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Carina Alves
Ilustração
Roney Bunn
Autora
Carina Alves - acsouza.psi@gmail.com
Ilustração e Projeto Gráfico
Roney Bunn - roneybunn@outlook.com
Revisão
Clarissa Penna
Fotos
Ana Paula Sader
1 Edição / 2 Tiragem
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Souza, Aparecida Carina Alves de
O Menino Que Escrevia Com os Pés / Carina Alves ;
Ilustração, Roney Bunn ; 1. ed. Rio de Janeiro :
Mundo Criar , 2016.
20 p.
ISBN 978-85-66311-26-6
1. Literatura Intantil 2. Literatura Infantojuvenil
I. Alves, Carina. II. Título.
CDD-028.5
Índice para catálogo sistemático:
1.Literatura Infantil 028.5
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Tradução e adaptação para pictogramas:
Célia Sousa - CRID/ESECS do Politécnico de Leiria / Centro Interdisciplinar de
Ciências Sociais, pólo do IPLeiria (CICS.NOVA.IPLeiria)
Transcrição para Braille: Fundação Dorina Nowill para Cegos
Audiodescrição: Descrição das imagens: Carolina Sims | Consultoria revisão:
Marcos Lima | Estúdio: Senac - Flavio Carpes e Leonardo Lattuca | Edição de
vídeo: C2C Soluções - Clécio Souza
Tradução em Libras: Senac - Cinthia Ramos e Tereza Cristina | Filmagem e estúdio:
Senac – André Spinelli | Edição: Edison Magalhães
Mundo Criar Editora
RuaViçosa, 216 -Vila da Penha 21210-370 - Rio de Janeiro, RJ
a. a.
Era uma vez um menino que morava num
bairro simples do Rio de Janeiro. O nome
dele era Tico. Ele era realmente um tiquinho
de gente, pequeno e magrinho.
Ele estudava e, quando saía da escola, ajudava
seu pai na oficina mecânica. Depois, os dois iam
para casa jantar e encontrar sua mãe e seus irmãos
mais novos.
O Tico era adorado no seu bairro, tinha muitos amigos.
Ele fugia da oficina de seu pai para brincar na rua com eles,
e jogavam bola, queimada, peteca, pique-esconde, até que
seu pai o chamava para ajudá-lo nos consertos. Uma vez, na
oficina, ele encontrou uma bicicleta, da qual ele caiu várias
vezes até encontrar o equilíbrio e começar a pedalar, peda-
lar, pedalar pelas ruas...
Todo feliz!
Um dia, Tico foi para uma festa de rua e seus amigos
estavam estourando bombas. Seus pais já tinham dito
para Tico não brincar com fogos de artifício, mas, mes-
mo assim, Tico soltou bombas na festa e sofreu um grave
acidente. O explosivo que ele soltou estourou em suas
mãos, machucando seus braços e suas mãos.
Tico foi levado para o médico, mas não teve jeito, ele
teve suas mãos e parte de seus braços amputados por
causa do acidente que sofreu.
Naquele momento, parecia que o mundo tinha aca-
bado para Tico e seus pais, mas eles voltaram para
casa e retomaram a rotina, fazendo as adaptações
necessárias para continuar a vida. O menino encontrou
muitas dificuldades para levar uma vida plena, na esco-
la, em casa, entre os amigos e em suas atividades diári-
as, como se vestir, comer e brincar.
Aos poucos, contudo, ele adaptou sua cadeira e foi de-
senvolvendo habilidades com seus pés para as atividades
que fazia antes com as mãos. Na escola, Tico aprendeu a
escrever com os pés e, para treinar a caligrafia, ele escrevia
cartas para Deus todos os dias. Diante de tanto esforço, ele
superou esse obstáculo e, pouco tempo depois, já escrevia
muito bem com os pés.
E não parou de ajudar seu pai na oficina, passou a faz-
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novo gesto motor. Também não parou de andar de bici-
cleta, ele colocou um cano no lugar das mãos para con-
seguir se equilibrar.
Já adolescente, Tico foi convidado para fazer parte
de uma equipe de esporte adaptado. Ele experimentou
a corrida no atletismo, participou de competições, até
que conheceu um grupo de atletas de paracanoagem.
Ele teve tanto interesse na modalidade que foi assistir a
um treino.
O professor o convidou para remar, mas ele, muito
tímido, e sem entender como remaria sem as mãos, fi-
cou pensativo. Com criatividade, o professor e sua equi-
pe experimentaram vários tipos de adaptações para
ajudar Tico a remar. Foram adaptando até encontrar a
melhor prótese para Tico, o que o motivou na prática do
esporte. Tico teve vontade de desistir, mas, ao ver tan-
to empenho da equipe, resolveu continuar e persistir
no esporte.
Parecia um peixe,
de tão leve que era,
as pessoas ficavam
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águas mansas de uma
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Sua família o apoiava muito
e lhe dava muito amor. Tico se
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Ele se apaixonou pelas águas e, inquieto,
foi conhecer a natação, e começou a nadar.
