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FOLHETO 8 - ANFETAMINAS
ANFETAMINAS
ESTIMULANTES, SINTÉTICAS E LÍCITAS
As anfetaminas foram os primeiros
estimulantes desenvolvidos em
laboratório. Devido a sua
capacidade de causar dependência
é considerada um medicamento de
venda controlada. Geralmente,
há dois perfis de consumo: em
baixas doses para melhorar o
desempenho social ou perder peso
e em altas doses, visando aos
efeitos euforizantes da substância.
Na primeira situação, os indivíduos
ficam expostos a esforços e
atividades desnecessárias,
resultando em estresse e fadiga. A
tentativa de abandonar ou diminuir
o uso resulta em depressão e
letargia. Meninas em idade escolar,
preocupadas com a aparência e o
desejo de perder peso se
enquadram nesse grupo.
Indivíduos interessados nos efeitos
euforizantes da substância podem
atingir padrões de abuso, conforme
a tolerância se desenvolve.
Sedativos como álcool e benzodiazepínicos são utilizados com freqüencia
a fim de combater a insônia provocada pelo uso desregrado.
PERSPECTIVA HISTÓRICA DAS
ANFETAMINAS
As anfetaminas foram sintetizadas
na década de trinta. O propósito era
o tratamento do transtorno de déficit
de atenção e hiperatividade, então
denominado hiperatividade ou
disfunção cerebral mínima.
Atualmente têm indicações para o
tratamento da transtorno de déficit de
atenção e hiperatividade, da
narcolepsia e da obesidade com
restrições1
.
Nos últimos vinte anos, anfetaminas
modificadas têm sido sintetizadas
em laboratórios clandestinos para
serem utilizadas com fins não-
médicos. A mais conhecida e
utilizada no Brasil é a 3,4-
metilenedioxi-metanfetamina
(MDMA), o ecstasy, uma
metanfetamina inicialmente
identificada com os clubbers e suas
festas, conhecidas por raves.
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FOLHETO 8 - ANFETAMINAS
EFEITOS AGUDOS
As anfetaminas produzem um
quadro semelhante ao da
cocaína. Efeitos indesejáveis,
tais como ansiedade e pânico,
inquietação, irritabilidade,
tremores, tiques, bruxismo,
labilidade do humor, cefaléia,
calafrios, vômitos, sudorese e
pressão de fala podem aparecer.
Cristais de metanfetaminas,
como o ice ou o cristal
(desconhecidas no Brasil), são
fumadas em cachimbos de
vidro, podendo também serem
injetadas ou inaladas. Os
sintomas euforizantes e
estimulantes são intensos sendo
comum o surgimento de e
sintomas psicóticos durante o
consumo.
DEPENDÊNCIA
A síndrome de abstinência
chega a atingir cerca de 90% dos
usuários de anfetamina. O quadro se caracteriza por fissura intensa,
ansiedade, agitação, redução da energia, lentificação, sintomas
depressivos e exaustão.
EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE
ANFETAMINAS
EFEITOS PSÍQUICOS
* Euforia e bem-estar
* Aceleração do pensamento e curso da
idéias, produzindo a sensação de um
pensamento livre e objetivo, capaz de
discorrer qualquer assunto.
* Redução da fadiga e da fome.
* Irritabilidade e impulsividade.
* Sintomas depressivos ao encerramento
do uso.
* Ansiedade, sensação de pânico e
perda do controle
EFEITOS FÍSICOS
* Aumento da reqüência cardíaca e da
pressão arterial
* Elevação da temperatura corpórea
* Aumento do ritmo intestinal
* Tremores
* Aumento do tônus muscular
* Dilatação da pupila
* Sudorese
COMPLICAÇÕES
* Sintomas psicóticos agudos
* Overdose
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FOLHETO 12 - ANTICOLINÉRGICOS
ANTICOLINÉRGICOS
ALUCINÓGENOS, NATURAIS E SINTÉTICOS E LÍCITOS E ILÍCITOS
Os anticolinérgicos têm
procedência natural (chá de lírio) ou
sintética (biperideno, triexafenidil).
As apresentações naturais são
ingeridas na forma de chás,
enquanto as sintéticas, estão
disponíveis no mercado em
comprimidos para o tratamento do
mal de Parkinson.
Apesar de pouco conhecidos pelos
profissionais da saúde em geral,
anticolinérgicos como o triexifenidil
(Artane) chegam a ser a terceira
droga mais consumida entre
meninos em situação de rua em
algumas capitais do Nordeste
brasileiro. Nas outras regiões, seu
uso é bem menos freqüente.
AÇÃO NO CÉREBRO
Em ambas as categorias as
substâncias responsáveis pelos
efeitos alucinógenos são a atropina e a escopolamina. Em doses
terapêuticas produzem os efeitos físicos esperados pela Medicina. Em
doses elevadas, porém, são capazes de causar perturbações psíquicas
intensas, principalmente alucinações e delírios, em geral visões de bichos
e pessoas, além de sensação de perseguição e experiências de cujo
místico. Os efeitos podem durar de dois a três dias.
ANTICOLINÉRGICOS NATURAIS E
SINTÉTICOS
TROMBETEIRA, SAIA BRANCA OU LÍRIO
Planta do gênero Datura, encontrada em
todo o mundo. cujas sementes são ricas
em atropina e escopolamina.
MANDRÁGORA E BELADONA
Conhecidas na Idade Média como ervas
de bruxaria, a mandrágora (Mandragra
officinarum) e a beladona (Atropa
belladonna) são ricas em iosciamina,
atropina e escopolamina.
APRESENTAÇÕES SINTÉTICAS
Os anticolinérgicos sintéticos mais
utilizados de modo abusivo em nosso meio
são os medicamentos destinados para o
tratamento do mal de Parkinson, como o
triexifenidil (Artane) e o biperideno
(Akineton); para o alívio de espasmos
musculares ou intestinais (antidiarréicos),
como a diciclomina (Bentyl) e os colírios
para dilatação de pupilas, a base de
atropina e escopolamina.
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FOLHETO 12 - ANTICOLINÉRGICOS
EFEITOS AGUDOS
Conforme o afirmado, os
anticolinérgicos atuam
principalmente produzindo
alucinações e delírios. Esses
sintomas dependem muito da
personalidade do indivíduo, assim
como do local e das
características do ambiente onde
o usuário se encontra.
Tais sintomas psíquicos são
acompanhdos por alterações
físicas, tais como, dilatação das
pupilas, boca seca, aumento dos
batimentos do coração,
diminuição da mobilidade
intestinal e dificuldade para
urinar. Doses elevadas podem
desencadear hipertermia (pele quente e seca, como vermelhidão facial
e do pescoço), confusão mental (delirium anticolinérgico) e possibilidade
de convulsões.
DEPENDÊNCIA
Os anticolinérgicos não induzem quadros de dependência, sendo suas
complicações agudas a principal preocupação acerca do consumo destas
substâncias.
INTOXICAÇÃO AGUDA POR
A N T I C O L I N É R G I C O S
EFEITOS PSÍQUICOS
* Euforia e exaltação
* Alucinações
* Delírios
EFEITOS FÍSICOS
* Boca seca
* Pupilas dilatadas (midríase)
* Aumentos dos batimentos do coração
* Dificuldade para evacuar
* Dificuldade para urinar
COMPLICAÇÕES
* Hipertermia
* Convulsão
* Retenção de urina
* Paralisia dos intestinos transitória
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FOLHETO 5 - CALMANTES
CALMANTES
SEDATIVOS, SINTÉTICOS E LÍCITOS
Os calmantes são substâncias
lícitas de indicação médica. Há
duas classes principais: os
barbitúricos e os benzodiazepínicos
(BDZ). Os primeiros são utilizados
como anestésicos e para o
tratamento da epilepsia
(fenobarbital). Já os segundos são
utlizados no tratamento da
ansiedade e episódios de insônia.
Os BDZ são comuns em nosso
meio e por isso esta seção será
totalmente dedicada a eles.
As pessoas começam a tomá-los por indicação médica ou por intermédio
de alguém da família ou amigos que os utilizam. O uso indevido destes
medicamentos atinge especialmente as mulheres em idade escolar,
período em que sintomas depressivos e ansiosos aparecem com mais
freqüência. Os calmantes os aliviam inicialmente, mas o
estabelecimento da dependência, os fazem ressurgir com mais
intensidade do que antes, associados aos sintomas de desconforto da
abstinência.
EFEITOS AGUDOS
A redução da ansiedade é o efeito procurado por aqueles que utilizam
BDZ. No entanto, qualquer modo de consumo traz como efeitos colaterais
algum prejuízo da atenção e da memória. Isso pode piorar o desempenho
na escola e no trabalho, bem como expor os usuários a acidentes
automobilísticos ou no manuseio de equipamentos.
BDZ MAIS COMUNS
ALPRAZOLAM Apraz, Frontal
BROMAZEPAM Lexotan
CLORDIAZEPÓXIDO Psicosedin
CLONAZEPAM Rivotril
CLOXAZOLAM Olcadil
DIAZEPAM Valium
FLUNITRAZEPAM Rohypnol
FLURAZEPAM Dalmadorm
LORAZEPAM Lorax
MIDAZOLAM Dormonid
NITRAZEPAM Sonebom
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FOLHETO 5 - CALMANTES
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA
POR BENZODIAZEPÍNICOS
SINTOMAS PSÍQUICOS
* Insônia
* Desconcentração
* Prejuízo da memória
* Mal-estar psíquico
* Irritabilidade
* Inquietação / Agitação
SINTOMAS FÍSICOS
* Tremores
* Suor excessivo
* Palpitações
* Náuseas / Vômitos
* Sintomas gripais
* Dores de cabeça
* Dores musculares
COMPLICAÇÕES
* Convulsões
* Desorientação no
tempo e no espaço
* Alucinações
INTOXICAÇÃO AGUDA POR
BENZODIAZEPÍNICOS
* Sedação
* Marcha instável
* Tonturas
* Visão embaçada
* Fala pastosa
* Piora da atenção
* Fadiga
* Hipotensão
* Insuficiência respiratória
* Coma
O uso abusivo pode levar a intoxicações
agudas, que vão da sonolência e
incoordenação motora à confusão
mental, coma e, raramente, parada
respiratória.
DEPENDÊNCIA
Há dois de usuários de BDZ: [1] aqueles
que os utilizam em doses terapêuticas,
sem nenhum ou poucos prejuízos em
suas funções; e [2] os que consomem
calmantes em grandes quantidades e
de maneira compulsiva. O primeiro
grupo costuma apresentar sintomas de
abstinência psíquicos, que podem
resultar, por exemplo, na piora do
rendimento escolar. Já o segundo,
pode apresentar sintomas físicos e
sérias complicações.
