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Língula liliata Bosetti, 1989.                                            Estampa III fig. CDiagnose: Concha lingulóide, b...
coeficiente comprimento/largura é pequeno, (1,3), conferindo à concha aspecto curto elargo.Descrição: O contorno geral da ...
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AGRADECIMENTOSA equipe do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...
l-D Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Serra de Atima.        Ampliação: xl ,87 - UFMT MP275m1-E Morfotipo B-B3, v...
II-D     Amostra apresentando mascaramento da ornamentação. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,6lI-E Valva fragmentada. Af...
lll-G Valvas sobrepostas. Aforamento Lagoinha.        Ampliação: x2,45III-H Valvas sobrepostas. Aforamento Lagoinha. ~,   ...
Bosetti & quadros (1996) simposio sul americano do siluro devoniano
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  1. 1. 167 CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DOS LINGULIDA (BRACHIOPODA :INARTICULATA) DA FORMAÇÃO PONTA GROSSA, DEVONIANO, BACIA DO PARANÁ, MUNICÍPIO DE CHAPADA DOS GUIMARAES, MATO GROSSO, BRASIL Elvio P. BOSETTI Raquel QUADROSRESUMO O presente trabalho aborda inícialmente considerações referentes à geologia da área em estudobem como breve análise das condições bioestratígráficas da fauna Devoniana da Formação PontaGrossa no Estado do Mato Grosso. Apresenta ainda estudos comparativos entre a posição taxonômicados Lingulídeos aí ocorrentes bem como estudo comparativo entre as populações de Lin gula dosEstados do Paraná e Mato Grosso.ABSTRACT The present paper is initially about considerations referring to geology of study as well as a briefanalysis of the conditions bioestratigraphics conditions of the Ponta Grossa Formation in the State of MatoGrosso. Presenting studies of taxonomic positions of the lingulids populations ocurring at the formationin the State of Mato Grosso as well as study of the comparing lingulids of the State of Paraná and MatoGrosso.GEOLOGIA LOCAL A área de estudo possui 292 km2 e situa-se no flanco noroeste da Bacia do Paraná, entre osparalelos 15~2O’12” 5 - 15%O’ 5 e os meridianos 55043’5Q” W -55~52’52” W. Nessa região foramreconhecidas 5 unidades estratigráficas: Subunidade 6 (Grupo Cuiabá), Formação Furnas e Ponta Grossa(Grupo Paraná), Formação Botucatu (Grupo São Bento) e a Formação Cachoeirinha (CoberturasTerciárias).(2) universidade Estadual de Ponta Grossa - Departamento de Geociências - Av. Gal. cados Cavalcanti s/n, Ponta Grossa, PR, Brasil. CEP: 84030-000. lei. (042)2239355.(3) universidade Federal de Mato Grosso - Instituto de Ciências Exatas e da lerra. RuaS. Paulo Quadra 01, Casa 15, Jardim Europa Cuiaba - Ml CEP: 78.050.000.168
  2. 2. O Grupo Paraná, por seu caráter fossilifero, constituiu-se no objeto de maior detalhamento dapesquisa. As demais são referidas por seu papel de embasamento ou cobertura do Grupo em questão. O Grupo Cuiabá, que está representado na região pela Subunidade 6 ocupa 86 Km2 da áreapesquisada. Apresenta-se sob a forma de cristas e esporões ao longo da borda ocidental da área. Asubunidade 6 é composta por fihitos conglomeráticos com clastos de quartzo, filitos e quartizitos, comintercalações subordinadas de metarenitos de idade Proterozóico Inferior. Essa Subunidade serve deembasamento para os sedimentitos do Grupo Paraná. O contato com a Formação Furnas é discordante.FORMAÇÃO FURNAS Esta unidade distribui-se numa superfície de 34 km2 e aparece principalmente sob a forma deparedões acinzentados de direção E - W na porção sul e N - 5 na porção oeste, contornando quase todaa área. Essa formação tem sua maior espessura estimada em 74 m nos morros São Jerônimo e Topede Fita. Litologicamente pode ser dividida em duas seqüências distintas: a)- seqüência inferior, comespessura de aproximadamente 12 m, inicia por um conglomerado basal mal selecionado e de coloraçãobranca amarelada. A matriz varia de areia grossa a silte, perfazendo 60 a 80% da rocha. O materialgrosso é composto por grânulos e seixos, principalmente de quartzo, na proporção de 20 a 40% do total.Sua espessura no morro São Jerônimo é de 1 m, em alguns pontos, pode atingir 1,5 m. Os 11 mrestantes são constituídos por intercalações de arenitos conglomeráticos, grossos a finos, com esparsosgrânulos e seixos (0 até 5 cm) e, em alguns locais, lentes de argila. Também são encontrados níveispouco espessos de conglomerados, intercalados nos arenitos. Suas cores são branca, e amarela ouvermelha pela presença de óxido de ferro. As estruturas observadas consistem em estratificaçõescruzadas acanaladas, tabulares, e sigmoidais, ocorrendo também laminação plano-paralela e laminaçãocruzada (~cIimbing-rippIe crossIamination’); b)- seqüência superior - formada por espesso pacote deaproximadamente 