Apostila compacta06asentidadesnaumbanda

603 visualizações

Publicada em

umbanda

Publicada em: Espiritual
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
603
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apostila compacta06asentidadesnaumbanda

  1. 1. Módulo II – Item 3 - As Entidades Mensageiros divinos, ordenanças do Pai Maior. São nossos Guias e Orientadores. Companheiros astrais, que buscam nos guardar, proteger e intuir. Nos auxiliar, para que, melhor possamos percorrer nossa própria jornada evolutiva. Quão bom seria, se conseguimos senti-los, ouvi-los e compreendê-los, sem as negativas interferências de nossos próprios interesses mundanos.... Saravá Umbanda Salve Todo o Povo da Aruanda... Entidade é o nome dado a todos os espíritos que estão em uma faixa de vibração astral, boa para o trabalho na Umbanda. Conforme seu grau de evolução espiritual, esses espíritos são levados a fazer parte de uma falange (agrupamento de espíritos), a fim de atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. Falange é um agrupamento de mais de 400 mil espíritos, que atuam em um determinado plano espiritual, ou seja, em uma determinada faixa de vibração. Existem entidades de Alta, Regular e Baixa, faixa vibratória, e por isso elas se dividem em vários grupos: Falangeiros de Orixá, Caboclos, Pretos Velhos, Exus, Pomba-Giras, Crianças e demais entidades que atuam de formas diversas. Cada falange recebe o nome de seu chefe e cada espírito dentro desta falange, atende por este mesmo nome. Quando um médium trabalha com uma determinada entidade, ele não trabalha com um único espírito. O que ocorre é que todos os espíritos que constituem aquela determinada falange têm uma única tônica de vibração com a qual penetram na faixa vibratória do médium, à razão de um por segundo, mantendo assim a sintonia durante todo o período que dura uma comunicação. Em outras palavras, os espíritos não trabalham isoladamente, mas "em falange", todos numa única vibração. Embora não seja muito comum, é possível acontecer que um mesmo espírito, embora seja uma só vibração, venha em diversas falanges, com diferentes nomes, conforme sua missão espiritual. Um espírito de certo grau de evolução pode se 1
  2. 2. desdobrar na vibração, ou seja, aumentá-la ou diminuí-la, obviamente que dentro de um certo limite preestabelecido. Desta forma, essa entidade pode se apresentar ora numa faixa, ora em outra. Por exemplo: Se ela atua normalmente sob a linha do Oriente, pode num desdobramento de vibração, apresentar-se na forma de um caboclo, embora conserve também suas características essenciais. Necessário também é, compreender-se à diferença entre hierarquia terrena e evolução espiritual. Algumas pessoas pensam que a posição hierárquica de uma entidade corresponde à sua posição na vida física anterior. Isto não corresponde à verdade porque as falanges não se agrupam conforme as raças ou costumes da vida terrena, mas sim de acordo com o grau de evolução espiritual e afinidade vibratória. Desta forma, um espírito pode se apresentar, por exemplo, como um caboclo, apenas para ter um melhor acesso a um médium e a seus consulentes Iremos estudar os tipos de entidades e suas respectivas Falanges e Legiões existentes na Umbanda, sendo as principais que são elas os Erês, Pretos-Velhos, Caboclos e Exus, cada entidade trabalha na vibração de determinado orixá. Item 3.1 – AS Crianças (Os Erês) Falange das Crianças é talvez uma das mais incompreendidas da Umbanda. Apesar de se apresentarem com a roupagem fluídica de crianças, trazem destes somente a pureza e a alegria contagiante. Na verdade são os grandes Magos do Universo. Foram grandes Sacerdotes quando de suas encarnações na Terra. Como a Entidade não possui um corpo astral, ela precisa forjar este corpo para o processo de incorporação. Assim ela busca na matéria do campo astral o material de que necessita para este processo. Realiza este intrincado passo retirando do próprio médium matéria astral, bem como vai buscar em um dos corpos astrais de uma de suas últimas encarnações o fluido de que necessita para o processo de incorporação. Desta forma passamos a entender o porquê destas Entidades se apresentarem como crianças. Escolheram esta forma por representar melhor a energia que elas manipulam, ou melhor, que elas emitem. Criança significa alegria e pureza, qualidades fundamentais para quem quer que deseje galgar na alta espiritualidade. Mas, muitas dessas entidades tiveram sua última encarnação interrompida ainda na fase criança (a grande maioria). Por outro lado, no processo de incorporação, a energia desta falange, normalmente penetra em grande parte pelo chákra laríngeo, fazendo com que o médium modifique a voz, afinando-a. Além disto, também durante o processo de incorporação, acontece um fato bastante peculiar a esta Falange. Normalmente durante a incorporação, a energia da Entidade penetra por um dado chákra particular, resultando em um processo bem definido de incorporação. No caso da Falange das Crianças o processo é diferente. 2
