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A CIF na Teoria e Prática no
Ensino de Profissionais da
Saúde
Olaf Kraus de Camargo
@DevPeds
‘SAÚDE’
§ Saúde é a ‘habilidade de adaptar-se e de gerir-se ao encontrar
desafios sociais, físicos e emocionais’ (Huber et al. 2011).
Huber, M., Knottnerus, J.A., Green, L., van der Horst, H., Jadad,A. R., Kromhout, D., … Smid, H. (2011). How should we define health? Bmj, 343,
d4163. https://doi.org/10.1136/bmj.d4163
‘FUNCIONALIDADE’
§ A funcionalidade (não importando como é atingida), independente
de abilidades/inabilidades, pode ser entendida como evidência de
saúde.
Huber, M., Knottnerus, J.A., Green, L., van der Horst, H., Jadad,A. R., Kromhout, D., … Smid, H. (2011). How should we define health? Bmj, 343,
d4163. https://doi.org/10.1136/bmj.d4163
Funcionalidade
Condição de saúde
Estruturas e
Funções do corpo Atividades Participação
Fatores
Ambientais
Fatores
Pessoais
CIF
Estrutura da CIF
Estruturas e Funções
do Corpo
Atividades
Participaçāo
Fatores Ambientais
Fatores Pessoais
Funções do Corpo: As funções fisiológicas dos sistemas e órgãos (incluindo as funções psicológicas)
Estruturas do Corpo: Partes anatômicas do corpo tais como órgãos, membros e os seus componentes
Atividades: A execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo
Participação: Envolvimento em uma situação de vida
Fatores Ambientais: O ambiente físico, social e de atitudes no qual pessoas vivem e conduzem a sua vida;
podem ser tanto barreiras ou facilitadores da funcionalidade de uma pessoa
Fatores Pessoais: Fatores inerentes à pessoa que podem incluir gênero, idade, formação, profissão,
experiências passadas ou atuais, caráter e outros fatores que influenciam como a incapacidade é vivenciada
pelo indivíduo.
Vantagens da CIF
Condição de Saúde
E&F A P
FA FP
• É um ‘sistema dinâmico’ de partes interligadas.
Talvez não seja tão importante como pensávamos, em
qual delas iniciamos uma intervenção
• A CIF nos lembra de olhar/focar no que as pessoas
CONSEGUEM fazer
• O foco está nos pontos fortes da pessoa!
• Serve como um arcabouço de saúde para todos
• Os termos são ‘neutros’
• Tudo está conectado com todo o resto
Vantagens da CIF
Condição de Saúde
E&F A P
FA FP
Olhe mais
uma vez!
O que
você
enxerga?
8
Pode depender do que você quer enxergar…
...e o que lhe disseram para procurar ver.
Por exemplo, dê uma olhada nessa bela jovem
usando uma pena no chapéu, olhando com
melancolia por cima do seu ombro direito!
9
Alguém consegue
enxergar a velhinha?
Funcionalidade
Condição de saúde
Estruturas e
Funções do corpo Atividades Participação
Fatores
Ambientais
Fatores
Pessoais
CIF
Funcionalidade
Condição de saúde
Estruturas e
Funções do corpoAtividadesParticipação
Fatores
Ambientais
Fatores
Pessoais
CIF
CIF
Objetivos da Educação em Saúde
§ “As escolas de medicina falharam em ensinar aos estudantes e
médicos uma visão ampla da medicina, que as ciências da sociologia
e psicologia têm a mesma importância como a fisiologia, bioquímica e
anatomia, e de que a prática da medicina comunitária e preventiva é
tão importante quanto a medicina hospitalar”
1974
Ensinar biomedicina não basta!
Williams, H. (1974). PERSPECTIVES IN MEDICAL PRACTICE AND EDUCATION. Australian Paediatric Journal, 10(Supplement Number 3), 32–34.
Objetivos da Educação em Saúde
§ “O graduando de medicina deve identificar, definir e resolver problemas
relacionados à saúde humana examinando os mecanismos biológicos, sociais e
comportamentais subjacentes envolvidos.”
§ “Usando esta técnica se espera que os estudantes se tornem cientes dos
problemas complexos e desafiadores da pessoa como um indivíduo dentro da
sociedade antes de serem seduzidos pelos problemas intelectualmente intrigantes
da estrutura e da função dos componentes do corpo humano.”
1975
Que tal ensino baseado em problemas?
Sweeney, G. D., & Mitchell, D. L. M. (1975). An Introduction to the Study of Medicine: Phase I of the McMaster M.D. Program. Journal of Medical Education, 50, 70–77.
