (Foto 3), de idade quaternária, predominantes na porção noroeste e ao longo dos riachos Copiti e Cipó. O depósito mais significativo de aluvião é encontrado a oeste da Serra das Ponteiras, cuja deposição, segundo ANGELIM et al. (inédito), foi provavelmente favorecida pelo fato do fluxo das águas ser no sentido sul e serra funcionar como um barramento. Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara
  19. 19. 18 Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova
  20. 20. 19 4.2. Solos O Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, realizado pela EMBRAPA (1999) no Zoneamento Agroecológico do Estado de Pernambuco, mostra que ocorrem os seguintes tipos de solo na área: O solo tipo Planossolo ocorre como uma associação de Planossolo, Solonetz Solodizado, Solos Litólicos Eutróficos com textura média, cascalho a cascalhento e Bruno Não Cálcico, com vértico e não vértico, horizonte A fraco e moderado, caatinga hiperxerófila e relevo suavemente ondulado a plano. Este tipo predomina na Área Piloto. A segunda maior ocorrência na área é o tipo Bruno Não Cálcico, caracterizado, de maneira geral, pela coloração avermelhada, pouco profundo ou raso e moderadamente drenado. A textura é média ou argilosa cascalhenta, moderadamente ácido a praticamente neutro, com fertilidade aparente média. O relevo é predominantemente ondulado a suave ondulado. Este tipo de solo apresenta limitação à mecanização, devido a pouca profundidade e à pedregosidade. O desenvolvimento de culturas neste solo requer práticas de conservação, devido à tendência à erosão, sendo mais indicados para pastagens. É considerado gerador de escoamentos representativos, quando ocorrem precipitações. Os solos tipo Regossolo são geralmente pouco desenvolvidos, arenosos, medianamente profundos a profundos, totalmente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e com baixa fertilidade natural. O relevo apresenta-se predominantemente suave ondulado. Apresentam limitações devido à sua textura arenosa, aliada à deficiência de nutrientes e a reações ácidas, embora seja considerado gerador de pouquíssimos escoamentos. Os solos tipo Litólicos são pouco desenvolvidos, rasos a muito rasos, pedregosos e rochosos com textura média ou arenosa e horizonte superficial assentando diretamente sobre a rocha. Ocorrem tanto em relevo suave ondulado como em montanhoso. É comum encontrar material grosseiro tanto na massa do
  21. 21. 20 solo, como em superfície, representado por calhaus e cascalho. Apresentam severas limitações, sendo mais apropriados para recomposição da flora e da fauna, podendo gerar deflúvios, na ocorrência de precipitações. 4.3. Recursos Hídricos A Bacia do Moxotó, onde está inserida a Área Piloto, representa a terceira maior bacia hidrográfica do Estado de Pernambuco, sendo formada pelo Rio Moxotó e seus principais tributários: Piutã, Piore, Várzea Grande, Custódia, Poço da Cruz, Curupiti, Alexandre, Juazeiro, Feliciano, Riacho do Mel, Riacho da Gameleira e Manari. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco - SRH (1998), a Bacia do Moxotó apresenta potencialidade de águas superficiais, avaliada em 161,46 x 106 m³/ano e disponibilidade efetiva de águas subterrâneas de 5,80 x 106 m³/ano. O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM 2000), no Alto Vale do Moxotó, mostra que dos 435 poços tubulares cadastrados, 20% estão localizados em Custódia, sendo que a maioria desses poços estão paralisados ou abandonados. Águas Superficiais Os cursos d'água que atravessam a Área Piloto são de regime temporário, permanecendo a maior parte do ano secos. O principal curso d’água, o Riacho Copiti, nasce na Serra da Torre (Foto 4), situada a noroeste de Custódia, deságua no Açude Poço da Cruz, situado a sul da área. Seus principais afluentes, pela margem esquerda, são: Santa Rita, Caetitu, do Defunto, da Cascavel e pela margem direita: Simplício, Boqueirão e Cipó. Outras formas de ocorrência de águas superficiais na área são as lagoas que, assim como os riachos, também são intermitentes: Lagoa da Cruz, Lagoa dos Pinhões, Lagoa Grande, Lagoa do Farias, Lagoa do Salgado e Lagoa da
  22. 22. 21 Cascavel (Foto 5). Também são encontrados barreiros para abastecimento animal e pequenas barragens e açudes. Águas Subterrâneas Na área piloto, a água subterrânea é proveniente dos aqüíferos fissural e aluvionar. O aqüífero fissural é representado pelas rochas cristalinas, cujo acúmulo de água dá-se na presença de fraturas ou fissuras sendo a captação feita por meio de poços tubulares. Com relação ao aqüífero aluvionar, o mesmo é formado pelos depósitos aluvionares que ocorrem ao longo dos leitos dos riachos da área, sendo a captação feita através de poços amazonas e cacimbas escavadas O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM (2000), na Área Piloto (Tabela 2), mostra que há 32 (trinta e dois) poços cadastrados, sendo 11 (onze) tubulares e 21 (vinte e um) do tipo amazonas. Dos poços tubulares, três foram informados como secos. A maioria apresenta vazões que variam entre 4,23 a 14,00 m³/h e apenas um apresenta vazão abaixo deste intervalo (0,76 m³/h). Com relação aos poços amazonas, não foram informadas as vazões e as profundidades variam entre 1,20 a 6,00 metros e os diâmetros, entre 2,00 e 3,00 metros. Os povoados de Samambaia e Caiçara possuem dessalinizadores, mas apenas o de Samambaia está em atividade, abastecido por poço tubular (Foto 6).
