Escola da fé

491 visualizações

Publicada em

paroquia joão paulo II

Publicada em: Arte e fotografia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
491
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Escola da fé

  1. 1. Escola da Fé Paróquia São João Paulo II Pároco: Padre Orlando José de Oliveira
  2. 2. Vem, vem, vem, Espírito Santo,
  3. 3. transforma minha vida, quero renascer!
  4. 4. Vem, vem, vem, Espírito Santo,
  5. 5. transforma minha vida, quero renascer!
  6. 6. Quero abandonar-me em seu amor
  7. 7. Encharcar-me em seus rios, Senhor
  8. 8. Derrubar as barreiras em meu coração
  9. 9. Quero abandonar-me em seu amor
  10. 10. Encharcar-me em seus rios, Senhor
  11. 11. Derrubar as barreiras em meu coração
  12. 12. Vem, vem, vem, Espírito Santo,
  13. 13. transforma minha vida, quero renascer!
  14. 14. Vem, vem, vem, Espírito Santo,
  15. 15. transforma minha vida, quero renascer!
  16. 16. Dai-nos a bênção, paz e alegria,
  17. 17. Nossa Senhora da Abadia
  18. 18. Dai-nos a bênção, paz e alegria,
  19. 19. Nossa Senhora da Abadia
  20. 20. Sob este manto do azul do céu,
  21. 21. guardai-nos sempre no amor de Deus
  22. 22. Sob este manto do azul do céu,
  23. 23. guardai-nos sempre no amor de Deus
  24. 24. Dai-nos a bênção, paz e alegria,
  25. 25. Nossa Senhora da Abadia
  26. 26. Dai-nos a bênção, paz e alegria,
  27. 27. Nossa Senhora da Abadia
  28. 28. 31 de julho – dia de Santo Inácio de Loyola, Presbítero, Místico, Fundador dos Jesuítas
  29. 29. O nome “Inácio” vem do grego “Ignatiós” (“ardente”) e do latim “Ignis” (“fogo”)
  30. 30. De fato, Santo Inácio, após sua conversão, tornou-se um homem “ardente” de amor por Jesus e cheio do “fogo” do Espírito
  31. 31. Dentre a sua herança espiritual, Santo Inácio nos deixou os chamados “Exercícios Espirituais Inacianos”,
  32. 32. um método de oração com a Bíblia, praticado em muitos retiros católicos,
  33. 33. e também duas orações, a Oração de abandono e a Oração “Alma de Cristo”, que iremos rezar agora.
  34. 34. Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade a minha memória também.
  35. 35. Tomai o meu entendimento e toda a minha vontade.
  36. 36. Tudo o que tenho e possuo, vós me destes com amor.
  37. 37. Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo,
  38. 38. para que possais dispor deles, segundo a vossa vontade.
  39. 39. Dai-me somente o vosso amor, vossa graça, isto me basta,
  40. 40. nada mais quero pedir.
  41. 41. Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me.
  42. 42. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me.
  43. 43. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me.
  44. 44. Dentro de vossas chagas, escondei-me.
  45. 45. Não permitais que eu me afaste de vós. Do espírito maligno, defendei-me.
  46. 46. Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para vós,
  47. 47. para que com vossos santos e anjos, vos louve e adore por todos os séculos dos séculos. Amém.
  48. 48. Obrigado, Senhor, porque és meu Amigo, porque sempre comigo Tu estás a falar
  49. 49. No perfume das flores, na harmonia das cores e no mar que murmura o teu nome a rezar
  50. 50. Escondido Tu estás no verde das florestas, nas aves em festa, no sol a brilhar
  51. 51. na sombra que abriga, na brisa amiga, na fonte que corre ligeira a cantar
  52. 52. Te agradeço ainda porque na alegria ou na dor de cada dia posso Te encontrar
  53. 53. Quando a dor me consome, murmuro o teu nome e mesmo sofrendo
  54. 54. Escondido Tu estás no verde das florestas, nas aves em festa, no sol a brilhar
  55. 55. na sombra que abriga, na brisa amiga, na fonte que corre ligeira a cantar
  56. 56. 16ª Aula Introdução Geral aos Evangelhos
  57. 57. Não basta ver o “bolo pronto”, é preciso conhecer os ingredientes e o processo que estão na sua origem
  58. 58. O Evangelho no Novo Testamento tem 3 grandes etapas:
  59. 59. 1ª) Jesus anuncia a Boa Nova da vinda do Reino de Deus (anos 28-3)
  60. 60. 2ª) Os discípulos anunciam Jesus Ressuscitado (anos 30-70)
  61. 61. 3ª) Marcos escreve o Evangelho (ano 70)
  62. 62. 1ª) Jesus anuncia o Reino 2ª) Os discípulos anunciam Jesus 3ª ) O anúncio é escrito
  63. 63. O anunciador tornou-se o anunciado e a proclamação tornou-se texto