62 m constituídos por intercalações de arenitos médios a finos, silticos e argilosos,freqüentemente micáceos. A cor varia de branca a amarela sendo comum as tonalidades roxas evermelhas devido a grande ocorrência de óxido de ferro nessas rochas. Em direção ao topo aparecemníveis vermelhos caracterizados por sua constituição argiloferruginosa, que torna a seqüência maisresistente à erosão. Um outro tipo de ocorrência de óxido de ferro nessa porção são as concentraçõesem forma de nódulos. Os sedimentitos da seqüência superior mostram-se bastante bioturbados pela açãode organismos escavadores. A freqüência dessas bioturbações aumenta consideravelmente em direçãoao topo por vezes destruindo completamente as estruturas dos arenitos. Como estruturas primárias tem-se a presença de estratificações cruzadas sigmoidais, tabulares, laminações plano paralelas e onduladas. Sanford e Lange (1960), Oliveira e Muhlmann (1965), Lange e Petri (1967),Gonçalves e
  3. 3. Schneider (1970), Fúifaro et aIii (1980), e Meio (1985), propõem para a Formação Furnas (= Unidade 1e 2 de Melo, 1985) aflorante no estado de Mato Grosso -Chapada dos Guimarães -, um período dedeposição, contemporânea à Formação Furnas e Membro Jaguariaiva da Formação Ponta Grossa nocentro da Bacia, de idade Emsiana. Em virtude da persistência temporal de sua sedimentação podeatingir níveis superiores na coluna como o D (Eifeliano).FORMAÇÃO PONTA GROSSA Essa unidade ocupa uma área de aproximadamente 75 km2 nas porções centro, sul e sudeste.Se apresenta sob a forma de colinas suaves com cotas oscilando entre 600 e 800 m. A sua espessura,observada em aforamentos próximos às escarpas da Formação Furnas, oscila entre 30 e 50 m. Emdireção à cidade de Chapada dos Guimarães atinge espessuras superiores a 80 m. Na área em estudo,o contato inferior com a Formação Furnas é gradacionaí e arbitrado no ponto onde os pelitos passam apredominar sobre os arenitos. Esse contato pode ser observado no caminho que leva ao Salto Véu deNoiva e na subida do Morro Tope de Fita. A litologia da Formação Ponta Grossa é predominantemente constituída por pelitos esubordinadamente por arenitos finos, que ocorrem no meio e topo da seqüência. Óxidos de ferro acham-se disseminados em todo o pacote. Em alguns locais se concentram sob a forma de nódulos, crostas enos tubos produzidos pelas bioturbações. Quando verticalizados esses tubos são cilíndricos e restritosaos arenitos finos, apresentam diâmetros não superior a 1 cm e comprimento máximo de 8 cm. Nospeiitos, esses tubos são achatados, sem orientação definida e paralelos a acamadamento. Nos níveisfossilíferos os óxidos de ferro participam no tipo de preservação dos fósseis. A cor dos sedimentitos variaentre cinza, azul, vermelha e amarela e, ocasionalmente, no topo do aforamento 6 ocorrem também emarenitos finos. Na base da seqüência as estruturas primárias mais freqüentes são: estratificação cruzadaacanalada, tangencial e sigmoidai. Nas porções média e superior predominam a laminação piano-paralela, acamadamento lenticular e marcas de ondulações simétricas, sendo essas últimas poucofreqüentes.CONTEÚDO FOSSILÍFERO E DISTRIBUIÇÃO Na Formação Ponta Grossa, Chapada dos Guimarães - MT, os fósseis são numerosos porémescassamente distribuídos. Os seus níveis de ocorrência predominam em porções siItosas e estãolimitados preferencialmente na base, por uma seqüência arenosa bioturbada e no topo por um seqüênciade argilitos. O aforamento Buriti constitui a exceção, seus horizontes fossifíferos estão vinculado; a níveisargilosos e mais excepcionalmente no topo, a uma seqüência arenosa. Nos pacotes siltosos contendo fósseis, a laminação plano-paralela é a estrutura primária maisfreqüente, marcas de onda e lentes de areia são de ocorrência mais rara. As seqüências argilosas comníveis fossilíferos, bem como o pacote arenoso são maciços. Por conseguinte, a probabilidade de
  4. 4. obtenção de fósseis inteiros é maior nos níveis siltosos, onde eles ocorrem nos planos de laminação. Nos argilitos são freqüentes, fósseis (Lingula spp.) em disposição perpendicular aosacamadamento o que, facilita ainda mais, a fragmentação quando da extração. Este fato dificultou aanálise sistemática do grupo. O óxido de ferro que se encontra disseminado na Formação Ponta Grossa teve grandeparticipação na forma de preservação dos fósseis. Esses, constituíam pontos de descontinuidade narocha retendo o óxido de ferro e, conseqüentemente, tornando-se mais litificados e individuaiizados damatriz. Essa retenção ocorreu de formas variadas, independente do tipo de organismo. A fossilizaçãomais comumente encontrada é o molde (interno e/ou externo e contra molde). A substituição freqüenteem alguns grupos específicos (mutationelidos e esperiferídeos). Por vezes é encontrado num mesmoespécimen dois ou mais tipos de preservação. No caso de Língula