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Arte no
Brasil
Pós semana de 22
Após a semana de 22
• Ainda na fase heróica do modernismo
– Artistas continuam a trabalhar com uma
linguagem internacional também preocupada com
a temática nacional
– Tarsila do Amaral se destaca nessa época
• Precursora do cubismo nas artes brasileiras
• Cores marcantes
• Temáticas sociais
• Várias fases
• O primeiro veículo das ideias modernistas é a
revista Klaxon (lançada em maio de 1922)
• Movimentos culturais decorrentes da semana de
22:
– Movimento verde-amarelo (ou verde-amarelismo)
– Grupo Anta
– Manifesto da Poesia Pau-Brasil: enfatizada a
necessidade de criar uma arte baseada nas
características do povo brasileiro e pautada pela
modernidade européia.
• Maio de 1928 essas ideias chegam ao extremo com o
manifesto Antropofágico.
Após a semana de 22
• Primeiro veículo de
ideias modernistas
• Klaxon = Buzina
utilizada em veículos
oficiais.
(Dicionário Cambridge)
Capa da primeira edição da revista KLAXON,
maio de 1922
http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/62/searc
h?order=ASC&sort_by=dc.title (Klaxon)
• Manifesto antropofágico
“Só a ANTROPOFAGIA nos une. Socialmente. Economicamente.
Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de
todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question”.
– Linguagem metafórica, poética e bem humorada
– Publicado dentro da Revista da Antropofagia
– Repensar questões de dependência cultural
– Em resumo, propôs a devoração da cultura e técnicas importadas e a
transformação do importado para o exportável.
Após a semana de 22
http://www.ufrgs.br/cdrom/oandrade/oandrade.pdf Manifesto antropofágico
• http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/060013-01
Manifesto Antropófago, maio de 1928, São Paulo.
Publicado na Revista de Antropofagia.
• O manifesto antropofágico
não pregava mais a união
entre a cultura primitiva
(índia e africana) com a
cultura estrangeira (latina)
– como o Pau-Brasil
• Agora o primitivismo
aparece como signo de
deglutição crítica do outro,
do moderno e civilizado.
• “Abaporu” é inspirador do
movimento antropofágico
Após a semana de 22
Tarsila do Amaral – “Abaporu” – 1928, óleo sobre
tela, 95x73 cm
• Primeira geração de modernistas
– Desenvolvem uma arte experimental
– Convivem de perto com a arte européia (principalmente
paris)
– União de elementos da arte européia com elementos da
nacionalidade brasileira
• Alguns dos artistas: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti,
Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Ismael
Nery, Cícero Dias, Lasar Segall, Victor Brecheret,
Flávio de Carvalho
Após a semana de 22
• Segunda geração modernista (anos 30 e 40)
– Ainda sob a influência das vanguardas, mas agora com artistas
sem formação internacional
– Surgem associações e grupos de artistas.
– A arte luta por espaços institucionais
• Lúcio Costa é nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes
(reduto da arte acadêmica)
• Abre o salão de exposições para diversas tendências (Salão
Revolucionário de 1931)
• Primeira vez que a arte moderna penetra em uma exposição
oficial e é lançada a todo país
• Antes mesmo da exposição acabar, devido a pressão dos
acadêmicos, Lúcio Costa, se demite
Após a semana de 22
• No salão revolucionário estavam presentes
artistas da primeira e segunda geração
modernistas
• Contribuiu para trazer mais força ao modernismo
• O Salão se fez um marco da conscientização de
uma realidade artística (até então circunscrita
apenas a São Paulo)
• A XXXVIII Exposição Geral de Belas-Artes reunia
modernos e os acadêmicos (em salas separadas)
Após a semana de 22
• Artistas modernistas participantes:
•Flávio de Carvalho
•Ismael Nery
•John Graz
•Lasar Segall
•Paulo Rossi Osir
•Quirino da Silva
•Tarsila do Amaral
•Waldemar da Costa
•Alberto da Veiga Guignard
•Aldo Bonadei
•Anita Malfatti (org.)
•Antônio Gomide
•Cândido Portinari (org.)
•Cícero Dias
•Di Cavalcanti
Após a semana de 22
Victor Brecheret, A tocadora de guitarra em pé, 1923, 75X 21 X 16 cm.
Pinacoteca do estado
•Suas obras recebem influências do
cubismo e Art Deco
•Troca a dramaticidade por formas
simplificadas e ornamentais
Victor Brecheret
• 11 metros de altura
total por 8,40
metros de largura e
43,80 metros de
profundidade.
• Sua composição é
feita de 240 blocos
de granito, com
aproximadamente
50 toneladas cada
um.
Victor Brecheret,
Monumento às Bandeiras
(1936-53). Parque do
Ibirapuera, São Paulo, SP
Ismael Nery, Dois irmãos (O luar). 1925,
Óleo sobre cartão, 45.50 cm x 37.50
cm. Coleção particular
Ismael
Nery•Pinta, desenha escreve, mas
nunca desejou ser artista
profissionalmente
•Arte como reflexão
•Os temas nacionalistas não são
recorrentes
•Viaja para Paris em 1920,
quando retorna começa a usar
mais cores em seus trabalhos
•Descobre que tem tuberculose
(1930) = Suas figuras tornam-se
mais esgarçadas e rasgadas
Ismael Nery, Resignação diante do Irreparável. S/d. guache sobre
papel, 22,5x16 cm. Acervo Luis Fernando Nazarian
Ismael Nery, Rio de Janeiro, S/d, aquarela sobre papel,
20x25,4. Coleção Particular
Cícero Dias, Eu vi o mundo... Ele começava em Recife,
1926-9. guache e técnica mista sobre papel, colado
em tela, 198x12000 cm. (Recorte)
Cícero
Dias•No começo suas obras
eram leves e
representavam quase
sonhos
•Mistura literatura do
imaginário nordestino e
surrealismo
•Na década de 40, se
direciona ao surrealismo
Cícero Dias, Porto do Recife, 1930, óleo sobre tela,
105x105 cm. Museu do Estado de Pernambuco (MEPE)
Cícero Dias, Sem título. 1930, aquarela e guache sobre papel.
Cícero Dias, Gamboa do Carmo no Recife, 1929, óleo
sobre tela, 71x60 cm. Coleção Particular
• Pintor, escultor,
desenhista, ilustrador,
artista gráfico.
• Inicia seus estudos
artísticos no Brasil, mas se
muda para França, onde
continua estudando.
• Estuda arte marajoara
• Preocupações com temas
sociais, religiosos e mais
tarde, regionais.
Vicente do Rego Monteiro
Vecente do Rego Monteiro, M. Maunier Et Sa Fille, 1922.
Óleo sobre tela, 92x73 cm. Coleção Gilberto Chateaubriand
Vecente do Rego Monteiro, Menino, 1920.
Óleo sobre cartão, 47x34 cm
Vecente do Rego Monteiro, Os calceteiros,
1924. Óleo sobre tela, 145x165 cm.
• 1932 – Fundada a sociedade pró arte moderna
(SPAM)
• Janeiro de 1932 a março de 1934
– Lasar Segall era a figura de destaque
– O objetivo do grupo era aproximar os artistas
modernistas e o público
• Exposições, conferências, concertos e reuniões literárias
• Bailes de carnaval “Carnaval na cidade de SPAM” e
“Expedição as matas virgens de Spamolândia” – Atraiu
membros da elite paulistana
Após a semana de 22
• A princípio os bailes de carnaval eram somente um pretexto para
arrecadar fundos, mas sob o comando de Segall transformaram-se.
• Carnaval na cidade de SPAM: foi transformado em uma cidade
imaginária
• As pessoas vestiam figurinos confeccionados especialmente para a essa festa, cada
um tinha sua função e eram subordinados a um prefeito (no fundo existia uma crítica
a sociedade)
• Contou com pinturas e esculturas de artistas da escola de Paris junto as obras dos
membros do SPAM
• Expedição às Matas virgens da Spamolândia:
• O local foi transformado numa selva com animais monstruosos
• A dançarina expressionista Chinita Ullman coordenou danças
• Mantinha-se a crítica a ordem econômica, política e social da cidade
• Trouxe obras de artistas modernos do Rio, na tentativa de aproximar as duas capitais
Após a semana de 22
Fotografia do baile “Carnaval na Cidade de Spam”
Fotografia do baile “Carnaval na Cidade de Spam”
Decoração do Baile “Expedição às Matas Virgens de Spamolândia”
• A SPAM promoveu ainda várias outras
manifestações artísticas
• Foram discussões internas que abalaram a
sociedade no final de 33.