  64. 64. 1ª) Pregação de Jesus; 2ª) Pregação sobre Jesus; 3ª) Pregação escrita.
  65. 65. Apocalipse 4,6-7
  66. 66. Apocalipse 4,6-7 “cheios de olhos na frente e atrás” – visão plena, visão da totalidade
  67. 67. Só Deus tem a visão plena – “visão divina” Deus a concede como um dom (dom da ciência)
  68. 68. Os 4 Seres vivos são os 4 Evangelistas, aqueles que lançaram um “olhar divino” sobre a Pessoa e a Obra de Jesus
  69. 69. Mateus 16,15-17
  70. 70. 1º Ser vivo – leão
  71. 71. 1º Ser vivo: São Marcos
  72. 72. Começo do Evangelho de Marcos – no deserto, onde haviam
  73. 73. 2º Ser vivo – touro
  74. 74. 2º Ser vivo: São Lucas
  75. 75. Começo do Evangelho de Lucas – sacerdote Zacarias no templo,
  76. 76. Começo do Evangelho de Lucas – onde se ofereciam animais em
  77. 77. 3º Ser vivo – rosto de homem
  78. 78. 3º Ser vivo: São Mateus
  79. 79. Começo do Evangelho de Mateus – genealogia (origem humana)
  80. 80. 4º Ser vivo – águia em pleno vôo
  81. 81. 4º Ser vivo: São João
  82. 82. Começo do Evangelho de João – começa no céu
  83. 83. O Evangelho “Quadriforme”: as quatro formas do Evangelho
  84. 84. Os quatro Evangelhos podem ser comparados a uma “casa”
  85. 85. Marcos fez o ‘alicerce’; Mateus e Lucas levantaram as paredes e a cobriram; João fez os ‘acabamentos’.
  86. 86. Os quatro Evangelhos podem ser comparados a quatro “retratos” de Jesus
  87. 87. Marcos tirou “de frente”; Mateus e Lucas “de perfil”; João tirou um “raio-X” (“por dentro”).
  88. 88. Os quatro Evangelhos são os Evangelhos “canônicos”
  89. 89. Entraram no “CÂNON” bíblico, ou seja, foram incluídos na “LISTA” dos Livros Inspirados por Deus
  90. 90. Evangelhos canônicos e “Evangelhos” apócrifos
  91. 91. A palavra apócrifo vem do grego APOKRYPHÓS, tradução do termo hebraico GANÛZ
  92. 92. e significa “livro excluído da leitura pública e litúrgica por causa de seu conteúdo reprovável”
  93. 93. e também “livro que deve permanecer oculto por causa de seu conteúdo duvidoso,
  94. 94. de origem desconhecida”.
  95. 95. Os evangelhos apócrifos apresentam narrativas fantasiosas, que não são reais,
  96. 96. acrescentando dados que não estão nos Evangelhos canônicos.
  97. 97. Os evangelhos apócrifos mais importantes são mais de 20.
  98. 98. Qual o critério utilizado pela Igreja para aceitar apenas os 4 Evangelhos e rejeitar os outros?
  99. 99. 1º) Atos 2,42: os primeiros cristãos eram perseverantes na doutrina dos apóstolos
  100. 100. A base dos Evangelhos escritos só pode estar na pregação e no ensinamento dos apóstolos
  101. 101. Kerigma e Didaké (Anúncio e Catequese)
  102. 102. A “estrutura fundamental” do Evangelho se encontra na pregação dos Apóstolos
  103. 103. Exemplo: discursos de Pedro e Paulo nos Atos dos Apóstolos At 10,36-42 / Atos 13,23-31
  104. 104. Estrutura fundamental: - batismo de João; - ministério público de Jesus; - Paixão-Morte-Ressurreição.
  105. 105. Os apócrifos não seguem tal estrutura. Exemplo: Evangelho de Tomé
  106. 106. Evangelho de “Tomé”: pequenas frases de Jesus, que não seguem uma narrativa “lógica”
  107. 107. Algumas frases estão de acordo com os Evangelhos canônicos, outras não.
  108. 108. e muitos elementos não estão de acordo com os Evangelhos canônicos.
  109. 109. Outro exemplo: Evangelho de “Pedro”: narra apenas a prisão, paixão, morte e ressurreição
  110. 110. 2º) Critério utilizado pela Igreja para não aceitar os Apócrifos: época em que a maioria deles foi escrita
  111. 111. O último Evangelho canônico a ser escrito foi o de São João, por volta dos anos 90-95.
  112. 112. Com a morte de São João termina a Revelação.
  113. 113. A maioria dos Apócrifos foi escrita no século II (depois do ano 100)
  114. 114. Para se ter uma idéia, segundo os especialistas, o Evangelho de “Filipe” foi escrito entre os anos 180-350
  115. 115. 3º) Critério utilizado pela Igreja para não aceitar os Apócrifos: quem os escreveu
  116. 116. Embora os apócrifos sejam atribuídos a “Tomé”, “Pedro”, “Filipe”, “Tiago”, “Maria Madalena”, “Judas”,
  117. 117. eles não foram escritos por eles, até por conta da data em que foram escritos, mas por grupos heréticos,
  118. 118. grupos que não aceitavam a doutrina cristã em sua totalidade, negando uma série de verdades de fé
