PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO
A PARTIR DE UM MODELO DE REFERÊNCIA
DIDÁTICO
FRANCISCO TABOSA ORTEGA - francisco.or...
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Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio
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.Processo de desenvolvimento de produto a partir de um modelo de referência didático.

  1. 1. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO A PARTIR DE UM MODELO DE REFERÊNCIA DIDÁTICO FRANCISCO TABOSA ORTEGA - francisco.ortega@ufv.br UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV KIVIA MOTA NASCIMENTO - kiviamn@gmail.com UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV AFONSO FERREIRA DE ASSIS JÚNIOR - afonsofaj@gmail.com UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV EDUARDO AMORIM DE MOURA - eduardo.amorim.moura@gmail.com UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV Resumo: ESTE ARTIGO POSSUI O OBJETIVO DE MOSTRAR O TRABALHO DESENVOLVIDO NA DISCIPLINA DE PROJETO DE PRODUTO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. O TRABALHO BASEOU-SE NO DESENVOLVIMENTO DE UM PRODUTO INOVADOR DE BAIIXA COMPLEXIDADE TECNOLÓGICA. A EQUIPE IDEALIZOU UMA CAPA IMPERMEÁVEL PARA GPS E APARELHOS ELETRÔNICOS SIMILARES QUE TEM COMO DIFERENCIAL A CAPACIDADE DE FLUTUAR. O MODELO DE REFERÊNCIA ADOTADO É COMPOSTO PELAS ETAPAS: GERAÇÃO DE IDEIAS, AVALIAÇÕES INICIAIS DE VIABILIDADE, DECLARAÇÃO DE ESCOPO, PROJETO BÁSICO/DETALHADO, DESDOBRAMENTO DA FUNÇÃO QUALIDADE (QFD), ANÁLISE DE VIABILIDADE TÉCNICA E COMERCIAL, PLANO OPERACIONAL E ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA. ALÉM DA METODOLOGIA PROPOSTA, FOI DESENVOLVIDA A MATRIZ DA QUALIDADE DO MÉTODO QFD PARA CAPTAR E TRADUZIR A VOZ DO CLIENTE PARA OS REQUISITOS TÉCNICOS DO PRODUTO. ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA DIDÁTICA, PÔDE-SE VERIFICAR A IMPORTÂNCIA DE SE ESTABELECER UM MODELO DE REFERÊNCIA MESMO LEVANDO EM CONTA A SIMPLICIDADE DO PRODUTO IDEALIZADO. ALÉM DISSO, CONCLUIU-SE QUE O MODELO UTILIZADO PARA O DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO DESTE ARTIGO PODE SER APLICADO A OUTROS PROJETOS SIMILARES. Palavras-chaves: PROJETO DE PRODUTO; PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS; DESDOBRAMENTO DA FUNÇÃO QUALIDADE (QFD). Área: 5 - GESTÃO DO PRODUTO Sub-Área: 5.3 - METODOLOGIA DE PROJETO DO PRODUTO
  2. 2. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 2 PROCESS OF PRODUCT DEVELOPMENT FROM ONE DIDACTIC REFERENCE MODEL Abstract: THIS ARTICLE HAS THE OBJECTIVE OF SHOWING THE WORK DEVELOPED IN THE DISCIPLINE OF PRODUCT PROJECT IN THE COURSE OF PRODUCTION ENGINEERING OF UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. THE WORK WAS BASED IN DEVELOPING AN INNOVATOR LOW TECHNOLOGICAL COMMPLEXITY PRODUCT. THE TEAM DEVISED A WATERPROOF COVER FOR GPS AND SIMILAR ELECTRONIC DEVICES THAT IS CAPABLE OF FLOATING. THE REFERENCE MODEL ADOPTED IS COMPOSED BY THE STEPS: IDEA GENERATION, INITIAL ASSESSMENTS OF VIABILITY, SCOPE STATEMENT, BASIC PROJECT/DETAILED, QUALITY FUNCTION DEPLOYMENT (QFD), FEASIBILITY ANALYSIS TECHNICAL AND COMMERCIAL, OPERATIONAL PLAN AND ANALYSIS OF ECONOMIC AND FINANCIAL FEASIBILITY. BEYOND THE PROPOSED METHODOLOGY, WAS DEVELOPED THE QUALITY MATRIX OF QFD METHOD TO COLLECT AND CONSTRUE THE CLIENT VOICE TO THE TECHNICAL REQUIREMENTS OF THE PRODUCT. THROUGH DIDACTIC EXPERIENCE, IT WAS POSSIBLE TO VERIFY THE IMPORTANCE OF ESTABLISH A REFERENCE MODEL EVEN TAKING INTO ACCOUNT THE SIMPLICITY OF THE IDEALIZED PRODUCT. FURTHERMORE, IT WAS CONCLUDED THAT THE MODEL USED FOR PRODUCT DEVELOPMENT OF THIS ARTICLE CAN ALSO BE USED TO BE REFERENCE IN OTHER SIMILAR PROJECTS. Keyword: PRODUCT PROJECT; PROCESS PRODUCT DEVELOPMENT; QUALITY FUNCTION DEPLOYMENT (QFD).