• Adeptos ao integralismo da sociedade paulistana
discriminavam estrangeiros e especialmente
judeus, Segall se demite
• Principais artistas: Lasar Segall, Tarsila do Amaral,
Anita Malfatti, John Graz, Paulo Rossi Osir, entre
outros
Após a semana de 22
Lasar Segall, Morro vermelho. 1926. Óleo sobre tela, 115x95 cm
Lasar Segal
•Lituano
•Expõe suas obras em
1913 em Campinas e São
Paulo
•Une expressionismo
alemão, impressionismo
francês, e temática
brasileira em suas obras
Lasar Segall, Perfil de Zulmira, 1928, Óleo s/ tela, 62,5 X
54,0 cm
Lasar Segall, Duas figuras, 1933 Guache s/ papel, 46,5 X
70,0 cm
Lasar Segall, Cabeça de
Menina. Óleo sobre tela,
1908, 37 cm x 34 cm
• Traz uma nova linguagem ao adotar a
temática nacional
• Seu trabalho apresenta três fases principais
– Fase Pau Brasil = referência ao cubismo, cores
muito vivas, formas mais simples
– Fase Antropofágica = Exagero nas formas
anatômicas, conversa com o surrealismo
– Fase voltada a temas sociais (quando volta da
URSS)
Após a semana de 22
Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral. A
Caipirinha, 1923. Óleo sobre
tela, 60 cm x 81 cm. Coleção
particular
Tarsila do Amara. A Cuca ,1924, óleo sobre tela, 73×100 cm
Tarsila do Amaral, O MAMOEIRO,
1925, óleo sobre tela, 65x70 cm.
Coleção de Artes Visuais Do
Instituto de Estudos Brasileiros –
USP – São Paulo
Tarsila do Amaral, Carnaval em
madureira, 1924, óleo sobre tela, 76x63
cm , Fundação José e Paulina Nemirovsky,
São Paulo
Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, 79x101 cm, (P110), Fundação
José e Paulina Nemirovsky, SP
Tarsila do Amaral, Abaporu, 1928, óleo sobre tela, 85x73 cm Museo de Arte
Latinoamericano de Buenos Aires – Fundación Costantini, Buenos Aires, Argentina
Tarsila do Amaral, URUTU, 1928, óleo sobre tela, 60x72 cm,
Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, RJ
Tarsila do Amaral, SEGUNDA CLASSE, 1933, óleo sobre tela,
110x151 cm, Coleção particular, São Paulo
Tarsila do Amaral, OPERÁRIOS, 1933, óleo sobre tela,
150x205 cm, Acervo Artístico- Cultural dos Palácios do
Governo do Estado de São Paulo
Anita Malfatti. O homem amarelo, 1915-6. Óleo sobre tela,, 61x51, Coleção Mário
de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo
Anita Malfatti
•Inaugura a disputa entre
arte moderna e arte
acadêmica
•Influência do fauvismo e
cubismo principalmente
•Na década de 30 algumas
dificuldades financeiras a
obrigam a dar aulas de
pintura e fazer obras
decorativas
•Na década de 40 se
interessa em retratar a
cultura mineira
Anita Malfatti, Retrato de um professor. 1912-3, óleo
sobre tela, 50,5x40 cm, Coleção particular
Anita Malfatti, A japonesa, 1924. Óleo sobre tela, 100x80
cm. Coleção Gilberto Chateubriand/ Museu de Arte
Moderna, Rio de Janeiro
• Suíço
• Pintor, decorador,
escultor e artista
gráfico
• Viaja várias vezes para
a Europa, onde recebe
diversas influências
• Projeta e executa a
decoração de
residências
paulistanas,
desenhando móveis,
luminárias, afrescos,
vitrais, maçanetas,
banheiros e jardins
John Graz
John Graz, Ciprestes em Toledo, 1920.
Óleo sobre tela, 73x59 cm. Coleção
particular
John Graz, Retrato do Desembargador Gabriel Gonçalves
Gomide, 1917. Óleo sobre tela, Museu de Arte de São
Paulo Assis Chateaubriand (SP)
John Graz, Floresta tropical, s/d.
Óleo sobre tela, Acervo Sergio
Sahione Fadel
• Paulo Rossi Osir
• Estuda na Inglaterra e
depois Milão
• Participa da SPAM e
mais tarde da FAP
• Na década de 1940,
cria a empresa de
azulejaria Osirarte, e
passa a produzir os
azulejos desenhados
por Candido Portinari
para os edifícios do
Ministério da
Educação e Saúde (Rio
de Janeiro) e para a
Igreja da Pampulha
(Belo Horizonte)
Rossi Osir
Rossi Osir, Vista de Copacabana, Tomada do Pão de Açúcar,1929.
Óleo sobre tela, 40x50 cm. Coleção particular
Rossi Osir, Paisagem do Bairro da Saúde, 1933. Óleo sobre
tela, 55x72 cm. Coleção particular
Rossi Osir, Mulata com Gato, s/d. Óleo
sobre tela, 61x50,5 cm. Acervo
Artístico-Cultural dos Palácios do
Governo do Estado de São Paulo (SP)
• 24 de novembro de 1932 surge o CAM – Clube
dos Artistas modernos (1 dia depois do SPAM)
– Ambos sinalizavam uma atitude de independência
das instituições
– Procura por uma temática menos elitista e mais
próxima ao cunho social
“Detestamos elites; não temos sócios doadores” (Flávio
de Carvalho)
– Surgiu da vontade de Flávio de Carvalho e sua
aliança com Di Cavalcanti, Gomide e Carlos Prado
Após a semana de 22
• Também realizavam festas, concertos, palestras e
exposições
– Os eventos aconteciam na sede do clube, no prédio da rua
Pedro Lessa, na parte baixa do viaduto Santa Ifigênia
– Nessa sede também existia uma biblioteca e um bar
– Nesse mesmo prédio, não por coincidência, também eram
os ateliês de: Antonio Gomide,Carlos Prado e Di Cavalcanti
– Parceiros na criação do CAM.
– O espírito da associação é promover intercâmbios entre as
diversas artes, estimular debates, divulgar novas criações e
defender os interesses da classe artística.
Após a semana de 22
– Promoveram o “Teatro da experiência” com a
peça inaugural “O bailado do deus morto”, foi
fechado pela polícia após a terceira apresentação
– Apresentavam forte engajamento político e social,
simpatia em relação à experiência soviética e a
crítica cerrada ao Estado e à Igreja brasileiros.
– Enquanto o SPAM acabou devido a discriminações
raciais no meio artístico, o CAM acabou devido à
censura.
Após a semana de 22
• Estuda na França e Inglaterra (eng.
civil)
• Volta para o Brasil logo após a
semana de 22
• Atua em vários campos da
arquitetura, artes plásticas e teatro
• Próximo aos modernistas mas
distante dos objetivos nacionalistas
• 1931 realiza a experiência número 2:
Atravessa no sentido contrário uma
procissão de Corpus Christi – declara
que tinha o objetivo de “palpar
psiquicamente a emoção
tempestuosa da alma coletiva...”
• 1956 realiza a experiência número 3:
Desfila nas ruas de São Paulo em
traje de verão masculino e com uma
saia
• Sempre se opôs a abstração
Flávio de Carv
Flávio de Carvalho, Mulher Esperando, 1937. Óleo sobre tela, 93x73,5 cm. Coleção Particular
Flávio de Carvalho, Série trágica, 1947. Carvão sobre papel.
Di Cavalcanti, Devaneio, 1927. Óleo
sobre tela, 99,5x156 cm. Coleção
particular
Di Cavalcanti
•Começa a trabalhar com Art Nouveau e
caricaturas
•Viaja para Paris, onde recebe influência de
Braque, Picasso e Matisse
Di Cavalcanti, Samba. Óleo sobre tela, 177x154cm
Coleção Geneviève e Jean Boghici
Di Cavalcanti, Amigos (Boêmios), Pastel, 1921, 34x23 cm
,Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Antônio Gomide, Nu cubista, 1930, óleo sobre tela,
60,6x38 cm.
•Formas abstratas
•Motivos indígenas
•Composições com paisagens
(também era cenógrafo)
•Estuda na Suíça e França
•Influência de Cezanne e do
cubismo
•Com sua volta ao Brasil, passa a
retratar temas nacionais
•Pinturas a óleo, aquarelas,
desenhos, afrescos
Antônio Gom
Antônio Gomide, Casal. 1925, Aquarela, 28x28 cm
Antônio Gomide, Árvores, 1925,
Aquarela, 51x32 cm. Coleção
Particular
• Pintor, gravador, desenhista,
ceramista e arquiteto
• Forma-se na Escola Politécnica
de São Paulo
• Posteriormente, viaja para a
Europa, onde se aperfeiçoa em
urbanismo
• Apesar de seu engajamento no
CAM, opta por certo isolamento
na carreira artística, e se muda
para o interior
Carlos Prado
Carlos Prado, Violeiros, 1932. Óleo sobre
tela, 64x51 cm
Carlos Prado, Meninos com Bola, 1940. Óleo
sobre tela, 140x100 cm. Acervo Banco Itaú
Carlos Prado, Nu na praia, 1945. Óleo sobre cartão,
25x41 cm.
