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No Diário Oficial do Município, de 12 de fevereiro
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NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL
“O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,1...
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01-THIAGO SAMPAIO ALMEIDA
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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Abril de 2016

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Edição de Abril de 2016 do Jornal Folha de São Pedro, o Jornal da Paróquia de São Pedro.

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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Abril de 2016

  1. 1. Esta foi a grande dúvida que balançou a fé dos apósto- los quando souberam que o sepulcro estava vazio através das mulheres, que, pessoalmente, constataram o fato. Assim narra o evangelista Mateus em (28, 5-6): “Então o anjo disse às mulheres: Não tenham medo. Eu sei que vocês estão procurando Jesus que foi crucificado. Ele não está aqui. Ressuscitou como havia dito! Venham ver o lugar onde ele estava. E vão depressa contar aos discí- pulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à frente de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão... Ele foi para a Galileia: Então Jesus disse a elas: Não tenham medo. Vão anunciaraos meus irmãos que se dirijamparaa Gali- leia.Láelesmeverão”(28,10). Os apóstolos certamente ficaram aliviados e procura- ram recordar o que o Mestre lhes dissera, antecipando sua Morte e Ressurreição. Jesus realizou o seu primeiro sinal na Galileia, embora fosse uma região mal vista pelos judeus: “Galileia dos gentios”, expressão pejorati- va do profeta Isaías (Cf. Mt 4,15). E, na Galileia, encon- trou-se com os apóstolos depois da ressurreição e lhes confiou a grande missão: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade” (Mc 16,15). Onde está hoje o Ressuscitado?Apenas naquele local ao norte da Palestina? A Galileia hoje é o mundo inteiro, onde Jesus permanece vivo e nos manda evangelizar. Atualmente a Galileia se chama Salvador, Belo Horizon- te, Camaçari ou Tóquio. Em todos esses lugares o Res- suscitadoseacha,aguardando-nosepedindoanossa par- ticipação na expansão do seu Reino. São pessoas de todas as raças, judeus ou não judeus, asiáticos ou euro- peus, do primeiro, segundo ou terceiro mundo; são cris- tãos que precisam de nós para caminhar depressa na estrada da fé, ou não-cristãos que ainda não descobriram onde está Aquele que veio para salvar toda a humanida- de. Na Ressurreição, Ele provou sua divindade e a pro- messafeitaderessuscitarmostambém. Vivemos uma história também permeada de dúvidas e que sugere supostos caminhos para a paz e felicidade. Aponta o atalho ilusório das riquezas e das vantagens do poder comprado com a moeda falsa da corrupção. Induz ao egoísmo com sua ideologia do bem estar e do prazer. Não ensina que a verdadeira alegria está no amor distri- buídoenafelicidadepartilhada.Sua propostanãoseenra- íza na fé nem se firma na esperança; é um tecido costura- do com os fios inconsistentes do individualismo, da injustiça, da desonestidade e da violência.Acredita mais na vingança do que no perdão; cria mais solidão do que solidariedade. Como a Galileia dos pagãos, há descrença e iniquidade em nossa terra; também nela está presente o Senhor do Bonfim, que é o nosso Ressuscitado, contando conoscoparaaquidarmoso recadodaRessurreição. Feliz Páscoa para vocês, paroquianos e leitores do Folha. Que, neste Ano Santo da Misericórdia, cada um sinta cada dia mais a presença do Ressuscitado no seu coração, transformando sua vida num alegre anúncio da grandeVerdade. Padre Aderbal Galvão de Sousa Continuando a refletir sobre o Acróstico do Papa – Misericórdia –, Zélia Vianna destaca a terceira letra (S), contida na palavra ESpiritualidade. Página 2 Em seu artigo na página 7, Yvette Amaral chama atenção para os riscos da banalização do sexo Dom Murilo Krieger fala da “graça especial” de acompanhar o Papa Francisco na sua recente viagem ao México. Página 8