Objetivos da Educação em Saúde
§ “…cuidar da saúde ficou muito complexo. As habilidades necessárias são altamente especializadas.
Colaboração entre profissionais não é apenas uma opção mas passou a ser essencial. Portanto,
estamos movendo para uma abordagem por times.”
• “Uma colaboração inter-professional, interdisciplinar e baseada em times é essencial para o futuro de um
sistema de saúde funcional. Não vamos conseguir chegar lá, se não passamos a aprender e ensinar
juntos.”
• “Por fim, estamos mudando o modelo devido ao surgimento de uma geração inteira de instrumentos novos –
saúde digital, dados disponíveis para os usuários, empoderando-os a tomarem controle e colaborarem. Estamos
nos dando conta de que os custos de saúde saíram de controle, de que o modelo de medicina paternalística,
hierárquica, é insustentável. Não funciona. Devemos criar um modelo de engajamento onde as pessoas queiram
participar, queiram se engajar e sejam determinadas a assumirem responsabilidades pessoais.”
2017Reimagining health care education – Stanford Medicine X. Available at https://medicinex.stanford.edu/2017/04/17/reimagining-health-care-education/.
Educação em Saúde precisa mudar!
§ Abordagem por times
§ Aprender e Ensinar juntos
§ Pessoas querem participar e serem engajadas
Agora!
PBL
Barrows, H.S., et al., 1975.
1887 1975 20202001
Oxman, A.D., et al., 1993
1993
EBM
ICF
World HealthOrganization, 2001
McMaster
What will be the
next big thing?
2010
#ChronicDiseases
Ed.Reform
Frenk, J., et al. 2010.
Allotey, P., et al., 2010
1966
Med. School
O que a CIF acrescenta?
§ Abordagem bio-psico-social
§ Dimensão social
§ Perspectiva pessoal
§ Linguagem comum
§ Dados sobre funcionalidade
• Transformação institucional
• Reforma de Ensino
• Equidade em Saúde
ICanFunction (mICF)
Snyman, S., Kraus de Camargo, O.,Anttila, H., van derVeen, S., Stallinga, H., Maribo,T., …Van Greunen, D. (2019).The ICanFunction mHealth
Solution (mICF):A project bringing equity to health and social care within a person-centered approach. Journal of InterprofessionalWorkforce
Research and Development, 2(1), 1–17.
CIF na Educação em Saúde
10 Anos- 18 artigos!
Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the
ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558
CIF na Educação em Saúde
Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the
ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558
“De fato, é provável que profissionais com uma boa
formação na CIF estejam melhor posicionados a promover
of valores da CIF sobre funcionalidade e incapacidade para
uma discussão mais ampla no público em geral facilitando
a mudança cultural desejada.”
CIF na Educação em Saúde
Endossado por órgão oficiais:
§ Associação Americana de Fonoaudiologia
§ Associação Americana de Fisioterapia
§ Instituto Canadense de Informação de Saúde
§ Instituto de Medicina dos EUA
§ COFFITO no Brasil
§ etc.
Bornbaum, C. C., Day,A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in
health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8.
CIF na Educação em Saúde
Bornbaum, C. C., Day,A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability
and Rehabilitation, 8288(April), 1–8.
§ Segundo a OMS, a CIF é recomendada na “concepção curricular com
o objetivo de maior conscientização e promoção social”
§ Muitas publicações mencionam mais o potencial que a CIF oferece do
que relatam experiências de implementação
§ Cuidados com medidas de cima-para-baixo, que podem criar mais
barreiras à implementação
§ No entanto, é importante assegurar-se do apoio dos líderes nas
organizações
Exemplos
§ Alemanha
§ Canadá
§ Brasil
§ Chile
§ África do Sul
Alemanha – Modelo Hannover
§ Princípios da reabilitação baseados no modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade,
Incapacidade e Saúde (CIF)
§ Princípios e efeitos da fisioterapia, terapia ocupacional e outras terapias físicas (incluindo uma
visão global de diferentes métodos terapêuticos)
§ Trabalhar em time e comunicação com terapeutas
§ Indicações e contraindicações para intervenções de reabilitação em condições específicas (p.ex.
Derrame cerebral, poli traumatizado, dor lombar, atrite, câncer etc.)