Portinari
• Inicia sua formação na ENBA, obtendo o prêmio de
viagem à Europa onde conhece obras de grandes mestres
• De volta em 1931, explora poéticas diversas nos retratos
– Lembranças de Brodósqui, jogos infantis e cenas de circo.
• Mais tarde surge a intenção de uma pintura nacional,
baseada em tipos brasileiros (admirava Almeida Júnior e
as idéias nacionalistas de Mário de Andrade).
– As figuras humanas adquirem formas robustas,
agigantamento das mãos e pés, recurso que reforça a
ligação dos personagens com o mundo do trabalho e da
terra.
– Na década de 1940 seu trabalho apresenta mais
dramaticidade, expressando a tragédia e o sofrimento
humano.
– Adquire caráter de denúncia das questões sociais
brasileiras (são obras dessa época a Série Bíblica e Os
Retirantes)
– Tons de cinza, teatralidade dos gestos e deformação
– Em 1941, realiza painéis para a Biblioteca do
Congresso em Washington, com temas da história do
Brasil, como em Descobrimento.
– Entre 1952-56, realiza os murais Guerra e Paz para a
sede da ONU
Portinari
Candido Portinari, Retirantes,
1944. Painel a óleo / tela 190 X
180 cm. Museu De Arte De São
Paulo Assis Chateaubriand,
São Paulo, SP
Candido Portinari,
Criança morta,
1944, Painel a óleo
/ tela 180 X 190 cm.
Museu De Arte De
São Paulo Assis
Chateaubriand, São
Paulo, SP
Candido Portinari, Mãe, 1942, Óleo /
tela 100 X 80 cm. Dom Quixote Galeria
De Arte, Rio De Janeiro, R
Candido Portinari, O último baluarte, 1942. Têmpera sobre tela, 200 X 300 cm. Museu De Arte De São Paulo Assis
Chateaubriand, São Paulo, SP
Cândido Portinari, Guerra e Paz, 1952-6. Óleo sobre madeira compensada, 1400x953 cm (cada). United Nations, New York, NY
Cândido Portinari, Catequese / Descoberta de Ouro - Pintura mural a têmpera – 1941 – Biblioteca do Congresso,
Washington, D.C.,USA
• O núcleo Bernardelli
– Fundado em 1931 no RJ o “Núcleo
Bernardelli – Movimento Livre das
Artes Plásticas” como uma atitude
de independência diante da
orientação imprimida no ensino da
ENBA
– Liderados pelo pintor Edson Motta
– Se reuniam nos porões da escola
de Belas Artes
Após a semana de 22
• O Grupo se caracterizava pela vigorosa dedicação
ao aprendizado técnico:
– Desenhavam como modelos vivos a noite
– Saiam nos finais de semana para o campo, para pintar
– Os temas mais recorrentes eram paisagens e figuras
humanas (influência impressionista)
– Não se livraram do espírito passadista por completo
– Promoviam exposições e encontros
– Em 1935, o grupo é expulso dos porões da ENBA por
pressão dos acadêmicos
– Continuam se unindo até o início da década seguinte.
Após a semana de 22
• Pintor, restaurador, professor
• Ingressa na ENBA em 1927
• Em 1939 é contemplado com uma
bolsa de estudos: desenvolve
mais suas técnicas de pintura
• Motta posiciona-se publicamente
contra uma pintura que se
aproxima de um realismo
fotográfico e mecânico
• Foi um dos responsáveis pelo
início e desenvolvimento das
atividades de restauro de obras
de arte no Brasil.
Edson Motta
Edson Motta, Natureza morta, 1654. Óleo sobre
madeira 45x37,5 cm.
Edson Motta, Troncos no
campo de Santana, 1937. Óleo
sobre tela, 110x 110cm. Museu
Nacional de Belas Artes (MNBA)
Edson Motta,
Oferenda, 1639.
Óleo sobre tela,
162x199 cm. Museu
Nacional de Belas
Artes (MNBA)
Edson Motta, O pescador, s/d. Óleo sobre tela, 53.5x67,5 cm
• Giuseppe Gianinni Pancetti (1902 –
1958)
• Filho de imigrantes
• Volta para a Itália aos 11 anos e lá
trabalha como:
• Marinheiro mercante, aprendiz de
marceneiro, trabalha em fábricas de
bicicleta e de material bélico.
• Volta para o BR (1920)
• Trabalha como: operário têxtil,
auxiliar de ourives, trabalha na rede
de esgotos e como faxineiro de
hotel, trabalha na Oficina Beppe
(como pintor de parede e auxiliar de
pintor)
• Alista-se na Marinha de Guerra
brasileira (permanece até 1946), em
1925, servindo no encouraçado
Minas Gerais, pinta suas primeiras
obras.
José Pancetti
José Pancetti, Auto-retrato, 1938. Óleo
sobre madeira, 55,5x41 cm, Acervo Banco
Itaú
• Em 1926 integra o quadro
de pintores dentro da
"Companhia de
Praticantes e Especialistas
em Convés".
• Apenas em 1933 ele se
junta ao Núcleo
Bernardelli
• Recebe bastante
influência de Bruno
Lechowski
– Principalmente pelas
pinturas marinhas
– Nessa época é que
melhora suas técnicas e
amadurece suas obras.
JoséPancetti
José Pancetti, Barco e pescadores, 1933. Óleo
sobre tela, 35,7x29,5 cm. Acervo Banco Itaú
• Em toda sua carreira o
retrato é algo constante
– Normalmente esses
apresentam bem
simplificados e com poucos
elementos
– Nos auto-retratos se
representa, normalmente,
como um trabalhador
– Dispensa a frontalidade
– Bustos bastante geométricos
– Jogos de claro e escuro
José Pancetti, Retrato de Lourdes, s/d.
Óleo sobre tela, 34x26 cm. Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ)
JoséPancetti
José Pancetti, Menina triste e
doente, 1940. Óleo sobre tela,
50x39 cm.
José Pancetti, Paisagem da rua de Santana, 1939. Óleo sobre tela, 46x58 cm.
José Pancetti, O Chão, 1941. Óleo sobre tela, 61,5x81 cm.
Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
José Pancetti, O Chão, 1941. Óleo sobre tela, 61,5x81 cm.
Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
José Pancetti, O Enterro de Criança em
São João del Rey, 1945. Óleo sobre
tela, 38x46 cm
José Pancetti, Arsenal de Marinha, 1936. Óleo sobre tela, 46x61 cm.
José Pancetti, Arraial do Cabo, 1948. Óleo sobre tela, 45,5x65 cm. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ)
Praia da Gávea,Pancetti; 50 x 61 cm; 1955
José Pancetti, A marina, 1953. Óleo sobre tela, 45x58,5 cm. Acervo banco Itaú
• Eugênio de Proença Sigaud
• Pintor, gravador, artista gráfico,
ilustrador, cenógrafo, crítico,
professor, arquiteto e poeta.
• Formado em agronomia (MG) e
arquitetura (ENBA)
• Participa do “Salão
revolucionário” (1931)
• Ajuda a formar o Núcleo
Bernardelli
• Em 1935 se junta ao “Grupo
Portinari”
– Agremiação informal que se
reunia em torno das obras de
Portinari
– Uma das principais áreas de
atuação é a pintura mural.
Sigaud
Sigaud, Eco das montanhas da América, 1924, óleo
• Explora em suas telas, de
maneira intensa e
militante, o tema do
trabalho
• Torre de concreto e
Acidente de trabalho são
duas telas da sua fase mais
intensa de representação
proletária
• Une elementos do
muralismo mexicano, do
nacionalismo de Portinari
e do expressionismo
• Explora ângulos inusitados
Sigaud, A torre de concreto, 1936. Têmpera sobre
tela, Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
Sigaud, Acidente de Trabalho, 1944. Encáustica
sobre tela, Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
Sigaud, Os Enforcados das Ligas Camponesas, 1966. Óleo
• Português
• Desde cedo teve contato com a
produção de móveis
• Começa a estudar pintura no Brasil
• Volta para Portugal, continua seus
estudos
• Se une ao Núcleo Brenardelli,
mesmo não tendo frequentado a
ENBA
• Na década de 40 se dedica mais aos
retratos
• Trabalha como designer e
marceneiro até o final da década de
1960
• Passa a se dedicar então, somente a
arte
Joaquim Tenreiro
Joaquim Tenreiro, Auto-retrato, 1945. Óleo sobre
tela, 33,5x27 cm.