  2. 2. “Um Jesus tão humano assim, só podia ser Deus”. Tomo essa frase, dita por São Leão Magno, para iniciar a proposta de reflexão sobre o Acróstico do Papa Fran- cisco, intitulado MISERICÓRDIA, com destaque para a terceira letra (S), contida na palavra ESpiritualidade e paraavirtudedaHumanidade. A Espiritualidade não é privilégio do cristianismo. Mais que um simples e casual desejo, há, no fundo do coração de cada pessoa, a busca por uma vida que faça sentido. Mesmo sem ter, às vezes, consciência disso, existe lá no íntimo mais íntimo do ser humano o desejo deencontraralgoou alguémmaiorqueele,capazderes- ponder às suas perguntas e dúvidas existenciais. Eis o que diz Santo Agostinho sobre essa fome do Transcen- dente, que ele chama de Deus: “Fizeste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração estará inquieto enquanto não repousaremvós”. A Espiritualidade pode ser definida como uma forma específica de pensar, agir, estar e viver no mundo de acordo com a fé que professa. Enquanto a Religiosi- dade está mais relacionada com práticas e ritos religio- sos, a Espiritualidade cristã, que se traduz num estilo de vida guiado pelo Espírito Santo, tem sua origem na Fé, ou seja, na adesão a Jesus Cristo a partir de um encontro íntimo,pessoaleprofundo comEle.AFéconduzàReli- giosidade, que não é, como alguns ainda pensam, sinô- nimo de Espiritualidade, mas um caminho para chegar aela. A Religiosidade é caracterizada pela busca de Deus pelohomem,atravésde orações,gestos e práticascultu- ais. Embora crer em Deus, ir à missa, rezar terços, fazer novenas, não dê à pessoa a característica de Espirituali- dade, são gestos e atitudes que expressam desejo de comunhão com Deus e podem ser um ponto de partida, umcaminhoparaumagenuínaEspiritualidadecristã. Já na Espiritualidade cristã (do latim Spiritus), é Deus que, em sua infinita bondade e misericórdia, desce em busca do homem. E essa descida alcança seu ápice na Encarnação, quando o Verbo se faz carne e vem morar, caminhar com a gente. Por isso, a Espiritua- lidade cristã tem tudo a ver com a maneira de viver em comunhão com o Deus de Jesus Cristo e tem como ponto central a Santíssima Trindade: Deus Pai que cria, Deus Filho que redime e Deus Espírito Santo que santi- fica: um Deus de amor, misericórdia e compaixão, Uno e Trino, vivendo e agindo juntos numa perfeita e pro- fundacomunhão. Apesar de única, a Espiritualidade cristã pode apre- sentar-se sob aspectos diversos. Daí a Espiritualidade cristã católica, evangélica, salesiana, franciscana, etc. Há, porém, entre elas, um traço comum: todas estão enraizadasnomistériodaSantíssimaTrindade. Sem uma espiritualidade profunda, não raramente caímos no comodismo e no desânimo. Como acontece com nosso corpo, nossa espiritualidade precisa alimen- tar-se para se manter em pé. Entre esses alimentos, três são indispensáveis: A Palavra de Deus, a Eucaristia e a ComunidadeReunida. Para Jesus, tão importante quanto o relacionamento com Deus é o relacionamento com a comunidade. Por isso, não vacilamos em lembrar que a espiritualidade católica tem a dimensão vertical e horizontal, esta últi- ma caracterizada pela prática e compromisso com o amor, acompaixão,o perdãoeajustiça. Embora a Espiritualidade seja a coluna que sustenta a vida cristã, ela precisa da nossa Humanidade para se manifestar e manifestar concretamente a misericórdia de Deus, seu projeto de salvação para todos. Por sua vez, a Humanidade jamais será aquela sonhada e criada por Deus se não se revestir de uma verdadeira e sadia espiritualidade. O que precisamos – parece-me – é aceitar-nos com todas as emoções às quais estamos sujeitos, com nossas potencialidades e indigências, nossas fraquezas e limi- tações, firmezas e contradições. Não precisamos ser super-homensoumulheresmaravilhas. Se Jesus, que é Deus, não se envergonhou de ser ple- namente humano, por que devemos envergonhar-nos de nossa humanidade? É a partir dela que Ele quer fazer-nos divinos.Efoiparaisso quesefezgente. zelia.vianna@yahoo.com.br Zélia Vianna
