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O Dia Digital - À BEIRA DA EXCLUSÃO, PMs FICAM “LOUCOS”

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  1. 1. Palmeira dos Índios está entre as 26 cidades mais felizes do Brasil Alagoas l 25 a 31 de outubro I ano 08 I nº 400 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br EDITORIAL: ALOPRADOS MISTURAM QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA COM IDEOLOGIA DO NEGACIONISMO INCONSEQUENTE REVISTA No dia 25 de outubro (domingo) de 2020, a maior praça esportiva de Alagoas chegaaumaimportantemarca: 50anosdeexistência.Ogramado que já recebeu craques como o homenageado Pelé, Dida, Jaco- zinho, Joãozinho Paulista, Silva Cão e tantos outros nomes que marcaram a história do cenário esportivo estadual e nacional. O Estádio Rei Pelé, ou simples- mente Trapichão, completa meio século de “idade”. Palco de grandes feitos para o futebol alagoano, que marcou, marca e ainda deve marcar a história de muitaspessoas. Do limão, uma limonada. Operíododifícilquefoioisola- mento social proporcionou ao corretor de seguros a oportuni- dadedesereinventarparaaten- deránovademanda. Rei Pelé faz 50 anos de boas histórias Um efetivo de 24 policiais – de soldado a capitão – está tirando o sono do Comando da Polícia Militar. O grupo é formado por maus policiais processadoseàbeiradaexclu- são a bem da disciplina por não servirem para a corpora- ção nem para protegerem a sociedade. São policiais com desvios de conduta que vão desde dançar em cima da viatura, passando por homi- cídios até envolvimento com facções criminosas. O efetivo corresponde a um Pelotão com homens suficientes para garantir o policiamento em duas cidades em Alagoas. Para não serem expulsos, eles recorreram a advogados que, através de psiquiatras, obtive- ram laudos que atestam insa- nidadementaldessespoliciais causada por traumas durante a atividade policial. Todos estão fora das ruas, não dão umahoradeserviçoerecebem salário mês. Um prejuízo de mais de R$ 100 mil/mês para o Estado. Uma parceria entre a Polícia Militar e o Tribunal de Justiça de Alagoas pode acabar com essa brincadeira nos próximos meses. FUTEBOL Rei Pelé,palco de grandes conquistas dos clubes alagoanos e boas histórias são contadas por Joãozinho Paulista e Jacozinho,ídolos dos maiores deAlagoas EstádioReiPelé1969/Acervomuseudosesportes Ascom/Emater O Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável (Emater) dá continuidade ao Programa de Aquisição de Alimentos 2020 (PAA),destavez,serácontem- plada a Supervisão Regional do Baixo São Francisco. O evento acontecerá na Quadra de Esportes René Bertho- let Colônia Pindorama, na próximasegunda-feira(26),às 10h. Nesta região serão inves- tidos R$ 1.350.000 para apro- ximadamente 10 municípios, 53 unidades recebedoras, 250 agricultores familiares e duas mil famílias. Mais de R$ 1 milhão para a agricultura BAIXO SÃO FRANCISCOESPECIAL Corretor de seguros se reinventa na pandemia 2 4 MAUS POLICIAIS em processo de demissão do serviço público conseguem laudos de inimputáveis e impedem apuração À BEIRA DA EXCLUSÃO, PMs FICAM “LOUCOS” 3 10 Adalberon Júnior, presidente da Emater, no apoio ao pequeno agricultor7
  2. 2. 2 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 EXPRESSÃO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 210 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial Jackson de Lima Neto JoséAlberto Costa JorgeVieiraODiaAlagoas Elly Mendes (ellymendes71@gmail.com) E m um fim de tarde, a gestora educacional de uma Escola Pública da Educação deJovenseAdultos(EJA)foiatéa padariadobairroperiféricoonde reside. Lá encontrou Andréia, umaadolescentede16anos,estu- dante do 6º período de EJA no turnonoturno.Agestorapergun- tou como estava sua vida educa- cional; se a adolescente estava tendo acesso às aulas remotas ofertadas pela escola. Eis o que a adolescente relatou: “Diretora, logo que começou essa onda de aula online era pelo WhatsApp. A senhora sabe que todo mundo tem WhatsApp hoje em dia! Então eu participava sempre, pois tinha celular que dividia com minha irmã. Entramos em um acordo, e fazíamos as ativi- dades enviadas pelos professo- reseporalimesmodevolvíamos através de postagens de fotos. Fazíamospesquisaspelainternet e a devolutiva era através dessas postagens. Quase toda a minha turma participava. Depois de alguns meses fomos informados que todo aluno teria um e-mail institucional e a partir dali as aulas seriam através do Google ClassRoom.Aíacoisamudoude rumo! Tentei participar e acom- panhar as aulas. Foi péssimo. É uma plataforma chata. Preferia o WhatsApp! Tinha aulas que era necessário a chamada de vídeo. Meu celular não era tão potente assim. Quando aceitava a chamada o celular começava a travar e a internet vivia o tempo todo “caindo”. Um inferno! Sem contar que alguns professores exigiam a câmera ligada. Minha casa é muito humilde; minha mãe é catadora de reciclagem. Moramos em uma casa feita de pedaços de madeirite e coberta com pedaços de telhas de brasi- lit, com apenas um cômodo. Fazemos as divisões através de panos. Nos raros momentos em que consegui ligar a câmera, meus colegas de turma ficavam meio que debochando da humil- dade do meu lar. Me senti mal e bulinada. E vi em um desses momentos,meioquedisfarçada- mente,aslágrimasescorreremno rostodeminhamãe.Quismorrer naquele momento. Ainda conti- nuei participando de algumas aulas, mas os professores conti- nuavam pedindo para abrir a câmera. Lembrava das lágrimas de minha mãe. Ela que acorda todososdiasàs3hdamanhãpara procurar nos lixos expostos nas ruas algo que sirva para ser reci- clado, vender e trazer a alimen- tação para casa. Mamãe diz que querumfuturomelhorparamim e para minha irmã. Disse que não podemos deixar de estudar pois pobre só tem uma chance melhornavidaseforatravésdos estudos. Eu parei com as aulas online, mas a semana passada fiquei sabendo que a escola está entregandoatividadesimpressas para quem não dispõe de inter- net. Tive vontade de ir buscar as minhas para continuar estu- dando. Porémmeuscolegasafir- maram que era exclusivamente para quem não tem internet. Eu tenho internet, mas ela não é potente o suficiente para nave- gar na plataforma. E confesso que senti minha vida invadida e muito exposta. Eu não curto essa de Facebook, Instagram, ou seja, oqueforparamostraroquefaço ou deixo de fazer.Acho até peri- goso. Então, estou sem estudar. Vouaguardaroretornodasaulas presencias”. A atual realidade escolar tem sido delicada. Aulas presenciais ainda é um perigo. A pandemia do coronavírus ainda não foi erradicada. A vacina ainda não foi descoberta. O Brasil é um país com diversidades cultu- rais amplas; com desigualdades socias evidentes, com políticas públicas ineficientes.As escolas, sejam elas públicas ou privadas, tentaram dar continuidades às aulasdeformaremota.Contudo, constatou-se de forma dolo- rosa que uma grande parcela da população não está sendo contemplada com essa nova forma de fazer escola. São situ- ações angustiantes e desespera- doras que estão nos bastidores das aulas remotas. E sabemos que este novo formato de educar veio para ficar pois estamos vivendo no mundo da tecnolo- gia e a tendência é que a relação professor/aluno/aula jamais será a mesma. Professores e professo- res devem estar atentos e sensí- veis para a realidade pessoal de cada estudante. Nem sempre a evasão e o abandono escolar estão atrelados à preguiça ou desinteresse. Cabem às auto- ridades políticas de nosso país pensarumamaneiraigualitáriae justadeproporcionaraeducação àtodacidadãecidadãosbrasilei- ros. Não podemos permitir, nós professores como formado- res de opinião e sujeitos sociais esclarecidos, que a educação seja objetodedesejodeumapequena parcela social. Nunca! Educação é um direitode todos. E a nossa Constituição Brasileira assegura que é dever social do Estado oportunizar, de forma igualitá- ria e indistinta a educação para a naçãobrasileira! A Pedagogia do Ensino Remoto E dward Jenner deve estar se revirando no túmulo. O médico inglês, responsável pela vacina contra a varíola – primeira imunização registrada, final do século XVIII - jamais iria imaginar que após dois séculos sua contribuição à ciência ainda fosse tema de discórdia. Ele encontrou resis- tência ao seu trabalho, havia limitaçãonaproduçãoedifusão de informação. No entanto, a descobertaganhounotoriedade e reconhecimento. Muitos desafios tiveram de ser enfrentados para a popula- rização da prática mundo afora. A Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro no início do século XX é um bom exemplo. Obrigada a tomar vacina contra a varíola, a população, que não tinha informações sobre a eficiência e a segurança da imunização, saiu às ruas em protesto contra a obrigatorie- dade. A campanha, que tinha à frente o médico e sanitarista Oswaldo Cruz, foi descartada pelo governo após os inúmeros conflitos que terminaram em muitas prisões e até mortes. Tudo bem, mesmo conside- rando que tenha se passado um século da chegada da vacina no Brasil (1804) e um pouqui- nho mais desde que Jenner fez suas primeiras experiências práticas (1796) o cenário é o Rio de Janeiro de 1904, carente de informações. Não havendo dados que comprovem a eficiência imuni- zante anunciada, o medo e o descrédito são consequências imediatas. Entretanto, hoje, a importância das vacinas para a saúde pública é inquestionável. Várias doenças foram contro- ladas graças às campanhas de vacinação. O elevado índice de imunização da população permitiu que enfermidades como paralisia infantil, hepa- tite, coqueluche, sarampo, meningite dentre outras já não sejam uma ameaça à saúde. Então porque hoje, onde a comunicação conta com a inter- net, vislumbra-se movimento semelhante àquele de 1904? Como é possível se estabelecer tal conduta entre pessoas que comprovam, com suas experi- ências pessoais, a eficiência da vacinação? Quantas gerações venceram a poliomielite e o sarampo? Só para citar alguns desses males e que se não tives- sem sidos aplacados pela vaci- nação muitas das vozes críticas ao seu uso nem ecoariam hoje. Pode-sebuscarsimilaridade entre o que se desenha atual- mente no meio dessas vozes discordantes e o acontecimento do início do século XX, mas não é possível estabelecer nenhuma sintonia.Oquesetemhojeéum tipodenegacionismoinstitucio- nalizado. Motivado por ques- tões ideológicas, conduz contra amarédaverdadecientificaum bando de aloprados. E como regente destes “iluminados” o Presidente da República. Infelizmente, contra esse tipo de alienação, nenhuma vacina tem efeito. Em sua sandice ideológica e com obses- são em atacar a China, Jair Bolsonaro veta a aquisição de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, anunciada pelo Ministério da Saúde. A atitude, motivada por uma alucinação, fruto de igno- rância, e com o apoio de seus seguidores, além de colocar em risco a vida de milhares de brasileiros é uma clara demons- tração de que a estupidez é norma desse governo. Bando de aloprados