  3. 3. A energia, como vimos, também penetra por um dado chákra, mas aqui ela vai sofrer um processo de espalhamento por todos os chákras do corpo, fazendo com que o médium fique saltitando, não conseguindo parar em um ponto. Aliando-se os dois fatos: a modificação da voz com a inquietação do médium, temos, como resultado, a manifestação de crianças na forma como as entendemos. E daí resulta toda a má interpretação que diversos médiuns, infelizmente, dão a esta poderosíssima Falange. Entendem-na como criancinhas despreparadas, infantis, choronas, brigonas às vezes, indolentes, simplórias em seus trabalhos e, o que é pior, comilonas e bagunceiras. Percebemos, assim, que lhes são atribuídas todas as qualidades negativas das crianças de nosso mundo. Mas não é nada disto que realmente ocorre. As Crianças fazem parte de uma Falange, talvez a mais poderosa de todas. Não possuem aquelas qualidades negativas que lhes são atribuídas. Nenhuma Criança é comilona. Seria impossível, do ponto de vista do processo de incorporação, um médium comer compulsivamente como tantas vezes é visto. Quando da incorporação, principalmente da Falange das Crianças, fecha-se a glote do médium, não permitindo que sejam ingeridas grandes quantidades de doces como tantas vezes é visto. Somente pequenas quantidades de doces podem ser ingeridas, até porque o doce contribui para o equilíbrio energético do aparelho, pois é transformado imediatamente em glicose, caindo na corrente sangüínea e mantendo, desta forma, a integridade do médium. Assim, vemos que os líquidos têm mais facilidade que os doces sólidos neste processo. Logo, o que vemos na maioria dos Templos dedicados à Umbanda, não são Crianças, são médiuns com fome e com sede. Mas tudo é uma questão de equilíbrio e cabe ao dirigente verificar os excessos e saber diferenciar as vibrações, pois a comida e bebida fazem parte sim do trabalho desta falange, sendo fundamental a presença destes elementos quando uma criança se manifestar, tudo depende da doutrina da casa. Quanto ao tipo de trabalho que estas tão valorosas Entidades realizam, também é bastante mal compreendido por todos. Seus trabalhos são vistos de maneira bastante simplória. A grande maioria das pessoas vê este trabalho como uma brincadeirinha de criancinhas despreparadas para um trabalho mais sério. Na verdade é dos trabalhos mais sérios a considerar. As pessoas confundem simplicidade com coisas simplórias. Sendo os grandes Magos do Universo, seus trabalhos não precisam de muita parafernália. Dominam toda a arte da Magia. Dominam todos os elementos. Sabem como evocar, todos os seres que necessitam para ajuda em seus trabalhos. 3
  4. 4. Quanto ao lado bagunceiro destas Entidades, é outro fator que denigre bastante esta Falange. Todos sabemos que trazemos dentro de nós uma criança. Todos temos o nosso lado criança. Muitos médiuns despreparados, não entendendo muita bem esta poderosa Falange, deixam-se levar, pela sua criança interna e não pela Entidade. Essas entidades usam sim uma vibração de muita alegria para os seus trabalhos, mas sabem exatamente o que estão fazendo. Não pensem vcs que qdo eles estão “mexendo nos seus brinquedos”, estão apenas brincando, que qdo estão “mexendo nos doces”, andando para lá e para cá, rindo... estão brincando... ledo engano é nesse momento que vários trabalhos estão sendo executados, várias limpezas astrais estão sendo executadas por eles. Os videntes que o digam... O que vemos, muitas vezes, são médiuns com suas crianças afloradas e não incorporados com as Entidades Crianças, levando-os a verdadeiras orgias dietéticas e de expansão da alegria contida. Resumindo: esta falange trabalha com dois elementos básicos na sua arte mágica. A alegria contagiante que aflora de dentro do coração e se expande pela mente. Simplicidade em tudo o que faz, principalmente, em suas mensagens altamente espiritualizadas e singelas, mas com profundo senso de amor e alegria, trazendo para o consulente a certeza de dias melhores, retirando do coração das pessoas a mágoa, rancor e tristezas que são os grandes entraves na busca da felicidade. Por sua poderosíssima força, esta Falange é bastante considerada em todos os trabalhos. Diz-se que aquilo que uma Criança não puder realizar, nenhuma outra Entidade o fará. Como é uma Falange altamente espiritualizada, certos trabalhos de "limpeza", não têm condições de serem por ela realizados. são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Daí decorre a necessidade de sempre se precisar invocar uma outra Falange para o "fechamento" dos trabalhos. A Criança, quando realiza o seu trabalho, no momento do passe, simplesmente retira o que pode estar atrapalhando a vida de uma pessoa, mas não conduz o que foi retirado para o devido lugar. Retira e deixa em um canto. Precisa, pois, de um batalhão de choque para levar o que foi retirado Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. 4
