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TÓPICOS


  TIPOS DE SONDAS MARÍTIMAS.

  PRINCIPAIS COMPONENTES DE UMA SONDA DE PERFURAÇÃO.

  PRINCIPAIS COMPONENTES DA COLUNA DE PERFURAÇÃO.

  OPERAÇÕES NA PERFURAÇÃO DE UM POÇO

  PERFURAÇÃO MARÍTIMA

  CLASSIFICAÇÃO DE POÇOS




1- TIPOS DE SONDAS PLATAFORMAS


        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP       1
PLATAFORMA FIXA - SONDA MODULADA (SM)



                    CARACTERÍSTICAS :


                       L.a. Rasas - aproximadamente 200m.

                       A jaqueta é lançada e encaixada em
                        estacas no fundo do mar.

                          Em seguida os módulos são
                          colocados sobre a jaqueta.

                          Os poços podem ser perfurados
                          antes ou depois da instalação da
                          jaqueta.

                          Não é necessário compensador de
                          movimentos.



       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP             2
PLATAFORMA AUTO-ELEVÁVEL (PA)



                             CARACTERÍSTICAS :

                                 Fornece uma plataforma de
                                    perfuração fixa não afetada
                                    pelas condições de tempo.

                                 Permite posicionamento em
                                    áreas com restrições no fundo
                                    do mar.

                                 Baixo custo.

                                 Perfura em lâmina d´água de até
                                  120m.




SONDA SEMI-SUBMERSÍVEL (SS)


                             CARACTERÍSTICAS :


                                 Plataforma estável:
                                    trabalha em condições de
                                    mar e tempo mais severos
                                    do que os navios.

                                    Pode ser ancorada ou de
                                    posicionamento dinâmico.

                                    É necessário compensador
                                    de movimentos.


NAVIO SONDA (NS)


       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                  3
CARACTERÍSTICAS :
                        CARACTERÍSTICAS :
   Grande capacidade de armazenagem de suprimento
    para perfuração.
                              Plataforma flutuante
     Menos estável que a sonda semi-submersível (SS). por
                                posicionada na locação
                                 tendões verticais fixados no
     Propulsão própria.         fundo do mar por estacas.

     Pode ser ancorado ou dp.
                                 Raio de ancoragem nulo.

     É necessário compensador de movimentos.
                             Não possui compensador de
                                 movimentos.
PLATAFORMA TLP - (TENSION LEG PLATFORM)
                                 Utilizadas como uep´s com
                                 os poços equipados com
                                 árvore de natal seca.




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP              4
CARACTERÍSTICAS :
PLATAFORMA SPAR


                      Plataforma flutuante de calado profundo.

                      O casco cilíndrico é ancorado no fundo do
                         mar com sistema convencional ou tautleg.
                         o raio de ancoragem depende do sistema
                         utilizado.

                      Após a ancoragem a plataforma é montada
                       sobre o casco.

                         As paredes do casco abrigam tanques de
                         lastro e de consumíveis.

                      Não possui compensador de movimentos.

                    Utilizadas como uep´s com os poços
      TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                     5
                         equipados com árvore de natal seca.
2- PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DE UMA
SONDA ROTATIVA

     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   6
BLOCO DE COROAMENTO (CROWN BLOCK)




                          Bloco de Coroamento:

                          Conjunto de 5 a 7 polias fixas instalado no
                          topo da torre.




      TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                         7
CATARINA (TRAVELLING BLOCK



                      Catarina – Conjunto de polias móveis,
                      em geral de 4 a 6.

                      Gancho – Sustenta a coluna de
                      perfuração / Amortecer os choques no
                      sistema de movimentação.




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP              8
ANCORA


         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   9
LOCALIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS




CABEÇA DE INJEÇÃO (SWIVEL)


                     Swivel – Liga as partes girantes as não
                     girantes. Permite a entrada de fluido para
                     o interior da coluna. Transmite o peso da
                     coluna para o gancho.




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                 10
GUINCHO DE PERFURAÇÃO (DRAWWORK)



                     Guincho de Perfuração – Também
                     conhecido como quadro de manobra, é o
                     centro do controle de energia de elevação da
                     sonda.

                     Cabo de Perfuração – Transmitir
                     esforços.




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                    11
TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   12
3- MÉTODOS DE PERFURAÇÃO DE POÇOS

1- MESA ROTATIVA (ROTARY TABLE)




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   13
Mesa Rotativa – Fornecer movimento
                     rotacional a coluna de perfuração.

               Apoiar a coluna de perfuração quando em
               manobra ou conexão.




TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                 14
KELLY E BUCHA




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   15
Bucha do Kelly – Elemento de conexão
               entre a mesa rotativa e a coluna de
               perfuração

               Kelly – Haste quadrada ou hexagonal que
               transmite a rotação para coluna




TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                16
2- TOP DRIVE
                         PERFURAÇÃO COM TOP DRIVE
                                 É um método caro, porém muito
                         eficiente. A perfuração é feita com um motor
                         possante instalado no topo da coluna de
                         perfuração (TOP DRIVE) elimina o uso da mesa
                         rotativa e do Kelly. O sistema permite perfurar o
                         poço de três em três tubos, ao invés de um em
                         um quando a mesa rotativa é utilizada. Este
                         sistema permite também que a retirada ou
                         descida da coluna de perfuração, seja feita tanto
                         com rotação como com circulação de fluido de
                         perfuração pelo seu interior. Isto é extremamente
                         importante em poços de alta inclinação ou
                         horizontal.

                                VANTAGENS DO MÉTODO

                             Perfura por seção.
                             Menor número de conexões.
                             Facilita a retirada da coluna com
                              circulação e rotação.
                             Desejável em poços horizontais




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                        17
4- SISTEMA DE CIRCULAÇÃO DE LAMA



 As principais finalidades do Sistema de Circulação de Fluidos são:

     Manter o equilíbrio de pressão dentro do poço.
     Trazer até a superfície os cascalhos cortados pela broca.
     Criar um fino reboco nas paredes do poço.

 PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS

     Tanques de lama – Armazenar fluidos.
     Bombas de Lama Triplex – Fornecer energia ao fluido para este circular pelo
      poço.
     Bombas centrífugas - Fazer o carregamento das bombas triplex, etc.
     Tubo bengala – Tubo rígido de 4”que conduz a lama até a mangueira de injeção.
     Mangueira de Injeção – Mangueira de 4” que recebe a lama e conduz até o
      swivel.
     Swivel – responsável pela injeção da lama no interior da coluna de perfuração.




            TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                             18
MANGUEIRA
 TUBO BENGALA        DE LAMA

                                        CABEÇA DE
  BOMBA DE LAMA
                                         INJEÇÃO
                                         (SWIVEL)

                  LINHA DE           KELLY
                  RECALQUE

                  LINHA DE
                  SUCÇÃO              TUBO DE PERFURAÇÃO
                  LINHA DE
                  DESCARGA
                                      ESPAÇO
                                      ANULAR




      PENEIRA                          POÇO
      DE LAMA

                        TANQUE DE     JATOS DA
                          LAMA        BROCA



4.1 - BOMBAS DE LAMA (MUD PUMP)




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP         19
Numa circulação normal, o fluido faz o seguinte trajeto: Tanques /Bombas de
lama/ tubo bengala/mangueira de injeção/ swivel/interior da coluna de
perfuração e finalmente sai sob pressão nos jatos da broca.
A este trajeto chamamos de “injeção”.
        Daí o fluido retorna pelo espaço anular (espaço compreendido entre a
parede do poço e a coluna de perfuração) até a superfície carreando os
fragmentos de rocha cortados pela broca, a este chamamos de “retorno”

       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                               20
Torre ou Mastro – Prover espaço para manobrar


A torre se divide-se em dois tipos principais :

Convencional – Estrutura em treliças que exigem montagens e desmontagens
das vigas uma a uma, o que torna trabalhoso o DTM, mas os reparos são mais
baratos pela substituição de peças isoladas, normalmente são usadas em sonda
marítima.

Mastro – Estrutura que são montadas e desmontadas em seções, com isso o
DTM é mais fácil e mais rápido, usado normalmente em sondas terre




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                               21
Bloco de coroamento (crown
                                   block)


                                   Catarina (travelling block)


                                   Gancho (hook)


                                   Cabeça de injeção (swivel)


                                   Guincho (drawwork)


                                   Mesa rotativa (rotary table)



                                   Mesa rotativa (rotary table)




5- EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA DE CABEÇA DE
POÇO (ESCP)


BOP (BLOW OUT PREVENTER)




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                  22
• Sua principal função é
                            impedir que os fluidos das
                            formações atinjam a
                            superfície de maneira
                            descontrolada

                          • O sinal de comando pode ser
                            hidráulico, elétrico ou ótico

                          • Em SS e NS fica no fundo
                            do mar e em SM, PA, TLP e
                            SPAR fica na superfície




5.1 - PRINCIPAIS COMPONENTES DO BOP




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP           23
PREVENTOR ANULAR

                                    •   Fecha sobre qualquer diâmetro

                                    • Não permanece fechado
                                  após retirada da pressãode acionamento




                                    GAVETA DE TUBO

                                        •   Fecha contra o tubo sem
                                            cortá-lo

                                        •    Pode ser para um só diâmetro
                                            ou para um range de
                                            diâmetros

                                        •    Permanece travada após
                                            retirada da pressão de
                                            acionamento



                       GAVETA CEGA/CISALHANTE
                       (BLIND/SHEAR RAM)

                          • Fecha contra o tubo e
                        corta o mesmo

                           • Permanece fechada após a
                        retirada da pressão de
                        acionamento


6- PAINEL DO SONDADOR (Sistema de Monitoração)




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                          24
MONITORAMENTO DA PERFURÇÃO
Peso sobre a broca
Retorno de Lama
Cpm da bomba de lama
Totalizador de CPM
Variação do volume de lama
Volume total de lama
Volume no Trip tanque
Pressão de Bombeio
Cpm
Torque Elétrico
Torque na Chave Flutuante
Peso sobre a broca
Volume total de lama




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   25
7 - EQUIPAMENTOS DE PERFURAÇÃO DE
SUBSUPERFÍCIE:

7.1 - COLUNA DE PERFURAÇÃO

7.1.1- TUBO DE PERFURAÇÃO (DRILL PIPE)




        Os tubos de perfuração são de aço sem costura, tratados internamente com
 aplicação de resinas para diminuição do desgaste interno e corrosão, possuindo nas
 extremidades as conexões cônicas conhecidas como “toll joint ” que são soldadas ao
 seu corpo por um processo de soldagem por inércia. Constituem a parte mais longa
 da coluna, interliga o kelly ao B.H.A, comprimento variando entre 9 a 13 metros, e
 diâmetro externo 2 3/8” a 6 5/8”, possui ID (Inside Diameter – Diâmetro Interno) e
 OD (Out diameter – Diâmetro Externo).