  3. 3. Deraldo Francisco Repórter U m pelotão inteiro da Polícia Mili- tar, suficiente para garantir a segurança da população de duas cidades, está afastado da corporação, mas recebendo mensalmente seus salários, comoseestivessetrabalhando. A situação tem um efeito bastantenegativoparaacorpo- ração, porque gera a sensação de impunidade ou acoberta- mento a esses policiais com desviodeconduta.Essedesvio de conduta se apresenta de várias formas. A situação desses policiais é grave e vai desde questões consideradas relativamente bobas, mas abomináveis na corporação, até envolvimento com facções criminosas pode- rosas do País. Há pelo menos um caso desses na PM alago- ana.Ouseja,afacçãocriminosa estava criando, através deste militar, um braço armado dentro da corporação em Alagoas. Em outro, um capitão PM está no Presídio Militar cumprindo pena de oito anos por homicídio, mas como está na condição de inimputável, ainda não foi expulso e conti- nua recebendo do Estado. O oficial–jáconsideradoindigno ao oficialato – matou o condu- tor de uma cinquentinha, numa discussão de trânsito. Em outro caso, um soldado está no caminho para ser expulso da corpo- ração porque, entre outras alterações, atuando numa base comunitária, organizou rifas com a comunidade e não deu informações sobre o motivo do evento nem o destino do dinheiro arreca- dado. O mesmo PM também é acusado de criar uma pirâ- mide (marketing de multimí- vel) para enganar as pessoas. O PM também é acusado de gravar um vídeo (e divulgá- -lo), dançando em cima da umaviaturadaPolíciaMilitar. Os casos são diversos e não há, conforme o Comando Geral da PM em Alagoas, alternativas para estes mili- tares a não ser a exclusão das fileiras da briosa, a bem da disciplina. “Não são policiais. São pessoas com sérios problemas de conduta que conseguiram ingressar na Polícia Militar de Alagoas”,disseocomandante- -geral da PM, coronel Marcos Sampaio. QUALÉ O MISTÉRIO,ENTÃO? Ocorre que esses policiais militares quando percebe- ram que estavam em vias de exclusão da PM, recorreram a uma alternativa que, no momento, soa como fraudu- lenta. Aliada às desconfian- ças do Alto Comando, vem o comportamento desses policiais militares, no seu dia a dia, revelado em muitos casos pelas redes sociais, que são monitoradas pela Polícia Militar. Através de recurso de seus advogados, esses policiais foram submetidos à avalia- ção psiquiátrica (médico particular), que emitiu laudo atestando Insanidade Pós- -Traumática, acarretada pelo estresse na atividade policial. Bastou ser emitido o primeiro laudo que, a partir daí, como num rastilho de pólvora, os demais recorreram a essa “jurisprudência”. Com esses laudos, os processos para exclusão desses maus poli- ciais instaurados na PM ficam com a tramitação impedida. É como se o policial alterado não respondesse a nada. “Reconhecemos que há os casos verdadeiros de policiais militares nesta situação. Não é desses que estamos falando. Falamosdaquelesque,quando perceberam que seriam expul- sos da Polícia Militar, recor- reram a esse artifício”, disse o corregedor-geral da PM, Thúlio Emery. 3O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 PODER redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Quanto custa o efetivo problemático A PM de Alagoas tem, pelo menos 24 policiais militares,comos“doispés” fora da corporação, mas que, por uma estratégia da defesa que eles arruma- ram através de advogados, continuam na corporação. Ao todo, são 15 policiais militares respondendo a Processo Administrativo Disciplinar Simplificado (PADS); sete no Conselho deIndisciplina(praças);um noConselhodeJustificação (oficial graduado) e mais um respondendo Investi- gação Preliminar (IP). No entanto, no entendimento do Corregedor-Geral da PM, coronel Thúlio Emery, “essas pessoas não têm o perfil de policial militar e nãopodemiràsruasdefen- der a sociedade”. Desses 24 policiais mili- tares, há várias patentes: de soldado a capitão. Conside- rando que os soldos variam deR$3.500,00aR$10.000,00. O estado paga a essas pessoas algo em torno de R$ 100 mil/mês. Com o agravantedequenãotraba- lham. Mas,noAltoComando, embora a questão pecuni- ária seja de grande impor- tância, o fato de a Polícia Militar ser achincalhada perante a sociedade e até mesmo perante a tropa é o maior prejuízoe incomoda. AALTERNATIVA ENCONTRADA Mas surgiu na semana que passou uma luz no fim do túnel. A partir de uma reunião com o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), ficou definido que, a partir de um convênio entre a Polí- cia Militar e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/ AL), será cedido um perito psiquiatra do Poder Judici- ário para compor a equipe de médicos que hoje avalia os atestados apresenta- dos por esses policiais. Com isso, a expectativa é que, com a junta médica formada na Polícia Militar, alguns laudos sejam, rejei- tadoseosprocessosvoltem ao rito, culminando com a conclusão pela exclusão desses maus policiais. “É um momento que precisamoscortarnacarne. É doloroso, mas é neces- sário. A pessoa que esco- lheu ser policial tem que agir como policial. Não há espaço para quem comete um desvio de conduta depois do outro”, disse o coronel Sampaio. Para evitar exclusão, PMs conseguem laudos de loucos PARCERIA COM O TJ pode invalidar os laudos de Insanidade Pós-Traumática de policiais com desvio de conduta na tropa CamandantedaPM,CoronelSampaio,estáincomodadocomasitiuçãonatropa
  4. 4. 4 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 ESTADO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br P almeira dos Í n d i o s e s t á avaliada como uma das 26 cidades mais feli- zesdoBrasilde2020,deacordo compublicaçãodaRevistaBula desta quinta-feira (22). Foram levados em consideração fato- res como Educação, Saúde, Emprego, Saneamento Básico, Renda, Longevidade e Segu- rançaPúblicadecadalocal. Cada estado da federação foi contemplado com uma cidade e Palmeira, que possui 74 mil habitantes, sendo o quarto maior município de Alagoas, é um centro abas- tecedor da região, pois tem a agricultura e a indústria como principais atividades econô- micas e fontes de renda, além da exploração de madeira e do subsolo. Para alcançar esse ranking, a Revista, que tem sede em Goiás, está voltada para o jornalismo cultural e literário e uma das mais importantes do país, fez uma média de pontos somados a partir da realização de quatro pesquisas. Aprimeiraestárelacionada ao Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), divulgado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. A segunda pesquisa está ligada aos dados de EducaçãodoRankingConnec- tedSmartCities2020,daUrban Systems. A terceira foi feita paralelo ao Atlas da Violência 2019, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Apli- cada (IPEA) e a última é um relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que revelou os municípios com maior renda média mensal do país. Palmeira, a cidade mais feliz de Alagoas
  5. 5. PUBLICIDADE 5O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  6. 6. TODO ELE | Sempre se destacando no mercado imobiliário,o corretor Josivaldo Barros é destaque inArapiraca TIMTIM | Ele Rogério Siqueira é empresário e atual Campeão Brasileiro de Mixed Games NA MÍDIA | O Prefeito Serginho Marques (Maribondo/AL),está super feliz pela sua excelente administração na City,onde aproveita o click e posa para esta coluna ao lado do Presidente Jair Bolsonaro MUNDO FASHION |As poderosas irmãs e dona da moda inArapiraca, Geruza e GessiTenório,já estão a todo vapor comemorando a new collection Primavera-Verão 2021.A coleção tá um luxo só! BDAY | Um brinde +QVIP ao aniversariante mais festeja de outubro,leiam Marcos Leão.Parabéns amigo! PODEROSO | O deputado Jairzinho Lira é destaque inAlagoas e recebe os aplausos deste cronista.Sucesso sempre amigo! 6 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 SOCIAL redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br EM SOCIEDADE Jailthon Sillva jailthonsilva@yahoo.com.br Contatos: 3522-2662 / 99944-8050