as impressões são mais comuns,ocorrendo ainda substituição da concha. De maneira geral, nos níveis de ocorrência os fósseis estão dispostos desordenadamente, aexceção de conchas de Tentaculites que ocasionalmente mostram uma orientação. Nos organismosbivaíves a maior freqüência é de conchas desarticuladas, no entanto, nas formas pequenas (até 1 cm),e nos pelecípodes predominam as valvas articuladas. Os braquiópodes, constituem a assembléia mais numerosa e característica. Pelecípodes,gastrópodes, Tentaculltes, trilobitas e crinóides são os outros organismos que ocorrem em proporçõesmenores. Os braquiópodes estão representados por espécimens de: Língula BRUGUIËRE, 1797;Craniops tormbetana (CLARKE, 1889); Orbiculoidea baíní (SCHARPE, 1856); “Schurchertella’Australostrophia mesembria (CLARKE, 1913); Chonostrophia andina sp.nov.; Notiochonetesfalklandica (MORRIS e SCHARPE, 1846); Coelospira HALL, 1894; Australocoelia tourteloti BOUCOTe GILL, 1956; Australospirifer iheringi (KAYSER, 1900); Plicoplasia plano-convexa (7) (KNOD, 1908);Derbyina smith (DERBY, 1890); Derbyina whitiorum CLARKE, 1913; Derbyina (DERBY, 1890);Podolela KOZLOWSKI, 1929; Mutationellidaes Ind. Nesse conjunto se destacam, em termos numéricos,espécimens de Australocoella tourtelott Derbyina smith e D. whitiorum. Ocorrem ainda pelecípodes,gastrópodes, crinoides e trilobitas, no entanto, fracamente representados. Nos níveis superiores registrou-se uma assem6léia distinta constituída apenas por indivíduos dogênero Língula, em sedimento argiloso. Uns poucos espécimens de pelecípodes foram encontradosassociados. De um nível arenoso foi possível obter uma pequena coleção de fragmentos deesperiferídeos indeterminados, junto com alguns outros indivíduos de Orbiculoidea sp.. O total de braquiópodes da assembléia de fósseis da Formação Ponta Grossa em Mato Grossoconsiste de 12 gêneros, 10 espécies e 2 grupos de nomenclatura aberta.CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LINGULÍDEOS DEVONIANOS DA BACIA DO PARANÁ Os Lingulídeos ocorrentes no Devoniano da Bacia do Paraná são conhecidos desde 1876,
  5. 5. quando Luthero Wagner percorreu parte do estado homônimo, com o intuito de coletar material geológicopara a expedição científica patrocinada pela primeira Comissão Geológica do Império do Brasil. NoParaná, o grupo é o mais abundante dentre os braquiópodes, que por sua vez são os predominantesdentre a fauna Devoniana do Estado. Para a região em estudo no presente trabalho, tal afirmativa nãopode ser feita, visto as pesquisas estarem apenas iniciando. A fossilização é similar em amostrasprovenientes de vários aforamentos Devonianos da bacia. E a disposição das valvas, ora nos planos deacamadamento, ora em posição perpendicular à este também já foi registrada pêlos autores em diversosníveis do Devoniano do Paraná. Outra característica do grupo, em ambas as regiões é de sua fracapresença quando ocorrentes nas assembléias típicas da Província Maivinokáfríca e sua totalpredominância em níveis siltosos e argilosos onde associam-se quase que exclusivamente com moluscospeIecípodes constituintes da endofauna. Aí caracterizam a típica comunidade de Língula(BOUCOT,1971), constituídas pôr uma grande quantidade de espécimens, em vários estágiosontogenéticos, e apresentando as diversas formas e espécies já sistematizadas por BOSETTI, 1989.CONSIDERAÇÕES SOBRE O MATERIAL ESTUDADO Os exemplares pertencentes à coleção estudada procedem de três localidades do Município deChapada dos Guimarães (MT), quais sejam: aforamento Serra de Atimã, aforamento Lagoinha eaforamento Véu de Noiva. Constam de aproximadamente 150 exemplares, a grande maioriafragmentados devido à friabiiidade do sedimento, mal preservados em suas características internasdevido ao tipo de fossilização, sendo que os da localidade de Serra de Atimã, apresentam melhor graude preservação. O tamanho das valvas varia de pequeno (menores que lSmm de comprimento) a grandes(maiores que 25mm de comprimento). De maneira muito semelhante aos Iingulídeos do centro da bacia,sempre ocorre um padrão de predominância de dimensões em cada comunidade observada. Oaforamento Serra de Atimã registra formas grandes, o aforamento Véu de Noiva, formas médias e oaforamento Lagoinha, formas pequenas, todos apresentando indivíduos em vários estágios decrescimento, inclusive formas jovens, de tamanho bastante reduzido em comparação com os indivíduosadultos. A fossilização observada é a de impressões internas, externas e compostas, e ainda substituiçãoda concha. Nas impressões internas, em poucos exemplares, identifica-se a linha perimeal da impressãomuscular do músculo-oblíquo-lateral-mediano preservada. Este fato permitiu identificação específica depequena parte do material. Nas amostras onde o grau de preservação foi menor aplicou-se a para-sistemática proposta por Bosetti (1989).
