“Deus disse: Eis que vos dou, sobre toda terra, todas as plantas que
produzem sementes e todas as arvores frutíferas, para...
R. N. FERREIRA
Apocalipse de
Guilherme
Uma Jornada, outra chance, um proposito.
Prologo
Talvez o único erro de Deus tenha sido esse, confiar no
homem a ponto de dar toda a sua criação a ele, já o maior ...
lascada estava o período da pedra polida, tendo o homem
desenvolvido ferramentas, neste período subsequente ele
descobriu ...
estava o mundo, enquanto tentavam resolver um problema os
mesmos criavam e causavam outros problemas.
A impulsividade, a f...
mostrando o mundo, como fabula, expondo a globalização como
algo bom e dando ênfase ao consumismo exacerbado.
Alguns ainda...
Muitos países para se manter, viram-se obrigados a levar
maior parte dos recursos hídricos e alimentícios para centros
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Fim
Estados Unidos, Nova York,
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Uma voz diferente e feminina se fez presente – todos tem
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Itália, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, estavam aglomerados
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as escolhas que ele faz, pois ele extremante ligado à carne, fez com
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solo, este estava completamente mudado com lugares
completamente áridos, enquanto outros possuíam um fino tapete
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se pela monarquia, outras cidades, nas Américas as coisas
aconteceram de outra forma, foi intitulado um líder, como um
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batalha que decidiria a posse de um lençol freático, um dos poucos
que ainda não havia secado, já passava das sete e vário...
Renascer
Que lugar é este? Eu me sinto tão leve; tão esquisito. Naquele
momento não passava muita coisa na minha cabeça, e...
– meu filho! – falou a minha suspirando. Ela tinha a pele morena e
os cabelos negros, assim como seus olhos, possuía o nar...
e da minha casa se resumiram em um ponto distante em meio a
uma imensidão branca, senti meu corpo sendo puxado para baixo,...
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Apocalipse de guilherme.

  1. 1. “Deus disse: Eis que vos dou, sobre toda terra, todas as plantas que produzem sementes e todas as arvores frutíferas, para vos servirem de alimento e a todos os animais da terra, aves do céu e a todos os animais que se movem pelo chão, eu lhes dou todos os vegetais para alimento.” (Gên. 1, 29-30).
  2. 2. R. N. FERREIRA Apocalipse de Guilherme Uma Jornada, outra chance, um proposito.
  3. 3. Prologo Talvez o único erro de Deus tenha sido esse, confiar no homem a ponto de dar toda a sua criação a ele, já o maior erro do homem não foi provar do fruto proibido, mas foi não saber cuidar da criação de seu pai. E como “filho prodigo”, o homem continua vagando pelo mundo sem encontrar seu pai. Durante muitos milênios o homem foi se afastando da natureza tentando dominá-la e se diferenciar da mesma, agindo assim, ele foi explorando todos os recursos que ela poderia lhe oferecer sem se conscientizar, de que um dia tais recursos poderiam se esgotar. Depois de um longo processo de “evolução”, passando por inúmeros períodos e fases, como: o período da pedra lascada, denominação informal para caracterizar a época em que o homem acabara de descobrir o fogo, e junto com o fogo, descobrira também uma incrível habilidade de tornar mais pratico, por meio de ferramentas, as suas atividades. Posterior ao período da pedra
  4. 4. lascada estava o período da pedra polida, tendo o homem desenvolvido ferramentas, neste período subsequente ele descobriu a capacidade de refinar, tornar melhor, mais útil e eficiente seus objetos de trabalho. Seguindo viagem, encontra-se o período dos metais, um período crucial para as gerações futuras já que foi neste período, que o homem conseguiu extrair o minério incrustado na rocha. Houve inúmeros outros períodos, mas nenhum deles foi tão significativo para o homem e tão prejudicial para o planeta, quanto à revolução industrial, pois foi neste momento da história, que o homem usou todo o seu conhecimento (conhecimento arrecadado durantes anos de pesquisa e negligencia) e criou a maquina, objeto, que assim como o seu criador, era imperfeito e só agravaria o estado do mundo, porque antes os riscos eram apenas os de que um dia os recursos naturais acabariam, mas agora havia também o risco de poluição dos recursos naturais ainda existentes e isso só acelerou o processo de escassez. Na história sempre nos deparamos com situações em que pelo erro de alguns, toda a humanidade pagou, mas já não aguentando e tomando consciência do problema, uma parcela tomou a responsabilidade para si e se reuniram em uma conferencia, em 1960, no clube de Roma, na Itália. A discussão do momento era a cerca do meio ambiente e de como estavam sendo utilizados os recursos hídricos, pelo planeta. Neste período o planeta já estava dividido em continentes, inúmeros países, e ate mesmo em polos. Duas guerras mundiais já haviam se sucedido e uma guerra fria estava vigorando, neste momento os investimentos em armamento eram intensos, mas já tendo consciência do quanto às armas criadas eram poderosas, ambos os inimigos deram uma trégua e em uma luta poder, investiram alto em uma corrida espacial. Para ver o quanto dividido