  7. 7. Valdete Calheiros Repórter N ovo coro- navírus. O vírus causa- dor da covid-19 mostrou seu alto poder de letalidade ao paralisar a saúde e a economia do planeta. Rápida e drastica- mente, o vírus transformou a vida da população dos quatro cantos do mundo, desafiou a medicina e trouxe, junto aos sintomasfísicos,medo,insegu- rança e exigiu que a sociedade adquirisse novos hábitos. Usar máscaras faciais passouasersinônimoderespi- rararpuro,deamorasipróprio e, principalmente, de respeito à vida de conhecidos e estra- nhos. Nesse meio turbulento, onde tão importante quanto estarbemdesaúdeéconseguir manter o sustento, um profis- sional se destacou como uma carreira essencial: o corretor de seguros. No Brasil, são hoje, cerca de 95 mil corretores de seguros, registrados na Susep –SuperintendênciadeSeguros Privados–,sendoaproximada- mente 60 mil pessoas físicas e 35 mil pessoas jurídicas. O corretor de seguros teve seu grande desafio ao ter que se reiventar, se reestruturar e se adequar as novas deman- das dos seus clientes. Tudo de maneira bem rápida. De um dia para o outro, o plane- jamento de como segurar os sonhosdeterceirostevequeser moldado e protegido de modo que o coronavírus passasse o mais distante possível da reali- dade do segurado. Manter a integridade física e financeira da sua clientela passou a ser o grande foco do corretor de seguros que se destacou na pandemia por ser também um profissional essencial. A indústria brasileira de seguros é dinâmica por natureza e por isso exige permanente atualização e qualificaçãodamãodeobrado setor. E, nesse meio tempo, em queomundoseisolavaocorre- tor botou a cara no mercado, mesmo que de forma on line para se qualificar ou mesmo se profissionalizar. Corretora investiu na concretização de um sonho antigo Foi o que fez a alagoana Elisangela Simplício Santos. Aos 35 anos, ela viu chegar a grande oportunidade da sua vida ao se inscrever no Curso para Habilitação de Corretores de Seguros da Escola de Negó- cioseSeguros(ENS). Há mais de 13 anos, atuando, com outra função, no mercado, a Elisangela Simplí- cionãosedeixouabater,correu atrás do sonho e que, com ele, fazeroutraspessoassonharem. “Quando tudo isso passar, a população vai querer recons- truir expectativas ou refazer suas realidades. Resgatar os sonhos vai ser a grande meta e eu quero estar profissional- mentecapacitadaparaserparte na construção desses sonhos. Vou ter minha profissão e ajudar ao próximo”, afirmou comtodooentusiasmocaracte- rísticodacategoria. Especialistas do mercado de seguros concordam com a visão de Elisangela Simplício e garantemqueesseéomomento propício para o corretor inves- tir em treinamento e apro- veitar todas as ferramentas tecnológicas disponibilizadas pelasseguradoras.Osnegócios estão acontecendo durante a pandemia e, certamente, serão ampliadosposteriormente. Para reconquistar seu lugar ao sol no mercado, o corretor precisou enxergar senso de oportunidade, ser resiliente e estar sempre se atualizando. O mundo não parou. E o corre- tor teve que aprender, como qualquer outro profissional, de forma sofrida, a conviver com o vírus. Entretanto, algo o separava das demais carreiras. Cabe ao corretor de seguros, enxergar oportunidades onde ninguém as vê. Afinal, está no DNA dessa categoria, acre- ditar que as grandes viradas na carreira ou mesmo na vida pessoalsurgemdepoisdedolo- rosascrises. Atendimento personalizado é o diferencial Na avaliação do dire- tor da ENS, Mário Pinto, o corretor de seguros continua sendo o profissional essen- cial para a distribuição de seguros pelo Brasil. “Esse é o modelo adotado pela maio- ria das seguradoras, que não prescindem de um profissio- nal habilitado e atuante em quaisquer circunstâncias”, detalhou. Mudanças e adaptações baseadas não somente no novo cenário mundial, mas também em um projeto de crescimento e de novo posi- cionamento estratégico, rees- truturaram a missão, a visão e os valores da Escola. Passados os primei- ros sustos, foi justamente a pandemia que abriu novas oportunidades de negócios para o corretor de seguros. Em tempos de mudança de conceitos, a profissão ganha um novo contorno, que tem como diferencial o atendi- mento personalizado à neces- sidade do cliente. “No ramo da corretagem de seguros, o tratamento faz a diferença para conquistar e fidelizarosegurado”,assegu- rouAlissonJorgeFerreirados Santos, corretor que atua em Alagoas. Fenacor integra corretores via sindicatos Momento de agregar valores ao currículo Nesse momento de pande- miafez-seaindamaisnecessário a Fenacor proporcionar a inte- gração dos corretores de segu- ros via sindicatos estaduais, na busca da qualificação profissio- nal, primar pela ética no exercí- cio de sua função, defender os direitosecriarmecanismospara melhorar e ampliar o mercado de seguros no Brasil, tarefa que fazdesdesuafundaçãoem1968. O presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Júnior, afirmou que o cidadão está, cada vez mais, compreen- dendomelhoraimportânciado seguroearelevânciadaconsul- toriaeassessoriaprestadaspelo corretor, para que ele possa ter acesso às melhores coberturas de suas reais necessidades. E avisou: “Seguro, somente com CorretordeSeguros”. O corretor de seguro é tão primordial para a economia que foi visto como uma das poucas atividades essenciais cujas operações não podem parar conforme foi estabelecido pelo Decreto 10.282/20 e Lei 13.979/20. A categoria organi- zou suas operações em regime de contingência, utilizando-se deserviçosremotosemanteveo atendimentoaopúblico. O cenário econômico é de retomada e o mercado está otimista. Nesse cenário que está por vir junto ao “novo normal”, o mercado de seguros certamente ganhará ainda mais penetração na sociedade e nas atividades econômicas. E um setor em desenvolvimento não pode prescindir de capacitar, atualizaretreinarseusprofissio- nais. SINCOR Deacordocomopresidente doSincor/AL,EdmilsonRibeiro, a responsabilidade do corretor traz a esperança de começar- mos novamente. A pandemia é passageira. Os benefícios do seguro não se encerram nem com a morte.A histórica parce- ria entre as seguradoras e os corretores de seguros ganha novo fôlego para enfrentar os impactantes desafios impostos ao setor. Em Alagoas, são 441 corretores,dosquais236pessoas físicase205pessoasjurídicas. Além da Elisangela Simplí- cio,sedependerdavontadedos corretoresAdrianaPereira,Alis- son Jorge Ferreira dos Santos e José Ailton Alves da Silva, o mercado vai voltar resignifi- cado ao “novo normal”. Além de continuarem trabalhando, o trio aproveitou cada momento dotempolivreparase(re)quali- ficarnosetor. O corretor Alisson Jorge Ferreira dos Santos, há quase uma década no ramo, apro- veitou todas as chances possí- veis para agregar valor ao seu extenso curriculum. “Na nossaprofissão,nãoháespaço para quem não se atualiza, diversifica seus conhecimen- tos e amplia suas condições de atender de forma eficaz e diferenciada ao publico. Foi o momento de trabalharmos, e claro, nos qualificarmos”, detalhou. O sistema mundial de seguros está se adequando a esse “novo normal”, imposto pelo novo coronavírus. A doença causou alterações sem precedentes na sociedade e na economiadetodooplaneta.O corretor de seguros não pode evitar a tempestade, mas sabe o caminho onde os problemas são menos devastadores. E está sabendo lidar com essa crise de saúde pública que tem ramificações na produ- ção, emprego e renda. No início, o mercado de seguros oscilou entre o nega- tivo e o positivo durante a pandemia do coronavírus. Mas, felizmente, achou o ponto de equilíbrio. Dois dos mais importantes pilares para que o corretor de seguro logo se posicionasse no mercado de forma pró- -ativa foram dados pela Fena- cor – Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corre- torasdeSegurosedeRessegu- ros–epelaEscoladeNegócios e Seguros (ENS). ENS De acordo com o presi- dente da ENS, Roberto Bitar, a Escola se mostrou mais uma vez resiliente e eficiente diante dos fatos e mudan- ças repentinas. O tradicional Curso para Habilitação de Corretores de Seguros logo foi transformado em modali- dade on line e intensiva. “Se esse era o grande passo para a tecnologia invadir, em defini- tivo, a vida dos corretores de seguros, esse passo foi dado”. Daquele momento em diante, o conhecimento adquirido de forma virtual iria, para sempre, se unir à essência do contato olho a olho, caracte- rística essencial no trato entre corretor e segurado. Bittar ressaltou que não basta fazer o curso de forma- ção e obter o registro perante o órgão regulador. Isso é apenas o início da profissão. “A qualificação e o ensino continuado são os diferen- ciais que irão tornar o corre- tor próspero e consolidar seu nome no mercado de traba- lho”. A ENS acredita que, com planejamento, organização e criatividade, é possível gerar novas oportunidades em momentos de crise. 7O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 ESPECIAL redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Do limão,uma limonada: durante pandemia, corretor se reinventa ISOLAMENTO SOCIAL, profissional de seguros enxerga o momento certo para investir na qualificação das novas demandas