  23. 23. 22 Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti. Foto 5 – Lagoa do Cascavel.
  24. 24. 23 Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia 4.4. Vegetação A vegetação de caatinga, típica da Região do Sertão, caracteriza-se, de forma geral, por ser uma vegetação espinhenta, de folhas pequenas e caducas, constituída por arbustos e árvores de pequeno porte, rica em cactáceas, bromeliáceas, euforbiáceas e leguminosas. O mapeamento da Cobertura Florestal Nativa Lenhosa do Estado de PE, realizado pela SECTMA (1992), mostra que na área ocorrem três tipos florestais: Vegetação Arbustiva Arbórea Aberta - caracterizada pela presença de indivíduos pouco arbóreos, com altura média de 4 metros e presença de vegetação herbácea e cactácea em abundância. Está associada a solos rasos e pedregosos. Vegetação Arbustiva Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura média de 5 metros, ocorrendo nos locais em que os solos são profundos e bem drenados, onde a vegetação herbácea a cactácea torna-se escassa.
  25. 25. 24 Vegetação Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura média de 5 metros e emergentes de 8 metros de altura, ocorrendo, geralmente nas encostas das serras e nas áreas com solos profundos. As espécies vegetais mais comuns, são: Bromelia laciniosa (macambira), Neoglaziovia variegata (caroá), Caesalpinia pyramidalis (catingueira), Mimosa hostilis (jurema preta); Cereus jamacaru (mandacaru), Melocactus bahiensis (coroa de frade), Pilosocereus gounellei (xique-xique), Chidoscolus phyllacanthus (faveleira), Spondias tuberosa (umbuzeiro), Anadenanthera macrocarpa (angico), Opuntia ficus-indica (palma forrageira) etc. As fotos 7,8 e 9 mostram algumas das espécies. Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel
  26. 26. 25 Foto 8 – Flor de Caruá Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado
  27. 27. 26 Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto COORDENADAS DADOS DE PERFURAÇÃO CARACTERÍSTICAS DO POÇO DADOS DE LOCALIZAÇÃO N0 N0 Perf. Coleta Prof NE ND S Q Qesp. BOCA LOCAL MUNICÍPIO PROPRIETÁRIO UTM-E UTM-N Cat SIAGAS ÓRGÃO Data (Data) (m) (m) (m) (m) m3/h m3/h/m φ(”) h UB USO PT-100 PE4486 Samambaia Custódia PREFEITURA 640408 9079956 DEPA 1971 04/10/00 21 2,70 - - - - 6 0,50 - PA PT-101 PE4485 Samambaia Custódia PREFEITURA 640504 9080020 DNOCS 1993 04/10/00 22 8,30 - - - - 6 0,70 BS D PT-136 PE4482 Sitio Caiçara Custódia Jeremias Melo 639764 9084770 - 1993 05/10/00 48 - - - Seco - 6 0,50 - AB PT-145 PE4512 Sitio Caiçara Custódia Hermes Rodrigues 639743 9085752 CONESP 1984 05/10/00 60 4,00 - - Seco - 5 0,70 - AB PT-147 PE4481 Caiçara Custódia SUDENE 639384 9086415 CONESP 1980 05/10/00 60 - - - Seco - 5 0,70 - OB PT-173 PE4491 Faz. Nova Custódia José Gregório Neto 640679 9090826 DNOCS 1993 07/10/00 35 - - - 14,00 - 6 0,80 BI I PT-179 PE4796 Faz. Nova Custódia PREFEITURA 640760 9091700 CDRM 1987 07/10/00 50 3,00 21,29 18,41 0,76 0,041 5 0,20 CT G PT-436 - Caiçara Custódia Manoel Rodrigues 639236 9086559 - 1999 07/10/00 50 - - - - - 5 - BI H PT-437 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638461 9087470 - 2000 06/10/00 50 - - - 5,00 - 6 0,50 BS G PT-438 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Prefeitura 638493 9087597 - 2000 06/10/00 50 - - - 4,23 - 6 0,70 BS G PT-439 - Faz. Nova Custódia Francinaldo Figueiredo 640749 9090623 - 1999 07/10/00 40 - - - 10,00 - 6 0,50 BS I PA-01 - Samambaia Custódia Sebastião 640257 9079915 - - 04/10/00 2,50 1,00 - - - - 3m 0,50 BC G PA-02 - Samambaia Custódia Zé dos Porcos 640336 9079825 - - 04/10/00 1,50 1,00 - - - - 1m 1,60m - - PA-03 - Samambaia Custódia Djalma 640360 9079836 - - 04/10/00 1,5 1,00 - - - - 2m 1,00m - - PA-04 - Samambaia Custódia - 640320 9079940 - - 04/10/00 4,0 2,00 - - - - 3m 1,10m - - PA-05 Samambaia Custódia Prefeitura 640170 9080178 - - 04/10/00 5,00 3,50 - - - - 2m 1,50m BC G PA-06 - Samambaia Custódia Edelson(Dedinho) 640413 9080197 - - 04/10/00 6,00 2,00 - - - - 4 m 0,50 m BI I PA-07 - Samambaia Custódia Aristóteles 640177 9080746 - - 05/10/00 5,00 3,00 - - - - 2 m 0,50 m BC I PA-08 - Samambaia Custódia Flávio 640124 9082186 - - 05/10/00 1,20 0,00 - - - - 4 m 1,00 m - - PA-09 - Poço Escuro Custódia Manoel Pacífico 639941 9083021 - - 05/10/00 2,50 1,00 - - - - 2 m 0,50 m - - PA-10 - Poço Escuro Custódia Eduardo Numeriano 640033 9083272 - - 05/10/00 2,00 - - - - - 2 m 0,30 m - - PA-11 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638680 9087498 - - 06/10/00 6,00 3,00 - - - - 3m 3,00m - - PA-12 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638592 9087410 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 3,00m - - PA-13 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638680 9087357 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 3,00m - - PA-14 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza-Prefeitura 638657 9087258 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 2,00m - OB PA-15 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638850 9087525 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 2,00m - - PA-16 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638978 9087531 - - 06/10/00 5,30 5,00 - - - - 3m 1,70m BC G PA-17 - Faz. Nova Custódia - 640532 9089835 - - 07/10/00 3,00 2,00 - - - - 4m 1,00m - - PA-18 - Faz. Nova Custódia Sebastião Liberato 640773 9090254 - - 07/10/00 2,00 1,00 - - - - - 0,00m CP I PA-19 - Faz. Nova Custódia - 640811 9090294 - - 07/10/00 3,00 - - - - - - - - - PA-20 - Faz. Nova Custódia Sebastião Liberato 640705 9090163 - - 07/10/00 3,50 3,00 - - - - 3m 1,00m - - PA-21 - Faz. Nova Custódia Agenor 640820 9090313 - - 07/10/00 3,00 2,00 - - - - 3m 0,00 - - Fonte: CPRM (inédito) CONVENÇÕES PT – Poço Tubular PA – Poço Amazonas Prof. – Profundidade em metros NE – Nível estático em metros ND – Nível dinâmico em metros Q – Vazão em m3/h 3 Qesp.- Vazão específica em m /h/m S. -Rebaixamento em metros Boca – Diâm.em φ - polegada ou m – metros, h – altura em metros UB – Unid.de Bombeamento – BS- Bomba Submersa, BI –Bomba Injetora, BC, Bomba Centrífuga, CP – Compressor, CT – Catavento, D- Dessanilizador USO – H- Consumo Humano, G – Consumo Animal, I – Irrigação, OB – Obstruído, PA – Paralisado, AB - Abandonado
  28. 28. 27 5. POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS As potencialidades naturais e culturais são definidas como os recursos existentes em uma área que representem algum valor para o homem, seja estético, econômico, cultural ou moral e que, utilizados adequadamente, proporcionem uma melhor qualidade de vida sem prejudicar a qualidade ambiental. As limitações ao uso do território podem ser definidas como tudo aquilo que requer por parte do homem, algum cuidado especial no uso dos recursos naturais/ambientais (OGATA, 1995). Nestas limitações, enquadram-se as restrições naturais e as de ordem legal, definidas por leis que tratam da proteção e preservação dos recursos naturais e culturais. Foram identificados, como áreas potenciais dentro da área piloto, os depósitos aluvionares, caatinga, pé de serras, serras (áreas elevadas), aqüífero fissural (embasamento cristalino), lagoas, afloramentos de rochas gnáissicas e migmatíticas, mananciais de superfície e áreas com predomínio de declividade suave (mapa em anexo). O Quadro 1 mostra, de forma resumida, as potencialidades dos recursos e atributos naturais existentes na área piloto, assim como também as suas restrições naturais e de ordem legal.
