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HIV na infância
• O HIV-Human
Immunodeficiency Virus - é
um vírus capaz de invadir
várias células do organismo,
mas seu principal alvo são os
linfócitos CD4, responsáveis
pela coordenação das
respostas imunológicas.
• O comprometimento dessas
células causa desregulação e
depressão da imunidade,
tornando o indivíduo
suscetível a infecções por
inúmeros microrganismos.
Transmissão vertical
• A transmissão vertical é a forma mais comum de infecção da criança, e está
aumentando muito à medida que mais mulheres em idade reprodutiva vão sendo
infectadas.
• Acredita-se que a infecção do bebê ocorra principalmente no útero, por via
transplacentária ou no canal de parto, pelo contato com sangue e secreções.
• Existem, também, casos comprovados de contaminação pelo aleitamento
materno, mas estes são raros.
Manejo de crianças nascidas de mães
infectadas pelo HIV
• As crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV idealmente
devem ser atendidas, referencialmente, em unidades
especializadas, pelo menos até a definição de seu diagnóstico.
• Aquelas que se revelarem infectadas permanecerão em
atendimento nessas unidades, ao passo que as não infectadas
poderão ser referenciadas para acompanhamento em unidades
básicas de saúde.
• Recomenda-se que as crianças não infectadas realizem
acompanhamento periódico (anual) na unidade especializada até o
final da adolescência, em virtude de terem sido expostas não só ao
HIV, mas também aos medicamentos antirretrovirais.
Cuidados imediatos com o recém-nascido
• Limpar com compressas macias todo sangue e secreções
visíveis no recém-nascido imediatamente após o
nascimento e proceder com banho, ainda na sala de parto
(usando-se chuveirinho ou torneira).
• Quando for necessária a realização de aspiração de vias
aéreas do recém-nascido, deve-se proceder delicadamente,
evitando traumatismos em mucosas.
• Iniciar a primeira dose do AZT solução oral
preferencialmente ainda na sala de parto, logo após os
cuidados imediatos ou nas primeiras 4 horas após o
nascimento.
• Em crianças expostas ao HIV cujas mães não fizeram uso de ARV
durante o pré-natal ou não têm carga viral menor que 1.000 cópias/ml
documentada no último trimestre de gestação, acrescentar nevirapina
ao esquema da profilaxia, com início o mais precoce possível, nas
primeiras 48 horas de vida.
• O monitoramento laboratorial deve ser iniciado precocemente, na
maternidade ou na primeira consulta ambulatorial.
• É recomendado o alojamento conjunto em período integral, com o
intuito de aprimorar o vínculo mãe-filho.
• Recomenda-se a não amamentação e a substituição do leite materno
por fórmula infantil após conselhamento.
• São terminantemente contraindicados o aleitamento cruzado
(amamentação da criança por outra nutriz) e uso de leite humano com
pasteurização domiciliar.
• A alta da maternidade é acompanhada de
consulta agendada em serviço especializado
para seguimento de crianças expostas ao HIV.
• Preencher as fichas de notificação da Criança
exposta ao HIV” e enviá-las ao serviço de
vigilância epidemiológica competente.
Rotina de acompanhamento clínico
• O acompanhamento deve ser mensal nos primeiros 6
meses e, no mínimo, bimensal a partir do 2º semestre
de vida.
• Em todas as consultas deve-se registrar o peso, o
comprimento e os perímetros, em especial o perímetro
cefálico.
• A avaliação sistemática do crescimento e
desenvolvimento é extremamente importante, visto
que as crianças infectadas podem, já nos primeiros
meses de vida, apresentar dificuldade de ganho de
peso.
Diagnóstico Laboratorial
• Métodos diretos:
-Cultivo do vírus;
-Detecção do ácido nucléico viral por
quantificação do RNA viral plasmático ou
detecção do DNA pró-viral;
-Presença do antígeno;
-Carga viral.
Manifestações Clinicas
As manifestações clínicas iniciais da doença na criança são inespecíficas e
incluem
• Dificuldade em ganhar peso;
• Adenomegalia;
• Hepatoesplenomegalia;
• Febre;
• Diarréia prolongada;
• Alterações neurológicas;
• Candidíase oral de difícil controle;
• Infecções bacterianas de repetição.
Tais manifestações podem acontecer ainda no decorrer do primeiro ano
de vida, mas, em geral, ocorrem a partir do segundo ano.