Sua família o apoiava muito e lhe dava mui-
to amor.
Tico tomou gosto pelas “braçadas” e não queria
mais sair da piscina. Começou a nadar todos os dias
em um clube que era muito distante de sua casa, mas
elenãodesistiu.Apóstreinarmuito,Ticosetornouum
dos melhores atletas do Brasil na natação. Ele perce-
beu que desistir não era o melhor caminho e optou
por seguir em frente.
Tico mostrou para o mundo que a deficiência física
poderia ter dado outro rumo para sua vida, mas ele escol-
heu o caminho da persistência e lutou duramente diante
de todos os obstáculos encontrados, contra os preconcei-
tos, contra a exclusão, e mostrou que o mundo pode ser
um lugar melhor, e que as pessoas com deficiência precis-
am apenas de oportunidade e acessibilidade. A acessibili-
dade na atitude das pessoas em enxergar valor no que é
“diferente”.
Tico continuou os estudos e ainda pratica esportes – é um
grande exemplo de superação!
Entusiasmado, nunca acreditou que aquele acidente o deixar-
ia de cabeça baixa e, com muita força de vontade, percebeu que,
por meio do esporte, podia viver melhor. Deixou de ficar em casa
sem fazer nada e desanimado e resolveu ir à luta, começou a se
movimentar. O esporte mudou sua vida e melhorou sua quali-
dade de vida. Hoje, ele treina para chegar às competições inter-
nacionais, se espelha em atletas veteranos e acredita que pode
mudar sua história ainda mais.
Esta é uma parte da história desse atleta que teve sua vida
marcada pelo esporte, mas seu maior objetivo não é apenas
conquistar medalhas, mas tambémconscientizaromundodeque
a vida é possível para quem é diferente, que respeito ao próximo
pode proporcionar uma vida plena.
Sou psicóloga, Mestre em
Letras e Ciências Humanas,
Doutoranda em Educação,
com destaque às necessida-
des específicas de pessoas
com deficiências. Gosto de
gente, curto esporte, cultu-
ra, adoro andar por lugares
diferentes, inspirada por na-
tureza, busco quase sempre
mudanças. Escrevo histórias que rondam minha cabeça,
nessas minhas andanças entre pessoas com algum tipo
de deficiência, mas que se superam incrivelmente a cada
instante. A convivência com o paradesporto me intriga e
me emociona, quando vejo pessoas dando um novo senti-
do a vida através da prática de esportes.
Convido vocês para um mergulho no mundo encantado
do Tico!
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O menino que escrevia com os pes interativo

  • 2. Autora Carina Alves - acsouza.psi@gmail.com Ilustração e Projeto Gráfico Roney Bunn - roneybunn@outlook.com Revisão Clarissa Penna Fotos Ana Paula Sader 1 Edição / 2 Tiragem Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Souza, Aparecida Carina Alves de O Menino Que Escrevia Com os Pés / Carina Alves ; Ilustração, Roney Bunn ; 1. ed. Rio de Janeiro : Mundo Criar , 2016. 20 p. ISBN 978-85-66311-26-6 1. Literatura Intantil 2. Literatura Infantojuvenil I. Alves, Carina. II. Título. CDD-028.5 Índice para catálogo sistemático: 1.Literatura Infantil 028.5 2.Literatura Infantojuvenil 028.5 Tradução e adaptação para pictogramas: Célia Sousa - CRID/ESECS do Politécnico de Leiria / Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, pólo do IPLeiria (CICS.NOVA.IPLeiria) Transcrição para Braille: Fundação Dorina Nowill para Cegos Audiodescrição: Descrição das imagens: Carolina Sims | Consultoria revisão: Marcos Lima | Estúdio: Senac - Flavio Carpes e Leonardo Lattuca | Edição de vídeo: C2C Soluções - Clécio Souza Tradução em Libras: Senac - Cinthia Ramos e Tereza Cristina | Filmagem e estúdio: Senac – André Spinelli | Edição: Edison Magalhães Mundo Criar Editora RuaViçosa, 216 -Vila da Penha 21210-370 - Rio de Janeiro, RJ a. a. Era uma vez um menino que morava num bairro simples do Rio de Janeiro. O nome dele era Tico. Ele era realmente um tiquinho de gente, pequeno e magrinho.
  • 3. Ele estudava e, quando saía da escola, ajudava seu pai na oficina mecânica. Depois, os dois iam para casa jantar e encontrar sua mãe e seus irmãos mais novos.
  • 4. O Tico era adorado no seu bairro, tinha muitos amigos. Ele fugia da oficina de seu pai para brincar na rua com eles, e jogavam bola, queimada, peteca, pique-esconde, até que seu pai o chamava para ajudá-lo nos consertos. Uma vez, na oficina, ele encontrou uma bicicleta, da qual ele caiu várias vezes até encontrar o equilíbrio e começar a pedalar, peda- lar, pedalar pelas ruas... Todo feliz!