  119. 119. Dentre esses grupos, destacou-se os gnósticos, palavra que vem do grego gnose (conhecimento)
  120. 120. Para justificar suas idéias, eles acabaram distorcendo o Evangelho
  121. 121. É importante saber que nem tudo o que se encontra nos apócrifos é herético, falso ou fantasioso
  122. 122. Existem elementos verdadeiros, que estão de acordo com a Tradição Apóstólica
  123. 123. A Igreja soube ‘separar o joio do trigo’, identificando os elementos da Tradição.
  124. 124. Devemos ser gratos a Deus pela Igreja que sempre prezou pela verdade que liberta, fiel a Jesus.
  125. 125. Como teve que reconhecer o próprio Martinho Lutero, quando escreveu a Zwinglio:
  126. 126. se não fosse a Tradição da Igreja Católica, que guarda a fé recebida dos Apóstolos,
  127. 127. o Cristianismo poderia ter se tornado uma grande confusão.
  128. 128. O próprio São Paulo Apóstolo orientava e alertava as comunidades,
  129. 129. para que não acreditassem em escritos que eram “atribuídos” aos apóstolos,
  130. 130. mas na verdade não vinham deles.
  131. 131. 2ª Tessalonicenses 2,2-3a: ”Não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos,
  132. 132. nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta
  133. 133. tidas como procedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor
  134. 134. Ninguém de modo algum vos engane”.
  135. 135. 2ª Tessalonicenses 3,17: ”A saudação vai de meu próprio punho: PAULO. É esta a minha assinatura
  136. 136. em todas as minhas cartas. É assim que eu escrevo”.
  137. 137. Evangelhos canônicos = substrato histórico + vida da comunidade + teologia do
  138. 138. Não basta ver o “bolo pronto”, é preciso conhecer os ingredientes e o processo que estão na sua origem
  139. 139. Evangelhos canônicos = evento + comunidade + redator
  140. 140. Em todo esse processo sempre agiu, do começo ao fim, o Espírito
  141. 141. Sitz im Leben expressão alemã utilizada na interpretação dos textos do Evangelho
  142. 142. Sitz im Leben significa “sentar no chão”, “contexto vital”,
  143. 143. Sitz im Leben significa o contexto que deu origem à necessidade de escrever o texto
  144. 144. - contexto litúrgico - contexto catequético (moral cristã – conduta / moral sacramental)
  145. 145. - contexto de conflitos com os judeus (fariseus e saduceus)
  146. 146. - contexto de problemas internos e externos das comunidades (hierarquia e perseguições)
  147. 147. O evangelista “recolhia” esse material, redigindo-o,
  148. 148. colocando nele a sua “experiência de comunidade” e sua “teologia”
  149. 149. O Evangelho de Marcos nasce de uma necessidade catequética: “Quem é Jesus?”
  150. 150. Muitos recebiam o querigma com entusiasmo, convertiam-se e eram batizados,
  151. 151. mas à medida que caminhavam, deparavam-se com problemas na comunidade e na sociedade
  152. 152. Era preciso, portanto, aprofundar a fé
  153. 153. Para Marcos, só conhece Jesus de fato quem faz o caminho do discipulado, quem se torna discípulo
  154. 154. Não é “da noite pro dia”, mas no seguimento, fazendo a experiência de seguir o Mestre
  155. 155. Teologia de Marcos – “segredo messiânico”
  156. 156. Os estudiosos costumam apontar “duas fontes” para os Evangelhos canônicos
  157. 157. A fonte Mc (Marcos) e a fonte Q (Quelle), palavra alemã que significa fonte
  158. 158. - fonte Mc: fonte para os feitos de Jesus - fonte Q: fonte para os ditos de Jesus
  159. 159. - fonte Mc: milagres, curas, exorcismos - fonte Q: discursos, sermões, parábolas
  160. 160. Evangelho de Marcos tem 16 capítulos, com 17 relatos de milagres
  161. 161. 17 relatos de milagres: 4 exorcismos, 8 curas, 1 ressurreição, 2 salvamentos no mar, 2 multiplicações dos pães
  162. 162. Parábolas (comparações) Marcos – 12 Mateus – 33 Lucas – 39
  163. 163. As questões culturais também são importantes na interpretação dos Evangelhos
  164. 164. Conhecer a Palestina do tempo de Jesus
  165. 165. Exemplo: Mc 10,25 “É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de
  166. 166. ?
  167. 167. Camelo – corda muito grossa que servia para amarrar o barco em terra firme
  168. 168. ou para puxar as redes com grande quantidade de peixes
  169. 169. Buraco da agulha – pequenas aberturas nas muralhas de Jerusalém

×