  8. 8. Muitas vezes,procurando reduzir os custos que parecem só se multi- plicar nos condomínios, os síndicos podem se perguntar se o seguro do condomínio é mesmo obrigatório. É exatamentesobreissoquevamosfalar emnossacolunadessasemana. Seguro condominial é algo que paga- mos torcendo para nunca precisar usá-lo. Entretanto, acidentes e impre- vistosacontecemquandomenosespe- ramos e é exatamente por isso que o condomínio precisa contar com uma boa garantia contra todos os tipos de danosecontratempos. De acordo com o Artigo 1.346 do CódigoCivil,éobrigatóriaacontratação de um seguro para condomínios resi- denciais,comerciais e mistos contra o risco de incêndio ou destruição total ou parcial. JáaLeidoCondomínio,denº4.591/64, determinaprazos,multasedeixaexplí- cito que deve englobar todas as unida- desepartescomunsdocondomínio. Apesar de a legislação determinar que o serviço deve ser contratado em até 120 dias após a concessão do docu- mento que permite a moradia no local, não é recomendável que se inicie a ocupação do empreendimento sem o segurocondominial. Além disso, de acordo com a Lei nº 4.591 – Artigo 22, é o síndico quem responde ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, por qualquer inade- quação ou insuficiência de seguro constatada. Em outras palavras, o síndico é responsável por toda e qual- quer coisa que acontece no condomí- nio,boaeruim.Issodeveserlevadoem consideração na hora de selecionar as apólicespelocondomínio. O que o seguro condominial deve cobrir? Oplanocontratadodeveabrangertoda aáreadocondomíniovertical,incluindo áreascomunseautônomas.Aleideter- mina apenas que se tenha resguardo contra incêndio e destruição,deixando emabertoasoutrassituaçõesàsquais ocondomíniodeveserassegurado. Como sempre, melhor prevenir do que remediar! A cobertura deve ser adequada às necessidades do condo- mínio,portanto o indicado é que sejam contratadas apólices que garantam proteçãocontratodasassituaçõesque o empreendimento está sujeito, todas as possíveis intempéries que podem ocorrer,como: * Queda de raios no terreno do condo- mínio * Roubos,furtoseassaltos * Danoselétricos * Quebradevidros * Açõesdevendavais * Impactodeveículos * Quedadeaeronaves Também é importante que o seguro para condomínio inclua itens de responsabilidade civil – do condomínio e do síndico. Isso fornecerá amparo financeiro caso ocorra algum acidente ou sinistro que façam o empreen- dimento e seu responsável serem responsabilizadosjudicialmente. Entendaostiposdecoberturas Os seguros para condomínios têm como ponto de partida as coberturas básicas e obrigatórias,que se dividem em simples e ampla.Cada seguradora possui especificações próprias, mas trouxemosalgunsexemplos: Cobertura básica simples: geral- mente oferece apenas ressarcimento de prejuízos causados por incêndio, quedaderaionoterrenoondeocondo- mínio está localizado e explosões de qualquertipo. Cobertura básica ampla: normal- mente fornece ressarcimento contra outros riscos que causem dano material ao imóvel além de incêndio, explosãoeraios,comoquedasdeaero- naves, vendaval, desmoronamento, alagamentos, entre outros.Todas os planos podem ser atualizados e incre- mentados com coberturas adicio- nais para corresponder à situação do condomínio. Quem paga o seguro do condomí- nio? Seguro para condomínio é conside- rado uma despesa ordinária e deve ser julgado como parte da manutenção do estabelecimento e cobrado no extrato da taxa condominial.Ou seja,o custo é rateadoentreosmoradores. Apesardeserumaquestãodetranspa- rênciaadministrativa,osíndiconãotem a obrigação de consultar a assembleia antes de contratar o serviço de seguro básico para o condomínio.Só é neces- sárioconvocarumareuniãodeassem- bleianocasodeocondomíniooptarpor apólicesextrasquetornamovalortotal maiscaro. Conclusão Em suma, apesar de obrigatório, o seguro condomínio dificilmente faz parte das discussões realizadas pelos condôminos. No entanto,é bom saber que,além da segurança proporcionada, contratar uma apólice pode impedir os prejuízos financeiros causados por desastres naturais,porexemplo. Seguro para condomínio é coisa séria e todo o processo de contratação e renovaçãodeveseracompanhadocom cautelapelosíndico,buscandosempre colocar a qualidade de vida dos mora- doresemprimeirolugar. E aí, gostou do tema dessa semana? Espero que sim!Acompanhe também nossoquadro“MomentoSeguro”todas as quintas-feiras na rádio 98,3 FM, a partir das 7h30 e, na TVMAR (Canal 525 NET), a partir das 9h. Participem com suas perguntas!Até a próxima se Deusquiser!Umgrandeabraço! 8 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 MOMENTO SEGURO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br DjaildoAlmeida Corretor de Seguros - djaildo@jaraguaseguros.com Seguro de Condomínio: O que o síndico precisa fazer PODERGrisalho Francisco Silvestre silvestreanjos@bol.com.br Ecos da pandemia Eleitor idoso O fenômeno do grande número da população idosa também tem um impacto refletivo no número de eleitores que irão votar em novembro de 2020, para os cargosdevereadoreseprefeitos.Osbrasileiroscommaisde60anosjárepresen- tam 1/5 do eleitorado brasileiro.Isso quer dizer que de cada cinco eleitores aptos a votar nestas eleições, um será uma pessoa idosa. No total, são 30 milhões de pessoas a partir de 60 anos – o equivalente a 20% do eleitorado,e,portanto,faz partedogrupoderiscodocoronavírus.O(s)pleito(s)nesteanoserá(ão),oprimeiro turnoem15denovembro;eosegundoturnoem29denovembro.Vistoisso,oTSE (TribunalSuperiorEleitoral)determinoualgumasmedidasparaevitaradissemina- ção da Covid-19.Haverá horário preferencial para o eleitor idoso votar (das 7h às 10h) e prioritário durante o restante do horário. O TSE também adotará medidas para evitar a disseminação da Covid-19 já prevista e aculturadas no nosso dia a dia.Comodistribuiçãodeálcoolemgelparaqueeleitoreshigienizemasmãosnas seções de todo o país e outras exigências preventivas.Para a parcela de pessoas idosas que tem 70 anos ou mais idade o voto é facultativo. Inflação para idosos TituladocomoIPC-3i,oÍndicedePreçodoConsumidordaTerceiraIdadefoidesen- volvido com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBRE/FGVnobiênio2002/2003,queanalisouoorçamentodefamíliascompostas, majoritariamente, por indivíduos com mais de 60 anos de idade.Através desta versãodoIPCépossívelobservarcomoavariaçãodospreçosdeprodutoseservi- ços afeta o custo de vida de parcela crescente da população brasileira.Além de medir a evolução do custo de vida para indivíduos com mais de 60 anos de idade, o IPC-3i serve de referência para a execução de políticas públicas nas áreas de saúdeeprevidência.Tendocomoreferênciaessanoçãoediantedoestadopandê- micoqueestamosvivenciandofoiverificadoqueainflaçãodoidosodeveterminar oanoempatamaracimadamédiadepreçospercebidaportodasasfaixasetárias, puxada por aumentos nos preços de medicamentos ao longo de 2020. Três programas com três conteú- dos diferentes, ocasionais e inédi- tos foram a aposta inusitada para a temporada de estreia do Programa SaberViver.Oprogramatemapossi- bilidade de ser o único espaço tele- visivodoNorteeNordestebrasileiro dedicado a assuntos para o público idoso.A estratégia de atender o artigo 24 do Estatuto do Idoso recebeu pontos positivos de quem assistiu os progra- mas exibidos e dispostos no YouTube. O programa Saber Viver está sendo veiculado, com várias reprises durante a semana, através da TV Assembleia, seguindo a programa- ção da emissora.Inclusive os programas cuja a produção é da Ideias & Ideais Cursos e Eventos Gerontológicos, empresa com foco comercial para o público idoso de Alagoas, está sendo reprisado pelo Portal Terceira Idade, com grande audiência de visibilidade para todo território nacional. As apresenta- ções dos programas que foram realizados por esse editor tiveram participações da psicó- loga ngela Farias, que conversou sobre o perfil do idoso brasileiro e especialmente o alagoano; o conhecimento sobrepoliticaspúblicasesobreapolíticamunicipaldoidoso maceioense, que foi recém-decretado; além do esplendo- roso talk-show com a octogenária LéaAlves. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o indicador de inflação, registrou uma taxa de 1,93% frente a -0,03%% no segundo trimestre do ano. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice aceleraram no período analisado. O grupo Transportes teve a maior contribuição, com taxa passando de -2,93% para 2,89%. A gasolina teve papel de destaque e foi o item que mais influenciou o comportamento desta classe. O item variou 8,64% no terceiro trimestre, ante -10,55%, no anterior.Vale desta- car também a tarifa de eletricidade residencial, que foi de -2,16% para 2,74%, a passagem aérea (-19,11% para 49,67%), carnes bovinas (2,23% para 8,25%) e cigarros (-0,46%para1,51%).Alémdessesitens,contribuírampara oacréscimodataxadoIPC-3iosgruposHabitação(-0,10% para 1,72%); Educação,Leitura e Recreação (-3,59% para 4,65%); Alimentação (2,16% para 2,74%); e Despesas Diversas (0,63% para 0,86%).Em contrapartida,os grupos SaúdeeCuidadosPessoaiseVestuárioapresentaramrecuo em suas taxas de variação, indo de 0,90% para 0,44% e -0,44% para -0,73%, respectivamente. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: médico, dentista e outros (1,50% para -0,83%) e roupas (-0,28% para -1,00%). O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,92% registrada na última apuração. Informação gerontológica Entendendo o IPC-3I Alerta!A aposentadoria concedida pela INSS depois de um perí- odo de labor está entrelaçada na maioria da fase de vida das pessoas idosa em número e graus.Assim sendo, a prova de vida, também conhecida como “renovação de senha” ou “fé de vida”, é um procedimento obrigatório (recadastramento exigido anual- mente) para todos os segurados do INSS que recebem o paga- mento por conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. Após comprovar que estão vivos, podem continuar recebendo os valores do INSS. O objetivo desse procedimento é dar mais segu- rançaaocidadãoeaoestado.Duranteoperíodopandêmico,quese alastrouemtodoopaís,foiprecisoasuspensãodaprovadevidado INSS,quesegueaté30denovembro.SegundooINSS,nãohaverá suspensão dos pagamentos dos beneficiários que ainda não reali- zaram a prova de vida.A medida vale até o final de novembro, já que o atendimento presencial está restrito, devido à pandemia de Covid-19. Porém, não se sabe se haverá uma nova prorrogação. Poressemotivo,oInstitutoaconselhaqueosseguradosrealizemo agendamento para fazer o procedimento comprobatório e ter seu benefício garantido. Lembrando que, a prova de vida do INSS é obrigatória para os beneficiários e esse processo acontece uma vez ao ano,nas agências bancárias.