  29. 29. 28 QUADRO SÍNTESE 1 - POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS DA ÁREA PILOTO RECURSOS/ATRIBUTOS POTENCIALIDADES NATURAIS CARACTERÍSTICAS GERAIS LIMITAÇÕES/RESTRIÇÕES NATURAIS E CULTURAIS ¾ Restrições para a utilização da água para o consumo humano em alguns locais, devido à salinização elevada e à grande quantidade de Os depósitos aluvionares ocorrem ao longo coliformes fecais. Os depósitos aluvionares têm dos principais riachos da área piloto. A ¾ Restrições para a ocupação urbana, agricultura e disposição de potencial para: acumulação mais expressiva ocorre à oeste resíduos sólidos, já que essas atividades associadas às propriedades DEPÓSITOS da Serra das Porteiras, onde se situa a Faz. naturais dos aluviões, aumentam o risco de contaminação. ¾ Captação de água ALUVIONARES Porteiras. A captação de água nestes ¾ Restrições ao uso agrícola e à ocupação nas proximidades destas subterrânea depósitos é feita através de poços tipo áreas, por estarem sujeita à inundação nos períodos de chuva mais ¾ Barragens Subterrâneas Amazonas, com profundidade média de 6 intensa. ¾ Agricultura metros e de cacimbas escavadas, com profundidade média de 2 metros. Restrições de Ordem Legal: ¾ Decreto n° 20.423 que regulamenta a Lei Estadual 11.427 que trata da conservação e proteção das águas subterrâneas. A vegetação de caatinga, caracterizada na área pela presença de herbáceas e As espécies vegetais encontradas cactáceas, apresenta-se bastante na caatinga apresentam potencial Apresenta restrições para: devastada, devido aos sucessivos cortes para diversos usos, como: ¾ Pecuária extensiva. para exploração de madeira para lenha e ¾ Forragem para alimentação ¾ Corte da caatinga para obtenção de lenha e estacas e para produção estacas e à pecuária extensiva. O porte da dos rebanhos. de carvão, sem que haja um manejo adequado. vegetação, em média, não ultrapassa 4 ¾ Lenha, estacas e carvão. ¾ Caça ou captura de espécies animais. CAATINGA metros, mas em alguns poucos locais podem ¾ Plantas medicinais. ser observado portes maiores. As espécies ¾ Fibra para produção de Restrições de Ordem Legal: mais comuns encontradas, são: juazeiro, artesanato. catingueira, jurema preta, angico, faveleira, ¾ Apicultura. ¾ Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal umbuzeiro, macambira, mandacaru, caroá, ¾ Reflorestamento. ¾ Lei Federal 5.197, que dispõe sobre a proteção à Fauna xiquexique, etc. Com relação à fauna ¾ Refúgio da fauna. poucas espécies são encontradas, hoje, na área. As feições geomorfológicas elevadas são representadas por serras e “serrotes”. Os mesmos são geologicamente formados por Os topos destas áreas podem ser Fica restrita nestas áreas: rochas quartzíticas ou por gnaisses e utilizados como: ¾ A prática de queimadas para evitar o empobrecimento do solo. SERRAS (ÁREAS migmatitos. As elevações atingem altitudes ¾ Pontos de contemplação ¾ Ao desmatamento ELEVADAS) E PÉ DE de 655 metros e apresentam uma cobertura ¾ Áreas de preservação Restrições de Ordem Legal: SERRAS vegetal predominantemente arbustiva. Nas Os pé de serras apresentam partes mais baixas das serras, denominadas potencial para agricultura ¾ Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal de Pé de Serras pode-se observar uma camada de solo resultante do intemperismo das rochas quartzíticas.
  30. 30. 29 ¾ Os aqüíferos fissurais apresentam limitação com relação à , que normalmente são baixas O aqüífero fissural é representado pelas ¾ Restrições para o uso da água para consumo humano, devido a AQÜÍFEROS FISSURAIS rochas do embasamento cristalino, cujo O potencial destas áreas é a elevada salinidade (EMBASAMENTO acúmulo de água dá-se na presença de captação de água subterrânea Restrições de Ordem Legal: CRISTALINO) fraturas ou fissuras, sendo a captação feita através de poços tubulares. por meio de poços tubulares ¾ Decreto n° 20.423, que regulamenta a Lei Estadual 11.427, que trata da conservação e proteção das águas subterrâneas. As lagoas, assim como os riachos, são intermitentes. Quando secas, pode-se cam limitadas às seguintes atividades: observar nelas um solo predominantemente ¾ Mata ciliar ¾ Ocupação urbana em torno destas lagoas arenoso, com resquícios de vegetação e ¾ Quando cheias apresentam ¾ Práticas agrícolas LAGOAS restos de animais. O diâmetro médio é de potencial para preservação Restrições de Ordem Legal: 250 metros. Quando cheias, é possível de espécies animais encontrar animais como cágados e patos, ¾ Lei Federal 4.771 que institui o novo código florestal além de outras espécies. Ocorrem ao longo da área diversos afloramentos de rochas na forma de AFLORAMENTOS DE “lajedos” e pequenas elevações (serrotes). ROCHAS GNÁISSICAS E Extração de brita e paralelepípedo Na porção oeste da área, é possível MIGMATÍTICAS encontrar pedreiras abandonas, utilizadas para exploração de paralelepípedo ¾ Restrições para consumo humano quando apresentam salinidade Os mananciais de superfície caso elevada e coliformes fecais. sejam devidamente protegidos, Os mananciais de superfície são ¾ Também fica restrita a circulação de animais nas proximidades dos apresentam potencial para: representados pelas pequenas barragens e mananciais, quando esses forem destinados ao abastecimento ¾ Abastecimento das MANANCIAIS DE barreiros existentes na área. São utilizados humano. comunidades SUPERFÍCIE para abastecimento da população e para ¾ Dessedentação animal dessedentação animal. As margens Restrições de Ordem Legal: (pequenos barreiros) apresentam-se desprovidas de vegetação. ¾ Reflorestamento das Lei Estadual n: 11.426/97 que trata da Política e do Sistema Estadual de margens Recursos Hídricos. As áreas de declividade suave tem potencial para: Correspondem aos terrenos onde a ÁREAS COM declividade é predominantemente suave. ¾ Ocupação urbana ¾ Restrições para o uso de agrotóxicos PREDOMÍNIO DE Estas áreas são na maioria das vezes, ¾ Agricultura ¾ Pecuária extensiva, somente se houver manejo adequado. DECLIVIDADE SUAVE ocupadas por práticas agropecuárias. ¾ Pecuária ¾ Reflorestamento ¾ Barragens/açudes
  31. 31. 30 6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO Com base nas observações de campo, foram identificados os principais padrões de uso e ocupação do solo presentes na área piloto (Quadro 2). Esses padrões encontram-se representados sob a forma de manchas e pontos, no Mapa de Uso e Ocupação do Solo (em anexo), elaborado na escala de 1:25.000. 6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais Os povoados de Samambaia e Caiçara e as vilas rurais de Fazenda Nova e Salgado representam as principais localidades da Área Piloto, estando todas situadas ao longo da PE-312, principal via de acesso local. Equipamentos Salgado e Fazenda Nova apresentam menor infra-estrutura, sendo constituídas apenas por casas e uma escola em cada uma (Foto 10). Caiçara apresenta uma área urbanizada (Foto 11), formada por uma via dupla calçada, praça, igreja, posto de saúde, espaço cultural, escolas, “vendas” e casas, além de um dessalinizador que está sendo instalado. Samambaia constitui o povoado mais desenvolvido da Área Piloto. É formada por uma via dupla calçada, ao longo da qual encontram-se duas igrejas, um centro comunitário, posto telefônico, posto de saúde, sanitário público, dessalinizador,, escola, comércio e residências, além de uma fábrica abandonada que produzia fibra de Caroá e um museu. As Fotos 12 e 13 mostram a fábrica e a igreja. O povoado também possui uma lavanderia comunitária, atualmente desativada , um matadouro e um cemitério.