DANOS À SAÚDE
O consumo por muitos anos de BDZ
pode causar danos à cognição, em
especial à memória, algumas vezes de
modo definitivo. Aqueles que o utilizam
abusivamente estão ainda mais
expostos. Além disso, boa parte dos
usuários possuem doenças
psiquiátricas (depressão e ansiedade).
Deste modo, é fundamental detectar os
que fazem o uso indevido de BDZ e
encaminhá-los para tratamento.
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FOLHETO 13 - CLUB DRUGS
CLUB DRUGS
AGRUPAMENTO DE VÁRIAS CLASSES DE DROGAS
As club drugs são substâncias com
diferentes propriedades psicoativas:
sedativas (GHB, nitratos),
estimulantes (metanfetaminas
como o 4MTA, PMA e PMMA) e
alucinógenas (ecstasy, LSD,
quetamina, 2CB e 2-CT-7). O ponto
em comum entre todas estas foi a
popularização de seu consumo nos
anos oitenta e noventa dentro dos
ambientes de música eletrônica:
dance clubs, raves e trances.
No Brasil, além do ecstasy e do LSD já comentados anteriormente, o
uso da quetamina e em menor proporção do GHB e dos nitratos (gás
hilariante) foram relatados em ocasiões isoladas e por isso serão
comentados a seguir. Outras substâncias como as anfetaminas
modificadas 4MTA, PMA, PMMA (metanfetaminas) e os alucinógenos
desenvolvidos em laboratório (2CB e 2-CT-7) são consumidas em pontos
isolados dos E.U.A. e Europa, sem importância local.
QUETAMINA
A quetamina é um anestésico que não deprime a respiração e os
batimentos cardíacos, sendo utilizada nos anos sessenta como
anestésico infantil. Sua ação alucinógena, porém, acabaram por
restringi-lo ao uso veterinário.
Em baixas doses produz sedação leve, pensamentos oníricos, lentificação
psicomotora e sensação de euforia e bem-estar. Naúses e vômitos são
CLUB DRUGS
MDMA (ecstasy)
LSD
GHB
Quetamina (Special K)
Nitratos (poppers)
2CB & 2-CT-7
4MTA
PMA & PMMA
Anfetaminas & metanfetaminas
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FOLHETO 13 - CLUB DRUGS
freqüentemente relatados. Sintomas paranóides podem ser observados
em alguns indivíduos. A sedação pronunciada pode expor os usuários a
riscos. Ao contrário da maior parte dos psicodélicos, a quetamina pode
causar dependência.
GHB
O GHB (gama-hidroxibutirato) foi utilizado como anestésico nos anos
60 e em seguida como suplemento alimentar por fisiculturistas nos anos
oitenta. O GHB é um sedativo, com apresentações líquidas e em pó.
Ele é utilizado normalmente diluído em água e os efeitos são semelhantes
aos do álcool, com relaxamento muscular, desinibição e euforia. Doses
elevadas causam tonturas, incoordenação motora, náuseas e vômitos e
rebaixamento do nível de consciência. O GHB é extremamente potente:
mesmo em pequenas dosagens pode causar sedação profunda e coma.
Dosagens mais elevadas podem ser fatais. A combinação de GHB com
álcool é extremamente perigosa, levando ao coma com mais facilidade.
Como a apresentação líquida tem concentrações indeterminadas, a
chance uma overdose acidental aumenta. Apesar de ainda pouco
estudada, há relatos de síndrome de abstinência severas, com duração
de vários dias.
NITRATOS
Os nitratos (óxido nitroso) são formas gasosas alucinógenas, capazes
de causar analgesia, euforia e sedação leve. Suas propriedades são
conhecidas desde o século XVIII, denominado “gás hilariante”.
Apesar de seguro quando utilizado com fins médicos, o gás hilariante
pode causar complicações quando utilizado fora desse âmbito. Usuários
pesados podem apresentar depleção de vitamina B12
. Acidentes durante
o consumo, compulsividade e sufocação já foram relatados.
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FOLHETO 7 - COCAÍNA
COCAÍNA
ESTIMULANTE, NATURAL E ILÍCITA
A cocaína é um alcalóide obtido
das folhas da planta Erythroxylon
coca. Atinge o sistema nervoso
central após ser absorvida pela
mucosa do nariz (inalada), pelas
vilosidades intestinais (ingestão
oral) ou pelos capilares
pulmonares (fumada). Pode
ainda ser injetada diretamente na
circulação venosa.
Pode ser consumida por qualquer
via, oral, inalada, injetável ou
fumada, dependendo da
apresentação escolhida.
A rapidez do pico de ação, a
intensidade e a duração do efeito
causado por uma substância
química estão relacionados a sua
capacidade de gerar
dependência. A cocaína refinada
leva cerca de 15 minutos até seu
pico de ação, que dura até 45
minutos. Já as formas fumadas
e injetáveis têm ação imediata,
mais intensa e efêmera (5 minutos), sendo por isso mais ocasionadora
de dependência.
FORMAS DE CONSUMO MAIS
COMUNS DA COCAÍNA
FOLHAS MASCADAS
Nos países andinos é a forma mais popular
de consumo. As folhas são mascadas até
a formação de bolo, que é depositado na
bochecha. A cocaína vai sendo liberada
na saliva e absorvida pelo organismo. As
folhas de coca, por sua baixa concentração
de cocaína (0,5 - 2%) são consideradas
plantas medicinais. Pode ser consumida
também na forma de chá.
PASTA DE COCA
É um produto intermediário da fabricação
da cocaína refinada. Por sua natureza
alcalina pode ser fumada, em geral isturada
com tabaco ou maconha.
COCAÍNA REFINADA (“PÓ”)
Produto final do refino da cocaína, inalada
ou diluída em água para uso endovenoso.
CRACK
Resultado da mistura de cocaína refinada
e substâncias alcalinas, como o
bicarbonato de sódio. O aquecimento
desta mistura provoca precipitação de
cristais de cocaína. São fumados em
cachimbos.
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FOLHETO 7 - COCAÍNA
EFEITOS AGUDOS
O consumo de cocaína provoca
aceleração do pensamento,
inquietação, aumento do estado de
vigília e inibição do apetite. As
alterações do humor são variáveis:
da euforia (desinibição, fala solta)
a sintomas de mal-estar psíquico
(medo, ansiedade e inibição da
fala). A overdose é a complicação
clínica mais importante, atingindo
todos os usuários.
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA E
SENSIBILIZAÇÃO
Dois fenômenos se desenvolvem a
partir do uso continuado: a
síndrome de abstinência,
marcada por fissura , ansiedade,
inquietação, irritabilidade e piora da
concentração e sensibilização,
caracterizada por tiques e
movimentos repetitivos na vigência
do consumo, além de sintomas
paranóides, conhecidos por nóia.
DANOS À SAÚDE
A via de administração da cocaína pode causar uma série de danos, tais
como [inalada] sangramentos e destruição da mucosa nasal, [fumada]
lesões térmica, fibrose e pneumonias, [injetável] infecções de pele,
endocardites (infecções das válvulas cardíacas), abscessos pulmonares
e cerebrais, infecção pelos vírus da hepatite e do HIV.
EFEITOS DA AÇÃO AGUDA DA
COCAÍNA
EFEITOS PSÍQUICOS
* Euforia e bem-estar
* Aceleração do pensamento e curso da
idéias, produzindo a sensação de um
pensamento livre e objetivo, capaz de
discorrer qualquer assunto.
* Redução da fadiga e da fome.
* Irritabilidade e impulsividade.
* Sintomas depressivos ao encerramento
do uso, geralmente com forte desejo
de consumir mais (fissura).
* Ansiedade, sensação de pânico e
perda do controle
EFEITOS FÍSICOS
* Aumento da reqüência cardíaca e da
pressão arterial
* Elevação da temperatura corpórea
* Aumento do ritmo intestinal
* Tremores
* Aumento do tônus muscular
* Dilatação da pupila
* Sudorese
COMPLICAÇÕES
* Sintomas psicóticos agudos
* Overdose
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FOLHETO 9 - ECSTASY
ECSTASY
ESTIMULANTE E ALUCINÓGENO, SINTÉTICO E ILÍCITO
O ecstasy é uma anfetamina modificada, cuja conformação lhe confere
propriedades estimulantes e alucinógenas. A substânica foi descoberta
no início do século XX, classificada como moderadora do apetite, mas
não chegou a ser comercializada. Nos anos setenta suas propriedades
psicotrópicas fizeram com que fosse utilizada dentro de sessões de
psicoterapia, ganhando as ruas a partir de então.
Inicialmente, apareceu associado ao público jovem e frequentador de
casas noturnas e festas ao som de música eletrônica, denominadas
raves. O ecstasy (MDMA) é habitualmente consumido em tabletes ou
cápsulas, contendo cerca de 120mg da substância. A duração dos efeitos
é 4 a 6 horas e o pronto desenvolvimento de tolerância torna pouco
provável o desenvolvimento de dependência.
EFEITOS AGUDOS
Sua ação desencadeia um quadro
de euforia e bem-estar, sensação
de intimidade e proximidade com
os outros. Outros sintomas são
anorexia, taquicardia, tensão
maxilar, bruxismo e sudorese.
Sintomas ansiosos, depressivos
e psicóticos podem aparecer,
especialmente em indivíduos
predispostos a estas doenças.
As principais complicações
ameaçadoras à vida relacionadas
ao consumo de ecstasy são hipertensão, edema agudo de pulmão,
EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE
ECSTASY
* Euforia e bem-estar
* Desinibição e fala solta
* Aumento da libido
* Sensação de proximidade com
os outros.
* Sintomas de ansiedade e pânico
* Persecutoriedade
* Aumento do trabalho cardíaco
* Elevação da temperatura do corpo
* Dilatação das pupilas
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FOLHETO 9 - ESTASY
convulsão, colapso
c a r d i o v a s c u l a r ,
traumas e hipertermia.
Essa última é a
complicação clínica
mais associada ao uso
de ecstasy.
Por ser um estimulante,
o ecstasy aumenta o
trabalho do corpo,
produzindo calor e
aquecendo o
organismo. Alguns dos
ambientes de consumo
desta substância são
casas noturnas
fechadas e lotadas e
com pouca
disponibilidade de
água. Estes ambientes aquecidos impedem que o corpo lance mão
com sucesso de seus mecanismos para perder calor, resultando em um
super-aquecimento deste (hipertermia).