§ Princípios, efeitos, indicações e contraindicações de programas compreensivos de reabilitação
§ Organização e prática de um Sistema de reabilitação (reabilitação aguda e pós-aguda assim como
programas de reabilitação para pacientes com condições crônicas)
§ Conhecimento do Sistema social e da legislação federal relevante à incapacidade e reabilitação,
assim como.Aspectos éticos e de direitos humanos na reabilitação
Gutenbrunner, C., Schiller, J., Schwarze, M., Fischer, V., Paulmann, V., Haller, H., & Kuther, G. (2010). Hannover model for the implementation
of physical and rehabilitation medicine teaching in undergraduate medical training. J Rehabil Med, 42(3), 206–213.
http://doi.org/10.2340/16501977-0513
Alemanha – Intervenção Precoce
§ Em 2005 a CIF foi implementada em centros de intervenção precoce
na Alemanha
§ Em seguida, oficinas foram oferecidas aos profissionais em todo país
§ Desde 2007 a CIF também faz parte do currículo de cursos para
formação de especialistas em intervenção precoce
Kraus de Camargo, O. (2007). Die ICF-CY als Checkliste und Dokumentationsraster in der Praxis der Frühförderung. Frühförderung Interdisziplinär, 26, 158–166.
Canadá – Universidade Alberta
Quatro conceitos básicos norteiam o programa:
1. Importância em compreender as bases teóricas
2. Importância de uma prática centrada no cliente
3. Integração da filosofia e linguagem da CIF
4. Usar a prática baseada em evidência para decisões clínicas
J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an
integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory,
research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated
model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated
model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated
model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
Canadá - Universidade McMaster
§Curso optativo, aberto para estudantes de todas as áreas
§O programa é composto por discussões em grupo e aulas de introdução
§Os estudantes desenvolvem um projeto CIF baseado em sua área de
interesse com o apoio de um dos professores como orientador
§O relatório do projeto é avaliado pelos colegas do grupo (peer review)
§Os professores avaliam tanto o projeto como a qualidade do peer review
para dar nota final
Nguyen, T., Fayed, N., Gorter, J. W., & MacDermid, J. (2016). Enhancing interprofessional education and practice: Development and
implementation of a new graduate-level course using the international classification of functioning, disability, and health. Journal of
Interprofessional Care, 30(3), 385–387. http://doi.org/10.3109/13561820.2016.1139557
Brasil – Universidade Federal do Sergipe
Fisioterapia:
§ Implementação de Check-lists usando a CIF nos estágios em ortopedia e
reabilitação cardiorrespiratória
§ Implementação de Check-lists usando a CIF para triagem no ambulatório
de fisioterapia
§ Ensino da CIF em cursos eletivos e cursos abertos a profissionais já
formados
§ Desenvolvimento de uma estratégia de pesquisa criando um “grupo de
pesquisa para o estudo da saúde funcional”, uma colaboração entre
hospital das clínicas e universidade
Pereira de Farias Neto, J., Uruga Oliveira, G., Salgueiro Santana, M. M., Costa de Oliveira, A., & Monteiro da Silva Junior, W. (n.d.).
EXPERIENCE AT THE FEDERAL UNIVERSITY OF SERGIPE/UNIVERSITY HOSPITAL: INCLUSION OF THE
BIOPSICOSOCIAL MODEL AND ICF [EXPERIENCIA PRATICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE/HOSPITAL
UNIVERSITARIO: INCLUSAO DO MODELO BIOPSICOSOCIAL E DA CIF]. In Eduardo Santana (Ed.), .
Brasil - COFFITO
§ Curso online numa plataforma Moodle (2013)
§ Mais de 5000 profissionais foram treinados no uso da CIF
§ Plataforma disponível no site do COFFITO, mais de 9000 inscritos
http://coffito.gov.br/nsite/?p=5360
Santana de Araujo, E. (2015). ICF Online training for Brazilian professionals. In First International Symposium: ICF Education. Helsinki, Finland.
Chile - CIDEAS
§ Cursos CIF introdutórios para professionais e acadêmicos (desde
2013)
§ Cursos CIF para administração clínica
§ Cursos CIF para neuro-reabilitação
§ Curso de avaliação da incapacidade usando WHODAS 2.0
§ Cursos CIF avançados para estudos de pós-graduação em
neurokinesiologia (desde 2017)
Daniel Cid Cofré - http://cideas.cl/web/
África do Sul: Universidade Stellenbosch
§Estudantes de medicina em estágio comunitário rural
§Um preceptor local sem conhecimento da CIF por grupo de
estudantes
§Tarefa: avaliar, documentar e colaborar com outros profissionais de
saúde usando a CIF, inclusive durante visitas domiciliares
§Análise qualitativa das perspectivas dos estudantes, pacientes e
preceptores
Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for
interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7.
http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041
África do Sul: Universidade Stellenbosch
Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for
interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7.
http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041
África do Sul: Universidade Stellenbosch
§Estudantes: 62% positivo,“melhor para o paciente e para
identificar objetivos comuns” outros acharam “demora
demais”,“pouco prático”
§Preceptores:“melhorou a prática clínica”,“me tornou um
médico melhor”,“pacientes se sentem melhor tratados”
§Pacientes:“Os médicos seriam mais úteis se me
perguntassem o que estes estudantes perguntaram.”