  5. 5. No dia 27 de setembro, dê uma pausa para a reflexão. Seu comportamento tem sido como das crianças espirituais da Umbanda? Você tem sido alegre, bem humorado e puro de coração? Ou pelo menos exercita o aprimoramento de viver sempre com alegria e esperança? Reflita sobre a missão nobre dos médicos gêmeos: São Cosme e Damião. Nesse dia especial, faça uma promessa para si mesmo; seu lado infantil e puro não deve morrer! Deve renascer em bondade, amor por todos os seres e gratidão pela vida. Se for a uma festa de Cosme e Damião no terreiro de Umbanda, leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria e pureza da sublime falange das Crianças. A falange de Ibeji é uma mensagem de otimismo e esperança para todos nós. É a alegria pura de quem acredita num mundo melhor! Alegria que está inscrita na oração de São Cosme e Damião: Esta falange, vem representando a manifestação do Orixá Ibejí, que não incorpora na Umbanda. No culto de Nação, “as crianças” estão ligadas aos ORIXÁ IBEJI (nação Ketu) e VUNJI (nação Angola e Congo), que simboliza alegria, fertilidade e inocência, sua função é cuidar das crianças desde bebê até a adolescência, independente de seu Orixá Existem diversas falanges de crianças que sempre regidas por um Orixá, crianças da Praia, do jardim, da Mata, do Mato, da cachoeira, da pedreira, dos ventos: Pedrinho, Joãozinho, Aninha, Ritinha, Toninho, Mariazinha, Cosminho, Rosinha, Foguinho, Pedrinha, Risca fogo, Tequinho, Zezinho e muitas outras.. Finalizando, "Bem-aventuradas sejam as Crianças, porque é delas o reino dos céus". Esta máxima dita pelo grande Mestre Jesus, demonstra muito bem o trabalho desta Falange. É preciso se despir de todos os preconceitos, tirar todas as mágoas e ódios do peito para encontrar o reino dos Céus. De outra maneira, é preciso voltar a ser criança, para encontrarmos o verdadeiro caminho da espiritualidade. Saudação: Onibeijada!!! Viva as Crianças da Umbanda! Onibeijada!!! Salve os Erês!!! p.s: Erê: em Iorubá significa, Orixá novo. Obs: Informação retirado do Portalumbanda.com “Antes de mais nada, deixe-me esclarecer um ponto. Muitas pessoas chamam a linha das crianças de Erê ou Erêsada. Está errado? Não, apenas quero esclarecer que erê é criança sim, mas é a criança mensageira dos Orixás, 5
  6. 6. enquanto as "crianças de Umbanda" são entidades que receberão sua luz e respondem como crianças. Como diferenciar? Facíl. As "crianças de Umbanda" têm nomes comuns como: Pedrinho, Mariazinha, Joãozinho, Tinho, etc; enquanto os Erês ("crianças mensageiras dos Santos do Candomblé"), têm nomes de acordo com o Orixá da pessoa que à carrega, como por exemplo: um Erê da Iansã que se chama Faísca, ou um da Oxum que se chama Pingo de Ouro, e etc de acordo com cada Orixá. (os nomes acima são apenas exemplos)”. PRECE A IBEIJADA Salve Ibeji, Orixá da continuidade da vida. Governadores da Falange Ibeijada. Orixá criança, que alegra nossos corações e marca o inicio nossa vida. Nos leve pelos caminhos da saúde, do amor e da prosperidade assegurando-nos a união e a fraternidade. Farta seja nossa mesa e prospero seja nosso lar. ONIBEIJADA COSME E DAMIÃO . Nascidos em 270, eram irmãos trigêmeos junto com Doum, que faleceu ainda pequeno. Cosme e Damião tornaram-se médicos e praticavam a medicina gratuitamente em socorro aos pobres e às crianças infelizes e abandonadas, realizando curas milagrosas. A presença dos gêmeos, em qualquer lugar, tinha um dom sobrenatural. Dioclesiano, imperador da época, começou a perseguí-los, pois a Roma pagã não tolerava o cristianismo que ameaçava expandir-se. Foram presos, torturados, acusados de prática de curandeirismo e por fim, foram decapitados em 303. Contam que o imperador, ao tocar a cabeça dos mártires, recuperou milagrosamente o movimento de um dos braços paralisado desde uma antiga batalha. Sincretismo: São Cosme e São Damião Dia: 27 de setembro Cores: Azul e Rosa Oferendas: Doces, balas, guaranás, frutas, tudo depositado em pracinhas, jardins, cachoeiras e etc.. 6
  7. 7. Item 3.2 - Os Pretos Velhos. Os Pretos Velhos. Senhores da Humildade e da Sabedoria ”Acorda cedo criança, Se com Velho quer caminhar, a estrada é longa, E Velho caminha devagar, É devagar, é devagarinho, Quem caminha com Preto Velho nunca fica no caminho." Quem nunca se emocionou com a presença destes amigos espirituais quando se manifestam nos terreiros ? A humildade, sabedoria e aquele jeito “brejeiro” de falar conquistam qualquer um... O cheiro bom da fumaça do cachimbo, o ponto cantado que nos remete à perseverança, à esperança e mesmo a uma reflexăo de nossa própria natureza. Pretos Velhos, veículos da sabedoria e da humildade, sempre com uma palavra consoladora para todos aqueles que aos milhares, a toda noite, dirigem-se às nossas Tendas, Choupanas e Terreiros, ou mesmo no cantinho de uma casa, ansiosos pelos conselhos de nossos "Pais Pretos". Trabalhando na linha de Obaluayê (ou linha das Almas para algumas vertentes doutrinárias), são Mestres no uso das ervas medicinais, profundos conhecedores da psique humana, dando consultas profundas, sérias em suas conclusões, trazendo alívio e confiança aos que os ouvem. Mestres da Magia e da "Lei de Pemba", sempre estão a "desmanchar" trabalhos mais intricados e elaborados por Magos das Sombras, não só no plano físico com também e, principalmente, no plano astral. Com a fumaça de seus cachimbos (manipulação do elemento ígneo), destroem algumas larvas de origem astral que se "grudam" ao periespírito do consulente, reequilibrando sua aura. Atuam com maior intensidade no organismo mental, o qual é centro da vontade, da inteligência, do intelecto. Fazem uma verdadeira atuação nesse organismo, proporcionando maior lucidez na elaboração das idéias concretas e abstratas, atuando em "porções" superiores e inferiores. 7