  5. 5. estava o mundo, enquanto tentavam resolver um problema os mesmos criavam e causavam outros problemas. A impulsividade, a falta de estudo e a pressa em atingir os objetivos desejados, fez do homem um ser preguiçoso e individualista que visa sempre o lucro e seu bem estar, esquecendo- se do resto. O mundo nunca mais seria o mesmo, mas ninguém queria crer nisso, pois seria o mesmo que assumir a culpa pela destruição do planeta, e isso era um fardo que o ser humano não queria carregar. Dezessete anos depois; após o termino dos conflitos mundiais e durante a ascensão de outros polos para uma briga, agora por mercado consumidor, foi que em 1977, a não tão nova ONU (Organização das Nações Unidade) lançou as bases para uma tomada de posição da comunidade internacional com relação aos recursos hídricos, e em 1992 a ONU instituiu o dia mundial da água, com um documento intitulado de Declaração Universal dos Direitos da Água. No mesmo ano no Rio de Janeiro, Adotaram a agenda 21, na qual o capitulo 18 dava ênfase à proteção da qualidade e do abastecimento dos recursos hídricos, mas não era de caráter obrigatório, deixando de ter um valor significativo. A humanidade priorizou por tanto tempo riquezas, bens e poder que eles viam como importante e essencial, que acabaram não enxergando o maior bem se esvaindo por entre os dedos, bem diante de seus olhos. Por mais consciente que as pessoas tivessem se tornado, por mais meios que elas tomassem para mudar a situação, não havia muito que se fazer, em contra partida estava o aumento da população mundial, da poluição e da ambição de muitos homens. As pessoas permitiram que lhes fosse posto uma venda nos olhos, negligenciando a politica e a influencia q ela tem nas suas vidas, a humanidade deu poderes a mídia e aos governantes que guiavam o mundo como eles bem queriam,
  6. 6. mostrando o mundo, como fabula, expondo a globalização como algo bom e dando ênfase ao consumismo exacerbado. Alguns ainda crentes das melhorias criaram, em 1997 o Fórum Mundial da Água, que ocorreu em Marrakesh – Marrocos. O concelho foi incumbido de preparar o trabalho intitulado “visão sobre a água no mundo, vida e meio ambiente no século XXI”. Depois desse Fórum, ainda houve outros para discutir os mesmos assuntos e atualizar estatísticas que só deixava o conselho mundial mais triste, e consciente de que o fim era inevitável. Não havia mais nada a se fazer além de continuar tentando e tentando, esperando que um milagre acontecesse. A dificuldade do ser humano em assumir a culpa por seus atos; a falta de responsabilidade em medir as consequências de suas ações, fez com que ele condenasse a si próprio e a todo o planeta. O que restava como sempre era a esperança, considerada em algumas culturas como uma desgraça, foi o único laço que ainda ligava o homem ao sentimento de salvação. Em 2007 as estatísticas apontaram para o pior, a ONU com base em dados da FAO (Agencia das Nações Unidades para Agricultura e Alimentação), indicou que dentro de 20 anos a proporção de dois terços da população do mundo deveria enfrentar escassez de água. Nesse período pouco mais de um bilhão de pessoas em todo mundo já não tinha acesso à água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias. Já não havia um dia em que os jornais não destacassem mortes em muitos países seja pela falta de alimento ou água, ou por assassinatos consequentes de disputas por esses recursos. A África nunca viu tamanha pobreza, e não havia nada que os outros países pudessem fazer, pois mesmo que de forma mais amena, mas estes também enfrentavam escassez e pobreza.
  7. 7. Muitos países para se manter, viram-se obrigados a levar maior parte dos recursos hídricos e alimentícios para centros públicos, onde seriam melhor armazenados e distribuídos. Foram feitas varias obras em hospitais e centros públicos, para armazenar água da chuva e filtrá-la para que fosse usados, edifícios pelo mundo todo passaram a usar painéis solares e outros ainda, usavam energia nuclear. Os custos para realizar essas obras eram muito altos, por isso ainda não tinham sido feitos, mas o desespero e a vontade de retardar o fim eram tantos que os países não tinham alternativa senão essa. Tentavam a todo custo diminuir o máximo o consumo e desperdício de recursos, mas o crescimento populacional, mesmo que diminuindo devido à vida agitada das pessoas e ate mesmo a própria ascensão feminina no mercado de trabalho, continuava seguindo em frente em proporção geométrica, enquanto o alimento só acabava. A população de idosos só crescia no mundo todo, o que aumentava a carga horaria de muitos para que as empresas continuassem mantendo o mesmo nível de produção. Um dos últimos encontros pacíficos entre as nações ocorreu em Marselha, em março de 2012, Foi o 6º Fórum Mundial da Água, ondes os assuntos e pontos a serem discutidos já não eram novidades, alguns tentando encontrar soluções, mas ninguém querendo ceder. Depois dessa data os outros fóruns e reuniões aconteciam sempre repletos de reclamações, disputas e agressões verbais. Foi então que em 2024 ocorreu o Ultimo Fórum, o qual todos saíram insatisfeitos, já que estavam discutindo sobre algo que praticamente já não existia para um terço da população mundial. Em 2026 a ONU se reuniu para tentar resolver de forma mais diplomática possível uma saída para todos, tarefa quase impossível tendo em vista a realidade na qual o mundo se encontrava, e então...