  6. 6. SISTEMÁTICA Phylum: Brachiopoda DUMÉRIL, 1806 Classis: Inarticulata HUXLEY, 1869 Ordo: LingulidaWAAGEN, 1885 Superfamilia: Lingulãceae MENKE, 1828 Familia: Lingulidae MENKE, 1828 Genus: Lingula BRUGUIÉRE, 1797 173Diagnose: Valvas alongadas, margens laterais suavemente convexas a sub pararelas, ornamentadasapenas pôr linhas de crescimento concêntricas e finas estrias. Concha fina, fracamente espessa nasáreas de aderência muscular. Internamente sem septo, baixa crista mediana pode estar presente na valvabraquíal, estendendo-se da impressão muscular central às impressões musculares laterais anteriores(modif. de MOORE, 1965). Espécie tipo: Lingula anatina LAMARCK, 1801 Língula sagittalis BOSETTI, 1989 A Estl-Fig.-G e K1913 Língula lepta CLARKE, Mon. Srv. Geol. Miner. Brasil, 1:308, est. 26, figs. 3 e 5 (non figs. 4, 6 e 7)1987 Língula sp. QUADROS, Tese Doutor. lnst. Geoc. Univ. Fed. Rio Grande do Sul (inédito), est 1, figs. 7,10,14 e 15 (non figs. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9,11,12,13,16,17, 18, 19)Diagnose: Concha linguloide, bordo anterior sub-quadrangular com os ângulos anterolateraisarredondados; bordo posterior ovalado. Impressões do músculo oblíquo- lateral-mediano em forma de«seta”, com o vértice voltado em direção ao bordo anterior.Descrição: O contorno geral da concha é longitudinalmente longo e lateralmente estreito, espatulado.O coeficiente comprimento/largura é grande, aproximadamente 1,7 vezes mais longas que largas. O
  7. 7. tamanho da concha varia de pequeno (menores que lSmm de comprimento) a grande (maiores que25mm de comprimento), a maior largura da concha situa-se sempre na margem anterior do terçomediano. O bordo anterior é de contorno sub-quadrangular com ângulos antero-laterais arredondados,idêntico em ambas as valvas. O bordo posterior é ovalado na valva braquial e pouco mais agudo na valvapedicular, devido à presença do bico, mais pronunciado nesta valva; no entanto essa divergência é muitopequena e pouco visível. As margens laterais são sub-paralelas, pouco convexas, quase retas, divergindo suavementeem direção ao bordo posterior do terço mediano em direção ao bordo posterior. A abertura angular dasmargens laterais é de 940 em média. A valva pedicular apresenta a fenda deltidial bem definida, situada no centro e ápice do bordoposterior. O umbo é bem marcado e de forma triangular. Na valva braquial pode ocorrer um sulco mediano - quando se tem moldes ou impressõesinternas - ou ainda uma crista mediana - quando se tem moldes ou impressões externas -, decomprimento variado e largura de 0,Smm em média. O sulco ou crista podem estender-se pôr todo ocomprimento da valva ou apenas na região mediana, onde sempre são mais acentuados. Podemencontrar-se parcial ou totalmente mascarados. A ornamentação consta de linhas de crescimento concêntricas e finas estrias. as linhas decrescimento são presentes em toda a extensão das valvas, podendo encontrar-se parcial ou totalmenteerodidas e mascaradas. Podem ser de espaçamento fino e contínuo e ou ainda de espaçamento largoe descontínuo; estas duas características podem estar associadas na mesma valva, podendo tambémocorrer o truncamento das linhas. Essas linhas possuem contorno idêntico tanto na concha adulta quantonos estágios ontogenéticos observáveis, com exceção do protegulum. As estrias partem do umbo eirradiam-se até os limites do bordo anterior, são de traço muito leve e fino, quase imperceptíveis a olhonu, portanto bastante susceptíveis à erosão, podendo encontrar-se mascaradas nos espécimens malpreservados. Impressões musculares são visíveis principalmente nas valvas braquiais, embora neste casoestejam muito mal preservadas. Obteve-se a distinção nesta valva em amostras do Paraná, impressõesdos seguintes músculos: adutor-posterior, oblíquo-interno-anterior, obl íquios-laterais-longitudinais eobliquo-lateral-mediano. Esta última impressão sempre é a mais bem preservada e de mais fácil distinção,possui forma de “seta” com o vértice voltado para o bordo anterior, e é a única diagnosticável no materialdescrito neste trabalho.Discussão: Língula sagítalis Bosetti (1 989)é proposta com base na identificação da linha perimeal dasimpressões musculares do músculo oblíquo-lateral-mediano. Este critério avaliador de espécies deLíngula, tem sido utilizado com sucesso na identificação de formas atuais (Emig, 1977 e foi aplicado emformas fósseis por Plaziat, 1978 e 1986).
