Seminário sobre Avaliação - UFGD - 2010

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Seminário sobre Avaliação - UFGD - 2010

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS SEMINÁRIO SOBRE AVALIAÇÃO PROGRAMA DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Disciplina: Docência no Ensino Superior Profa. Dra. Alaide Maria Zabloski Baruffi. Alunas: Ana Paula Moreira de Sousa e Janete de Melo Nantes 1º Semestre 2010 09/06/2010
  2. 2. OBJETIVOS DO SEMINÁRIO <ul><li>Compreender a avaliação da aprendizagem como: </li></ul><ul><li>uma atividade docente comprometida com a construção do conhecimento; </li></ul><ul><li>um dos desafios da educação escolar; </li></ul><ul><li>um elemento integrador do processo de ensino e aprendizagem. </li></ul>
  3. 3. Desafios da Educação Escolar Desafios da Educação Escolar Currículo Aprendizagens Ensino Organização Avaliação
  4. 4. AVALIAÇÃO: na perspectiva da construção do conhecimento “ Processo de obter informações sobre aspectos relevantes da experiência e das qualidades dos alunos/as para adotar decisões sobre o ambiente de aprendizagem que estimule o progresso dos alunos/as e incremente a eficácia do professor” (HARLEN , apud, GIMENO SACRISTÁN e PEREZ GOMES, p.340). “ Um juízo de qualidade sobre dados relevantes para uma tomada de decisão” (Luckesi, 1995, p.69).
  5. 5. AVALIAÇÃO: na perspectiva da construção do conhecimento “ É a reflexão transformada em ação. [...] que nos impulsiona a novas reflexões [...] permanente do educador sobre sua realidade, e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento. Esta ação permite a análise, o conhecimento, o diagnóstico da realidade e daqueles que a fazem” (HOFFMANN 1992, p.18). AVALIAÇÃO FORMATIVA: [...] está.... centrada essencial e imediatamente sobre a gestão das aprendizagens dos alunos (pelo professor e pelos interessados)” (PERRENOUD, 1999, p. 89).
  6. 6. AVALIAÇÃO: na perspectiva da construção do conhecimento Tem por finalidade : <ul><li>informar ao professor o que foi aprendido pelo estudante; </li></ul><ul><li>Informar ao estudante quais são seus avanços, dificuldades e possibilidades; </li></ul><ul><li>Encaminhar o professor para a reflexão sobre a eficácia de suas práticas educativas; </li></ul><ul><li>orientar o ajuste de sua intervenção pedagógica para que o estudante aprenda; </li></ul>
  7. 7. AVALIAÇÃO: na perspectiva da construção do conhecimento Tem por finalidade : <ul><li>possibilitar à equipe escolar definir prioridades em suas ações educativas; </li></ul><ul><li>dá ao professor informação sobre o seu ensino, permitindo-lhe identificar onde seu trabalho deixou de dar resultados esperados, como e onde os estudantes tiveram dificuldades, permitindo que falhas possam ser reparadas ( KRASILCHIK, 2001, p.168 ). </li></ul>
  8. 8. Princípios para uma avaliação com vistas a construção do conhecimento <ul><li>Abrir mão do uso autoritário da avaliação; </li></ul><ul><li>2. Alterar a metodologia de trabalho em sala; </li></ul><ul><li>3. Redimensionar o uso da avaliação; </li></ul><ul><li>4. Redimensionar o conteúdo da avaliação; </li></ul><ul><li>5. Alterar a (nossa) postura diante dos resultados; </li></ul><ul><li>6. Criar uma nova mentalidade junto aos estudantes, aos professores e a comunidade acadêmica. </li></ul>A AVALIAÇÃO é muito mais que os itens acima..... é PARCERIA.