  3. 3. HORA SANTA E MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: 1.º de abril. Hora santa às 9h e missa às 10h, na IgrejadeSão Pedro. UNÇÃO DOS ENFERMOS: 2 de abril, na missa das 15h, na Igreja de São Pedro. As inscrições devem ser feitas com antecedêncianasecretariaparoquial. PREPARAÇÃO DE PAIS E PADRINHOS PARA O BATISMO DE CRIANÇAS: 2 e 16 de abril, às 15h, na Igreja deSão Pedro. BATISMO DE CRIANÇAS: 3 e 17 de abril, às 9h, na Igreja deSão Pedro. GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA DO CENÁCULO: 6, 13, 20 e 27 de abril, às 8h, na Igreja Nossa SenhoradaConceiçãodaLapa. ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO: 7 de abril, às 11h, na Igreja de São Raimundo, sob a responsabilidadedaParóquiadeSão Pedro. R E U N I Ã O D A E Q U I P E D E R E C E P Ç Ã O E ATENDIMENTO: 9 de abril, às 9h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM ESTEVÃO: 10 deabril. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS DOADORES DOS BAZARES DA PARÓQUIA: 10 de abril, às 12h, na IgrejadeSão Pedro. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO DIÁCONO LOURIVAL:11deabril. REUNIÃO DA PASTORAL DA VISITAÇÃO AOS DOENTES E IDOSOS: 12 de abril, às 16h, na Igreja Nossa SenhoradaConceiçãodaLapa. REUNIÃO DOS MONITORES DAS COMUNIDADES BÍBLICAS: 19 deabril,às 17h30, naIgrejadeSão Pedro. TIRADENTES – FERIADO: 21 de abril, as igrejas de São Pedro, Bom Jesus dosAflitos, Nossa Senhora da Conceição daLapaeNossa SenhoradoRosárioestarãofechadas. REUNIÃO DOS ANUNCIADORES DA PALAVRA: 26 deabril,às 15h30, naIgrejadeSão Pedro. DIADOS EMPREGADOS DO LAR:27 deabril. ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE DOM MURILO KRIEGER:28deabril. REUNIÃO DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO: 29 de abril, às 14h30, na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa. 01: Dia dos Trabalhadores, aniversário de ordenação sacerdotal de Padre Aderbal e abertura do Mês de Maria; 04: Aniversário de nascimento de Padre Áureo; 04, 11, 18 e 25: Grupo de Oração Nossa Senhora do Cenáculo; 05: Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja de São Raimundo; 06: Hora Santa e missa do Sagrado Coração de Jesus; 07: Missa em Ação de Graças pelos 35 anos do Grupo de Oração Nossa Senhora do Cenáculo; 07: Unção dos Enfermos; 07 e 21: Preparação de pais e padrinhos para o batismo de crianças; 08 e 22: Batismo de crianças; 08: Dia das Mães; 08: Festa da Ascensão de Jesus – Dia Mundial das Comunicações Sociais; 08: Missa em Ação de Graças pelos doadores dos bazares da Paróquia; 09 a 14: Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos; 10: Reunião da Pastoral da Visitação aos Doentes e Idosos; 13: Dia de Nossa Senhora de Fátima; 14: Jornada Teológica – Forania 1; 14: Reunião da Equipe de Recepção e Atendimento; 15: Pentecostes; 16: Dia dos Garis; 17: Aniversário de nascimento de Padre Gilmar; 17: Reunião dos Monitores das Comunidades Bíblicas; 18: Reunião da Comissão da Festa de São Pedro; 22: Festa da Santíssima Trindade; 26: Festa de Corpus Christi, 26: Confraternização dos Ministros da Sagrada Comunhão; 27: Reunião do Apostolado da Oração; 28: Reunião do Conselho Pastoral Paroquial; 31: Início do tríduo da Festa do Sagrado Coração de Jesus; 31: Reunião dos Anunciadores da Palavra; 31: Encerramento do Mês de Maria – Coroação de Nossa Senhora. BAZARES PAROQUIAIS A nossa Paróquia mantém três espaços de bazar, com venda de objetos, resultado de doações diversas, com renda direcionada para ajuda social prestada às pessoas carentes, ajuda à Pastoral das Mulheres Marginalizadas e Moradores de Rua. Se você tem objetos que não utiliza mais e estão em bom estado (móveis, sapatos, roupas, utensílios domésticos, etc), doe para os nossos bazares que funcionam nas igrejas: Nossa Senhora do Rosário, na Avenida Sete de Setembro, 819, Rosário; Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na Avenida Joana Angélica, 41, Lapa; e Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no Largo dos Aflitos, s/n, Aflitos.