  8. 8. Língula liliata Bosetti, 1989. Estampa III fig. CDiagnose: Concha lingulóide, bordo anterior sub-oval, bordo posterior ovalado. Impressões do músculoobliquo-lateral-mediano em forma de “flor-de-lis”.Descrição: O contorno geral da concha é longitudinalmente longo e lateralmente alargado. O coeficientecomprimento/largura é médio, aproximadamente 1,55 vezes mais longas que largas. O tamanho daconcha é médio (entre 15 e 25mm de comprimento). A maior largura da concha situa-se sempre namargem anterior do terço mediano. O bordo anterior é de contôrno sub-oval na valva braquial. O bordo posterior é ovalado. Asmargens laterais são sub-paralelas, pouco infiadas na região mediana, divergindo suavemente emdireção ao bordo anterior e convergindo acentuadamente a partir da margem posterior do terço mediano.A abertura angular das margens laterais é de 95O · A ornamentação consta de linhas de crescimento concentricas, presentes em toda a extensãodas valvas. São de espaçamento fino e contínuo. As linhas possuem contorno idêntico. As linhaspossuem contôrno idêntico ao da concha adulta em todos os estágios ontogenéticos visíveis, comexceção do Protegulum. Impressões do músculo obliquo-lateral-mediano são visíveis na região mediana. Estasimpressões possuem contorno idêntico à flor-de-lis.Discussão: Língula líliata Bosettt 1989 é proposta com base na forma da linha perimeal da impressãodo músculo oblíquo-lateral-mediano. Essa impressão possui forma idêntica à flor de lis, o que a difere L.liliata Bosettt 1989 de L. sagittalis Bosetti, 1989 e L. sagíttalis var. quadrata Bosetti, 1989 que possuemimpressão do mesmo músculo em forma de “seta”. A amostragem de L. liliata Bosetti, 1989 tambémpequena, na região em estudo. No estado do Paraná L. lilíata é espécie rara, ocorrendo em proporçõesbastante menores do que L. sagittalis o mesmo não acontecendo no Mato Grosso, devido ao pequenonúmero de amostras disponíveis neste estado em comparação com as amostras do estado do Paraná.PARA-SISTEMÁTICA Lingulóides quadrangulares - Morfotipos B Tipo B1 - sub-quadrado Estampa 1 fig. HDiagnose: Concha Iingulóide, o bordo anterior apresenta contorno sub-quadrangular e o
  9. 9. coeficiente comprimento/largura é pequeno, (1,3), conferindo à concha aspecto curto elargo.Descrição: O contorno geral da concha lhe confere uma forma longitudinalmente curta e lateralmentealargada. O coeficiente comprimento/largura é pequeno, aproximadamente 1,3 vezes mais longas quelargas. O tamanho varia de médio (entre 15 e 25mm de comprimento) a grande(maiores que 25mm decomprimento). A maior largura da concha situa-se sempre na margem anterior da região mediana. Obordo anterior é de contorno sub-quadrangular com ângulos antero-laterais arredondados. o bordoposterior é de contorno ovalado na valva braquial e pouco mais agudo na valva pedicular, devido àpresença do bico; no entanto esta divergência é muito pequena e pouco visível. As margens laterais são abauladas, com maior inflagem na região mediana, devido àtrmaalargada da concha; essas margens estreitam-se visivelmente a partir da região posterior. A aberturaangular das margens laterais, tomando-se o bordo posterior em relação ao bordo anterior é de 940 a 96O. A valva pedicular contém a fenda deltidial, bem definida, situada no centro e ápice do bordoposterior, na valva braquial é possível observar um sulco mediano de comprimento variado e largura deaproximadamente 0,5 a 1,Smm, que pode percorrer todo o comprimento da valva ou apenas a regiãomediana, onde sempre é mais acentuado. Em alguns exemplares o sulco pode estar parcial ou totalmentemascarado. Como ornamentação apresenta linhas concêntricas de crescimento e finas estrias. As linhas decrescimento estão presentes em toda a extensão das valvas e podem ser de espaçamento fino econstante ou ainda de espaçamento largo e inconstante. Essas características podem eMar associadasna mesma valva, podendo ainda ocorrer o truncamento das linhas, principalmente nas margens lateraismedianas. As linhas de crescimento mostram contorno idêntico em todos os estágios ontogenéticosvisíveis, com exceção do protegulum. As estrias partem do umbo e irradiam-se até o início da regiãomediana, são de traço leve e fino, quase imperceptíveis a olho nu. No interior do plano das valvas ocorrem impressões musculares, mal preservadas, parcial outotalmente mascaradas, dos músculos oblíquo-lateral-mediano (na região mediana) e oblíquo-anterior(na região anterior), as impressões musculares são incompletas e de difícil observação e distinção. Lingulóides quadrangulares - Morfotipos B Tipo B2 - oblongo Est. 1 Fig. B e L1987 Língula sp. QUADROS, Tese Doutor. lnst. Geoc. UFRGS (inédito), est. 1 figs. 6 e 8, non figs. 1, 2, 3,4, 5, 7, 9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19.
