Bruno Alves                          Um jovem militante do DemocratasDia 12 de agosto de 2011, o Jornal Folha de São Paulo...
revitalização do Pelourinho, nas reuniões com comerciantes e moradores; foiquando percebi que poderia ajudar de forma mais...
investimentos voltados para a educação são realizados de forma fracamenteeleitoreira e sem nexo e nem ordem.Colunista: E o...
Colunista: Daí você se transformou no garoto propaganda * do DEM...Bruno Alves – DEM: Após a polêmica com o deputado, escr...
mantenham no poder. Aqui, nós somos preparados. Não estamos presos a darcontinuidade ao que já existe.Colunista: Isso acon...
ideologia do governo - para ter uma base aliada muito superior ao necessário. Issogera os casos de corrupção.Colunista: Qu...
relevância política, que não agregou e já caiu no ostracismo. O DEM colocou avaidade acima do projeto de nação e bateu o p...
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Juventude politizada 2

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Juventude politizada 2

  1. 1. Bruno Alves Um jovem militante do DemocratasDia 12 de agosto de 2011, o Jornal Folha de São Paulo publica, na disputada coluna“Poder”, a foto de um jovem negro sob o título “A esquerda não é dona da periferia,diz garoto-propaganda do DEM”. A frase foi destacada das inserções do PartidoDemocratas, veiculadas na televisão. Na foto da Folha de São Paulo, o garoto estáao lado da família, em uma casa de um bairro popular de Salvador. No vídeo, queteve milhares de acessos no Youtube, a estrela do filme fala com naturalidade,caminha à vontade e informa: “Só porque sou jovem e moro na periferia, algunspolíticos pensam que eu tenho que ser de esquerda”!Ao contrário do que muitos acharam, a campanha não era estrelada por um ator. Oprotagonista é Bruno Alves: protagonista da propaganda do DEM e protagonistadas mudanças que quer ver na sociedade... Bruno é filiado ao Partido Democratas enão precisa que demagogos expliquem o que é trabalhar desde o final da infância,lutar para vencer obstáculos e viver num bairro da periferia de um dos Estadosmais violentos do país. Essa é uma realidade que ele conhece de perto, em seus 27anos vivenciando o bairro do Pau Miúdo e o Pelourinho – por onde caminha comseu tio Clarindo Silva, conhecido como “síndico do Pelourinho”, tamanha a devoçãoe zelo pelo patrimônio histórico e cultural!Bruno é o segundo entrevistado da série “A Juventude Politizada!”, dacoluna “Política à Flor da Pele”.Daniele Barreto, “Política À Flor da Pele”: Bruno, quem é você e como inicioua trajetória política?Bruno Alves – Partido Democratas: Sou um jovem de 27 anos, morador doBairro do Pau Miúdo, formado em Administração de Empresas pela Faculdade daCidade do Salvador e que observa as barreiras como oportunidades de mostrar acapacidade de superá-las! Sou comerciante do centro histórico de Salvador, naPraça da Sé – onde comecei a trabalhar aos 13 anos com meu pai, falecido há 05anos. A primeira forma de manifestar minhas opiniões políticas foi um blog*. Fizum artigo sobre a tentativa de retornar a CPMF; o deputado federal ACM Netogostou e publicou, em 2009.Colunista: Foi seu primeiro contato direto com o Partido Democratas?Bruno Alves – DEM: O primeiro contato foi em 2008, na campanha de ACM Neto,mas eu não fazia parte da Juventude do DEM. Neto também publicou outro artigoque escrevi sobre o Pelourinho.Colunista: Você conhece bem os problemas do centro histórico de Salvador ebairros periféricos...Bruno Alves – DEM: Conheço o abandono. Acompanhei a revitalização doPelourinho promovida por ACM e vi entrar em decadência, no governo atual. Naépoca de ACM, os partidos de oposição (PT, PCdoB) disseram que era um projetode fachada; logo, achei que, uma vez no governo, o PT criaria algo melhor... Isso nãoaconteceu. Eu acompanhava meu tio Clarindo Silva, um grande defensor da
  2. 2. revitalização do Pelourinho, nas reuniões com comerciantes e moradores; foiquando percebi que poderia ajudar de forma mais direta e não ficar apenas nodebate político.Colunista: Porque um rapaz de um bairro popular escolhe o DEM – conhecidopelo comando “truculento”, na Bahia?Bruno Alves – DEM: Porque o DEM tem como marcas a meritocracia e a gestãoeficiente - importantes na política. O político não pode se nortear apenas pelosdesejos da população, tem que adotar ações impopulares, pensando no futuro. ODEM tem essa conduta!Colunista: Porque não um partido de esquerda, mais próximo dosmovimentos sociais?Bruno Alves – DEM: Sempre observei com ar duvidoso os partidos de esquerda...Eles utilizam de forma demagógica as questões racial, social, homossexualismoetc. Os partidos de esquerda