  9. 9. PUBLICIDADE 9O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  10. 10. l Os apressados críticos brasileiros que detonaram o técnico do Flamengo, DomenicTorrent, entre eles o grande Zico, agora estão cala- dinhos e terão que engolir o espanhol, como fizeram no passado com o treinador Zagalo. O Flamengo está classificado para a próxima fase da Libertadores da América e briga pela liderança da Série A do Campeonato Brasileiro; l O Flamengo só perde a liderança para o Internacional no saldo de gols e empata em todos os outros critérios. Além do mais, o clube carioca vem dando oportunidade a jovens do Sub-20, mostrando a sua força na formação de futuros jogadores, que, certamente, vão encher os cofres do clube com milhões de Euros. Em matéria de gestão, o Flamengo dá um banho em todo mundo. E olhe que sou Vasco da Gama. 10 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 ESPORTES redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Trapichão faz meio século de boas lembranças no futebol CRAQUES QUE VIVERAM MOMENTOS DE GLÓRIAS falam de suas alegrias nas partidas que disputaram no gramado do Rei Pelé JOGODuro Jorge Moraes jorgepontomoraes@gmail.com Thiago Luiz Estagiário N o dia 25 de outubro de 2020, a maior praça esportiva de Alagoas chega a uma importante marca: 50 anos de existência. O gramado que já recebeu craques como o homenageado Pelé, Dida, Jacozinho, Joãozi- nhoPaulista,SilvaCãoetantos outros nomes que marcaram a história do cenário esportivo estadual e nacional. O Está- dio Rei Pelé, ou simplesmente Trapichão, completa meio século de “idade”. Palco de grandes feitos para o futebol alagoano, que marcou, marca e ainda deve marcar a história de muitas pessoas. E para contar pontos importantes dessa longa história, não existe ninguém melhor que o historiador do futebol alagoano Lauthenay Perdigão. Isso porque, além de ser um colecionador e conhe- cedor da história, ele já fazia parte da história do Trapichão antes mesmo de ele ser cons- truído. Lauthenay fazia parte da comissão que escolheu o terreno no Trapiche da Barra, onde está o estádio. Com 86 anos de idade, o “seu Lau”, como é carinhosa- mente chamado, dedicou uma vida a colecionar e relatar os principaisfatosdodesportoem Alagoas.Oamorpelahistóriaé tão grande, que ele é o respon- sável por cuidar do acervo do museudoesportenoReiPelé. Desde 1947, Lauthenay começou a colecionar camisa dos times de Alagoas e daí surgiu o interesse em conhe- cer ainda mais o futebol. Em 1950 passou a frequentar as partidas de maneira mais frequente. Durante todo esse tempo, ele viu muitos momen- tos importantes, mas desta- cou dois: a inauguração, com a presença de Pelé, no jogo entre a seleção de Alagoas e o Santos e também o “Clássico do Xaxado”, quando o CSA bateuoCRBpor4a0,em1952. E por falar nos clubes da capital, a história do Rei Pelé também passa muito pelas duas equipes. O Clássico das Multidões já é uma marca registradadofutebolalagoano. Principais ídolos de CSA e CRB, Jacozinho e Joãozinho Paulista fizeram história nas quatro linhas e também ajuda- ram a “projetar” o Trapichão paraocenárionacional. A exemplo do cara que “roubou” a cena na festa de retorno de Zico ao Flamengo. Autor de um golaço, Jacozi- nho relembra a importância do episódio para a valorização do futebol alagoano à época. “É uma honra fazer parte da história do Trapichão. Eu vivi os melhores momentos do CSA como jogador e também na comissão técnica. Não fui campeão brasileiro como atleta, mas fui como auxiliar técnico.Osgrandesmomentos da minha vida eu vivi nesse estádio”, afirmou. Jacó ainda lembra emocio- nado do time marujo dos anos 80, que dava trabalho às equi- pes do sul/sudeste do país, que não conseguiam vencer o Azulão em Maceió. Já Joãozinho Paulista, aos 64 anos relembra os tempos de juventude. Chegou ao CRB aos 18 anos de idade e já com uma grande responsabilidade, não fugiu. Em 1976, marcou o primeiro“hat-trick”dacarreira. Balançou as redes três vezes justamente diante do maior rival,comoReiPelélotado,com mais de 45 mil pessoas [capaci- dadetotalàépoca]. João dos Gols o maior arti- lheiro do Galo e do futebol de Alagoas, com 190 gols. João- zingo não nasceu em Alagoas, mas disse que adotou o estado eacapital,Maceió,poroterem profissionalizado. “Estou muitofelizporestarvivocome- morandooaniversáriodoestá- dioquemedeutantosamigose tantasalegrias.Alagoasestáno meu coração, Maceió é minha vida”, disse o ídolo regatiano. A luta é para se manter Não se iluda com os resultados de CSA e CRB na disputa do Campeonato Brasileiro. Quando a gente ouve jogadores e torcedores falando em subir para a Série A, já se dê por satisfeito se os nossos times permanecerem na Série B, o que já seria lucro. O CSA, ainda com um time mediano,vem ganhando seus jogos, mas ainda sem convencer muito, como foi o caso da vitória apertada por 1 a 0 diante do Botafogo/SP. O CRB, depois de três derrotas seguidas, ganhou do Operário, até jogando bem,mas já foi derrotado pelo Figueirense, no último jogo. Com esse vence e perde é que a gente fica com dúvida quanto a verdadeira e real condição de ambos na Série B. Ainda com um jogo a menos em relação ao CRB, por conta da pandemia da Covid-19 lá atrás,o CSA cumpre essa partida diante da Chapecoense, na terça-feira, dia 27, o time jogou, ontem, em Pelotas contra o Brasil. O resultado não temos como adivinhar, mas é importante que o CSA tenha vencido. Até um empate fora de casa não deve ser desconsiderado. Hoje o time está na clas- sificação da primeira página da competição e somar qualquer pontinho já é motivador para suas pretensões, especialmente, permanecer na Série B. A diretoria do clubeestudaalgumascontrataçõespontuaisparadeixar o comando técnico com mais opções de jogadores. Por outro lado, o CRB não consegue encostar no G-4. Depois de três derrotas seguidas, venceu, e voltou a perder. Neste sábado enfrenta a Ponte Preta, no está- dio Rei Pelé. O clube paulista vem de uma derrota por 5 a 0 para a Chapecoense, e, mesmo dentro do grupo dos melhores,o ambiente ficou abalado.Por isso o jogo deverá ser muito complicado para o CRB, que também precisa vencer. Desde a saída de Léo Gamalho, o clube não consegue achar um novo camisa 9,só dependendo, hoje, do jogador Safira, o que é quase nada dentro de uma competição tão difícil e equilibrada. Segundo a diretoria do CRB, o mercado está inflacionado, onde qualquer jogador pede muito dinheiro para se trans- ferir de clube. Palcodegrandesfeitosparaofutebolalagoanoebrasilero,ReiPeléfaz50anos CélioJúnior Robinho já chegou Se para o comando do ataque o CRB só tem o Safira, que até melhorou o seu futebol,mas não é o suficiente,o clube já recebeu maisumjogadordebeirada.Trata-sedeRobinho,emprestadopelo Bragantino Red Bull, com boa passagem pelo Náutico. Com 22 anos de idade, o jogador garante que está preparado para repetir as boas atuações da época em que atuou no futebol do Nordeste, despertando o interesse da empresa que coordena o futebol do Bragantino, quando adquiriu seu passe. Para o técnico Marcelo Cabo a situação está difícil, sem ter jogadores em número sufi- ciente para melhorar o time em campo. 50 anos do Rei Pelé - 1 Enquanto o rei do futebol, Pelé, está completando 80 anos de idade, por sinal, muito bem vividos, outra fortaleza, agora para o futebol alagoano, está completando, neste domingo, 50 anos de muita história: o nosso ainda moderníssimo Estádio Rei Pelé. NessemomentoaindadeenfrentamentoapandemiadaCovid-19, respeitando o distanciamento, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude, tendo à frente o secretário Charles Hebert, vem reali- zado uma programação especial para lembrar essa data histórica. 50 anos do Rei Pelé - 2 Na programação, o lançamento de um Selo Comemorativo, em parceria dos Correios em Alagoas; a apresentação, no sistema Drive Thru, de um vídeo contando toda essa trajetória, com os convidados assistindo dentro de seus carros na pista de atletismo do estádio, com a exibição no placar eletrônico; a coincidência do jogo CRB X Ponte Preta, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro, e um evento final, no domingo (25), na mesma data de sua inauguração há 50 anos, com homena- gens na Calçada da Fama, onde ex-atletas estarão deixando a sua marca com os pés, e outros desportistas estarão sendo lembrados pela SELAJ. Mais uma ação da LBV Neste mês de outubro, a Legião da Boa Vontade (LBV), MMA Social e o Campeão Alagoano Mundial, Thiago Jambo, se uniram para proteger um time de guerreiros, o Projeto Brutus, localizado no povoado da Barra Nova, em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió. Cerca de 30 alunos em situ- ação de vulnerabilidade social que integram o projeto foram beneficiados com cestas de alimentos e kit de material de limpeza,arrecadados pela Campanha LBV – SOS Calamidades, que já amparou em todo o Brasil,mais de 180 mil famílias,com um milhão e quinhentos mil quilos em doações no enfrenta- mento da Covid-19.Para participar da campanha acesse www. lbv.org e colabore com os novos projetos. ALFINETADAS...
