Idade Moderna - Novas Descobertas

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Antropocentrismo, Resgate da Religiosidade, Nobreza - uma casta que começa agonizar... mas não perde a posse.

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Idade Moderna - Novas Descobertas

  1. 1. HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA E MODA IDADE MODERNA A ERA DAS DESCOBERTAS PROF. ODAIR TUONO
  2. 2. IDADE MODERNA No século XV, a palavra Mode co-meçou a ser utilizada em francês, designando “modo”, a partir da palavra latina Modus que fazia referência à medida agrária, mais tarde passou a significar “maneira de conduzir”. • Questionamento ao domínio de Deus – Antropocentrismo. • Clero, Nobre, Plebeus e Burgue-ses – Nova Hierarquia Social. • Experiência da realização pessoal – Individualismo. I. Leonardo da Vinci, estudos.
  3. 3. IDADE MODERNA RENASCIMENTO BARROCO ROCOCÓ Firenze, séc. XV e XVI Revisão dos valores da Grécia e Roma An-tiga Dinamização comerci-al e expansão urbana Ascensão da burgue-sia Mecenato e a impor-tância do artista Humanismo e senso de pesquisa Itália, séc. XVII e XVIII Barrueco – espanhol, tipo de pérola irregular e defeituosa Revitalização da reli-giosidade Revolução comercial – ciclo das grandes na-vegações Revolução científica – Galileu, Newton França, Séc. XVIII Rocaille – francês, concha Iluminismo – com-preensão da nature-za e sociedade pela razão Excesso do exagero Reflexo de uma so-ciedade fútil em de-cadência.
  4. 4. IDADE MODERNA – NOBREZA IMPERADOR & IMPERATRIZ REI & RAINHA PRÍNCIPE & PRINCESA – INFANTE & INFANTA ARQUIDUQUE & ARQUIDUQUESA GRÃO DUQUE & GRÃ DUQUESA DUQUE & DUQUESA MARQUÊS & MARQUESA CONDE & CONDESSA VISCONDE & VISCONDESSA BARÃO & BARONESA SENHOR & SENHORA
  5. 5. RENASCIMENTO
  6. 6. RENASCIMENTO A corte de Borgonha se incomo-dava com as cópias feitas das suas roupas pelo burgueses. As Cruzadas favoreceram a ativida-de comercial dos produtos vindos do Oriente. Surge o conceito de moda como diferenciador social, de sexo (mas-culinas curtas e femininas longas) e pelo caráter de saxonalidade, um gosto prevalecia até não ser cópia-do. I. John Peacock.
  7. 7. RENASCIMENTO A produção de tecidos evoluiu sur-gindo os brocados, veludos, cetins e sedas. As cortes européias estabeleceram uma identidade própria, sendo em principio a italiana como a mais in-fluente. Os homens utilizavam o gibão – que era acolchoado, podendo ou não ter mangas, abotoado à frente e com uma basque sobre o calção. I. Robert Dudley c. 1560, Steven van der Muelen.
  8. 8. RENASCIMENTO Brocado é um tipo de tecido decorado, feitos em seda colorida, e com relevos bordados geralmente a ouro ou prata. A palavra "brocado", vem do italiano broccato, "furar" ou "perfurar" com um brocco, "espinho" ou "pequeno prego“. O brocado costuma utilizar a técnica de trama suplementar, isto é, o brocado ornamental é produzido através de uma trama suplementar, não-estrutural, que é adicionada à trama padrão que mantém juntos os fios do urdume. O propósito desta técnica é dar a aparência de que a costura teria sido bordada, na realidade. I. Gloriarte
  9. 9. RENASCIMENTO Sobre o gibão utilizavam a jacket (túnica aberta), os calções bufantes tornaram-se curtos e sobre o órgão sexual usavam um suporte para unir uma perna à outra. O codpiece ou braguette exibia to-da a masculinidade e virilidade do portador. As meias coloridas ou listradas po-deriam se diferenciar em cada per-na simbolizando um respectivo clã. Os sapatos tinham o bico achatado e largo oferecendo mais conforto. I. Henry VIII, rei da Inglaterra e Irlanda, s.d. Hans Holbein, o moço.
