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Pintando Identidades: “O grito do Ipiranga” em sala de aula.
Thaís Costa de Almeida1
Email: thais11costa@hotmail.com
Universidade Estadual da Paraíba
Auricélia Lopes Pereira2
auricelialpereira@yahoo.com.br
Universidade Estadual da Paraíba
Resumo:
O presente artigo trata de um relato de experiência do PIBID da Universidade Estadual da Paraíba, Na
Escola EEEMF Elpídio de Almeida ao se trabalhar com a obra “o grito do Ipiranga” do pintor Pedro
Américo em sala de aula. Discute-se assim a importância de se trabalhar com imagens em sala de aula
e como utilizar especificamente “O grito do Ipiranga” no cotidiano escolar, de modo que se exercite a
capacidade crítica dos alunos com o que se está sendo visto e com as maneiras que uma sociedade se
representa e se identifica. Exacerbando-se que “O grito do Ipiranga” faz parte do contexto do século
XIX, onde se estava buscando construir uma identidade para a nação, discutiremos como foi pensada a
construção dessa identidade e os aspectos que deveriam fazer parte dela. Sendo assim Pedro Américo
ao pintar “o grito do Ipiranga” representa de forma idealizada o evento da independência do Brasil,
preenchendo a tela de solenidade e de caráter militar. Buscamos com essas reflexões mostrar para os
alunos a sociedade que produziu a obra, o lugar social do pintor Pedro Américo, de que forma e com
quais propósitos ele representou na obra, e de como essa imagem se perpetuou no seio da nação
brasileira, e como vem sendo abordada nos livros didáticos de forma ilustrativa e que deve ser
combatida assim a simples e mera utilização da obra como ilustração dos textos, devendo ser vista
como um objeto de estudo que pode dizer muito sobre uma época em que se quis pintar a Identidade
brasileira.
Palavras chave: Arte; PIBID; Identidade; Educação.
1
Aluna do curso de História da Universidade Estadual da Paraíba, Bolsista PIBID/CAPES
2
Professora Doutora do departamento de História da Universidade Estadual da Paraíba, Bolsista PIBID/CAPES
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Introdução: Para que serve as imagens?
Ensinar a disciplina de História pode ser um desafio para os professores que precisam
cada vez mais dispor de metodologias que incentivem o gosto dos alunos pelas disciplinas
ministradas. Nesse sentido, as novas linguagens surgem como ótimos recursos para serem
utilizadas pelo professor em sala de aula e pelo PIBID- Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação a docência, que tem como parâmetro incentivar, despertar e regar o gosto dos alunos
pelo saber histórico, auxiliando professores que já atuam no âmbito educacional e alunos que
precisam de um Ensino de qualidade. Além disso, a inserção dos alunos que estão na
graduação no meio escolar, é de fundamental importância, e vem cada vez mais adquirindo
bons resultados no alunado. “A utilização de linguagens diferenciadas pode levar o aluno a
um processo de aprendizagem mais interativo, prazeroso, que tenha significado, que lhe dê
condições de se posicionar criticamente frente a questões e problemas que a sociedade tráz.”
(LITZ, (sem ano), p.3)
Na atualidade, a difusão de imagens encontra-se cada vez mais acelerada. Nesse
sentido as imagens circulam por todos os lugares cotidianamente como nos diz Kátia Helena
Pereira (2016), elas fazem parte do cotidiano e inspiram as nossas vidas interferindo no nosso
modo de ser, pensar e agir; seja de forma direta ou indireta, elas nos ajudam a construir o eu
em relação ao mundo, a vida as dores e delicias que constituem uma pessoa, como cantou
Chico Buarque de Holanda.
Mas o que seria uma imagem?Segundo o dicionário Ridel: Imagem é “uma
representação fotográfica, gráfica ou artística, de pessoa ou objeto.” (2009, p.146). Sendo as
imagens representações, o que elas podem representar? Representam diversas coisas,
dependendo de como e onde estão inseridas e do que buscam representar.
Para discutir a importância das imagens, temos que saber que as imagens dependendo
do seu contexto histórico, foram utilizadas para diferentes fins. Mas como pensar as imagens
em sua totalidade e sua potencialidade? Laura Giordano (2016) afirma que “A linha de
estudos da Cultura Visual diz que a imagem é fruto do seu tempo, que por trás de uma
fotografia ou uma pintura ou de uma estátua há todo um contexto inserido nela.”
(GIORDANO, 2016, p.6). Sendo assim, podemos ver que as imagens possuem intenções,
carregam marcas de um tempo, do que pretendia ser mostrado neles e do que se buscava
ocultar.
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Como nos diz Inês Vicentini, a imagem é uma forma de comunicação e, dessa forma,
o que ela tentaria comunicar? O que ela tem a noz dizer de uma época?Elas nos dizem muitas
coisas, que são ditas dependendo problematização que se coloquem sobre elas, dependendo
do seu contexto histórico-social em que uma imagem está inserida.