  8. 8. Quando da sua atuação mediúnica, alteram o porte de seus médiuns, fazendo-os curvarem-se suavemente, trabalhando sentados. Jamais tomam posições grotescas, mimetizando ou representando certos estados mórbidos. Nos aspectos míticos, muitos querem dizer que estas Entidades Espirituais mantêm "certas deformidades", supostamente adquiridas, em sua última roupagem terrena. Mas isto não é necessariamente um regra. Este tipo de compratamento varia normalmente de casa para casa dependendo da evolução de cada uma. Saravá meus Pretos Velhos !!! Saudação: Adorei as almas!! Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se "encaixam" para cumprirem sua missão. Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos. Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros africanos, mais que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão. O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentende que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo espiritual é bastante semelhante. A grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os "Psicólogos da Umbanda". Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha. Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as 8
  9. 9. saudações necessárias (atabaque, gongá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém em pé. É possível ver Preto-Velhos dançando, mais esse dançado é sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas. Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade. Além disso, os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual. A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada médium possui, uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os Preto- Velhos. Essas diferenças ocorrem porque Preto-velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência daquela força da natureza para quem eles trabalham. Essas diferenças são primeiramente evidenciadas na maneira de incorporação. Não é só na forma física que devemos observar as diferenças, mais também a maneira de trabalhar e a especialidade dele. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás: PRETO-VELHOS DE OGUM São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso. PRETO-VELHOS DE OXUM São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa. PRETO-VELHOS DE XANGÔ São raros de ver, contudo devemos também conhece-los. Sua incorporação é rápida como as de Ogum. 9
  10. 10. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. PRETO-VELHOS DE INHASÃ São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Mesmo assim eles também possuem uma especialidade. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro. PRETO-VELHOS DE OXOSSI São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi. PRETO-VELHOS DE NANÃ São raros, assim como os filhos desse Orixá. Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo. São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns. PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaê, e este é o "dono das almas", esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. 10
  11. 11. Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta. PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes. PRETO-VELHOS DE OXALÁ São bastante lentos na forma de incorporar e tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização. Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade. Um Sonho? Um dia, andando pelos caminhos da vida, deparei-me com um Velho, sentado em um tronco de árvore, que estava caído bem à beira do meu caminho. Ele, fumando seu cachimbo, de olhos fixos, em algum ponto, sobre a grama verde em que pisava descalço. Era a própria imagem da Paciência e da Sabedoria. A Paciência de quem tem a experiência do ontem, e a Sabedoria de quem sabe o que será o amanhã. Confesso que fiquei fascinado, mas também intrigado. O que estaria ele fazendo ali? Tomado por um inexplicável, porém calmo desejo, lentamente me aproximei. Ajoelhei-me bem a sua frente. O observei e resolvi então perguntar: Ò meu velho. O que fazes aqui? Posso fazer algo por ti?? Talvez te trazer algo? O que desejas? Ele, no entanto, mantendo a mesma postura, apenas me olhou e sorriu. Nesse instante, me senti como um menino, um garoto, uma criança. Inundado pelo mais puro sentimento de amor e paz, uma alegria que eu jamais havia sentido. Uma surpreendente leveza, e harmonia. Uma tranqüilidade plena e absoluta. Percebi, que mesmo ele não pronunciando qualquer palavra, mas eu sentia, que suas lições me eram transmitidas. Não sei ao certo, por quanto tempo ali fiquei, apenas desfrutando da sua presença. 11