  10. 10. RENASCIMENTO Influenciados pelos mercenários alemães que utilizavam vestimentas compostas de recortes ou tiras, através das quais um rico tecido costurado por baixo ficava visível. A moda dos Lansquenets espalho-se por toda Europa e as vestimen-tas de ambos os sexos eram feitas de forma que permitiam a visão do tecido utilizado por baixo. O Chemise era uma espécie de ca-misa leve, geralmente de linho, utili-zada por homens ou mulheres para proteger a vestimenta superior dos suores do corpo. I. Retrato de Charles de Solier, Lord of Morette – Hans Holbein
  11. 11. RENASCIMENTO Utilizava-se um manto ou sobre túnica chamada cotehardie e um vestido bastante justo denominado vertugado conferindo formas rijas ao tronco e a cintura que se abria em forma cônica. O corpete afunilava a parte superior da silhueta feminina, a gola de renda branca valorizava o decote eviden-ciando o colo. Armações feitas de madeira, arame ou barbatanas de baleia permitam os volume da forma cônica até as abóbadas, essa moda inglesa cha-mava se farthingale. I. Catherine Parr, 1545. Master John. VERTUGADO COTEHARDIE
  12. 12. RENASCIMENTO Surgiu um tipo de gola denominada rufo, semelhante a uma grande ro-da, em tecido fino e engomado, ornadas ou totalmente em renda. O gosto excessivo pelo perfumes e adornos para cabelo era caracterís-tico da época A corte do imperador espanhol Carlos V, devido a sua tradição cultural e religiosa, influenciaram o uso da cor preta para ambos os sexos. I. Rufos exemplos. Elizabeth, Kate Blanchet / Fashion RIO, Alessa.
  13. 13. RENASCIMENTO Os penteados femininos se torna-ram cada vez mais complexos e mudaram de forma diversas vezes. Penteados em formato de dois co-nes na extremidade da cabeça eram utilizados com véu. Os cabelos loiros podiam ser natu-rais ou tingidos. Apesar de diversos artifícios as roupas masculinas da época foram consideradas mais exuberantes que as femininas. I. Duquesa Battista Sforza, Piero della Francesca. Marg. van Eyck, Jan van Eyck.
  14. 14. RENASCIMENTO Os vestidos eram armados pela far-thingale conferindo assim o volume das peças que tinham barras que se arrastavam pelo chão. Visando manter a dama acima da sujeira e da lama foi criado o calçado denominado chapins ou chopines que ficavam encobertos pelo vestido, mas eram ricamente decorados, podiam medir até cerca de 50 cm de altura, aumentando sobremaneira a estatura da usuária. I. Chapins, exemplos. Séc. XV e XVI
  15. 15. RENASCIMENTO Artistas do período renascentistas: • Rafael Sanzio • Sandro Botticelli • Ticiano • Andre Mantegna • Albrecht Dürer • Leonardo da Vinci • Lucas Cranach • Miguel Ângelo Buonarroti • Pieter Bruegel I. Dama com arminho, séc. XV. Leonardo da Vinci.
  16. 16. RENASCIMENTO Índice de Filmes: • Agonia e Êxtase (1965, EUA). • Elizabeth (1998, ING). • Para Sempre Cinderela (1998, EUA). • Mercador de Veneza, O (2004, EUA). • Rainha Margot, A (1994, FRA/ ALE /ITA). • Romeu e Julieta (1968, ING/ITA). • Shakespeare Apaixonado (1998, ING/EUA). I. Elizabeth I, rainha da Inglaterra. c.1558.
  17. 17. BARROCO
  18. 18. BARROCO As cortes entre a França, Inglaterra, Espanha e Holanda se revezavam na criação de modos e estilos sem-pre copiados pela bourgeoisie. Na França e Inglaterra a roupa mas-culina estava associada aos mos-queteiros do rei. Plumas, rendas, fitas, brilhos revela-vam a extravagância característica do período imposto pela moda fran-cesa e o Rei Sol. I. John Peacock.
  19. 19. BARROCO Os trajes da Holanda receberam influência espanhola e, juntamente com o Protestantismo local, continu-avam a usar o preto como sinônimo de austeridade. A moda masculina da Europa, de forma geral, era composta pelo gibão mais amplos e largos, soma-dos ao culottes com altura abaixo do joelho. A renda era utilizada, para ambos os sexos, nos punhos e golas das peças, no conjunto o traje barroco é caracterizado pelo excesso visual. I. Charles I da Inglaterra c. 1629. Daniel Mijtens, o velho. LANSQUENETS
  20. 20. BARROCO As botas utilizadas pelos mosque-teiros na França e cavaleiros na Inglaterra ganharam o caráter de moda. A peruca transformou-se num dos elementos mais importante da ele-gância masculina. Luís XIV, o Rei Sol (1643-1715), começou a se impor para o restante da Europa com novos padrões sociais, criando regras de etiqueta e moda. I. Luís XIV. Reine des Centfeuilles, s.r.
  21. 21. BARROCO A moda masculina era mais opulen-ta que a feminina. O culotte tornou-se bem largo, com bordados e rendas, assemelhando-se mais ao saiote do que a um calção. Por influência oriental os homens usavam uma túnica longa em tecidos brocados ou veludos, uma gravata ou tecido de renda adorna-va a chemise. Chapéus e meias de seda comple-tavam o traje masculino da época. I. Lords. Reine des Centfeuilles, s.r.