A presença da Imagem tem sido muito importante nos processos de comunicação entre
os homens em todos os momentos da história, independentemente de quais formas elas se
serviram para expor idéias e fatos ocorridos (VICENTINI, 2011, p.11) Segundo Jose Luciano
de Queiroz (2008), desde a antiguidade e Idade Média, as imagens são utilizadas tendo valor
político, pedagógico e afetivo. Já durante o Renascimento e Contra Reforma haveriam as
representações consideradas verdadeiras em detrimento da anormalização de outras culturas,
através das imagens.
Luciene Lekmukhul (2010) trata de algumas questões interessantes ao dialogar com
autores como Gombrich, ela coloca que as imagens surgem na mente dos seres humanos:
“Toda a arte e, por conseguinte, toda imagem, origina-se na mente humana, nas relações
frente ao mundo, mais do que no mundo mesmo. Nenhuma imagem é então “verdadeira‟ ou
“falsa”,é apenas adequada a uma cultura ou momento para expressar
significados.”(LEKMUKHL,2010,p.58). Ou seja, todas as formas artísticas precisam se
desenhar primeiro na mente, na imaginação, no sentir, para que então possam se concretizar
na realidade, e que nenhuma imagem é assim verdadeira ou falsa, que isso vai depender muito
do contexto da obra e do pintor,das intencionalidades e marcas que uma época carrega e
encarrega-se de definir o que seria essencial e verdadeiro.
Diante da importância das imagens como representações de uma época, da facilidade
que uma imagem possui de atrair expectadores e de toda uma teia de intencionalidades que
permeiam uma obra, esse trabalho busca dialogar com autores como Laura Giordano, Paula
Souza, Inez Vicentini e Luciene Lekmukhul, para dar suporte teórico-metodológico para tratar
do uso da obra o grito do Ipiranga através do PIBID/CAPES -da Universidade Estadual da
Paraíba- tratando de como essa imagem pode ser utilizada pelo professor em sua prática de
sala de aula.
O livro didático e a representação do “Grito do Ipiranga”
O Grito do Ipiranga é uma imagem célebre que se repete na maioria dos livros
didáticos quando se fala na temática da independência, de modo ilustrativo essa imagem per-
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meia o mundo imagético e o reduz a mera ilustratividade dos textos como nos diz Paula Sousa
(2013)
Neste estudo, a imagem de “Independência ou Morte!” nos livros didáticos analisados
é utilizada primordialmente como ilustração. Os textos que acompanham essa
imagem, em geral, não apresentam a pintura como criação de um artista, embora
Pedro Américo seja mencionado em 4 das 9 coleções que optaram por utilizar esta
obra. A ausência da referência ao pintor, de certo modo, contribuiu para o uso da
imagem de modo ilustrativo, afastando a de seu contexto de produção e do
entendimento da imagem como criação. (SOUZA, p.13, 2013)
Nessa citação, vemos que além da obra ser utilizada como ilustração, a falta de
contextualização do pintor também é um fator agravante para um uso indevido da imagem,
não mostrando assim o artista no processo de construção da obra, enaltecendo-se assim ainda
mais a falta recursos metodológicos nos livros didáticos, embora muitos livros já tragam
abordagens do pintor no processo criativo.
As pretensões em torno dessa obra deveriam ser pautadas com maior rigorosidade, ou
seja, o professor em sua prática de sala de aula deveria inovar no modo como trata a obra do
“Grito do Ipiranga”, o que requereria uma análise mais aprofundada das questões que
permeiam a obra, como o que ela representa, para quem representa, a fim de ser usada e vista
pelos alunos como um objeto a ser lido e interpretado, e não como uma ilustração como a
maioria dos livros vem trazer, mas como uma obra que representa um contexto no qual a
independência foi proclamada e que é realizada dentro de um cenário em que ser quer
construir uma Identidade nacional, uma nação, contexto esse do século XIX, e que por a
imagem estar dentro dessa teia, se concebe não como a representação totalmente fiel do que
realmente teria acontecido, mas de uma idealização de um Brasil heróico e solene para
atender as necessidades imperiais.
Pintando Identidades, Contexto de Pedro Américo
Para um melhor trabalho com Imagens, é importante que o professor situe o contexto
histórico em que se a obra de arte foi produzida, assim como refletir acerca da forma como se
escolheu representar, observando se há ideologias e percebendo as intencionalidades, assim
como buscar mostrar ao alunado o lugar social do Pintor.
Segundo Laura Giordano (2016), uma das imagens mais conhecidas quando falamos
da temática da independência do Brasil é o quadro pintado por Pedro Américo:
“Independência ou morte”, ou como é mais conhecido pelo “grito do Ipiranga. “O evento da
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independência é algo comemorado por todos, que se constitui como um marco e é palco para
festividades nos dias de hoje, embora no período o evento da independência só passasse a ter
notoriedade de fato, a partir de 1870,antes não se tinha um reconhecimento diante desse
evento na vida cotidiana e os veículos de comunicação da época,não tratavam dessa
eventualidade.