  10. 10. Diagnose: Concha lingulóide, o coeficiente comprimento/largura é grande (1,8), conferindo à concha umaforma longa e estreita.Descrição: O contorno geral da concha lhe confere uma forma longitudinalmente longa e lateralmenteestreita. O coeficiente comprimento/largura é grande, aproximadamente 1,8 vezes mais longas quelargas. O tamanho varia de médio (entre 15 e 25mm de comprimento) a grande (maiores de 25mm decomprimento). O bordo anterior é de contorno sub-quadrangular, com os ângulos antero-laterais arredondados.O bordo posterior é de contorno ovalado na valva braquial, As margens laterais são sub pararelas, poucoabauladas, devido à forma estreita da concha; estas margens estreitam-se visivelmente a parte da regiãoposterior. A aventura angular das margens laterais, tomando-se o bordo posterior, em relação ao bordoanterior é de 940 Na valva braquial é possível observar um sulco mediano, de comprimento variado e largura de0,5 a 1,Smm, que pode estar presente em toda a extensão das valvas ou apenas na região mediana,onde sempre é mais acentuado. Em alguns exemplares o sulco é parcial ou totalmente mascarado. Como ornamentação apresenta linhas concêntricas de crescimento e finas estrias. As linhas decrescimento estão presentes em toda a extensão das valvas e podem ser de espaçamento fino econstante ou ainda de espaçamento largo e inconstante. Essas duas características podem estarassociadas na mesma valva, as linhas mostram contorno idêntico ao da concha adulta em todos osestágios ontogenéticos visíveis, com exceção do protegulum, que se encontra mascarado em todas asvalvas estudadas. As estrias partem do umbo e irradiam-se até o final da região mediana, são de tracoleve e fino, quase imperceptíveis a olho nu. Lingulóides quadrangulares - Morfotipos B Tipo B3 - espatulado Estampa 1 figs. D, E, F, 1, J, M, N, P, Q.1913 Língula lepta CLARKE, Mon. Serv. Geol. Miner. do Br. est 26 fig. 4, non figs. 3, 5, 6,7.1913 Língula cf. manni HALL (KOZLOWSKI), Ann. PaI. Mus. Hist. Nat. Paris, est. 1 fig. 1, nonfig. 2.Diagnose: Concha lingulóide, o bordo anterior é sub-quadrangular com ângulos anterolateraisarredondados, o bordo posterior é ovalado. as margens laterais divergem suavemente em direção aobordo anterior. O coeficiente comprimento/largura é grande (1,6). Concha alongada, estreita e espatulada.Descrição: O contorno geral da concha lhe confere uma forma longitudinalmente longa e lateralmenteestreita. O coeficiente comprimento/largura é grande, aproximadamente 1,6 vexes mais longas quelargas. O tamanho varia de médio (entre 15 e 25mm de comprimento) a grande (maiores que 25mm decomprimento). A maior largura situa-se sempre na margem anterior da região mediana. O bordo anterior é de contorno sub-quadrangular, com ângulos antero-laterais arredondados. O
  11. 11. bordo posterior é ovalado na valva braquial e pouco mais agudo na valva peduncular, devido a presençado bico; no entanto esta divergência é muito pequena e pouco visível. As margens laterais são sub-paralelas, quase retas divergindo suavemente em direção ao bordo anterior e convergindoacentuadamente a parte da região posterior. A abertura angular das margens laterais, tomando o bordoposterior em relação ao bordo anterior é de 94o . A valva pedicular contém a fenda deltidial bem definida,situada no centro e ápice do bordo posterior. O umbo nesta valva é bem desenvolvido e de formatriangular. Na valva braquial pode ocorrer um sulco mediano, de comprimento variado e largura de 0,5 almm. O sulco pode estar presente em todo o comprimento ou apenas a região mediana, onde sempre émais acentuado; pode encontrar-se parcial ou totalmente mascarado. Como ornamentação apresenta linhas concêntricas de crescimento e finas estrias. As linhas decrescimento estão presentes em toda a extensão das valvas, podem ser de espaçamento fino e constanteou ainda de espaçamento largo e inconstante. Estas duas características podem estar associadas namesma valva. As linhas possuem contorno idêntico em todos os estágios ontogenéticos visíveis, comexceção do protegulum. As estrias partem do umbo e irradiam-se até os limites do bordo anterior, sãode traço leve e fino, quase imperceptíveis a olho nu. No interior do plano das valvas é possível observar impressões musculares, mal preservadas,dos músculos adutor-posterior (na região posterior), oblíquo-lateral-mediano (na região mediana), oblíquo-interno-anterior (na região mediana), obliquos-lateraisanteriores (na região anterior), adutores-anteriores(na região anterior), oblíquo-anterior (na região anterior) e laterais-longitudinais (nas margens laterais).Estas impressões musculares apresentam-se incompletas, mal preservadas e de difícil observação edistinção. Em algumas valvas ocorrem a concha ou fragmentos da concha original, substituídos pôr óxidode ferro. Como ornamentação apresenta linhas concêntricas de crescimento, presentes em toda aextensão das valvas; podem ser de espaçamento fino e constante ou de espaçamento largo einconstante. As linhas mostram contorno idêntico ao da concha adulta em todos os estágiosontogenéticos, com exceção do protegulum. No interior do plano das valvas ocorrem impressões musculares, mal preservadas, parcial outotalmente mascaradas, do músculo oblíquo-lateral-mediano (na região mediana). As impressõesmusculares são incompletas e de difícil distinção. Lingulóides triangulares - Morfotipos C Tipo C3 - agudo Estampa 1 fig. O1913 Língula keideli CLARKE, Mon. Serv. Geol. Miner. do Br. est. 26 fig. 10,, non fig. 8 e 9.Diagnose: Concha Iingulóide, bordo anterior de contorno sub-oval com ângulos anterolaterais maldefinidos, bordo posterior triangular agudo. Coeficiente comprimento/largura grande (1,6). Concha longa,
