Fraturas do Anel Pélvico

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Dr Omar Mohamad M. Abdallah

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Fraturas do Anel Pélvico

  1. 1. Omar Mohamad M. Abdallah R1 Ortopedia e Traumatologia Hospital Santa Rita
  2. 2. Introdução / Epidemiologia  Os veículos motores são responsáveis por 2/3 destas fraturas, outros casos são quedas de mesmo nível, acidentes na indústria e queda de altura.  37 pessoas para a cada 100.000 pessoas.  Antes dos 35 anos homens depois mulheres.  São raras as fraturas pélvicas em crianças.  As fraturas são, em sua maioria, estáveis e respondem bem ao tratamento conservador.  As fraturas expostas da pelve são de difícil manejo, com mortalidade acima de 50%.  Nos jovens o trauma ocorre por alta energia diferente de idosos que ocorre por baixa energia .
  3. 3. Anatomia  O anel pélvico é formado pelos ossos ilíaco, púbis, ísquio e o sacro.  São unidos por ligamentos extremamente fortes, sendo o complexo ligamentar posterior o mais importante do ponto de vista biomecânico.  O complexo ligamentar é formado pelos ligamentos: Sacro- ilíacos anteriores e posteriores, Lig. Sacro-espinhosos e Sacrotuberosos, promovendo a estabilidade estrutural do anel pélvico.
  4. 4. Anatomia  O complexo ligamentar sacroilíaco é dividido em posteriores e anteriores - Os ligamentos posteriores geram maior estabilidade.  O ligamento sacrotuberal, é importante na estabilidade vertical da pelve.  O ligamento sacroespinhoso é triangular, importante no controle rotacional da pelve, quando os ligamentos sacroilíacos posteriores estão intactos.
  5. 5. Anatomia  A estabilidade adicional é conferida pelos lig. entre a coluna lombar e o anel pélvico .  Os ligamentos iliolombares – Processos transversos de l4 e l5 até a crista íliaca posterior .  Os ligamentos lombosacrais – Processo transverso de l5 até a asa do sacro.
  6. 6. Mecanismo de Lesão  Lesões de baixa energia – Pode resultar de contratura muscular súbita, onde ocorre por avulsão .  Lesão de alta energia – Maioria por acidente automobilístico, como motocicletas, quedas de grandes alturas ou esmagamentos .  Lesões por impacto – Quando a vítima em movimento atinge algum objeto ou vice-versa. A direção e a força atuam para originar a fratura .  Lesão por esmagamento – Paciente sofre uma forca lesiva , onde a duração, a posição , e a direção atuam para ocorrer a fratura .
  7. 7. Mecanismo de Lesão -Direção da Força  Força AP – A pelve se abre, fazendo uma dobradiça sobre os ligamentos posteriores .  Força de Compressão Lateral – Acidentes automobilísticos . Impacto sobre articulação sacroilíaca e do sacro .  Trocânter Maior – Pode ser lesado por uma fratura transversa do acetábulo .  Força em Rotação externa e abdução – Força ocorre através da diáfise e cabeça femoral quando o MI é rodado externamente e abduzido. Acidentes motociclístico .
  8. 8. Avaliação Clínica  ABCDE ;  Verificar se há lesão neurovascular ;  Verificar a instabilidade da pelve;  A instabilidade da pelve pode resultar em discrepância entre os membros inferiores, com encurtamento do lado acometido;  Contusões maciças no flanco ou nas nádegas com edema e hemorragias podem indicar sangramento;
  9. 9. Radiografia  Devem ser solicitadas nas incidências AP de Bacia, INLET e OUTLET.  INLET realizado com 60º inclinação caudal, direcionado à cicatriz umbilical.  OUTLET realizado com 45º inclinação cefálica direcionado à sínfise púbica.  Para avaliação do acetábulo são necessárias também incidências Alar e Obturatriz.
  10. 10. Classificação de Tile  Tipo A: Estáveis, minimamente desviadas. Tipo B: Rotacionalmente instáveis, verticalmente estáveis. Tipo C: Rotacionalmente e verticalmente instáveis .  A1 – Fraturas por avulsão da asa do ilíaco ou da tuberosidade, não envolvem o anel. A2 – Fraturas da asa do ilíaco ou do arco anterior, por golpe direto, estáveis. A3 – Fratura sacrococcígea transversal.  B1 – Fratura em livro aberto (rotação lateral) unilateral B2 – Fratura por compressão lateral (rotação interna) ipsilateral e unilateral B3 – Instabilidade rotacional bilateral (LV bilateral, CL bilateral, LV + CL) C1 – Instabilidade vertical unilateral C2 – Instabilidade vertical de um lado e instabilidade rotacional do outro C3 – Instabilidade vertical bilateral
  11. 11. Classificação de Denis  Zona I – Asa sacral  Zona II – Região foraminal  Zona III – Canal vertebral
  12. 12. Tratamento  Pode ser dividido em fase de ressuscitação e de reconstrução.  A fase de ressuscitação além da atenção ao choque hipovolêmico e outras lesões associadas, nos pacientes com fraturas instáveis da pelve, a imobilização com fixadores externos deve ser realizada de emergência.  Vantagens imobilização precoce são: - Efeito tampão hematomas retroperitoniais. - Menor movimento dos fragmentos. - Melhor mobilidade do paciente.  No caso de instabilidade vertical deve ser associada tração esquelética, ou uso de Clampes pélvicos.
  13. 13. Tratamento  O Fixador Externo com montagem anterior é o mais utilizado.  Nas fraturas estáveis (Tile A e algumas B1) o tratamento conservador, com analgesia, mobilização precoce e controle do apoio, é o mais indicado.  As demais fraturas Tile B e C devem ser tratadas com fixador externo anterior ou redução aberta e fixação interna.  As fraturas Tile C necessitam de fixação posterior para ganho de estabilidade vertical.
  14. 14. Tratamento  Para lesões a nível sacral e lesões da articulação sacro ilíaca, podem ser usados fixação com parafusos do ílio até o corpo vertebral ou fixação com placa e parafuso por via anterior.

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