Um dos efeitos da exposição do organismo a temperaturas incompatíveis
com a vida é a degradação das proteínas musculares, que passam à
circulação sanguínea, e, devido ao seu tamanho acabam retidas na
filtração dos rins, ‘entupindo’ estes órgão e causando insuficiência renal,
incompatível com a vida. As convulsões são outra complicação
decorrente da hipertermia. Orientar sobre estes os riscos e as maneiras
de evitá-la é um modo eficaz de reduzir danos entre esta população.
FIGURA 12: A hipertermia. A incapacidade do corpo
em perder calor para ambientes muito aquecidos
aumenta em demasia sua temperatura e o coloca
sua viabilidade em risco.
PRODUÇÃO DE CALOR PELO CORPO
ESFORÇO FÍSICO, AUMENTO DO METABOLISMO
PELA AÇÃO DO ECSTASY, ROUPAS, NÃO-
INGESTÃO DE BEBIDAS GELADAS
PRODUÇÃO DE
CALOR PELO
AMBIENTE
AMBIENTES
FECHADOS,
LOTADOS E SEM
REFRIGERAÇÃO
CALOR LOCAL > CALOR DO CORPO
O CORPO NÃO CONSEGUE PERDER CALOR PARA
O MEIO AMBIENTE E ACABA ATINGINDO
TEMPERATURAS INCOMPATÍVEIS COM A VIDA.
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FOLHETO 14 - ESTERÓIDES ANABOLIZANTES
ESTERÓIDES ANABOLIZANTES
SUBSTITUTOS SINTÉTICOS DA TESTOSTERONA
Os esteróides anabolizantes são
substâncias similares à
testosterona, desenvolvidas em
laboratório para a reposição deste
hormônio em indivíduos que
apresentam déficit do mesmo por
alguma razão.
A testosterona é responsável pelo
aparecimento das características
sexuais masculinas. Além disso
sua ação contribui para o aumento
da massa muscular. Tal
característica faz com que muitos
esportistas utilizem anabolizantes
sintéticos visando a acelerar o
crescimento da musculatura.
O padrão de consumo nesses
casos chega a execeder em mais
de cem vezes as doses médicas
habituais. Além disso, tais atletas
combinam inadivertidamente várias
marcas, inclusive anabolizantes de
uso veterinário, sobre os quais não se tem nenhuma idéia acerca dos
riscos em humanos. Desta maneira, o consumo ilícito de tais substâncias
expõe seus usuários a uma série de danos à saúde, além de não haver
estudos comprovem que os mesmos aumentam de fato a massa, a força
e a resistência muscular.
COMPLICAÇÕES DO RELACIONADAS
AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES NO
HOMEM
* Redução dos testículos
* Diminuição do número de
espermatozóides
* Impotência
* Infetilidade
* Calvície
* Desenvolvimento de mamas
* Aumento da próstata
COMPLICAÇÕES GERAIS
RELACIONADAS AO CONSUMO DE
ANABOLIZANTES
* Nervosismo
* Irritação
* Agressividade
* Problemas no fígado (hepatite, câncer)
* Acne grave
* Problemas sexuais
* Problemas cardivasculares
* Diminuição da imunidade
* Dificuldade e / ou dor para urinar
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FOLHETO 14 - ESTERÓIDES ANABOLIZANTES
O Centro Brasileiro de
Informações sobre Drogas
Psicotrópicas (CEBRID)
afirmaque além das complicações
gerais, outros efeitos podem ser
observados, de acordo com o sexo
e a idade dos usuários. No
homem, há redução dos
testículos, diminuição de
espermatozóides, impotência,
infertilidade, calvície,
desenvolvimento de mamas,
dificuldade ou dor para urinar e
aumento da próstata. Na mulher,
nota-se crescimento de pêlos
faciais, alterações ou ausência de
ciclo menstrual, aumento do clitóris, voz grossa, diminuição de seios.
Alguns desses efeitos são
irreversíveis, ou seja, mesmo na ausência do anabolizante não há retorno
dacondição normal. No adolescente, pode haver maturação esquelética
prematura e puberdade acelerada, levando a um crescimento raquítico
e baixa estatura.
Ainda segundo o CEBRID, qualquer usuário pode vivenciar um ciúme
doentio, ilusões, sentimentos de invencibilidade, distração, confusão
mental e esquecimentos. Em alguns casos, há distorção da percepção
corporal, tendo a falsa sensação de musculatura pouco desenvolvida.
Usuários, freqüentemente, tornam-se clinicamente deprimidos quando
param de tomar a droga, perdem a massa muscular que adquiriram e
ficam, por isso, mais propensos ao uso continuado (dependência).
COMPLICAÇÕES CLÍNICAS
COMPLICAÇÕES DO RELACIONADAS
AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES
NOS JOVENS
* Maturação precoce da estrutura
esquelética (baixa estatura)
* Início precoce da adolescência
COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO
CONSUMO DE ANABOLIZANTES NA
MULHER
* Pêlos faciais
* Alterações ou ausência do ciclo menstrual
* Aumento do clitóris
* Voz grossa
* Diminuição dos seios
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FOLHETO 3 - INALANTES
INALANTES
SEDATIVO, SÍNTETICO E LÍCITO
Com exceção do éter e do
clorofôrmio, utilizados como
anestésicos gerais, os inalantes não
possuem qualquer finalidade
médica e apesar de serem vendidos
livremente, seu consumo é
criminalizado.
Os inalantes são hidrocarbonetos
de grande volatilidade.
Cotidianamente, são utilizados
como solventes e combustíveis,
presentes em aerossóis, vernizes,
tintas, propelentes, colas, esmaltes
e removedores. Um dos inalantes mais conhecidos, o lança-perfume, é
uma mistura de cloreto de etila, éter, cloroformio e uma essencia
aromatizante.
A inalação dessas substâncias ocorre em várias partes do mundo,
sobretudo entre crianças e adolescentes de países subdesenvolvidos ou
por populações marginalizadas de países industrializados. Estão entre
as mais usadas por estudantes de escolas públicas brasileiras.
AÇÃO NO CÉREBRO
A ação dos solventes é pouco conhecida, tendo em vista a variedade de
produtos existentes e a freqüente associação entre solventes e poliabuso.
Clinicamente funcionam como depressores centrais. Seus efeitos
INALANTES MAIS COMUNS
SOLVENTES
Tolueno
Acetona
Benzeno
ANESTÉSICOS
Éter
Clorofórmio
Halotano
COMBUSTÍVEIS
Butano (gás de isqueiro)
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FOLHETO 3 - INALANTES
intensos e efêmeros determinam um padrão de uso marcado por vários
episódios de consumo de modo continuado (rush).
INTOXICAÇÃO AGUDA
Doses iniciais trazem ao usuário uma sensação de euforia e desinibição,
associada a tinidos e zumbidos, incoordenação motora, risos imotivados
e fala pastosa. Com a continuação do uso, surgem manifestações cde
depressão do SNC: confusão mental, desorientação e possíveis
alucinações visuais e auditivas. A terceira etapa acentua a depressão
central, com redução do estado de alerta, piora da incoordenação motora
e das alucinações. A intoxicação pode atingir níveis ainda mais profundos,
com estado de inconsciência, convulsões, coma e morte.
Os inalantes também são depressores cardíacos (ação miocárdica direta)
e respiratórios. Arritmias decorrentes do uso agudo já foram relatadas.
Traumas relacionados à incoordenação e distraibilidade decorrentes da
intoxicação são maiores nessa população.
COMPLICAÇÕES PELO USO CRÔNICO
Atrofias cerebrais e cerebelares são possíveis em usuários crônicos,
produzindo sintomas de empobrecimento intelectual e incoordenação
motora permanentes. Abenzina é metabolizada pelo fígado, que a converte
em substâncias capazes de causar danos aos nervos periféricos. Isso
provoca quadros de anestesia, dor e perda da força muscular nos
membros. Pode haver ainda insuficiência renal crônica, hepatites tóxicas,
complicações gastrointestinais (náuseas, vômitos, dores abdominais
difusas e diarréia) e respiratórias (pneumonites químicas, tosse,
broncoespasmos,...). Trabalhadores da indústria química que não utilizam
equipamento de proteção adequado e subculturas de usuários (como os
meninos em situação de rua) estão especialmente vulneráveis a tais
complicações.
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FOLHETO 11 - LSD E SIMILARES
LSD E SIMILARES
ALUCINÓGENOS, NATURAIS E SINTÉTICOS E ILÍCITOS
Os alucinógenos consistem numa
variedade de compostos capazes
de alterar percepções e sensações,
sendo utilizados pela humanidade
desde a pré-história. No mundo
contemporâneo adquiriram maior
popularidade durante os anos
sessenta e setenta. O LSD é o mais
conhecido. Ele é sintetizado em
laboratório, a partir de um alcalóide
(ergotina) produzido por um fungo
(ergot), ao fermentar grãos de
centeio.
No Brasil, o alucinógeno DMT,
encontrado nas folhas da chacrona,
é consumido nos rituais religiosos
do Santo Daime. O chá é
milernamente utilizado por tribos
amazônicas e chamado pelos incas
de ayahuasca (vinho da alma).
O LSD é a substância psicotrópica
mais potente: doses de 50
microgramas produzem efeitos com
4 a 12 horas de duração. É utilizado
preferencialmente pela via oral ou sublingual, na forma de micropontos
ou gotas. Outras substâncias alucinógenas possuem efeitos similares
ao LSD, classificadas em quatro categorias: [1] LSD-similares:
ORIGEM DO LSD E OUTROS
ALUCINÓGENOS SIMILARES
DIETILAMIDA DO ÁCIDO LISÉRGICO
O LSD é sintetizado a partir da ergotina, uma
substância produzida pelo fungo ergot
(Claviceps purpurea) a partir da fermentação
de grãos de centeio.
MESCALINA
A mescalina é um alcalóide encontrado em
um cacto chamado peiote (Lopophora
williamsii), comum nas regiões fronteiriças
do México e E.U.A.
PSILOCIBINA
Alcalóide extraído dos cogumelos do gênero
Psilocibe, encontrados inclusive no Brasil.
Os mais conhecidos, porém, são os
chamados cogumelos sagrados do México
(Psilocibe mexicana), presente nos rituais
maias e astecas.
DIMETILTRIPTAMINA (DMT)
O DMT é um alcalóide extraído de diversas
plantas amazônicas, entre elas a semente
do yopo (Anadenanthera peregrina), as
raízes da jurema (Mimosa hostilis), as folhas
da chacrona (Psychotria viridis), além de
dezenas de outras.