  12. 12. estreita e aguda.Descrição: O contorno geral da concha lhe confere uma forma longitudinalmente longa e lateralmenteestreita. O coeficiente comprimento/largura é grande, aproximadamente 1,6 vezes mais longas quelargas. O tamanho varia de médio (entre 15 e 25mm de comprimento) a grande (maiores que 25mm decomprimento). A maior largura da concha situa-se na margem anterior da região mediana. O bordo anterior é de contorno sub-oval, com ângulos antero-laterais mal definidos. O bordoposterior é agudo. As margens laterais são abauladas devido à convergência angular; estreitam-sesuavemente a partir da região anterior até atingir o ápice do bordo posterior. A abertura angular dasmargens laterais é de 94O a 96O . Na valva braquial é possível observar na porção mediana um sulco ou uma crista medianos.Dependendo se se trata de moldes internos ou moldes externos. O sulco é de comprimento variado elargura d 0,5 a 1 ,Smm. Inicia no umbo e pode atingir toda a região ou ainda todo o comprimento da valva,sendo mais acentuado na região posterior. A crista mediana é também de comprimento variado e largurade 0,5 a lmm. Pode percorrer apenas a região posterior ou ainda até o limite da região anterior. Tanto osulco como a crista medianos podem encontrar-se parcial ou totalmente mascarados. Como ornamentação apresenta linhas concêntricas de crescimento e finas estrias. As linhas decrescimento estão presentes em toda a extensão das valvas e podem ser de espaçamento fino econstante ou de espaçamento largo e inconstante. estas duas características podem estar associadasna mesma valva. As linhas mostram contorno idêntico ao da concha adulta em todos os estágiosontogenéticos visíveis; com exceção do protegulum. As estrias são de traço leve e fino, podemapresentar-se bem marcados ou não. Irradiam-se a partir do umbo e prolongam-se pôr toda a extensãodas valvas, podendo atingir os limites da região anterior. No interior do plano das valvas =e possível observar impressões musculares, mal preservadas,parcial ou totalmente mascaradas dos músculos adutor-posterior (na região posterior), oblíquo-interno-anterior (na região mediana), obliquo-lateral-mediano (na região mediana), oblíquo-lateral-anterior (naregião anterior), adutores-anteriores (na região anterior) e obliquo-anterior (na região anterior), asimpressões musculares são incompletas e de difícil observação e distinção. Em algumas valvas é possível observar fragmentos da concha original, substituídos pôr óxidode ferro.CONSIDERAÇÕES FINAIS Da análise dos dados pode-se inferir: ( a) que a resposta comportamental das “comunidades deLíngula” é bastante semelhante nos jazigos devonianos do Paraná e Mato Grosso, ( b) similaridade nascondições ambientais durante a deposição do nível sedimentar em estudo, ( c) o tipo de fossilização éa mesma, diferindo na qualidade, sendo melhor naquelas amostras provenientes do Estado do Paraná. Com o prosseguimento das pesquisas, espera-se obter um maior refinamento dos dados quepermitam uma mais segura reconstrução paleoambiental.
  13. 13. AGRADECIMENTOSA equipe do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBOSETTI, E. P. de 1989. Paleontologia dos Lingulida (Brachiopoda: Inarticulada) da Formação Ponta Grossa, Devoniano, Bacia do Paraná, Brasil. Disert. Mestr. Inst. de Geo. UFRGS. 136 p, 2 map, 10 est. Porto Alegre, RS.BOUCOT, A. J. de 1971. Malvinokaffric Devonian marine comunity distribuition an implications for Gondwana. Anais da Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, 43 (suplemento): 23 - 49, fig. 1,2.CLARKE, J. M. de 1913. Fósseis Devonianos do Paraná. Mono graphias do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, Rio de Janeiro, 1:1-353, pI. 1-27.EMIG, C. C. de 1977. Refléxions sur la taxonomie des especes Língula (Brachiopodes, lnarticulés). C. r. hebd. Séanc. Acad. Sci., París, 285: 523-525.EMIG, C. C. de 1982. Taxonomie du genre Língula (Brachiopodes, Inarticulés). Bull. Mus. natn. Hist. Nat., París, 40 sér., 4 section A, n0s 3-4: 337-367.FÚLFARO, V. J.; GAMA JÚNIOR, E. G. & SOARES, P. C. de 1980. Revisão estratigrá fica da Bacia do Paraná. São Paulo, PAU LIPETRO, 1 55p. Relatório BP008/80, interno.GONÇALVES, A. & SCHNEIDER, R. L. de 1970. Geologia do Centro Leste de Mato Grosso. Ponta Grossa, PETROBRÃS, DESUL n0 394 DEPEX - SEDOC, 2v. Relatório Técnico Interno.KOZLOWSKI, R. de 1913. Fóssiles Dévoniens de I’état de Paraná (Brésil). Annales de Paléontologíe, Paris, 8 (3): 1-19, est. 1-3.LANGE, F. W. & PETRI, 5. de 1967. The Devonian of the Paraná Basin. Boletim Paranaense de Geociências, Curitiba, 21/22: 5-55, fig. 1-5.MELO, J. H. G. de 1985. A Província Malvinocáfrica no Devoniano do BrasiL Univ. Fed. Rio de Janeiro - Inst. de Geoc. v.1 880p., v.2 