Segundo Jose Luciano de Queiroz, no contexto do século XIX, buscava-se construir
uma Identidade nacional, para impedir que a colônia se desdobrasse; Nesse sentido, algumas
instituições se empenharam em definir, desenhar essa Identidade, como o IHGB- Instituto
histórico geográfico brasileiro- responsável por escrever a história do Brasil; O Colégio Pedro
II, encarregado de transmitir a história escrita pelo IHGB. A academia Imperial de Belas
Artes com pintores como Pedro Américo que pintaram quadros valorizando o território
brasileiro e desenhando assim uma Identidade. Outra autora a lidar com esse segmento é
Laura Giordani(2016),segundo ela também se configuraram instituições que se encarregariam
de dar simbolismo e heroicidade para o povo brasileiro, a fim de construir uma Identidade.
Existia a necessidade dar uma nacionalidade aos brasileiros, de criar símbolos e heróis
brasileiros para dar sentimento de pertencimento e orgulho ao povo. Para isso, o Segundo
Reinado utilizou do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e, principalmente, da
Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) para tal. (GIORDANI, 2016, p.3) Mas o que seria
essa identidade tão cortejada e desejada a ser construída na memória dos brasileiros?Seria no
século XIX, desenhar tons nas almas brasileiras que dessem sentido à independência e o que
ela deveria representar para a então recente fundada nação. Como afirmou Marilena Chauí no
mito fundador brasileiro, a invenção da nação era algo recente.
Metodologia-Slide “O grito do Ipiranga” de Pedro Américo
Em umas das atividades desenvolvidas pelo PIBID da Universidade Estadual da
Paraíba, na Escola EEEMF Elpídio de Almeida na turma do 2°ano do turno da tarde,
trabalhou-se a obra de Arte do Grito do Ipiranga, do Pintor Pedro Américo. Sendo utilizada
de forma que abrangesse questões como quem foi o pintor, o contexto social da época em que
o Brasil se encontrava quando ele pintou essa tela, o que ele pintou e como representou, e o
porquê representou dessa forma.
No primeiro momento, buscou-se mostrar um pouco da vida do pintor: Pedro Américo
de Figueiredo e Melo, natural da cidade de Areia que nasceu no dia 29 de abril de 184. Este,
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desde muito cedo passou a conviver com várias manifestações artísticas, como a música e o
canto, mas ele se destacava mesmo era nos desenhos. Foi descoberto pelo viajante
Louis´Jacques Brunet que viajou com ele por alguns lugares do Brasil pintando e desenhando
a flora brasileira.Em seguida,com apenas 11anos de idade, foi estudar no colégio Pedro II e
mais tarde na Academia Imperial de Belas Artes onde se matriculou no curso de desenho
Industrial. Por intermédio do Imperador D.Pedro II, que lhe concedeu uma bolsa de estudos,
foi estudar em 1859 em Paris.
Terminada a apresentação do pintor na aula, em seguida foi trabalhado o contexto
histórico brasileiro do século XIX, que já foi colocado aqui, enfatizando para os alunos que o
pintor estava estritamente relacionado com o Império brasileiro, como nos disse Laura
Giordano:
Ele sabia esperado dele, visto que ele já havia trabalhado com o gênero de Pintura
Histórica em sua carreira – a exemplo de seu quadro A Batalha de Avaí de 1877 -,
portanto ele sabia do impacto que sua arte teria na historiografia brasileira, e que
precisava fazer uma pintura que alcançasse as expectativas que o AIBA, o IHGB e o
expectador tinham na obra. (GIORDANO, p.4, 2016)
Sendo assim, mostrou-se para os alunos que Pedro Américo pintou o grito do Ipiranga
como representação do momento em que Pedro I proclamou a independência do Brasil. Ao
mostrar a obra de arte para os mesmos também foi apontado que o pintor estava carregado de
liberdade estética, fazendo modificações do que se teria acontecido realmente, trocando os
cavalos, aproximando o Rio Ipiranga e impregnando os personagens pelo caráter militar, para
dar mais solenidade ao momento.
Sem sombras de dúvida a intencionalidade do pintor é mostrar que o grito do Ipiranga
foi um grande momento, distanciando-se a tela do que provavelmente teria acontecido no
momento do grito, e do qual Pedro Américo não estava presente e apenas atendeu as
necessidades imperiais de se moldar uma Identidade.
O modo pelo qual a obra de Arte foi trabalhada em sala de aula pelo PIBID pode se
constituir numa possibilidade para os demais professores utilizarem em suas práticas
cotidianas de sala de aula. Ao apresentar a obra deve-se fazer uma análise de quem produziu a
obra, em que contexto foi produzida, em seguida deve se apresentar as intencionalidades que
estavam impregnadas na figura central de D.PedroI no quadro,refletir sobre questões técnicas
como a dimensão,a relação do título com a obra, onde a obra se encontra atualmente.A grosso
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modo, referencias fundamentais para se lidar com obras de arte em sala de aula fazem muito
mais a diferença na hora de se trabalhar com a obra e outras imagens no âmbito educacional.