  11. 11. MestradoemRelaçõesInternacionais-Brasil Fonte:UniversidadeFederaldaIntegraçãoLatino-Americana-UNILA Em breve estarão abertas as inscrições para o mestrado em Relações Internacionais na Universi- dadeFederaldaIntegraçãolatino-Americana-UNILA, em Foz do Iguaçu (Paraná).Para quem não conhece ainstituição,suavocação“éointercâmbioacadêmico e a cooperação solidária com países integrantes do Mercosul e com os demais países daAmérica Latina.Os cursos oferecidos são em áreas de interesse mútuo dos países da América Latina, sobretudo dos membros do Mercosul, em áreas consideradasestratégicasparaodesenvolvimentoeaintegraçãoregionais.” Inserido na área de Ciência Política e Relações Internacionais, o programa de mestrado está centrado principalmente no estudo dos diferentes atores,dinâmi- cas,fluxoseprocessosquepautemarealidadeinternacional,tendoemcontauma problematizaçãoaprofundadadasesferaspolíticas,econômicas,sociaiseculturais. Aquiestãoassuastrêslinhasdepesquisa: * EstudosparaaPaz,SegurançaInternacionaleDireitosHumanos; * DesenvolvimentoeCapitaisTransnacionais; * PolíticaExterna,AtoreseProcessosInternacionais. Todo o processo é gratuito, online e realizado em português, espanhol e inglês. Veja mais informações em https://bit.ly/3bozXNe. As inscrições vão de 1 a 25 de outubrode2020. Vocêtambémpodeentraremcontatocomacoordenaçãodocursoatravésdoemail ppgri@unila.edu.br,oucomasecretariasecretaria.ppgri@unila.edu.br. mate-protection-fellowship. Fonte:EuropeanUniversityInstitute O Programa Max Weber começou em setembro de 2006 e apresenta-se, hoje, como programa internacional de pós- -doutoradoemCiênciasSociaiseHumanasdegrandeimpor- tâncianaEuropa. OPrograma está ligado ao Instituto Universitário Europeu em Florença.As bolsas estão abertas a acadêmicos de qualquer partedomundo(nãoapenasnacionaisdeumEstado-Membro da UE) que tenham obtido um doutoramento em economia, direito,história,ciências sociais e políticas ou áreas afins nos últimos 5 anos.Os bolsistas são selecionados com base em suas realizações e potencial de pesquisa, seus interesses de carreira acadêmica. O idioma de trabalho do Programa é o Inglês.O prazo anual para as inscrições para bolsas Max Weber é 18 de outubro,mas observe que as inscrições para bolsas autofinanciadas são aceitas até o dia 25 de março seguinte esãoconsideradasporordemdechegada. Maiores informações em https://www.eui.eu/Programme- sAndFellowships/MaxWeberProgramme/AboutThePro- gramme/AboutTheMWP. 11O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 Estudarláfora redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Alyshia Gomes alyshiagomes.ri@gmail.com Programa de Bolsa do Governo da Irlanda Participação alagoana no Circuito Urbano da ONU-Habitat Omês de outubro está sendo marcado pelas atividades desen- volvidas pelo Programa das Nações Unidas para os Assen- tamentos Humanos (ONU-Habitat), que iniciou oficialmente a terceira edição do projeto Circuito Urbano. O programa prevê um mês repleto de discussões online com a participação de especia- listas do Brasil e de PaísesAfricanos de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe).O tema central para o ano de 2020 está sendo“Cidades Pós-COVID-19:Diálogos entre o Brasil e a África lusófona”. O circuito, que se encerra com o Dia Mundial das Cidades (31 de outubro),é considerado importante plataforma para o debate e divulgaçãodaNovaAgendaUrbanaedosObjetivosdeDesenvolvi- mento Sustentável (ODS),em especial o ODS 11 (“Tornar as cida- des e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”). Para aproveitar as vantagens da modalidade online e aprofundar o intercâmbio de experiências e conhecimentos,o Circuito Urbano 2020 está sendo realizado em parceria com os escritórios do ONU-HabitatemPaísesAfricanosdeLínguaOficialPortuguesa.Os escritórios do ONU-Habitat e alguns de seus parceiros planejaram atividades, mas a programação está sendo complementada com a inclusão de eventos escolhidos através de uma chamada aberta para instituições de ensino e pesquisa de todos esses países. Alagoas teve três eventos selecionados e incluídos no circuito, dentre os quais cito o IX Simpósio de Pesquisa Docente da Facul- dade SEUNE. As painelistas abordaram a saúde global no contexto atual da pandemia de COVID-19, dando enfoque específico às políticas públicas voltadas à garantia de cidades sustentáveis.O objetivo foi tratar sobre habitação e políticas públicas voltadas para a organi- zação mais bem planejada dos espaços urbanos, principalmente em relação às áreas de risco, periferias e espaços em que vivem as pessoas mais pobres e excluídas. Interessados no tema podem ter acesso a este agradável e inspi- rador encontro de Paula Zacarias (Analista de Programas da ONU- -Habitat – Brasil), Regina Lins (LabCidade da FAU/USP) e Maria ClaraRodrigues(ArquitetaeUrbanista,sócia-fundadoradoestúdio SAU,sob a moderação de Claudemir Cardoso (SEUNE),através do site http://www.circuitourbano.org/ . Os encontros virtuais conti- nuam até o final deste mês. Alyshia Gomes escreve sobre Educação Internacional, Educação Global e temas correlacionados no jornal “O Dia Alagoas” e no site “O Dia Mais”. Dúvidas, comentários e sugestões, entre em contato através do email alyshiago- mes.ri@gmail.com . Programa de Bolsas Max Weber Fonte:IrishResearchCouncil O Programa de Bolsas de Pós-Graduação do Governo da Irlandaéumainiciativanacionalestabelecida,financiadapelo Departamento de EducaçãoAdicional e Superior,Pesquisa, InovaçãoeCiência,eadministradapeloConselho.Eleoferece, aos alunos de destaque,a oportunidade de direcionar suas própriaspesquisasnoiníciodacarreira,trabalhandocomum supervisor,naáreadeinteressedesuaescolha. Propostaspioneirasabordandocamposnovoseemergentes depesquisaouqueintroduzamabordagenscriativaseinova- dorassãobem-vindas.Propostasdenaturezainterdisciplinar também são incentivadas,pois é reconhecido que o avanço do entendimento fundamental é alcançado pela integração de informações, técnicas, ferramentas e perspectivas de duasoumaisdisciplinas. OscandidatosempotencialdevemlerosTermoseCondições doGovernodaIrlandade2021comatençãoparaverificarse sãoelegíveisounãoparaseinscrever. Você deve entrar em contato com o escritório de pesquisas da instituição proposta,que fornecerá informações e escla- recimentos na chamada.Os escritórios de pesquisa podem enviarqualquerdúvidaquenãosejamcapazesdeesclarecer parapostgrad@research.ie. Maioresinformaçõesemhttp://research.ie/funding/goipg/.
