Sistema circulatório

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Sistema circulatório

  1. 1. Sistema circulatório
  2. 2. Constituição do sistema circulatório humano O sistema circulatório sanguíneo humano é constituído:  pelo sangue,  por um órgão propulsor, o coração  e por uma série de vasos condutores de sangue – vasos sanguíneos – interligados de uma forma complexa. Ft. Sara Moreira 2
  3. 3. Sangue e seus constituintes  Todo o sangue de um adulto corresponde a um volume médio de cerca de 5L e representa cerca de 8% do seu peso corporal.  O sangue é constituído por duas partes: 3. Fracção liquida; 4. Fracção figurada, ou seja constituída por células e fragmentos de células. Ft. Sara Moreira 3
  4. 4. O sangue tem como principais funções: 1. Transportar nutrientes e oxigénio até às células; 3. Transportar dióxido de carbono e outros produtos tóxicos, resultantes da actividade celular, desde as células até aos órgãos de excreção. 5. Ajuda a manter e regular a temperatura do Ft. Sara Moreira corpo; 4
  5. 5. Plasma  Fracção líquida do sangue é constituída por água (90 a 93%), onde se encontram dissolvidas ou em suspensão, entre outras substâncias:  Aminoácidos,  ácidos gordos,  glícidos simples (glicose nomeadamente) – resultantes da digestão de prótidos e glicidos complexos –  e vitaminas;  Produtos de excreção de células tais como:  ureia e ácido úrico;  Proteínas complexas, tais como:  a albumina,  o fibrinogénio (que, em certas condições, se transforma em fibrina),  e as imunoglobinas (que intervêm em certas reacções de defesa do organismo contra agentes infecciosos, bactérias, por exemplo);  Sais minerais; Ft. Sara Moreira  Dióxido de carbono. 5
  6. 6. Plasma (cont.)  O papel do plasma é:  o transporte de nutrientes para as células,  e o transporte de dióxido de carbono e outros produtos tóxicos (resultantes da actividade celular) das células para o exterior.  O plasma está relacionado, ainda, com a coagulação sanguínea. Ft. Sara Moreira 6
  7. 7. Em resumo  O sistema circulatório humano é constituído pelo sangue, por um órgão propulsor –o coração - e uma série de vasos condutores – os vasos sanguíneos.  O sangue é constituído por uma parte liquida – plasma -, por células – hemácias e leucócitos – e fragmentos de células – plaquetas sanguíneas.  O plasma, composto por água com substâncias dissolvidas (nutrientes, dióxido de carbono e outros produtos tóxicos resultantes da actividade celular), exerce papel de transporte de nutrientes para as células e, também, de dióxido de carbono e outros produtos tóxicos das células para órgãos de excreção, intervindo, ainda, na coagulação. Ft. Sara Moreira 7
  8. 8. Hemácias  As hemácias ou glóbulos vermelhos são um dos dois grandes tipos de células existentes no sangue e cuja principal função é o transporte de gases.  São células especiais: não têm núcleo e estão cheias de uma substância chamada hemoglobina, que é responsável pela cor vermelha do sangue.  A hemoglobina possui a capacidade de se ligar tanto ao oxigénio como ao dióxido de carbono.  É a hemoglobina que permite às hemácias exercerem a função de transporte de gases.  Quando se encontra ligada ao oxigénio passa a chamarse oxiemoglobina e quando se encontra ligada ao dióxido de carbono o nome de carboemoglobina Ft. Sara Moreira 8
  9. 9.  A separação das duas fracções pode ser conseguida deixando depositar, lentamente sangue tratado para não coagular, por adição de um anticoagulante, por exemplo vinagre, ou mais rapidamente, sujeitando o sangue a centrifugação, ou seja uma rotação rápida. Ft. Sara Moreira 9
  10. 10.  Conforme o estado da hemoglobina, o sangue encontra-se:  Mais carregado de oxigénio, apresentando cor vermelha viva e tomando, então, o nome de sangue arterial;  Mais carregado de dióxido de carbono, apresentando cor arroxeada e tomando o nome de sangue venoso. Ft. Sara Moreira 10
  11. 11. Leucócitos  São o outro grande tipo de células que entra na constituição do sangue.  São células incolores e possuem núcleo inteiro ou dividido em lobos. Ft. Sara Moreira 11
  12. 12. Propriedades dos leucócitos  Podem permitir prolongamentos – pseudópedes – o que lhes permite atacar, directamente, os agentes infecciosos, englobando-os e digerindo-os pelo processo de fagocitose.  Conseguem atravessar as paredes dos vasos sanguíneos e vir para o seu exterior, fenómeno que toma o nome de diapedese.  O principal papel dos leucócitos é de defesa do organismo contra agentes agressores. Ft. Sara Moreira 12