  • 5. Um dia, Tico foi para uma festa de rua e seus amigos estavam estourando bombas. Seus pais já tinham dito para Tico não brincar com fogos de artifício, mas, mes- mo assim, Tico soltou bombas na festa e sofreu um grave acidente. O explosivo que ele soltou estourou em suas mãos, machucando seus braços e suas mãos. Tico foi levado para o médico, mas não teve jeito, ele teve suas mãos e parte de seus braços amputados por causa do acidente que sofreu. Naquele momento, parecia que o mundo tinha aca- bado para Tico e seus pais, mas eles voltaram para casa e retomaram a rotina, fazendo as adaptações necessárias para continuar a vida. O menino encontrou muitas dificuldades para levar uma vida plena, na esco- la, em casa, entre os amigos e em suas atividades diári- as, como se vestir, comer e brincar.
  • 6. Aos poucos, contudo, ele adaptou sua cadeira e foi de- senvolvendo habilidades com seus pés para as atividades que fazia antes com as mãos. Na escola, Tico aprendeu a escrever com os pés e, para treinar a caligrafia, ele escrevia cartas para Deus todos os dias. Diante de tanto esforço, ele superou esse obstáculo e, pouco tempo depois, já escrevia muito bem com os pés.
  • 7. E não parou de ajudar seu pai na oficina, passou a faz- er pequenos reparos com os pés e foi aprimorando seu novo gesto motor. Também não parou de andar de bici- cleta, ele colocou um cano no lugar das mãos para con- seguir se equilibrar. Já adolescente, Tico foi convidado para fazer parte de uma equipe de esporte adaptado. Ele experimentou a corrida no atletismo, participou de competições, até que conheceu um grupo de atletas de paracanoagem. Ele teve tanto interesse na modalidade que foi assistir a um treino. O professor o convidou para remar, mas ele, muito tímido, e sem entender como remaria sem as mãos, fi- cou pensativo. Com criatividade, o professor e sua equi- pe experimentaram vários tipos de adaptações para ajudar Tico a remar. Foram adaptando até encontrar a melhor prótese para Tico, o que o motivou na prática do esporte. Tico teve vontade de desistir, mas, ao ver tan- to empenho da equipe, resolveu continuar e persistir no esporte.
  • 8. Parecia um peixe, de tão leve que era, as pessoas ficavam impressionadas com sua desenvoltura nas águas mansas de uma piscina. Sua família o apoiava muito e lhe dava muito amor. Tico se sentia amado e forte. Ele se apaixonou pelas águas e, inquieto, foi conhecer a natação, e começou a nadar. Sua família o apoiava muito e lhe dava mui- to amor.
  • 9. Tico tomou gosto pelas “braçadas” e não queria mais sair da piscina. Começou a nadar todos os dias em um clube que era muito distante de sua casa, mas elenãodesistiu.Apóstreinarmuito,Ticosetornouum dos melhores atletas do Brasil na natação. Ele perce- beu que desistir não era o melhor caminho e optou por seguir em frente. Tico mostrou para o mundo que a deficiência física poderia ter dado outro rumo para sua vida, mas ele escol- heu o caminho da persistência e lutou duramente diante de todos os obstáculos encontrados, contra os preconcei- tos, contra a exclusão, e mostrou que o mundo pode ser um lugar melhor, e que as pessoas com deficiência precis- am apenas de oportunidade e acessibilidade. A acessibili- dade na atitude das pessoas em enxergar valor no que é “diferente”.
  • 10. Tico continuou os estudos e ainda pratica esportes – é um grande exemplo de superação! Entusiasmado, nunca acreditou que aquele acidente o deixar- ia de cabeça baixa e, com muita força de vontade, percebeu que, por meio do esporte, podia viver melhor. Deixou de ficar em casa sem fazer nada e desanimado e resolveu ir à luta, começou a se movimentar. O esporte mudou sua vida e melhorou sua quali- dade de vida. Hoje, ele treina para chegar às competições inter- nacionais, se espelha em atletas veteranos e acredita que pode mudar sua história ainda mais. Esta é uma parte da história desse atleta que teve sua vida marcada pelo esporte, mas seu maior objetivo não é apenas conquistar medalhas, mas tambémconscientizaromundodeque a vida é possível para quem é diferente, que respeito ao próximo pode proporcionar uma vida plena.
  • 11. Sou psicóloga, Mestre em Letras e Ciências Humanas, Doutoranda em Educação, com destaque às necessida- des específicas de pessoas com deficiências. Gosto de gente, curto esporte, cultu- ra, adoro andar por lugares diferentes, inspirada por na- tureza, busco quase sempre mudanças. Escrevo histórias que rondam minha cabeça, nessas minhas andanças entre pessoas com algum tipo de deficiência, mas que se superam incrivelmente a cada instante. A convivência com o paradesporto me intriga e me emociona, quando vejo pessoas dando um novo senti- do a vida através da prática de esportes. Convido vocês para um mergulho no mundo encantado do Tico! Apoio: instagram: @literatura_acessivel facebook: www.facebook.com/literaturaacessivel www.literaturaacessivel.com.br