  8. 8. Fim Estados Unidos, Nova York, Conselho de Segurança das Nações Unidas, 21 de Março de 2026. Estavam todos eufóricos dentro da sala, mesmo que fosse uma reunião de cunho formal, não se podia deixar de notar as inúmeras conversas que rodeavam a mesa da assembleia. O prédio localizado na ilha de Manhattan, situado de frente com a 1º avenida, dispunha de uma fachadasoberba, dando um ar de seriedade ao local que de fato era serio já que travada de assuntos de importância mundial, o local em si era um conjunto de prédios se se distribuía de forma singular, tendo um espaço grande e fechado onde provavelmente se encontrava a assembleia, possuía ainda um prédio alto que ficava logo de frente para um espaço aberto em circulo. Ali era um dos poucos, senão o único lugar onde ainda era possível ver tantas bandeiras, de nacionalidades diferentes, reunidas.
  9. 9. Em 2026 a população mundial já beirava os oito bilhões, neste período, cerca de cinquenta por cento da população já não tinha acesso à água potável, trinta por cento tinha acesso à água de má qualidade, o que fazia com que apenas vinte por cento destes fossem privilegiados. A criminalidade e o morticínio nunca estiveram tão altos em todo mundo, os cofres assim como o governo em muitos lugares, estava falindo, pois o sistema capitalista já não era suficiente para sustentar os países. Basicamente os humanos haviam regredido. Para quer gastar dinheiro comprando roupas e objetos estéticos se com o mesmo dinheiro se pode comprar água e comida?A mídia ainda se via lutando para manter uma falsa sociedade, mostrando comerciais e a vida de pessoas que ainda estavam por cima, isso na tentativa de incentivas às outras a comprarem aquele modo de vida, mas com que recursos? As pessoas ainda tentavam levar uma vida alheia aos problemas, mas isso era por pouco tempo. Novamente no Concelho, por dentro a sala de reuniões impunha ainda mais respeito com paredes laterais de coloração escura, com algumas janelas a cima e no meio que davam acesso a outras salas, portas de madeira em ambas as paredes, na parte do fundo se encontravam vários acentos destinados a quem vinha acompanhar os lideres, de frente para estes acentos estava uma parte central de mármore branco com uma grande pintura, a pintura retrata uma fênix renascendo das cinzas em processo de transição entre dois cenários dispostos em molduras, como um mosaico, o cenário no fundo retratava um mundo de sofrimento enquanto o superior, um mundo onde as pessoas estavam felizes e se ajudando, intermediário a esse cenário estava figuras de pessoas ajudando as enfermas a ascender. Em cada lado da parede de mármore estava uma cortina grande de coloração verde escuro, e por fim, próximo da pintura na parte mais baixa, estava uma mesa
  10. 10. circular com uma abertura para dar acesso ao centro, onde ficava outra mesa retangular, a mesa circula era espaço para os países membros, enquanto a retangular era para os membros permanentes os quais tinham poder de veto. Voltando-se para os membros do conselho, todos estavam muito exaltados, aparentavam um completo descontentamento por tudo que estava acontecendo, sentimento totalmente compreensível naquele momento. De repente eis que um homem galgando os 50, baixo e forte, de pele clara, olhos puxados, cabelo bem cortado, vestindo um terno preto de algodão com uma gravata envolta do pescoço,mostrando respeitos ao outros, pediu em um tom austero e complacente que os outros o escutassem. − Peço a atenção de todos – disse o DiplomataRepresentante chinês não muito relaxado. A china há algum tempo havia ganhado espaço como membro permanente no conselho, posteriormente outros três, Brasil, Alemanha e Canada. – Devemos tomar atitudes imediatas e talvez ate radicais para resolver o mais rápido possível o assunto que nos trouxe aqui. Ouvindo aquilo, outro homem mais magro, moreno de pele um tanto castigada que usava óculos, e trajava vestes mais confortáveis e não tão pomposas disse: vossa excelência está certo – disse o Representante da Índia, um País que apesar de não ser tão influente, vinha ganhando destaque e participando firme de muitas reuniões – mas fiquei um tanto receoso quanto a parte de tomarmos atitudes radicais. − Vossa Excelência deve saber que nossos países são os mais populosos e que já não temos mais condição de mantê-los sem que nossas tropas estejam direcionadas paras as ruas. − Compreendo sim, e tenho pela consciência do que estar sendo feito para manter a ordem, mas...