  12. 12. Carro híbrido mais barato do Brasil desde o lançamento, o Toyota Corolla pode ganhar em breve uma nova versão híbridaplug-in(recarregável). De acordo com o site automo- tivo japonês Best Car Web, fontes ligadas à marca infor- mam que a nova variante já está sendo desenvolvida pela montadora. Em comparação com o atual Corolla AltisHy- brid, versão híbrida que é vendida no país com preços a partir de R$ 140.690, um futuro Corolla plug-in teria uma bateria de maior capaci- dadequepodeserrecarregada em casa ou em uma estação de carregamento e ainda permite percorrer pequenos trajetos somente com o motor elétrico, sem consumir combustível e sem ruído. Como exemplo, o ToyotaRAV4vendidoporaqui só está disponível na versão híbrida convencional, mas em mercados como Europa e Estados Unidos já existe o elogiado RAV4 Hybrid Prime, um híbrido plug-in que tem maior desempenho e pode percorrer até 62 km no modo totalmenteelétrico-aindanão há data oficial de estreia desta versão no Brasil. Esta semana, a montadora alemã entregou os primeiros R8 2021 no Brasil. Eles haviam sido encomendados em maio, quando o veículo passou a ser oferecido em regime de pré- venda e a cota de unidades destinada ao nosso mercado se esgotou em apenas uma semana. Os interessados puderam escolher entre mais de 1,6 milhão de combinações de personalização disponíveis para “montar” seu carro dos sonhos, como cores externas, frisos, acabamentos externo e interno, capa do retrovisor, cor do logotipo da Audi, design de rodas 20”, pinças de freio, revestimento do teto e padrão do revestimento dos assentos. Uma nova leva de veículos já está disponível para enco- menda, com entrega program- ada para 2021. O cliente consulta o catálogo no site da Audi,montasuacombinaçãoe fecha o negócio com a conces- sionária. O preço não sofreu aumento: continua sendo de R$ 1.310.990,00. Com jeitão de carro de corrida, em versão única, o R8 2021 mantém uma receita “raiz”: vem equipado com um motor V10 central traseiro de 5,2 litros, que gera 610 cv de potência e 57,1 kgfm de torque, capaz de levá-lo a uma velocidade máxima de 330 km/h e com aceleraração de0a100km/hfeitaemapenas 3,2 segundos. 12 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br igor93279039@hotmail.comIGOR PEREIRA Ford amplia os canais de comércio eletrônico A Ford tem obtido bons resultados na transformação digital do seu pós-vendas, ampliando os canais de comércio eletrônico em parceria com empresas líderes do setor. Exemplo disso é o avanço das vendas na loja oficial da marca no Mercado Livre, que lhe rendeu uma posição de destaque na categoria de autopeças, com crescimento notável nas vendas durante o ano de 2020.Agora, com o lançamento da nova Loja Oficial nas Lojas Americanas, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do Brasil, com mais de 200 milhões de visitas/mês, a marca dá mais um passo importante nessa direção e cria um novo canal digital de venda de peças de reposição Ford, Motorcraft e Omnicraft. Novo Nissan Versa já está no Brasil As primeiras unidades do Novo Nissan Versa já estão em solo brasileiro. O primeiro navio desembarcou os veículos no porto do Rio de Janeiro, de onde seguiram para os pátios do Complexo Industrial da Nissan, em Resende (RJ).As vendas do sedã completamente novo e com diversos recursos tecnológicos começam em breve. ACONTECE esta semana FORD ANUNCIA O LANÇAMENTO DO MUSTANG MACH 1 A Ford vai vender o Mustang Mach 1, edição limitada de alto desempenho do esportivo, pela primeira vez na Europa. O anúncio foi feito na abertura da GoodwoodSpeedWeek, um dos eventos automobilísticos mais badalados do mundo, em West Sussex, no Reino Unido, que este ano pode ser acompanhado virtualmente pelo público global até domingo. A Ford também exibe no festival o MustangMach-E 1400. Toyota Corolla pode ter versão recarregável Modelos Audi R8 2021 chegam por R$ 1,3 milhão no Brasil PREVISÃO PERSONALIZADOS Nova Honda CB 650R Embora a Honda CB 650R atual tenha chegado ao Brasil há três meses, a naked já passa por mudanças no mercado global. A moto terá leves ajustes, como um novo painel de instrumentos, mudança na motorização para reduzir as emissões e uma nova suspensão dianteira. A principal mudança na Honda CB 650R 2021 está na motorização, agora se encaixando nas normas Euro 5 de emissões na Europa, também foi feito na linha de 500cc. Recebeu alterações como nova configuração da ECU, alteração no tempo de abertura das válvulas e mais. RODASDUAS
  13. 13. JIRIPANKÓ ÍNDIOS CULTURA JIRIPANKÓ ÍNDIOS CULTURA JIRIPANKÓ ÍNDIOS CULTURA Alagoas l 25 a 31 de outubro I ano 08 I nº 400 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br CAMPUSCAMPUSCAMPUSCAMPUS PedroCabr al Envie crítica e sugestão para ndsvcampus@gmail.com Dois dedos de prosa Este é mais um número de Campus/O Dia que sai sobre a vida indígena deAlagoas e deriva da atuação do Professor Amaro Hélio Leite da Silva, parceiro e amigo. Hoje ele dirige o NEABI/ IFAL, Maceió e graças a ele tivemos toda uma série de pronunciamentos indígenas sobre a Covid emAlagoas. Foram inúmeros os artigos que saíram e que traçam uma percepção do momento nas diversas aldeias que temos no Estado deAlagoas. Hoje Campus/O Dia traz um texto de uma aluna de Geografia da Universidade Federal de Alagoas, Campus de Delmiro Gouveia. Ela mora em Pariconha.Seu texto fala sobre o Menino do Rancho,partedocerimonialindígenadaárea,ondeafénosEncantadossevestenabelezadaroupa dos Praiás. Érica Lima escreveu e documentou este ritual de fé. Agradecemos imensamente sua gentileza. Para você que nos acompanha: boa leitura! Abraços, Sávio deAlmeida O MENINO DO RANCHO E OS PRAIÁ
  14. 14. É ricaLimaéuma estudante de Geografia do Campus do Sertão da UFAL, interessada em estudar e, também, em expressar seu povo através de sua escrita. Isso sensibiliza e determina que seja incentivada. Foi pensando nisto que pedimos a ela para escrever sobre seu povo, seus problemas, seus modos de vida e, sobretudo, que fotografasse, documen- tasse.Elapreparoutrêsartigos: um sobre a arte da cura, outro sobre a literatura oral e, final- mente,estequeserefereauma cerimônia religiosa, chamada de MENINO DO RANCHO. Sempre estimulamos a necessidade do índio escrever sobre si mesmo. Começamos com o Nunes, Kariri-Xocó que foi publicado na Coleção ÍndiosdoNordestee,também, na Revista de Estudos Avan- çados da Universidade de São Paulo. Publicamos também a Maria Pankararu, uma doutora que nos deixou um belo texto sobre os Panka- rarus. No entanto, foi com a Covid e em Campus/O Dia que veio, graças ao traba- lho generoso e constante do Professor Dr. Amaro Hélio Leite da Silva, a possibilidade de publicar inúmeros textos sobre a Covid, sinal de que os índios avançaram na Univer- sidade e, inclusive, no cami- nho de mestrado e doutorado, o que é excelente. Como se poderá verificar, o texto de Érica Lima é o de começo de vida na área cien- tífica e merece ser lido, não só pela informação que traz, mas, sobretudo, pelo respeito que se deve a todos os que começam a vida intelectual, sendo índio ou não-índio. Foi ela quem escolheu o tema do Menino do Rancho, uma ceri- mônia que emociona a quem presencia, pela singeleza da urdidura e pela fortíssima demonstração de fé que apre- senta. É uma fala sobre a espe- rançaecertezasdarelaçãocom os encantados e, no meio de tudo isto, a beleza das vestes de um Praiá. Talvez, somente vendo, a pessoa tenha a ideia da grandeza e do modo como deve ser entendida a constru- ção cultural da fé. Estive uma vez em Pari- conha para acompanhar o Menino do Rancho e isto faz muito tempo; jamais esqueci ao ver os Praiá dançando, sabendo o que eles repre- sentavam naquele meio de mundo sertanejo da Parico- nha. Campus/O Dia estará aberto a todo e qualquer índio que deseje falar sobre a vida de seu povo. CAMPUS 2 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Amaro Hélio Leite da Silva é professor Doutor em História e Coordenador do NEABI. Quem é quem? CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial JorgeVieira JoséAlberto CostaODiaAlagoas Luiz Sávio de Almeida A escrita indígena