7.1.2-TUBOS PESADOS HW (HEAVY WEIGHT)




         Os HW são elementos de peso intermediário, entre os tubos de
 perfuração e os comandos. Sua principal função, além de transmitir o torque e
 permitir a passagem do fluido, é fazer uma transição mais gradual de rigidez
 entre os comandos e os tubos de perfuração. Eles são bastante utilizados em
 poços direcionais, como elemento auxiliar no fornecimento de peso sobre a
 broca, em substituição a alguns comandos.
         O diâmetro nominal do HW variam de 3 1/2" a 5”, normalmente é
 utilizado na coluna, HW com o diâmetro igual aos do tubo de perfuração. Os HW
 são fabricados no range II e III, e podem ter aplicação de carbureto de tungstênio
6.1.3 - COMANDO no reforço intermediário.(DRILL COLLAR) para o
 nos Tool Joints ou DE PERFURAÇÃO Não há normalização
 desgaste do HW, então a resistência dos tubos usados deve ser avaliada pelo
 usuário.


         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                    26
São tubos de aço especial com parede espessa, para propiciar grande peso
colocado logo acima da broca, devem ser dimensionados de modo a evitar que os
tubos de perfuração trabalhem sob compressão. Os diâmetros externos variam se
3” até 11 ¼” e os diâmetros Internos de 1” a 4 ¼”, o comprimento de cada
comando varia entre 9 e 10 metros.
        A principal função dos comandos é fornecer peso sobre a broca. Como
parte integrante da coluna os comandos devem transmitir o torque e a rotação a
broca, bem como permitir a passagem de fluidos. Para fornecer peso sobre broca
os comandos são tubos de parede espessa. Os comandos são liga de aço cromo
molibdênio forjados e usinados no diâmetro externo, sendo o diâmetro interno
perfurado à trépano. A escala de dureza dos comandos varia de 285 a 341 BHN.
São fabricados no range de 30 a32 pés, podendo em casos especiais ter de 42 a
43,5 pés.
        A conexão é usinada no próprio tubo e protegida por uma camada fosfatada
na superfície, ao contrário dos tubos de perfuração as conexões são as partes mais
frágeis dos comandos. Os comandos podem ser lisos ou espiralados. Os comandos
espiralados têm uma redução de cerca de 4% no seu peso, mas graças a sua
redução na área de contato lateral os comandos espiralados têm menos propensão
à prisão por diferencial, sendo por isso preferido.




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                    27
7.1.4 - ACESSÓRIOS DA COLUNA DE PERFURAÇÃO

1- ESTABILIZADORES




2- ESCAREADORES




3- ALARGADORES




     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   28
7.1.5 -BROCA TRICÔNICA DE DENTES DE AÇO




                             Rolamentos
                                      •   Selados
                                      •   Não selados


                             Mancal
                                      •   Journal
                                      •   De roletes




BROCA TRICÔNICA DE INSERTOS DE CARBONETO
DE TUNGSTÊNIO



                             Rolamentos
                                      •   Selados
                                      •   Não selados

                             Mancal
                                      •   Journal
                                      •   De roletes




     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP          29
BROCA DE PDC (DIAMANTE SINTÉTICO)




BROCA DE DIAMANTE NATURAL




     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   30
8 - ELEMENTOS AUXILIARES(ferramentas                  de manuseio        da
coluna )



                                            CHAVES FLUTUANTES
                                            As chaves flutuantes são mantidas
                                            suspensas na plataforma através de
                                            um sistema de cabo de aço, polia e
                                            contrapeso. São duas chaves que
                                            permitem dar o torque de aperto ou
                                            desaperto nas uniões dos elementos
                                            tubulares da coluna, são providas
                                            de mordentes intercambiáveis,
                                            responsáveis pela fixação das
                                            chaves à coluna.




                              IRON ROUGHNECK

                                      Hoje em dia em algumas plataformas
                              existe o Iron Roughneck, que é capaz de
                              executar automaticamente os serviços dos
                              plataformistas durante as conexões e
                              desconexões.
                                      Existe também o Eazy-Torq o qual
                              permite o desenvolvimento de altos valores de
                              torque, os quais podem ser utilizados até para
                              apertar ou desapertar as conexões dos
                              comandos.




           TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                     31
CUNHAS

                                                             As     cunhas   são    os
                                                      equipamentos que servem para
                                                      apoiar totalmente a coluna de
                                                      perfuração na plataforma. São
                                                      providas       de      mordentes
                                                      intercambiáveis e se encaixam
                                                      entre a tubulação e a bucha da
                                                      mesa rotativa. Existem tipos
                                                      diferentes    para   tubos    de
                                                      perfuração e comandos.




                                                    COLAR                       DE
                                                    SEGURANÇA
                                                            Equipamento           de
                                                    segurança       colocado     nos
                                                    comandos que não possuem
                                                    rebaixamento para a cunha. Sua
                                                    a finalidade é prover um batente
                                                    para a cunha, no caso de
                                                    escorregamento do comando.




    Alguns outros elementos auxiliares que se pode citar são:

•   Chave de Broca - Para permitir enroscar e desenroscar a broca da coluna
•   Limpador de Tubo - Para limpar a coluna do fluido de perfuração
•   Chave de Corrente - Para enroscar e desenroscar os elementos da coluna
•   Puxador de Chave - Para manusear mais rapidamente a chave flutuante




          TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                               32
9 - NOÇÕES DE FLUIDO DE PERFURAÇÃO (LAMA)

FUNÇÕES

   Contem a parede do poço e os fluidos das formações.

       Transporta os cascalhos gerados pela perfuração      até a superfície
      promovendo a limpeza do poço.

      Lubrifica a coluna diminuindo o torque.

      Refrigera a broca.

      Suas propriedades são monitoradas o tempo todo.

      Base água / base óleo.

     “ É culpa da lama “ - chavão utilizado sempre que há algum problema
    durante a perfuração e, de certa forma, ilustra a importância do fluido de
    perfuração no sucesso do
 empreendimento.



9.1 - NOÇÕES DE KICK


   É a invasão dos fluidos da formação para dentro do poço.

      Ocorre quando a hidrostática do fluido de perfuração fic menor que a
      pressão do reservatório.

     A condição acima pode ser provocada por :

   Perfuração não prevista de zonas com pressao anormalmente alta.

   Lama cortada por gás.

     Não abastecimento do poço durante as manobras (trip tank).

   Pistoneio.




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                          33
9.2 - INDÍCIOS DE KICK
            Poço em fluxo com as bombas desligadas.

            Aumento do volume de lama nos tanques.

            Aumento da taxa de penetração.

            Aumento da velocidade das bombas.


10 - PERFURAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS BACIA DE
CAMPOS




PERFURAÇÃO DE UM POÇO


INÍCIO DE POÇO
  •   O início de poço depende do tipo de plataforma.

  •   Em SS e NS o início é igual.

  •   Em SM e PA o início é semelhante.


        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP       34
•   Em sonda terrestre, o início é diferente de SS, NS, SM e PA.

  •    Os dois tipos de ínício de poço que serão mostrados são os utilizados
      em SS e NS.

INÍCIO DE POÇO:

10.1 - SISTEMA COM CABO-GUIA



RETIRADA DA COLUNA DE                 PERFURAÇÃO DA FASE 1 (36”)
ASSENTAMENTO DA BUT




                                   DESCIDA DO
                                   REVESTIMENTODE 30” E BGP




        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                        35
DESCIDA DO REVESTIMENTO      PERFURAÇÃO DA FASE
DE 30” E BGP                 26”




PERFURAÇÃO DA
FASE DE 26”               DESCIDA DO
SEM RETORNO               REVESTIMENTO
PARA A SUPERFÍCIE         DE 20”



     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP    36
CABEÇA DE POÇO            BOP É DESCIDO
GL ANTES DA               E ENCAIXADO
DESCIDA DO BOP            NO HOUSING
                          DE ALTA PRESSÃO




   TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   37
• INÍCIO DE POÇO:

10.2 - SISTEMA SEM CABO-GUIA

                               BAJA / CONDUTOR 30”
                               E BHA
                               DE JATEAMENTO




DESCIDA DA BAJA/CONDUTOR 30”        JATEAMENTO DO
E BHA                               REVESTIMENTO DE 30”
DE JATEAMENTO                       ATÉ ASSENTAMENTO DA
                                    BAJA NO FUNDO DO MAR




PERFURAÇÃO DAFASE DE 26”         RETIRADA DA COLUNA
SEMRETORNO PARA A                DE JATEAMENTO
SUPERFÍCIE



     TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP             38
ASSENTAMENTO E
CIMENTAÇÃO DO             CABEÇA DE POÇO
REVESTIMENTO DE 20”       GLL ANTES DA
                          DESCIDA DO BOP




    TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   39
BOP É DESCIDO E ASSENTADO
                       NO HOUSING DEALTA
                       PRESSÃO




                                 APÓS A DESCIDA
                                 DO BOP,
                                 A PLATAFORMA
                                 FICA CONECTADA
                                 AO POÇO




TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP         40
SEQÜENCIA OPERACIONAL DE PERFURAÇÃO APÓS A DESCIDA
DO BOP.