  4. 4. FESTA DE SÃO PEDRO ENTRA NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO No Diário Oficial do Município, de 12 de fevereiro passado, foi publicada a Lei 9.017/2016, que inclui, no Calendário Oficial de Eventos do Município de Salva- dor, o dia 29 de junho como Data Consagrada aoApósto- loSãoPedro. VIA SACRA Em todas as sextas-feiras da Quaresma, foi realizada a Via Sacra, na Igreja de São Pedro, pela manhã e à tarde, e na Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no período da tarde, com participação expressiva da comunidade paro- quial. 24 HORAS DE ORAÇÃO PARA O SENHOR Nos dias 4 e 5 de março último, fiéis católicos do mundo inteiro, a pedido do Papa Francisco, uniram-se para realizar uma vigília de 24 horas de oração para o Senhor. Na nossa Arquidiocese, as foranias se organiza- ram para louvar e agradecer a Deus na presença do San- tíssimoSacramento.NaForania1,àqualpertenceaParó- quia de São Pedro, a concentração aconteceu na Capela da Sagrada Família, no Garcia, onde a vigília teve início às 18h do dia 4 e foi encerrada às 18h do dia 5.Além das orações e adoração a Jesus Eucarístico, muitos padres atenderamconfissões. DIA INTERNACIONAL DA MULHER E FESTA DE SÃO JOÃO DE DEUS Em 8 de março passado, foram celebrados, em todas as missas na Igreja de São Pedro, o dia dedicado interna- cionalmente à mulher e a festa de São João de Deus. A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX einíciodoséculoXX nos EstadosUnidos enaEuro- pa, no contexto das lutas femininas por melhores condi- ções de vida e trabalho e pelo direito de voto. A partir de 1909, esse dia passou a ser celebrado mundialmente. São João de Deus viveu no século XVI e doou sua vida em favor dos pobres e desvalidos. Ele é considerado o patro- no dos hospitais católicos e, juntamente com São Camilo Lélis,padroeirodos enfermeiroscatólicosedesuas asso- ciações. FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE CATEGERÓ Em todas as missas realizadas em 14 de março último na Igreja de São Pedro, foi celebrada a Festa de Santo AntôniodeCategeró,veneradonestaigrejadesdeo sécu- lo XVII. Ele era africano, viveu na Itália na condição de escravo e depois foi libertado. Era extremamente carido- so, repartia com os mais pobres tudo o que tinha e ganha- va. Nas constantes brigas entre camponeses, era o prime- iro a apaziguar os ânimos e a promover a paz. Nasceu em 1490 efaleceuem1550. FESTA DE SÃO JOSÉ Em 19 de março, a Igreja celebra mundialmente a festa dedicada ao patrono da Igreja, São José, esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus. Na Igreja de São Pedro, a festa foi precedida por uma novena de 10 a 18 de marçopassado.