  13. 13.  Granulócitos – leucócitos com o núcleo dividido em lobos e granulações no citoplasma que intervêm, por fagocitose, no combate a agentes infecciosos.  Linfócitos – Leucócitos de citoplasma não granuloso e com grande núcleo que produzem substâncias para combater microorganismos.  Monócitos – Leucócitos com grande núcleo em forma de rim e funções semelhantes às dos granulócitos. Ft. Sara Moreira 13
  14. 14. Plaquetas sanguíneas Plaquetas sanguíneas ou trombócitos:  Não são verdadeiras células mas sim fragmentos de células com papel de destaque na coagulação;  O que impede a saída de todo o sangue para o exterior é a chamada coagulação.  Para que ocorra a coagulação é necessária a actuação das plaquetas.  Aquando de uma situação de ruptura de um vaso sanguíneo, as plaquetas libertam, entre outros produtos, uma substância que vai provocar a transformação do fibrinogénio em fibrina.  Esta forma uma espécie de rede que estanca a hemorragia e impede a entrada de certos agentes infecciosos. Ft. Sara Moreira 14
  15. 15. Ft. Sara Moreira 15
  16. 16. Em resumo  As hemácias ou glóbulos vermelhos não têm núcleo e estão cheias de hemoglobina, que é responsável pela cor vermelha do sangue e pela função de transporte de gases.  Os leucócitos ou glóbulos brancos são incolores, possuem núcleo, podem emitir pseudópedes (prolongamentos citoplasmáticos), realizar fagocitose (digestão de corpos estranhos) e diapedese (atravessar a parede dos vasos sanguíneos).  O principal papel dos leucócitos é o de defesa do organismo contra agentes agressores.  As plaquetas sanguíneas têm papel de destaque na coagulação, promovendo, nomeadamente, a transformação do fibrinogénio em fibrina. Ft. Sara Moreira 16
  17. 17. Sistema circulatório sanguíneo  Coração:  Tem uma forma cónica;  É constituído por uma camada muscular espessa – miocárdio.  Encontra-se interna e externamente revestido por membranas finas – endocárdio e pericárdio, respectivamente.  O seu carácter musculoso permite-lhe impulsionar o sangue, fazendo-o circular pelos vasos sanguíneos.  No homem adulto normal o coração tem o tamanho aproximado de um punho cerrado e pesa cerca de 300 g. Ft. Sara Moreira 17
  18. 18.  O coração do homem (como dos restantes mamíferos) é constituído, internamente, por quatro cavidades:  Duas aurículas (direita e esquerda);  Dois ventrículos (direito e esquerdo).  Cada aurícula comunica com o ventrículo do mesmo lado, pelo orifício ariculo-ventricular:  O orifício aurículo-ventrícular direito está munido de uma válvula com três valves (pregas) que, por isso, toma o nome de válvula tricúspida;  O orifício aurículo-ventrícular esquerdo está munido de uma válvula com duas valves, a válvula bicúspida ou mitral;  A metade direita do coração está completamente separada da metade esquerda por um septo;  As aurículas têm paredes mais finas que os ventrículos e a parede do ventrículo esquerdo é mais espessa do que a do direito. Ft. Sara Moreira 18
  19. 19. Ft. Sara Moreira 19
  20. 20. Vasos sanguíneos  Há três tipos principais de vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares.  Artérias e veias:  As artérias e veias são vasos de grande calibre;  As artérias têm paredes mais musculosas e levam o sangue do coração para as diferentes partes do corpo;  As veias têm paredes elásticas e pouco musculosas e transportam o sangue das Ft. Sara para diferentes partes do corpo Moreira o coração. 20
  21. 21.  As duas principais artérias do corpo humano são:  A artéria aorta que comunica com o ventrículo esquerdo através de um orifício que está munido pelas válvulas semilunares dividindo-se, depois, em outras artérias que vão para a cabeça, o tronco e os membros e tomam, normalmente, o nome do órgão que vão irrigar (artéria renal, artéria hepática…);  É a artéria aorta que sai do ventrículo esquerdo e que leva o sangue para todos os órgãos do corpo à excepção dos pulmões.  A artéria pulmonar que comunica com o ventrículo direito através de um orifício que está munido pela válvula sigmóide e que, depois, se divide em dois ramos um para cada pulmão – artéria pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda, que, em seguida, sofrem outras divisões.  Artéria que sai do ventrículo direito é que leva o sangue 21 Ft. Sara Moreira para os pulmões.