Joaquim Tenreiro, 1945. Desenho s/ papel, 39x46 cm.
Joaquim Tenreiro, Paisagem do Querosene, 194´5. Óleo sobre tela, 27x24 cm
Joaquim Tenreiro, Místico, 1970. madeira pintada
com vinil, 107,4x106 cm. Coleção Museu de Arte
Moderna de São Paulo (SP).
Joaquim Tenreiro, Círculos laminados, 1975-6.
madeira pintada, 50x130 cm.
Joaquim Tenreiro, Composição, 1971. madeira
pintada, 74x130 cm.
Joaquim Tenreiro - Sem Titulo - Escultura em madeira -
108 cm altura. Galeria de arte Ipanema
• Grupo Santa Helena
– Organizado em São Paulo (SP)
no edifício Santa Helena
– Grande parte dos artistas eram
de origem humilde e imigrantes
– Saiam ao redor de São Paulo
para pintar
– Discutiam os trabalhos
realizados e as soluções
adotadas
– Opunham-se as regras
acadêmicas, mas com menor
ousadia
Após a semana de 22
• O surgimento do grupo consolida o modernismo das
décadas de 1930 e 40 em SP
• Não tinham um propósito estabelecido
– Era a união espontânea de alguns artistas que utilizavam
salas do Edifício Sta. Helena em São Paulo, a partir de
meados de 1934.
• Dividiam conhecimento técnico sobre pintura e
também sessões de modelos vivos
• O grupo só foi reconhecido após ser anexado a FAP –
Família Artística Paulista
Após a semana de 22
• Paulista (1902-80)
• Estuda artes e posteriormente
trabalha como aprendiz de
decorador de paredes
• Sua obra se pauta na figuração
• Dedica sua pintura as paisagens,
naturezas mortas e retratos
• Usa bastante os meio tons:
paleta de cores mais rebaixada)
• Nos anos 40 as cores tornam-se
mais definidas e estruturadas
Francisco Rebolo
Francisco Rebolo, Auto retrato, 1941. Óleo sobre
tela, 45x38 cm. Coleção Particular
• A partir da década de 50
começa a se interessar pelo
abstracionismo e pelo
construtivismo
• Em 1954 ganha uma viagem
a Europa, viaja para vários
países e se estabelece na
Itália
• A partir de 1959 começa a
realizar experiências com
gravuras
• Até o final da vida não
abandona a figuração e as
paisagens
Francisco Rebolo, Arredores de São Paulo, 1938.
Óleo sobre compensado, 32x41,5 cm. Coleção
Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP)
Francisco Rebolo
Francisco Rebolo, Futebol, 1936. Óleo sobre tela,
86x36 cm. Coleção Particular
Francisco Rebolo, Socorro, 1938. Óleo sobre madeira, 42x32 cm. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP)
Francisco Rebolo, Mulheres no Terraço, 1943.
Óleo sobre tela, 65x50 cm. Coleção Particular
Francisco Rebolo, Paisagem, 1956. Óleo sobre
tela, 50x70 cm. Coleção Particular
Francisco Rebolo, Casario, 1954. Óleo sobre
tela, 65x81cm. Museu Nacional de Belas
Artes (MNBA)
Francisco Rebolo, Paisagem com crianças,
1973. Óleo sobre Duratex, 50x70 cm. Acervo
Banco Itaú
Francisco Rebolo, Paisagem ,1978. Óleo sobre
tela, 59x74 cm. Acervo Banco Itaú
• Nascido na Itália em 1896, muda-se
ainda criança para o BR
• Estuda arte desde pequeno
• Trabalha como marceneiro,
entalhador e encadernador.
• Em 1911 torna-se pintor decorador
• Na década de 30, integra o Grupo
St. Helena
• Sua produção inicial é bastante
figurativa
Alfredo Volpi
Alfredo Volpi, Sem título, 1960.
Têmpera sobre tela, 107,3x72 cm.
• Na década de 40 ganha um
concurso promovido pelo
IPHAN
• Se encanta com a arte
colonial e volta-se aos
temas populares e
religiosos
• Realiza trabalhos para a
Osirarte
• Em 1950 viaja para a Europa
e se impressiona com obras
pré-renascentistas
– A partir daí suas obras
caminham para a abstração
Alfredo Volpi, Sem título, 1924. Óleo sobre tela,
35,5x25 cm. Coleção Particular
Alfredo Volpi, sem título, (década de 20). Óleo
sobre tela, 60x50 cm.
Alfredo Volpi, Vaso de Flor, (década de 30). Óleo
sobre cartão, 40x32 cm. Coleção Particular
Alfredo Volpi, Santa, 1940. Óleo sobre tela,
55,10x38,30 cm. Coleção Particular
Frei Agostinho de Jesus
Nossa Senhora da Purificação, séc. VXII.
Museu da arte sacra de São Paulo, SP
Alfredo Volpi, Sem título, 1940. Têmpera sobre cartão, 54x73,5 cm.
Victor Meirelles, Primeira Missa no
Brasil, 1860, óleo sobre tela.2,68x3,56
m. Museu Nacional de Belas Artes
(MNBA)
Alfredo Volpi, Sem título, 1940. Têmpera sobre
cartão, 54x73,5 cm.
Alfredo Volpi, A Procissão, 1940. Têmpera sobre
tela, 116x89 cm. Coleção Particular
Alfredo Volpi, Barcos
da Morte, 1960.
Têmpera sobre tela,
40x72,20 cm. Coleção
Museu de Arte
Contemporânea da
Universidade de São
Paulo (SP)
Alfredo Volpi, Bandeiras e
Mastros, 1960. Têmpera
sobre tela, 72,20x147,70
Alfredo Volpi, Bandeirinhas, 1960. Têmpera sobre tela,
72x108 cm. Coleção Particular
Alfredo Volpi, Fitas Vermelhas, 1960. Têmpera sobre tela,
146,5x73 cm. Coleção Particular
• Próxima aula:
– Bienais e museus
– A década de 50
Após a semana de 22
• FAP – Família Artística Paulista
– Construída em 1937
– Todos pintores do grupo Santa Helena integram-se
a esse movimento
– Promovem três exposições (1937-39 - SP e 40 - RJ)
• Criada no mesmo ano em que o Salão de
Maio (existia certa competição)
Após a semana de 22

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História da Arte Brasileira: Contemporaneidade - Aulas 2 - 3 e 4

  • 2. Após a semana de 22 • Ainda na fase heróica do modernismo – Artistas continuam a trabalhar com uma linguagem internacional também preocupada com a temática nacional – Tarsila do Amaral se destaca nessa época • Precursora do cubismo nas artes brasileiras • Cores marcantes • Temáticas sociais • Várias fases
  • 3. • O primeiro veículo das ideias modernistas é a revista Klaxon (lançada em maio de 1922) • Movimentos culturais decorrentes da semana de 22: – Movimento verde-amarelo (ou verde-amarelismo) – Grupo Anta – Manifesto da Poesia Pau-Brasil: enfatizada a necessidade de criar uma arte baseada nas características do povo brasileiro e pautada pela modernidade européia. • Maio de 1928 essas ideias chegam ao extremo com o manifesto Antropofágico. Após a semana de 22
  • 4. • Primeiro veículo de ideias modernistas • Klaxon = Buzina utilizada em veículos oficiais. (Dicionário Cambridge) Capa da primeira edição da revista KLAXON, maio de 1922 http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/62/searc h?order=ASC&sort_by=dc.title (Klaxon)
  • 5.
  • 6. • Manifesto antropofágico “Só a ANTROPOFAGIA nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupi, or not tupi that is the question”. – Linguagem metafórica, poética e bem humorada – Publicado dentro da Revista da Antropofagia – Repensar questões de dependência cultural – Em resumo, propôs a devoração da cultura e técnicas importadas e a transformação do importado para o exportável. Após a semana de 22 http://www.ufrgs.br/cdrom/oandrade/oandrade.pdf Manifesto antropofágico
  • 7. • http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/060013-01 Manifesto Antropófago, maio de 1928, São Paulo. Publicado na Revista de Antropofagia.