usam a segregação para se inserir. O DEM nãosegrega; observamos a sociedade como um conjunto único de pessoas que atransformam.Colunista: E o que representa o controverso ACM para um jovem políticodemocrata?Bruno Alves – DEM: ACM poderia ter vários defeitos, mas o importante é queera um gestor exemplar - tinha como primazia o planejamento e a gestão! Hojenão... O governo do PT tem como primazia o discurso populista e demagogo – agestão fica em segundo plano.Colunista: ACM Neto libertou-se politicamente do nome do avô?Bruno Alves – DEM: Neto tem sua própria história. Dizer que ele apenas dácontinuidade ao poder político do avô é engodo. As críticas são reverberações dequem não o conhece e prolonga discursos alheios por não buscar informações. SeACM Neto está na Câmara dos Deputados - representando a juventude do Brasil,não só a Juventude Democratas – é porque teve oportunidade de estudar, de sepreparar... É isso que defendemos: que o povo brasileiro tenha oportunidade dealavancar socialmente e buscar seu espaço. É por isso que eu estou no DEM!Colunista: Como gerar oportunidades?Bruno Alves – DEM: É importante avaliar que igualdade social é diferente deigualdade de oportunidades. Se investirmos na igualdade de oportunidades, oindivíduo vai crescer e conquistar seu espaço. Enquanto buscarmos a igualdadesocial - através do assistencialismo - o oprimido continuará na condição deoprimido e sempre necessitará de ajuda.Colunista: Como negro, considera que as cotas geram oportunidades?Bruno Alves – DEM: Sou contra cota racial porque ela segrega. Asdesigualdades econômicas e sociais no Brasil atingem brancos, negros,independentemente de cor. Sou favorável à cota social, porque infelizmenteexiste uma demanda – desde que não seja eterna. Na realidade, o que falta noBrasil é um projeto de educação – no período de implementação, existiria a cota;mas, a cota iria se diluindo a medida que esse processo avançasse. Hoje, os
  3. 3. investimentos voltados para a educação são realizados de forma fracamenteeleitoreira e sem nexo e nem ordem.Colunista: E o PROUNI?Bruno Alves – DEM: O PROUNI é bom; mas, levados pela emoção de conseguiringressar em um curso universitário, não observamos que o nível da educaçãosuperior no Brasil é muito baixo. Essa cota social só vai atender ao jovem que,durante o ensino público, manteve suas perspectivas, apesar da deficiência... mas,no meio do caminho milhões de jovens já se perderam.Colunista: E a cota racial?Bruno Alves – DEM: É pior, porque além de perder esses milhões, você divide.Numa escola pública que estudam brancos e negros, segrega-se, dandooportunidade maior para um grupo. Conhecemos a história da construção doBrasil, mas a mudança que almejamos não será construída através dasegregação – se isso continuar, os nossos filhos, netos e bisnetos necessitarãode cotas.Colunista: No governo Lula, milhares de pessoas saíram da miséria – queDilma quer erradicar. Você percebe essa mudança nos bairros populares deSalvador?Bruno Alves – DEM: Ouve avanços; principalmente por que antes do PT chegar aogoverno, nossas ideias foram implantadas por Itamar Franco e FHC: combatemos ainflação, tornamos a economia mais livre; o que gerou empregos e ajudou acombater a pobreza. O Bolsa Família perdeu um dos seus objetivos: o compromissoem preparar os assistidos para retornar ao mercado de trabalho. O governocomemora o aumento de famílias assistidas: se o programa fosse gerido de formacorreta, esse número iria diminuir. Sem as ações de cunho liberal, o governosabe que não teria o que comemorar. Mas, o governo não tem tomado medidasimportantes para o Brasil continuar avançando.Colunista: Você se envolveu recentemente em uma polêmica. Afirmou, emuma reunião partidária, que o DEM “não é um partido de mauricinhos:”.Explique melhor...Bruno Alves – DEM: Os partidos adversários tentam dificultar o acesso daJuventude Democratas a determinados segmentos populares, colocando nossaimagem como elitista. Durante o seminário de formação de novas lideranças doDEM, combati a ideia de que o DEM é um partido de elite.Colunista: O pré-candidato a prefeitura de Salvador, deputado federal NelsonPelegrino, acusou o DEM de usar um “negro de periferia” para dar aparência“menos elitista”... Foi preconceito?Bruno Alves – DEM: O deputado emitiu uma nota afirmando que eu estaria sendousado, o que não me surpreendeu, pois apesar do discurso de respeito àsdiversidades, os partidos de esquerda são totalmente intolerantes a quempensa de forma diferente e não obedece a velha cartilha. A declaração deixouexposto o preconceito ideológico e partidário, no aspecto racial. Foi uma colocaçãoinfeliz. Não gostei.