  15. 15. CAMPUS 3O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Estes são os folguedos,que são as vestes dos praiás guardadas no poró.Estas vestes são produzidas com as fibras do caroá (uma planta da caatinga que fornece um tipo de fibra bem forte) Estas são as comidas que os Praiás e as pessoas que vão prestigiar as festas comem.A refeição tem pirão,arroz e carne (na maioria das promessas come-se carne de carneiro, mas no ritual do Menino do Rancho tem que ser carne de boi),no prato de barro A opinião dos autores pode não coincidir no todo ou em parte com a de Campus. Q u a n d o a aldeia Jeri- p a n k ó s e formou, herdou os rituais de suaaldeiamatriz(aPankararu). Eles foram importantes para a afirmação étnica do povo perante o Estado, isso porque foi a partir da sua cultura que o povo teve forças para lutar e ser reconhecido como povo indígena. Por estar associado às práticas religiosas e místi- cas, o ritual tem o objetivo de estabelecer uma relação entre os seres humanos e os seres encantados (sobrenaturais). O ser encantado é uma entidade que tem o poder de ajudar ou interferiremquestõesnoplano físico. O povo acredita que um encantado foi uma pessoa que alcançou um alto grau de sabedoria e se tornado uma pessoa muito forte espiritual- mente; então, essa pessoa em algum momento da sua morte seencanta,e,assim,passaaser uma energia que faz parte da natureza. Os rituais são a essência, a base,oquetransformatodosos indígenasnaaldeiaemirmãos; eles unem o povo, porque, inclusive, são feitos em cole- tivos, onde todos trabalham juntos, desde a preparação até a finalização, ou seja, somente são possíveis de serem realiza- dos com o trabalho do povo, todos juntos. Dentre esses rituais dos Jeripankós, temos o Menino do Rancho, a Dança do Cansanção, a Flechada do Umbu, a Puxada do Cipó, além das promessas pagas no terreiro. Todos são de extrema importância; cada um tem o seu significado e são essenciais para a nossa vida, pois cada umexerceafunçãodeproteger a aldeia contra qualquer noci- vidade, seja doença, pragas, questões econômicas e até políticas. Só basta as pessoas crerem e terem fé. Cada um dos rituais tem o seu modo de ser executado, a sua especificidade. Como exemplo, tem a Dança do Cansanção, a Flechada do Umbu e a Puxada do Cipó, que são rituais diferentes, no entanto, são celebrados em uma única festa, a Festa do Umbu. O ritual é realizado anualmente e tem como obje- tivo pedir proteção aos seres encantados e a graça de ter um ano prospero. O pajé e outros chefes de terreiro, médiuns, conseguem identificar se o ano será bom ou não através do que acontece na festa, o resul- tado disso é a satisfação dos Jeripankós, pois ficam mais calmos ecom mais confiança para se arriscarem, principal- menteemrelaçãoàagricultura, pois se ocorreu tudo bem na FestadoUmbu,vaiserumano produtivo para tudo, inclusive para a safra dos alimentos que o povo planta. Os demais ritu- ais do povo jeripankó podem ocorrer durante o ano todo. Dentre os rituais, daremo- sum destaque para o Menino do Rancho, um ritual especial, que representa um momento delutaeglória.Deluta,porque os encantados lutaram para conseguiragraçapedidapelos Jeripankós, que nesse caso seria a cura de uma criança doente; e glória, porque eles foram contra seres malignos para conseguir alcançar a cura da criança.Essa crençaau- menta devoção do povo pelos encantados, isso porque o ritual é especial, ele demonstra quequalquerpedidofeitocom muita fé pode ser alcançado. Esse ritual acontece quando uma criança – em específico uma criança do sexo masculino–fica muito doente na aldeia, e é uma doença que aparece repentinamente e sem nenhumaexplicação, na qual médico algum consegue curar ou explicar, pois sempre que são feitos exames a criança aparece saudável nos resul- tados, o que leva os responsá- veis desta criança a buscarem os benzedores/curandeiros da aldeia para rezar nela. Quando os pais já conhe- cem bem como funciona esse meio espiritual, já levam o menino diretamente para os benzedores e estes darão a decisão final: se a doença é espiritual, que dê para curar com reza e remédios do mato, ou se é doença de médico. Quando acontece esse último caso, os benzedores aconse- lham os pais a levarem seus filhos para o posto de saúde. Já quando se refere ao primeiro caso, os benzedores rezam na criança. Quando é algo bem grave mesmo, esses rezadores aconselham os pais da criança a “entregarem ” o menino aos encantados. Por conseguinte, os pais fazem uma promessa, prome- tem o menino a um encantado escolhido por eles, para que esse encantado seja o guar- dião do seu filho, protegendo- -o e curando da doença, caso contrário, a criança poderá morrer. Há outra forma tambémemqueocorreoritual, nesse caso, acontece quando umamulhertemcomplicações no parto, sabendo que o filho que está para nascer é menino, essa mulher pode fazer uma promessa, prometendo o seu filho a um encantado. Quando alcançam a graça, na qual o menino fica saudável, os pais marcam um dia e pagam a promessaemqualquerfinalde semana. Érica Lima O ritual do Menino do Racho do povo Jeripankó
  16. 16. Isso tudo acontece porque o menino foi pego pelo “Bicho do Mato” ou “Caipora” como é popularmenteconhecido, este que ao ver algum menino que lhe desperte algum inte- resse, tenta levar essa criança para seu plano espiritual. Para isso, ele leva a alma da criança e ela vai desfalecendo até morrer. Caipora fica total- mente com a alma da criança. Desta forma, quando os responsáveis do Menino o entregam para o encantado, ele vai em busca da alma do menino. O encantado respon- sável pela criança, junto com seu batalhão, vai atrás do Bicho do Mato. Ao se encontrar com ele, travam uma batalha pela alma da criança até algum sair vencedor; se o Caipora ganha, a criança morre. E se o encan- tado vence, a criança volta a ficarsaudável.Namaioriadas vezes, os encantos ganham. Essa luta entre os encantados e o Bicho do Mato acontece no plano espiritual e se mate- rializa na forma do ritual do Menino do Rancho. Aformacomoaconteceesse ritual é bem complexa, pois é necessáriomuitocuidadopara nada sair errado, caso dê algo errado o menino poderá adoe- cer novamente. Sendo assim, os pais do menino convidam outros participantes impor- tantesnafesta,quesão:anoiva e as madrinhas que estarão juntocomomenino.Osprepa- rativos para o pagamento da promessa iniciam-se com um outro ritual, porém, esse ritual émaisreservado,somentepara familiares, o Trabalho de Mesa . É nesse momento em que o encantado dono da festa diz os detalhes de como será paga a promessa, concorda com o dia marcado, o que será necessá- rio, é uma forma de assegurar que tudo irá ocorrer bem e de acordocomoquefoiproposto. Logoapós,geralmentedois dias após o trabalho de mesa, começa o Menino do Rancho; a festa dura dois dias: começa em um sábado e perdura até o domingo. Inicia-se no sábado à noite, mas antes de entrarem no terreiro todos os participantes são obrigados a tomar um banho de ervas, que serve para purificação do corpo e para se concentrar melhor. Após isso, o pajé leva os praiás (são a representação material do encantado) para o terreiro (local onde aconte- cem os rituais com os praiás); lá eles dançam por algumas horas. Geralmente ficam dançando até ultrapassar um pouco a meia-noite. Depois de um certo tempo, todos vão embora para descansar. Os praiás vão para o poró (local sagrado onde ficam guar- dados os praiás) e o restante das pessoas para suas casas, pois no outro dia começam os serviços bem cedo. No domingo de manhã, os praiás vão buscar o menino que irá para o rancho na casa dele, lá todos tomam o café e dançam em um terreiro improvisado pelo dono da casa. Após feito o trabalho na casa do menino, todos vão para a casa da noiva, tomam garapa e dançam. Em seguida repetem o mesmo processo na casadasmadrinhas.Aotermi- nar tudo, quando estiverem com todos os componentes da festa, eles vão para o terreiro principal, onde ocorrerá o resto do ritual. Dançam no terreiro até o almoço ficar pronto; todos vão almoçar e após o término do almoço irão descansar um pouco. Por volta das 15 horas começa o ápice da festa, que são as “peitadas” no terreiro. Nesse meio tempo, os padri- nhos, a noiva, as madrinhas, o menino e os praiás dão voltas no terreiro ao som dos toantes . Esse processo é repetido três vezes, ou seja, são três voltas dadas em torno do terreiro. Na última volta, quando suspendem o toante começa a correria. Os padrinhos correm com o menino enquanto são perse- guidos pelos praiás, estes tentamdetodaformacapturar o menino das mãos dos padri- nhos, qualquer objeto que o menino esteja carregando é válido (o chapéu ou o cordão de fumo). Ao pegarem esses objetos os praiás vencem. Nesse momento, eles passam por cima de tudo, não veem mais nada em sua frente que não seja o menino, a vontade e a fé em pegar a criança é tão grande que ospraiássão capa- zes de fazer coisas absurdas para um simples humano. Essa situação representa o plano espiritual, os praiás são os encantados e os padri- nhos representam o Bicho do Mato/Caipora, quetem em suas mãos a criança. Por fim, quando a criança é pega pelos praiás a festa termina. Desta forma acontece um dos principais rituais do povo Jeripankó. Para alguns, este é o melhor, pois tem mais emoção. Na hora das “peita- das” o pessoal que está assis- tindo fica em êxtase, é como se a emoção (principalmente adrenalina) sentida pelo praiás atravessassem suas vestes e fluíssem para o corpo de todos que estão assistindo ao redor do terreiro; nesse momento,todososproblemas somemetudoqueopovoquer é aproveitar cada segundo do ritual. CAMPUS 4 O DIA ALAGOAS l 25 a 31 de outubro I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br FICHA TÉCNICA CAMPUS COORDENADORIAS SETORIAIS L. Sávio deAlmeida Coordenador de Campus Enio Lins Ilustração(projetopandemia) Jobson Pedrosa Diagramação Iracema Ferro Edição e Revisão CíceroAlbuquerque Semiárido Eduardo Bastos Artes Plásticas Amaro Hélio da Silva Índios Lúcio Verçoza Ciências Sociais Renildo Ribeiro Letras e Literatura Visite o Blog do SávioAlmeida Gente que fazem Campus Mãe Mirian Essa imagem mostra o momento no qual os praiás e padrinhos dançando estão no terreiro improvisado na casa do menino,foram buscá-lo para começar o ritual,além disso,foram tomar o café da manhã

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