  9. 9. <ul><li>Propostas de instrumentos utilizados no processo de avaliação formativa </li></ul><ul><li>Painel integrado </li></ul><ul><li>Prova escrita dissertativa </li></ul><ul><li>Observação como instrumento de investigação </li></ul><ul><li>Diário reflexivo </li></ul><ul><li>Auto-avaliação </li></ul><ul><li>Portifólio </li></ul>AVALIAÇÃO
  10. 10. <ul><li>Propostas de instrumentos utilizados no processo de avaliação formativa </li></ul><ul><li>Trabalho monográfico </li></ul><ul><li>Seminário </li></ul><ul><li>Entrevista </li></ul><ul><li>Conselho de turma </li></ul>AVALIAÇÃO
  11. 11. “ O real não está na saída nem na chegada... Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia...” (Guimarães Rosa) AVALIAÇÃO
  12. 12. Modelos de formação vigente Ensino superior qualitativamente diferenciado simultaneamente regido pela ética da solidariedade entre professores e estudantes (p. 238). Sociedade como palco de velozes mudanças tecnológicas, culturais, políticas e econômicas. Não há tempo para perder tempo com reflexão, com dúvidas epistemológicas. É preciso dar respostas precisas devido ao processo de mudanças aceleradas. AVALIAÇÃO
  13. 13. <ul><li>Barreiras na construção de um processo de avaliação de qualidade: </li></ul><ul><li>Reação dos docente às mudanças; </li></ul><ul><li>Nível de exigência inegociável; </li></ul><ul><li>Mudanças em momentos de acirradas concorrências no mercado educacional. </li></ul><ul><li>Superação do nível primário de avaliação para uma avaliação de nível superior. </li></ul>AVALIAÇÃO
  14. 14. Experimentar a mudança, sem medo, encarando a avaliação da aprendizagem contemporânea: o mundo mudou, os jovens mudaram. Avaliação da aprendizagem regida pelos princípios pedagógicos da criatividade, da dúvida epistemológica, da autonomia, da criticidade. Inovação nos processos de avaliação em que a apropriação do saber seja usada em favor da busca por melhor qualidade de vida social. AVALIAÇÃO
  15. 15. Valorizam-se: a) todas as etapas, todo o processo educativo b) a busca, as indagações, a elaboração de hipóteses e resolução das situações problemas apresentadas. c) utilização das as aprendizagens das outras disciplinas d) fazer relações. e) [...] veículo de comunicação entre o acadêmico e o professor. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  16. 16. Barton e Collins (1997, p. 2) apontam 7 características essenciais para o desenvolvimento de portifólios: 1) múltiplos recursos que permitem avaliar variedade de evidências; 2) autenticidade, o trabalho dos alunos se articulam ao trabalho em desenvolvimento; 3) dinâmico, constatação do desenvolvimento e as mudanças do aluno ao longo do processo; 4) explicitação de seus propósitos, os alunos conhecem o que se espera deles; PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  17. 17. 5) integração, relação entre as atividades escolares e as experiências de vida; 6) Pertencimento do trabalho ao aluno; 7) Natureza multiproposital, mesmas evidências para avaliar o o trabalho pedagógico assim como a aprendizagem dos alunos. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  18. 18. Benigna Maria de Freitas Villas Boas “ Práticas avaliativas no contexto do trabalho pedagógico universitário: formação da cidadania crítica” Pedagoga, mestre em Técnicas de Ensino e pós-doutora em Educação. Atualmente é professora da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Avaliação da Aprendizagem, atuando em cursos de graduação, mestrado e doutorado. É organizadora do livro Avaliação: políticas e práticas, da editora Papirus. Autora dos livros: Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico (2004) e Virando a escola do avesso por meio da avaliação (2008), ambos da editora Papirus. Coordena o grupo de pesquisa Avaliação e Organização do Trabalho Pedagógico. AVALIAÇÃO