  3. 3. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 3 1. Introdução Desenvolver produtos é uma tarefa complexa e que requer muita atenção das empresas. Possuir um processo de desenvolvimento de produto bem estabelecido, consistente e integrado às demais áreas da empresa aumenta sua competitividade e excelência, visto que o desenvolvimento do produto será feito de forma mais rápida, eficaz e eficiente (ROZENFELD et al, 2006). Levando em conta o cenário mundial atual de intensas e rápidas mudanças, as empresas precisam acompanhar e satisfazer as necessidades e desejos de seus clientes para se manterem no mercado. Se antes o desenvolvimento de produtos era considerado um diferencial competitivo, hoje é um fator de sobrevivência para empresas. Para isso, elas têm cada vez mais se preocupado e investido em técnicas de Gestão de desenvolvimento de produto (MONTEIRO & BARATA, 2003) O presente artigo objetiva mostrar as atividades acadêmicas desenvolvidas durante a disciplina Projeto de Produto, oferecida pelo Curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Viçosa. O objetivo da disciplina é estimular os estudantes a desenvolver um produto de baixa complexidade tecnológica, seguindo a metodologia de desenvolvimento de produto proposta. O produto idealizado pela equipe foi uma capa para GPS e outros aparelhos eletrônicos similares impermeável e que possua a capacidade de flutuar. Seguindo a metodologia didática proposta, pôde-se verificar a importância de seguir todas as etapas e, além de tudo, de estabelecer um processo estruturado para o de desenvolvimento de produto para captar e traduzir tecnicamente a voz do cliente, priorizando suas reais necessidades. 2. Referencial teórico Segundo Rozenfeld et al (2006), o desenvolvimento de produtos é um processo que visa “chegar às especificações de um produto e de seu processo de produção” (ROZENFELD et al, 2006, p. 3) levando em conta as necessidades de mercado, possibilidades e restrições tecnológicas e as estratégias competitivas e de produtos da própria empresa. Segundo Urban (apud MARQUES, 2002) os custos e os riscos envolvidos no desenvolvimento de produtos são elevados. Sendo assim, desenvolver produtos, independente do segmento, é uma tarefa muito complexa que pode ter seus custos e riscos de insucesso minimizados caso suas etapas sejam planejadas, implementadas e controladas. (MARQUES et al, (2002); ROZENFELD et al, 2006; PAULA & MELLO, 2013). O Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP) é “o processo de tomada de decisão sobre a maneira como o produto será desenvolvido” (PAULA & MELLO, 2013, p. 146). Assim, o PDP pode fazer com que a empresa atenda aos constantes avanços do mercado, da tecnologia e do ambiente organizacional no qual a empresa está inserida, porque irá possibilitar o desenvolvimento de produtos mais competitivos em menor tempo (ROZENFELD et al, 2006). Pode-se dizer que a gestão do PDP não é uma tarefa fácil, visto que necessita integrar todas as áreas da empresa, com a formação de equipes multifuncionais. Dependendo do grau de complexidade do produto a ser desenvolvido, a gestão pode se tornar ainda mais complexa (ROZENFELD et al, 2006; PAULA & MELLO, 2013). Uma empresa que conduz seu PDP de forma eficiente e eficaz agrega grandes vantagens estratégicas, como custo, velocidade, flexibilidade e confiabilidade de entrega (ROZENFELD et al, 2006; PAULA & MELLO, 2013). Para que a empresa possa executar o PDP de forma sistemática e formal, integrando todos os processos empresariais, Rozenfeld et al (2006) sugere a adoção de um modelo de referência.