  • 8. • O manifesto antropofágico não pregava mais a união entre a cultura primitiva (índia e africana) com a cultura estrangeira (latina) – como o Pau-Brasil • Agora o primitivismo aparece como signo de deglutição crítica do outro, do moderno e civilizado. • “Abaporu” é inspirador do movimento antropofágico Após a semana de 22 Tarsila do Amaral – “Abaporu” – 1928, óleo sobre tela, 95x73 cm
  • 9. • Primeira geração de modernistas – Desenvolvem uma arte experimental – Convivem de perto com a arte européia (principalmente paris) – União de elementos da arte européia com elementos da nacionalidade brasileira • Alguns dos artistas: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery, Cícero Dias, Lasar Segall, Victor Brecheret, Flávio de Carvalho Após a semana de 22
  • 10. • Segunda geração modernista (anos 30 e 40) – Ainda sob a influência das vanguardas, mas agora com artistas sem formação internacional – Surgem associações e grupos de artistas. – A arte luta por espaços institucionais • Lúcio Costa é nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes (reduto da arte acadêmica) • Abre o salão de exposições para diversas tendências (Salão Revolucionário de 1931) • Primeira vez que a arte moderna penetra em uma exposição oficial e é lançada a todo país • Antes mesmo da exposição acabar, devido a pressão dos acadêmicos, Lúcio Costa, se demite Após a semana de 22
  • 11. • No salão revolucionário estavam presentes artistas da primeira e segunda geração modernistas • Contribuiu para trazer mais força ao modernismo • O Salão se fez um marco da conscientização de uma realidade artística (até então circunscrita apenas a São Paulo) • A XXXVIII Exposição Geral de Belas-Artes reunia modernos e os acadêmicos (em salas separadas) Após a semana de 22
  • 12. • Artistas modernistas participantes: •Flávio de Carvalho •Ismael Nery •John Graz •Lasar Segall •Paulo Rossi Osir •Quirino da Silva •Tarsila do Amaral •Waldemar da Costa •Alberto da Veiga Guignard •Aldo Bonadei •Anita Malfatti (org.) •Antônio Gomide •Cândido Portinari (org.) •Cícero Dias •Di Cavalcanti Após a semana de 22
  • 13. Victor Brecheret, A tocadora de guitarra em pé, 1923, 75X 21 X 16 cm. Pinacoteca do estado •Suas obras recebem influências do cubismo e Art Deco •Troca a dramaticidade por formas simplificadas e ornamentais Victor Brecheret
  • 14. • 11 metros de altura total por 8,40 metros de largura e 43,80 metros de profundidade. • Sua composição é feita de 240 blocos de granito, com aproximadamente 50 toneladas cada um. Victor Brecheret, Monumento às Bandeiras (1936-53). Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP
  • 15. Ismael Nery, Dois irmãos (O luar). 1925, Óleo sobre cartão, 45.50 cm x 37.50 cm. Coleção particular Ismael Nery•Pinta, desenha escreve, mas nunca desejou ser artista profissionalmente •Arte como reflexão •Os temas nacionalistas não são recorrentes •Viaja para Paris em 1920, quando retorna começa a usar mais cores em seus trabalhos •Descobre que tem tuberculose (1930) = Suas figuras tornam-se mais esgarçadas e rasgadas
  • 16. Ismael Nery, Resignação diante do Irreparável. S/d. guache sobre papel, 22,5x16 cm. Acervo Luis Fernando Nazarian Ismael Nery, Rio de Janeiro, S/d, aquarela sobre papel, 20x25,4. Coleção Particular
  • 17. Cícero Dias, Eu vi o mundo... Ele começava em Recife, 1926-9. guache e técnica mista sobre papel, colado em tela, 198x12000 cm. (Recorte) Cícero Dias•No começo suas obras eram leves e representavam quase sonhos •Mistura literatura do imaginário nordestino e surrealismo •Na década de 40, se direciona ao surrealismo
  • 18. Cícero Dias, Porto do Recife, 1930, óleo sobre tela, 105x105 cm. Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) Cícero Dias, Sem título. 1930, aquarela e guache sobre papel. Cícero Dias, Gamboa do Carmo no Recife, 1929, óleo sobre tela, 71x60 cm. Coleção Particular
  • 19. • Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, artista gráfico. • Inicia seus estudos artísticos no Brasil, mas se muda para França, onde continua estudando. • Estuda arte marajoara • Preocupações com temas sociais, religiosos e mais tarde, regionais. Vicente do Rego Monteiro Vecente do Rego Monteiro, M. Maunier Et Sa Fille, 1922. Óleo sobre tela, 92x73 cm. Coleção Gilberto Chateaubriand
  • 20. Vecente do Rego Monteiro, Menino, 1920. Óleo sobre cartão, 47x34 cm Vecente do Rego Monteiro, Os calceteiros, 1924. Óleo sobre tela, 145x165 cm.
  • 21. • 1932 – Fundada a sociedade pró arte moderna (SPAM) • Janeiro de 1932 a março de 1934 – Lasar Segall era a figura de destaque – O objetivo do grupo era aproximar os artistas modernistas e o público • Exposições, conferências, concertos e reuniões literárias • Bailes de carnaval “Carnaval na cidade de SPAM” e “Expedição as matas virgens de Spamolândia” – Atraiu membros da elite paulistana Após a semana de 22
  • 22. • A princípio os bailes de carnaval eram somente um pretexto para arrecadar fundos, mas sob o comando de Segall transformaram-se. • Carnaval na cidade de SPAM: foi transformado em uma cidade imaginária • As pessoas vestiam figurinos confeccionados especialmente para a essa festa, cada um tinha sua função e eram subordinados a um prefeito (no fundo existia uma crítica a sociedade) • Contou com pinturas e esculturas de artistas da escola de Paris junto as obras dos membros do SPAM • Expedição às Matas virgens da Spamolândia: • O local foi transformado numa selva com animais monstruosos • A dançarina expressionista Chinita Ullman coordenou danças • Mantinha-se a crítica a ordem econômica, política e social da cidade • Trouxe obras de artistas modernos do Rio, na tentativa de aproximar as duas capitais Após a semana de 22
  • 23. Fotografia do baile “Carnaval na Cidade de Spam”
  • 24. Fotografia do baile “Carnaval na Cidade de Spam”
  • 25. Decoração do Baile “Expedição às Matas Virgens de Spamolândia”
  • 26. • A SPAM promoveu ainda várias outras manifestações artísticas • Foram discussões internas que abalaram a sociedade no final de 33. • Adeptos ao integralismo da sociedade paulistana discriminavam estrangeiros e especialmente judeus, Segall se demite • Principais artistas: Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, John Graz, Paulo Rossi Osir, entre outros Após a semana de 22
  • 27. Lasar Segall, Morro vermelho. 1926. Óleo sobre tela, 115x95 cm Lasar Segal •Lituano •Expõe suas obras em 1913 em Campinas e São Paulo •Une expressionismo alemão, impressionismo francês, e temática brasileira em suas obras
  • 28. Lasar Segall, Perfil de Zulmira, 1928, Óleo s/ tela, 62,5 X 54,0 cm Lasar Segall, Duas figuras, 1933 Guache s/ papel, 46,5 X 70,0 cm Lasar Segall, Cabeça de Menina. Óleo sobre tela, 1908, 37 cm x 34 cm
  • 29. • Traz uma nova linguagem ao adotar a temática nacional • Seu trabalho apresenta três fases principais – Fase Pau Brasil = referência ao cubismo, cores muito vivas, formas mais simples – Fase Antropofágica = Exagero nas formas anatômicas, conversa com o surrealismo – Fase voltada a temas sociais (quando volta da URSS) Após a semana de 22 Tarsila do Amaral
  • 30. Tarsila do Amaral. A Caipirinha, 1923. Óleo sobre tela, 60 cm x 81 cm. Coleção particular
  • 31. Tarsila do Amara. A Cuca ,1924, óleo sobre tela, 73×100 cm Tarsila do Amaral, O MAMOEIRO, 1925, óleo sobre tela, 65x70 cm. Coleção de Artes Visuais Do Instituto de Estudos Brasileiros – USP – São Paulo Tarsila do Amaral, Carnaval em madureira, 1924, óleo sobre tela, 76x63 cm , Fundação José e Paulina Nemirovsky, São Paulo
  • 32. Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, 79x101 cm, (P110), Fundação José e Paulina Nemirovsky, SP Tarsila do Amaral, Abaporu, 1928, óleo sobre tela, 85x73 cm Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Fundación Costantini, Buenos Aires, Argentina Tarsila do Amaral, URUTU, 1928, óleo sobre tela, 60x72 cm, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, RJ
  • 33. Tarsila do Amaral, SEGUNDA CLASSE, 1933, óleo sobre tela, 110x151 cm, Coleção particular, São Paulo Tarsila do Amaral, OPERÁRIOS, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, Acervo Artístico- Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
  • 34. Anita Malfatti. O homem amarelo, 1915-6. Óleo sobre tela,, 61x51, Coleção Mário de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo Anita Malfatti •Inaugura a disputa entre arte moderna e arte acadêmica •Influência do fauvismo e cubismo principalmente •Na década de 30 algumas dificuldades financeiras a obrigam a dar aulas de pintura e fazer obras decorativas •Na década de 40 se interessa em retratar a cultura mineira