Manifestações Iniciais da sindrome
• Infecções bacterianas recorrentes, como:
• Otite média crônica;
• Sinusite;
• Infecções cutâneas;
• Infecções do trato urinário;
• Pneumonias;
• Abscessos de órgãos profundos;
• Osteomielite;
• Artrite séptica;
• Sepse ou bacteremia;
• Meningites.
Vacinação
• A imunização é geralmente segura e benéfica para
crianças infectadas pelo HIV, apesar do HIV induzir uma
supressão imune e reduzir o benefício proporcionado
pelas vacinas quando comparado com crianças não
infectadas pelo HIV.
• A vacina com o bacilo de Calmette-Guérin (BCG) e a
vacina contra febre amarela não devem ser feitas em
pacientes infectados pelo HIV sintomáticos, devido às
sérias complicações que podem causar.
• A produção de anticorpos contra
hepatite B após vacinação é
menor do que em crianças não
infectadas pelo HIV;
• A resposta humoral à vacina
contra o sarampo está
prejudicada em pessoas
infectadas pelo HIV, mesmo após
segunda dose;
• O Ministério da Saúde
recomenda que a vacina tríplice
viral (contra sarampo, caxumba e
rubéola) não deve ser aplicada
nas crianças com sintomas graves
ou imunodepressão grave.
• A vacina contra influenza deve ser
aplicada a partir de seis meses de
idade e repetida em dose única
anual, levando-se em conta a
sazonalidade da infecção;
• As crianças infectadas pelo HIV
entre 12 e 23 meses de idade não
vacinadas contra o pneumococo
ou com esquema vacinal
incompleto no primeiro ano de
vida deverão receber duas doses
da vacina conjugada 7-valente,
com oito semanas de intervalo;
• A vacina conjugada contra o
meningococo C está
recomendada, de acordo com as
condições epidemiológicas
regionais ou locais.
Tratamento Anti-retroviral
• A partir de meados da
década de 90, com a
introdução da terapia anti-
retroviral combinada com
três ou mais drogas, houve
uma redução importante da
mortalidade e morbidade
de crianças infectadas pelo
HIV.
O Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças do
Ministério da Saúde do Brasil (2004) estabelece claramente os
objetivos do tratamento anti-retroviral:
1. Prolongar a sobrevida, reduzir a morbidade e melhorar a
qualidade de vida de crianças infectadas;
2. Assegurar crescimento e desenvolvimento adequados;
3. Preservar, melhorar ou reconstituir o funcionamento do sistema
imunológico, reduzindo a ocorrência de infecções oportunistas;
4. Suprimir a replicação do HIV, preferencialmente a níveis
indetectáveis, pelo maior tempo possível, prevenindo ou
interrompendo a progressão da doença e minimizando o risco de
resistência aos anti-retrovirais;
5. Utilizar regimes terapêuticos que facilitem a adesão e apresentem
baixa toxicidade.
• Os grupos de drogas atualmente disponíveis para crianças e adolescentes
agem em diferentes etapas do ciclo de replicação do HIV:
1. Inibidores de transcriptase reversa análogos nucleosídeos (ITRN):
abacavir (ABC), didanosina (ddI), estavudina (d4T), lamivudina (3TC) e
zidovudina (AZT);
2. Inibidores de transcriptase reversa análogos nucleotídeos (ITRNt):
tenofovir (TDF);
3. Inibidores de transcriptase reversa não análogos nucleosídeos (ITRNN):
efavirenz (EFV) e nevirapina (NVP);
4. Inibidores de protease (IP): amprenavir (APV), atazanavir (ATV),
indinavir (IDV), lopinavir (LPV), nelfinavir (NFV), ritonavir (RTV), saquinavir
(SQV);
5. Inibidores de fusão: efuvirtide (T-20).
As combinações de medicamentos, em Pediatria, devem contemplar o
AZT, d4T ou ABC, por apresentarem boa penetração na barreira
hematoliquórica.
Profilaxia
• O teste sorológico para o HIV deve ser oferecido a
todas as gestantes, com aconselhamento pré e pós-
teste e as mulheres infectadas pelo HIV devem ter
acesso a meios seguros de controle da natalidade;
• Em caso de gravidez devem ser orientadas a utilizar as
medidas profiláticas necessárias à sua saúde individual
e à redução dos riscos de transmissão vertical do HIV;
• Aconselhamento sobre os riscos do aleitamento
materno deve ser feito desde a gestação;
• O pessoal da área de saúde deve sempre ter
em mente os cuidados de precaução universal
com sangue e secreções. Para as crianças
hospitalizadas devem ser observadas essas
precauções, além dos cuidados para proteger
esses pacientes das infecções hospitalares;
Referencias utilizadas
• Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas para Manejo da
Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes,
2014.