  4. 4. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 4 O modelo proposto pelo autor é dividido em três macro fases: Pré-desenvolvimento, Desenvolvimento e Pós-Desenvolvimento. A macro fase de pré-desenvolvimento vai gerar a lista de projetos a serem desenvolvidos. Leva em consideração as estratégias competitivas da empresa para a definição dos projetos de desenvolvimento. Já a macro fase de desenvolvimento, a mais longa e detalhada, irá desenvolver os projetos aprovados na fase anterior. É dividida em: Projeto Informacional. Projeto Conceitual, Projeto Detalhado, Preparação para a Produção e Lançamento do Produto. Essa fase é fundamental na determinação do desempenho técnico do produto em relação às exigências do mercado, pois é nela que a concepção do produto é realizada. Por sua vez, a macro fase de pós- desenvolvimento está relacionada à retirada do produto do mercado e à avaliação do ciclo de vida do produto para aprendizado em projetos futuros (ROZENFELD et al, 2006). Ao fim de cada fase, devem ser realizadas avalições para verificar se o projeto deve prosseguir para a próxima fase. Esse momento de decisão formal é chamado de gate. Os gates são importantes, pois através deles, pode-se evitar gastos desnecessários com projetos que não são relevantes para a organização ou com modificações futuras que poderiam ser identificadas durante o processo. (SALES & CANCIGLIERI JUNIOR, 2011, ROZENFELD et al, 2006) Não existe, porém, uma forma ideal de se conduzir um projeto de desenvolvimento de produto. A estrutura e os processos do PDP irão variar de organização para organização, dependendo do tipo de tecnologia, mercado ou fatores internos. (COSTA & NASCIMENTO, 2011). Logo, o modelo de referência deve ser adaptado à realidade da empresa (ROZENFELD et al, 2006). Conforme já dito anteriormente, o PDP, dentre outros objetivos, visa atender as requisitos do mercado. Isso significa que o PDP deve estar alinhado às necessidades e desejos dos clientes. Para captar e traduzir a voz do cliente e ao mesmo tempo garantir a qualidade do produto pode ser aplicado o Método do Desdobramento da Função Qualidade (QFD). (CHENG & FILHO, 2007). De acordo com Cheng & Filho (2007), o QFD (Quality Function Deployment) é “uma forma de comunicar sistematicamente a informação relacionada com a qualidade e de explicitar ordenadamente o trabalho relacionado a obtenção da qualidade” ((CHENG & FILHO, 2007, p.44). O QFD é composto de duas partes: Desdobramento da Qualidade (QD) e Desdobramento da Função Qualidade no Sentido Restrito (QFDr). Enquanto o QD tem o foco na qualidade exigida do produto de acordo com o cliente, o QFDr foca na execução correta do trabalho. Um dos resultados a serem obtidos com a aplicação do QFD é a Matriz da Qualidade. Essa matriz, segundo Cheng & Filho (2007), é a matriz cujo objetivo é sistematizar as verdadeiras qualidades exigidas pelos clientes. A matriz da Qualidade faz a interligação do mundo do cliente, representado pela Tabela de Desdobramento da Qualidade Exigida, com o mundo da tecnologia, representado pela Tabela de Desdobramento das Características da Qualidade e Qualidade Projetada. Os procedimentos para a elaboração da Matriz da Qualidade seguem a seguinte metodologia, proposta pro Cheng e Filho (2007): elaboração da Tabela da Qualidade Exigida, elaboração da Tabela de Qualidade Planejada, elaboração da Tabela das Características da Qualidade e elaboração da Tabela de Qualidade Projetada. 3. Metodologia A realização do trabalho foi baseada na metodologia proposta na disciplina Projeto de Produto. Essa metodologia é composta pelas macro fases de Pré-desenvolvimento e Desenvolvimento. A macro fase de Pré-desenvolvimento é dividida nas fases: Geração de Ideias, Avaliações Iniciais de Viabilidade, e Declaração de Escopo. Já a macro fase de Desenvolvimento envolve as fases: Projeto Básico/Detalhado, Desdobramento da Função Qualidade (QFD), Análise de Viabilidade, Plano Operacional e Análise de Viabilidade