  4. 4. Colunista: Daí você se transformou no garoto propaganda * do DEM...Bruno Alves – DEM: Após a polêmica com o deputado, escrevi um artigo no jornalA Tarde: “A esquerda não é dona da juventude”. O debate invadiu as discussõespolíticas e o marqueteiro José Fernandes me convidou para a inserção partidária.*Colunista: O ex-deputado federal José Carlos Aleluia se envolveu no debate,afirmando: “O sonho acabou. A juventude acordou para o PT. O paraíso prometidotornou-se uma infindável sucessão de casos de corrupção. Os jovens buscam novoscaminhos”.Bruno Alves – DEM: Existem muitos jovens desiludidos com a esquerda; enquantooposição, o PT se colocava como paladino da justiça e da moralidade - o que nuncafoi -, ao chegar ao poder, a corrupção vira a maior marcar do governo. A juventudedo PT não queria isso. A juventude do PCdoB não queria ver seu maior líderenvolvido em corrupção – frustrando e afastando uma parcela do engajamentopartidário.Colunista: Claro que foi uma “sacada” muito boa do marqueteiro...Bruno Alves – DEM: É certo que foi uma sacada muito boa, mas tudo isso foi construídode forma natural. Não fui usado pelo partido. Assim como o Deputado Nelson Pelegrino,existem outros intolerantes; mas a grande maioria das manifestações foram positivos –inclusive de militantes de partidos de esquerda.Colunista: Quais as referências dos jovens democratas?Bruno Alves – DEM: O senador Demóstenes Torres - que se posiciona sem medodas críticas e mostra veemência às posturas do DEM. É o nome para a Presidênciada República! Há também o senador José Agripino, um intelectual nato que criouuma visão nova da oposição. Antes, desmereciam a oposição como “aqueles queperderam nas urnas”. A oposição é uma posição tão salutar quanto a situação.O poder é do povo... E o povo escolheu que desempenhássemos essa função.Colunista: Como o DEM desempenha essa função?Bruno Alves – DEM: Não somos oposição “ao Brasil”; mas uma oposiçãoconstrutiva ao governo. Se o PT desempenhar uma função satisfatória, o DEMestará ajudando. E naquilo que formos contrários – não nas questões ideológicas,mas às necessidades da população - iremos nos opor.Colunista: O PFL virou DEM e trouxe o slogan “O partido das novas ideias”!Como podem surgir novas ideias em uma agremiação comandada por velhoscaudilhos (José Agripino, Ronaldo Caiado, Efraim Morais, Heráclito Fortes,João Alves Filho, Marcos Maciel, o clã Maia), de extrema direita e que defendeo posicionamento ideológico mais retrógrado na política partidária econcepção de Estado (liberalismo)?Bruno Alves – DEM: É um processo gradual. O DEM está aberto à juventude e ajuventude é protagonista no DEM - temos trânsito livre e voz ativa. Mas, esseprocesso não acontece de uma hora para outra, colocando uma pessoa napresidência do partido só porque é jovem... A Juventude tem que se preparar.Colunista: Como assim?Bruno Alves – DEM: A juventude do DEM não fica apenas segurando bandeira,entregando cartazes e trabalhando prá que determinados políticos se
  5. 5. mantenham no poder. Aqui, nós somos preparados. Não estamos presos a darcontinuidade ao que já existe.Colunista: Isso acontece com você?Bruno Alves – DEM: Sou um exemplo em relação a isso. Entrei no DEM em 2010 ehoje sou o Presidente da Juventude Democratas da Bahia. Não é a juventude queme credencia, mas o comprometimento e a busca pelo conhecimento, para almejare alcançar vôos maiores.Colunista: Políticos usam os jovens como massa de manobra e asuniversidades como palanques. Como está a relação dos movimentosestudantis com o governo?Bruno Alves – DEM: A UNE, para vergonha das entidades estudantis, é umbraço do governo. Desde 1979 é