• http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fas
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Hiv na infância

  • 2. • O HIV-Human Immunodeficiency Virus - é um vírus capaz de invadir várias células do organismo, mas seu principal alvo são os linfócitos CD4, responsáveis pela coordenação das respostas imunológicas. • O comprometimento dessas células causa desregulação e depressão da imunidade, tornando o indivíduo suscetível a infecções por inúmeros microrganismos.
  • 3. Transmissão vertical • A transmissão vertical é a forma mais comum de infecção da criança, e está aumentando muito à medida que mais mulheres em idade reprodutiva vão sendo infectadas. • Acredita-se que a infecção do bebê ocorra principalmente no útero, por via transplacentária ou no canal de parto, pelo contato com sangue e secreções. • Existem, também, casos comprovados de contaminação pelo aleitamento materno, mas estes são raros.
  • 4.
  • 5. Manejo de crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV • As crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV idealmente devem ser atendidas, referencialmente, em unidades especializadas, pelo menos até a definição de seu diagnóstico. • Aquelas que se revelarem infectadas permanecerão em atendimento nessas unidades, ao passo que as não infectadas poderão ser referenciadas para acompanhamento em unidades básicas de saúde. • Recomenda-se que as crianças não infectadas realizem acompanhamento periódico (anual) na unidade especializada até o final da adolescência, em virtude de terem sido expostas não só ao HIV, mas também aos medicamentos antirretrovirais.
  • 6. Cuidados imediatos com o recém-nascido • Limpar com compressas macias todo sangue e secreções visíveis no recém-nascido imediatamente após o nascimento e proceder com banho, ainda na sala de parto (usando-se chuveirinho ou torneira). • Quando for necessária a realização de aspiração de vias aéreas do recém-nascido, deve-se proceder delicadamente, evitando traumatismos em mucosas. • Iniciar a primeira dose do AZT solução oral preferencialmente ainda na sala de parto, logo após os cuidados imediatos ou nas primeiras 4 horas após o nascimento.
  • 7. • Em crianças expostas ao HIV cujas mães não fizeram uso de ARV durante o pré-natal ou não têm carga viral menor que 1.000 cópias/ml documentada no último trimestre de gestação, acrescentar nevirapina ao esquema da profilaxia, com início o mais precoce possível, nas primeiras 48 horas de vida. • O monitoramento laboratorial deve ser iniciado precocemente, na maternidade ou na primeira consulta ambulatorial. • É recomendado o alojamento conjunto em período integral, com o intuito de aprimorar o vínculo mãe-filho. • Recomenda-se a não amamentação e a substituição do leite materno por fórmula infantil após conselhamento. • São terminantemente contraindicados o aleitamento cruzado (amamentação da criança por outra nutriz) e uso de leite humano com pasteurização domiciliar.
  • 8. • A alta da maternidade é acompanhada de consulta agendada em serviço especializado para seguimento de crianças expostas ao HIV. • Preencher as fichas de notificação da Criança exposta ao HIV” e enviá-las ao serviço de vigilância epidemiológica competente.
  • 9. Rotina de acompanhamento clínico • O acompanhamento deve ser mensal nos primeiros 6 meses e, no mínimo, bimensal a partir do 2º semestre de vida. • Em todas as consultas deve-se registrar o peso, o comprimento e os perímetros, em especial o perímetro cefálico. • A avaliação sistemática do crescimento e desenvolvimento é extremamente importante, visto que as crianças infectadas podem, já nos primeiros meses de vida, apresentar dificuldade de ganho de peso.
  • 10. Diagnóstico Laboratorial • Métodos diretos: -Cultivo do vírus; -Detecção do ácido nucléico viral por quantificação do RNA viral plasmático ou detecção do DNA pró-viral; -Presença do antígeno; -Carga viral.
  • 11. Manifestações Clinicas As manifestações clínicas iniciais da doença na criança são inespecíficas e incluem • Dificuldade em ganhar peso; • Adenomegalia; • Hepatoesplenomegalia; • Febre; • Diarréia prolongada; • Alterações neurológicas; • Candidíase oral de difícil controle; • Infecções bacterianas de repetição. Tais manifestações podem acontecer ainda no decorrer do primeiro ano de vida, mas, em geral, ocorrem a partir do segundo ano.
  • 12.