  22. 22.  As principais veias do organismo humano são:  As veias cavas superior e inferior que trazem o sangue respectivamente, da parte superior e inferior do corpo e dão entrada na aurícula direita;  As veias pulmonares (duas de cada pulmão) que trazem o sangue dos pulmões para o coração e dão entrada na aurícula esquerda. Ft. Sara Moreira 22
  23. 23. Arteríolas, vénulas e capilares  As arteríolas, vénulas e capilares são vasos de pequeno calibre.  Quando chegam perto dos órgãos que vão irrigar, as artérias subdividem-se em arteríolas.  As arteríolas, por sua vez, ramificam-se nos capilares arteriais, os quais se continuam pelos capilares venosos.  Estes depois, reunindo-se uns aos outros, constituem as vénulas que, reunindo-se entre si formam as veias.  Os capilares têm parede muito, muito fina, constituída por uma só camada de células.  A generalidade dos órgãos do organismo está recoberta de uma vastíssima rede de capilares, como que envolventes do órgão, e através da parede dos quais se dão trocas entre células e sangue. Ft. Sara Moreira 23
  24. 24. Circulação sanguínea  O sangue percorre o corpo humano em circuito fechado, ou seja, sempre no interior dos vasos sanguíneos.  Quando algum acidente provoca a ruptura dos vasos dá-se uma hemorragia.  A hemorragia tem que ser estancada naturalmente ou com intervenção médica senão causará graves problemas e por fim morte.  O circuito fechado que o sangue executa passa pelo coração.  É este órgão que com os seus movimentos rítmicos – batimentos cardíacos – impulsiona, inicialmente, a circulação do sangue. Ft. Sara Moreira 24
  25. 25. Bater do coração – ciclo cardíaco e pulsações  No homem adulto, o coração bate, em situações normais e em média, cerca de 70 vezes por minuto.  Numa criança ou jovem, o ritmo dos batimentos é um pouco maior – 80 a 90 batimentos por minuto. Ft. Sara Moreira 25
  26. 26.  Os batimentos do coração manifestam-se não por um mas por dois ruídos – ruídos cardíacos – separados por um curto instante de silêncio  Ciclo cardíaco:  Cada ciclo cardíaco inclui as fases seguintes:  Diástole, que corresponde à dilatação geral de todas as cavidades do coração , durante o qual o sangue entra nas aurículas (na direita através das veias cavas e na esquerda através das veias pulmonares), e começa a passar, passivamente, das aurículas para os ventrículos;  Sístole auricular, ou seja, contracção das aurículas com passagem forçada do resto do sangue nelas contido para os ventrículos e fecho das portas de comunicação entre as aurículas e ventrículos, ou seja, as válvulas auriculo-ventrículares.  Sístole ventricular – que corresponde à contracção dos ventrículos com passagem do sangue para a artéria aorta (no caso do ventrículo esquerdo) e da artéria pulmonar (no caso do ventrículo direito) e fecho das portas de saída dos ventrículos, quer dizer, das válvulas sigmóides, que existem nos início daquelas artérias. Ft. Sara Moreira 26
  27. 27.  O fim de um ciclo coincide com o início do seguinte.  Os ciclos cardíacos continuam-se, ininterruptamente, desde que nascemos até que morremos. Ft. Sara Moreira 27
  28. 28. Dupla circulação  Circulação do sangue em dois circuitos diferentes.  Um dos círculos – pequena circulação – consiste na ida de sangue venoso aos pulmões, onde se vai transformar em sangue arterial e, depois, no seu regresso ao coração.  O outro circuito – grande circulação – consiste na ida do sangue arterial desde o coração até às diferentes partes do corpo onde ele vai passando de arterial a venoso, regressando, depois ao coração. Ft. Sara Moreira 28