  32. 32. 31 Foto 10 – Vila rural de Salgado Foto 11 – Distrito de Caiçara
  33. 33. 32 Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia
  34. 34. 33 QUADRO SÍNTESE 2 – USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA PILOTO USO E OCUPAÇÃO PROBLEMAS E LOCALIZAÇÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS PREDOMINANTE TENDÊNCIAS ATUAIS A vegetação caracteriza-se por Ocorre de forma restrita na porção apresentar um porte maior por ser mais sul da área piloto. São fechada com relação ao restante da ¾Pecuária extensiva. encontradas mais especificamente caatinga que ocorre na área. Nas terras ¾Corte da vegetação para a leste de Samambaia, nas terras CAATINGA ARBÓREA pertencentes à Igreja é onde encontra- obtenção de lenha e estacas, que pertencem ao Patrimônio da se a vegetação em melhor estado de principalmente em Poço Igreja e em Poço Escuro, em uma conservação de toda a Área Piloto. Em Escuro. das grandes propriedades Poço Escuro a caatinga já apresenta particulares. sinais de devastação. O porte da vegetação, em média, não ¾Pecuária extensiva ultrapassa 4 metros de altura e apresenta- ¾Apresenta-se bastante Predomina na maior parte da Área se na maior parte rala e espaçada. A CAATINGA ARBUSTIVA devastada devido à intensa Piloto maior parte destas áreas estão inseridas exploração de lenha para a em pequenas propriedades e são muito produção de carvão. utilizadas para a pecuária extensiva. Os plantios mais extensos de palma forrageira e capim são encontrados nas grandes ¾A palma forrageira adapta-se propriedades, existentes na Área bem ao clima do semi-árido, Nas grandes propriedades é empregada a Piloto, A Fazenda Cacimba de suportando longos períodos de PLANTIO DE PALMA/CAPIM técnica da palma adensada e o capim Baixo possui a maior área com estiagem, porém não está livre plantado é do tipo “búfel”. plantio de palma. Nas pequenas do ataque de pragas e propriedades, também é cultivada doenças a palma, mas em extensões bem menores. O Plantio de Algaroba restringe-se às grandes propriedades e fazem A algaroba, planta xerófica, pertence à parte de um Projeto de família das leguminosas e seu plantio tem ¾A algaroba absorve grande PLANTIO DE ALGAROBA/CAPIM Reflorestamento, incentivado pelo como objetivo a alimentação do rebanho e quantidade de água do solo. IBAMA. Nas Fazendas Sta Rita e o aproveitamento da madeira. O plantio é Porteiras, são encontradas as consorciado com capim búfel áreas mais extensas deste plantio.
  35. 35. 34 ¾As áreas onde é desenvolvida a agricultura correspondem, As culturas mais comuns são: feijão, A agricultura é desenvolvida na maior parte, aos aluviões, milho, capim-elefante, algumas fruteiras e principalmente ao longo dos o que representa um risco de hortaliças. Normalmente, o capim é aluviões. contaminação para as águas plantado nas partes mais baixas do AGRICULTURA/PECUÁRIA A Pecuária é extensiva, subterrâneas. aluvião e o feijão e o milho nas partes predominando a criação de bodes, ¾Outro problema é que nos mais altas. Nos locais onde não há plantio, embora também sejam períodos de chuvas mais os animais costumam circular pelo aluvião, encontrados bovinos. intensas estas áreas podem principalmente quando há cacimbas. ser inundadas, causando a perda dos plantios. Na área piloto foram identificadas duas áreas de De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de reserva legal, ambas situadas 15 de setembro de 1965, artigo 16° alínea ¾As áreas não parecem RESERVA LEGAL “d”, parágrafo 2°, são descritas como corresponder ao tamanho nas fazendas que constituem a áreas de no mínimo, 20% da propriedade mínimo exigido por Lei. onde não é permitido o corte raso. Pecuária Jaçanã. ¾ A maioria das casas não possui fossa. ¾ Não existe nenhuma espécie de tratamento para o lixo, o Samambaia é a principal localidade da mesmo é apenas queimado Área Piloto, apresentando maior número ou então jogado às margens de casas e equipamentos públicos Os núcleos urbanos pertencem do aluvião, como é o caso de (escola, igreja, posto de saúde etc). aos distritos de Samambaia e Samambaia. Caiçara apresenta menor número de NÚCLEOS URBANOS/VILA RURAL Caiçara e as vilas rurais são ¾ A água proveniente dos equipamentos e casas. As vilas rurais formadas por Fazenda Nova e diferentes mananciais apresentam apenas a escola e casas. Salgado. (aluvião, barragens, poços) Embora Fazenda Nova não apresente apresenta nível de coliformes uma infra-estrutura mínima, é a segunda fecais acima do permitido localidade em número de habitantes. para o consumo humano e boa parte dos moradores não utiliza nenhum tipo de tratamento na água.