  12. 12. Sei apenas, que ao voltar a minha estrada, tudo estava diferente. O que antes era noite, havia se tornado dia. Nos recantos, onde antes haviam trevas, agora estavam iluminados. Minhas dores, eu já não sentia, minhas angustias, tinham se acalmado, haviam sido consoladas. O que antes para mim era incerto, ou já havia se resolvido, ou eu agora sabia como resolver. Assim é o meu mestre. Assim é o meu guia. Meu Pai. A quem devo minha vida. Sempre calmo, tranqüilo e sereno, trazendo-me sempre a Paz, a tranqüilidade e harmonia necessárias, para solução de todos os meus problemas. Eu agora sei, meu Velho, Sou eu quem realmente precisa da tua companhia (Escrito por Pai Ronaldo Linares, em 20 de Outubro de 1964, entregue em mãos, por ele, ao Jornal de Umbanda Sagrada e publicado no mesmo em Maio de 2005 Algo que recebi por e-mail. É legal ver como a espitualidade atua das mais diversas formas, nos mais diversos níveis de compreensão, utilizando das ferramentas que têm à mão. Vamos conhecer um pouco da cultura espiritual legitimamente brasileira, adaptada dos cultos dos escravos africanos: (Autor - elo menos pra mim - desconhecido) Firma o ponto minha gente Preto Velho vai chegar Ele vem de Aruanda Ele vem prá trabalhar... Era dia de "gira de preto velho" naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do congá os médiuns vestidos de branco e de pés descalsos concentravam, ligando-se aos seus protetores e guias. O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serviriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandescente de luz. Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações Do lado astral, as falanges 12
  13. 13. de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varreduda energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores. Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado. Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletéreas que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo. Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno. E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilibrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a amostragem de sua "ficha cármica" onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse. Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores: -Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher... 13
  14. 14. Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia: -Negra velha vai explicar para que o filho entenda: - quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos , deixamos a luz entrar mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo. Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade. O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias da esquerda, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se. As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos. Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados...desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?". Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os 14
  15. 15. médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres. Velha já foi, Já foi prá Aruanda, Sua benção minha Mãe Proteção para nossa banda... Citaremos alguns Pretos Velhos; Pai Cambinda (ou Cambina) Pai Cipriano Pai João Rei Congo Pai José D'Angola Pai Benguela Pai Jerônimo Pai Francisco Pai Guiné Pai Joaquim) Pai Antônio Pai Serafim Pai Firmino D'Angola Pai Serapião Pai Fabrício das Almas Pai Benedito Pai Julião Pai Jobim Pai Jacó Pai José Pai Caetano Pai Tomaz Pai Tomé Pai Malaquias Pai Jobá Pai Dindó Vovó Maria Conga Vovó Manuela Vovó Chica da Costa D'Africa Vovó Cambinda (ou Cambina) Vovó Ana Vovó Maria Redonda Vovó Catarina Vovó Luiza Vovó Rita Vovó Gabriela Vovó Quitéria Vovó Mariana Vovó Severina Vovó Maria de Minas Vovó Rosa da Bahia Vovó Josefa Vovó Benedita Vovó Juventina Vovo Joana Obs: O tratamento poderá ser substituído por Vovô ou Tio, por Tia, pois todos denotam carinho e respeito. 15
  16. 16. Item 3.3 Os Caboclos São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como Índios, Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia. Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos săo os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização. Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual. Săo subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos Preto-velhos. Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho. Costumam, durante as giras fumar charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha. Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles. Cumprimentos e despedidas săo feitas usando esses sons. Costumamos dizer que as diferenças entre eles estăo nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter: Caboclos da mata - Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas. Caboclos da mata virgem - Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos. Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão. Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros. A primeira é a "especialidade" de cada um, săo elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros. A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham. Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junçăo de sua "origem", "especialidade" e "força da natureza" que o rege. E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Preto-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação. Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de 16