Resumo
§ A CIF fornece um arcabouço que pode facilitar tanto as mudanças necessárias na
Educação em Saúde como promover as mudanças necessárias nos serviços de saúde
§ A CIF serve como guia para considerarmos a saúde e o bem-estar com uma visão
sistêmica
§ Esta visão promove e facilita a colaboração inter-professional
§ A implementação da CIF precisa ocorrer tanto a nível acadêmico fazendo parte integral
do currículo de todas as profissões de saúde quanto a nível de profissionais no Mercado
de trabalho que precisam ser convidados a participarem em cursos acessíveis
§ A aceitação da CIF vai depender principalmente da evidência de benefícios para os
pacientes (reduzir sobrecarga terapêutica, maior participação em atividades importantes,
objetivos de intervenção que fazem sentido)
Literatura:
Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8.
http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558
Darrah, J., Loomis, J., Manns, P., Norton, B., & May, L. (2006). Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice. Physiotherapy Theory and
Practice, 22(5), 239–250. http://doi.org/10.1080/09593980600927765
Gutenbrunner, C., Schiller, J., Schwarze, M., Fischer, V., Paulmann, V., Haller, H., & Kuther, G. (2010). Hannover model for the implementation of physical and rehabilitation medicine teaching in undergraduate medical training. J
Rehabil Med, 42(3), 206–213. http://doi.org/10.2340/16501977-0513
James, J. (2017). Reimagining health care education – Stanford Medicine X. Retrieved April 17, 2017, from https://medicinex.stanford.edu/2017/04/17/reimagining-health-care-education/
Kraus de Camargo, O. (2007). Die ICF-CY als Checkliste und Dokumentationsraster in der Praxis der Frühförderung. Frühförderung Interdisziplinär, 26, 158–166.
Nguyen, T., Fayed, N., Gorter, J. W., & MacDermid, J. (2016). Enhancing interprofessional education and practice: Development and implementation of a new graduate-level course using the international classification of functioning,
disability, and health. Journal of Interprofessional Care, 1820(April), 1–3. http://doi.org/10.3109/13561820.2016.1139557
Pereira de Farias Neto, J., Uruga Oliveira, G., Salgueiro Santana, M. M., Costa de Oliveira, A., & Monteiro da Silva Junior, W. (n.d.). EXPERIENCE AT THE FEDERAL UNIVERSITY OF SERGIPE/UNIVERSITY HOSPITAL: INCLUSION
OF THE BIOPSICOSOCIAL MODEL AND ICF [EXPERIENCIA PRATICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE/HOSPITAL UNIVERSITARIO: INCLUSAO DO MODELO BIOPSICOSOCIAL E DA CIF]. In Eduardo Santana
(Ed.), .
Reed, G. M., Dilfer, K., Bufka, L. F., Scherer, M. J., Kotzé, P., Tshivhase, M., & Stark, S. L. (2008). Three model curricula for teaching clinicians to use the ICF. Disability and Rehabilitation, 30(12–13), 927–941.
http://doi.org/10.1080/09638280701800301
Santana de Araujo, E., & Carlos de Oliveira Júnior, J. (2014). The ICF application by health community agents [A APLICAÇÃO DA CIF POR AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE]. Revista Cientifica CIFBrasil, 1(1), 18–26.
Santana de Araujo, E. (2015). ICF Online training for Brazilian professionals. In First International Symposium: ICF Education. Helsinki, Finland.
Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7.
http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041
Sweeney, G. D., & Mitchell, D. L. M. (1975). An Introduction to the Study of Medicine: Phase I of the McMaster M.D. Program. Journal of Medical Education, 50, 70–77.
Williams, H. (1974). PERSPECTIVES IN MEDICAL PRACTICE AND EDUCATION. Australian Paediatric Journal, 10(Supplement Number 3), 32–34.
World Health Organization. (2013). How to use the ICF: A practical manual for using the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF). Exposure draft for comment. Geneva: WHO.
Perguntas?