  22. 22. BARROCO O esplendor também era caracterís-tica do traje feminino. Usavam uma camisa de manga curta e a sobre-camisa com decotes de manga até o cotovelo. O corpete garantia as cinturas finas. Escarlate, cereja, azul escuro, rosa, azul céu e amarelo pálido eram as cores mais evidentes. O cabelo apresentava ares de des-penteado com rendas, toucas e ar-mações de arame para manter em pé um volume tão alto que chegava a aumentar 20 cm a altura sobre a cabeça. I. Rubens, s.r.
  23. 23. BARROCO Um complemento de uso feminino eram as mouches de beauté em voga na segunda metade do século XVII. As mouches eram feitas de seda preta com material adesivo para se-rem aplicadas ao rosto. Os principais motivos eram sóis, pombas, carruagens e cupidos que conferiam charme e expressão faci-al as damas da época. I. Dama com detalhe azul. s.r. Thomas Gainsborough.
  24. 24. BARROCO Artistas do período barroco: • Caravaggio • Georges de la Tour • Jacob Jordaens • Givanni Battista Tiepolo • Peter Paul Rubens • Rembrandt • Velásquez I. Peter Paul Rubens e Isabella Brant, c. 1609-10.
  25. 25. BARROCO Índice de Filmes: • Filha de D’Artagnan, A. (1994, FRA). • Homem da Máscara de Ferro (1998, EUA). • Outro Lado da Nobreza, O (1995, EUA). • Rei Pasmado e a Rainha Nua. (1991 ESP/FRA/POR). • Vatel – Um Banquete para o Rei (2000, ING/FRA). I. Retrato de família (detalhe), séc. XVII. Jacob Jordaens.
  26. 26. ROCOCÓ
  27. 27. ROCOCÓ A França passa a dominar o cenário da moda no final do século XVII, a época tenta expressar rigidez, digni-dade e seriedade. O Rococó visava a graça, o requin-te, a alegria, o fantástico, o exótico e exuberante. O excesso característico do período perde lugar a partir da Revolução Francesa e as novas regras imposta por Napoleão Bonaparte. I. Ilustração, John Peacock.
  28. 28. ROCOCÓ As vestes masculinas eram com-postas pelo culotte justo até o joe-lho, camisa, colete, casaca, meias brancas e sapatos de saltos. Os coletes e casacas (justaucorps) eram bordados com abotoamento frontal. Os cabelos ou perucas amarrados atrás em rabo de cavalo, quando não eram naturais podiam ser de fi-bras vegetais, crina de cavalo ou bode. O chapéu utilizado era o tricórnio na cor preta I. Reine des Centfeuilles, s.r.
  29. 29. ROCOCÓ Nas peças femininas a flor se tor-nou o grande ornamento, naturais ou artificiais, utilizadas em vestidos ou nos cabelos. As saias eram volumosas e os cor-petes marcavam a cintura e o busto. Os vestidos eram denominado aber-tos ou fechados. O vestido aberto era composto de corpete decotado em formato qua-drado com mangas até os cotove-los, a sobre-saia deixava aparecer a saia de baixo repleta de ornamen-tos. I. Marquesa de Pompadour, 1756 François Boucher.
  30. 30. ROCOCÓ As saias ampliaram seus volumes na direção lateral através de arma-ções de salgueiro ou vime chama-das panniers. O vestido fechado não possuía a sobressaia aberta, rendas, laços e motivos inspirados na natureza or-namentavam ambos os estilos. Era comum aos dois sexos empoar o cabelo de branco ou cinza. As mulheres enfeitavam-nos com ces-tos de frutas, caravelas, cenas pas-torais, moinhos de vento, borboletas entre outros, estes penteados podi-am tem mais de um metro de altura. I. Infanta Margarida da Áustria, séc. XVII. Velázques
  31. 31. ROCOCÓ Artistas do período rococó: • François Boucher • Jean-Antoine Watteau • Jean-Baptiste-Siméon Chardin • Jean-Honoré Fragonard • Thomas Gainsborough I. O passeio matinal, 1785. Thomas Gainsborough.
  32. 32. ROCOCÓ Índice de Filmes: • Amadeus (1984, EUA). • Enigma do Colar, O (2001, EUA). • Ligações Perigosas (1988, EUA). • Marquise (1997, FRA/ESP/SUI). • Moça com Brinco de Pérola. (2003, ING). • Pacto dos Lobos (2001, FRA). • Piratas do Caribe (2003, EUA). I. Madame de Pompadour, 1759. François Boucher.
  33. 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRIL, Editora. Enciclopédia Multimídia da Arte Universal. São Paulo: Alphabetum Edições Multimídia, 1997. BRAGA, João. História da Moda: uma narrativa. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2004. BOUCHER, François. A History of Costume in the West. Nova York: Thames and Hudson Ltd., 1987. LAVER, James. A roupa e a moda uma história concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. PEACOCK, John. The Chronicle of Western Costume. Londres: Thames and Hudson Ltd., 1991. POLLINI, Denise. Breve História da Moda. São Paulo: Editora Claridade, 2007.

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