  17. 17. remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física. Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia. Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais. Como săo espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe. Săo espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé. Săo também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição. Lembrando que, não necessariamente estes espíritos, tenham sido índios em sua última encarnação, podem ser espíritos que se identificam com essa linha de trabalho e a escolheram para dar continuidade a sua jornada evolutiva. Lembrando que os Caboclos na Umbanda vem representando o Orixá Oxossi, que se manifesta através deles. Trabalhos de magia, para vários fins. Originalmente, a palavra Caboclo significa mestiço de Branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria. Espíritos que, embora em sua encarnações tenham vivido em outros países, identificam-se espiritualmente na vibração dos Caboclos, como por exemplo, os índios Americanos, os Astecas, os Maias, os Incas e demais indígenas que povoaram a América do Sul. Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados. Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua. Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porêm em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu. Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de Nanã. Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um 17
  18. 18. sensitivo que é filho de Oxóssi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxóssi. As Legiões dos Caboclos • Legião do Caboclo das Sete encruzilhadas, que dirige as falanges das florestas, que são os espíritos das tribos Aimorés, Tupis, Tupiniquins, etc... • Legião do Caboclo Araribóia, chefiada pelo Cacique Araribóia. • Legião de Urubatão, chefiada pelo Caboclo Urubatão. • Legião da Cabocla Jurema, chefiada pela Cabocla Jurema. • Legião dos Tamoyos, chefiada por Caboclo Grajaúna. • Legião dos Guaranis, chefiada pelo Caboclo Araúna. • Legião dos Peles–Vermelhas, chefiada pelo Caboclo Águia Branca, integrando as falanges de índios Chippeway, Sioux, Apaches, Chayennes e etc... Cabocla Jurema Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-cura através das ervas. Normalmente, a Entidade Chefe Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os ambientes da natureza. ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc. Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você. Os Caboclos Força da natureza: são naturais cultores da floresta. Expressão: altivos, sinceros, leais, autênticos, cooperativos, corajosos, desprendidos, companheiros. Data comemorativa: de acordo com a vontade do Caboclo-chefe da Tenda. É comum, no entanto, sua participação alegre e festiva nas comemorações da 18
  19. 19. segunda quinzena de janeiro, dedicada aos Orixá Oxossi e também no dia 2 de julho, quando, no Estado da Bahia, acontece o Dia do Caboclo. Composição: estão unidos pela própria descendência, embora formem agrupamentos mesclados de outras tribos, quando em trabalhos especiais no físico e no astral. Saudação: “Okê Caboclo ! A saudação é executada corporalmente, encostando energeticamente o ombro direito da entidade no ombro direito do consulente; depois o ombro esquerdo bate também no ombro esquerdo do encarnado. O gesto é um tanto brusco e rígido. Logo depois, a entidades bate vigorosamente no próprio peito (do médium naturalmente), saudando o Caboclo-Chefe do Terreiro, a entidade chefe do Templo, o Orixá Oxossi ou até si mesmo: “Salve o Caboclo Pena Branca, Cobra Coral” ou o nome que tenha. É assim que se dá conhecer aos circunstantes. Indumentária: normalmente, usam a roupa branca de Umbanda. Local preferido: Matas arredores afastados dos centros urbanos. Cor: variada; predomina o verde. Cor da guia: os caboclos preparam suas próprias guias (colares), feita de sementes, dentes de boi, de cobra e de outros animais. Usam sumo de ervas para um breve amaci nas contas (vinte e quatro horas), defumam com fumaça de seus charutos e depois entregam ao “cavalo”, para que ele use nas giras. Também usam correntes de aço e até cascas de árvores. Manuseiam as contas assiduamente (para magnetização) e as exibem orgulhosas pelo valor que as mesmas possuem na defesa contra maus fluidos e conseqüente proteção de seu protegido. Ervas utilizadas: desde 1908,as plantas sempre foram empregadas mediunicamente pelos Caboclos e Pretos-Velhos para a cura de várias doenças. Nos dias de hoje , a fitoterapia possui o reconhecimento da medicina acadêmica como sendo de grande valor na flora brasileira. Aconselhamos a leitura de livros especializados no assunto. Flores: Caboclos e Caboclas preferem as que estão plantadas. Quanto às folhas, gosta,m imensamente de vê-las espalhadas pelo chão do Terreiro em datas festivas. Frutos: de preferência de cada entidade. Mineral: Nenhum em especial Planeta: O sol, a lua e as estrelas. 19
  20. 20. Dia da semana: quinta-feira Comidas secas: abóbora tipo moranga, coco inteiro ou em pedaços, milho verde e vários frutos, sempre untados em mel. Bebidas: vinho moscatel, garapa, aluá e água Item 3.4 – Outras Entidades Item 3.4.1 - Os Boiadeiros São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda.. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função, pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Por isso em algumas giras, observa-se que determinado caboclo incorporado, puxa um ponto de Boiadeiro, determinando assim que o mesmo se manifeste, as pessoas acham que é para nada, apenas para se ter um boiadeiro na gira, mas não é tão simples assim, é exatamente para executarem essa função que foi explicitada. Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim "limpam" o ambiente para que 20