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A CIF na Educação de Profissionais da Saúde

  • 1. A CIF na Teoria e Prática no Ensino de Profissionais da Saúde Olaf Kraus de Camargo @DevPeds
  • 2. ‘SAÚDE’ § Saúde é a ‘habilidade de adaptar-se e de gerir-se ao encontrar desafios sociais, físicos e emocionais’ (Huber et al. 2011). Huber, M., Knottnerus, J.A., Green, L., van der Horst, H., Jadad,A. R., Kromhout, D., … Smid, H. (2011). How should we define health? Bmj, 343, d4163. https://doi.org/10.1136/bmj.d4163
  • 3. ‘FUNCIONALIDADE’ § A funcionalidade (não importando como é atingida), independente de abilidades/inabilidades, pode ser entendida como evidência de saúde. Huber, M., Knottnerus, J.A., Green, L., van der Horst, H., Jadad,A. R., Kromhout, D., … Smid, H. (2011). How should we define health? Bmj, 343, d4163. https://doi.org/10.1136/bmj.d4163
  • 4. Funcionalidade Condição de saúde Estruturas e Funções do corpo Atividades Participação Fatores Ambientais Fatores Pessoais CIF
  • 5. Estrutura da CIF Estruturas e Funções do Corpo Atividades Participaçāo Fatores Ambientais Fatores Pessoais Funções do Corpo: As funções fisiológicas dos sistemas e órgãos (incluindo as funções psicológicas) Estruturas do Corpo: Partes anatômicas do corpo tais como órgãos, membros e os seus componentes Atividades: A execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo Participação: Envolvimento em uma situação de vida Fatores Ambientais: O ambiente físico, social e de atitudes no qual pessoas vivem e conduzem a sua vida; podem ser tanto barreiras ou facilitadores da funcionalidade de uma pessoa Fatores Pessoais: Fatores inerentes à pessoa que podem incluir gênero, idade, formação, profissão, experiências passadas ou atuais, caráter e outros fatores que influenciam como a incapacidade é vivenciada pelo indivíduo.
  • 6. Vantagens da CIF Condição de Saúde E&F A P FA FP • É um ‘sistema dinâmico’ de partes interligadas. Talvez não seja tão importante como pensávamos, em qual delas iniciamos uma intervenção • A CIF nos lembra de olhar/focar no que as pessoas CONSEGUEM fazer • O foco está nos pontos fortes da pessoa!
  • 7. • Serve como um arcabouço de saúde para todos • Os termos são ‘neutros’ • Tudo está conectado com todo o resto Vantagens da CIF Condição de Saúde E&F A P FA FP
  • 8. Olhe mais uma vez! O que você enxerga? 8 Pode depender do que você quer enxergar… ...e o que lhe disseram para procurar ver. Por exemplo, dê uma olhada nessa bela jovem usando uma pena no chapéu, olhando com melancolia por cima do seu ombro direito!
  • 10. Funcionalidade Condição de saúde Estruturas e Funções do corpo Atividades Participação Fatores Ambientais Fatores Pessoais CIF
  • 11. Funcionalidade Condição de saúde Estruturas e Funções do corpoAtividadesParticipação Fatores Ambientais Fatores Pessoais CIF
  • 12. CIF
  • 13. Objetivos da Educação em Saúde § “As escolas de medicina falharam em ensinar aos estudantes e médicos uma visão ampla da medicina, que as ciências da sociologia e psicologia têm a mesma importância como a fisiologia, bioquímica e anatomia, e de que a prática da medicina comunitária e preventiva é tão importante quanto a medicina hospitalar” 1974 Ensinar biomedicina não basta! Williams, H. (1974). PERSPECTIVES IN MEDICAL PRACTICE AND EDUCATION. Australian Paediatric Journal, 10(Supplement Number 3), 32–34.
  • 14. Objetivos da Educação em Saúde § “O graduando de medicina deve identificar, definir e resolver problemas relacionados à saúde humana examinando os mecanismos biológicos, sociais e comportamentais subjacentes envolvidos.” § “Usando esta técnica se espera que os estudantes se tornem cientes dos problemas complexos e desafiadores da pessoa como um indivíduo dentro da sociedade antes de serem seduzidos pelos problemas intelectualmente intrigantes da estrutura e da função dos componentes do corpo humano.” 1975 Que tal ensino baseado em problemas? Sweeney, G. D., & Mitchell, D. L. M. (1975). An Introduction to the Study of Medicine: Phase I of the McMaster M.D. Program. Journal of Medical Education, 50, 70–77.