.
Pedro Américo, O grito do Ipiranga, 1888. Óleo sobre tela, 415 cm x 760 cm, Museu
Ipiranga, São Paulo.
A utilização dessa obra através do PIBID levou os alunos a entrarem em contato com a
imagem de forma crítica, percebendo o contexto do pintor, o que ele representou, e o porquê
de tal representação desse modo, gerando uma aula mais dinâmica.
Considerações finais
Trabalhar com imagens deveria ser algo primordial para os professores, visto que o
nosso cotidiano é feito de imagens que circulam cotidianamente. No caso da obra “O grito do
Ipiranga” utilizada em sala de aula através do PIBID, e cujo uso foi abordado nesse trabalho,
concluiu-se a importância de se utilizar essa obra de modo mais aprofundado, fugindo-se
assim das meras ilustrações que permeiam os livros de história que a utilizam de modo
ilustrativo.
Ao se trabalhar com imagens em sala de aula exercita-se não somente os olhos, mais a
reflexão e os ouvidos. Pois ao ver uma imagem e se fazer questionamentos a mesma, estudan-
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do seu contexto,suas particularidades e singularidades vemos que elas possuem o poder de
atrair, de levar a reflexão daqueles que observam a tela, de se aprender a decodificar os
códigos que constituem um quadro em sua historicidade e potencialidade
Utilizando a obra de arte como recurso didático, é possível que se ensine sobre a
época que ela foi produzida e como o contexto social influenciou na produção do
artista, bem como ensinar história da arte, que não está desvinculada ao ensino de
história: os movimentos, as características destes movimentos e de que modo os
artistas são inseridos neles e por quais razões, uma vez que eles também estão
relacionados com os homens de sua época. Outra possibilidade é o desenvolvimento
do olhar crítico sobre a obra de arte, ao se estudar seu contexto e também de que modo
ela é recebida nos dias de hoje (SOUZA, 2013, p 18, 19 )
Nessa citação de Paula Souza, podemos ver as inúmeras possibilidades que trabalhar
com as obras de arte possuem o que podemos associar com a os resultados obtidos através do
PIBID, pois além de levar os alunos a conhecerem a obra do “grito do Ipiranga”,esta não foi
utilizada de modo simplório e reduzido a ilustratividade, mas sim como algo que contribuiu
para levar os alunos a repensarem a própria independência e seus desdobramentos para a
história brasileira,como o feriado nacional do 7 de setembro, como também para analisar o
sujeito Pedro Américo como membro de uma época,como participante de um grupo, e um
meio que exigiam dele uma representação pictórica fundamentada na construção de uma
nação emblemática e heróica, que mostrasse a todos o quão solene seria ser brasileiro.
Além disso, os próprios alunos puderam perceber que se o século XIX estava pautado
na construção de imagens que definissem e criasse a identidade do ser brasileiro, essas
pinturas estariam pautadas em mostrar o que de melhor se teria na historiografia brasileira,
mesmo que isso não coincidisse com a realidade histórica retratada naquele período.
Diante de tudo já discorrido, finalizamos afirmando que uma das melhores linguagens
a serem trabalhadas em sala de aula, sem sombra de dúvida, são as imagens, pois estas
possibilitam construir uma aula em que os alunos não sejam meros expectadores e
reprodutores de conhecimento, mas que produzam junto ao professor e ao PIBID, capacidades
para se ler uma obra, a exemplo de “O grito do Ipiranga” sendo essa leitura um primeiro passo
para se ler o mundo de outros ângulos, o ângulo de quem ver e reflete sobre o que vê.
Referências:
CHAUI, Marilena. Brasil mito fundador e sociedade autoritária. Editora: fundação Perceu
Abramo, 9º reimpressão. São Paulo, 2000.
www.enid.com.br
GIORDANI, Laura. O GRITO DO IPIRANGA: A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DAS
GALERIAS AOS QUADRINHOS. Encontro Estadual de história da ANPUH RS, Ensino,
direitos e democracia, Santa cruz do Sul, 2016.
LITZ, Valesca Giordano. O USO DA IMAGEM NO ENSINO DE HISTÓRIA. (sem ano)
LEHMKUHL, Luciene. História e Imagens: Textos visuais e práticas de leitura, Fazer
história com imagens. Campinas, SP. Mercado das letras, 2010.
QUEIROZ, José Luciano. História Ensinada: linguagens e abordagens para a sala de
aula, Pincelar para desenhar a nação: Pintura, Identidade nacional e Ensino de História,. João
Pessoa, Idéia, 2008.
SOUZA, de Mikami Paula. Imagem de Arte nos livros didáticos de História: estudo de
“Independência ou Morte”! I Encontro Internacional de Estudos da Imagem 07 a 10 de
outubro Londrina-PR, 2013.
VICENTINI, Inês Paggi. Entre palavras, formas e cores: As redondilhas de Camões e as
pinturas de Pieter Bruegel, 2011, 125pgs. Dissertação (Mestrado em letras, literatura e
historicidade) Universidade Estadual do Maringá, 2011.