  5. 5. NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL “O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18) Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasí- lia-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida soci- al e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acon- tecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183). Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referen- ciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimen- to, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça. A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvi- mento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos pode- res do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade. As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social. O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito. Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convoca- da a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno. Inspirem-nos, nessa hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11). Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação! Brasília, 10 de março de 2016 Dom Sergio da Rocha Dom Murilo S. R. Krieger Arcebispo de Brasília-DF Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA Presidente da CNBB Vice-Presidente da CNBB Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília-DF Secretário-Geral da CNBB
  6. 6. 01-LUTHGARDES PORTELA DOS SANTOS 01-THIAGO SAMPAIO ALMEIDA 02-FERNANDO BASTOS VALENTE 02-FRANCISCA RIBEIRO PASSOS 02-TERESA CRISTINA BONFIM SOUSA 03-M.ª BERNADETE DE JESUS SANTANA 04-ALANA PLÁCIDO CAETANO DA SILVA 04-CECÍLIA LEONOR N. L. LEAL RIBEIRO 05-ALFRENA DA COSTA LIMA 05-ELISABETH ANJOS SILVA 05-GERALDO PEDRAL SAMPAIO 05-M.ª CELUTAALMEIDA BARBOSA 05-WALDELICE CONCEIÇÃO MARTINS 06-ÂNGELA FERNANDA NAPOLI PEIXOTO 06-CLÁUDIA DE ALMEIDA E SILVA 06-CREMILDA VIEIRA DE VILAR 06-DIORLANDIA DE JESUS SOUZA 07-ANA LÚCIA PAIVA PITA 07-ANÁLIA DA SILVA BATISTA 07-LINDINALVA SILVA DE OLIVEIRA 07-MARINALVA VIEIRA QUEIROZ 07-RAIMUNDO PINHEIRO DE CERQUEIRA 07-SUELI MARIA DA SILVA BORGES 07-VALTER JOSÉ DE SOUZA 08-ANA CLARA OLIVEIRA SILVA 08-CELSITO RIBEIRO DE ARAUJO 08-EVANY CORREA LEAL 08-M.ª DO CARMO COSTA 09-SUELI DA CUNHA SAMPAIO 09-VALMIRA FELISBERTA DOS S. FRANÇA 10-DURVAL TEIXEIRA BRAGA 10-JACIRA PEREIRA DOS SANTOS 10-M.ª DAS GRAÇAS OLIVEIRA DE ARAÚJO 10-Mª DE LOURDES CANELAS RUBIM 10-NILZA DO CORAÇÃO DE JESUS LEAL 10-REGINA P. AZEVEDO DE SANTANA 11-ALBA REGINA M. DE CARVALHO 11-LOURIVAL CERQUEIRAALMEIDA 11-M.ª EDITH FERREIRA DA SILVA 12-JOSELINA RIBEIRO DE VASCONCELOS 12-MARCELINA PEREIRA PIRES 12-RENATO DE JESUS LIMA 13-BERNADETE Mª DA SILVAALMEIDA 13-JOANA DULCE SILVA RABELO 13-JOSÉ CARLOS SÃO PEDRO ACCIOLY 13-M.ª CONCEIÇÃO MELO FILHA 13-VANDA CARDOSO CARVALHO 14-ANITA SIMPLICIA DANTAS 14-JUREMITA DO CARMO DA SILVA 14-PATRÍCIA LÍLIAN DE JESUS MENEZES 14-SARA MOTA DOS SANTOS 14-VERA LÚCIA UZÊDA DE OLIVEIRA 15-BERNADETE SANTOS LIMA 15-CÉLIA MARIA CORREIA NASCIMENTO 15-LÚCIA DE SOUZA 16-BERNADETE DOS SANTOS CERQUEIRA 16-TEREZINHA DO ROSÁRIO 16-ZENAIDE OLIVEIRA FONTES 17-INDIRA SILVA DE MATOS 17-M.