As consolidadoras e a globalização
Por AnnaSampaio
1.INTRODUÇÃO
A atividade turística é um dos fatores de desenvolvimento ...
O tema deste trabalho surgiu a partir do contato diário com a plataforma
e o site da consolidadora através do trabalho do ...
Finalizando, serão apresentadas as considerações finais onde serão
destacados os principais resultados obtidos na realizaç...
Ainda segundo Andrade, na Idade Média, a Cúria Romana tornou-se a
grande e primeira agência de viagens com organização, pr...
Figura 1: Folder da agência Cox & Kings
Nesse século surgiu então o registro profissional do agente de viagens, e
também a...
Conforme ensina Petrochi:
“As agências de turismo são organizações que tem a finalidade
de comercializar produtos turístic...
individuais ou coletivas, passeios, viagens e excursões;
intermediação remunerada na reserva de alojamento,
recepção, tras...
estes pacotes para que as Agências de Viagens e Turismo possam comerciá-
los.
Conforme definido por Petrocchi, 2003:
“As o...
“Há uma forte concentração no segmento brasileiro de
agências de turismo, especialmente nas mãos da principal
operadora de...
“Agências de Viagens e Turismo Consolidadoras são
empresas de turismo classificadas junto a EMBRATUR como
agências de viag...
Cabe ressaltar que, no entendimento de Santos e Kuazaqui (2004) é que
as consolidadoras são prestadoras de serviços junto ...
empresas estatais, o abandono do estado de bem -estar social, dentre outras
coisas. Ou em torno das consequências desta me...
para as grandes potências; enquanto que os negativos, temos as regras
impostas aos demais países que não como se fazer ser...
análise das ofertas de atrativos naturais e artificiais, horários e conexões de
vôos, entre outros
A globalização como pro...
“As tecnologias de alta eficiência e os fenômenos sociais e
culturais da década de 1990 explicam o desenvolvimento do
pós-...
3.3 A importância da globalização em uma consolidadora.
Atualmente uma consolidadora é 100% dependente da tecnologia da
in...
pagamento até o dia do vencimento, automaticamente o cliente é bloqueado
para emissão de passagens pelo portal de vendas. ...
Entre os serviços oferecidos que contam diretamente com a tecnologia
da informação, temos o atendimento via Skype, o Cartã...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Artigo consolidadora

621 visualizações

Publicada em

Artigo científico que demonstra a relação entre consolidadora e a globalização

Publicada em: Turismo
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
621
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
11
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Artigo consolidadora

  1. 1. As consolidadoras e a globalização Por AnnaSampaio 1.INTRODUÇÃO A atividade turística é um dos fatores de desenvolvimento econômico mundial, através do turismo e do consumo realizados pelos turistas nas cidades visitadas, segundo a Organização Mundial do Turismo -OMT. Com isso, o crescimento da atividade turística é irrefutável. Este crescimento do turismo está diretamente ligado ao advento da globalização. Há muitos anos a atividade turística já é explorada, com o passar dos anos foi então segmentando e profissionalizando este trabalho. Sendo assim, surgiram as agências de viagens, operadoras e consolidadoras. Cada uma atua de forma diversa, contudo, sempre interligadas. Com a globalização, a atividade turística sofreu um “boom”, contudo isso poderia apresentar uma ameaça para os agentes do turismo. Com o acesso amplo a internet, os turistas passaram a pesquisar preços e roteiros e programarem suas próprias viagens. Sendo assim, foi necessário que as empresas se adaptassem a este novo cenário e utilizassem a tecnologia da informação a seu favor. Este trabalho tem como objetivo analisar os agentes do turismo, demonstrando a diferença entre agencias, operadoras e consolidadoras, contando a história do surgimento deste ramo. Além disso, este artigo pretende abordar a relação da globalização com os agentes do turismo, demonstrando toda a importância da tecnologia da informação e como estas empresas estão transformando esta “ameaça” em aliados em suas vendas.