  5. 5. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 5 Econômico-Financeira. Nos itens a seguir, estão descritas as atividades realizadas em cada uma dessas fases. 3.1 Geração de ideias O objetivo dessa fase é a idealização de um produto inovador, útil, de baixa complexidade tecnológica, econômica e tecnicamente viável, a partir da identificação de alguma oportunidade ou necessidade. A idealização deve ser baseada no fato de que o deve ser possível confeccionar seu protótipo. O produto idealizado pelo grupo é uma capa a prova d’água para GPS e outros aparelhos eletrônicos, que possua a capacidade de flutuar. A oportunidade para a criação desse produto foi identificada através de conversas com professores de departamentos das áreas biológicas e agrárias. Eles alegaram que ao realizar pesquisas de campo, muitas vezes em matas, florestas, seus aparelhos eletrônicos ficam expostos aos riscos de chuva e queda em água, pois eles precisam entrar em rios ou navegar por eles. As capas impermeabilizantes disponíveis no mercado possibilitam que o aparelho não seja danificado pela água, mas em caso de queda, não impedem que esse afunde. De acordo com a ideia inicial, a capa seria composta por uma película impermeável acoplada a uma boia. Para vedar a entrada de água na abertura disponível para inserir o aparelho eletrônico, seria utilizado um tipo de lacre ou zíper. Dessa forma, a capa seria desenvolvida levando em consideração as medidas dos GPS’s mais vendidos nos mercado. Deveria ser leve e possuir uma peça consideravelmente pequena para que fosse possível inflar e desinflar a boia. . 3.1. Avaliações iniciais de viabilidade Nessa fase, o objetivo é realizar as primeiras análises de viabilidade, avaliando as Oportunidades de Negócio, questões relativas à Propriedade Intelectual e Aspectos Regulatórios. Os itens avaliados nessa etapa foram:  Público alvo: professores universitários, pesquisadores, esportistas radicais, aventureiros.  Aspectos críticos determinantes do sucesso ou fracasso do novo produto: existência de capas mais simples (sem a boia) e mais baratos com utilidade similar, incerteza do público alvo ser mais restrito que o previsto, preço.  Necessidades pressupostas dos consumidores: proteção de GPS e outros aparelhos eletrônicos contra água e queda em água.  Benefício básico do produto para o consumidor: impermeabilidade e capacidade de flutuar.  Concorrentes: Os concorrentes do produto idealizado são capas para celular e GPS impermeáveis.  Proteção intelectual: Ao realizar a pesquisa no banco de patentes do Instituto Nacional de Proteção Intelectual (INPI) foram procuradas capas impermeáveis para celular e GPS. Apesar de ter sido encontrada uma capa impermeável para celular, esta não possuía exatamente a mesma funcionalidade e características do produto idealizado, visto que não possuía uma boia na sua composição e não tinha a capacidade de flutuar.  Aspectos legais e regulamentares, certificações e registros: não foram encontrados aspectos legislativo ou regulamentar ou mesmo certificações e registros obrigatórios para a produção de capas para celulares ou GPSs.