                            Teste do BOP - um “test plug” é
                            descido para isolar o poço da
                            pressão aplicada durante o teste.




                           Descida broca de 17 1/2” para
                           perfurar a fase 3. São colhidas
                           amostras na superfície dos cascalhos
                           retornados, cuja análise permite a
                           identificação do tipo de rocha que está
                           sendo perfurada




      TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                      41
•       Descida e cimentação do
                               revestimento de 13 3/8”.




                           •    Novo teste do BOP.

                           •     Troca do fluido do poço por
                                fluido “drill-in” - para evitar
                                quaisquer danos à Zona
                                Produtora.

                           •    Descida broca de 12 1/4” para
                                perfurar a fase 4.




TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                         42
•   PERFILAGEM




11 - NOÇÕES SOBRE PERFILAGEM (1)


 •   Operações que visam obter informações do poço, das Formações e dos fluidos
     nelas contidos.

 •   Geralmente as ferramentas são descidas a cabo.

 •    As informações são baseadas em características das rochas e dos fluidos, entre
     outras:

        •     Radioatividade
        •     Densidade
        •     Resistividade elétrica
        •     Velocidade da propagação do som


 •   As principais informações fornecidas pelos perfis são:

        •     Calibre do poço (cáliper)

        •     Tipo da rocha (arenito, calcáreo, folhelho, etc)


       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                 43
•   Porosidade da rocha

•   Tipo de fluido (óleo, água, gás)


                                    •    Descida e cimentação do
                                         revestimento de 9 5/8”.




                                •       Execução de tampões de
                                        abandono de fundo e de
                                        superfície no interior do
                                        revestimento de 9 5/8”.




TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                           44
•   Retirada do BOP e descida
                                               da capa de abandono.




SEQÜENCIA OPERACIONAL DE PERFURAÇÃO (9)


   •   Alguns poços exigem mais uma fase para atingir o objetivo, devido a ser
       muito profundo, por problemas operacionais ocorridos durante a
       perfuração ou mesmo definido a priori, pela utilização futura prevista
       para ele. Nesse caso, procede-se como à seguir:

   •   Descida broca de 8 1/2” para perfurar a fase 5.

   •   Perfilagem final.

   •   Descida e cimentação do “liner” de 7”.



12 - OPERAÇÕES NA PERFURAÇÃO DE UM POÇO
       Uma vez determinada a locação pela geologia, tem início a preparação para a
perfuração.    Depois de preparado o terreno, construída a base ou fundação,
transportada e montada a sonda (no caso de terra), deslocada a plataforma e
posicionada no local a ser perfurado (no caso de mar), tem início a perfuração
propriamente dita.
       Todo o trabalho de perfuração é realizado baseado em um programa de
perfuração previamente elaborado.

         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                             45
INÍCIO DO POÇO
       Antes que as operações de uma sonda se tornem rotina, o poço deve ser
começado. Uma das formas de iniciar é fixar um condutor a uma determinada
profundidade, que varia de 3 a 20 m, em poços terrestres e de 15 a 100m em poços
marítimos. Este condutor pode ser cravado com o auxílio de um bate-estacas ou pode
ser cimentado num furo feito da maneira usual, isto é, usando-se a haste hexagonal e
a mesa rotativa.
       As formações superficiais são geralmente, fáceis de serem perfuradas. O poço
é preparado, sendo assentado o revestimento de superfícies e cimentado, antes que
as formações mais duras e resistentes sejam atingidas.
       Uma vez começado o poço, é instalado o equipamento de prevenção de
erupções descontroladas, B.O.P. (“Blow Out Preventer”).
       Quando é alcançada a profundidade programada para o fim poço e o óleo não
é encontrado, o mesmo é abandonado mediante a colocação de um ou vários
tampões de cimento, e a sonda desmontada.
       Quando o petróleo é encontrado, passa-se ao serviço de completação do poço,
que consiste em prepará-lo para a produção.
       A completação do poço começa com a descida e cimentação do revestimento
de produção. Os tubos de perfuração podem sofrer a ação de pressões elevadas,
sendo, por isso, tubos muito resistentes.
       O tipo de completação a ser executada em um poço depende da natureza e
características do reservatório, da qualidade das formações atravessadas e do
potencial econômico do poço.
       Construir um poço, consiste basicamente em : Perfurar, Revestir e Cimentar
cada fasse.
       As operações podem ser : Rotineiras, Específicas e Especiais.



12.1 - OPERAÇÕES ROTINEIRAS OU NORMAIS
      Perfuração,
      Conexão;
      Circulação;
      Manobra.




12.2 - OPERAÇÕES ESPECÍFICAS
    Descida de Revestimento
    Cimentação
    Perfilagem


COLUNAS DE REVESTIMENTO




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                               46
CIMENTAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO
UNIDADE CIMENTADORA




       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP   47
PERFILAGEM


UNIDADE DE PERFILAGEM

                                                    Dentre        os    diversos perfis
                                                disponíveis       são   empregados os
                                                abaixo.

                                                a)   elétrico
                                                b)   indução
                                                c)   sônico
                                                d)   radioativos

                                                As principais informações
                                                fornecidas pelos perfis são:

                                                              •       Calibre do poço
                                                                    (cáliper)

                                                              •       Tipo da rocha
                                                                    (arenito, calcáreo,
                                                                    folhelho, etc)

                                                              •       Porosidade da
                                                                    rocha

                                                              •       Tipo de fluido
                                                                    (óleo, água, gás)




12.3 - OPERAÇÕES ESPECIAIS
         Testemunhagem;
         Pescaria;
         Perfuração direcional;
         Controle de Kick
         Teste de Formação

      São aquelas utilizadas com finalidade especial, podendo ou não ocorrer
na perfuração de um poço.

Podem ser subdivididas em:

a) Normais (testemunhagem, teste de formação);
b) Anormais (pescaria, desvio de poço, controle de kicks, combate a perda de
   circulação, etc..)




          TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                  48
TESTEMUNHAGEM



                                           Consiste básicamente de um Equipamento
                                           próprio de testemunhagem, denominado
                                           barrilete testemunhador composto de uma
                                           broca especial, chamada “coroa de
                                           testemunhagem” que corta um pedaço de
                                           rocha em forma cilíndrica, que é retirado
                                           por     um     apanhador;    equipamento
                                           destinado a reter o testemunho cortado
                                           dentro de um tubo interno, fino chamado”
                                           barrilete interno” que, por sua vez, vai
                                           dentro de outro tubo, este grosso e
                                           robusto, chamado barrilete externo. Este
                                           equipamento é descido até o fundo do
                                           poço, com o auxílio da coluna de
                                           perfuração. Atualmente, em perfuração de
                                           petróleo, só se testemunha poço de uma
                                           única maneira; pelo método rotativo, no
                                           qual a broca de testemunhagem e o
                                           barrilete são conectados à coluna de
                                           perfuração e baixados sobre a formação a
                                           ser testemunhada, que vai sendo cortada
                                           pelo movimento rotativo da coluna




PESCARIA
     É o termo que identifica todas as operações concernentes à recuperação
ou retirada de ferramentas aprisionadas ou caídas no poço ou de objetos
outros caídos e que não são facilmente destrutíveis. A ferramenta ou objeto
que deve ser retirado do poço recebe o nome de peixe. Parte da coluna,
brocas, cones de brocas, acessórios de perfuração de um modo geral, ou outro
qualquer objeto ou equipamento preso ou caído no poço são os peixes, e sua
retirada requer operações de pescaria. A pescaria é sempre uma operação
indesejável em um poço de óleo. Além de trazer conseqüências desastrosas à
perfuração, quer no atraso do poço, na deterioração de suas condições
mecânicas e nos danos aos equipamentos da sonda, é caríssimo e afeta
consideravelmente o orçamento do poço.


        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                           49
Técnicas de pescaria
•   Conhecimento da ferramenta de pescaria;
•   Qualidades pessoais
•   Conhecimento da técnica de perfuração
•   Conhecimento do peixe
•   Características do poço.


Causas Gerais de pescaria
•   Deficiência do material;
•   Faltas profissionais;
•   Condições desfavoráveis ao trabalho



Tipos de pescaria
    •   Pescaria de objetos pequenos:

Causas – Negligência humana, operações com aparelhos de subsuperfície.
Ferramentas – Pescador magnético, Sub cesta, Cesta de circulação reversa.

    •   Pescaria de brocas e suas partes :

Causas – Perfurar com broca desgastada, inabilidade do sondador, excesso de
peso sobre a broca;
Ferramentas – As mesmas acima.

    •   Pescaria de coluna de perfuração

Causas – Queda da coluna, Ruptura da coluna, Prisão da coluna.
Ferramentas – “Taper tap”, “Over shot”, “Spear”.


Ferramentas Auxiliares de Pescaria
        Tem por finalidade propiciar melhores condições de trabalho, segurança,
etc..

•   Junta de segurança (“safety joints”)
•   Bumper sub
•   Percussores (Jars )
•   Junta articulada (“Knuckle joints”)




          TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                         50
PERFURAÇÃO DIRECIONAL
      É o poço cujo curso é intencional, consciente e, tecnicamente, dirigido.
Várias são as finalidades de uma perfuração direcional e, dentre as mais
comuns, podemos citar:

-   Contornar obstruções, como, por exemplo, ferramentas perdidas.

-   Trazer para a vertical os poços normais, que por uma anomalia qualquer,
    inclinaram-se demasiadamente.

-   Perfurar poços sobre locações onde a instalação de uma sonda é difícil e
    inconveniente pelo alto custo das fundações necessárias

-   Para desviar poços, de maneira a atingir o ponto mais favorável da jazida.

-   Como medida econômica de reunir-se num só local vários poços que, não
    obstante, serem locados na superfície, próximos uns aos outros, são
    dirigidos para atingir a zona produtora, seguindo os espaçamentos mais
    convenientes para uma adequada drenagem do reservatório.