  2. 2. O tema deste trabalho surgiu a partir do contato diário com a plataforma e o site da consolidadora através do trabalho do pesquisador na ITS consolidadora de turismo, e a dependência da empresa das tecnologias da informação fez com que a pesquisadora visse a necessidade de se abordar o tema bastante atual. A importância deste tema para o mundo acadêmico se dá pela existência de poucos trabalhos acadêmicos abordando o tema consolidadoras, e, além disso, como a globalização é um fenômeno atual, é de vital importância uma analise de como utilizar a ferramenta da internet e suas facilidades para atrair o cliente. Um dos principais medos dos empresários do ramo é a perda de clientes para o mercado da internet, que conforme veremos neste trabalho, que é tida por muitos como o principal concorrente nos dias atuais. No contexto atual, é preciso inovar e assessorar o turista, sendo assim, o presente trabalho irá demonstrar as inovações utilizadas pela consolidadora para fidelizar este cliente. Para elaboração deste trabalho foi realizada, no capítulo dois, uma pesquisa bibliográfica para, de maneira concisa, conhecer a história do turismo, e das agências de viagens desde sua origem até os tempos atuais. Serão apresentados alguns conceitos sobre o que é o turismo, definições de Agência de viagens e agências de turismo e viagens, operadora de turismo e consolidadora, demonstrando também a diferença entre elas. Além disso, é exposto os tipos de agências existentes no mercado, como elas funcionam, de que forma estão estruturadas, a maneira como é feita o atendimento aos clientes. No terceiro capítulo veremos o que é a globalização, e seus efeitos no mundo atual e no turismo. Abordando a importância da tecnologia de informação no contexto das consolidadoras. E ainda as inovações utilizadas pelo mercado para não perder seus clientes. Além das consequências desta globalização para o mercado turístico. Neste capitulo, a metodologia utilizada, além da bibliografia foi a analise do site da consolidadora.
  3. 3. Finalizando, serão apresentadas as considerações finais onde serão destacados os principais resultados obtidos na realização deste trabalho. Acredita-se que o trabalho servirá de apoio para muitas agências de viagens e consolidadoras que buscam utilizar a tecnologia da informação como aliado neste mundo competitivo que é o turismo. Por todo o exposto, conclui-se que o mercado de agências de viagens e turismo encontra-se em meio a um processo de transformação espera-se então que este artigo sirva também de base para futuros estudos sobre novas tecnologias e outras ferramentas que possam vir a contribuir com os operadores do turismo. 1. UMA ANÁLISE SOBRE AGÊNCIAS, CONSOLIDADORAS E OPERADORAS. 2.1 A História das agências de viagens Segundo José Vicente de Andrade, em seu livro Turismo: fundamentos e dimensões, as primeiras entidades que podemos considerar suas atividades semelhantes as das atuais agências de viagens e turismo que se tem noticias, são provenientes da mais remota antiguidade, pois naquela época ocorriam diversos ataques à viajantes que se deslocavam entre cidades. Desta forma, criou-se o hábito de viajar-se em caravanas fosse através de desertos, campos ou montanhas. Além disso, na Era Medieval, muitos mercadores e artistas (cantores e menestréis) costumavam viajar acompanhados de pessoas que sonhavam conhecer lugares famosos, castelos e outras cidades. Não podendo esquecer, claro, das viagens religiosas em que os apóstolos e seus sucessores realizavam em regiões diversas do Oriente e do Ocidente eram, de certo modo, organizadas e agenciadas, pois os pregadores sempre eram recomendados por cartas episcopais para serem hospedados com respeito e veneração pelas comunidades cristãs.
  4. 4. Ainda segundo Andrade, na Idade Média, a Cúria Romana tornou-se a grande e primeira agência de viagens com organização, programação e meios para deslocamentos, pois enviava missões para terras e ilhas que considerava merecedoras do conhecimento da mensagem do Cristo. Com isso, no século XV, a Ordem de Cristo – fundada pelo Infante Dom Henrique de Portugal – teve a bênção papal, além da autorização para que se manifestasse como autêntica agência de viagens e elemento seguro de ligação entre os portugueses residentes no continente e os que se mudavam, ou apenas viajavam às ilhas dos Açores, de Porto Santo, da Madeira e do Cabo Verde. Contudo, a companhia britânica Cox & Kings, criada em 1758, é a agência de viagem más antiga do mundo e Thomas Cook um de seus mais notáveis pioneiros, por seu planejamento desde 1841 de excursões religiosas em grupo, ocasião em que fretou um trem para transportar os participantes de um congresso anti-alcoolico, e conseguiu lotar a locomotiva. Em 1865 vendeu a 35 turistas uma programação completa de viagem aos Estados Unidos. No ano de 1872 levou seus clientes em uma volta ao mundo numa viagem de 222 dias e inaugurou a primeira agência de viagens fora da Europa. Podemos ainda afirmar que, o desenvolvimento das agências de viagem se deu, principalmente, a partir dos anos 20, com o desenvolvimento da aviação comercial. As contribuições de Cook para o turismo não parou por ai, ele ainda foi o criador do voucher e a circular note, antecessora do traveller check.