  • 15. Objetivos da Educação em Saúde § “…cuidar da saúde ficou muito complexo. As habilidades necessárias são altamente especializadas. Colaboração entre profissionais não é apenas uma opção mas passou a ser essencial. Portanto, estamos movendo para uma abordagem por times.” • “Uma colaboração inter-professional, interdisciplinar e baseada em times é essencial para o futuro de um sistema de saúde funcional. Não vamos conseguir chegar lá, se não passamos a aprender e ensinar juntos.” • “Por fim, estamos mudando o modelo devido ao surgimento de uma geração inteira de instrumentos novos – saúde digital, dados disponíveis para os usuários, empoderando-os a tomarem controle e colaborarem. Estamos nos dando conta de que os custos de saúde saíram de controle, de que o modelo de medicina paternalística, hierárquica, é insustentável. Não funciona. Devemos criar um modelo de engajamento onde as pessoas queiram participar, queiram se engajar e sejam determinadas a assumirem responsabilidades pessoais.” 2017Reimagining health care education – Stanford Medicine X. Available at https://medicinex.stanford.edu/2017/04/17/reimagining-health-care-education/.
  • 16. Educação em Saúde precisa mudar! § Abordagem por times § Aprender e Ensinar juntos § Pessoas querem participar e serem engajadas Agora!
  • 17. PBL Barrows, H.S., et al., 1975. 1887 1975 20202001 Oxman, A.D., et al., 1993 1993 EBM ICF World HealthOrganization, 2001 McMaster What will be the next big thing? 2010 #ChronicDiseases Ed.Reform Frenk, J., et al. 2010. Allotey, P., et al., 2010 1966 Med. School
  • 18. O que a CIF acrescenta? § Abordagem bio-psico-social § Dimensão social § Perspectiva pessoal § Linguagem comum § Dados sobre funcionalidade • Transformação institucional • Reforma de Ensino • Equidade em Saúde
  • 19. ICanFunction (mICF) Snyman, S., Kraus de Camargo, O.,Anttila, H., van derVeen, S., Stallinga, H., Maribo,T., …Van Greunen, D. (2019).The ICanFunction mHealth Solution (mICF):A project bringing equity to health and social care within a person-centered approach. Journal of InterprofessionalWorkforce Research and Development, 2(1), 1–17.
  • 20. CIF na Educação em Saúde 10 Anos- 18 artigos! Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558
  • 21. CIF na Educação em Saúde Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558 “De fato, é provável que profissionais com uma boa formação na CIF estejam melhor posicionados a promover of valores da CIF sobre funcionalidade e incapacidade para uma discussão mais ampla no público em geral facilitando a mudança cultural desejada.”
  • 22. CIF na Educação em Saúde Endossado por órgão oficiais: § Associação Americana de Fonoaudiologia § Associação Americana de Fisioterapia § Instituto Canadense de Informação de Saúde § Instituto de Medicina dos EUA § COFFITO no Brasil § etc. Bornbaum, C. C., Day,A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8.
  • 23. CIF na Educação em Saúde Bornbaum, C. C., Day,A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. § Segundo a OMS, a CIF é recomendada na “concepção curricular com o objetivo de maior conscientização e promoção social” § Muitas publicações mencionam mais o potencial que a CIF oferece do que relatam experiências de implementação § Cuidados com medidas de cima-para-baixo, que podem criar mais barreiras à implementação § No entanto, é importante assegurar-se do apoio dos líderes nas organizações
  • 24. Exemplos § Alemanha § Canadá § Brasil § Chile § África do Sul
  • 25. Alemanha – Modelo Hannover § Princípios da reabilitação baseados no modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) § Princípios e efeitos da fisioterapia, terapia ocupacional e outras terapias físicas (incluindo uma visão global de diferentes métodos terapêuticos) § Trabalhar em time e comunicação com terapeutas § Indicações e contraindicações para intervenções de reabilitação em condições específicas (p.ex. Derrame cerebral, poli traumatizado, dor lombar, atrite, câncer etc.) § Princípios, efeitos, indicações e contraindicações de programas compreensivos de reabilitação § Organização e prática de um Sistema de reabilitação (reabilitação aguda e pós-aguda assim como programas de reabilitação para pacientes com condições crônicas) § Conhecimento do Sistema social e da legislação federal relevante à incapacidade e reabilitação, assim como.Aspectos éticos e de direitos humanos na reabilitação Gutenbrunner, C., Schiller, J., Schwarze, M., Fischer, V., Paulmann, V., Haller, H., & Kuther, G. (2010). Hannover model for the implementation of physical and rehabilitation medicine teaching in undergraduate medical training. J Rehabil Med, 42(3), 206–213. http://doi.org/10.2340/16501977-0513
  • 26. Alemanha – Intervenção Precoce § Em 2005 a CIF foi implementada em centros de intervenção precoce na Alemanha § Em seguida, oficinas foram oferecidas aos profissionais em todo país § Desde 2007 a CIF também faz parte do currículo de cursos para formação de especialistas em intervenção precoce Kraus de Camargo, O. (2007). Die ICF-CY als Checkliste und Dokumentationsraster in der Praxis der Frühförderung. Frühförderung Interdisziplinär, 26, 158–166.