  • 13. Manifestações Iniciais da sindrome • Infecções bacterianas recorrentes, como: • Otite média crônica; • Sinusite; • Infecções cutâneas; • Infecções do trato urinário; • Pneumonias; • Abscessos de órgãos profundos; • Osteomielite; • Artrite séptica; • Sepse ou bacteremia; • Meningites.
  • 14. Vacinação • A imunização é geralmente segura e benéfica para crianças infectadas pelo HIV, apesar do HIV induzir uma supressão imune e reduzir o benefício proporcionado pelas vacinas quando comparado com crianças não infectadas pelo HIV. • A vacina com o bacilo de Calmette-Guérin (BCG) e a vacina contra febre amarela não devem ser feitas em pacientes infectados pelo HIV sintomáticos, devido às sérias complicações que podem causar.
  • 15. • A produção de anticorpos contra hepatite B após vacinação é menor do que em crianças não infectadas pelo HIV; • A resposta humoral à vacina contra o sarampo está prejudicada em pessoas infectadas pelo HIV, mesmo após segunda dose; • O Ministério da Saúde recomenda que a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) não deve ser aplicada nas crianças com sintomas graves ou imunodepressão grave. • A vacina contra influenza deve ser aplicada a partir de seis meses de idade e repetida em dose única anual, levando-se em conta a sazonalidade da infecção; • As crianças infectadas pelo HIV entre 12 e 23 meses de idade não vacinadas contra o pneumococo ou com esquema vacinal incompleto no primeiro ano de vida deverão receber duas doses da vacina conjugada 7-valente, com oito semanas de intervalo; • A vacina conjugada contra o meningococo C está recomendada, de acordo com as condições epidemiológicas regionais ou locais.
  • 16. Tratamento Anti-retroviral • A partir de meados da década de 90, com a introdução da terapia anti- retroviral combinada com três ou mais drogas, houve uma redução importante da mortalidade e morbidade de crianças infectadas pelo HIV.
  • 17. O Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças do Ministério da Saúde do Brasil (2004) estabelece claramente os objetivos do tratamento anti-retroviral: 1. Prolongar a sobrevida, reduzir a morbidade e melhorar a qualidade de vida de crianças infectadas; 2. Assegurar crescimento e desenvolvimento adequados; 3. Preservar, melhorar ou reconstituir o funcionamento do sistema imunológico, reduzindo a ocorrência de infecções oportunistas; 4. Suprimir a replicação do HIV, preferencialmente a níveis indetectáveis, pelo maior tempo possível, prevenindo ou interrompendo a progressão da doença e minimizando o risco de resistência aos anti-retrovirais; 5. Utilizar regimes terapêuticos que facilitem a adesão e apresentem baixa toxicidade.
  • 18. • Os grupos de drogas atualmente disponíveis para crianças e adolescentes agem em diferentes etapas do ciclo de replicação do HIV: 1. Inibidores de transcriptase reversa análogos nucleosídeos (ITRN): abacavir (ABC), didanosina (ddI), estavudina (d4T), lamivudina (3TC) e zidovudina (AZT); 2. Inibidores de transcriptase reversa análogos nucleotídeos (ITRNt): tenofovir (TDF); 3. Inibidores de transcriptase reversa não análogos nucleosídeos (ITRNN): efavirenz (EFV) e nevirapina (NVP); 4. Inibidores de protease (IP): amprenavir (APV), atazanavir (ATV), indinavir (IDV), lopinavir (LPV), nelfinavir (NFV), ritonavir (RTV), saquinavir (SQV); 5. Inibidores de fusão: efuvirtide (T-20). As combinações de medicamentos, em Pediatria, devem contemplar o AZT, d4T ou ABC, por apresentarem boa penetração na barreira hematoliquórica.
  • 19. Profilaxia • O teste sorológico para o HIV deve ser oferecido a todas as gestantes, com aconselhamento pré e pós- teste e as mulheres infectadas pelo HIV devem ter acesso a meios seguros de controle da natalidade; • Em caso de gravidez devem ser orientadas a utilizar as medidas profiláticas necessárias à sua saúde individual e à redução dos riscos de transmissão vertical do HIV; • Aconselhamento sobre os riscos do aleitamento materno deve ser feito desde a gestação;
  • 20. • O pessoal da área de saúde deve sempre ter em mente os cuidados de precaução universal com sangue e secreções. Para as crianças hospitalizadas devem ser observadas essas precauções, além dos cuidados para proteger esses pacientes das infecções hospitalares;
  • 21. Referencias utilizadas • Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, 2014. • http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fas e=r003&id_materia=3539