  5. 5. Figura 1: Folder da agência Cox & Kings Nesse século surgiu então o registro profissional do agente de viagens, e também as primeiras agências de viagens brasileiras, que foram registradas oficialmente como prestadoras de serviços específicos no final do século XIX. 2.2 Agências de viagens e agências de viagens e turismo As agências de viagens são divididas em dois segmentos, que são definidos de acordo com sua atuação no mercado. No Brasil, desde 1980, temos a divisão entre agência de viagens e agência de viagens e turismo. A diferença entre elas é que a agência de viagens pode ser comparada ao setor varejista, comercializando os produtos e serviços turísticos, além de intermediar a relação entre o fornecedor e o consumidor final.
  6. 6. Conforme ensina Petrochi: “As agências de turismo são organizações que tem a finalidade de comercializar produtos turísticos. Elas orientam as pessoas que desejam viajar, estudam as melhores condições, tanto em nível operacional quanto em nível financeiro, e assessoram os clientes acerca dos itinerários.” (PETROCHI; BONA,2003,p.11). O Instituto Brasileiro de Turismo, EMBRATUR, definiu na Resolução normativa do CNTur nº 04, no Art. 4º, Inciso IV, § 2º que: “As agências de viagens prestam serviços de excursões rodoviárias a seus usuários em território brasileiro e em países limítrofes quando, em função da complementação de viagens e por tempo limitado – inferior a doze horas e sem incluir pernoite.” Entretanto, esta classificação não abrange todo o mercado de agências brasileiras. Infelizmente, a legislação não acompanhou a mudança do mercado, de forma que ficou desatualizada. A falta de estrutura e de uma fiscalização adequada acabam colaborando para essa desatualização da nossa legislação. Segundo Tomelin, a legislação específica brasileira não dá conta da realidade do mercado de viagens nacional, tampouco ao mercado internacional (TOMELIN, 2001, p. 23) O Ministério do Turismo em 2008, editou a Lei Geral do Turismo, em que define que: compreende-se por agência de turismo a pessoa jurídica que exerce a atividade econômica de intermediação remunerada entre fornecedores e consumidores de serviços turísticos ou os fornece diretamente.” Segundo Beni, em sua Analise Estrutural do Turismo (2008), ao analisar as funções da agência de viagens levando em consideração a legislação brasileira, chegou a conclusão que: “As funções de uma agência de viagens são as venda comissionada ou intermediação remunerada de passagens
  7. 7. individuais ou coletivas, passeios, viagens e excursões; intermediação remunerada na reserva de alojamento, recepção, traslado, transferência e assistência especializada ao turista; operação de viagens e excursões individuais ou coletivas, compreendendo a organização, contratação e execução de programas, roteiros e itinerários; credenciamento de empresas transportadoras, empresas de hospedagem para emissão de bilhetes, vouchers e outras prestações de serviços turísticos; divulgação pelos meios adequados, inclusive propaganda e publicidade, de todos esses serviços.” As agências de viagens, ainda podem sofrer mais algumas segmentações dependendo dos autores. Entretanto, a mais reconhecida é a divisão entre agências receptivas, emissivas e mistas. Como explicado por Lohmann, as agências emissivas são as que enviam os turistas para outros destinos turísticos; as receptivas, são as que recebem os turistas em seu destino turístico e as mistas são as que oferecem os dois tipos de serviços. Existem também as agências de viagens e turismo, que segundo Glasdton Mamade, são empresas constituídas com o objetivo de realizar negócios neste amplo setor social e econômico que é o turismo, constituído, em seu aspecto central, pelo deslocamento de pessoas, seu alojamento e alimentação nos locais pelos quais jornadeiam. A principal diferença é que as Agências de Viagens podem operar (planejar, organizar e executar) excursões Nacionais (aéreo e rodoviário) e para a América do Sul; e as Agências de Viagens e Turismo podem operar para qualquer parte do mundo. Portanto para a legislação brasileira, ambos os tipos de agências podem operar viagens, o que as diferenciam são as destinações geográficas. 2.3 Operadoras de turismo Em geral, a operadora de turismo não trabalha com a comercialização dos eventos e passeios diretamente para o turista. Sua atividade consiste em elaborar um programa turístico, adquirir os serviços de hotéis, fretar aviões, contratar transporte de terra, comprar tickets para eventos, etc., e disponibilizar