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FOLHETO 11 - LSD E SIMILARES
mescalina e psilocibina, [2]. prováveis LSD-similares: DMT, [3].
prováveis LSD-similares, com outras propriedades: ecstasy (MDMA)
e [4]. não-LSD-similares: anticolinérgicos e o D9
-tetrahidrocanabinol
(maconha).
EFEITOS AGUDOS
O LSD (e seus similares) é capaz causar distorções perceptivas: realça
cores e contornos de objetos e altera a recepção de sons, num sinergismo
de sensações (“cores ganham sons, sons ganham cores”). Há prejuízo
da discriminação do tempo e espaço (minutos precem horas) e ilusões
visuais e auditivas. O pensamento encontra-se acelerado e o humor
tende à exaltação. Idéias de grandeza e poder são comuns. A “viagem”
pode ser sentida como prazerosa e agradável, mas podem deixar o usuário
extremamente amedrontado: quadros de ansiedade, pânico e agitação
psicomotora (bad trips) podem ocorrer. Idéias deliróides de grandeza,
místicas ou persecutórias podem colocar os usuários em situações
desagradáveis ou de perigo iminente (por exemplo, parar um veículo com
a força do pensamento, fazer falsos julgamentos, fugir de perseguições
imaginárias, além de outros).
COMPLICAÇÕES
O LSD e similares são estruturalmente semelhantes à serotonina, seu
provável elo alucinógeno. A rápida tolerância para os efeitos dos
alucinógenos LSD-análogos e sua longa duração impedem que estas
substâncias induzam os indivíduos ao uso repetitivo ou à dependência.
No entanto, o consumo pode desencadear quadros psicóticos agudos e
prolongados (normalmente em indivíduos predispostos), quadros
depressivos e exacerbar doenças psiquiátricas prévias. Casos de
hipertermia já foram relatados. Outra complicação aguda são os
flashbacks, ou seja, o ressurgimento dos sintomas na ausência da
intoxicação. Eles podem durar de alguns segundo a horas, acompanhados
de sintomas ansiosos agudos. Não há relatos de overdose.
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FOLHETO 10 - MACONHA
MACONHA
ALUCINÓGENO, NATURAL E ILÍCITO
A maconha é a droga ilícita mais
consumida em todo o mundo,
sendo a mais utilizada por
estudantes brasileiros. Suas
apresentações são provenientes da
Cannabis sativa, um arbusto da
família das Moraceae, conhecida
pelo nome de cânhamo.
A dependência de maconha está
entre as dependências de drogas
ilícitas mais comuns: um em dez
daqueles que usam maconha na
vida se tornam dependentes em
algum momento do seu período de
4 a 5 anos de consumo pesado.
AÇÃO NO CÉREBRO
A resina que recobre os brotos
fêmeos Cannabis sativa contém 60
alcalóides conhecidos como
canabinóides. Eles são os
responsáveis pelos seus efeitos
psíquicos da planta, sendo o Delta-
9-THC o mais potente. Sabe-se
hoje que existem receptores
canabinóides no cérebro específicos para o THC, bem como um suposto
neurotransmissor para os receptores endógenos, denominando-o
anandamida.
APRESENTAÇÕES MAIS COMUNS DO
CÂNHAMO.
MACONHA
Mistura de brotos e folhas da planta
cannabis sativa, contendo cerca de 3 a
5% da substância ativa.
HAXIXE
Preparação mais apurada, utilizando
apenas o óleo que envolve os brotos
fêmeos, ricos em THC (15%).
ÓLEO DE HAXIXE
Através da destilação do haxixe, é
possível a obter-se uma resina com
concentrações de até 30% de THC.
APRESENTAÇÕES HÍBRIDAS
O cultivo caseiro ou em estufas,
associada à engenharia genética, tem
produzido plantas com altas
concentrações de THC. O mais
conhecido em nosso meio é o skunk
(30%).
As apresentações acima são consumidas
principalmente pela via inalatória
(fumada), em cigarros (baseados) ou
cachimbos (maricas).
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FOLHETO 10 - MACONHA
EFEITOS AGUDOS
Os efeitos da intoxicação aparecem
após alguns minutos do uso.
Déficits motores (por ex., prejuízo
da capacidade para dirigir
automóveis) e cognitivos (por ex.,
perda de memória de curto prazo)
costumam acompanhar a
intoxicação. Além disso, consumo
de maconha pode desencadear
quadros temporários de natureza
ansiosa, tais como reações de
pânico, ou sintomas de natureza
psicótica.
COMPLICAÇÕES CRÔNICAS
A dependência é uma das
complicações crônicas do uso de
maconha, apesar de não atingir a
maioria de seus usuários. Os
sintomas de abstinência mais
relatados são irritabilidade,
nervosismo, inquietação, fissura e
sintomas depressivos, insônia,
redução do apetite e cefaléia.
O consumo prolongado e intenso de maconha é capaz de causar preju-
ízos cognitivos envolvendo vários mecanismos de processos de aten-
ção e memória. O uso em indivíduos predispostos pode desencadear
quadros psicótivos similares à esquizofrenia. Quanto ao aparelho
reprodutor, há redução reversível do número de espermatozóides.
EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE
DERIVADOS DO CÂNHAMO
EFEITOS PSÍQUICOS
* Letargia e sonolência
* Euforia, bem-estar e relaxamento
* Risos imotivados
* Aumento da percepção de cores, sons,
texturas e paladar
* Sensação de lentificação do tempo
* Afrouxamentos da associações
* Prejuízo da concentração e memória
EFEITOS FÍSICOS
* Hiperemia das conjuntivas (olhos
avermelhados)
* Aumento dos batimentos cardíacos
* Boca seca
* Retardo e incoordenação motora
* Piora do desempenho para tarefas
motoras e intelectuais complexas
* Broncodilatação
* Tosse
* Aumento do apetite (‘larica’)
COMPLICAÇÕES
O consumo de maconha em indivíduos
predispostos está associado ao
aparecimento de sintomas psicóticos, em
alguns casos definitivos.
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FOLHETO 6 - NICOTINA
NICOTINA
ESTIMULANTE, NATURAL E LÍCITO
A nicotina é um estumulante encontrado nas folhas da planta Nicotiana
tabacum. A queima das folhas promove a liberação do estimulante e
outras quatro mil substâncias, entre estas o monóxido de carbono e o
alcatrão. Essas últimas são as responsáveis pela toxicidade do produto.
A idade média do início do consumo é entre treze e quatorze anos. Cerca
da metade dos que experimentam cigarro se tornam dependentes.
Estima-se ainda que 60% dos que fumam por mais de seis semanas
fumarão pelos próximos trinta anos. O cigarro diminui em média 25%
da expectativa de vida dos fumantes. O consumo da substância é o
maior causador de mortes passíveis de prevenção do mundo.
EFEITOS AGUDOS
A nicotina é um estimulante leve do cérebro. A absorção ocorre pelos
capilares do pulmão ou pela
mucosa da boca, atingindo o
sistema nervoso central pela
circulação sanguínea.
Nos primeiros episódios de uso,
alguns efeitos como náuseas,
tonturas e o formigamento
sobressaem, para depois
desaparecerem. Após o
desenvolvimento de tolerância aos efeitos desagradáveis, o consumo
produtos produz aumento do estado de vigília e uma elevação discreta
do humor, com sensação de relaxamento. Esses efeitos prazerosos
tendem a diminuir, conforme o consumo vai se repetindo, até o
surgimento da dependência.
EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE
NICOTINA
* Aumento da vigília
* Elevação discreta dos batimentos
cardíacos
* Elevação discreta do humor
* Diminuição do apetite
* Sensação de relaxamento
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FOLHETO 6 - NICOTINA
DEPENDÊNCIA
Com o estabelecimento da
dependência, o fumante se torna
mais tolerante aos efeitos do
cigarro, mas sofre com sua falta.
Pode haver irritabilidade,
ansiedade, insônia, sintomas
depressivos, mas principalmente
fissura.
DANOS À SAÚDE
O consumo de cigarro causa contração arterial e facilita o surgimento
de placas de gordura, predispondo o usuário à hipertensão, infartos do
miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (derrames). Atua nos
alvéolos pulmonares, levando à destruição e substituição dos mesmos
por cavidades aéreas incapazes de realizar trocas gasosas (enfisema).
Está associado a doenças como bronquites, asma, infecções das vias
aéreas. Aumenta o risco de câncer em diversos órgãos, tais como
pulmão, garganta e estômago. Aumenta a acidez gástrica, predispondo
o aparecimento de gastrites e úlceras.
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DA
NICOTINA
* Ansiedade
* Inquietação
* Insônia
* Desconcentração
* Dor de cabeça
* Fissura
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FOLHETO 4 - OPIÁCEOS
OPIÁCEOS
SEDATIVO
NATURAL, SEMI-SINTÉTICO E SINTETICO
LÍCITO E ILÍCITO
Considerando o seu modo de obtenção, os opiáceos podem ser divididos
em três classes: a morfina, a codeína (Elixir Paregórico) são opiáceos
naturais extraídos da planta Papaver somniferum, conhecida por papoula.
A partir de modificações na molécula foi possível a obtenção de opiáceos
semi-sintéticos, de ação ou duração prolongadas, como a heroína e a
metadona. Já a meperidina (Dolantina), propoxinefo (Algafan) e
fentanil (Inoval) foram totalmente em laboratório (sintéticos).
Os opiáceos são possuem apresentações na forma de comprimidos,
ampolas, em pó e supositórios. Desse modo, todas as vias de
administração são possíveis: oral, inalado, fumado, injetado ou como
supositório. No Brasil, o consumo de opiáceos é pouco freqüente,
encontrado mais entre profissionais da saúde (acesso aos derivados
sintéticos) e em regiões portuárias.
Os opiáceos possuem utilidade indiscutível para Medicina, especialmente
no alívio de dores intensas e refratárias (câncer) e na anestesia. Algumas
substâncias como a heroína, não possuem indicação médica, sendo
seu uso considerado um ato ilícito.
AÇÃO NO CÉREBRO
O cérebro produz substâncias opióides, responsáveis pela modulação
do prazer e da dor. Os derivados do ópio agem justamente sobre esse
sistema. Quando consumidos de forma prolongada, acabam provocando
desequilíbrios no sistema opióide cerebral, evoluindo com tolerância e
síndrome de abstinência.
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FOLHETO 4 - OPIÁCEOS
EFEITOS AGUDOS
O uso de opiáceos produz um
quadro de analgesia, sedação e
sensação de euforia e bem-estar.
Intoxicações mais graves podem
evoluir com sedação excessiva e
piora do padrão respiratório. A
overdose dos opiáceos é
caracterizada por miose
pronunciada, depressão respiratória
e coma.