  6. 6. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 6 3.2 Declaração de escopo Nessa etapa foi feita a Declaração de Escopo do Projeto, que inclui: objetivos, entregas, requisitos, fronteiras, restrições, premissas, organização inicial e especificações do projeto; descrição do escopo e critérios de aceitação do produto; além dos riscos inicialmente definidos, cronograma de marcos e os requisitos para a aprovação. Com a Declaração de Escopo, foram definidos os requisitos do projeto e finalizada a macro fase de pré- desenvolvimento. 3.3 Projeto básico/detalhado Essa fase é composta do desenho técnico, especificações dos materiais e as dimensões do produto. O desenho técnico do produto pode ser visualizado na Figura 1. FIGURA 1 - Desenho técnico O produto é composto por plástico PVC flexível, um fecho ABS e uma válvula para inflar de PVC. Quando a boia está vazia, a largura da capa é de 0,5 cm e, quando cheia, 5 cm. Em ambos casos, a altura é de 22 cm e o comprimento, de 16 cm. Com as especificações determinadas e desenho técnico pode-se construir o protótipo, mostrado na Figura 2. Após o teste, o produto se mostrou eficaz em relação aos objetivos inicialmente traçados. FIGURA 2 - Protótipo 3.4 Aplicação do Método Desdobramento da Função Qualidade (QFD) Nessa etapa foi aplicado o método QFD a fim de conhecer as características e especificações do produto, por meio da elaboração da matriz da qualidade. Após a coleta de informações pertinentes à fase inicial do estudo, deu-se início a primeira etapa do QFD, a construção da Tabela de Desdobramento da Qualidade Exigida conforme visto na Tabela 1.
  7. 7. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 7 TABELA 1 - Tabela das Qualidades Exigidas A Tabela de Desdobramento da Qualidade Exigida é a representação organizada e estruturada da lista de todas as necessidades dos clientes. Esta tabela é o ponto de partida para o estabelecimento da qualidade planejada. Posteriormente, iniciou-se o processo de planejamento da melhoria do desempenho do produto de acordo com as exigências dos clientes, denominado de Processo de Qualidade Planejada para obter o peso relativo a cada item de qualidade exigida expresso na tabela de necessidades dos clientes. Para obtenção do grau de importância dos itens de qualidade, foi elaborado um questionário, o qual foi distribuído para os potenciais usuários do produto. A avaliação do desempenho do produto com relação aos itens de qualidade foi feita com base na opinião da própria equipe e no estudo presente não houve avaliação do desempenho dos concorrentes. Na etapa seguinte, primeiramente obteve-se, com base na Tabela de Qualidades Exigidas, as Características da Qualidade para o produto em estudo, com as características técnicas do produto que possuem relação com a qualidade exigida, mostrada na Tabela 02. TABELA 2 - Tabela de Características de Qualidade Na sequência, procedeu-se ao Estabelecimento da Correlação entre as Características da Qualidade e as Qualidades Exigidas. Estabelecida as correlações, prosseguiu-se com o Processo de Conversão, do peso relativo dos itens da qualidade planejada para os itens de característica da qualidade, considerando as notas referentes às correlações obtendo como resultado a Matriz da Qualidade, mostrada na Figura 3.
  8. 8. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 8 FIGURA 3 - Matriz da Qualidade para o produto em estudo Através desta matriz foi possível elaborar os gráficos de Pareto para os itens de Qualidade Exigida, Figura 4, e para os itens de Característica da Qualidade, Figura 5, com o objetivo de identificar quais itens de qualidade são mais importantes para os clientes finais, o que permite focar em tais características no momento do desenvolvimento do produto. Observa-se, portanto, que as qualidades exigidas que devem receber maior atenção no projeto do produto são aquelas que obtiveram maior peso relativo: “ser capaz de flutuar”, “ser fácil de transportar”, “ser impermeável” e “ser fácil de operar o aparelho eletrônico dentro do produto”. Como resultados, a equipe do projeto atendeu às especificações requeridas pelo cliente que obtiveram maior peso relativo. Estes dados foram comprovados pela equipe e pessoas externas ao projeto que verificaram as principais características da qualidade presentes no produto. Além disso, em função do entendimento da utilização da ferramenta QFD, a equipe comprovou que a facilidade de transportar está entre as principais qualidades exigidas pelo mercado consumidor. Outros resultados alcançados foram: medidas quantitativas do grau de importância das qualidades exigidas levantadas e o impacto de cada um nos requisitos técnicos do produto, novo dimensionamento do mercado e vários conhecimentos intangíveis foram explicitados e agregados aos padrões de operação. Com esses resultados, espera-se ter maior segurança e robustez no prosseguimento das etapas de inserção do produto no mercado.