  11. 11. Uma voz diferente e feminina se fez presente – todos tem razão Excelentíssimos senhores – disse a Representante Francesa com a voz morosa – mas como todos aqui são diplomatas, creio que devemos tomar ações diplomáticas, ações que não incluam o uso de armas de fogo contra civis desarmados. − mas a Vossa Excelência tem conhecimento de que essa é a ordem caso aja alguma forma de revolta ou exaltação por parte dos civis – rebateu o Representante Russo. − mas a Vossa Excelência também tem consciente de que isso só irá gerar um conflito maior, o que vocês preferem senhores? Seus países falindo pela fome ou falindo devido uma guerra interna que os senhores mesmos causaram? Todos que ali haviam falado se calaram e se viram obrigados a dar o braço a torcer, aquele argumento era infalível, o problema é que com tal argumente mais uma vez eles estavam ali discutindo sobre que deveria ser feito. Olhando aquela discussão, a Representante dos Estados Unidos da América se levantou – Apesar da Crise os EUA ainda tinham seu lugar como grande potencia – todos silenciaram e resolveram dar ouvidos, a moça, uma mulher jovem na casa dos 30, de cabelos escuros e pele muito clara, seu rosto não possuía nenhum traço marcante além dos olhos mais delicados e dos lábios finos, possuía os seios fartos, mas os escondia por debaixo de duas camisas e um terno. − Excelentíssimos Senhores, quero que me digam o porquê exatamente compareceram a esta reunião. Houve uma pausa, alguns falaram juntos, outros em voz baixa, alguns balbuciaram algumas palavras mais ninguém de fato falou algo que realmente fosse plausível. A moça realmente possuía uma retorica impecável, e uma voz morosa típica de diplomatas de sucesso, a idade não diminuía em nada o seu desempenho e ela já tinha um lugar de destaque.
  12. 12. − Bem, todos devemos concordar que não mais espaço ou recursos suficientes para cerca de 40% do planeta, o que seria aproximadamente 3,04 bilhões de pessoas. Vamos ordenar que, nossas tropas disparem contra civis ate alcançar 3,04 bilhões de mortes? Creio que não. – Disse ela com a voz e a expressão inalterável – o que podemos fazer senhores já estamos fazendo. Estamos esperando. Neste momento, após o pronunciamento dos EUA, membros representando de países da África indignados bradaram: ESPERAR? É tudo isso que você tem a dizer? Ficamos lhe ouvindo para isso? − vos... – antes que a Representante pudesse falar algo foi interrompida. − o que vocês querem, o que todos aqui querem? Desde sempre cada país aqui tira algo de valioso do nosso país, depois vem com drogas de ONG’s (organizações não governamentais), e nos dão de vestir e comer como se isso fosse compensar, fazem isso mais por vocês do que por nós, enchem a boca para falar que nossos governantes são corruptos, deixam muitas pessoas na miséria, mas nos reduzindo a animais como vocês fizeram, essa era a atitude mais logica, a lei do mais apto. Enquanto um deles falava, alguns espectadores se levantaram, soldados e seguranças se preparam para qualquer problema que pudesse vir a ocorrer naquele lugar. Depois do que o Representante da Angola disse, outros Países como Arábia Saudita, Coreia do Norte, Iraque e Vietnam Apoiaram e começaram jogar a culpa nos EUA. Como em Coro: para falar a verdade, todos nós só estamos aqui discutindo sobre isso, pelo estilo de vida que seu país impôs a nós, por que o seu maldito país consome dez vezes mais do que qualquer outro país no globo. − peço que se acalmem senhores – disse a Represente Norte Americana quase sem voz por causa do medo.