-   Para combater erupções descontroladas, seguidas ou não de incêndio.

   A perfuração direcional ou dirigida constitui uma técnica especializada e,
como tal, requer o concurso de especialistas para que seja executada com
propriedade.




Basicamente existem 3 tipos de poços direcionais:




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                               51
Tipo I – KOP a pequena
                                   profundidade, depois de atingir a
                                   direção e inclinação desejada
                                   segue reto até o alvo.

                                   Tipo II – KOP a          pequena
                                   profundidade, depois ganho de
                                   ângulo, pode existir um trecho
                                   reto
                                   ( slant), depois perde ângulo,
                                   podendo voltar para vertical,
                                   prossegue reto até o objetivo.

                                   Tipo III – KOP profundo e o
                                   ganho de ângulo é mantido até
                                   atingir o objetivo.




                                                         Equipamentos
                                                         para execução


                                                         Motor de fundo

                                                         Bent sub

                                                         k-monel




Jateamento- Whipstock
       TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP              52
Instrumentos para registro
        ELEMENTOS DE COLUNA                          •   Magnetic Single Shot – É lançado da
                                                         superfície e aloja-se no K-monel e registra
  STB        MONEL          SDC         JAR              numa única foto da direção e inclinação do
                                                         poço.

                                                     •   Magnetic MultiShot - Registra um número
                                                         grande de fotos , por possuir um pequeno
                                                         filme fotográfico , é decido pelo interior da
                                                         coluna até alojar-se no k-monel.


                                                     •   Giroscópio – substitui a bússola é utilizado
                                                         em situações onde existe interferências
                                                         magnéticas, como é o caso de poços
                                                         revestidos.

                                                     •   Steering Tool – Um cabo elétrico transmite
                                                         as informações desejadas durante a fase
                                                         em que um motor de fundo ou turbina é
                                                         utilizado.

                                                     •   MDW (measurement while drilling) - faz o
                                                         contínuo da inclinação e direção do poço através
CONTROLE DE KICKS                                        lama de perfuração



      O kick é a invasão do poço por qualquer fluido da formação.

a) Causas do kick: ( Pressão poço < Pressão Formação )

   Densidade do fluido insuficiente;

   Abastecimento incorreto do poço durante a retirada da coluna de
    perfuração; O volume de aço retirado deve ser substituído por um
    volume equivalente de lama

   Perda de circulação; O decréscimo de pressão hidrostática criado por
    perda de fluido de perfuração e conseqüente perda de nível permite a
    entrada de fluidos da formação para o poço.

   Pistoneio; Quando se retira a coluna de perfuração do poço com muita
    velocidade, são criadas pressões negativas, que reduzem a Ph efetiva
    abaixo da broca.

   Gás dos cascalhos perfurados;

  b) Indícios de Kick

     Aumento do ciclo das bombas de lama;
     Aumento do volume nos tanques de lama;
     Aumento da vazão de retorno;
     Fluxo de lama com as bombas paradas;

        TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                    53
 Diminuição da pressão de bombeio e aumento da velocidade das
      bombas.

c) Métodos de Controle de kick

       Qualquer que seja o método de controle de kick utilizado, dois objetivos
devem ser atingidos: A expulsão do fluido invasor e a substituição da lama
existente no poço por lama de peso específico adequado para conter a
pressão da formação que originou o influxo.

1) Método do Sondador (Driller’s Method)
      Primeiramente expulsa o fluido invasor usando a lama original, em
seguida bombeia lama nova até encher o poço.

2) Método do Engenheiro ( Weight and weight Method )
      A circulação do fluido invasor é feita com a lama nova. Isto é após
proceder-se o aumento do peso específico.




3) Método Simultâneo
      Consiste no aumento gradual e progressivo do peso específico da lama
e em paralelo a expulsão do fluido invasor, até que seja atingido o peso da
lama nova adequada para o controle da formação que provocou o kick.



TESTE DE FORMAÇÃO
      O teste de formação é um método de avaliação das formações que equivale a
uma completação provisória que se faz no poço. O teste de formação consiste
basicamente em:

•   Isolar o intervalo a ser testado através de um ou mais obturadores;
•   Estabelecer um diferencial de pressão entre a formação e o interior do poço.
•   Promover, através da válvula de fundo, períodos intercalados de fluxo ( com
    medições das vazões de produção na superfície, se for o caso) e da estática;e
•   Registrar continuamente as pressões de fundo em função do tempo durante o
    teste. A análise dos dados coletados durante um teste de pressão possibilita
    avaliar o potencial produtivo da formação testada.

        Uma coluna de teste de formação é composta de um conjunto de ferramentas,
escolhido em função do tipo de sonda ( Flutuante, posicionamento dinâmico, fixa etc.)
das condições mecânicas do poço ( aberto, revestido, direcional, profundidade do
intervalo a ser testado, etc.) e dos objetivos do teste.

A composição básica de uma coluna de teste é:


         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                54
1- Registrador de pressão acima da válvula: Idêntico aos outros registradores,
registra a pressão acima da válvula de fundo.

2- Válvula de circulação reversa ( Circulação no sentido do anular para o interior da
coluna ). Quando aberta no final do teste conecta o anular com o interior da coluna de
tubos, permitindo a remoção dos fluidos produzidos durante o teste.

3-Tubulação: Coluna de tubos até a superfície.


                                             4-Registrador mecânico de pressão externo:
                                             É capaz de registra continuamente a pressão
                           VÁLVULA DE        em função do tempo. O registrador é dito
                           CIRCULAÇÃO        externo por registrar somente a pressão externa
                                             à coluna de teste.
VÁLVULA
DE TESTE
                           AMOSTRADOR        5-Tubos Perfurados: Permite a passagem dos
                                             fluidos das formações para dentro da tubulação

                                             6-Obturabor ( Packer ): Quando assentado,
   P&T                     PACKER            suas borrachas vedam o espaço anular,
                                             isolando a formação da pressão hidrostática do
                                             fluido de amortecimento contido no anular.
                                 GÁS
                                             7-Registrador de pressão interna inferior: É
                                 ÓLEO        idêntico ao registrador externo, registrando
                                             porém as pressões por dentro da coluna de
                                             teste, abaixo da válvula testadora.
                                 ÁGUA
                                             8-Conjunto de válvulas: Operadas da
                                             superfície, permitem a abertura ou fechamento
                                             da coluna de teste. Durante a descida da coluna
                                             a válvula de fundo evita a entrada de fluido na
                                             coluna de teste.

                                             9-Registrador de pressão acima da válvula:
                                             Idêntico aos outros registradores, registra a
                                             pressão acima da válvula de fundo.

                                             10-Válvula de circulação reversa ( Circulação
                                             no sentido do anular para o interior da coluna ).
                                             Quando aberta no final do teste conecta o
                                             anular com o interior da coluna de tubos,
                                             permitindo a remoção dos fluidos produzidos
                                             durante o teste.




         TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                                  55
OBS:

                                    1)     Os equipamentos mais
                                    comuns instalados na superfície
                                    são: Cabeça de teste, linhas de
                                    surgência,     choke    manifold,
                                    separador de teste, tanque de
                                    aferição e queimadores.

                                    2)     Em certos casos, utiliza-se
                                    um colchão acima da válvula (de
                                    água, óleo diesel, nitrogênio, etc. )
                                    cuja pressão fará reduzir o impacto
                                    pela diferença da pressão entre a
                                    formação e o interior da coluna,
                                    quando da abertura da válvula de
                                    fundo. O colchão evita colapso da
                                    coluna e do revestimento, danos às
                                    borrachas do obturador, dano à
                                    formação, produção de areia, etc.

                                    3)     O sopro, deslocamento de
                                    ar para fora da coluna devido ao
                                    crescimento de coluna de fluido
                                    dentro da tubulação, é o indicativo
                                    da abertura da válvula e fornece
                                    informação quantitativa da vazão.



CONFIGURAÇÃO FINAL DE UM POÇO TÍPICO DA BACIA DE CAMPOS




      TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP                   56
TIPOS DE POÇOS




POÇO DIRECIONAL - VISTA ESPACIAL




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13 - EQUIPAMENTOS AUXILIARES DA PERFURAÇÃO
NO MAR
      É praticamente impossível se perfurar no mar, sem os seguintes equipamentos:

a) Compensador de Movimentos (Motion Compesator) – Para compensar o
   movimento de “heave”, tão inconvenientes na perfuração. A unidade hidráulico-
   pneumática.

b) Tencionador de Riser- Mantém o riser sob tensão. Há outros tipos de
   tencionadores para junta telescópica, cabos guia e cabos da TV.

c) Equipamentos de manuseio de tubos – É de grande importância numa unidade
   flutuante, para conexão de tubos.




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14 - CLASSIFICAÇÃO DOS POÇOS DE PETRÓLEO

Quanto a finalidade
   •   Exploratórios: São aquelas que visam a descoberta de novos campos ou
       jazidas de petróleo, as avaliações de suas reservas ou as coletas de dados.

(1) Pioneiro: São perfurados com a finalidade de se descobrir novo campo de
petróleo.

(2) Estratigráficos: São os que são perfurados visando a obtenção de dados
estratigráficos

(3) Extensão: São perfurados fora dos limites provados de uma jazida visando ampliá-
la ou delimitá-la.

(4) Pioneiro Adjacente: Perfurado com finalidade de descobrir nova jazida adjacente
ao campo já descoberto.

(5) Jazidas mais rasas: Perfurado visando a descoberta de uma jazida mais rasa do
que aquele campo.

(6) Jazidas mais profundas: Perfurado visando a descoberta de uma jazida mais
profunda do que aquele campo.

   •   Explotatório: São perfurados para se extrair o petróleo da rocha reservatório.

(7) Produção: Perfurado visando a drenagem econômica do reservatório.