  8. 8. estes pacotes para que as Agências de Viagens e Turismo possam comerciá- los. Conforme definido por Petrocchi, 2003: “As operadoras são contratantes de serviços de transporte, hospedagem, alimentação, lazer e outros serviços complementares, integrando-os em um pacote turístico, que é vendido direta ou indiretamente ao público consumidor. Em geral, as operadoras colocam seus produtos para serem comercializados pelas agências de viagens” Em relevante documento emitido pelo Ministério do Turismo, denominado Estudo da Competitividade do turismo brasileiro – O segmento de agências e operadoras de viagens e turismo, demonstra a importância das operadoras de turismo para o mercado, em especial a CVC, maior operadora brasileira, que tem conseguido se equiparar à outras operadoras mundiais: “O segmento encontra-se dividido entre uma grande quantidade de micro e pequenas empresas (em geral, agências varejistas e receptivas) e uma pequena quantidade de grandes empresas (operadoras). As operadoras exercem um relevante papel de articulação de um conjunto heterogêneo de empresas em torno de um produto turístico.” Com isso, se observa a importância das operadoras para o mercado turístico, por adquirirem produtos em quantidades maiores, elas conseguem descontos significativos, que nem o turista comum e nem as agências de viagens conseguem. Deste modo, o turista poderia fazer seu próprio pacote, entretanto, não conseguiria atingir um preço mais em conta igual ao da operadora de turismo, e nem a conveniência, praticidade e comodidade dos serviços oferecidos pela operadora.
  9. 9. “Há uma forte concentração no segmento brasileiro de agências de turismo, especialmente nas mãos da principal operadora de turismo do país (CVC). Esta operadora mantém um posicionamento privilegiado dentro da cadeia analisada devido a seu superior poder de negociação perante os demais integrantes. Ocupa, portanto, uma posição fundamental de controle sobre a cadeia de turismo brasileira. A CVC tem adotado basicamente estratégias competitivas semelhantes às das grandes operadoras que atuam no mercado mundial, diferenciando-se quanto à intensidade das estratégias praticadas. Ela privilegia a redução de custos e dos preços dos produtos como seu principal elemento competitivo, para a qual contribui a formação de uma extensa rede de parcerias e alianças que mantém com seus fornecedores. Como seu foco é o mercado interno, a empresa busca ganhos de escala, concentrando esforços para ampliar o mercado, expandindo sua capacidade de venda, elevando o número de agências credenciadas e novos pontos de venda dos seus pacotes. A empresa é pouco integrada verticalmente e pouco internacionalizada e ainda não possui o porte dos grandes grupos turísticos internacionais.” Deste modo, segue demonstradas as principais diferenças entre agências de viagens, agências de turismo e viagens e operadora de turismo. Ressaltando, claro, a importância de cada um desses segmentos para o mercado turístico. 2.4 Consolidadoras As consolidadoras não são muito conhecidas por este nome pelo turista, inclusive, estudantes de turismo ainda confundem bastante o papel da consolidadora e o papel das operadoras de turismo. Tomelin (2001) considera que as consolidadoras são agências de turismo e por isso criou uma classificação dos tipos de agências existentes para ele: Agências de Viagens Detalhistas, Agências de Viagens Maioristas, Agências de Viagens Tour Operators, Agência de Viagens Receptivas, Agências de Viagens e Turismo Consolidadoras e Agências de Viagens e Turismo Escola. Mais especificamente sobre as consolidadoras, Tomelin define que:
  10. 10. “Agências de Viagens e Turismo Consolidadoras são empresas de turismo classificadas junto a EMBRATUR como agências de viagens e turismo e tem, como função, a consolidação de serviços junto às transportadoras aéreas repassando bilhetes (TKT’S) às agências que não possuem credenciais para este fim.” Assim como as agências de viagens, as consolidadoras possuem a mesma função de intermediar os serviços de transporte de passageiros, pois elas possuem como fornecedores as companhias aéreas, de quem elas compram os bilhetes e vendem para seus consumidores, que são as agências de viagens, que por sua vez irá repassar a passagem ao consumidor final que é o turista. Importante ressaltar, que a consolidadora que é a responsável financeira pelo bilhete emitido, então, ela sempre pagará diretamente a companhia aérea, e em casos em que a agência é inadimplente, cabe a consolidadora