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Artigo: Pintando Identidades: “O grito do Ipiranga” em sala de aula.

  • 1. www.enid.com.br Pintando Identidades: “O grito do Ipiranga” em sala de aula. Thaís Costa de Almeida1 Email: thais11costa@hotmail.com Universidade Estadual da Paraíba Auricélia Lopes Pereira2 auricelialpereira@yahoo.com.br Universidade Estadual da Paraíba Resumo: O presente artigo trata de um relato de experiência do PIBID da Universidade Estadual da Paraíba, Na Escola EEEMF Elpídio de Almeida ao se trabalhar com a obra “o grito do Ipiranga” do pintor Pedro Américo em sala de aula. Discute-se assim a importância de se trabalhar com imagens em sala de aula e como utilizar especificamente “O grito do Ipiranga” no cotidiano escolar, de modo que se exercite a capacidade crítica dos alunos com o que se está sendo visto e com as maneiras que uma sociedade se representa e se identifica. Exacerbando-se que “O grito do Ipiranga” faz parte do contexto do século XIX, onde se estava buscando construir uma identidade para a nação, discutiremos como foi pensada a construção dessa identidade e os aspectos que deveriam fazer parte dela. Sendo assim Pedro Américo ao pintar “o grito do Ipiranga” representa de forma idealizada o evento da independência do Brasil, preenchendo a tela de solenidade e de caráter militar. Buscamos com essas reflexões mostrar para os alunos a sociedade que produziu a obra, o lugar social do pintor Pedro Américo, de que forma e com quais propósitos ele representou na obra, e de como essa imagem se perpetuou no seio da nação brasileira, e como vem sendo abordada nos livros didáticos de forma ilustrativa e que deve ser combatida assim a simples e mera utilização da obra como ilustração dos textos, devendo ser vista como um objeto de estudo que pode dizer muito sobre uma época em que se quis pintar a Identidade brasileira. Palavras chave: Arte; PIBID; Identidade; Educação. 1 Aluna do curso de História da Universidade Estadual da Paraíba, Bolsista PIBID/CAPES 2 Professora Doutora do departamento de História da Universidade Estadual da Paraíba, Bolsista PIBID/CAPES
  • 2. www.enid.com.br Introdução: Para que serve as imagens? Ensinar a disciplina de História pode ser um desafio para os professores que precisam cada vez mais dispor de metodologias que incentivem o gosto dos alunos pelas disciplinas ministradas. Nesse sentido, as novas linguagens surgem como ótimos recursos para serem utilizadas pelo professor em sala de aula e pelo PIBID- Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a docência, que tem como parâmetro incentivar, despertar e regar o gosto dos alunos pelo saber histórico, auxiliando professores que já atuam no âmbito educacional e alunos que precisam de um Ensino de qualidade. Além disso, a inserção dos alunos que estão na graduação no meio escolar, é de fundamental importância, e vem cada vez mais adquirindo bons resultados no alunado. “A utilização de linguagens diferenciadas pode levar o aluno a um processo de aprendizagem mais interativo, prazeroso, que tenha significado, que lhe dê condições de se posicionar criticamente frente a questões e problemas que a sociedade tráz.” (LITZ, (sem ano), p.3) Na atualidade, a difusão de imagens encontra-se cada vez mais acelerada. Nesse sentido as imagens circulam por todos os lugares cotidianamente como nos diz Kátia Helena Pereira (2016), elas fazem parte do cotidiano e inspiram as nossas vidas interferindo no nosso modo de ser, pensar e agir; seja de forma direta ou indireta, elas nos ajudam a construir o eu em relação ao mundo, a vida as dores e delicias que constituem uma pessoa, como cantou Chico Buarque de Holanda. Mas o que seria uma imagem?Segundo o dicionário Ridel: Imagem é “uma representação fotográfica, gráfica ou artística, de pessoa ou objeto.” (2009, p.146). Sendo as imagens representações, o que elas podem representar? Representam diversas coisas, dependendo de como e onde estão inseridas e do que buscam representar. Para discutir a importância das imagens, temos que saber que as imagens dependendo do seu contexto histórico, foram utilizadas para diferentes fins. Mas como pensar as imagens em sua totalidade e sua potencialidade? Laura Giordano (2016) afirma que “A linha de estudos da Cultura Visual diz que a imagem é fruto do seu tempo, que por trás de uma fotografia ou uma pintura ou de uma estátua há todo um contexto inserido nela.” (GIORDANO, 2016, p.6). Sendo assim, podemos ver que as imagens possuem intenções, carregam marcas de um tempo, do que pretendia ser mostrado neles e do que se buscava ocultar.