ª SÔNIA OLVEIRA SILVA 17-ROSELITA SANTOS DE CARVALHO 17-TIAGO SANTOS VIEIRA 18-ALDECIR NUNES TEIXEIRA 18-M.ª MARGARIDA DOS SANTOS 18-RODRIGO OLIVEIRA OGANDO 18-VERA LÚCIAABREU 19-CONCEIÇÃO BÁRBARA DOS SANTOS 19-IRACEMA FERREIRA DA SILVA 20-ADELAIDE FRANÇA DOS SANTOS 20-EDINAIDE BARBOSA DE MACEDO 21-RUTH ROCHA DE OLIVEIRA 22-ANDRÉA V. DA SILVA DE ALMEIDA 22-SIMONE SANTOS RIBEIRO 23-ELENILDE SACRAMENTO BRITO 23-Mª DA PIEDADE CERQUEIRA BARBOSA 23-MARGARETE ROSE OLIVEIRA NEDER 23-NILZA SILVA HEREDA 24-DAISY LEONOR FERREIRA 24-PEDRO PAULO ROCHA DE ANDRADE 24-SORAIA REGINA DA COSTA SANTOS 25-ANGELITA DALTRO DOS REIS ALONSO 25-GEORGINA DOS SANTOS ÁVILA 25-GIULIANA CERQUEIRAA. RIBEIRO 25-IOLANDI SANTOS DE AGUIAR 25-LINDALVA DIAS GUEDES 25-SIMONE ANDRADE LESSA DE ALMEIDA 26-ANDREYA CARDEAL FREIRE 26-CLÁUDIA MÁRCIA L. DE MORAES LOBO 26-HELOIZA TEIXEIRA DE MELO 26-LÍDIA MARIA CARNEIRO DE ANDRADE 26-LOURDETE VILASBOAS CARDOSO 26-M.ª ELIENE DOS SANTOS 26-WALDELICE RIBEIRO DOS SANTOS 27-JAYRA DOS SANTOS 27-PRESCILIANA DE CARVALHO LOPES 28-MARGARIDA FERNANDES L. DE MORAES 28-TEREZINHA FERNANDES DE JESUS 28-WALDELICE FIGUEIREDO RIOS 29-CAROLINA MARIA ROXO SILVA 29-EDITH MARIA DE SOUZA 29-KATHERINE DOS SANTOS ZUZA 29-LARISSA GABRIELA B.SANTIAGO 29-Mª SOFIA FERREIRA BOAVENTURA 29-ROBERTO EMILIANO DE BRITO 29-YVES WEST BEHRENS 30-M.ª EULINA MANGABEIRA FRANÇA 30-Mª DA CONCEIÇÃO BISPO DOS SANTOS 30-REJANE SOUZAALMEIDA A você, meu irmão, minha irmã, que assume esta Paróquia como dizimista e se compromete com o trabalho pastoral, parabéns! Como presente do seu aniversário, a comunidade paroquial estará unida a você, seus amigos e familiares, nesse dia tão especial, para celebrar esta data. Venha participar, nesse dia, da Santa Missa, às 8h, na Igreja de São Pedro. PARÓQUIA DE SÃO PEDRO MOVIMENTO FINANCEIRO FEVEREIRO/2016 RECEITAS ESPÓRTULAS DE MISSAS 4.429,00 ESPÓRTULAS DE BATIZADOS 40,00 ESPÓRTULAS DE MATRIMÔNIOS 270,00 DÍZIMOS 34.056,30 COLETAS ORDINÁRIAS 8.597,95 TAXAS DE CERTIDÕES 280,00 DONATIVOS 7.563,00 RENDIMENTO DO BAZAR 8.463,00 RENDIMENTO DO RESTAURANTE 8.715,06 ALUGUÉIS 1.200,00 TOTAL 73.614,31 DESPESAS MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO 5.557,27 MATERIAL LITÚRGICO 159,00 PROMOÇÃO HUMANA/FORMAÇÃO 3.600,00 AJUDAA MORADORES DE RUA 1.000,00 AJUDAA MULHERES MARGINALIZADAS 880,00 AJUDA SOCIAL 400,00 SALÁRIOS E FÉRIAS 18.654,80 VALE REFEIÇÃO 8.287,50 VALE TRANSPORTE 2.316,60 ENCARGOS SOCIAIS 10.275,89 CÔNGRUAAO PÁROCO 2.800,00 MATERIAL DE INFORMATICA 1.255,00 CORREIOS 1.027,80 ÁGUA/ENERGIA/TELEFONE 2.620,85 SERVIÇOS CONTÁBEIS 715,00 IMPOSTOS MUNICIPAIS 372,56 TARIFA BANCÁRIA 57,60 TAXA DO PROGRAMA SGCP 97,50 REPASSE DE TAXA À CÚRIA 3.879,53 TOTAL 63.956,90 SALDO 9.657,41 Pelo batismo nos tornamos pescadores de almas. A partilha nos permite lançar as redes. SEJA DIZIMISTA! INSCREVA-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL!