DEPENDÊNCIA
Os opiáceos são capazes de induzir
dependência de forma rápida, com
desenvolvimento de tolerância e
sintomas de abstinência intensos.
A freqüencia e a dose média de
consumo, bem como a via de
administrção interferem sobre o
início e a intensidade da
dependência.
Uma vez instalada, síndrome
aparece poucas horas após a
interrupção do uso, com ansiedade
e irritabilidade importantes, ereção
dos pelos, sudorese, lacrimejamento, aumento da freqüência cardíaca,
cólicas, diarréia profusa e dores pelo corpo. O alívio só é obtido com a
administração de um opiáceo de substituição.
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DOS
OPIÁCEOS
* Ansiedade
* Inquietação psicomotora
* Ereção de pêlos
* Sudorese
* Lacrimejamento
* Rinorréia
* Diarréia
* Dilatação das pupilas (midríase)
* Espasmo e dor muscular
* Aumentos dos batimentos cardíacos
* Febre e calafrios
SINAIS E SINTOMAS DE INTOXICAÇÃO
POR OPIÁCEOS
EFEITOS PSÍQUICOS
* Sensação de euforia e prazer
* Onirismo ensimesmamento
EFEITOS FÍSICOS
* Pupilas contraídas (miose)
* Torpor
* Inibição da tosse
* Redução da ritmo respiratório
* Empachamento e prisão de ventre
COMPLICAÇÕES
* Overdose: coma e falência
cárdio-respiratória

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Folheto explicativo sobre as drogas de abuso

  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 8 - ANFETAMINAS ANFETAMINAS ESTIMULANTES, SINTÉTICAS E LÍCITAS As anfetaminas foram os primeiros estimulantes desenvolvidos em laboratório. Devido a sua capacidade de causar dependência é considerada um medicamento de venda controlada. Geralmente, há dois perfis de consumo: em baixas doses para melhorar o desempenho social ou perder peso e em altas doses, visando aos efeitos euforizantes da substância. Na primeira situação, os indivíduos ficam expostos a esforços e atividades desnecessárias, resultando em estresse e fadiga. A tentativa de abandonar ou diminuir o uso resulta em depressão e letargia. Meninas em idade escolar, preocupadas com a aparência e o desejo de perder peso se enquadram nesse grupo. Indivíduos interessados nos efeitos euforizantes da substância podem atingir padrões de abuso, conforme a tolerância se desenvolve. Sedativos como álcool e benzodiazepínicos são utilizados com freqüencia a fim de combater a insônia provocada pelo uso desregrado. PERSPECTIVA HISTÓRICA DAS ANFETAMINAS As anfetaminas foram sintetizadas na década de trinta. O propósito era o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, então denominado hiperatividade ou disfunção cerebral mínima. Atualmente têm indicações para o tratamento da transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da narcolepsia e da obesidade com restrições1 . Nos últimos vinte anos, anfetaminas modificadas têm sido sintetizadas em laboratórios clandestinos para serem utilizadas com fins não- médicos. A mais conhecida e utilizada no Brasil é a 3,4- metilenedioxi-metanfetamina (MDMA), o ecstasy, uma metanfetamina inicialmente identificada com os clubbers e suas festas, conhecidas por raves.
  • 2. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 8 - ANFETAMINAS EFEITOS AGUDOS As anfetaminas produzem um quadro semelhante ao da cocaína. Efeitos indesejáveis, tais como ansiedade e pânico, inquietação, irritabilidade, tremores, tiques, bruxismo, labilidade do humor, cefaléia, calafrios, vômitos, sudorese e pressão de fala podem aparecer. Cristais de metanfetaminas, como o ice ou o cristal (desconhecidas no Brasil), são fumadas em cachimbos de vidro, podendo também serem injetadas ou inaladas. Os sintomas euforizantes e estimulantes são intensos sendo comum o surgimento de e sintomas psicóticos durante o consumo. DEPENDÊNCIA A síndrome de abstinência chega a atingir cerca de 90% dos usuários de anfetamina. O quadro se caracteriza por fissura intensa, ansiedade, agitação, redução da energia, lentificação, sintomas depressivos e exaustão. EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE ANFETAMINAS EFEITOS PSÍQUICOS * Euforia e bem-estar * Aceleração do pensamento e curso da idéias, produzindo a sensação de um pensamento livre e objetivo, capaz de discorrer qualquer assunto. * Redução da fadiga e da fome. * Irritabilidade e impulsividade. * Sintomas depressivos ao encerramento do uso. * Ansiedade, sensação de pânico e perda do controle EFEITOS FÍSICOS * Aumento da reqüência cardíaca e da pressão arterial * Elevação da temperatura corpórea * Aumento do ritmo intestinal * Tremores * Aumento do tônus muscular * Dilatação da pupila * Sudorese COMPLICAÇÕES * Sintomas psicóticos agudos * Overdose
  • 3. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 12 - ANTICOLINÉRGICOS ANTICOLINÉRGICOS ALUCINÓGENOS, NATURAIS E SINTÉTICOS E LÍCITOS E ILÍCITOS Os anticolinérgicos têm procedência natural (chá de lírio) ou sintética (biperideno, triexafenidil). As apresentações naturais são ingeridas na forma de chás, enquanto as sintéticas, estão disponíveis no mercado em comprimidos para o tratamento do mal de Parkinson. Apesar de pouco conhecidos pelos profissionais da saúde em geral, anticolinérgicos como o triexifenidil (Artane) chegam a ser a terceira droga mais consumida entre meninos em situação de rua em algumas capitais do Nordeste brasileiro. Nas outras regiões, seu uso é bem menos freqüente. AÇÃO NO CÉREBRO Em ambas as categorias as substâncias responsáveis pelos efeitos alucinógenos são a atropina e a escopolamina. Em doses terapêuticas produzem os efeitos físicos esperados pela Medicina. Em doses elevadas, porém, são capazes de causar perturbações psíquicas intensas, principalmente alucinações e delírios, em geral visões de bichos e pessoas, além de sensação de perseguição e experiências de cujo místico. Os efeitos podem durar de dois a três dias. ANTICOLINÉRGICOS NATURAIS E SINTÉTICOS TROMBETEIRA, SAIA BRANCA OU LÍRIO Planta do gênero Datura, encontrada em todo o mundo. cujas sementes são ricas em atropina e escopolamina. MANDRÁGORA E BELADONA Conhecidas na Idade Média como ervas de bruxaria, a mandrágora (Mandragra officinarum) e a beladona (Atropa belladonna) são ricas em iosciamina, atropina e escopolamina. APRESENTAÇÕES SINTÉTICAS Os anticolinérgicos sintéticos mais utilizados de modo abusivo em nosso meio são os medicamentos destinados para o tratamento do mal de Parkinson, como o triexifenidil (Artane) e o biperideno (Akineton); para o alívio de espasmos musculares ou intestinais (antidiarréicos), como a diciclomina (Bentyl) e os colírios para dilatação de pupilas, a base de atropina e escopolamina.
  • 4. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 12 - ANTICOLINÉRGICOS EFEITOS AGUDOS Conforme o afirmado, os anticolinérgicos atuam principalmente produzindo alucinações e delírios. Esses sintomas dependem muito da personalidade do indivíduo, assim como do local e das características do ambiente onde o usuário se encontra. Tais sintomas psíquicos são acompanhdos por alterações físicas, tais como, dilatação das pupilas, boca seca, aumento dos batimentos do coração, diminuição da mobilidade intestinal e dificuldade para urinar. Doses elevadas podem desencadear hipertermia (pele quente e seca, como vermelhidão facial e do pescoço), confusão mental (delirium anticolinérgico) e possibilidade de convulsões. DEPENDÊNCIA Os anticolinérgicos não induzem quadros de dependência, sendo suas complicações agudas a principal preocupação acerca do consumo destas substâncias. INTOXICAÇÃO AGUDA POR A N T I C O L I N É R G I C O S EFEITOS PSÍQUICOS * Euforia e exaltação * Alucinações * Delírios EFEITOS FÍSICOS * Boca seca * Pupilas dilatadas (midríase) * Aumentos dos batimentos do coração * Dificuldade para evacuar * Dificuldade para urinar COMPLICAÇÕES * Hipertermia * Convulsão * Retenção de urina * Paralisia dos intestinos transitória
  • 5. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 5 - CALMANTES CALMANTES SEDATIVOS, SINTÉTICOS E LÍCITOS Os calmantes são substâncias lícitas de indicação médica. Há duas classes principais: os barbitúricos e os benzodiazepínicos (BDZ). Os primeiros são utilizados como anestésicos e para o tratamento da epilepsia (fenobarbital). Já os segundos são utlizados no tratamento da ansiedade e episódios de insônia. Os BDZ são comuns em nosso meio e por isso esta seção será totalmente dedicada a eles. As pessoas começam a tomá-los por indicação médica ou por intermédio de alguém da família ou amigos que os utilizam. O uso indevido destes medicamentos atinge especialmente as mulheres em idade escolar, período em que sintomas depressivos e ansiosos aparecem com mais freqüência. Os calmantes os aliviam inicialmente, mas o estabelecimento da dependência, os fazem ressurgir com mais intensidade do que antes, associados aos sintomas de desconforto da abstinência. EFEITOS AGUDOS A redução da ansiedade é o efeito procurado por aqueles que utilizam BDZ. No entanto, qualquer modo de consumo traz como efeitos colaterais algum prejuízo da atenção e da memória. Isso pode piorar o desempenho na escola e no trabalho, bem como expor os usuários a acidentes automobilísticos ou no manuseio de equipamentos. BDZ MAIS COMUNS ALPRAZOLAM Apraz, Frontal BROMAZEPAM Lexotan CLORDIAZEPÓXIDO Psicosedin CLONAZEPAM Rivotril CLOXAZOLAM Olcadil DIAZEPAM Valium FLUNITRAZEPAM Rohypnol FLURAZEPAM Dalmadorm LORAZEPAM Lorax MIDAZOLAM Dormonid NITRAZEPAM Sonebom
  • 6. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 5 - CALMANTES SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA POR BENZODIAZEPÍNICOS SINTOMAS PSÍQUICOS * Insônia * Desconcentração * Prejuízo da memória * Mal-estar psíquico * Irritabilidade * Inquietação / Agitação SINTOMAS FÍSICOS * Tremores * Suor excessivo * Palpitações * Náuseas / Vômitos * Sintomas gripais * Dores de cabeça * Dores musculares COMPLICAÇÕES * Convulsões * Desorientação no tempo e no espaço * Alucinações INTOXICAÇÃO AGUDA POR BENZODIAZEPÍNICOS * Sedação * Marcha instável * Tonturas * Visão embaçada * Fala pastosa * Piora da atenção * Fadiga * Hipotensão * Insuficiência respiratória * Coma O uso abusivo pode levar a intoxicações agudas, que vão da sonolência e incoordenação motora à confusão mental, coma e, raramente, parada respiratória. DEPENDÊNCIA Há dois de usuários de BDZ: [1] aqueles que os utilizam em doses terapêuticas, sem nenhum ou poucos prejuízos em suas funções; e [2] os que consomem calmantes em grandes quantidades e de maneira compulsiva. O primeiro grupo costuma apresentar sintomas de abstinência psíquicos, que podem resultar, por exemplo, na piora do rendimento escolar. Já o segundo, pode apresentar sintomas físicos e sérias complicações. DANOS À SAÚDE O consumo por muitos anos de BDZ pode causar danos à cognição, em especial à memória, algumas vezes de modo definitivo. Aqueles que o utilizam abusivamente estão ainda mais expostos. Além disso, boa parte dos usuários possuem doenças psiquiátricas (depressão e ansiedade). Deste modo, é fundamental detectar os que fazem o uso indevido de BDZ e encaminhá-los para tratamento.