  • 3. www.enid.com.br Como nos diz Inês Vicentini, a imagem é uma forma de comunicação e, dessa forma, o que ela tentaria comunicar? O que ela tem a noz dizer de uma época?Elas nos dizem muitas coisas, que são ditas dependendo problematização que se coloquem sobre elas, dependendo do seu contexto histórico-social em que uma imagem está inserida. A presença da Imagem tem sido muito importante nos processos de comunicação entre os homens em todos os momentos da história, independentemente de quais formas elas se serviram para expor idéias e fatos ocorridos (VICENTINI, 2011, p.11) Segundo Jose Luciano de Queiroz (2008), desde a antiguidade e Idade Média, as imagens são utilizadas tendo valor político, pedagógico e afetivo. Já durante o Renascimento e Contra Reforma haveriam as representações consideradas verdadeiras em detrimento da anormalização de outras culturas, através das imagens. Luciene Lekmukhul (2010) trata de algumas questões interessantes ao dialogar com autores como Gombrich, ela coloca que as imagens surgem na mente dos seres humanos: “Toda a arte e, por conseguinte, toda imagem, origina-se na mente humana, nas relações frente ao mundo, mais do que no mundo mesmo. Nenhuma imagem é então “verdadeira‟ ou “falsa”,é apenas adequada a uma cultura ou momento para expressar significados.”(LEKMUKHL,2010,p.58). Ou seja, todas as formas artísticas precisam se desenhar primeiro na mente, na imaginação, no sentir, para que então possam se concretizar na realidade, e que nenhuma imagem é assim verdadeira ou falsa, que isso vai depender muito do contexto da obra e do pintor,das intencionalidades e marcas que uma época carrega e encarrega-se de definir o que seria essencial e verdadeiro. Diante da importância das imagens como representações de uma época, da facilidade que uma imagem possui de atrair expectadores e de toda uma teia de intencionalidades que permeiam uma obra, esse trabalho busca dialogar com autores como Laura Giordano, Paula Souza, Inez Vicentini e Luciene Lekmukhul, para dar suporte teórico-metodológico para tratar do uso da obra o grito do Ipiranga através do PIBID/CAPES -da Universidade Estadual da Paraíba- tratando de como essa imagem pode ser utilizada pelo professor em sua prática de sala de aula. O livro didático e a representação do “Grito do Ipiranga” O Grito do Ipiranga é uma imagem célebre que se repete na maioria dos livros didáticos quando se fala na temática da independência, de modo ilustrativo essa imagem per-
  • 4. www.enid.com.br meia o mundo imagético e o reduz a mera ilustratividade dos textos como nos diz Paula Sousa (2013) Neste estudo, a imagem de “Independência ou Morte!” nos livros didáticos analisados é utilizada primordialmente como ilustração. Os textos que acompanham essa imagem, em geral, não apresentam a pintura como criação de um artista, embora Pedro Américo seja mencionado em 4 das 9 coleções que optaram por utilizar esta obra. A ausência da referência ao pintor, de certo modo, contribuiu para o uso da imagem de modo ilustrativo, afastando a de seu contexto de produção e do entendimento da imagem como criação. (SOUZA, p.13, 2013) Nessa citação, vemos que além da obra ser utilizada como ilustração, a falta de contextualização do pintor também é um fator agravante para um uso indevido da imagem, não mostrando assim o artista no processo de construção da obra, enaltecendo-se assim ainda mais a falta recursos metodológicos nos livros didáticos, embora muitos livros já tragam abordagens do pintor no processo criativo. As pretensões em torno dessa obra deveriam ser pautadas com maior rigorosidade, ou seja, o professor em sua prática de sala de aula deveria inovar no modo como trata a obra do “Grito do Ipiranga”, o que requereria uma análise mais aprofundada das questões que permeiam a obra, como o que ela representa, para quem representa, a fim de ser usada e vista pelos alunos como um objeto a ser lido e interpretado, e não como uma ilustração como a maioria dos livros vem trazer, mas como uma obra que representa um contexto no qual a independência foi proclamada e que é realizada dentro de um cenário em que ser quer construir uma Identidade nacional, uma nação, contexto esse do século XIX, e que por a imagem estar dentro dessa teia, se concebe não como a representação totalmente fiel do que realmente teria acontecido, mas de uma idealização de um Brasil heróico e solene para atender as necessidades imperiais. Pintando Identidades, Contexto de Pedro Américo Para um melhor trabalho com Imagens, é importante que o professor situe o contexto histórico em que se a obra de arte foi produzida, assim como refletir acerca da forma como se escolheu representar, observando se há ideologias e percebendo as intencionalidades, assim como buscar mostrar ao alunado o lugar social do Pintor. Segundo Laura Giordano (2016), uma das imagens mais conhecidas quando falamos da temática da independência do Brasil é o quadro pintado por Pedro Américo: “Independência ou morte”, ou como é mais conhecido pelo “grito do Ipiranga. “O evento da