  36. 36. 35 Educação Dados cedidos pela Secretaria de Educação do Município mostram que na Área Piloto existem 05 (cinco) escolas de 1º Grau (1ª à 4ª séries) cadastradas, com número de alunos variando de acordo com a Tabela 3. A maior parte das escolas funciona no turno da tarde. Aqueles que querem dar continuidade aos estudos (5ª série em diante) são obrigados a se deslocarem para Custódia. Tabela 3 - Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto - 2001 ESCOLA LOCALIDADE Nº DE ALUNOS Esc. Munic. Joaquim Bezerra de Messias Samambaia 110 Sc. Munic. Pacífico Rodrigues de Melo Salgado 19 Esc. Munic. Luís Cristino Bezerra Caiçara 56 Esc. Munic. Pedro José Soares Sto. Antônio 38 Esc. Munic. Antônio Francisco de Góis Fazenda Nova II 54 Fonte: Secretaria de Educação de Custódia (março/2001) Abastecimento de água O abastecimento de água é bastante precário, tanto em quantidade como em qualidade. A maior parte das casas de Fazenda Nova é abastecida por água proveniente de um poço tubular, atualmente paralisado por defeito na bomba. A Foto 14 mostra a caixa d’água que abastece a comunidade. Em Caiçara, a água que abastece a população é proveniente de um dos poços, localizado na Fazenda Porteiras. Em Samambaia, há dois poços tubulares, um encontra-se paralisado e o outro está ligado a um dessalinizador (Foto 15). A taxa cobrada por uma lata de água (aproximadamente 18 litros) é de 0,10 centavos. Algumas casas são abastecidas pela água proveniente de um poço amazonas, construído pela prefeitura. Há uma pequena barragem que vem sendo utilizado para o abastecimento animal, causando insatisfação por parte da população que também utiliza a água.
  37. 37. 36 Outra forma de captação de água observada na área são as cisternas para armazenamento de água da chuva. A água que cai no telhado é captada através de telhas de zinco e levada até a cisterna, por canos de PVC (Foto 16). Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova. Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia
  38. 38. 37 Foto 16 – Escola com sistema de captação da água da chuva. 6.2. Caatinga O padrão predominante é a Caatinga Arbustiva, caracterizada na área por apresentar uma vegetação de porte médio, bastante degenerada devido a intensificação das atividades antrópicas. A pecuária extensiva e o corte da madeira para produção de estacas e de lenha para carvão são atividades que têm contribuído com a devastação da caatinga, tornando-se difícil encontrar áreas neste padrão que não estejam ou que não tenham sido utilizadas para tais atividades (Fotos 17 e 18). A Caatinga Arbórea apresenta uma vegetação mais fechada e com porte maior que a arbustiva, além de encontrar-se em melhor estado de conservação (Fotos 19 e 20). Esse padrão pode ser encontrado no extremo sudeste da área piloto, dentro dos limites do Patrimônio da Igreja e na porção oeste da Fazenda Poço Escuro. Estes são os locais onde a caatinga encontra-se em melhor estado de preservação, muito embora já possam ser notados sinais de corte da madeira na Fazenda Poço Escuro e animais soltos (bodes) no terreno pertencente ao Patrimônio da Igreja.