  • 35. Anita Malfatti, Retrato de um professor. 1912-3, óleo sobre tela, 50,5x40 cm, Coleção particular Anita Malfatti, A japonesa, 1924. Óleo sobre tela, 100x80 cm. Coleção Gilberto Chateubriand/ Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro
  • 36. • Suíço • Pintor, decorador, escultor e artista gráfico • Viaja várias vezes para a Europa, onde recebe diversas influências • Projeta e executa a decoração de residências paulistanas, desenhando móveis, luminárias, afrescos, vitrais, maçanetas, banheiros e jardins John Graz John Graz, Ciprestes em Toledo, 1920. Óleo sobre tela, 73x59 cm. Coleção particular
  • 37. John Graz, Retrato do Desembargador Gabriel Gonçalves Gomide, 1917. Óleo sobre tela, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) John Graz, Floresta tropical, s/d. Óleo sobre tela, Acervo Sergio Sahione Fadel
  • 38. • Paulo Rossi Osir • Estuda na Inglaterra e depois Milão • Participa da SPAM e mais tarde da FAP • Na década de 1940, cria a empresa de azulejaria Osirarte, e passa a produzir os azulejos desenhados por Candido Portinari para os edifícios do Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro) e para a Igreja da Pampulha (Belo Horizonte) Rossi Osir Rossi Osir, Vista de Copacabana, Tomada do Pão de Açúcar,1929. Óleo sobre tela, 40x50 cm. Coleção particular
  • 39. Rossi Osir, Paisagem do Bairro da Saúde, 1933. Óleo sobre tela, 55x72 cm. Coleção particular Rossi Osir, Mulata com Gato, s/d. Óleo sobre tela, 61x50,5 cm. Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo (SP)
  • 40. • 24 de novembro de 1932 surge o CAM – Clube dos Artistas modernos (1 dia depois do SPAM) – Ambos sinalizavam uma atitude de independência das instituições – Procura por uma temática menos elitista e mais próxima ao cunho social “Detestamos elites; não temos sócios doadores” (Flávio de Carvalho) – Surgiu da vontade de Flávio de Carvalho e sua aliança com Di Cavalcanti, Gomide e Carlos Prado Após a semana de 22
  • 41. • Também realizavam festas, concertos, palestras e exposições – Os eventos aconteciam na sede do clube, no prédio da rua Pedro Lessa, na parte baixa do viaduto Santa Ifigênia – Nessa sede também existia uma biblioteca e um bar – Nesse mesmo prédio, não por coincidência, também eram os ateliês de: Antonio Gomide,Carlos Prado e Di Cavalcanti – Parceiros na criação do CAM. – O espírito da associação é promover intercâmbios entre as diversas artes, estimular debates, divulgar novas criações e defender os interesses da classe artística. Após a semana de 22
  • 42. – Promoveram o “Teatro da experiência” com a peça inaugural “O bailado do deus morto”, foi fechado pela polícia após a terceira apresentação – Apresentavam forte engajamento político e social, simpatia em relação à experiência soviética e a crítica cerrada ao Estado e à Igreja brasileiros. – Enquanto o SPAM acabou devido a discriminações raciais no meio artístico, o CAM acabou devido à censura. Após a semana de 22
  • 43. • Estuda na França e Inglaterra (eng. civil) • Volta para o Brasil logo após a semana de 22 • Atua em vários campos da arquitetura, artes plásticas e teatro • Próximo aos modernistas mas distante dos objetivos nacionalistas • 1931 realiza a experiência número 2: Atravessa no sentido contrário uma procissão de Corpus Christi – declara que tinha o objetivo de “palpar psiquicamente a emoção tempestuosa da alma coletiva...” • 1956 realiza a experiência número 3: Desfila nas ruas de São Paulo em traje de verão masculino e com uma saia • Sempre se opôs a abstração Flávio de Carv Flávio de Carvalho, Mulher Esperando, 1937. Óleo sobre tela, 93x73,5 cm. Coleção Particular
  • 44. Flávio de Carvalho, Série trágica, 1947. Carvão sobre papel.
  • 45. Di Cavalcanti, Devaneio, 1927. Óleo sobre tela, 99,5x156 cm. Coleção particular Di Cavalcanti •Começa a trabalhar com Art Nouveau e caricaturas •Viaja para Paris, onde recebe influência de Braque, Picasso e Matisse
  • 46. Di Cavalcanti, Samba. Óleo sobre tela, 177x154cm Coleção Geneviève e Jean Boghici Di Cavalcanti, Amigos (Boêmios), Pastel, 1921, 34x23 cm ,Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
  • 47. Antônio Gomide, Nu cubista, 1930, óleo sobre tela, 60,6x38 cm. •Formas abstratas •Motivos indígenas •Composições com paisagens (também era cenógrafo) •Estuda na Suíça e França •Influência de Cezanne e do cubismo •Com sua volta ao Brasil, passa a retratar temas nacionais •Pinturas a óleo, aquarelas, desenhos, afrescos Antônio Gom
  • 48. Antônio Gomide, Casal. 1925, Aquarela, 28x28 cm Antônio Gomide, Árvores, 1925, Aquarela, 51x32 cm. Coleção Particular
  • 49. • Pintor, gravador, desenhista, ceramista e arquiteto • Forma-se na Escola Politécnica de São Paulo • Posteriormente, viaja para a Europa, onde se aperfeiçoa em urbanismo • Apesar de seu engajamento no CAM, opta por certo isolamento na carreira artística, e se muda para o interior Carlos Prado Carlos Prado, Violeiros, 1932. Óleo sobre tela, 64x51 cm
  • 50. Carlos Prado, Meninos com Bola, 1940. Óleo sobre tela, 140x100 cm. Acervo Banco Itaú Carlos Prado, Nu na praia, 1945. Óleo sobre cartão, 25x41 cm.
  • 51. Portinari • Inicia sua formação na ENBA, obtendo o prêmio de viagem à Europa onde conhece obras de grandes mestres • De volta em 1931, explora poéticas diversas nos retratos – Lembranças de Brodósqui, jogos infantis e cenas de circo. • Mais tarde surge a intenção de uma pintura nacional, baseada em tipos brasileiros (admirava Almeida Júnior e as idéias nacionalistas de Mário de Andrade). – As figuras humanas adquirem formas robustas, agigantamento das mãos e pés, recurso que reforça a ligação dos personagens com o mundo do trabalho e da terra.
  • 52. – Na década de 1940 seu trabalho apresenta mais dramaticidade, expressando a tragédia e o sofrimento humano. – Adquire caráter de denúncia das questões sociais brasileiras (são obras dessa época a Série Bíblica e Os Retirantes) – Tons de cinza, teatralidade dos gestos e deformação – Em 1941, realiza painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington, com temas da história do Brasil, como em Descobrimento. – Entre 1952-56, realiza os murais Guerra e Paz para a sede da ONU Portinari
  • 53. Candido Portinari, Retirantes, 1944. Painel a óleo / tela 190 X 180 cm. Museu De Arte De São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, SP
  • 54. Candido Portinari, Criança morta, 1944, Painel a óleo / tela 180 X 190 cm. Museu De Arte De São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, SP
  • 55. Candido Portinari, Mãe, 1942, Óleo / tela 100 X 80 cm. Dom Quixote Galeria De Arte, Rio De Janeiro, R
  • 56. Candido Portinari, O último baluarte, 1942. Têmpera sobre tela, 200 X 300 cm. Museu De Arte De São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, SP
  • 57. Cândido Portinari, Guerra e Paz, 1952-6. Óleo sobre madeira compensada, 1400x953 cm (cada). United Nations, New York, NY
  • 58. Cândido Portinari, Catequese / Descoberta de Ouro - Pintura mural a têmpera – 1941 – Biblioteca do Congresso, Washington, D.C.,USA
  • 59. • O núcleo Bernardelli – Fundado em 1931 no RJ o “Núcleo Bernardelli – Movimento Livre das Artes Plásticas” como uma atitude de independência diante da orientação imprimida no ensino da ENBA – Liderados pelo pintor Edson Motta – Se reuniam nos porões da escola de Belas Artes Após a semana de 22
  • 60. • O Grupo se caracterizava pela vigorosa dedicação ao aprendizado técnico: – Desenhavam como modelos vivos a noite – Saiam nos finais de semana para o campo, para pintar – Os temas mais recorrentes eram paisagens e figuras humanas (influência impressionista) – Não se livraram do espírito passadista por completo – Promoviam exposições e encontros – Em 1935, o grupo é expulso dos porões da ENBA por pressão dos acadêmicos – Continuam se unindo até o início da década seguinte. Após a semana de 22
  • 61. • Pintor, restaurador, professor • Ingressa na ENBA em 1927 • Em 1939 é contemplado com uma bolsa de estudos: desenvolve mais suas técnicas de pintura • Motta posiciona-se publicamente contra uma pintura que se aproxima de um realismo fotográfico e mecânico • Foi um dos responsáveis pelo início e desenvolvimento das atividades de restauro de obras de arte no Brasil. Edson Motta Edson Motta, Natureza morta, 1654. Óleo sobre madeira 45x37,5 cm.