  13. 13. − Não me venha com calma sua hipócrita, já estou cansado disso, vocês malditos Norte Americanos, sempre intervindo nos assuntos que não lhes diz respeito, não conseguem se contentar com o seu país, mas querem também o nosso. Vocês inventam tratados de paz, programas para amenizar conflitos que vocês mesmos iniciam, vocês são como cobras, prontos para morder nossos calcanhares. Ela se calou, se falasse mais alguma coisa correria o risco de apanhar ali mesmo, mesmo que representando seus países, mas muitos demonstravam atitudes como se desejassem ascender a cima dos outros países menores. Esse foi apenas o estopim para que conflitos novos e antigos tivessem recomeço, eles haviam encoberto esses conflitos por meio de acordos que naquele momento já não tinha validade alguma. A representante Americana de fato não tinha muito haver com que o seu país fez ou não, mas como era ela que estava sentada ali para discutir tais questões, ficou com certo receio de continuar ali, começou a suar frio e viu que corria perigo se ali continuasse, em alguns segundo se levantou enquanto ninguém a via, se afastou e transpassou a porta com alguns seguranças e parlamentares americanos. Depois disso a discussão não durou muito, pôde se ouvir: Eu jamais me uniria a um ladrão de terras como vocês. – Vindo da boca de um representante Mulçumano, que se dirigia a um Judeu. − e você acha que nosso país seria complacente com impuros? A discussão se estendeu, em outro ponto da sala, podia se ver Africanos, Alemães, Russos, etc. todos encontrando inúmeros motivos para discutir. A briga de fato não era deles, mas sim entre os países deles e seus governantes. Após uma discussão como aquela já era esperado que o mundo inteiro entrasse em crise, pois quando os jornais saíram mostrando as noticias, o pânico foi geral, bilhões de pessoas desesperadas.
  14. 14. Muitas pessoas deixaram de sair de casa por medo, outras começaram a roubar e a quebrar tudo que via pela frente, inúmeros jornais, canais de tv faliram, uns vitimas de atentos e outros pela própria falta de colaboradores ou de consumidores. Governos decretaram situação de calamidade, falência, enquanto outros ainda tentavam manter a ordem por meio da força, como china Coreia e outros países asiáticos que havia uma quantidade muito grande de habitantes. Só neste período de guerras civis, enclaves e vandalismos pelo mundo inteiro, foram verificado a morte de quase cinquenta por cento da população mundial. Já não havia mais espaço nas ruas ou valas para tantos cadáveres, o cheiro pútrido já estava insuportável, muitos países começaram a recolher os corpos em aviões e navios cargueiros, depositá-los dentro de contêineres e depois jogá-los no oceano, isso era feito repetidas vezes durante os dias subsequentes. O planeta ainda possuía muita água advinda do oceano, mas os níveis de poluição estavam altíssimos e os investimentos para o tratamento da água era inviável, poderia ser feito através de uma união geral, mas todos os países estavam em guerra e ninguém estava disposto a tal ato. Depois de dois anos após a reunião em 2026, o planeta inteiro estava imerso no caos, um caos que havia varrido qualquer tipo de governo, ou religião. Vários patrimônios públicos haviam sido destruídos museus e igrejas queimados; carros destruídos por todo o mundo, emparelhados nas ruas; cadáveres pelas ruas e calçadas, em prédios, bares e lojas, uns já completamente decompostos. Próximo de completar dois anos, as ruas silenciaram, o vandalismo e as depredações haviam cessado, passou-se dois anos e nada da guerra de fato começar, o que será que aquilo significaria? Ao perceber o silencio, muitas pessoas imediatamente
  15. 15. sairão às ruas, ainda lhes restavam alguma comida e água e resolveram tentar se divertir um pouco antes, que tudo de fato acabasse. Prédios públicos que não foram completamente destruídos voltaram à ativa já que dispunham de energia solar e água advinda da chuva, seus geradores eram bem fortes e armazenavam o máximo de energia solar, para que caso houvesse algum problema o prédio continuar funcionando por meses ou anos. Companhias de transporte já não existiam, mas o metro e os três funcionavam da mesma forma que os hospitais, então ainda poderiam ser utilizados; muitas igrejas também ainda estavam de pé e as pessoas mantendo sua fé voltaram a frequentar. Tudo parecia estar em ordem ate que depois de quatro meses, em 23 de Julho de 2028 a guerra de fato teve inicio. Essa guerra foi diferente de todas, foi uma guerra completamente silenciosa, sem brigas discussões ou avisos prévios, era como se tudo já estivesse programado para ser, como se tivessem ajustado um relógio para aquela data exata. Ninguém soube ou desconfiou já que não havia mais governo algum, não havia mais lideres políticos, religiosos ou qualquer coisa que representasse e que dirigisse a sociedade, estava instalada uma anarquia, anarquia esta que não durou mais que alguns meses. De repente pessoas em todo o mundo se depararam com varias luzes subindo os céus ate além das nuvens, dentre elas pôde se ver quatro objetos bem grandes atingindo as nuvens e depois sumindo, ninguém sabia exatamente o que era, mas desconfiavam. Naquele momento diferente do que havia sido previsto por muitos não houve tumulto, choro ou desespero, as pessoas haviam passado quase dois anos em estado de choque, transformando o mundo em um grande caldeirão, então naquele momento elas queriam apenas aproveitar os últimos momentos de vida, uma