(8) Injeção: Perfurados com objetivo de injetar fluidos na rocha reservatório para
auxiliar a recuperação do petróleo.

(9) Especiais: Todo poço perfurado com objetivo específico que não seja produção de
petróleo e que não se enquadrem nas anteriores (ex.: Para combate a Blow out,
Produção de água)


Quanto a profundidade
   •   Raso – Poço com a Profundidade final menor que 1.500 m.

   •   Médio – Poço com Profundidade final entre 1.500 a 2.500 m.

   •   Profundos – Poço com a Profundidade final maior que 2.500 m.


Quanto ao percurso
   •   Vertical – Quando a sonda e o objetivo se encontram sob a mesma reta
       vertical.

   •   Direcional – Quando a sonda não está na mesma reta vertical do objetivo.

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15 - NOMENCLATURA DE UM POÇO DE PETRÓLEO
12.1 – Em terra

         N1 – LLL – N2 – U.F.

12.2 – No mar

12.2.1 – Pioneiro ou estratigráfico

N1 – U.F. + “S” – N2


12.2.2 – Outros

N1 – LLL – N2 – U.F. + “S”

Sendo:

N1 – Finalidade do poço.
LLL – 2 a 4 letras como abreviatura do campo.
N2 – Ordem cronológica de liberação para perfuração do poço.
U.F. – Unidade da Federação onde está sendo perfurado o poço

Obs 1 : Se o poço for direcional acrescenta-se a letra “D” depois de N2

Obs 2 : Se o poço for repetido será colocado as letras “A” para a primeira repetição “B”
para segunda “C” para terceira, “E” para quarta e assim por diante.


Ex:

7 – MG – 50-BA -        Poço de desenvolvimento da Produção
                        Campo de Miranga
                        Quinquagésimo poço
                        Local Bahia

3 – TUB – 1 - PRS       Poço de extensão
                        Campo de Tubarão
                         Primeiro poço
                         Local Paraná ( Submarino )

1 – TBO – 1E – SE      Poço pioneiro
                       Campo de Timbó
                       Quarta tentativa de se perfurar o primeiro poço no campo.
                       Local Sergipe

1 – RJS – 245          Poço Pioneiro
                       Ducentésimo quadragésimo quinto poço
                       Local Rio de Janeiro (submarino)




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2569264 modulo-iii-nocoes-de-perfuracao