  • 62. Edson Motta, Troncos no campo de Santana, 1937. Óleo sobre tela, 110x 110cm. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 63. Edson Motta, Oferenda, 1639. Óleo sobre tela, 162x199 cm. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 64. Edson Motta, O pescador, s/d. Óleo sobre tela, 53.5x67,5 cm
  • 65. • Giuseppe Gianinni Pancetti (1902 – 1958) • Filho de imigrantes • Volta para a Itália aos 11 anos e lá trabalha como: • Marinheiro mercante, aprendiz de marceneiro, trabalha em fábricas de bicicleta e de material bélico. • Volta para o BR (1920) • Trabalha como: operário têxtil, auxiliar de ourives, trabalha na rede de esgotos e como faxineiro de hotel, trabalha na Oficina Beppe (como pintor de parede e auxiliar de pintor) • Alista-se na Marinha de Guerra brasileira (permanece até 1946), em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pinta suas primeiras obras. José Pancetti José Pancetti, Auto-retrato, 1938. Óleo sobre madeira, 55,5x41 cm, Acervo Banco Itaú
  • 66. • Em 1926 integra o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". • Apenas em 1933 ele se junta ao Núcleo Bernardelli • Recebe bastante influência de Bruno Lechowski – Principalmente pelas pinturas marinhas – Nessa época é que melhora suas técnicas e amadurece suas obras. JoséPancetti José Pancetti, Barco e pescadores, 1933. Óleo sobre tela, 35,7x29,5 cm. Acervo Banco Itaú
  • 67. • Em toda sua carreira o retrato é algo constante – Normalmente esses apresentam bem simplificados e com poucos elementos – Nos auto-retratos se representa, normalmente, como um trabalhador – Dispensa a frontalidade – Bustos bastante geométricos – Jogos de claro e escuro José Pancetti, Retrato de Lourdes, s/d. Óleo sobre tela, 34x26 cm. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) JoséPancetti
  • 68. José Pancetti, Menina triste e doente, 1940. Óleo sobre tela, 50x39 cm.
  • 69. José Pancetti, Paisagem da rua de Santana, 1939. Óleo sobre tela, 46x58 cm.
  • 70. José Pancetti, O Chão, 1941. Óleo sobre tela, 61,5x81 cm. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 71. José Pancetti, O Chão, 1941. Óleo sobre tela, 61,5x81 cm. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) José Pancetti, O Enterro de Criança em São João del Rey, 1945. Óleo sobre tela, 38x46 cm
  • 72. José Pancetti, Arsenal de Marinha, 1936. Óleo sobre tela, 46x61 cm.
  • 73. José Pancetti, Arraial do Cabo, 1948. Óleo sobre tela, 45,5x65 cm. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ)
  • 74. Praia da Gávea,Pancetti; 50 x 61 cm; 1955
  • 75. José Pancetti, A marina, 1953. Óleo sobre tela, 45x58,5 cm. Acervo banco Itaú
  • 76. • Eugênio de Proença Sigaud • Pintor, gravador, artista gráfico, ilustrador, cenógrafo, crítico, professor, arquiteto e poeta. • Formado em agronomia (MG) e arquitetura (ENBA) • Participa do “Salão revolucionário” (1931) • Ajuda a formar o Núcleo Bernardelli • Em 1935 se junta ao “Grupo Portinari” – Agremiação informal que se reunia em torno das obras de Portinari – Uma das principais áreas de atuação é a pintura mural. Sigaud Sigaud, Eco das montanhas da América, 1924, óleo
  • 77. • Explora em suas telas, de maneira intensa e militante, o tema do trabalho • Torre de concreto e Acidente de trabalho são duas telas da sua fase mais intensa de representação proletária • Une elementos do muralismo mexicano, do nacionalismo de Portinari e do expressionismo • Explora ângulos inusitados Sigaud, A torre de concreto, 1936. Têmpera sobre tela, Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 78. Sigaud, Acidente de Trabalho, 1944. Encáustica sobre tela, Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 79. Sigaud, Os Enforcados das Ligas Camponesas, 1966. Óleo
  • 80. • Português • Desde cedo teve contato com a produção de móveis • Começa a estudar pintura no Brasil • Volta para Portugal, continua seus estudos • Se une ao Núcleo Brenardelli, mesmo não tendo frequentado a ENBA • Na década de 40 se dedica mais aos retratos • Trabalha como designer e marceneiro até o final da década de 1960 • Passa a se dedicar então, somente a arte Joaquim Tenreiro Joaquim Tenreiro, Auto-retrato, 1945. Óleo sobre tela, 33,5x27 cm.
  • 81. Joaquim Tenreiro, 1945. Desenho s/ papel, 39x46 cm.
  • 82. Joaquim Tenreiro, Paisagem do Querosene, 194´5. Óleo sobre tela, 27x24 cm
  • 83. Joaquim Tenreiro, Místico, 1970. madeira pintada com vinil, 107,4x106 cm. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP).
  • 84. Joaquim Tenreiro, Círculos laminados, 1975-6. madeira pintada, 50x130 cm. Joaquim Tenreiro, Composição, 1971. madeira pintada, 74x130 cm.
  • 85. Joaquim Tenreiro - Sem Titulo - Escultura em madeira - 108 cm altura. Galeria de arte Ipanema
  • 86. • Grupo Santa Helena – Organizado em São Paulo (SP) no edifício Santa Helena – Grande parte dos artistas eram de origem humilde e imigrantes – Saiam ao redor de São Paulo para pintar – Discutiam os trabalhos realizados e as soluções adotadas – Opunham-se as regras acadêmicas, mas com menor ousadia Após a semana de 22
  • 87. • O surgimento do grupo consolida o modernismo das décadas de 1930 e 40 em SP • Não tinham um propósito estabelecido – Era a união espontânea de alguns artistas que utilizavam salas do Edifício Sta. Helena em São Paulo, a partir de meados de 1934. • Dividiam conhecimento técnico sobre pintura e também sessões de modelos vivos • O grupo só foi reconhecido após ser anexado a FAP – Família Artística Paulista Após a semana de 22
  • 88. • Paulista (1902-80) • Estuda artes e posteriormente trabalha como aprendiz de decorador de paredes • Sua obra se pauta na figuração • Dedica sua pintura as paisagens, naturezas mortas e retratos • Usa bastante os meio tons: paleta de cores mais rebaixada) • Nos anos 40 as cores tornam-se mais definidas e estruturadas Francisco Rebolo Francisco Rebolo, Auto retrato, 1941. Óleo sobre tela, 45x38 cm. Coleção Particular
  • 89. • A partir da década de 50 começa a se interessar pelo abstracionismo e pelo construtivismo • Em 1954 ganha uma viagem a Europa, viaja para vários países e se estabelece na Itália • A partir de 1959 começa a realizar experiências com gravuras • Até o final da vida não abandona a figuração e as paisagens Francisco Rebolo, Arredores de São Paulo, 1938. Óleo sobre compensado, 32x41,5 cm. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP) Francisco Rebolo
  • 90. Francisco Rebolo, Futebol, 1936. Óleo sobre tela, 86x36 cm. Coleção Particular
  • 91. Francisco Rebolo, Socorro, 1938. Óleo sobre madeira, 42x32 cm. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP)
  • 92. Francisco Rebolo, Mulheres no Terraço, 1943. Óleo sobre tela, 65x50 cm. Coleção Particular
  • 93. Francisco Rebolo, Paisagem, 1956. Óleo sobre tela, 50x70 cm. Coleção Particular Francisco Rebolo, Casario, 1954. Óleo sobre tela, 65x81cm. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
  • 94. Francisco Rebolo, Paisagem com crianças, 1973. Óleo sobre Duratex, 50x70 cm. Acervo Banco Itaú Francisco Rebolo, Paisagem ,1978. Óleo sobre tela, 59x74 cm. Acervo Banco Itaú
  • 95. • Nascido na Itália em 1896, muda-se ainda criança para o BR • Estuda arte desde pequeno • Trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. • Em 1911 torna-se pintor decorador • Na década de 30, integra o Grupo St. Helena • Sua produção inicial é bastante figurativa Alfredo Volpi Alfredo Volpi, Sem título, 1960. Têmpera sobre tela, 107,3x72 cm.