  16. 16. reação diferente, mas logica, sempre que o ser humano está preste a morrer ele se desespera nos primeiros momentos, mas quando vê que é inevitável ele simplesmente aceita, e como em um ritual ele fecha os olhos e espera o seu destino. Pessoas em todo o mundo correram para as igrejas, para suas casas ou lugares onde muitas pessoas estivessem, e num ato de amor ou aceitação se deram as mãos, se abraçaram, sorriram, se beijaram, oraram e esperaram. As primeiras bombas atingiram as capitais mundiais, Washington, Brasília, Paris, Londres, Pequim, Tóquio, etc. Logo depois atingiram as principais cidades. Essas bombas diferentes de qualquer outra, era uma bomba de hidrogênio, ela possuía uma força n vezes maior do que as bombas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, força essa que destruiu em questão de segundos, cidades que demoraram anos para se firmar. Dez minutos antes que uma bomba atingisse a cidade de São Paulo, as pessoas ainda tentavam ter uma vida mesmo que breve, a cidade estava um caos de certa forma, apesar de três funcionando e alguns lugares ainda ativos, a cidade estava coberta por entulhos; carros queimados e abandonados por toda a cidade; prédios destruídos; cadáveres por toda a parte, nas ruas, calçadas, dentro de carros e ate dentro de suas caças. Apesar de uma visão nada animadora, um casal com sua filha recém-nascida desciam de umedifício situado no bairro da Liberdade, na Rua Topázio, com a intenção de ir uma pracinha próxima dali. A pracinha não estava ruim se comparada a outros lugares de São Paulo, as gramas estavam queimadas e alguns brinquedos estavam quebrados, mas só a sensação de contemplar a sua filha, que acabara de nascer fazia dois meses, já os satisfazia; em outro local de São Paulo uma moça acabara de pegar um trem que seguia de Osasco Rumo a Jundiaí, ela escolheu sentar na poltrona mais próxima da janela, na parte esquerda do ônibus para olhar o sol, estava com o pensando distante, como se imaginasse seu futuro; Na
  17. 17. Itália, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, estavam aglomerados milhares de pessoas tanto dentro como fora do edifício, todos orando, cantando e dando as mãos, aquela situação assemelhava-se ao que acontecia quando um novo Papa era eleito; em vários lugares a cena era mesma de reunião e confraternização, ate que aconteceu. Um casal de idosos que moravam no interior de São João da Boa Vista, mais ou menos pelas dezesseis horas, resolveu ir ate a varanda de sua casa e se sentar para apreciarem a vista de sua fazendinha, eles se sentaram e inesperadamente tudo ficou claro como se o sol estivesse em cima deles, depois do clarão eles avistaram uma grande coluna de fumaça em forma de cogumelo que ultrapassava as nuvens. Uma bomba havia atingido São Paulo. Um garotinho com cerca de sete anos correu para pegar a bola que seu pai havia jogado, três segundos depois quando ele tocou na bola, que quicava próxima da calçada, tudo ficou claro e ele foi incinerado instantaneamente, não deu tempo para choro, dor ou qualquer sentimento ou pensamento, seu pai e todos próximo dali foram incinerados, assim com a garota dentro do trem e o casal com sua filha, tudo sumiu em questão de instantes, a explosão produzia em seu ponto de impacto calor superior a superfície do sol, e se seguia deslocando o ar uma velocidade superior a 3200 km/h, não havia absolutamente nada se pudesse fazer. A explosão não levou apenas São Paulo, mas todas as cidades satélites e atingiu algumas outras. O homem na sua vontade de alcançar a perfeição só causou destruição, guerra e dor, se tornou um deus capaz de decidir entre a vida e a morte de seus semelhantes, de acordo com o quanto esses semelhantes lhes seriam uteis. Ele se tornou o próprio anticristo, deixando evidente sua imperfeição provada pelo numero seis, seis, seis, mostrando que por mais que o numero se siga ele nunca alcançaria a perfeição do sete, numero de seu criador. O homem em sua essência não é ruim, pois veio de Deus, o que o tornou ruim são
  18. 18. as escolhas que ele faz, pois ele extremante ligado à carne, fez com que suas escolhas refletissem seus desejos mais mundanos, o que o tornou egoísta e prepotente. Os misseis não cessaram tão facilmente, atingiram inúmeras cidades por todo o mundo, levantando poeira e arremessando entulhos a quilômetros de distancia. Depois de tudo a guerra não durou sequer dois dias, apenas nos primeiro impactos o mundo todo estava coberto por uma camada espeça de fumaça,que começou a se espalhar pela atmosfera logo nas primeiras horas, grandes pedaços de rocha em trajetória parabólica se lançaram contra outras cidades próximas, depois de terem ultrapassado o céu e caírem em alta velocidade.Em dois dias quase 90% do planeta estava coberta por uma nuvemnegra, que aqueceu o planeta no primeiro dia a uma temperatura de quase 200ºC(graus Celsius) em regiões no nível do mar. Logo após a fumaça cobrir a atmosfera e impedir os raios solares de entrar, a temperatura baixou para quase 80ºC negativos, uma mudança muito brusca que causou a morte de muitas pessoas, animais e plantas ainda vivas. Com os níveis altíssimos de Nitrogênio e Enxofre e Carbono liberados pelas bombas, o mundo começou a sofrer com terríveis chuvas acidas, o que agravou ainda mais a vida no planeta. Poucas espécies conseguiram se adaptar as novas condições tanto climáticas, como ambientais, e o homem era uma delas, ele conseguiu abrigo e durante o inverno nuclear prosperou. Houve trevas, as explosões e as tempestades danificaram todos os sistemas elétricos menos aqueles autossuficientes, alguns homens conseguiram utilizar o fogo enquanto outros permaneceram no escuro, uma escuridão que durou vinte anos. Depois de duas décadas as nuvens foram se dissipando, mas não completamente, muitos lugares ainda eram cobertos por uma camada cinzenta. Quando os raios solares finalmente tocaram o