  39. 39. 38 De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, artigo 16° alínea “d”, parágrafo 2°, Áreas de Reserva Legal são descritas como áreas de no mínimo, 20% da propriedade onde não é permitido o corte raso. Na Área Piloto, foram identificadas duas áreas de reserva legal, ambas situadas nas fazendas que constituem a Pecuária Jaçanã. Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada
  40. 40. 39 Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia
  41. 41. 40 6.3. Áreas de Plantio e Pecuária As áreas de plantio e pecuária caracterizam outro padrão de uso e ocupação do solo, desenvolvido nas pequenas e grandes propriedades, podendo ser divididas em: Agricultura/Pecuária, Plantio de Palma/Capim e Plantio de Algaroba/Capim. O padrão de Agricultura/Pecuária é encontrado nas pequenas propriedades, cujo tamanho médio é de 70 hectares. As culturas, geralmente, são desenvolvidas ao longo dos aluviões e nas suas proximidades. As culturas mais comuns são: feijão, milho, capim elefante, algumas fruteiras e hortaliças. Normalmente, as áreas mais baixas do aluvião são destinadas ao plantio de capim (elefante) e nas partes mais altas são cultivados feijão e milho consorciados (Fotos 21 e 22). O plantio geralmente, é realizado na estação chuvosa (fevereiro a junho), mas a irregularidade e a má distribuição das chuvas na região fazem com que o risco de baixa produtividade ou mesmo fracasso total, seja alto. Em Fazenda Nova, alguns proprietários utilizam o sistema de irrigação para o plantio de tomate. Os caprinos formam a maior parte dos rebanhos, seguidos pelos ovinos e bovinos. O predomínio de caprinos/ovinos pode ser justificado pela fácil adaptação desses animais ao semi-árido, pelo crescimento acelerado dos rebanhos em função dos partos múltiplos e curtas gestações, por serem animais dóceis e de fácil manejo, além de que os custos gastos na criação destes é menor do que com os bovinos. Os animais são criados soltos na caatinga, alimentando- se das espécies de arbustos e árvores forrageiras. Por serem bastante seletivos têm preferência por forrageiras de folhagem do que por gramíneas (Foto 23). O tamanho médio dos rebanhos de caprinos, nestas propriedades, varia de 20 a 40 cabeças. Os rebanhos de gado bovino são bem menores, variando, em média, de 10 a 20 cabeças. A palma forrageira constitui a principal fonte de alimentação desses animais na região, embora também sejam utilizados capim búfel e ração. Nos períodos mais críticos de estiagem, alguns proprietários alugam o pasto das grandes propriedades para alimentar o gado dos pequenos proprietários.
  42. 42. 41 Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro.
  43. 43. 42 Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens. O Plantio de Palma/Capim é desenvolvido de forma mais expressiva nas grandes propriedades. Nestas, é empregada a técnica da palma adensada, que permite obter um maior número de “raquetes” em um menor espaço de terreno plantado (Foto 24). Nas pequenas propriedades, o plantio é feito da maneira tradicional, ou seja, a palma é plantada em “fileiras” e com espaçamentos entre uma “fila” e outra.
  44. 44. 43 Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo. O Plantio da Algaroba/Capim é encontrado nas grandes propriedades como resultado de Projetos de Reflorestamento, incentivados pelo IBAMA. Nas fazendas Sta. Rita e Porteiras estão situadas as áreas mais expressivas, em extensão, com o plantio da Algaroba, consorciada com o capim búfel (Foto 25). Nestas áreas, também é desenvolvida a pecuária com predomínio de rebanhos de caprinos e/ou ovinos. A tabela 4 mostra a distribuição dos rebanhos, segundo dados fornecidos em entrevistas com proprietários e/ou administradores. Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades Bovino Caprinos e Propriedades Eqüinos Fontes de Alimentação s ovinos Pecuária Jaçanã plantios de palma forrageira, (Fazendas Sta Rita, capim bufel e algaroba 1000 3000 229 Cacimba de Baixo e Porteiras) Fazenda Poço plantios de palma forrageira e de - 600 - Escuro capim bufel e áreas de caatinga
  45. 45. 44 Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita
  46. 46. 45 7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO 7.1. Qualidade da água A água que abastece as comunidades da área piloto é proveniente de poços tubulares ou poços Amazonas. Muitas vezes, apresenta salinidade elevada, tornando-a imprópria para o consumo humano e obrigando a população a procurar outras formas de captação como as barragens, açudes ou cacimbas escavadas no aluvião. Nos períodos de estiagem mais críticos, quando as barragens e açudes estão secos ou com a sua capacidade mínima, as cacimbas escavadas no aluvião tornam-se a principal fonte de captação de água. No aluvião do Riacho Copiti, são encontradas a maior parte dessas captações, cuja profundidade média varia de 1 a 3 metros. O fato de não existir nenhum tipo de proteção sanitária expõe o aqüífero aluvionar à contaminação, fato agravado pela circulação de animais sobre o mesmo, pela deposição de resíduos sólidos como ocorre em Samambaia e pelo uso de adubos químicos e pesticidas nos locais de plantio. Diante deste quadro, a CPRH concentrou os estudos de análise de água no aluvião, embora também tenham sido feitas algumas análises em amostras de água de poços tubulares, coletadas pela CPRM e em algumas barragens superficiais. A figura 2 mostra um diagrama com a localização das estações de coleta. Em campo, foram tomados os seguintes procedimentos: ¾Coleta de amostras de água para análise bacteriológica. ¾Coleta de amostras de água para determinação em laboratório de nitratos, nitritos, amônia, cloretos, turbidez, pH, TSD (Total de sólidos dissolvidos), sólidos suspensos e oxigênio dissolvido. ¾Medidas de salinidade, condutividade e temperatura “in situ” utilizando o Condutivímetro YS1 Model 30.