  • 1. TÓPICOS  TIPOS DE SONDAS MARÍTIMAS.  PRINCIPAIS COMPONENTES DE UMA SONDA DE PERFURAÇÃO.  PRINCIPAIS COMPONENTES DA COLUNA DE PERFURAÇÃO.  OPERAÇÕES NA PERFURAÇÃO DE UM POÇO  PERFURAÇÃO MARÍTIMA  CLASSIFICAÇÃO DE POÇOS 1- TIPOS DE SONDAS PLATAFORMAS TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 1
  • 2. PLATAFORMA FIXA - SONDA MODULADA (SM) CARACTERÍSTICAS :  L.a. Rasas - aproximadamente 200m.  A jaqueta é lançada e encaixada em estacas no fundo do mar.  Em seguida os módulos são colocados sobre a jaqueta.  Os poços podem ser perfurados antes ou depois da instalação da jaqueta.  Não é necessário compensador de movimentos. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 2
  • 3. PLATAFORMA AUTO-ELEVÁVEL (PA) CARACTERÍSTICAS :  Fornece uma plataforma de perfuração fixa não afetada pelas condições de tempo.  Permite posicionamento em áreas com restrições no fundo do mar.  Baixo custo.  Perfura em lâmina d´água de até 120m. SONDA SEMI-SUBMERSÍVEL (SS) CARACTERÍSTICAS :  Plataforma estável: trabalha em condições de mar e tempo mais severos do que os navios.  Pode ser ancorada ou de posicionamento dinâmico.  É necessário compensador de movimentos. NAVIO SONDA (NS) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 3
  • 4. CARACTERÍSTICAS : CARACTERÍSTICAS :  Grande capacidade de armazenagem de suprimento para perfuração.  Plataforma flutuante  Menos estável que a sonda semi-submersível (SS). por posicionada na locação tendões verticais fixados no  Propulsão própria. fundo do mar por estacas.  Pode ser ancorado ou dp.  Raio de ancoragem nulo.  É necessário compensador de movimentos.  Não possui compensador de movimentos. PLATAFORMA TLP - (TENSION LEG PLATFORM)  Utilizadas como uep´s com os poços equipados com árvore de natal seca. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 4
  • 5. CARACTERÍSTICAS : PLATAFORMA SPAR  Plataforma flutuante de calado profundo.  O casco cilíndrico é ancorado no fundo do mar com sistema convencional ou tautleg. o raio de ancoragem depende do sistema utilizado.  Após a ancoragem a plataforma é montada sobre o casco.  As paredes do casco abrigam tanques de lastro e de consumíveis.  Não possui compensador de movimentos.  Utilizadas como uep´s com os poços TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 5 equipados com árvore de natal seca.
  • 6. 2- PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DE UMA SONDA ROTATIVA TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 6
  • 7. BLOCO DE COROAMENTO (CROWN BLOCK) Bloco de Coroamento: Conjunto de 5 a 7 polias fixas instalado no topo da torre. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 7
  • 8. CATARINA (TRAVELLING BLOCK Catarina – Conjunto de polias móveis, em geral de 4 a 6. Gancho – Sustenta a coluna de perfuração / Amortecer os choques no sistema de movimentação. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 8
  • 9. ANCORA TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 9
  • 10. LOCALIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS CABEÇA DE INJEÇÃO (SWIVEL) Swivel – Liga as partes girantes as não girantes. Permite a entrada de fluido para o interior da coluna. Transmite o peso da coluna para o gancho. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 10
  • 11. GUINCHO DE PERFURAÇÃO (DRAWWORK) Guincho de Perfuração – Também conhecido como quadro de manobra, é o centro do controle de energia de elevação da sonda. Cabo de Perfuração – Transmitir esforços. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 11
  • 12. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 12
  • 13. 3- MÉTODOS DE PERFURAÇÃO DE POÇOS 1- MESA ROTATIVA (ROTARY TABLE) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 13
  • 14. Mesa Rotativa – Fornecer movimento rotacional a coluna de perfuração. Apoiar a coluna de perfuração quando em manobra ou conexão. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 14
  • 15. KELLY E BUCHA TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 15
  • 16. Bucha do Kelly – Elemento de conexão entre a mesa rotativa e a coluna de perfuração Kelly – Haste quadrada ou hexagonal que transmite a rotação para coluna TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 16
  • 17. 2- TOP DRIVE PERFURAÇÃO COM TOP DRIVE É um método caro, porém muito eficiente. A perfuração é feita com um motor possante instalado no topo da coluna de perfuração (TOP DRIVE) elimina o uso da mesa rotativa e do Kelly. O sistema permite perfurar o poço de três em três tubos, ao invés de um em um quando a mesa rotativa é utilizada. Este sistema permite também que a retirada ou descida da coluna de perfuração, seja feita tanto com rotação como com circulação de fluido de perfuração pelo seu interior. Isto é extremamente importante em poços de alta inclinação ou horizontal. VANTAGENS DO MÉTODO  Perfura por seção.  Menor número de conexões.  Facilita a retirada da coluna com circulação e rotação.  Desejável em poços horizontais TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 17
  • 18. 4- SISTEMA DE CIRCULAÇÃO DE LAMA As principais finalidades do Sistema de Circulação de Fluidos são:  Manter o equilíbrio de pressão dentro do poço.  Trazer até a superfície os cascalhos cortados pela broca.  Criar um fino reboco nas paredes do poço. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS  Tanques de lama – Armazenar fluidos.  Bombas de Lama Triplex – Fornecer energia ao fluido para este circular pelo poço.  Bombas centrífugas - Fazer o carregamento das bombas triplex, etc.  Tubo bengala – Tubo rígido de 4”que conduz a lama até a mangueira de injeção.  Mangueira de Injeção – Mangueira de 4” que recebe a lama e conduz até o swivel.  Swivel – responsável pela injeção da lama no interior da coluna de perfuração. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 18
  • 19. MANGUEIRA TUBO BENGALA DE LAMA CABEÇA DE BOMBA DE LAMA INJEÇÃO (SWIVEL) LINHA DE KELLY RECALQUE LINHA DE SUCÇÃO TUBO DE PERFURAÇÃO LINHA DE DESCARGA ESPAÇO ANULAR PENEIRA POÇO DE LAMA TANQUE DE JATOS DA LAMA BROCA 4.1 - BOMBAS DE LAMA (MUD PUMP) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 19
  • 20. Numa circulação normal, o fluido faz o seguinte trajeto: Tanques /Bombas de lama/ tubo bengala/mangueira de injeção/ swivel/interior da coluna de perfuração e finalmente sai sob pressão nos jatos da broca. A este trajeto chamamos de “injeção”. Daí o fluido retorna pelo espaço anular (espaço compreendido entre a parede do poço e a coluna de perfuração) até a superfície carreando os fragmentos de rocha cortados pela broca, a este chamamos de “retorno” TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 20
  • 21. Torre ou Mastro – Prover espaço para manobrar A torre se divide-se em dois tipos principais : Convencional – Estrutura em treliças que exigem montagens e desmontagens das vigas uma a uma, o que torna trabalhoso o DTM, mas os reparos são mais baratos pela substituição de peças isoladas, normalmente são usadas em sonda marítima. Mastro – Estrutura que são montadas e desmontadas em seções, com isso o DTM é mais fácil e mais rápido, usado normalmente em sondas terre TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 21
  • 22. Bloco de coroamento (crown block) Catarina (travelling block) Gancho (hook) Cabeça de injeção (swivel) Guincho (drawwork) Mesa rotativa (rotary table) Mesa rotativa (rotary table) 5- EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA DE CABEÇA DE POÇO (ESCP) BOP (BLOW OUT PREVENTER) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 22
  • 23. • Sua principal função é impedir que os fluidos das formações atinjam a superfície de maneira descontrolada • O sinal de comando pode ser hidráulico, elétrico ou ótico • Em SS e NS fica no fundo do mar e em SM, PA, TLP e SPAR fica na superfície 5.1 - PRINCIPAIS COMPONENTES DO BOP TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 23
  • 24. PREVENTOR ANULAR • Fecha sobre qualquer diâmetro • Não permanece fechado após retirada da pressãode acionamento GAVETA DE TUBO • Fecha contra o tubo sem cortá-lo • Pode ser para um só diâmetro ou para um range de diâmetros • Permanece travada após retirada da pressão de acionamento GAVETA CEGA/CISALHANTE (BLIND/SHEAR RAM) • Fecha contra o tubo e corta o mesmo • Permanece fechada após a retirada da pressão de acionamento 6- PAINEL DO SONDADOR (Sistema de Monitoração) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 24
  • 25. MONITORAMENTO DA PERFURÇÃO Peso sobre a broca Retorno de Lama Cpm da bomba de lama Totalizador de CPM Variação do volume de lama Volume total de lama Volume no Trip tanque Pressão de Bombeio Cpm Torque Elétrico Torque na Chave Flutuante Peso sobre a broca Volume total de lama TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 25
  • 26. 7 - EQUIPAMENTOS DE PERFURAÇÃO DE SUBSUPERFÍCIE: 7.1 - COLUNA DE PERFURAÇÃO 7.1.1- TUBO DE PERFURAÇÃO (DRILL PIPE) Os tubos de perfuração são de aço sem costura, tratados internamente com aplicação de resinas para diminuição do desgaste interno e corrosão, possuindo nas extremidades as conexões cônicas conhecidas como “toll joint ” que são soldadas ao seu corpo por um processo de soldagem por inércia. Constituem a parte mais longa da coluna, interliga o kelly ao B.H.A, comprimento variando entre 9 a 13 metros, e diâmetro externo 2 3/8” a 6 5/8”, possui ID (Inside Diameter – Diâmetro Interno) e OD (Out diameter – Diâmetro Externo). 7.1.2-TUBOS PESADOS HW (HEAVY WEIGHT) Os HW são elementos de peso intermediário, entre os tubos de perfuração e os comandos. Sua principal função, além de transmitir o torque e permitir a passagem do fluido, é fazer uma transição mais gradual de rigidez entre os comandos e os tubos de perfuração. Eles são bastante utilizados em poços direcionais, como elemento auxiliar no fornecimento de peso sobre a broca, em substituição a alguns comandos. O diâmetro nominal do HW variam de 3 1/2" a 5”, normalmente é utilizado na coluna, HW com o diâmetro igual aos do tubo de perfuração. Os HW são fabricados no range II e III, e podem ter aplicação de carbureto de tungstênio 6.1.3 - COMANDO no reforço intermediário.(DRILL COLLAR) para o nos Tool Joints ou DE PERFURAÇÃO Não há normalização desgaste do HW, então a resistência dos tubos usados deve ser avaliada pelo usuário. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 26
  • 27. São tubos de aço especial com parede espessa, para propiciar grande peso colocado logo acima da broca, devem ser dimensionados de modo a evitar que os tubos de perfuração trabalhem sob compressão. Os diâmetros externos variam se 3” até 11 ¼” e os diâmetros Internos de 1” a 4 ¼”, o comprimento de cada comando varia entre 9 e 10 metros. A principal função dos comandos é fornecer peso sobre a broca. Como parte integrante da coluna os comandos devem transmitir o torque e a rotação a broca, bem como permitir a passagem de fluidos. Para fornecer peso sobre broca os comandos são tubos de parede espessa. Os comandos são liga de aço cromo molibdênio forjados e usinados no diâmetro externo, sendo o diâmetro interno perfurado à trépano. A escala de dureza dos comandos varia de 285 a 341 BHN. São fabricados no range de 30 a32 pés, podendo em casos especiais ter de 42 a 43,5 pés. A conexão é usinada no próprio tubo e protegida por uma camada fosfatada na superfície, ao contrário dos tubos de perfuração as conexões são as partes mais frágeis dos comandos. Os comandos podem ser lisos ou espiralados. Os comandos espiralados têm uma redução de cerca de 4% no seu peso, mas graças a sua redução na área de contato lateral os comandos espiralados têm menos propensão à prisão por diferencial, sendo por isso preferido. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 27
  • 28. 7.1.4 - ACESSÓRIOS DA COLUNA DE PERFURAÇÃO 1- ESTABILIZADORES 2- ESCAREADORES 3- ALARGADORES TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 28
  • 29. 7.1.5 -BROCA TRICÔNICA DE DENTES DE AÇO Rolamentos • Selados • Não selados Mancal • Journal • De roletes BROCA TRICÔNICA DE INSERTOS DE CARBONETO DE TUNGSTÊNIO Rolamentos • Selados • Não selados Mancal • Journal • De roletes TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 29