  19. 19. solo, este estava completamente mudado com lugares completamente áridos, enquanto outros possuíam um fino tapete verde que conseguiu sobreviver através de quimiossíntese. Ao ver o sol outra vez, homens e mulheres pularam de alegria, nestes vinte anos muitas crianças haviam nascido e ao ver a luz e o céu azul pela primeira vez, elas simplesmente não sabiam o que dizer, então coube aos pais mostrar a elas aquele novo mundo. Muitas pessoas foram saindo de seus buracos, tocas, e onde mais encontraram abrigo, e foram se encontrando e se amontoando aos milhares, varias pessoas haviam sobrevivido e essa descoberta trouxe esperança. Eles precisavam se desapegar dos bens passados para poder, eles mesmos construir os bens futuros, e assim foi feito, se livraram de uma cultura depravada e individualista que outrora havia sido responsável pela destruição do mundo, para desenvolver sua própria cultura baseada na igualdade e em outros valores que eles encontraram em livros antigos, estes objetos eram os únicos achados que as pessoas buscaram conservar, pois as ajudariam a criar um mundo mais justo e honrado e ao mesmo tempo as lembraria do mundo que elas deixaram para trás. Centenas de sobreviventes juntaram-se e caminharam em busca de um lugar onde poderiam se instalar, o mundo havia regredido, muitos grupos se tornaram nômades enquanto outros, dispondo de recursos e técnicas prosperaram, montaram fortificações e tentaram cultivar restos de sementes e graus na terra árida e infértil, demoraram anos furando a terra em busca de água e durante esse período suas fortificações se tornaram cidades, apesar de igualitário, a divisão de cargos estava cada vez maior e as pessoas começaram e demonstrar uma necessidade, elas precisavam de um líder, e assim aconteceu. Em muitas dessas recém-nascidas cidades, principalmente na Europa e na Ásia, optou-
  20. 20. se pela monarquia, outras cidades, nas Américas as coisas aconteceram de outra forma, foi intitulado um líder, como um governante, não era bem um rei, parecia mais um politico, um ditador. O mundo havia se tornado mais seguro e ao mesmo tempo mais selvagem, não havia risco com relação à poluição ou qualquer outra forma de prejudicar o planeta, em contra partida as guerras ainda continuavam, mas de maneira mais branda já que as lutas em sua essência nunca eram por terras ou poder, pelo menos não explicitamente. O objetivo principal dessas batalhas era a posse de recursos minerais e alimentícios pelo fato de terem sobrados poucos lugares onde, a comida e a água eram abundantes, por esse motivo muitos povos sempre entravam em conflito, mas ainda sim tinham respeito um pelo outro, algo que não se conhecia no século anterior. Existia algo a mais, que fazia daquele mundo um lugar diferente, a vida havia prosperado mesmo que com muito esforço, mas assim, como alguns homens criaram cidades, existia aqueles que não conseguiram encontrar a luz, e após passarem vinte anos nas trevas, a única alternativa que encontraram foi a de se adaptar e assim fizeram. Se alimentando de pessoas mortas, comendo uns ao outros e vivendo no escuro, muitos homens tiveram que abdicar da visão e aperfeiçoar outros sentidos, eles já não andavam com os dois pés, mas aprenderam que andar de quatro poderia lhes dar maior impulso e velocidade. Quando o sol nasceu outra vez no horizonte, emanando seus raios sobre a superfície do planeta, aqueles homens que ficaram no escuro, não conseguiam mais suportar a luz do sol, então se esconderam em cavernas e buracos, e assim foi durante décadas ate a comida acabar. Cinquenta anos havia se passado, foi após cinco décadas que o primeiro encontro aconteceu, entre homem e fera. Em uma
  21. 21. batalha que decidiria a posse de um lençol freático, um dos poucos que ainda não havia secado, já passava das sete e vários homens ainda estavam no campo se digladiando quando de repente, de trás das colidas sombras começaram a brotar, elas vinham tão rápido que no escuro ficava impossível ter uma visão clara do que os estava atacando, naquele momento já não existiam dois exércitos, mas apenas um, que tentava desesperadamente correr para dentro dos fortes. Os muros não eram suficientes e muitos descobriram isso da pior maneira, por sorte o dia chegou e muito fugiram, mas muitos não tiveram a mesma sorte, permitindo assim que muitos sábios estudassem sobre aqueles seres, ate descobrir o pior, ate descobrir que aqueles novos seres nada mais era, do que os antigos seres, mais precisamente, eles eram os antigos seres humanos. Mais décadas se passaram e ambas as raças foram aprendendo a dividir o mesmo espaço, uns durante o dia e outros a noite, e desse modo, a vida se seguiu e 120 anos se passaram.