  19. 19. Freitag – importância da escolaridade na formação da cidadania. O trabalho pedagógico na universidade não se exime dessa responsabilidade; O trabalho pedagógico universitário – parceria professor -aluno x processo ensino-aprendizagem. Demo (2000) – professores = profissionais da aprendizagem x mero ensino (mandato pedagógico); Trabalham pela cidadania da sociedade do conhecimento (cidadania crítica); Crítica ao instrucionismo pedagógico (aulas reprodutivas). O TRABALHO PEDAGÓGICO UNIVERSITÁRIO
  20. 20. Demo discorre “ escutar professor, tomar nota e fazer prova indicam, hoje, a falência total do sistema educativo, porque não há nada de educativo nisso.” Aula – todos os alunos aprendendo os mesmos conteúdos ao mesmo tempo; Sala de aula – espaço e tempo designado às atividades de aprendizagem. O TRABALHO PEDAGÓGICO UNIVERSITÁRIO
  21. 21. <ul><li>Intencionalidade do trabalho pedagógico: </li></ul><ul><li>Que concepção de educação é adotada? </li></ul><ul><li>Que tipo de cidadão se pretende formar? </li></ul><ul><li>Para reproduzir ou produzir o conhecimento? </li></ul><ul><li>Que tipo de relação de pretende estabelecer: de interação ou de imposição? </li></ul><ul><li>A partir daí define o trabalho: seu conteúdo, metodologia, objetivos, atividades, cronograma, tempo, espaços e o processo de avaliação. </li></ul>O TRABALHO PEDAGÓGICO UNIVERSITÁRIO
  22. 22. <ul><li>Aula criativa e inovadora : </li></ul><ul><li>Aluno e professor são protagonistas; </li></ul><ul><li>Espaço de inovação no processo de ensinar, aprender e pesquisar; </li></ul><ul><li>Relação dialógica entre professor e aluno; </li></ul><ul><li>Lócus produtivo de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Encontro do professor com o grupo de alunos; </li></ul><ul><li>Centralidade não na aula, mas no trabalho; </li></ul><ul><li>Cidadania plena como domínio dos conhecimentos para inserção social crítica. </li></ul>O TRABALHO PEDAGÓGICO UNIVERSITÁRIO
  23. 23. <ul><li>Articulando a avaliação ao trabalho pedagógico </li></ul><ul><li>Parceira aluno e professor na construção do trabalho pedagógico; </li></ul><ul><li>Planejamento da avaliação; </li></ul><ul><li>Tratamento dado a avaliação; </li></ul><ul><li>Papel desempenhado pelos exames externos. </li></ul>A AVALIAÇÃO E O TRABALHO PEDAGÓGICO
  24. 24. <ul><li>O que mais acontece: </li></ul><ul><li>Aplicar e corrigir provas; </li></ul><ul><li>Produções de textos, relatórios, projetos, trabalhos de campo; </li></ul><ul><li>Tirar média dos números; </li></ul><ul><li>Critérios como freqüência e observância de prazos como arredondamento de notas. </li></ul>A AVALIAÇÃO E O TRABALHO PEDAGÓGICO
  25. 25. <ul><li>O que menos acontece: </li></ul><ul><li>Observação da produção do aluno; </li></ul><ul><li>Análise de seu progresso; </li></ul><ul><li>Como entrou e como está concluindo; </li></ul><ul><li>Considerar o ponto de partida. </li></ul><ul><li>Apenas o desempenho do aluno é avaliado e não o trabalho pedagógico. </li></ul>O TRABALHO PEDAGÓGICO UNIVERSITÁRIO
  26. 26. <ul><li>Reflexões: </li></ul><ul><li>Que concepção de avaliação adotar? </li></ul><ul><li>Vinculada ao desenvolvimento de qual trabalho pedagógico? </li></ul><ul><li>Para formar que tipo de cidadão e de profissional? </li></ul><ul><li>O que será feito com os resultados da avaliação? </li></ul><ul><li>Quem participará desse processo de planejamento? </li></ul><ul><li>O que levar em conta nesse planejamento? </li></ul><ul><li>Que plano-instrumento resultará do planejamento? </li></ul><ul><li>Para que servirá esse plano? </li></ul><ul><li>Quem o usará? </li></ul><ul><li>Como ele será avaliado? </li></ul>A AVALIAÇÃO E O TRABALHO PEDAGÓGICO