  21. 21. a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. São espíritos muito solicitados para limpeza e descarrego de ambientes, como lares e negócios. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros. "Gostar" para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio "Ori" - pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo, no entanto as características deles. A incorporação de boiadeiro é extremamente forte, pesada (no sentido de energia) e cansativa. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc... Dentre muitos Boiadeiros, citamos: Boiadeiro na Jurema, Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, João Carreira, Boideira Mané Baiana, Seu Laçador, Chica Mineira e etc... Sua saudação: “Jetuá Boiadeiro” ou "Xetro Marrumbaxêtro" A gira de Boiadeiros. Uma das giras mais antigas dentro da Umbanda é a dos nossos queridos Boiadeiros. Uma manifestação de espíritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo. 21
  22. 22. Boiadeiro Mané Baiano, médium:Mãe Silmara Os Boiadeiros, de um modo geral, utilizam, quando necessário chapéus de vaqueiros, laços de corda e chicotes de couro, são ágeis e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada "êeeee boi" como se ainda estivessem tocando seu rebanho. O que mais agrada um Boiadeiro é uma boa comida da roça, bebidas simples, mas sem dispensar as iguarias do povo mais moderno, afinal, já passaram necessidades suficientes para não precisar mais se privarem de uma boa cervejinha se assim forem ofertados. A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem. Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje. Coronel José Bento, médium: Pai Alexandre Sarava! 22
  23. 23. Item 3.4.2 - OS BAIANOS A corrente baiana é formada por espíritos alegres, brincalhões, descontraídos e adoram "desmanchar" demandas. São muito conselheiros, orientadores, aguerridos e chegados à "macumba" (dança ritual), durante a qual trabalham enquanto giram com seus passos próprios. Apreciam as "festas" que lhes fazem, onde bebem batida de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana. Essa Linha na Umbanda que traz uma mensagem de conforto por estar mais próxima do nosso tempo. Digo isso pois os baianos eram antigos Babalorixás (Pais de Santo), ou pessoas que de uma certa forma viveram no sertão do Nordeste e trouxeram uma expectativa de vida para a região. Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos tem um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado Os fundadores da Umbanda são caboclo e preto-velho, que no astral fizeram escola, com o tempo se assentaram ao seu lado outros povos de trabalho, vemos hoje muito bem assentados dentro do contexto Umbandista as figuras do boiadeiro, marinheiro, baiano além das crianças, exú e pomba-gira. Todos são excelentes trabalhadores e cada “grupo de trabalho” tem a sua maneira de atuar, no astral a linha de trabalho (povo a que pertence) e o nome que eles carregam representa respectivamente o grau e a força em que a entidade guia está assentada. No caso os Baianos formam uma corrente de entidades que ao desencarnar, tinham muita afinidade com o culto ao Orixá (muitos foram sacerdotes), estabeleceram uma egrégora de trabalhadores do astral que com o tempo reconhecida pela Umbanda passaram a ter a oportunidade do trabalho 23
  24. 24. ativo e incorporante, acharam por bem batizar como Linha dos Baianos como homenagem a origem dos primeiros formadores desta corrente e a Terra (Bahia) que tão bem acolheu o Orixá no Brasil no início da colonização. São muito ativos, despachados e descontraidos. Bons orientadores e doutrinadores, tem facilidade em lidar com o desmanche dos trabalhos de magia negra. Usam colares de cocos e sementes. Tendo na sua forma de trabalhar muito das qualidades de Iansã, por serem movimentadores e irriquietos, combinam esta forma de trabalhar com sua natureza pode cada um se mostra regido por um Orixá diferente assim trazendo para a gira a força das sete linhas da Umbanda. Suas oferendas podem ser feitas ao pé de um coqueiro ou no ponto de força do Orixá que rege o baiano a ser oferendado. Gostam de festas comidas tipicas da Bahia e batida de coco. Como comprimento dizemos simplesmente: “É da Bahia meu Pai... Salve a Bahia” ou simplesmente “Salve os baianos”. As manifestações desta falange aqui no Sul não são muito comuns, normalmente são solicitados para determinados trabalhos, dificilmente se vê uma gira específica para eles, em nosso centro, fazemos duas Giras de Baianos por Ano, porém eles estão sempre presentes quando necessário, para trabalhos de desmanche, pontos de pólvora, trabalhos fora do templo e normalmente eles chegam nas Festas de Caboclo, de Inhaçã e de Exu. Cor : branco Guia : sementes de coco (coquinho) Vestes : Roupa branca. Usa chapéu de couro. Bebidas : batida e/ou água de coco Comidas : farofa, melância com farinha, coco, cocada e etc Saudação: Salva a Bahia! Savará os baianos A gira de Baianos. "Seu santo é forte, Ele é Caboclo, ele do Norte, Que só faz o bem, Só quer ajudar, Não faz mal a ninguém, É flecha encarnada, mãe santa me deu..." Caboclo do Norte, a gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi sofrido mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira. 24