  • 7. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 13 - CLUB DRUGS CLUB DRUGS AGRUPAMENTO DE VÁRIAS CLASSES DE DROGAS As club drugs são substâncias com diferentes propriedades psicoativas: sedativas (GHB, nitratos), estimulantes (metanfetaminas como o 4MTA, PMA e PMMA) e alucinógenas (ecstasy, LSD, quetamina, 2CB e 2-CT-7). O ponto em comum entre todas estas foi a popularização de seu consumo nos anos oitenta e noventa dentro dos ambientes de música eletrônica: dance clubs, raves e trances. No Brasil, além do ecstasy e do LSD já comentados anteriormente, o uso da quetamina e em menor proporção do GHB e dos nitratos (gás hilariante) foram relatados em ocasiões isoladas e por isso serão comentados a seguir. Outras substâncias como as anfetaminas modificadas 4MTA, PMA, PMMA (metanfetaminas) e os alucinógenos desenvolvidos em laboratório (2CB e 2-CT-7) são consumidas em pontos isolados dos E.U.A. e Europa, sem importância local. QUETAMINA A quetamina é um anestésico que não deprime a respiração e os batimentos cardíacos, sendo utilizada nos anos sessenta como anestésico infantil. Sua ação alucinógena, porém, acabaram por restringi-lo ao uso veterinário. Em baixas doses produz sedação leve, pensamentos oníricos, lentificação psicomotora e sensação de euforia e bem-estar. Naúses e vômitos são CLUB DRUGS MDMA (ecstasy) LSD GHB Quetamina (Special K) Nitratos (poppers) 2CB & 2-CT-7 4MTA PMA & PMMA Anfetaminas & metanfetaminas
  • 8. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 13 - CLUB DRUGS freqüentemente relatados. Sintomas paranóides podem ser observados em alguns indivíduos. A sedação pronunciada pode expor os usuários a riscos. Ao contrário da maior parte dos psicodélicos, a quetamina pode causar dependência. GHB O GHB (gama-hidroxibutirato) foi utilizado como anestésico nos anos 60 e em seguida como suplemento alimentar por fisiculturistas nos anos oitenta. O GHB é um sedativo, com apresentações líquidas e em pó. Ele é utilizado normalmente diluído em água e os efeitos são semelhantes aos do álcool, com relaxamento muscular, desinibição e euforia. Doses elevadas causam tonturas, incoordenação motora, náuseas e vômitos e rebaixamento do nível de consciência. O GHB é extremamente potente: mesmo em pequenas dosagens pode causar sedação profunda e coma. Dosagens mais elevadas podem ser fatais. A combinação de GHB com álcool é extremamente perigosa, levando ao coma com mais facilidade. Como a apresentação líquida tem concentrações indeterminadas, a chance uma overdose acidental aumenta. Apesar de ainda pouco estudada, há relatos de síndrome de abstinência severas, com duração de vários dias. NITRATOS Os nitratos (óxido nitroso) são formas gasosas alucinógenas, capazes de causar analgesia, euforia e sedação leve. Suas propriedades são conhecidas desde o século XVIII, denominado “gás hilariante”. Apesar de seguro quando utilizado com fins médicos, o gás hilariante pode causar complicações quando utilizado fora desse âmbito. Usuários pesados podem apresentar depleção de vitamina B12 . Acidentes durante o consumo, compulsividade e sufocação já foram relatados.
  • 9. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 7 - COCAÍNA COCAÍNA ESTIMULANTE, NATURAL E ILÍCITA A cocaína é um alcalóide obtido das folhas da planta Erythroxylon coca. Atinge o sistema nervoso central após ser absorvida pela mucosa do nariz (inalada), pelas vilosidades intestinais (ingestão oral) ou pelos capilares pulmonares (fumada). Pode ainda ser injetada diretamente na circulação venosa. Pode ser consumida por qualquer via, oral, inalada, injetável ou fumada, dependendo da apresentação escolhida. A rapidez do pico de ação, a intensidade e a duração do efeito causado por uma substância química estão relacionados a sua capacidade de gerar dependência. A cocaína refinada leva cerca de 15 minutos até seu pico de ação, que dura até 45 minutos. Já as formas fumadas e injetáveis têm ação imediata, mais intensa e efêmera (5 minutos), sendo por isso mais ocasionadora de dependência. FORMAS DE CONSUMO MAIS COMUNS DA COCAÍNA FOLHAS MASCADAS Nos países andinos é a forma mais popular de consumo. As folhas são mascadas até a formação de bolo, que é depositado na bochecha. A cocaína vai sendo liberada na saliva e absorvida pelo organismo. As folhas de coca, por sua baixa concentração de cocaína (0,5 - 2%) são consideradas plantas medicinais. Pode ser consumida também na forma de chá. PASTA DE COCA É um produto intermediário da fabricação da cocaína refinada. Por sua natureza alcalina pode ser fumada, em geral isturada com tabaco ou maconha. COCAÍNA REFINADA (“PÓ”) Produto final do refino da cocaína, inalada ou diluída em água para uso endovenoso. CRACK Resultado da mistura de cocaína refinada e substâncias alcalinas, como o bicarbonato de sódio. O aquecimento desta mistura provoca precipitação de cristais de cocaína. São fumados em cachimbos.
  • 10. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 7 - COCAÍNA EFEITOS AGUDOS O consumo de cocaína provoca aceleração do pensamento, inquietação, aumento do estado de vigília e inibição do apetite. As alterações do humor são variáveis: da euforia (desinibição, fala solta) a sintomas de mal-estar psíquico (medo, ansiedade e inibição da fala). A overdose é a complicação clínica mais importante, atingindo todos os usuários. SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA E SENSIBILIZAÇÃO Dois fenômenos se desenvolvem a partir do uso continuado: a síndrome de abstinência, marcada por fissura , ansiedade, inquietação, irritabilidade e piora da concentração e sensibilização, caracterizada por tiques e movimentos repetitivos na vigência do consumo, além de sintomas paranóides, conhecidos por nóia. DANOS À SAÚDE A via de administração da cocaína pode causar uma série de danos, tais como [inalada] sangramentos e destruição da mucosa nasal, [fumada] lesões térmica, fibrose e pneumonias, [injetável] infecções de pele, endocardites (infecções das válvulas cardíacas), abscessos pulmonares e cerebrais, infecção pelos vírus da hepatite e do HIV. EFEITOS DA AÇÃO AGUDA DA COCAÍNA EFEITOS PSÍQUICOS * Euforia e bem-estar * Aceleração do pensamento e curso da idéias, produzindo a sensação de um pensamento livre e objetivo, capaz de discorrer qualquer assunto. * Redução da fadiga e da fome. * Irritabilidade e impulsividade. * Sintomas depressivos ao encerramento do uso, geralmente com forte desejo de consumir mais (fissura). * Ansiedade, sensação de pânico e perda do controle EFEITOS FÍSICOS * Aumento da reqüência cardíaca e da pressão arterial * Elevação da temperatura corpórea * Aumento do ritmo intestinal * Tremores * Aumento do tônus muscular * Dilatação da pupila * Sudorese COMPLICAÇÕES * Sintomas psicóticos agudos * Overdose
  • 11. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 9 - ECSTASY ECSTASY ESTIMULANTE E ALUCINÓGENO, SINTÉTICO E ILÍCITO O ecstasy é uma anfetamina modificada, cuja conformação lhe confere propriedades estimulantes e alucinógenas. A substânica foi descoberta no início do século XX, classificada como moderadora do apetite, mas não chegou a ser comercializada. Nos anos setenta suas propriedades psicotrópicas fizeram com que fosse utilizada dentro de sessões de psicoterapia, ganhando as ruas a partir de então. Inicialmente, apareceu associado ao público jovem e frequentador de casas noturnas e festas ao som de música eletrônica, denominadas raves. O ecstasy (MDMA) é habitualmente consumido em tabletes ou cápsulas, contendo cerca de 120mg da substância. A duração dos efeitos é 4 a 6 horas e o pronto desenvolvimento de tolerância torna pouco provável o desenvolvimento de dependência. EFEITOS AGUDOS Sua ação desencadeia um quadro de euforia e bem-estar, sensação de intimidade e proximidade com os outros. Outros sintomas são anorexia, taquicardia, tensão maxilar, bruxismo e sudorese. Sintomas ansiosos, depressivos e psicóticos podem aparecer, especialmente em indivíduos predispostos a estas doenças. As principais complicações ameaçadoras à vida relacionadas ao consumo de ecstasy são hipertensão, edema agudo de pulmão, EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE ECSTASY * Euforia e bem-estar * Desinibição e fala solta * Aumento da libido * Sensação de proximidade com os outros. * Sintomas de ansiedade e pânico * Persecutoriedade * Aumento do trabalho cardíaco * Elevação da temperatura do corpo * Dilatação das pupilas
  • 12. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 9 - ESTASY convulsão, colapso c a r d i o v a s c u l a r , traumas e hipertermia. Essa última é a complicação clínica mais associada ao uso de ecstasy. Por ser um estimulante, o ecstasy aumenta o trabalho do corpo, produzindo calor e aquecendo o organismo. Alguns dos ambientes de consumo desta substância são casas noturnas fechadas e lotadas e com pouca disponibilidade de água. Estes ambientes aquecidos impedem que o corpo lance mão com sucesso de seus mecanismos para perder calor, resultando em um super-aquecimento deste (hipertermia). Um dos efeitos da exposição do organismo a temperaturas incompatíveis com a vida é a degradação das proteínas musculares, que passam à circulação sanguínea, e, devido ao seu tamanho acabam retidas na filtração dos rins, ‘entupindo’ estes órgão e causando insuficiência renal, incompatível com a vida. As convulsões são outra complicação decorrente da hipertermia. Orientar sobre estes os riscos e as maneiras de evitá-la é um modo eficaz de reduzir danos entre esta população. FIGURA 12: A hipertermia. A incapacidade do corpo em perder calor para ambientes muito aquecidos aumenta em demasia sua temperatura e o coloca sua viabilidade em risco. PRODUÇÃO DE CALOR PELO CORPO ESFORÇO FÍSICO, AUMENTO DO METABOLISMO PELA AÇÃO DO ECSTASY, ROUPAS, NÃO- INGESTÃO DE BEBIDAS GELADAS PRODUÇÃO DE CALOR PELO AMBIENTE AMBIENTES FECHADOS, LOTADOS E SEM REFRIGERAÇÃO CALOR LOCAL > CALOR DO CORPO O CORPO NÃO CONSEGUE PERDER CALOR PARA O MEIO AMBIENTE E ACABA ATINGINDO TEMPERATURAS INCOMPATÍVEIS COM A VIDA.