  • 27. Canadá – Universidade Alberta Quatro conceitos básicos norteiam o programa: 1. Importância em compreender as bases teóricas 2. Importância de uma prática centrada no cliente 3. Integração da filosofia e linguagem da CIF 4. Usar a prática baseada em evidência para decisões clínicas J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
  • 28. J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
  • 29. J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
  • 30. J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
  • 31. J. Darrah, J. Loomis, P. Manns, B. Norton and L. May, Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice., Physiother. Theory Pract. 22 (2006), pp. 239–250.
  • 32. Canadá - Universidade McMaster §Curso optativo, aberto para estudantes de todas as áreas §O programa é composto por discussões em grupo e aulas de introdução §Os estudantes desenvolvem um projeto CIF baseado em sua área de interesse com o apoio de um dos professores como orientador §O relatório do projeto é avaliado pelos colegas do grupo (peer review) §Os professores avaliam tanto o projeto como a qualidade do peer review para dar nota final Nguyen, T., Fayed, N., Gorter, J. W., & MacDermid, J. (2016). Enhancing interprofessional education and practice: Development and implementation of a new graduate-level course using the international classification of functioning, disability, and health. Journal of Interprofessional Care, 30(3), 385–387. http://doi.org/10.3109/13561820.2016.1139557
  • 33. Brasil – Universidade Federal do Sergipe Fisioterapia: § Implementação de Check-lists usando a CIF nos estágios em ortopedia e reabilitação cardiorrespiratória § Implementação de Check-lists usando a CIF para triagem no ambulatório de fisioterapia § Ensino da CIF em cursos eletivos e cursos abertos a profissionais já formados § Desenvolvimento de uma estratégia de pesquisa criando um “grupo de pesquisa para o estudo da saúde funcional”, uma colaboração entre hospital das clínicas e universidade Pereira de Farias Neto, J., Uruga Oliveira, G., Salgueiro Santana, M. M., Costa de Oliveira, A., & Monteiro da Silva Junior, W. (n.d.). EXPERIENCE AT THE FEDERAL UNIVERSITY OF SERGIPE/UNIVERSITY HOSPITAL: INCLUSION OF THE BIOPSICOSOCIAL MODEL AND ICF [EXPERIENCIA PRATICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE/HOSPITAL UNIVERSITARIO: INCLUSAO DO MODELO BIOPSICOSOCIAL E DA CIF]. In Eduardo Santana (Ed.), .
  • 34. Brasil - COFFITO § Curso online numa plataforma Moodle (2013) § Mais de 5000 profissionais foram treinados no uso da CIF § Plataforma disponível no site do COFFITO, mais de 9000 inscritos http://coffito.gov.br/nsite/?p=5360 Santana de Araujo, E. (2015). ICF Online training for Brazilian professionals. In First International Symposium: ICF Education. Helsinki, Finland.
  • 35. Chile - CIDEAS § Cursos CIF introdutórios para professionais e acadêmicos (desde 2013) § Cursos CIF para administração clínica § Cursos CIF para neuro-reabilitação § Curso de avaliação da incapacidade usando WHODAS 2.0 § Cursos CIF avançados para estudos de pós-graduação em neurokinesiologia (desde 2017) Daniel Cid Cofré - http://cideas.cl/web/
  • 36. África do Sul: Universidade Stellenbosch
  • 37. §Estudantes de medicina em estágio comunitário rural §Um preceptor local sem conhecimento da CIF por grupo de estudantes §Tarefa: avaliar, documentar e colaborar com outros profissionais de saúde usando a CIF, inclusive durante visitas domiciliares §Análise qualitativa das perspectivas dos estudantes, pacientes e preceptores Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7. http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041 África do Sul: Universidade Stellenbosch
  • 38. Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7. http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041 África do Sul: Universidade Stellenbosch §Estudantes: 62% positivo,“melhor para o paciente e para identificar objetivos comuns” outros acharam “demora demais”,“pouco prático” §Preceptores:“melhorou a prática clínica”,“me tornou um médico melhor”,“pacientes se sentem melhor tratados” §Pacientes:“Os médicos seriam mais úteis se me perguntassem o que estes estudantes perguntaram.”