ligada ao PCdoB; os estudantes com posiçãopolítica e partidária diferente não são bem vindos e dificilmente crescerão naentidade. A UNE não faz mais mobilizações, mesmo vendo que a educaçãobrasileira está em crise. A UNE está sendo financiada pelo Governo!Colunista: Financiada?!?!Bruno Alves – DEM: Antes de manifestar apoio oficial à campanha de Dilma, aUNE recebeu R$ 30 milhões de indenização por danos sofridos durante a DitaduraMilitar, para construir um prédio de 12 andares no Rio de Janeiro que não foiconstruído – apenas foi lançada a pedra fundamental por Lula. É assim que o PTtrabalha: os movimentos sociais, os sindicatos, fazem parte do governo – eseus membros estão espalhados em diversas esferas da AdministraçãoPública.Colunista: Mesmo com o cenário negativo, aumenta o número de jovensinteressados por política?Bruno Alves – DEM: Sim, mas não partidária. A juventude se mobiliza muito deforma apartidária. As redes sociais, por exemplo, caíram no gosto da juventude eviraram um espaço extremamente democrático para expressar opiniões. Isso nãosignifica dizer que os partidos não estejam de portas abertas. Mas, devido à falta deoportunidade para o protagonismo nos partidos, a juventude se frustra e se afasta.Colunista: Essa intolerância às vozes contrárias ao governo é o que move à“regulamentação da mídia”?Bruno Alves – DEM: A liberdade de expressão é primazia. Só governostotalitários desejam regulamentar conteúdo. Vários governos começaram comuma regulamentação que a sociedade não via como censura e, ao passar dos anos,perceberam que já estavam amordaçados. A liberdade de expressar sua opinião éque levará a sociedade a vivenciar uma verdadeira democracia. Vivemos a ‘JovemDemocracia’. Caminhamos lentamente e, com a postura do governo do PT –ditatorial -, não chegamos a um patamar de Democracia plena.Colunista: Como fica a oposição?Bruno Alves – DEM: Tentam esmagar a oposição; mas para que uma Democraciaseja vivenciada em sua plenitude tem que haver um equilíbrio de forças. O governovem cooptando políticos e partidos; ainda que estes não estejam de acordo com a
  6. 6. ideologia do governo - para ter uma base aliada muito superior ao necessário. Issogera os casos de corrupção.Colunista: Qual a intenção do PT?Bruno Alves – DEM: Quem estudou a forma como o PT foi construído não sesurpreende. Desde a fundação, o partido tinha um projeto de chegar ao poder enunca mediu esforços. Como oposição, foi contra tudo que se fazia para melhorar avida do povo brasileiro e que criou essa onda que hoje ele surfa! A corrupção nestegoverno é epidêmica. Na gestão Lula, você teve o Mensalão: pagamento emdinheiro aos políticos que aderiam à base de apoio ao governo. Na gestãoDilma, é o arrendamento dos Ministérios: dando aos partidos políticosautonomia para fazer e desfazer no órgão; inclusive autonomia paracorromper. Com o loteamento e arrendamento, a corrupção vem em seguida...Colunista: Mas a presidente exonerou os acusados...Bruno Alves – DEM: Dilma, que na campanha e na Casa Civil se colocava comogestora exemplar, mas em nenhum dos casos de corrupção mostrou vontade eminvestigar e descobrir se os indícios eram verdadeiros. Seis ministros caíram porcorrupção e nenhum foi por iniciativa do governo, mas por denúncias da imprensa.Por isso, a perseguição com a impressa. Temos que tomar cuidado: o modelo do PTgovernar é retrógrado!Colunista: A criação do PSD foi um golpe no DEM?Bruno Alves – DEM: A fundação do PSD tirou muitos políticos do DEM; masapenas aqueles que não possuíam identidade ideológica e nem compromisso comos votos que receberam... Eles foram eleitos para ser oposição e não situação. OPSD nasceu