  7. 7. yvettealemosmaral@gmail.com Leucemia é um tipo de câncer que se inicia no tecido mole dentro dos ossos (medula óssea) responsável por produzir glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e pla- quetas. Algumas dessas células podem sofrer mutação para se tornar uma célula de leucemia, que pode multi- plicar-se em mais células doentes.As células canceríge- nas podem substituir as células normais, dificultando o corretofuncionamentodascélulasdo sangue. As leucemias são classificadas em agudas e crônicas. O que diferencia as leucemias agudas das crônicas é a velocidade da agressividade à medula óssea e aos linfó- citos (células que promovem a defesa do organismo), sendo mais rápida nas agudas e mais lenta nas crônicas. As leucemias agudas são divididas em: Leucemia Mie- lóide Aguda (LMA), Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e Leucemia LinfóideAguda da Infância.As Leu- cemias crônicas são divididas em: Leucemia Linfocítica Crônica(LLC),LeucemiaMielóideCrônica(LMC). Os sintomas para cada tipo de leucemia variam, mas sintomas comuns incluem febre e calafrios, sudorese, fadiga, infecções frequentes, perda de peso e do apetite, hematomas ou sangramentos fáceis, falta de ar, dor ósseaelombar. O hemograma completo é um exame de sangue em que são contados os números de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, níveis de hemoglobina e plaquetas, entre outros. É um exame inicial que indica a suspeita da doença. O diagnóstico é firmado através da realização de mielograma e biópsia da medula óssea, que são exa- mes que extraem células da medula óssea do paciente e asanalisamnolaboratório. O tratamento é realizado por profissional especiali- zado em oncologia e pode incluir quimioterapia, terapia biológica e transplante de medula óssea. Converse com seu médico a respeito de anemias frequentes e baixa imunidade. O QUE É LEUCEMIA? Yvette Amaral São 20h30min. Aguardo notícias na TV. Porém, antes, é apresentada uma novela. De repente, fico estupe- fata: uma passagem de sexo livre no mais cru realismo. É possível isso num horário em que muitas crianças estão acordadas, sobretudo adoles- centes? Passam-se meses e, dessa vez, nãoésurpresa,masrevolta.Numasec- ção de publicidade de um jornal, encontro propaganda de verdadeiro comércio da prática sexual. Mulheres, as próprias, qualificando-se de sensu- ais, atraentes, gostosas etc. etc., ofere- cem 'seu serviço' por uma, duas ou três horas. Infelizmente, o sexo femi- nino, tão sequioso por libertação, está enveredando por atalhos de muitos galhos, entre os quais elas podem ficaramarradas. Durante séculos, o sexo foi um tabu, hoje se tornou um mito, aprovei- tado até pela mídia para atrair especta- dores e leitores. De uma cultura em que ele era um vilão, chegou à moder- nidade como um ídolo, quando ecoou forte: “É proibido proibir”. A partir daí a permissividade dominou a ética sexual, banalizando o sexo, dissoci- ando-o do amor e reduzindo-o à geni- talidade. Com a máscara de liberta- ção,amulherretiradeleo véuquepre- serva o seu mistério. Em uniões ama- durecidas e estáveis, ele vale como a perfeita união afetiva, acrescida da nobrefinalidadedemultiplicaraespé- cie. Nesta sociedade de tamanho ero- tismo, não passa de um feixe de sensa- ções, uma brincadeira qualquer, igual ao saborear um sorvete ou participar de uma atividade lúdica. Ele é um momento sagrado no qual o homem e mulher se unem em corpo e espírito paracelebraroamoremsuas vidas. Com o sexo ao dispor e sem nenhum controle, há, entre outros, o risco de as adolescentes engravida- rem precocemente, enfrentando uma gestação incompatível com o seu desenvolvimento psicossomático ou abortando, muitas vezes insinuadas pelos próprios pais. Em “A civiliza- ção do espetáculo”, Vargas Llosa adverte para os equívocos da sexuali- dade: “Por isso, destruir os ritos priva- dos e acabar com a discrição e o pudor que acompanharam o sexo desde que a sociedade humana atingiu a civiliza- ção não é combater um preconceito, mas amputar da vida sexual a dimen- são que foi surgindo em torno dela à medida que a cultura e o desenvolvi- mento das artes e das letras iam enri- quecendo-a e transformando-a tam- bémemobradearte.” A turma jovem precisa de uma sadiaeducaçãosexualquenãoselimi- te a informações sobre o assunto, mas estejabaseadaemprincípiosquevalo- rizem o sexo e motivem uma equili- brada disciplina sexual; em testemu- nhos de que, só numa união estável e duradoura, ele é uma fonte de prazer lícito que não leva o homem à devas- sidão, mas o sacia dignamente com seus frutos. Pais, educadores, líderes religio- sos, reflitamos no que se pode ainda fazer para resgatar o sexo e salvar os jovens que estão num caminho tão perigoso, sem medir as consequências daexplosãosexualparasi,paraafamí- liaeparaasociedade. Dr. Getúlio Tanajura Machado gemachado@bol.com.br - tel. 71-3328-5633