  27. 27. Portifólio como instrumento de avaliação é mais do que: Uma coleção de trabalhos do aluno; Uma pasta onde se arquivam textos; A seleção dos trabalhos a serem incluídos no portifólio é feita por meio de auto-avaliação crítica e cuidadosa, que envolve o julgamento da qualidade da produção e das estratégias de aprendizagem utilizadas. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  28. 28. Gardner (1995) o define como um local para colecionar todos os passos percorridos pelo aluno ao longo da trajetória de sua aprendizagem. A coletânea de trabalhos, provas, exercícios, contidos na pasta individual, permite construir, entre outras coisas, o perfil acadêmico do aluno, refletindo o ritmo e a direção de seu crescimento, os temas de seu interesse, suas dificuldades e o potencial a ser desenvolvido. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  29. 29. Além de sua própria produção acadêmica, o aluno é incentivado a colecionar, no portfólio o registro de suas reflexões e impressões sobre a disciplina ou curso, opiniões, dúvidas, dificuldades, reações aos conteúdos e aos textos indicados, às técnicas de ensino, sentimentos, situações vividas nas relações interpessoais e outros aspectos. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  30. 30. No momento devido, todo esse material colecionado poderá oferecer subsídios para a avaliação do estudante, do professor, dos conteúdos e das metodologias de ensino, assim como para estimar o impacto da disciplina, curso ou programa educacional. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  31. 31. É o registro da trajetória de sua aprendizagem através da seleção, ordenação dos documentos produzidos (planejamento da disciplina, fichamentos, textos complementares, fotos, reportagens, etc....) que de algum modo contribuiram com o percurso de sua aprendizagem, as hipóteses que levantou e se os fins que alcançou foram realmente os propostos no início do trabalho). PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  32. 32. Recomendo, que a cada dia - de aula pelo menos- seja feito um registro pessoal, pois isso possibilita ao professor e ao acadêmico (eu e você) um retrato dos passos percorridos na construção das aprendizagens. PORTFOLIO/PORTIFÓLIO
  33. 33. ÉTICA NA AVALIAÇÃO Pessoa torna-se Ética, ela não nasce ética, isto ocorre devido a sua FORMAÇÃO; Busca do AUTOCONHECIMENTO, AUTOCRESCIMENTO, olhar ao redor a situação que se vive com o “OUTRO ”; Avaliação de aprendizagem, é um ato integrativo, acolhedor, inclusivo, amoroso, garante o processo de APRENDER para quem o faz; Ação pedagógica se faz para o Mundo e com o Mundo, interferindo e influenciando.
  34. 34. Dados sobre uma pesquisa realizada sobre avaliação da turma de mestrado de Entomologia de 2006 junto aos alunos de Ciências Biológicas da UFGD na disciplina Didática e Metodologia do ensino superior <ul><li>O método mais utilizado pelos professores e de maior preferência dos alunos é a prova dissertativa; </li></ul><ul><li>A formulação da prova escrita feita pelos professores, deixam margem de dúvidas, segundo 49,05% dos acadêmicos; </li></ul><ul><li>A maioria dos professores divulga os resultados das avaliações, no entanto, poucos corrigem ou comentam em sala de aula; </li></ul>
  35. 35. <ul><li>O s alunos consideram que a avaliação faz parte da aprendizagem, porém ela é aplicada por ser uma obrigação burocrática; </li></ul><ul><li>Segundo os acadêmicos, a avaliação é importante porque avalia o aluno e a eficiência do professor e verifica se os alunos assimilaram o conteúdo; </li></ul><ul><li>Os acadêmicos demonstram nervosismo, insegurança, pressão e medo na hora da avaliação; </li></ul><ul><li>Para os acadêmicos, as avaliações deveriam ser práticas ou deveria haver variação dos métodos. </li></ul>

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