  9. 9. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 9 FIGURA 4 - Gráfico de Pareto para os itens de Qualidade Exigida FIGURA 5 - Gráfico de Pareto para os itens de Característica da Qualidade 3.5 Análise de viabilidade Após o Projeto Básico/Detalhado, foram realizadas análises mais aprofundadas relativas ao mercado: dimensionamento de mercado, público alvo, necessidades dos clientes, concorrentes, fornecedores, substitutos e novos entrantes e complementadores.  Dimensionamento de Mercado: De acordo com o CNPQ, existem no país existem no Brasil 13.085 pesquisadores da área de ciências biológicas e 11.718 pesquisadores da área de ciências agrárias. Logo, pode-se considerar um total de 24.803 pesquisadores que precisam realizar pesquisas de campo, muitas vezes, em ambientes muito úmidos ou aquáticos. E, segundo a Revista EF, hoje são mais de 5 milhões de pessoas no Brasil que praticam esportes radicais. Considerando os resultados obtidos na aplicação de questionários no QFD, podemos dizer que 14,29% das pessoas utilizariam proteções como a capa idealizada. Então, no total teríamos um mercado de 714.500 pessoas.  Público-alvo: além do publico alvo inicialmente identificado – professores universitários, pesquisadores, esportistas radicais – foram identificados outros possíveis consumidores: consultores das áreas biológicas e agrárias, velejadores, guias turísticos.  Concorrentes: Empresas que fabricam capas impermeáveis para aparelhos eletrônicos. A Tabela 3 mostra as informações sobre os principais concorrentes.
  10. 10. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 10 TABELA 3- Principais Concorrentes  Fornecedores: Levando em conta que a capa impermeável será feita de plástico PVC flexível, válvula para inflar e fecho ABS, a Tabela 4 mostra os principais concorrentes. TABELA 4- Potenciais Fornecedores  Substitutos e novos entrantes: como substitutos, podemos considerar os GPSs e celulares a prova d’agua que tornariam desnecessária uma capa impermeável. Os substitutos encontrados pela equipe estão descritos na Tabela 5. TABELA 5 - Produtos Substitutos
  11. 11. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 11  Complementares: Como o produto idealizado é uma capa para GPSs, celulares e outros aparelhos eletrônicos, pode-se afirmar que esses produtos são complementares perfeitos da capa. Isso porque, as capas só serão compradas por pessoas que possuam esses aparelhos eletrônicos. 3.6 Plano operacional De posse das informações levantadas no estudo de viabilidade e no projeto detalhado do produto, pode-se partir para o Plano Operacional. Nessa etapa, é feito o levantamento de custos do produto, o cálculo da capacidade de produção, estabelecida a visão geral do negocio e determinado o processo de produção. Conforme foi estabelecido no projeto detalhado, os componentes do produto são: plástico PVC flexível, válvula para inflar e fecho ABS. O plástico PVC flexível é utilizado para a cápsula – local onde o aparelho fica armazenado -, para o visor e para a boia. Sendo assim, pôde-se estimar o custo de matéria prima para a produção da capa de R$ 3,49. Os detalhes a respeito dos custos são mostrado na Tabela 6. TABELA 6 - Composição do Custo Material Considerando os dados de dimensionamento de mercado, pode-se determinar qual seria a capacidade de produção das capas. Considerou-se atender anualmente aproximadamente 10% do mercado. A Tabela 7 mostra os valores de produção e faturamento considerados. TABELA 7 - Capacidade de Produção A Tabela 8 mostra os processos que devem ser realizados para a produção do produto, os equipamentos e a mão-de-obra necessária.