cobrar dela, logo, a companhia aérea não possui riscos de não pagamento da passagem. Lohmann e Netto (2008) explicam que as consolidadoras tem esta função de repassar bilhetes aéreos para as agências, porque muitas agências não possuem acordos ou não estão habilitadas para a compra destes produtos diretamente com as companhias aéreas, como é o caso das agências sem IATA, em geral são agências de pequeno e médio porte. Todavia, ainda ocorre casos em que, operadoras de turismo e grandes agências de viagem e turismo também são consumidoras das consolidadoras, pois, em virtude das negociações de tarifas que as consolidadoras fazem com as companhias aéreas para emissão de bilhetes para diversos segmentos de grupos como os grupos de executivos, conseguem um preço mais econômico do que se própria agência ou operadora, contratasse diretamente com a companhia aérea. Sendo assim, deve-se reconhecer a importância da parceria entre as consolidadoras e as agências de viagens. Além disso, a parceria com as companhias aéreas também é fundamental para a venda de seus produtos, e claro, da divulgação e marketing que também é promovido pelas consolidadoras.
  11. 11. Cabe ressaltar que, no entendimento de Santos e Kuazaqui (2004) é que as consolidadoras são prestadoras de serviços junto às agências de turismo, divergindo então da opinião de Tomelin e outros autores que consideram as consolidadoras como agências de viagens. Contudo, sobre a importância da parceria entre agência de turismo e consolidadora não existem divergências. No Brasil existem mais de 40 consolidadoras de bilhetes aéreos, mas podemos destacar como as consolidadoras de turismo mais conhecidas do mercado são a Rextur, Advance (que sofreram uma fusão), Flytour e Esferatur, e segundo a Revista Panrotas em 2012, estas companhias movimentaram mais de 10 milhões em venda de bilhetes áereos. Ainda segundo a Panrotas, em 2014,. Com venda de mais de R$ 120 milhões por ano muito poucas, menos da metade disso. E essas são o alvo da AirTkt, a Associação Brasileira de Consolidadores de Passagens Aéreas e Serviços de Viagens, fundada por Ancoradouro, Esferatur, Flytour, Gapnet e Rextur Advance. Juntas, essas cinco empresas somaram vendas de R$ 8,5 bilhões em 2014, quando realizaram nove milhões de transações e empregaram 2,1 mil colaboradores. 3. A IMPORTÂNCIA E AS CONSEQUÊNCIAS DA GLOBALIZAÇÃO PARA OS OPERADORES DO TURIMO 3.1 Globalização Atualmente o assunto globalização e seus efeitos na economia, na política e na cultura são discutidos amplamente por inúmeras pessoas, dos mais diversos círculos sociais. Todos tem uma opinião formada quando a discussão chega neste assunto. A visão de mundo globalizado, a sua leitura da situação econômica, do papel dos meios de comunicação de massa na formação do pensamento, e até o caráter consumista da sociedade global, todos sabem como opinar em cada um desses assuntos. Obviamente, não cabe exigir do cidadão comum uma compreensão crítica em torno das características da globalização, tais como o predomínio dos interesses financeiros, a desregulamentação dos mercados, as privatizações das
  12. 12. empresas estatais, o abandono do estado de bem -estar social, dentre outras coisas. Ou em torno das consequências desta mesma globalização Entretanto, para se compreender a globalização no século XX, é preciso aprofundar um pouco mais o conhecimento devido ao seu caráter ideológico e seu significado histórico. É preciso realizar um amplo exercício em torno dos seus vários processos, desde as questões econômicas até as ambientais. É preciso se fazer uma viagem ao passado para se compreender em cada ponto histórico que avançamos com essa globalização. Contudo, não cabe ao presente artigo adentrar profundamente neste tema. Por isso, utilizaremos o conceito de Mancebo sobre o assunto: ‘O processo de globalização abrange uma variedade de fenômenos, tem gerado impactos diferenciados em diversas áreas –econômico-financeira, comercial, cultural, social, dentre outras –, mostra-se atravessado por um certo grau de ambivalência ou imprecisão, revelando-se como uma configuração histórica altamente contraditória (MANCEBO, 2002, p. 02)” De acordo com alguns autores contemporâneos, o termo globalização recebeu inúmeros conceitos, entretanto, todos visam expressar um mundo sem fronteiras, em que seja possível a existência de uma economia global para os mercados internos já saturados, visando uma parceria entre nações. Associado a este conceito, tem-se ainda como definição do termo globalização, segundo a doutrina majoritária, a explosão de valores de um povo, englobando alterações no seu modo de ser, agir e pensar que se pode observar de um estudo mais aprofundado da globalização é que as grandes potências restringem a entrada de países em desenvolvimento na rodada de negociações. Para muitos autores, a globalização por muito tempo foi aceita como a melhor descoberta do homem. Contudo, a partir de determinado momento, o homem começou a sentir seus reflexos negativos e ameaças, para o mundo. Neste momento, ficou claro que a globalização, possuí duas faces, um positivo e outro negativo. Entre os pontos positivos, destacamos os benefícios