  • 30. BROCA DE PDC (DIAMANTE SINTÉTICO) BROCA DE DIAMANTE NATURAL TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 30
  • 31. 8 - ELEMENTOS AUXILIARES(ferramentas de manuseio da coluna ) CHAVES FLUTUANTES As chaves flutuantes são mantidas suspensas na plataforma através de um sistema de cabo de aço, polia e contrapeso. São duas chaves que permitem dar o torque de aperto ou desaperto nas uniões dos elementos tubulares da coluna, são providas de mordentes intercambiáveis, responsáveis pela fixação das chaves à coluna. IRON ROUGHNECK Hoje em dia em algumas plataformas existe o Iron Roughneck, que é capaz de executar automaticamente os serviços dos plataformistas durante as conexões e desconexões. Existe também o Eazy-Torq o qual permite o desenvolvimento de altos valores de torque, os quais podem ser utilizados até para apertar ou desapertar as conexões dos comandos. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 31
  • 32. CUNHAS As cunhas são os equipamentos que servem para apoiar totalmente a coluna de perfuração na plataforma. São providas de mordentes intercambiáveis e se encaixam entre a tubulação e a bucha da mesa rotativa. Existem tipos diferentes para tubos de perfuração e comandos. COLAR DE SEGURANÇA Equipamento de segurança colocado nos comandos que não possuem rebaixamento para a cunha. Sua a finalidade é prover um batente para a cunha, no caso de escorregamento do comando. Alguns outros elementos auxiliares que se pode citar são: • Chave de Broca - Para permitir enroscar e desenroscar a broca da coluna • Limpador de Tubo - Para limpar a coluna do fluido de perfuração • Chave de Corrente - Para enroscar e desenroscar os elementos da coluna • Puxador de Chave - Para manusear mais rapidamente a chave flutuante TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 32
  • 33. 9 - NOÇÕES DE FLUIDO DE PERFURAÇÃO (LAMA) FUNÇÕES  Contem a parede do poço e os fluidos das formações.  Transporta os cascalhos gerados pela perfuração até a superfície promovendo a limpeza do poço.  Lubrifica a coluna diminuindo o torque.  Refrigera a broca.  Suas propriedades são monitoradas o tempo todo.  Base água / base óleo.  “ É culpa da lama “ - chavão utilizado sempre que há algum problema durante a perfuração e, de certa forma, ilustra a importância do fluido de perfuração no sucesso do empreendimento. 9.1 - NOÇÕES DE KICK  É a invasão dos fluidos da formação para dentro do poço.  Ocorre quando a hidrostática do fluido de perfuração fic menor que a pressão do reservatório.  A condição acima pode ser provocada por :  Perfuração não prevista de zonas com pressao anormalmente alta.  Lama cortada por gás.  Não abastecimento do poço durante as manobras (trip tank).  Pistoneio. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 33
  • 34. 9.2 - INDÍCIOS DE KICK  Poço em fluxo com as bombas desligadas.  Aumento do volume de lama nos tanques.  Aumento da taxa de penetração.  Aumento da velocidade das bombas. 10 - PERFURAÇÃO EM ÁGUAS PROFUNDAS BACIA DE CAMPOS PERFURAÇÃO DE UM POÇO INÍCIO DE POÇO • O início de poço depende do tipo de plataforma. • Em SS e NS o início é igual. • Em SM e PA o início é semelhante. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 34
  • 35. Em sonda terrestre, o início é diferente de SS, NS, SM e PA. • Os dois tipos de ínício de poço que serão mostrados são os utilizados em SS e NS. INÍCIO DE POÇO: 10.1 - SISTEMA COM CABO-GUIA RETIRADA DA COLUNA DE PERFURAÇÃO DA FASE 1 (36”) ASSENTAMENTO DA BUT DESCIDA DO REVESTIMENTODE 30” E BGP TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 35
  • 36. DESCIDA DO REVESTIMENTO PERFURAÇÃO DA FASE DE 30” E BGP 26” PERFURAÇÃO DA FASE DE 26” DESCIDA DO SEM RETORNO REVESTIMENTO PARA A SUPERFÍCIE DE 20” TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 36
  • 37. CABEÇA DE POÇO BOP É DESCIDO GL ANTES DA E ENCAIXADO DESCIDA DO BOP NO HOUSING DE ALTA PRESSÃO TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 37
  • 38. • INÍCIO DE POÇO: 10.2 - SISTEMA SEM CABO-GUIA BAJA / CONDUTOR 30” E BHA DE JATEAMENTO DESCIDA DA BAJA/CONDUTOR 30” JATEAMENTO DO E BHA REVESTIMENTO DE 30” DE JATEAMENTO ATÉ ASSENTAMENTO DA BAJA NO FUNDO DO MAR PERFURAÇÃO DAFASE DE 26” RETIRADA DA COLUNA SEMRETORNO PARA A DE JATEAMENTO SUPERFÍCIE TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 38
  • 39. ASSENTAMENTO E CIMENTAÇÃO DO CABEÇA DE POÇO REVESTIMENTO DE 20” GLL ANTES DA DESCIDA DO BOP TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 39
  • 40. BOP É DESCIDO E ASSENTADO NO HOUSING DEALTA PRESSÃO APÓS A DESCIDA DO BOP, A PLATAFORMA FICA CONECTADA AO POÇO TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 40
  • 41. SEQÜENCIA OPERACIONAL DE PERFURAÇÃO APÓS A DESCIDA DO BOP. Teste do BOP - um “test plug” é descido para isolar o poço da pressão aplicada durante o teste. Descida broca de 17 1/2” para perfurar a fase 3. São colhidas amostras na superfície dos cascalhos retornados, cuja análise permite a identificação do tipo de rocha que está sendo perfurada TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 41
  • 42. Descida e cimentação do revestimento de 13 3/8”. • Novo teste do BOP. • Troca do fluido do poço por fluido “drill-in” - para evitar quaisquer danos à Zona Produtora. • Descida broca de 12 1/4” para perfurar a fase 4. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 42
  • 43. PERFILAGEM 11 - NOÇÕES SOBRE PERFILAGEM (1) • Operações que visam obter informações do poço, das Formações e dos fluidos nelas contidos. • Geralmente as ferramentas são descidas a cabo. • As informações são baseadas em características das rochas e dos fluidos, entre outras: • Radioatividade • Densidade • Resistividade elétrica • Velocidade da propagação do som • As principais informações fornecidas pelos perfis são: • Calibre do poço (cáliper) • Tipo da rocha (arenito, calcáreo, folhelho, etc) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 43
  • 44. Porosidade da rocha • Tipo de fluido (óleo, água, gás) • Descida e cimentação do revestimento de 9 5/8”. • Execução de tampões de abandono de fundo e de superfície no interior do revestimento de 9 5/8”. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 44
  • 45. Retirada do BOP e descida da capa de abandono. SEQÜENCIA OPERACIONAL DE PERFURAÇÃO (9) • Alguns poços exigem mais uma fase para atingir o objetivo, devido a ser muito profundo, por problemas operacionais ocorridos durante a perfuração ou mesmo definido a priori, pela utilização futura prevista para ele. Nesse caso, procede-se como à seguir: • Descida broca de 8 1/2” para perfurar a fase 5. • Perfilagem final. • Descida e cimentação do “liner” de 7”. 12 - OPERAÇÕES NA PERFURAÇÃO DE UM POÇO Uma vez determinada a locação pela geologia, tem início a preparação para a perfuração. Depois de preparado o terreno, construída a base ou fundação, transportada e montada a sonda (no caso de terra), deslocada a plataforma e posicionada no local a ser perfurado (no caso de mar), tem início a perfuração propriamente dita. Todo o trabalho de perfuração é realizado baseado em um programa de perfuração previamente elaborado. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 45
  • 46. INÍCIO DO POÇO Antes que as operações de uma sonda se tornem rotina, o poço deve ser começado. Uma das formas de iniciar é fixar um condutor a uma determinada profundidade, que varia de 3 a 20 m, em poços terrestres e de 15 a 100m em poços marítimos. Este condutor pode ser cravado com o auxílio de um bate-estacas ou pode ser cimentado num furo feito da maneira usual, isto é, usando-se a haste hexagonal e a mesa rotativa. As formações superficiais são geralmente, fáceis de serem perfuradas. O poço é preparado, sendo assentado o revestimento de superfícies e cimentado, antes que as formações mais duras e resistentes sejam atingidas. Uma vez começado o poço, é instalado o equipamento de prevenção de erupções descontroladas, B.O.P. (“Blow Out Preventer”). Quando é alcançada a profundidade programada para o fim poço e o óleo não é encontrado, o mesmo é abandonado mediante a colocação de um ou vários tampões de cimento, e a sonda desmontada. Quando o petróleo é encontrado, passa-se ao serviço de completação do poço, que consiste em prepará-lo para a produção. A completação do poço começa com a descida e cimentação do revestimento de produção. Os tubos de perfuração podem sofrer a ação de pressões elevadas, sendo, por isso, tubos muito resistentes. O tipo de completação a ser executada em um poço depende da natureza e características do reservatório, da qualidade das formações atravessadas e do potencial econômico do poço. Construir um poço, consiste basicamente em : Perfurar, Revestir e Cimentar cada fasse. As operações podem ser : Rotineiras, Específicas e Especiais. 12.1 - OPERAÇÕES ROTINEIRAS OU NORMAIS  Perfuração,  Conexão;  Circulação;  Manobra. 12.2 - OPERAÇÕES ESPECÍFICAS  Descida de Revestimento  Cimentação  Perfilagem COLUNAS DE REVESTIMENTO TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 46
  • 47. CIMENTAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO UNIDADE CIMENTADORA TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 47
  • 48. PERFILAGEM UNIDADE DE PERFILAGEM Dentre os diversos perfis disponíveis são empregados os abaixo. a) elétrico b) indução c) sônico d) radioativos As principais informações fornecidas pelos perfis são: • Calibre do poço (cáliper) • Tipo da rocha (arenito, calcáreo, folhelho, etc) • Porosidade da rocha • Tipo de fluido (óleo, água, gás) 12.3 - OPERAÇÕES ESPECIAIS  Testemunhagem;  Pescaria;  Perfuração direcional;  Controle de Kick  Teste de Formação São aquelas utilizadas com finalidade especial, podendo ou não ocorrer na perfuração de um poço. Podem ser subdivididas em: a) Normais (testemunhagem, teste de formação); b) Anormais (pescaria, desvio de poço, controle de kicks, combate a perda de circulação, etc..) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 48
  • 49. TESTEMUNHAGEM Consiste básicamente de um Equipamento próprio de testemunhagem, denominado barrilete testemunhador composto de uma broca especial, chamada “coroa de testemunhagem” que corta um pedaço de rocha em forma cilíndrica, que é retirado por um apanhador; equipamento destinado a reter o testemunho cortado dentro de um tubo interno, fino chamado” barrilete interno” que, por sua vez, vai dentro de outro tubo, este grosso e robusto, chamado barrilete externo. Este equipamento é descido até o fundo do poço, com o auxílio da coluna de perfuração. Atualmente, em perfuração de petróleo, só se testemunha poço de uma única maneira; pelo método rotativo, no qual a broca de testemunhagem e o barrilete são conectados à coluna de perfuração e baixados sobre a formação a ser testemunhada, que vai sendo cortada pelo movimento rotativo da coluna PESCARIA É o termo que identifica todas as operações concernentes à recuperação ou retirada de ferramentas aprisionadas ou caídas no poço ou de objetos outros caídos e que não são facilmente destrutíveis. A ferramenta ou objeto que deve ser retirado do poço recebe o nome de peixe. Parte da coluna, brocas, cones de brocas, acessórios de perfuração de um modo geral, ou outro qualquer objeto ou equipamento preso ou caído no poço são os peixes, e sua retirada requer operações de pescaria. A pescaria é sempre uma operação indesejável em um poço de óleo. Além de trazer conseqüências desastrosas à perfuração, quer no atraso do poço, na deterioração de suas condições mecânicas e nos danos aos equipamentos da sonda, é caríssimo e afeta consideravelmente o orçamento do poço. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 49