  22. 22. Renascer Que lugar é este? Eu me sinto tão leve; tão esquisito. Naquele momento não passava muita coisa na minha cabeça, estava apenas tentando entender o que estava acontecendo; sentia-me como se estivesse de olhos fechados, mas não me lembrava de tê-los cerrados.Abri os olhos e fiquei cego por uns instantes (a mesma reação que acontece quando acordamos e nossas pupilas se contraem e se dilatam rapidamente), por causa da luz. Era fim de tarde, o sol estava se pondo em meio algumas arvores e prédios, olhei em volta e vi que estava no terraço de casa, uma laje construída por meu pai e eu há alguns anos atrás; o espaço tinha o formato de um “L” com 380 m², sendo 80 m² uma área coberta com vigas de madeira envernizada onde ficavam um forno a lenha e uma bancada de mármore preto, haviam algumas mesas distribuídas pelo resto do salão. Na parte de fora, o assoalho era todo de madeira, distribuídos em fileira, neste mesmo lugar subindo alguns degraus, estava uma piscina retangular, e era neste lugar que eu estava, mas não estava sozinho.
  23. 23. – meu filho! – falou a minha suspirando. Ela tinha a pele morena e os cabelos negros, assim como seus olhos, possuía o nariz fino, herança de seus antepassados germânicos talvez, lábios finos e bem delineados. Não era tão alta com seus 1,57 m, mas isso não era empecilho, ela gostava da altura que tinha. Olhei bem e vi a minha família toda, meus pais e minha irmã, fiquei feliz quando os vi, mas não sabia exatamente o que fazer, não lembrava exatamente como parara ali. – oi... – foi o máximo que consegui falar naquele momento, um oi que veio seguido de um sorriso largo e sincero. – oi é o máximo que você consegue dizer? – disse meu pai ao me abraçar, um abraço repentino, mas que eu adorei receber naquele momento. Meu pai diferente de minha mãe, era branco de cabelos pretos, possuía olhos castanhos e um nariz longo e largo, que encaixava bem no rosto dele, já que este possuía feições bem masculinas, além de uma pele mais densa e áspera, algo que ele conseguiu com anos de trabalho, Possuía o queijo quadrado e os lábios grandes. Era um homem muito bonito e seus 1,75 só lhe ajudavam. Tudo ainda estava muito confuso na minha cabeça, meus pais começaram a falar algumas coisas que eu não dei muita atenção, já que estava devaneando sobre quão bom era estar com eles novamente. – Quando vai voltar? – essas palavras me pegaram de surpresa, não consegui identificar quem as havia pronunciado. Olhei para meus pais e disse: voltar? Para onde? – volte logo, meu filho! – disse minha mãe com os olhos complacentes, demonstrando esperança. Não entendi mais nada, mas logo vi que estava me afastando deles, tentei correr o máximo que pude; tudo em vão, pois eles só ficavam mais longe ate que não os vi mais. Toda visão dos meus pais
  24. 24. e da minha casa se resumiram em um ponto distante em meio a uma imensidão branca, senti meu corpo sendo puxado para baixo, então coloquei meus braços para frente e os movi como se buscasse algo para me segurar. Quando meu corpo estava na horizontal não senti chão algum, continuei caído sem saber quando encontraria o solo. Em algum momento da queda tive a sensação de emersão, parecia que eu estava submerso em alguma coisa, e percebendo aquilo fiquei desesperado e comecei agir como se estivesse me afogando, estava sem ar e não sabia o que fazer então me veio uma angustia tremenda e eu quase desmaiei... – AAARRR! – senti algo se abrir e toda a água fluir, o oxigênio havia voltado e o puxei com todo vigor. Alguns minutos se passaram enquanto eu respirava e meu coração desacelerava, não tinha notado, mas estava coberto por uma espécie de membrana, sem entender nada a tirei e tentei me erguer, mas estava muito fraco e mal conseguia mexer meus braços, nem mesmo falar, eu podia apenas balbuciar algumas coisas.

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