  13. 13. para as grandes potências; enquanto que os negativos, temos as regras impostas aos demais países que não como se fazer serem ouvidos, ficando cada vez mais excluídos de sua própria sociedade e país, além do aumento da desigualdade social. Um dos principais benefícios advindos com a globalização, certamente foi a Tecnologia das informações. Com isso, todo o mercado atualmente é regulado por ela, de modo que, ela influencia, impulsiona e ocasiona mudanças nos mais diversos setores da economia. Na próxima sub seção, iremos entender a importância da globalização para o turismo. 3.2 A globalização e o turismo Em decorrência da globalização, o perfil do consumidor de serviços turísticos mudou, se tornando muito mais exigente, e também mais criterioso ao fazer suas escolhas, pois devido a implementação da tecnologia da informação (TI), acabou por permitir diversas possibilidades de pesquisas, tanto em relação aos destinos turísticos, como a preço e a tudo relacionado a sua viagem. Uma das principais mudanças que ocorreram com esse novo panorama global é o da diminuição da duração das viagens e o aumento da frequência destas viagens ao longo do ano. O mercado de turismo, em tempos de globalização e de tecnologia da informação, é marcado por um enorme quantitativo de informações e mensagens publicitárias. Os consumidores são bombardeados por numerosas e diversificadas ofertas de destinos turísticos, hospedagens, meios de transportes, pacotes etc.. Além disso, ainda são oferecidos serviços de assessoria ao publico, que cumpre o papel de intermediaria entre as empresas e os consumidores, além de pesquisar, filtrar e classificar informações necessárias aos turistas. Como por exemplo, nos procedimentos de viagem como a obtenção de vistos, guias,
  14. 14. análise das ofertas de atrativos naturais e artificiais, horários e conexões de vôos, entre outros A globalização como processo que busca encurtar distâncias fez com que as organizações passassem por mudanças expressivas no mercado. E considerando então os fatores que contribuíram para essas alterações, tem-se o surgimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC’S). Com o advento da globalização ocorreu uma modificação na oferta turista, devido à homogeneização e a instabilidade, frutos da modernidade e do capitalismo. Com isso, ocorreu uma diminuição na demanda por pacotes turísticos fechados e uma procura maior por pacotes exóticos e por destinos até então pouco explorados. De acordo com Morais (2007) o processo de globalização “vem ocorrendo principalmente por causa do encurtamento das distâncias, desenvolvimento das tecnologias de informação e da comunicação”. Deste modo, ao se tratar de tecnologias da informação, segundo Rezende e Abreu essas estão relacionadas aos “recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação”. Nesse sentido, o objetivo das criações e inovações tecnológicas foi a de auxiliar empresas em suas atividades, e facilitar assim as vendas e a comunicação entre cliente e consumidor. Com isso, o surgimento das tecnologias computacionais e da Internet facilitaram e melhoraram a comunicação entre pessoas e o conhecimento sobre atividades desenvolvidas, ressaltando ainda a eficácia e rapidez, na prestação dos serviços, proporcionados pelo uso de tais ferramentas. Dessa maneira, as tecnologias influenciaram na forma de atuação de inúmeras organizações, inclusive nas empresas do setor turístico, mais precisamente nas agências de viagens. Segundo Gorni, Dreher e Machado “a Internet facilitou o trabalho das agências de viagens, pois disponibiliza o recebimento e fornecimento de um grande volume de informações”. Nesse momento cabe apreciar um conceito importante desenvolvido por MOLINA, 2003, para ele o Pós-turismo faz toda a diferença. Ressalta-se que “pós” neste momento, possuí sentido de algo determinado pelo avanço tecnológico.