  • 96. • Na década de 40 ganha um concurso promovido pelo IPHAN • Se encanta com a arte colonial e volta-se aos temas populares e religiosos • Realiza trabalhos para a Osirarte • Em 1950 viaja para a Europa e se impressiona com obras pré-renascentistas – A partir daí suas obras caminham para a abstração Alfredo Volpi, Sem título, 1924. Óleo sobre tela, 35,5x25 cm. Coleção Particular
  • 97. Alfredo Volpi, sem título, (década de 20). Óleo sobre tela, 60x50 cm.
  • 98. Alfredo Volpi, Vaso de Flor, (década de 30). Óleo sobre cartão, 40x32 cm. Coleção Particular
  • 99. Alfredo Volpi, Santa, 1940. Óleo sobre tela, 55,10x38,30 cm. Coleção Particular Frei Agostinho de Jesus Nossa Senhora da Purificação, séc. VXII. Museu da arte sacra de São Paulo, SP
  • 100. Alfredo Volpi, Sem título, 1940. Têmpera sobre cartão, 54x73,5 cm.
  • 101. Victor Meirelles, Primeira Missa no Brasil, 1860, óleo sobre tela.2,68x3,56 m. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) Alfredo Volpi, Sem título, 1940. Têmpera sobre cartão, 54x73,5 cm.
  • 102. Alfredo Volpi, A Procissão, 1940. Têmpera sobre tela, 116x89 cm. Coleção Particular
  • 103. Alfredo Volpi, Barcos da Morte, 1960. Têmpera sobre tela, 40x72,20 cm. Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (SP) Alfredo Volpi, Bandeiras e Mastros, 1960. Têmpera sobre tela, 72,20x147,70
  • 104. Alfredo Volpi, Bandeirinhas, 1960. Têmpera sobre tela, 72x108 cm. Coleção Particular Alfredo Volpi, Fitas Vermelhas, 1960. Têmpera sobre tela, 146,5x73 cm. Coleção Particular
  • 105. • Próxima aula: – Bienais e museus – A década de 50 Após a semana de 22
  • 106. • FAP – Família Artística Paulista – Construída em 1937 – Todos pintores do grupo Santa Helena integram-se a esse movimento – Promovem três exposições (1937-39 - SP e 40 - RJ) • Criada no mesmo ano em que o Salão de Maio (existia certa competição) Após a semana de 22

Notas do Editor

  1. Época de grandes conflitos com o academismo
  2. Movimentos culturais de cunho literário
  3. redação Menotti del Picchia Guilherme de Almeida – Escritores modernistas da época
  4. Publicado na primeira Klaxon
  5. Tupi, or not tupi that is the question. : Hamlet, Shekespeare
  6. homem que come gente
  7. Todos os principais artistas vão para Paris em algum momento da década de 20 O modernismo não foi so nas artes plásticas
  8. Lúcio Costa era um arquiteto, O salão funcionou como marco de conscientização de uma realidade artística (não era só em SP)
  9. Modernistas da primeira geração - retomada
  10. Principais mais antigos Foco no inicio da década
  11. Representa engenhos de cana-de-açúcar (o próprio pintor cresceu num deles), a arquitetura da capital pernambucana, o artesanato regional, os mulatos e os brancos. Ela tinha 3 mestros a mais – mulheres nuas. Que foi retirada   Imaginário nordestino tratado na literatura de cordel
  12. Marajoara – já revela seu interesse pela arte indígena e primitiva
  13. Segall propõe bailes quase performáticos
  14. Integralismo tem um apelo religioso muito forte.
  15. Comparação das duas meninas Exposição do Sesc
  16. Em 1920 faz uma exposição de arte moderna em 1920, mas esta é bem menos importante para o modernismo do que Segall e Anitta.
  17. Em milão ele consegue o diploma de construtor FAP = Família artística Paulista
  18. SPAM tinha mais membros do primeiro modernismo – se liga mais diretamente a semana de 22 O CAM Olha sob uma perspectiva um pouco diferente
  19. Cezanne – Esposa Geometrização suave e cores suaves nas paisagens Obras SALAO REVOLUCIONÁRIO – até aqui
  20. Almeida Junior: O caipira picando fumo (1850-1899) Pintura de gênero muito forte
  21. Tons mais carregados O cinza quase padroniza as figuras Cinza como cor sem vida A mistura entre os contornos parece que as pessaos não são exatamente separadas
  22. Fundo sugere um ambiente fechado Das 4 crianças apensas duas mostram o rosto
  23. Como se estivesse protegendo os filhos de um perigo eminente A primeira segura 11 crianças A primeira mãe parece gritar Unhas vermelhas Massa disforme sugere peso
  24. ENBA – escola nacional de artes plásticas Funcionava mais como um ateliê livre / Condições financeiras sempre precárias Esse segundo grupo de artistas se diferenciaram dos primeiros modernistas Principalmente  Tratamento que deram a pintura  Meio proletário de onde imergiram
  25. O nome foi devido a dois professores da ENBA: Rodolfo e Henrique Brenardelli
  26. Apresentam grande ousadia, mas ponderação e equilíbrio Se aproxima do impressionismo
  27. Uso de cores de uma forma mais branda Recebem influências das vanguardas, mas não tão intensa Se calcam mais no impressionismo
  28. Filho de Imigrantes Italianos, nasceu no BR Hotel: Santos  SP BEPPE: especializada em decoração de pintura de parede Marinha mercante: comércio, pesca e recreio Marinha de guerra: Voltada as guerras e combates
  29. Devido às várias viagens ele não tem condição de um aprendizado regular. Bruno: Polonês Bruno: Casa Internacional do Artista Nesses locais, qualquer artista pode residir, trabalhar e receber uma parte da receita proveniente da venda dos Ingressos das expos O artista não precisa se adaptar ao mercado Aceita uma aposta de ganhar R$ com as exposições e viajar por todos continentes falando apensa polonês Usa equipamento de expo desmontável e depois o adapta. Passa por Curitiba, SP e RJ
  30. Retratos: ar melancólico Auto retrato: origem humilde - Van Gogh e Gauguin (Haiti)
  31. O corpo dela é quase um retângulo Traço simplificado Sombra bastante marcada - rosto
  32. P´roximo a década de 40  Paisagens com tons mais rebaixados Pinta várias paisagens urbanas
  33. Mesmo as que não trazem a predominância do ocre, ainda parecem tristes e melancólicas. Tons rebaixados
  34. Mesmo as que não trazem a predominância do ocre, ainda parecem tristes e melancólicas. Tons rebaixados
  35. Cores Amor pelo litoral
  36. Imagens bastante simplificadas bastante luz Azuis bem profundos
  37. Foi Falsificada (essa é a verdadeira)
  38. Trabalho – Principalmente a partir da década de 30 (quando integra o grupo portinari) Os ângulos inusitados reforçam sua composição Cores fortes e contrastantes Composições verticalizadas Quase claustrofóbicas
  39. Faz vários cursos relacionados as artes e ofícios da época, mas não chega a estudar na ENBA
  40. Antes da FAP a crítica especializada em arte não os reconhecia por esse nome Os integrantes também não assinavam com esse nome Estudaram no Liceu de artes e ofícios ou eram autodidatas  diferenças dos 1ºs modernistas Nem se aproximavam muito da vanguarda e nem se mantinham na arte acadêmica
  41. Paralelamente também jogava futebol Curso de restauração no vaticano chega a participar da restauração de uma obra de Rafael Emblema corinthians
  42. Tons rebaixados (Antes de 40)
  43. A mudança com relação as cores não é muito brusca
  44. Volpi: Pinturas populares e de bandeiras
  45. IPHAN: Fez trabalhos relacionados com base em monumentos das cidades de São Miguel Paulista e Embu das artes  Santeiro (Cássio) OSIRARTE: Azulejos Rossi Osir
  46. Lembra bastante as obras do período colonial
  47. Não Pintou somente o tema cultural e religioso, na década de 40, mas esse foi um tema bastante recorrente
  48. Haviam artistas que participavam da família e do salão
  49. Haviam artistas que participavam da família e do salão