  8. 8. Informativo da Paróquia de São Pedro Praça da Piedade, 11 - São Pedro - CEP: 40.060-300 - Salvador - Bahia - Brasil - Fone: (55)(0*71) 3329-3280 Site: www.paroquiadesaopedro.org - E-mail: padreaderbal@ig.com.br Direção e Coordenação: Padre Aderbal Galvão de Sousa Diagramação e Revisão: Equipe da Pastoral da Comunicação Colaboração: Getúlio Machado, Yvette Amaral e Zélia Vianna Ilustrações: Internet, Getúlio Machado e Rivelino Silva Impressão: Gráfica e Editora Polikron - E-mail: florisvaldo.vitale@yahoo.com.br Expediente: Jornalista responsável: Maria Alcina Pipolo - MTb/DRT/BA 915 Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição Gratuita Arquidiocese de São Salvador da Bahia - Brasil Surpreso, recebi, em janei- ro último, convite para partici- par, em nome da CNBB, da viagem que o Papa Francisco faria ao México no mês seguinte.Aresposta – positiva – foi imediata. Afinal, senti que seria uma graça especial poder acompanhar os passos que o Papa daria em diversas cidades do país mexicano. Logo percebi que a própria escolha dessas cidades tinha um simbolismo especial, pois cada uma delas é marcada por uma peculiaridade: sede do santuário deNossa SenhoradeGuadalupe(Ciu- dad de México), grande densidade populacional (Ecatepec), presença indígena (San Cristóbal de las Casas e Tuxtla Gutiérrez), violência (More- lia), presos e imigrantes (Ciudad Juárez). O México vive um momento deli- cado, envolvido que está por um intenso tráfico de drogas, violência, pobreza, injustiças estruturais, mar- ginalização de grupos indígenas e, particularmente, por ser um país que faz limite com os Estados Unidos – para onde grandes multidões de lati- no-americanos desejam ir, passando, naturalmente, por aquele país. Com suas palavras e seus gestos, o Papa Francisco, como estampou um dos diários daquele país, “tocou em nos- sas chagas, para nos ajudar a curá- las”. Se tivesse que resumir em uma palavra a experiência de acompanhar o Papa por quase uma semana, esco- lheria aquela que é a síntese de seu pontificado: misericórdia. “O nome de Deus é misericórdia”, nos lem- brou ele em uma entrevista dada a um jornalista italiano e publicada recen- tementeemlivro(jáháediçãoempor- tuguês). Nosso tempo, disse ele no México, “é uma boa ocasião para recuperarmos a alegria e a esperança que nos vêm do fato de nos sentirmos filhos amados do Pai. Este Pai que nos espera para nos livrar das vestes do cansaço, da apatia, da desconfian- ça e nos revestir com a dignidade que só um verdadeiro pai e uma verdadei- ra mãe sabem dar aos seus filhos: as vestes que nascem da ternura e do amor. Nosso Pai é pai de uma grande família: é Pai nosso. Sabe ter amor, mas não gera e cria 'filhos únicos'. É um Deus que entende de família, de fraternidade, de pão partido e parti- lhado. É o Deus do 'Pai Nosso!'” (Ho- miliaemEcatepec). Um dos momentos mais emocio- nantes dessa viagem papal foi o seu encontro com os encarcerados, em umcentropenitenciáriopertodafron- teira com os Estados Unidos. A jovem que o saudou foi felicís- sima em suas colocações: ela destacou que a presença do Papa ali, naquele lugar, “é um chamado à obra de misericór- dia para com os internos de uma prisão e suas famílias. É também um chamado para aqueles que se esqueceram de que aqui há seres humanos, pois ainda que sejam trans- gressores daleihumanaepeca- dores, a maioria tem esperança de redenção e em alguns casos a vontade de consegui-la. E é justamente nestes lugares que se põe à prova a própria fé e a fortaleza de espírito”. Em resposta, o Papa Francisco lhe respondeu que “a mise- ricórdia divina nos lembra que as pri- sões são um sintoma de como esta- mos na sociedade; em muitos casos, são um sintoma de silêncios e de omissões provocadas pela cultura do descarte. São sintoma de uma cultura que deixou de apostar na vida, de uma sociedade que, pouco a pouco, foiabandonandoos seus filhos”. Pouco antes de se despedir do México, o Papa Francisco fez ques- tão de cumprimentar os bispos que o haviam acompanhado ao longo de sua visita. Quando chegou a minha vez, fiz questão de lhe testemunhar que, ao longo daqueles dias, havia participado de um verdadeiro retiro espiritual, feito não só de meditações eorações,mastambémdegestos sim- plesecarinhosos.Elemeolhoudemo- radamenteesorriu,comoamedizer: Mas não é nossa missão ser bons Samaritanos?… Dom Murilo em missa em Ecatepec / Foto: Arquidiocese de Salvador

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