  15. 15. “As tecnologias de alta eficiência e os fenômenos sociais e culturais da década de 1990 explicam o desenvolvimento do pós-turismo em contraste com princípios que alteram a continuidade dos tipos de turismo industrial. No quadro do pós-turismo geram-se produtos competitivos com capacidade crescente de inserção no mercado. A base tecnológica disponível pode ser considerada como um elemento fundamental em seu desenvolvimento, formando parte de um sistema mais amplo, o sócio-técnico, que compreende também a força de trabalho, a organização para o trabalho e a gestão.” MOLINA,2003 Esta conceituação é fundamental para o entendimento da relação globalização x turismo, pois demonstra a evolução do turismo em concomitância com os avanços tecnológicos. Entretanto, ponto bastante controverso de sua teoria, é que ele trás a compreensão do fenômeno turístico apenas para o campo tecnicista e fenomenológico, negando toda a dimensão e importância histórica do turismo. A ciência do turismo tem que ser vista e estudada de forma ampla e irrestrita, considerando tudo o que contribuiu para que o turismo chegasse onde estamos nos dias atuais, e negar sua historicidade em prol apenas dos fenômenos e tecnologia é um desfavor para o estudo do turismo como ciência. Cabe ainda destacar, o posicionamento destes autores, que acreditam que em vários casos a Internet acaba substituindo a própria agência, uma vez que o uso do meio permite aos clientes organizarem sua própria viagem, consultar roteiros, meios de hospedagens, dentre outros, realizar reservas de passagens. É cada vez mais comum. Os próprios turistas buscarem seus roteiros, hotéis e voos pela internet e programarem sua própria viagem. Com o crescimento de sites como Decolar.com, Trivago e Booking, a facilidade que o turista tem em conseguir as melhores ofertas, e montar sua própria viagem sem ter que se prender a pacotes oferecidos por agência, vem mudando a forma de se programar uma viagem. Com isso, cabe às agências acabaram se tornando muito mais consultoria do que efetivamente criação de pacotes e roteiros, esta consultoria deve primar pela qualidade do serviço, além de apostarem em seus diferenciais para tentar conquistar novamente estes clientes.