  • 39. Resumo § A CIF fornece um arcabouço que pode facilitar tanto as mudanças necessárias na Educação em Saúde como promover as mudanças necessárias nos serviços de saúde § A CIF serve como guia para considerarmos a saúde e o bem-estar com uma visão sistêmica § Esta visão promove e facilita a colaboração inter-professional § A implementação da CIF precisa ocorrer tanto a nível acadêmico fazendo parte integral do currículo de todas as profissões de saúde quanto a nível de profissionais no Mercado de trabalho que precisam ser convidados a participarem em cursos acessíveis § A aceitação da CIF vai depender principalmente da evidência de benefícios para os pacientes (reduzir sobrecarga terapêutica, maior participação em atividades importantes, objetivos de intervenção que fazem sentido)
  • 40. Literatura: Bornbaum, C. C., Day, A. M. B., Izaryk, K., Morrison, S. J., Ravenek, M. J., Sleeth, L. E., & Skarakis-Doyle, E. (2014). Exploring use of the ICF in health education. Disability and Rehabilitation, 8288(April), 1–8. http://doi.org/10.3109/09638288.2014.910558 Darrah, J., Loomis, J., Manns, P., Norton, B., & May, L. (2006). Role of conceptual models in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory, research, and clinical practice. Physiotherapy Theory and Practice, 22(5), 239–250. http://doi.org/10.1080/09593980600927765 Gutenbrunner, C., Schiller, J., Schwarze, M., Fischer, V., Paulmann, V., Haller, H., & Kuther, G. (2010). Hannover model for the implementation of physical and rehabilitation medicine teaching in undergraduate medical training. J Rehabil Med, 42(3), 206–213. http://doi.org/10.2340/16501977-0513 James, J. (2017). Reimagining health care education – Stanford Medicine X. Retrieved April 17, 2017, from https://medicinex.stanford.edu/2017/04/17/reimagining-health-care-education/ Kraus de Camargo, O. (2007). Die ICF-CY als Checkliste und Dokumentationsraster in der Praxis der Frühförderung. Frühförderung Interdisziplinär, 26, 158–166. Nguyen, T., Fayed, N., Gorter, J. W., & MacDermid, J. (2016). Enhancing interprofessional education and practice: Development and implementation of a new graduate-level course using the international classification of functioning, disability, and health. Journal of Interprofessional Care, 1820(April), 1–3. http://doi.org/10.3109/13561820.2016.1139557 Pereira de Farias Neto, J., Uruga Oliveira, G., Salgueiro Santana, M. M., Costa de Oliveira, A., & Monteiro da Silva Junior, W. (n.d.). EXPERIENCE AT THE FEDERAL UNIVERSITY OF SERGIPE/UNIVERSITY HOSPITAL: INCLUSION OF THE BIOPSICOSOCIAL MODEL AND ICF [EXPERIENCIA PRATICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE/HOSPITAL UNIVERSITARIO: INCLUSAO DO MODELO BIOPSICOSOCIAL E DA CIF]. In Eduardo Santana (Ed.), . Reed, G. M., Dilfer, K., Bufka, L. F., Scherer, M. J., Kotzé, P., Tshivhase, M., & Stark, S. L. (2008). Three model curricula for teaching clinicians to use the ICF. Disability and Rehabilitation, 30(12–13), 927–941. http://doi.org/10.1080/09638280701800301 Santana de Araujo, E., & Carlos de Oliveira Júnior, J. (2014). The ICF application by health community agents [A APLICAÇÃO DA CIF POR AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE]. Revista Cientifica CIFBrasil, 1(1), 18–26. Santana de Araujo, E. (2015). ICF Online training for Brazilian professionals. In First International Symposium: ICF Education. Helsinki, Finland. Snyman, S., Pressentin, K. B. Von, & Clarke, M. (2015). International Classification of Functioning , Disability and Health: catalyst for interprofessional education and collaborative practice. Journal of Interprofessional Care, 0(0), 1–7. http://doi.org/10.3109/13561820.2015.1004041 Sweeney, G. D., & Mitchell, D. L. M. (1975). An Introduction to the Study of Medicine: Phase I of the McMaster M.D. Program. Journal of Medical Education, 50, 70–77. Williams, H. (1974). PERSPECTIVES IN MEDICAL PRACTICE AND EDUCATION. Australian Paediatric Journal, 10(Supplement Number 3), 32–34. World Health Organization. (2013). How to use the ICF: A practical manual for using the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF). Exposure draft for comment. Geneva: WHO.