  • 13. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 14 - ESTERÓIDES ANABOLIZANTES ESTERÓIDES ANABOLIZANTES SUBSTITUTOS SINTÉTICOS DA TESTOSTERONA Os esteróides anabolizantes são substâncias similares à testosterona, desenvolvidas em laboratório para a reposição deste hormônio em indivíduos que apresentam déficit do mesmo por alguma razão. A testosterona é responsável pelo aparecimento das características sexuais masculinas. Além disso sua ação contribui para o aumento da massa muscular. Tal característica faz com que muitos esportistas utilizem anabolizantes sintéticos visando a acelerar o crescimento da musculatura. O padrão de consumo nesses casos chega a execeder em mais de cem vezes as doses médicas habituais. Além disso, tais atletas combinam inadivertidamente várias marcas, inclusive anabolizantes de uso veterinário, sobre os quais não se tem nenhuma idéia acerca dos riscos em humanos. Desta maneira, o consumo ilícito de tais substâncias expõe seus usuários a uma série de danos à saúde, além de não haver estudos comprovem que os mesmos aumentam de fato a massa, a força e a resistência muscular. COMPLICAÇÕES DO RELACIONADAS AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES NO HOMEM * Redução dos testículos * Diminuição do número de espermatozóides * Impotência * Infetilidade * Calvície * Desenvolvimento de mamas * Aumento da próstata COMPLICAÇÕES GERAIS RELACIONADAS AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES * Nervosismo * Irritação * Agressividade * Problemas no fígado (hepatite, câncer) * Acne grave * Problemas sexuais * Problemas cardivasculares * Diminuição da imunidade * Dificuldade e / ou dor para urinar
  • 14. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 14 - ESTERÓIDES ANABOLIZANTES O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) afirmaque além das complicações gerais, outros efeitos podem ser observados, de acordo com o sexo e a idade dos usuários. No homem, há redução dos testículos, diminuição de espermatozóides, impotência, infertilidade, calvície, desenvolvimento de mamas, dificuldade ou dor para urinar e aumento da próstata. Na mulher, nota-se crescimento de pêlos faciais, alterações ou ausência de ciclo menstrual, aumento do clitóris, voz grossa, diminuição de seios. Alguns desses efeitos são irreversíveis, ou seja, mesmo na ausência do anabolizante não há retorno dacondição normal. No adolescente, pode haver maturação esquelética prematura e puberdade acelerada, levando a um crescimento raquítico e baixa estatura. Ainda segundo o CEBRID, qualquer usuário pode vivenciar um ciúme doentio, ilusões, sentimentos de invencibilidade, distração, confusão mental e esquecimentos. Em alguns casos, há distorção da percepção corporal, tendo a falsa sensação de musculatura pouco desenvolvida. Usuários, freqüentemente, tornam-se clinicamente deprimidos quando param de tomar a droga, perdem a massa muscular que adquiriram e ficam, por isso, mais propensos ao uso continuado (dependência). COMPLICAÇÕES CLÍNICAS COMPLICAÇÕES DO RELACIONADAS AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES NOS JOVENS * Maturação precoce da estrutura esquelética (baixa estatura) * Início precoce da adolescência COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO CONSUMO DE ANABOLIZANTES NA MULHER * Pêlos faciais * Alterações ou ausência do ciclo menstrual * Aumento do clitóris * Voz grossa * Diminuição dos seios
  • 15. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 3 - INALANTES INALANTES SEDATIVO, SÍNTETICO E LÍCITO Com exceção do éter e do clorofôrmio, utilizados como anestésicos gerais, os inalantes não possuem qualquer finalidade médica e apesar de serem vendidos livremente, seu consumo é criminalizado. Os inalantes são hidrocarbonetos de grande volatilidade. Cotidianamente, são utilizados como solventes e combustíveis, presentes em aerossóis, vernizes, tintas, propelentes, colas, esmaltes e removedores. Um dos inalantes mais conhecidos, o lança-perfume, é uma mistura de cloreto de etila, éter, cloroformio e uma essencia aromatizante. A inalação dessas substâncias ocorre em várias partes do mundo, sobretudo entre crianças e adolescentes de países subdesenvolvidos ou por populações marginalizadas de países industrializados. Estão entre as mais usadas por estudantes de escolas públicas brasileiras. AÇÃO NO CÉREBRO A ação dos solventes é pouco conhecida, tendo em vista a variedade de produtos existentes e a freqüente associação entre solventes e poliabuso. Clinicamente funcionam como depressores centrais. Seus efeitos INALANTES MAIS COMUNS SOLVENTES Tolueno Acetona Benzeno ANESTÉSICOS Éter Clorofórmio Halotano COMBUSTÍVEIS Butano (gás de isqueiro)
  • 16. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 3 - INALANTES intensos e efêmeros determinam um padrão de uso marcado por vários episódios de consumo de modo continuado (rush). INTOXICAÇÃO AGUDA Doses iniciais trazem ao usuário uma sensação de euforia e desinibição, associada a tinidos e zumbidos, incoordenação motora, risos imotivados e fala pastosa. Com a continuação do uso, surgem manifestações cde depressão do SNC: confusão mental, desorientação e possíveis alucinações visuais e auditivas. A terceira etapa acentua a depressão central, com redução do estado de alerta, piora da incoordenação motora e das alucinações. A intoxicação pode atingir níveis ainda mais profundos, com estado de inconsciência, convulsões, coma e morte. Os inalantes também são depressores cardíacos (ação miocárdica direta) e respiratórios. Arritmias decorrentes do uso agudo já foram relatadas. Traumas relacionados à incoordenação e distraibilidade decorrentes da intoxicação são maiores nessa população. COMPLICAÇÕES PELO USO CRÔNICO Atrofias cerebrais e cerebelares são possíveis em usuários crônicos, produzindo sintomas de empobrecimento intelectual e incoordenação motora permanentes. Abenzina é metabolizada pelo fígado, que a converte em substâncias capazes de causar danos aos nervos periféricos. Isso provoca quadros de anestesia, dor e perda da força muscular nos membros. Pode haver ainda insuficiência renal crônica, hepatites tóxicas, complicações gastrointestinais (náuseas, vômitos, dores abdominais difusas e diarréia) e respiratórias (pneumonites químicas, tosse, broncoespasmos,...). Trabalhadores da indústria química que não utilizam equipamento de proteção adequado e subculturas de usuários (como os meninos em situação de rua) estão especialmente vulneráveis a tais complicações.
  • 17. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 11 - LSD E SIMILARES LSD E SIMILARES ALUCINÓGENOS, NATURAIS E SINTÉTICOS E ILÍCITOS Os alucinógenos consistem numa variedade de compostos capazes de alterar percepções e sensações, sendo utilizados pela humanidade desde a pré-história. No mundo contemporâneo adquiriram maior popularidade durante os anos sessenta e setenta. O LSD é o mais conhecido. Ele é sintetizado em laboratório, a partir de um alcalóide (ergotina) produzido por um fungo (ergot), ao fermentar grãos de centeio. No Brasil, o alucinógeno DMT, encontrado nas folhas da chacrona, é consumido nos rituais religiosos do Santo Daime. O chá é milernamente utilizado por tribos amazônicas e chamado pelos incas de ayahuasca (vinho da alma). O LSD é a substância psicotrópica mais potente: doses de 50 microgramas produzem efeitos com 4 a 12 horas de duração. É utilizado preferencialmente pela via oral ou sublingual, na forma de micropontos ou gotas. Outras substâncias alucinógenas possuem efeitos similares ao LSD, classificadas em quatro categorias: [1] LSD-similares: ORIGEM DO LSD E OUTROS ALUCINÓGENOS SIMILARES DIETILAMIDA DO ÁCIDO LISÉRGICO O LSD é sintetizado a partir da ergotina, uma substância produzida pelo fungo ergot (Claviceps purpurea) a partir da fermentação de grãos de centeio. MESCALINA A mescalina é um alcalóide encontrado em um cacto chamado peiote (Lopophora williamsii), comum nas regiões fronteiriças do México e E.U.A. PSILOCIBINA Alcalóide extraído dos cogumelos do gênero Psilocibe, encontrados inclusive no Brasil. Os mais conhecidos, porém, são os chamados cogumelos sagrados do México (Psilocibe mexicana), presente nos rituais maias e astecas. DIMETILTRIPTAMINA (DMT) O DMT é um alcalóide extraído de diversas plantas amazônicas, entre elas a semente do yopo (Anadenanthera peregrina), as raízes da jurema (Mimosa hostilis), as folhas da chacrona (Psychotria viridis), além de dezenas de outras.