pelo desejo de ficar no poder – interesse individual de seus membros.Colunista: O senador José Agripino disse que o DEM perdeu em número, masnão na essência. Dizer que os políticos que saíram “não fazem falta” éassumir que o partido foi irresponsável em indicar gente sem qualidade pararelevantes funções (inclusive de Vice-Presidente, porque Índio da Costa foiembora do DEM)?Bruno Alves – DEM: De forma alguma. A frase do senador é perfeita. Fomosescolhidos para ser oposição. A partir do momento que grupos dentro do partidovão para a situação, eles deixaram de ser aquilo que o partido esperava deles:respeitar a vontade do povo. Saíram porque estavam apenas acometidos pelaexpectativa de situação; mas somos um partido com homens públicos aptos paraatuar em ambas as esferas – na situação e na oposição. Essência: é a palavra noDemocratas hoje. O DEM tem unidade. Os partidos brasileiros vão passar por umarenovação. O DEM saiu na frente. O PSDB vai ter que se reorganizar: há o grupo deAlckimin, de Serra. O PMDB se fortalece em cima de pseudos grupos regionais.Colunista: Ou tudo isso é só uma desculpa porque o DEM está morrendo?Bruno Alves – DEM: A melhor resposta aos que pensam que o DEM vai morrer seránas eleições de 2012: não será uma resposta do partido, será uma resposta da população!O eleitor de oposição busca uma perspectiva diferente e reconhece o DEM como aoposição no país.Colunista: Em 2010, o DEM realizou a maior confusão eleitoral da história eindicou um neófito para a Vice-Presidência: Índio da Costa - indivíduo sem
  7. 7. relevância política, que não agregou e já caiu no ostracismo. O DEM colocou avaidade acima do projeto de nação e bateu o pé: se não indicasse o vice, nãoapoiaria Serra. Pergunto: apoiaria quem? O PT? Plínio? O DEM valia pouco,mas ganhou no grito...Bruno Alves – DEM: Hoje, com um quadro menor, somos mais fortes do que naeleição passada. Quando não há unidade, cada um defende o grupo que faz parte.Hoje o diálogo é mais fácil dentro do DEM: o pensamento de grupos não existe. Oproblema citado não ocorreu só no DEM, foi um problema “de oposição”. O PSDBnão se encontrou entre José Serra, Aécio e Alckimin. A oposição se deixou serpautada e perdeu o seu caminho. O DEM tinha um peso importante nas eleições.Colunista: Senador José Agripino disse que o apoio ao PSDB em 2014 não écompulsório. Demóstenes Torres sinalizou candidatura própria. Mas, o nomede Aécio Neves é mais viável. Dividida, a oposição perde! O DEM estáempenhado em acabar com qualquer possibilidade de tirar o PT do governo– e destruir de vez a oposição no Brasil?Bruno Alves – DEM: Os partidos de oposição necessitam abrir mão de projetospartidários. Vamos caminhar para essa unidade. Mas é importante ouvir apopulação. Será que a população está satisfeita com a polarização entre PT e PSDB?Será que a população não quer conhecer a agenda do DEM? É importante ouvir apopulação, o que não significa dizer que inexistirá aliança com o PSDB. Estouconvicto: se você questionar para qualquer brasileiro qual é o partido que maisrepresenta a oposição no Brasil, esse partido é o DEM.Colunista: Qual a mensagem que você deixa aos jovens que não se interessampor política?Bruno Alves – DEM: A indiferença e o silêncio daqueles que não se interessam porpolítica, alimentam aqueles que não desejam a mudança. É fundamental nossaparticipação, nós somos protagonistas da mudança que tanto almejamos, nãoapenas por sermos jovens, mas principalmente por termos novas ideias. O caminhoda mudança almejada passa pela renovação e essa renovação é muito importantepara nossa jovem democracia.

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