  25. 25. Baiano Tenório, médium: Pai Jefferson Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria? Pergunte a uma entidade da Gira de Baianos. Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda. Desprendida, descomplicada, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as "coisas do coração" , verdadeiro obstáculo do ser humano. Porque é nas coisas do coração que se encontram a solução para todos os outros problemas. Cansei de presenciar estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração, é um comportamento curioso, pois o impressionante é que realmente estes problemas existiam e eram os que realmente estavam atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabavam como que por mágica. Água de coco, batida de coco, uma "branquinha", e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos. Sr. Severino Timóteo, médium: Pai Alexandre É pra lá que eu vou!!. É da Bahia Meu Pai!! Linha dos Baianos, um convite a renascer para a alegria da vida, esta é a gira dos Baianos na Umbanda. Ah, Bahia 25
  26. 26. Item 3.4.3 - OS MARINHEIROS A alegria dos MARINHEIROS! Aos poucos eles desembarcam de seus navios e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos. Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d'áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo. Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos. Em seus trabalhos são sinceros, muito românticos, sentimentais, conquistadores e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um "porto seguro". A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito. A função deles além das consultas é também a de dispersão de energias do ambiente, com a sua alegria, calma e descontração eles 26
  27. 27. aos poucos, vão carregando as energias e os encantados que estejam presentes. São muito solicitados no final de determinadas giras. Aqui no Sul não são muito cultuados, dificilmente se vê uma gira ou uma festa especialmente para eles, normalmente (aqui no sul e sudeste) eles chegam na festa Iemanjá, ou numa gira de Caboclo. Em nosso Centro chamamos essa Falange na Festa de Iemanjá em Agosto e no final do Ano, as vezes no final de determinados trabalhos, os Marinheiros chegam com a finalidade de limpeza do Ambiente. E sempre que se faz necessário eles chegam Salve o povo d'água! Salve a Marujada!! Item 3.4.4 - POVO DE MINA É mineiro ê É mineiro â É mineiro ê É mineiro â Macumba boa pra quem sabe aproveitar Macumba boa pra quem sabe aproveitar Existem ainda algumas outras Linhas e Agrupamentos de Entidades pouco difundidas aqui pelo sul e sudeste, mas muito conhecidas no norte e nordeste, existe a linha dos Mineros ou Povo de Mina, é uma falange que tem uma função muito parecida com os Boiadeiros, tem função de limpeza e descarrego, harmonização e ordem do ambiente, é um povo alegre e possuem a irreverência dos Exus, aqui no sul são muito solicitados para trabalhos de desmanche de magias negras e pesadas e descarregos fortes e pesados, porém no norte e nordeste existem giras específicas para eles. Inclusive existe um culto chamdo Tambor de Mina, muito difundido no Maranhão que trabalham com diversas entidades e encantados. São muito amigos e protetores Muito conhecidos são: Légua Boji, Sra. Tóia Jarina, Sra. Mariana, Cavalheiro Wilson e muitos outros Trabalham em harmonia com os Exus. Salve a Mina!!!! Salve o povo Mina Salve os Mineros Há algumas entidades que se manifestam mas que são pertencentes a outros cultos, como a Pajelança, Catimbó, Xangô de Jurema, Xangô, Barquinha, Candonblé de Caboclo e muitos outros cultos existentes por esse Brasil afora, mas que não devem ser confundidos com a Umbanda, as vezes as entidades que trabalham para este culto manifestam-se na Umbanda, mas para determinados 27
  28. 28. trabalhos específicos, pois lembrem-se que para a espiritualidade não existe essa diferença.. Item 3.4.5 - Povo do Oriente É representada por Xangô do Oriente e sincretizado em São João Batista, festejado no dia 24 de junho. Sua legião é formada da seguinte maneira: Legiões Chefes Hindus Zartu Árabes e Marroquinos Jimbaruê Médicos e Cientistas José de Arimatéia Japoneses, Chineses e Mongóis Ori do Oriente Egípcios, Astecas e Incas Inhoari Índios Caraíbas Itaraiaci Gauleses, Romanos e Europeus Marco Comandam os Mestres da Cura e atuam nos hospitais, nos terreiros de Umbanda onde as pessoas comparecem na esperança da cura através do passe que são emanados por esses espíritos. A força magnética reside, sem dúvida no médium, que aumenta pela ação dos Espíritos Curadores que são chamados em seu auxílio. É muito comum em alguns terreiros ter giras de cura específicas com o Povo do Oriente, é uma Legião muito bonita, incorporam de forma pacífica e raramente falam. Aqueles que se dedicam aos trabalhos de cura através do passe devem cultivar além da humildade, boa vontade, fé, elevação espiritual, amor fraternal e respeito ao doente. 28
  29. 29. No processo patológico orgânico os "passes" não dispensam os recursos da medicina, devendo ser utilizado como complemento. 29

×