  • 5. www.enid.com.br independência é algo comemorado por todos, que se constitui como um marco e é palco para festividades nos dias de hoje, embora no período o evento da independência só passasse a ter notoriedade de fato, a partir de 1870,antes não se tinha um reconhecimento diante desse evento na vida cotidiana e os veículos de comunicação da época,não tratavam dessa eventualidade. Segundo Jose Luciano de Queiroz, no contexto do século XIX, buscava-se construir uma Identidade nacional, para impedir que a colônia se desdobrasse; Nesse sentido, algumas instituições se empenharam em definir, desenhar essa Identidade, como o IHGB- Instituto histórico geográfico brasileiro- responsável por escrever a história do Brasil; O Colégio Pedro II, encarregado de transmitir a história escrita pelo IHGB. A academia Imperial de Belas Artes com pintores como Pedro Américo que pintaram quadros valorizando o território brasileiro e desenhando assim uma Identidade. Outra autora a lidar com esse segmento é Laura Giordani(2016),segundo ela também se configuraram instituições que se encarregariam de dar simbolismo e heroicidade para o povo brasileiro, a fim de construir uma Identidade. Existia a necessidade dar uma nacionalidade aos brasileiros, de criar símbolos e heróis brasileiros para dar sentimento de pertencimento e orgulho ao povo. Para isso, o Segundo Reinado utilizou do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e, principalmente, da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) para tal. (GIORDANI, 2016, p.3) Mas o que seria essa identidade tão cortejada e desejada a ser construída na memória dos brasileiros?Seria no século XIX, desenhar tons nas almas brasileiras que dessem sentido à independência e o que ela deveria representar para a então recente fundada nação. Como afirmou Marilena Chauí no mito fundador brasileiro, a invenção da nação era algo recente. Metodologia-Slide “O grito do Ipiranga” de Pedro Américo Em umas das atividades desenvolvidas pelo PIBID da Universidade Estadual da Paraíba, na Escola EEEMF Elpídio de Almeida na turma do 2°ano do turno da tarde, trabalhou-se a obra de Arte do Grito do Ipiranga, do Pintor Pedro Américo. Sendo utilizada de forma que abrangesse questões como quem foi o pintor, o contexto social da época em que o Brasil se encontrava quando ele pintou essa tela, o que ele pintou e como representou, e o porquê representou dessa forma. No primeiro momento, buscou-se mostrar um pouco da vida do pintor: Pedro Américo de Figueiredo e Melo, natural da cidade de Areia que nasceu no dia 29 de abril de 184. Este,
  • 6. www.enid.com.br desde muito cedo passou a conviver com várias manifestações artísticas, como a música e o canto, mas ele se destacava mesmo era nos desenhos. Foi descoberto pelo viajante Louis´Jacques Brunet que viajou com ele por alguns lugares do Brasil pintando e desenhando a flora brasileira.Em seguida,com apenas 11anos de idade, foi estudar no colégio Pedro II e mais tarde na Academia Imperial de Belas Artes onde se matriculou no curso de desenho Industrial. Por intermédio do Imperador D.Pedro II, que lhe concedeu uma bolsa de estudos, foi estudar em 1859 em Paris. Terminada a apresentação do pintor na aula, em seguida foi trabalhado o contexto histórico brasileiro do século XIX, que já foi colocado aqui, enfatizando para os alunos que o pintor estava estritamente relacionado com o Império brasileiro, como nos disse Laura Giordano: Ele sabia esperado dele, visto que ele já havia trabalhado com o gênero de Pintura Histórica em sua carreira – a exemplo de seu quadro A Batalha de Avaí de 1877 -, portanto ele sabia do impacto que sua arte teria na historiografia brasileira, e que precisava fazer uma pintura que alcançasse as expectativas que o AIBA, o IHGB e o expectador tinham na obra. (GIORDANO, p.4, 2016) Sendo assim, mostrou-se para os alunos que Pedro Américo pintou o grito do Ipiranga como representação do momento em que Pedro I proclamou a independência do Brasil. Ao mostrar a obra de arte para os mesmos também foi apontado que o pintor estava carregado de liberdade estética, fazendo modificações do que se teria acontecido realmente, trocando os cavalos, aproximando o Rio Ipiranga e impregnando os personagens pelo caráter militar, para dar mais solenidade ao momento. Sem sombras de dúvida a intencionalidade do pintor é mostrar que o grito do Ipiranga foi um grande momento, distanciando-se a tela do que provavelmente teria acontecido no momento do grito, e do qual Pedro Américo não estava presente e apenas atendeu as necessidades imperiais de se moldar uma Identidade. O modo pelo qual a obra de Arte foi trabalhada em sala de aula pelo PIBID pode se constituir numa possibilidade para os demais professores utilizarem em suas práticas cotidianas de sala de aula. Ao apresentar a obra deve-se fazer uma análise de quem produziu a obra, em que contexto foi produzida, em seguida deve se apresentar as intencionalidades que estavam impregnadas na figura central de D.PedroI no quadro,refletir sobre questões técnicas como a dimensão,a relação do título com a obra, onde a obra se encontra atualmente.A grosso