  29. 29. Grande circulação  Começa no ventrículo esquerdo.  A parede mais musculosas deste ventrículo está relacionada com a sua função de impulsionar o sangue para locais do corpo mais afastados.  O sangue arterial, impulsionado pela contracção do referido ventrículo, durante a sístole ventrícular, sai para a artéria aorta.  Esta ramifica-se em artérias que vão para a cabeça, membros inferiores, coração, parte inferior do corpo, e membros inferiores.  Através destas ramificações da aorta o sangue arterial seguirá para todas as partes do corpo com excepção do pulmão.  Ao chegar aos órgãos que vão irrigar, as artérias vão-se dividindo noutras cada vez mais finas e estas arteríolas, as quais, por sua vez, se subdividem numa rede de capilares arteriais, que envolve os órgãos.  Os capilares arteriais continuam por outros, os capilares venosos. Ft. Sara Moreira 29
  30. 30.  É ao nível dos capilares que se dão as trocas entre o sangue e o interior das células.  Passam oxigénio e nutrientes dos capilares arteriais para o interior das células e dióxido de carbono e outros produtos de excreção das células para os capilares venosos.  Os capilares venosos reúnem-se para formar as veias.  O sangue que, entretanto, passou de arterial a venoso, vai pelas diversas veias até chegar ás veias cavas superior e inferior.  A veia cava superior recolhe o sangue da parte superior do corpo e a veia cava inferior o sangue da parte inferior do corpo.  As duas veias cavas abrem-se na aurícula direita que é a cavidade do coração onde vai desaguar o sangue venoso, durante a diástole.  O sangue irá, depois passar ao ventrículo direito e irá dar-se inicio à pequena circulação. Ft. Sara Moreira 30
  31. 31. Pequena circulação  Começa no ventrículo direito.  O sangue venoso impulsionado pela contracção do ventrículo direito, sai para a artéria pulmonar, durante a sístole ventrícular.  Esta ramifica-se em artérias que vão para os dois pulmões.  As artérias pulmonares ramificam-se sucessivamente, até formar os capilares arteriais que envolvem os alvéolos pulmonares.  Estes continuam-se capilares venosos alveolares, que envolvem os alvéolos pulmonares.  É ao nível dos capilares alveolares que se dão as trocas gasosas entre o sangue e o ar contido nos alvéolos.  O sangue venoso absorve oxigénio e liberta dióxido de carbono, transformando-se em sangue arterial.  O sangue arterial vai pelas veias pulmonares até à aurícula esquerda onde entra durante o período de diástole.  Em seguida, irá passar ao ventrículo esquerdo, durante a diástole e sístole auricular.  Tudo se irá então repetir, de novo, início à grande circuçlação. Ft. Sara Moreira 31
  32. 32. Pressão sanguínea e velocidade de circulação do sangue  O sangue exerce força sobre as paredes do coração e dos vasos onde é lançado.  Esta força que o sangue exerce sobre as paredes dos vasos considerada por unidade de superfície toma o nome de pressão sanguínea e pode ser medida em mm Hg.  A pressão sanguínea faz-se sentir mais intensamente nas artérias porque:  Por um lado, elas recebem sangue impulsionado pelo coração sobre pressão;  Por outro lado, forçadas a distender-se por acção da força que o sangue exerce sobre elas, em cada local, as suas fortes paredes musculares, reagem contraindo-se, o que faz com que a pressão do sangue sobre a parte seguinte da parede da artéria se vá mantendo elevada. Ft. Sara Moreira 32
  33. 33.  Estando, em parte, dependente da impulsão que o coração imprime ao sangue, a pressão arterial oscila entre dois valores típicos:  um mais elevado, correspondendo à fase de sístole ventrícular – pressão sistólica –  e outro mais baixo, relacionado com a fase de diástole - pressão diastólica. Ft. Sara Moreira 33
  34. 34. Principais factores que determinam a circulação do sangue nas veias  Compressão das veias pelos músculos;  O fecho sistemático das válvulas venosas que impedem o sangue de refluir;  Os movimentos da caixa torácica durante a inspiração e a expiração;  Efeito de aspiração do coração sobre as veias cavas e pulmonares aquando da diástole. Ft. Sara Moreira 34

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