  47. 47. 46 Custódia 20 Km 9092000 E19 Povoado de Fazenda Nova E1 E2 E3 Riacho do Simplício E20 E16 Fazenda Sta. Rita P21 Sto Antônio Fazenda Cacimba de Baixo E4 Fazenda Porteiras E18 E5 Núcleo urbano de Caiçara E6 E7 Povoado de Salgado Fazenda Poço Escuro E8 E14 LEGENDA P15 Estação E9 Barragem E10 Matadouro e Cemitério de Samambaia E11 Núcleo urbano de Samambaia 9079000 Açude Poço da Cruz 10 Km Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti
  48. 48. 47 Qualidade da água no aqüífero aluvionar Tendo em vista que se desconhece a existência de metodologias específicas para avaliação da qualidade da água em aqüíferos aluvionares no semi-árido nordestino, fez-se uma tentativa de enquadramento da água com base na Resolução do CONAMA n° 20/86. Vale salientar que a quantidade de parâmetros físico-químicos obtidos não são suficientes para determinação da qualidade da água e que a coleta em apenas uma estação sazonal (período de estiagem) não é suficiente, sendo necessário também, avalia-la no período chuvoso. A tabela 5 (em anexo) mostra os resultados das análises obtidos nas estações de coleta. Tomando-se como base a Resolução do CONAMA n° 20, de 18 de Junho de 1986, que estabelece a classificação das águas, doces, salobras e salinas no Território Nacional, o aqüífero aluvionar, situado ao longo do Riacho Copiti, pode ser dividido em dois trechos. No primeiro trecho, que vai do início da Área Piloto, em Fazenda Nova, até a Fazenda Porteiras, todas as estações medidas (E1, E2, E4, E16, E19, E21) obtiveram valores de salinidade abaixo de 0,5 ‰, caracterizando a água como doce. No segundo trecho, que se estende de Caiçara, até Samambaia (limite sul da área), a maioria das estações (E5, E10, E11, E14, E15, E18) apresentou valores de salinidade acima de 0,5 ‰, caracterizando a água como salobra. As estações E10 e E11, localizadas em Samambaia apresentaram os maiores valores: 1,9 ‰ e 2,4 ‰, respectivamente. O Gráfico 1 mostra a variação da salinidade, ao longo das estações.
  49. 49. 48 Gráfico 1 Variação de Salinidade 2,6 2,4 2,2 2 Salinidade (°/°°) 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Salinidade Limite para água doce Qualidade do Trecho 1 Segundo o artigo 2° da Resolução do CONAMA n° 20/86, que classifica a água quanto ao uso preponderante, o trecho 1 pode ser enquadrado na Classe 1 de águas doces. As estações E1 e E4, situados neste trecho, apresentaram valores de cloretos (Gráfico 2) inferiores a 250 mg/l que é o valor máximo permitido nesta classe. Com relação aos valores do pH, Nitrato, Nitrito e Sólidos Totais Dissolvidos, todos estão dentro do padrão estabelecido. Nas duas estações, os valores de Oxigênio Dissolvido ficaram abaixo do padrão ( 6) e com relação à Amônia e à Turbidez, a estação E1 apresentou valores acima do permitido 0,37 mg/l e 124 UNT, respectivamente. Qualidade do Trecho 2 O trecho 2, classificado como água salobra, não pôde ser enquadrado em nenhuma das classes deste tipo de água. Por se tratar de uma área onde os recursos hídricos são bastante escassos e pelo fato do aqüífero aluvionar ser, atualmente, o principal manancial disponível, não poderia ter seu uso restringido ao consumo humano. Então, mesmo tratando-se de água salobra, serão utilizados os padrões da Classe 1 de água doce, para efeitos comparativos.
  50. 50. 49 Todas as estações deste trecho apresentaram pH dentro da faixa permitida (Gráfico 6). Com relação à Turbidez, apenas as estações E6 e E7 apresentaram valor maior que o admitido. Para Nitritos, as estações E10 e E11 ficaram acima do valor máximo (0,1 mg/l). Com relação ao OD (Oxigênio Dissolvido), apenas a estação E10 ficou dentro do padrão (Gráfico 4). Para Nitratos, todas estão dentro do padrão, com exceção da E11 e para Cloretos as estações E5, E10 e E11 apresentaram valores acima do padrão permitido. Todas as estações apresentaram valores de Sólidos Totais Dissolvidos e Amônia (Gráficos 3 e 8) acima do padrão permitido. Qualidade da água da Barragem Superficial de Samambaia A água da barragem apresentou salinidade de 0,1 ‰, o que caracteriza uma água doce. Utilizando-se os padrões da Classe 1 de água doce, os resultados das análises feitas na água da barragem, mostram que os valores de turbidez e amônia ultrapassaram o máximo permitido. O restante dos parâmetros analisados apresentaram valores dentro dos padrões estabelecidos (ver tabela 5 em anexo). Variação de Cloreto 1400 1200 1000 Cloretos (mg/l) 800 600 400 200 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações
  51. 51. 50 Gráfico 3 Variação de Sólidos Totais 3500 3000 Sólidos Totais (mg/l) 2500 2000 1500 1000 500 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 4 Variação de Oxigênio Dissolvido 12 Oxigênio Dissolvido (mg/l) 10 8 6 4 2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 5 Variação da Condutividade Elétrica 5000 4500 Condutividade Elétrica 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações
  52. 52. 51 Gráfico 6 Variação do pH 7,6 7,4 7,2 pH 7 6,8 6,6 6,4 6,2 6 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 7 Variação de Turbidez 140 120 100 Turbidez (UNT) 80 60 40 20 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 8 Variação de Amônia 1,8 1,6 Caiçara 1,4 Amônia (mg/l) 1,2 Fazenda Nova Fazenda Porteiras 1 Poço Escuro Samambaia 0,8 Samambaia Caiçara 0,6 Caiçara 0,4 0,2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações

×