  • 18. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 11 - LSD E SIMILARES mescalina e psilocibina, [2]. prováveis LSD-similares: DMT, [3]. prováveis LSD-similares, com outras propriedades: ecstasy (MDMA) e [4]. não-LSD-similares: anticolinérgicos e o D9 -tetrahidrocanabinol (maconha). EFEITOS AGUDOS O LSD (e seus similares) é capaz causar distorções perceptivas: realça cores e contornos de objetos e altera a recepção de sons, num sinergismo de sensações (“cores ganham sons, sons ganham cores”). Há prejuízo da discriminação do tempo e espaço (minutos precem horas) e ilusões visuais e auditivas. O pensamento encontra-se acelerado e o humor tende à exaltação. Idéias de grandeza e poder são comuns. A “viagem” pode ser sentida como prazerosa e agradável, mas podem deixar o usuário extremamente amedrontado: quadros de ansiedade, pânico e agitação psicomotora (bad trips) podem ocorrer. Idéias deliróides de grandeza, místicas ou persecutórias podem colocar os usuários em situações desagradáveis ou de perigo iminente (por exemplo, parar um veículo com a força do pensamento, fazer falsos julgamentos, fugir de perseguições imaginárias, além de outros). COMPLICAÇÕES O LSD e similares são estruturalmente semelhantes à serotonina, seu provável elo alucinógeno. A rápida tolerância para os efeitos dos alucinógenos LSD-análogos e sua longa duração impedem que estas substâncias induzam os indivíduos ao uso repetitivo ou à dependência. No entanto, o consumo pode desencadear quadros psicóticos agudos e prolongados (normalmente em indivíduos predispostos), quadros depressivos e exacerbar doenças psiquiátricas prévias. Casos de hipertermia já foram relatados. Outra complicação aguda são os flashbacks, ou seja, o ressurgimento dos sintomas na ausência da intoxicação. Eles podem durar de alguns segundo a horas, acompanhados de sintomas ansiosos agudos. Não há relatos de overdose.
  • 19. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 10 - MACONHA MACONHA ALUCINÓGENO, NATURAL E ILÍCITO A maconha é a droga ilícita mais consumida em todo o mundo, sendo a mais utilizada por estudantes brasileiros. Suas apresentações são provenientes da Cannabis sativa, um arbusto da família das Moraceae, conhecida pelo nome de cânhamo. A dependência de maconha está entre as dependências de drogas ilícitas mais comuns: um em dez daqueles que usam maconha na vida se tornam dependentes em algum momento do seu período de 4 a 5 anos de consumo pesado. AÇÃO NO CÉREBRO A resina que recobre os brotos fêmeos Cannabis sativa contém 60 alcalóides conhecidos como canabinóides. Eles são os responsáveis pelos seus efeitos psíquicos da planta, sendo o Delta- 9-THC o mais potente. Sabe-se hoje que existem receptores canabinóides no cérebro específicos para o THC, bem como um suposto neurotransmissor para os receptores endógenos, denominando-o anandamida. APRESENTAÇÕES MAIS COMUNS DO CÂNHAMO. MACONHA Mistura de brotos e folhas da planta cannabis sativa, contendo cerca de 3 a 5% da substância ativa. HAXIXE Preparação mais apurada, utilizando apenas o óleo que envolve os brotos fêmeos, ricos em THC (15%). ÓLEO DE HAXIXE Através da destilação do haxixe, é possível a obter-se uma resina com concentrações de até 30% de THC. APRESENTAÇÕES HÍBRIDAS O cultivo caseiro ou em estufas, associada à engenharia genética, tem produzido plantas com altas concentrações de THC. O mais conhecido em nosso meio é o skunk (30%). As apresentações acima são consumidas principalmente pela via inalatória (fumada), em cigarros (baseados) ou cachimbos (maricas).
  • 20. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 10 - MACONHA EFEITOS AGUDOS Os efeitos da intoxicação aparecem após alguns minutos do uso. Déficits motores (por ex., prejuízo da capacidade para dirigir automóveis) e cognitivos (por ex., perda de memória de curto prazo) costumam acompanhar a intoxicação. Além disso, consumo de maconha pode desencadear quadros temporários de natureza ansiosa, tais como reações de pânico, ou sintomas de natureza psicótica. COMPLICAÇÕES CRÔNICAS A dependência é uma das complicações crônicas do uso de maconha, apesar de não atingir a maioria de seus usuários. Os sintomas de abstinência mais relatados são irritabilidade, nervosismo, inquietação, fissura e sintomas depressivos, insônia, redução do apetite e cefaléia. O consumo prolongado e intenso de maconha é capaz de causar preju- ízos cognitivos envolvendo vários mecanismos de processos de aten- ção e memória. O uso em indivíduos predispostos pode desencadear quadros psicótivos similares à esquizofrenia. Quanto ao aparelho reprodutor, há redução reversível do número de espermatozóides. EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE DERIVADOS DO CÂNHAMO EFEITOS PSÍQUICOS * Letargia e sonolência * Euforia, bem-estar e relaxamento * Risos imotivados * Aumento da percepção de cores, sons, texturas e paladar * Sensação de lentificação do tempo * Afrouxamentos da associações * Prejuízo da concentração e memória EFEITOS FÍSICOS * Hiperemia das conjuntivas (olhos avermelhados) * Aumento dos batimentos cardíacos * Boca seca * Retardo e incoordenação motora * Piora do desempenho para tarefas motoras e intelectuais complexas * Broncodilatação * Tosse * Aumento do apetite (‘larica’) COMPLICAÇÕES O consumo de maconha em indivíduos predispostos está associado ao aparecimento de sintomas psicóticos, em alguns casos definitivos.
  • 21. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 6 - NICOTINA NICOTINA ESTIMULANTE, NATURAL E LÍCITO A nicotina é um estumulante encontrado nas folhas da planta Nicotiana tabacum. A queima das folhas promove a liberação do estimulante e outras quatro mil substâncias, entre estas o monóxido de carbono e o alcatrão. Essas últimas são as responsáveis pela toxicidade do produto. A idade média do início do consumo é entre treze e quatorze anos. Cerca da metade dos que experimentam cigarro se tornam dependentes. Estima-se ainda que 60% dos que fumam por mais de seis semanas fumarão pelos próximos trinta anos. O cigarro diminui em média 25% da expectativa de vida dos fumantes. O consumo da substância é o maior causador de mortes passíveis de prevenção do mundo. EFEITOS AGUDOS A nicotina é um estimulante leve do cérebro. A absorção ocorre pelos capilares do pulmão ou pela mucosa da boca, atingindo o sistema nervoso central pela circulação sanguínea. Nos primeiros episódios de uso, alguns efeitos como náuseas, tonturas e o formigamento sobressaem, para depois desaparecerem. Após o desenvolvimento de tolerância aos efeitos desagradáveis, o consumo produtos produz aumento do estado de vigília e uma elevação discreta do humor, com sensação de relaxamento. Esses efeitos prazerosos tendem a diminuir, conforme o consumo vai se repetindo, até o surgimento da dependência. EFEITOS AGUDOS DO CONSUMO DE NICOTINA * Aumento da vigília * Elevação discreta dos batimentos cardíacos * Elevação discreta do humor * Diminuição do apetite * Sensação de relaxamento
  • 22. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 6 - NICOTINA DEPENDÊNCIA Com o estabelecimento da dependência, o fumante se torna mais tolerante aos efeitos do cigarro, mas sofre com sua falta. Pode haver irritabilidade, ansiedade, insônia, sintomas depressivos, mas principalmente fissura. DANOS À SAÚDE O consumo de cigarro causa contração arterial e facilita o surgimento de placas de gordura, predispondo o usuário à hipertensão, infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (derrames). Atua nos alvéolos pulmonares, levando à destruição e substituição dos mesmos por cavidades aéreas incapazes de realizar trocas gasosas (enfisema). Está associado a doenças como bronquites, asma, infecções das vias aéreas. Aumenta o risco de câncer em diversos órgãos, tais como pulmão, garganta e estômago. Aumenta a acidez gástrica, predispondo o aparecimento de gastrites e úlceras. SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DA NICOTINA * Ansiedade * Inquietação * Insônia * Desconcentração * Dor de cabeça * Fissura
  • 23. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 4 - OPIÁCEOS OPIÁCEOS SEDATIVO NATURAL, SEMI-SINTÉTICO E SINTETICO LÍCITO E ILÍCITO Considerando o seu modo de obtenção, os opiáceos podem ser divididos em três classes: a morfina, a codeína (Elixir Paregórico) são opiáceos naturais extraídos da planta Papaver somniferum, conhecida por papoula. A partir de modificações na molécula foi possível a obtenção de opiáceos semi-sintéticos, de ação ou duração prolongadas, como a heroína e a metadona. Já a meperidina (Dolantina), propoxinefo (Algafan) e fentanil (Inoval) foram totalmente em laboratório (sintéticos). Os opiáceos são possuem apresentações na forma de comprimidos, ampolas, em pó e supositórios. Desse modo, todas as vias de administração são possíveis: oral, inalado, fumado, injetado ou como supositório. No Brasil, o consumo de opiáceos é pouco freqüente, encontrado mais entre profissionais da saúde (acesso aos derivados sintéticos) e em regiões portuárias. Os opiáceos possuem utilidade indiscutível para Medicina, especialmente no alívio de dores intensas e refratárias (câncer) e na anestesia. Algumas substâncias como a heroína, não possuem indicação médica, sendo seu uso considerado um ato ilícito. AÇÃO NO CÉREBRO O cérebro produz substâncias opióides, responsáveis pela modulação do prazer e da dor. Os derivados do ópio agem justamente sobre esse sistema. Quando consumidos de forma prolongada, acabam provocando desequilíbrios no sistema opióide cerebral, evoluindo com tolerância e síndrome de abstinência.
  • 24. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS - UNIAD - ABEAD FOLHETO 4 - OPIÁCEOS EFEITOS AGUDOS O uso de opiáceos produz um quadro de analgesia, sedação e sensação de euforia e bem-estar. Intoxicações mais graves podem evoluir com sedação excessiva e piora do padrão respiratório. A overdose dos opiáceos é caracterizada por miose pronunciada, depressão respiratória e coma. DEPENDÊNCIA Os opiáceos são capazes de induzir dependência de forma rápida, com desenvolvimento de tolerância e sintomas de abstinência intensos. A freqüencia e a dose média de consumo, bem como a via de administrção interferem sobre o início e a intensidade da dependência. Uma vez instalada, síndrome aparece poucas horas após a interrupção do uso, com ansiedade e irritabilidade importantes, ereção dos pelos, sudorese, lacrimejamento, aumento da freqüência cardíaca, cólicas, diarréia profusa e dores pelo corpo. O alívio só é obtido com a administração de um opiáceo de substituição. SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DOS OPIÁCEOS * Ansiedade * Inquietação psicomotora * Ereção de pêlos * Sudorese * Lacrimejamento * Rinorréia * Diarréia * Dilatação das pupilas (midríase) * Espasmo e dor muscular * Aumentos dos batimentos cardíacos * Febre e calafrios SINAIS E SINTOMAS DE INTOXICAÇÃO POR OPIÁCEOS EFEITOS PSÍQUICOS * Sensação de euforia e prazer * Onirismo ensimesmamento EFEITOS FÍSICOS * Pupilas contraídas (miose) * Torpor * Inibição da tosse * Redução da ritmo respiratório * Empachamento e prisão de ventre COMPLICAÇÕES * Overdose: coma e falência cárdio-respiratória