  • 7. www.enid.com.br modo, referencias fundamentais para se lidar com obras de arte em sala de aula fazem muito mais a diferença na hora de se trabalhar com a obra e outras imagens no âmbito educacional. . Pedro Américo, O grito do Ipiranga, 1888. Óleo sobre tela, 415 cm x 760 cm, Museu Ipiranga, São Paulo. A utilização dessa obra através do PIBID levou os alunos a entrarem em contato com a imagem de forma crítica, percebendo o contexto do pintor, o que ele representou, e o porquê de tal representação desse modo, gerando uma aula mais dinâmica. Considerações finais Trabalhar com imagens deveria ser algo primordial para os professores, visto que o nosso cotidiano é feito de imagens que circulam cotidianamente. No caso da obra “O grito do Ipiranga” utilizada em sala de aula através do PIBID, e cujo uso foi abordado nesse trabalho, concluiu-se a importância de se utilizar essa obra de modo mais aprofundado, fugindo-se assim das meras ilustrações que permeiam os livros de história que a utilizam de modo ilustrativo. Ao se trabalhar com imagens em sala de aula exercita-se não somente os olhos, mais a reflexão e os ouvidos. Pois ao ver uma imagem e se fazer questionamentos a mesma, estudan-
  • 8. www.enid.com.br do seu contexto,suas particularidades e singularidades vemos que elas possuem o poder de atrair, de levar a reflexão daqueles que observam a tela, de se aprender a decodificar os códigos que constituem um quadro em sua historicidade e potencialidade Utilizando a obra de arte como recurso didático, é possível que se ensine sobre a época que ela foi produzida e como o contexto social influenciou na produção do artista, bem como ensinar história da arte, que não está desvinculada ao ensino de história: os movimentos, as características destes movimentos e de que modo os artistas são inseridos neles e por quais razões, uma vez que eles também estão relacionados com os homens de sua época. Outra possibilidade é o desenvolvimento do olhar crítico sobre a obra de arte, ao se estudar seu contexto e também de que modo ela é recebida nos dias de hoje (SOUZA, 2013, p 18, 19 ) Nessa citação de Paula Souza, podemos ver as inúmeras possibilidades que trabalhar com as obras de arte possuem o que podemos associar com a os resultados obtidos através do PIBID, pois além de levar os alunos a conhecerem a obra do “grito do Ipiranga”,esta não foi utilizada de modo simplório e reduzido a ilustratividade, mas sim como algo que contribuiu para levar os alunos a repensarem a própria independência e seus desdobramentos para a história brasileira,como o feriado nacional do 7 de setembro, como também para analisar o sujeito Pedro Américo como membro de uma época,como participante de um grupo, e um meio que exigiam dele uma representação pictórica fundamentada na construção de uma nação emblemática e heróica, que mostrasse a todos o quão solene seria ser brasileiro. Além disso, os próprios alunos puderam perceber que se o século XIX estava pautado na construção de imagens que definissem e criasse a identidade do ser brasileiro, essas pinturas estariam pautadas em mostrar o que de melhor se teria na historiografia brasileira, mesmo que isso não coincidisse com a realidade histórica retratada naquele período. Diante de tudo já discorrido, finalizamos afirmando que uma das melhores linguagens a serem trabalhadas em sala de aula, sem sombra de dúvida, são as imagens, pois estas possibilitam construir uma aula em que os alunos não sejam meros expectadores e reprodutores de conhecimento, mas que produzam junto ao professor e ao PIBID, capacidades para se ler uma obra, a exemplo de “O grito do Ipiranga” sendo essa leitura um primeiro passo para se ler o mundo de outros ângulos, o ângulo de quem ver e reflete sobre o que vê. Referências: CHAUI, Marilena. Brasil mito fundador e sociedade autoritária. Editora: fundação Perceu Abramo, 9º reimpressão. São Paulo, 2000.
  • 9. www.enid.com.br GIORDANI, Laura. O GRITO DO IPIRANGA: A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL DAS GALERIAS AOS QUADRINHOS. Encontro Estadual de história da ANPUH RS, Ensino, direitos e democracia, Santa cruz do Sul, 2016. LITZ, Valesca Giordano. O USO DA IMAGEM NO ENSINO DE HISTÓRIA. (sem ano) LEHMKUHL, Luciene. História e Imagens: Textos visuais e práticas de leitura, Fazer história com imagens. Campinas, SP. Mercado das letras, 2010. QUEIROZ, José Luciano. História Ensinada: linguagens e abordagens para a sala de aula, Pincelar para desenhar a nação: Pintura, Identidade nacional e Ensino de História,. João Pessoa, Idéia, 2008. SOUZA, de Mikami Paula. Imagem de Arte nos livros didáticos de História: estudo de “Independência ou Morte”! I Encontro Internacional de Estudos da Imagem 07 a 10 de outubro Londrina-PR, 2013. VICENTINI, Inês Paggi. Entre palavras, formas e cores: As redondilhas de Camões e as pinturas de Pieter Bruegel, 2011, 125pgs. Dissertação (Mestrado em letras, literatura e historicidade) Universidade Estadual do Maringá, 2011.