467p. v.3 182 fig. Dissertação de Mestrado em Ciências.OLIVEIRA, M. A. M. & MUHLMANN, H. de 1965. Geologia de Semi-Detalhe da Região de Mutum, Jaciara, São Vicente e Chapada dos Guimarães. Ponta Grossa, PETROBRÃS, DEBESP 300/DEPEX-SEDOC, 63p., anexo 1-25. Relatório interno.PLAZIAT, J. C. ; PAJAUD, D.; EMIG, C. C. & GALL, J. C. de 197& Environement et distribution bathymétrique des Lingules Conséquences dans les intérpretations páleogeographiques. BuIl. Soc. GéoI. Fr., 20 (3): 309-314.QUADROS, R. de 1987. Paleontologia dos Brachiopoda - Lingulida, Strophomenida, Spiriferida, Terebratulida - Devonianos, da Serra de Atimã e Arredores, Mato Grosso - BrasiL Porto Alegre, Univ. Fed. R. Gde. Sul, Inst. Geoc., 73p. est. 1-13. Tese de Doutorado Geociências.SANFORD, R. M. & LANGE, F. W. de 1960. Basin study approach to oil evaluation of Paraná Miogeosyncle of South Brazil. Bull. Am. Assoc. of Petr. Geoii, Tulsa, 44 (8): 1316-70, aug.ESTAMPAS1-A Morfotipo B-B1, valva braquial. Afloramento Serra de Atima. Ampliação: xl,69 - UFMT MPI9Il-B Morfotipo B-B2, valva pedicular. Afloramento Serra de Atimã. Ampliação: xl,9 - FMT MPI83aI-C Língula lílíata, valva braquial. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,5 - UFMT MP192
  14. 14. l-D Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Serra de Atima. Ampliação: xl ,87 - UFMT MP275m1-E Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Serra de Atima. Ampliação: x2,14 - UFMT MP187l-F Morfotipo B-B3, valva braquial. Afloramento Serra de Atima. Ampliação: xl,87 - UFMT MP19OaI-G Língula sagittalís, valva braquial. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: x2,0 - UFMT MP178aI-H Morfotipo B-B1, valva pedicular. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,61 - UFMT MP 179a1-1 Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Serra de Atima. Ampliação: xl,56 - UFMT MP184l-J Morfotipo B-B3, valva braquial. Afloramento Serra de Atima. Ampliação: xl ,67 - UFMT MP2751I-K Língula sagittalis, valva braquial. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,7 - UFMT MPI85aI-L Morfotipo B-B2, valva braquial. Aforamento lndependê ncia. Ampliação: x2,68 - UFMT MP193l-M Morfotipo B-B3, valva pedicular. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,75 - UFMT MPI83bI-N Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,0 - UFMT 1091-O Morfotipo C-C3, valva pedicular. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,93 - UFMT 96l-P Morfotipo B-B3, valva braquial. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,0 - UFMT 57l-Q Morfotipo B-B3, valva braquial. Afloramento Lagoinha. Ampliação: x2,0 - UFMT 89li-A Exemplar fragmentado com sulco mediano, valva pedicular. Aforramento Serrade Atimã. Ampliação: xl,94ll-B Valva pedicular fragmentada. Aforamento Serra de Atimã.Ampliação:xl,93Il-C Amostra fragmentada apresentando a concha substituída. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,76
  15. 15. II-D Amostra apresentando mascaramento da ornamentação. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,6lI-E Valva fragmentada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: x 1,61Il-F Valva fragmentada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,66il-G Valva fragmentada. Aforamento Independência. Ampliação: x2,0iI-H Valva mal preservada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: x3,011-1 Amostra apresentando linhas de crescimento truncadas. Ampliação: xl,7lI-J Espécime encontrado em concreção. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,0ll-k Valva apresentando bico bem pronunciado. Aforamento Independência. Ampliação: xl,6Il-L Formas jovens. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,5lI-M Formas jovens. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,62111-A Valva braquial apresentando impressão muscular mal preservada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: x2,0lll-B Valva braquial apresentando fragmento da concha substituída. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl ,92lll-C Valva braquial apresentando concha substituída. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,2llI-D Valva mal preservada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl ,88111-E Valva mal preservada. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,6lll-F Valva apresentando substituição da concha. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl,87
  16. 16. lll-G Valvas sobrepostas. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,45III-H Valvas sobrepostas. Aforamento Lagoinha. ~, Ampliação: x3,O111-1 Valva fragmentada. Aforamento Serra de Atimã. Ampliação: xl ,661V-A Forma jovem. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x5,2IV-B Forma jovem. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x2,53IV-C Fragmentos de concha substituidos. Aforamento Lagoinha. Ampliação: xl ,84IV-D Valva fossilizada fora do plano de acamadamento. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,231V-E Valva fragmentada. Aforamento Lagoinha. Ampliação: x3,OIV-F Valva fragmentada apresentando nítidamente a impressão muscular do músculo oblíquo-lateral- mediano em forma de “seta’. Lin gula sagittalis BOSETTI 1989. Ampliação: x2,07

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