  • 50. Técnicas de pescaria • Conhecimento da ferramenta de pescaria; • Qualidades pessoais • Conhecimento da técnica de perfuração • Conhecimento do peixe • Características do poço. Causas Gerais de pescaria • Deficiência do material; • Faltas profissionais; • Condições desfavoráveis ao trabalho Tipos de pescaria • Pescaria de objetos pequenos: Causas – Negligência humana, operações com aparelhos de subsuperfície. Ferramentas – Pescador magnético, Sub cesta, Cesta de circulação reversa. • Pescaria de brocas e suas partes : Causas – Perfurar com broca desgastada, inabilidade do sondador, excesso de peso sobre a broca; Ferramentas – As mesmas acima. • Pescaria de coluna de perfuração Causas – Queda da coluna, Ruptura da coluna, Prisão da coluna. Ferramentas – “Taper tap”, “Over shot”, “Spear”. Ferramentas Auxiliares de Pescaria Tem por finalidade propiciar melhores condições de trabalho, segurança, etc.. • Junta de segurança (“safety joints”) • Bumper sub • Percussores (Jars ) • Junta articulada (“Knuckle joints”) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 50
  • 51. PERFURAÇÃO DIRECIONAL É o poço cujo curso é intencional, consciente e, tecnicamente, dirigido. Várias são as finalidades de uma perfuração direcional e, dentre as mais comuns, podemos citar: - Contornar obstruções, como, por exemplo, ferramentas perdidas. - Trazer para a vertical os poços normais, que por uma anomalia qualquer, inclinaram-se demasiadamente. - Perfurar poços sobre locações onde a instalação de uma sonda é difícil e inconveniente pelo alto custo das fundações necessárias - Para desviar poços, de maneira a atingir o ponto mais favorável da jazida. - Como medida econômica de reunir-se num só local vários poços que, não obstante, serem locados na superfície, próximos uns aos outros, são dirigidos para atingir a zona produtora, seguindo os espaçamentos mais convenientes para uma adequada drenagem do reservatório. - Para combater erupções descontroladas, seguidas ou não de incêndio. A perfuração direcional ou dirigida constitui uma técnica especializada e, como tal, requer o concurso de especialistas para que seja executada com propriedade. Basicamente existem 3 tipos de poços direcionais: TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 51
  • 52. Tipo I – KOP a pequena profundidade, depois de atingir a direção e inclinação desejada segue reto até o alvo. Tipo II – KOP a pequena profundidade, depois ganho de ângulo, pode existir um trecho reto ( slant), depois perde ângulo, podendo voltar para vertical, prossegue reto até o objetivo. Tipo III – KOP profundo e o ganho de ângulo é mantido até atingir o objetivo. Equipamentos para execução Motor de fundo Bent sub k-monel Jateamento- Whipstock TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 52
  • 53. Instrumentos para registro ELEMENTOS DE COLUNA • Magnetic Single Shot – É lançado da superfície e aloja-se no K-monel e registra STB MONEL SDC JAR numa única foto da direção e inclinação do poço. • Magnetic MultiShot - Registra um número grande de fotos , por possuir um pequeno filme fotográfico , é decido pelo interior da coluna até alojar-se no k-monel. • Giroscópio – substitui a bússola é utilizado em situações onde existe interferências magnéticas, como é o caso de poços revestidos. • Steering Tool – Um cabo elétrico transmite as informações desejadas durante a fase em que um motor de fundo ou turbina é utilizado. • MDW (measurement while drilling) - faz o contínuo da inclinação e direção do poço através CONTROLE DE KICKS lama de perfuração O kick é a invasão do poço por qualquer fluido da formação. a) Causas do kick: ( Pressão poço < Pressão Formação )  Densidade do fluido insuficiente;  Abastecimento incorreto do poço durante a retirada da coluna de perfuração; O volume de aço retirado deve ser substituído por um volume equivalente de lama  Perda de circulação; O decréscimo de pressão hidrostática criado por perda de fluido de perfuração e conseqüente perda de nível permite a entrada de fluidos da formação para o poço.  Pistoneio; Quando se retira a coluna de perfuração do poço com muita velocidade, são criadas pressões negativas, que reduzem a Ph efetiva abaixo da broca.  Gás dos cascalhos perfurados; b) Indícios de Kick  Aumento do ciclo das bombas de lama;  Aumento do volume nos tanques de lama;  Aumento da vazão de retorno;  Fluxo de lama com as bombas paradas; TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 53
  • 54.  Diminuição da pressão de bombeio e aumento da velocidade das bombas. c) Métodos de Controle de kick Qualquer que seja o método de controle de kick utilizado, dois objetivos devem ser atingidos: A expulsão do fluido invasor e a substituição da lama existente no poço por lama de peso específico adequado para conter a pressão da formação que originou o influxo. 1) Método do Sondador (Driller’s Method) Primeiramente expulsa o fluido invasor usando a lama original, em seguida bombeia lama nova até encher o poço. 2) Método do Engenheiro ( Weight and weight Method ) A circulação do fluido invasor é feita com a lama nova. Isto é após proceder-se o aumento do peso específico. 3) Método Simultâneo Consiste no aumento gradual e progressivo do peso específico da lama e em paralelo a expulsão do fluido invasor, até que seja atingido o peso da lama nova adequada para o controle da formação que provocou o kick. TESTE DE FORMAÇÃO O teste de formação é um método de avaliação das formações que equivale a uma completação provisória que se faz no poço. O teste de formação consiste basicamente em: • Isolar o intervalo a ser testado através de um ou mais obturadores; • Estabelecer um diferencial de pressão entre a formação e o interior do poço. • Promover, através da válvula de fundo, períodos intercalados de fluxo ( com medições das vazões de produção na superfície, se for o caso) e da estática;e • Registrar continuamente as pressões de fundo em função do tempo durante o teste. A análise dos dados coletados durante um teste de pressão possibilita avaliar o potencial produtivo da formação testada. Uma coluna de teste de formação é composta de um conjunto de ferramentas, escolhido em função do tipo de sonda ( Flutuante, posicionamento dinâmico, fixa etc.) das condições mecânicas do poço ( aberto, revestido, direcional, profundidade do intervalo a ser testado, etc.) e dos objetivos do teste. A composição básica de uma coluna de teste é: TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 54
  • 55. 1- Registrador de pressão acima da válvula: Idêntico aos outros registradores, registra a pressão acima da válvula de fundo. 2- Válvula de circulação reversa ( Circulação no sentido do anular para o interior da coluna ). Quando aberta no final do teste conecta o anular com o interior da coluna de tubos, permitindo a remoção dos fluidos produzidos durante o teste. 3-Tubulação: Coluna de tubos até a superfície. 4-Registrador mecânico de pressão externo: É capaz de registra continuamente a pressão VÁLVULA DE em função do tempo. O registrador é dito CIRCULAÇÃO externo por registrar somente a pressão externa à coluna de teste. VÁLVULA DE TESTE AMOSTRADOR 5-Tubos Perfurados: Permite a passagem dos fluidos das formações para dentro da tubulação 6-Obturabor ( Packer ): Quando assentado, P&T PACKER suas borrachas vedam o espaço anular, isolando a formação da pressão hidrostática do fluido de amortecimento contido no anular. GÁS 7-Registrador de pressão interna inferior: É ÓLEO idêntico ao registrador externo, registrando porém as pressões por dentro da coluna de teste, abaixo da válvula testadora. ÁGUA 8-Conjunto de válvulas: Operadas da superfície, permitem a abertura ou fechamento da coluna de teste. Durante a descida da coluna a válvula de fundo evita a entrada de fluido na coluna de teste. 9-Registrador de pressão acima da válvula: Idêntico aos outros registradores, registra a pressão acima da válvula de fundo. 10-Válvula de circulação reversa ( Circulação no sentido do anular para o interior da coluna ). Quando aberta no final do teste conecta o anular com o interior da coluna de tubos, permitindo a remoção dos fluidos produzidos durante o teste. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 55
  • 56. OBS: 1) Os equipamentos mais comuns instalados na superfície são: Cabeça de teste, linhas de surgência, choke manifold, separador de teste, tanque de aferição e queimadores. 2) Em certos casos, utiliza-se um colchão acima da válvula (de água, óleo diesel, nitrogênio, etc. ) cuja pressão fará reduzir o impacto pela diferença da pressão entre a formação e o interior da coluna, quando da abertura da válvula de fundo. O colchão evita colapso da coluna e do revestimento, danos às borrachas do obturador, dano à formação, produção de areia, etc. 3) O sopro, deslocamento de ar para fora da coluna devido ao crescimento de coluna de fluido dentro da tubulação, é o indicativo da abertura da válvula e fornece informação quantitativa da vazão. CONFIGURAÇÃO FINAL DE UM POÇO TÍPICO DA BACIA DE CAMPOS TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 56
  • 57. TIPOS DE POÇOS POÇO DIRECIONAL - VISTA ESPACIAL TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 57
  • 58. 13 - EQUIPAMENTOS AUXILIARES DA PERFURAÇÃO NO MAR É praticamente impossível se perfurar no mar, sem os seguintes equipamentos: a) Compensador de Movimentos (Motion Compesator) – Para compensar o movimento de “heave”, tão inconvenientes na perfuração. A unidade hidráulico- pneumática. b) Tencionador de Riser- Mantém o riser sob tensão. Há outros tipos de tencionadores para junta telescópica, cabos guia e cabos da TV. c) Equipamentos de manuseio de tubos – É de grande importância numa unidade flutuante, para conexão de tubos. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 58
  • 59. 14 - CLASSIFICAÇÃO DOS POÇOS DE PETRÓLEO Quanto a finalidade • Exploratórios: São aquelas que visam a descoberta de novos campos ou jazidas de petróleo, as avaliações de suas reservas ou as coletas de dados. (1) Pioneiro: São perfurados com a finalidade de se descobrir novo campo de petróleo. (2) Estratigráficos: São os que são perfurados visando a obtenção de dados estratigráficos (3) Extensão: São perfurados fora dos limites provados de uma jazida visando ampliá- la ou delimitá-la. (4) Pioneiro Adjacente: Perfurado com finalidade de descobrir nova jazida adjacente ao campo já descoberto. (5) Jazidas mais rasas: Perfurado visando a descoberta de uma jazida mais rasa do que aquele campo. (6) Jazidas mais profundas: Perfurado visando a descoberta de uma jazida mais profunda do que aquele campo. • Explotatório: São perfurados para se extrair o petróleo da rocha reservatório. (7) Produção: Perfurado visando a drenagem econômica do reservatório. (8) Injeção: Perfurados com objetivo de injetar fluidos na rocha reservatório para auxiliar a recuperação do petróleo. (9) Especiais: Todo poço perfurado com objetivo específico que não seja produção de petróleo e que não se enquadrem nas anteriores (ex.: Para combate a Blow out, Produção de água) Quanto a profundidade • Raso – Poço com a Profundidade final menor que 1.500 m. • Médio – Poço com Profundidade final entre 1.500 a 2.500 m. • Profundos – Poço com a Profundidade final maior que 2.500 m. Quanto ao percurso • Vertical – Quando a sonda e o objetivo se encontram sob a mesma reta vertical. • Direcional – Quando a sonda não está na mesma reta vertical do objetivo. TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 59
  • 60. 15 - NOMENCLATURA DE UM POÇO DE PETRÓLEO 12.1 – Em terra N1 – LLL – N2 – U.F. 12.2 – No mar 12.2.1 – Pioneiro ou estratigráfico N1 – U.F. + “S” – N2 12.2.2 – Outros N1 – LLL – N2 – U.F. + “S” Sendo: N1 – Finalidade do poço. LLL – 2 a 4 letras como abreviatura do campo. N2 – Ordem cronológica de liberação para perfuração do poço. U.F. – Unidade da Federação onde está sendo perfurado o poço Obs 1 : Se o poço for direcional acrescenta-se a letra “D” depois de N2 Obs 2 : Se o poço for repetido será colocado as letras “A” para a primeira repetição “B” para segunda “C” para terceira, “E” para quarta e assim por diante. Ex: 7 – MG – 50-BA - Poço de desenvolvimento da Produção Campo de Miranga Quinquagésimo poço Local Bahia 3 – TUB – 1 - PRS Poço de extensão Campo de Tubarão Primeiro poço Local Paraná ( Submarino ) 1 – TBO – 1E – SE Poço pioneiro Campo de Timbó Quarta tentativa de se perfurar o primeiro poço no campo. Local Sergipe 1 – RJS – 245 Poço Pioneiro Ducentésimo quadragésimo quinto poço Local Rio de Janeiro (submarino) TREINAMENTO DE TÉCNICOS DE OPERAÇÃO - MFP 60