  16. 16. 3.3 A importância da globalização em uma consolidadora. Atualmente uma consolidadora é 100% dependente da tecnologia da informação. Todo o sistema utilizado é computadorizado e conectado em rede e na internet 24 horas por dia. É impossível se falar em consolidadora ou mesmo em agência de turismo sem falar em tecnologia da informação. Devido a isso, é necessário um alto investimento neste setor. A consolidadora deve contratar técnicos de ponta e utilizar os melhores portais, provedores e servidores. A estabilidade dos sites e dos sistemas é vital para se mantiver o nível de qualidade da empresa, e principalmente para o cliente não ter quaisquer intercorrência e dor de cabeça causados por problemas e instabilidades no site. Na consolidadora International Travel Services, 72% das emissões de passagens são de voos domésticos, por isso da importância da emissão direta de passagens pelos clientes através do site. Além de reduzir custos com de pessoal e de atendimento. Entretanto, para que isso ocorra sem qualquer dificuldade, mais uma vez mostra-se essencial a qualidade dos servidores e portais utilizados pela empresa. Por isso da importância de ver a Internet como uma aliada, pois é um canal importante para a comercialização. As empresas que não conseguirem ter esta visão certamente ficarão fora do mercado. Deste modo, comprova-se a dependência integral da internet pela consolidadora. Todas as atividades relacionadas aos processos de reserva, emissão, relatórios, solicitações de reembolso não utilizados, consulta a limite de credito, baixa de faturas para pagamento, solicitações de visita e acompanhamento dos executivos de conta são realizados diretamente pelo próprio cliente através do site da consolidadora. Além disso, a consolidadora conta também com um BackOffice que é ligado em tempo real com o portal de vendas, deste modo, a emissão de uma passagem através do site demora 3 minutos para estar disponível na área administrativa, para iniciar as atividades de conferencia com a cobrança do fornecedor e realizar o faturamento para o cliente. Em casos de não
  17. 17. pagamento até o dia do vencimento, automaticamente o cliente é bloqueado para emissão de passagens pelo portal de vendas. Deste modo, resta claro a importância e a relação de dependência que ocorre entre uma consolidadora e as tecnologias da informação. O site da Consolidadora trata-se de aplicação Web que usa WebService para se conectar aos fornecedores. Destinado à reservas e emissões nos conteúdos de aéreo, hotéis. Pode ser acessado de qualquer computador que esteja conectado à internet, sendo recomendado o uso do navegador Internet Explorer 7 ou superior. Entre os principais recursos do site temos a “área do agente” e “consultas”. No primeiro ícone é possível ter acesso ao calendário BSP/COPET, formulários de venda, tarifas do agente, alianças globais e faturas e relatórios. Já no ícone consultas, o cliente tem acesso check in, e-ticket, alfandega, bagagens e guia do viajante. Além disso conta também com o ícone “Cia Aérea”, em que é possível consultar os domésticos e internacionais, além das condições comerciais e das formas de pagamento. A consolidadora trabalha exclusivamente com o agente de viagens, deste modo, entre os serviços prestados estão elencados: as reservas e emissões de passagens em mais de 50 Cias Aéreas; Reservas e emissões de vouchers de hospedagem em mais de 200 mil hotéis no Brasil e no mundo; assessoria para Grupos na negociação, operacionalização de contratos e emissão de bilhetes nacionais e internacionais; Assessoria com informações de tarifas, promoções, financiamentos e condições de venda de aéreo pelo Portal ITS;. Atendimento Online via Skype;. Cobrança de bilhetes aéreos e reembolso dos não utilizados por faturamento; Implantação e treinamento de GDS Amadeus, Sabre e Galileo para Agências sem custo; Integração de vendas com sistemas de backoffice mais usados pelas Agências (Benner, Gate, STUR e Wintour); Treinamento de Agências no uso de ferramentas e na venda de produtos com workshops; Assistência em Aeroportos no Brasil.
  18. 18. Entre os serviços oferecidos que contam diretamente com a tecnologia da informação, temos o atendimento via Skype, o Cartão EBTA de (contas virtuais) para aquisição de viagens pelos correntistas de nossos agentes de viagens, com prazo de faturamento de até 35 dias; o ITSCred - é meio de pagamento eletrônico para que agências possam centralizar emissões de bilhetes nacionais em um único pagamento mensal, permitindo maior controle e prazo de faturamento de até 28/30 dias; o e-traveldesk – Ferramenta web de emissão de bilhetes aéreos para Agências, com recursos de busca tarifária, reserva com marcação de assentos, emissão internacional e doméstica, reemissão entre outros; e o e-travelclik - Portal para venda online de pacotes, excursões, hotéis, locações de carros, traslados e assistência de viagens com a nossa operadora, a ITS Viagens. Nesse sentido, o site demonstra toda a dependência da consolidadora à internet. E também todas as facilidades ocasionadas por ela. O cliente não precisa ligar para conseguir qualquer informação, tudo é visto on line e rapidamente resolvido. A modernidade trouxe eficiência e rapidez aos serviços oferecidos pela consolidadora. Sendo assim, diversas estratégias empresariais são utilizadas para competir neste novo mercado. O objetivo das empresas é sempre o de obter mais clientes e a fidelidades desses, visando superar as expectativas, e atender às atuais necessidades de seus clientes. Deste modo, podemos considerar vital e estratégico uso efetivo da tecnologia da informação apesar de sua complexidade, além de ser de fundamental importância para a evolução da atividade turística.

×