  12. 12. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 12 TABELA 8 - Processo Produtivo 3.7 Análise de viabilidade econômico financeira Para essa etapa foram estabelecidas as premissas para a análise financeira, determinados os investimentos necessários, custos e despesas, recursos necessários. Para realizar a análise financeira, foram realizadas análises de TIR, VPL e Payback para um horizonte de 5 anos. Ou seja, a análise financeira foi feita focada na análise desses três indicadores financeiros. Para cálculo dos investimentos e custos, partiu-se da premissa de que a capacidade de produção da fábrica seria de 6400 capas/mês, seriam vendidas em torno de 6000 capas/mês a um preço de R$ 15,00. Foram pesquisados os preços dos equipamentos necessários e estimado o preço de terreno, além de levantados os custos da montagem de escritório. Foram feitas análises para cenários: otimista, realista e pessimista. No cenário otimista, considerou-se que seriam vendidas somente 4800 capas/mês, no cenário realista, 5600 capas/mês e no otimista 6400 capas/mês. Os resultados obtidos estão descritos nas Tabelas 9, 10 e 11. TABELA 9 - Indicadores Financeiros para o Cenário Pessimista
  13. 13. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 13 TABELA 10 - Indicadores Financeiros para o Cenário Realista Analisando os indicadores dos três cenários, pode-se notar que mesmo no cenário pessimista há uma taxa de retorno, porém essa é menos do que a taxa de mínima atratividade. Ainda sim, o valor presente líquido é positivo. TABELA 11 - Indicadores Financeiros para o Cenário Otimista Já nos outros dois cenários, a taxa de retorno possui um valor considerável e maior que a taxa de mínima atratividade e o valor presente líquido também é positivo. A partir dessa análise, pode-se considerar o projeto viável. 4. Considerações Finais Levando em conta os resultados obtidos, pode-se concluir que a utilização de um modelo de referência na experiência didática foi de grande importância para garantir a eficiência do processo. Mesmo tendo sido idealizado um produto simples, de baixa complexidade tecnológica foi possível realizar todo o processo e identificar os requisitos técnicos necessários para o desenvolvimento de produtos. Pôde-se também captar e traduzir a voz do cliente a partir da utilização do método QFD. A aplicação dessa metodologia auxiliou na melhoria do desempenho do produto. O protótipo atendeu aos requisitos e se mostrou eficiente para o objetivo proposto. Uma vez que o produto
  14. 14. XX SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Engenharia De Produção & Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio Bauru, SP, Brasil, 4 a 6 de novembro de 2013 14 foi projetado levando em conta as reais expectativas dos clientes, suas chances de sucesso tornam-se maiores. A partir das análises feitas, o produto idealizado se mostrou viável. Porém, não foram feitos estudos suficientes para garantir que a ideia possa ser transformada em negócio. Para isso, seria necessário realizar outras análises de viabilidade de forma mais detalhada. Referências CHENG, L. C.; MELO FILHO, L. D. R. QFD. Desdobramento da função qualidade na gestão de desenvolvimento de produtos. São Paulo: Editora Blücher, 2007. COSTA, D. D.; NASCIMENTO, P. T. S. A Gestão do Desenvolvimento de Produtos na Indústria de Materiais de Construção. RAC, Curitiba, v. 15, n. 1, art. 1, pp. 1-24, Jan./Fev. 2011. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rac/v15n1/v15n1a02.pdf>. Acesso em 10 de abril de 2013. MARQUES, E. V.; SERIO, L. C. D.; FURTADO, M. Product Development and Risk Partnership: A Case Study. RAE-eletrônica, Volume 1, Número 1, jan-jun/2002. Disponível em: <http://www.rae.com.br/eletronica/index.cfm?FuseAction=Artigo&ID=1279&Secao=OPERA/LOGI&Volume= 1&Numero=1&Ano=2002> Acesso em: 10 de abril de 2013. MONTEIRO, A.; BARATA, K. Competição de mercado baseada no desenvolvimento de produtos. In: Seminários em Administração FEA-USP, 6., 2003, São Paulo. Anais do VI Seminários em Administração FEA- USP. São Paulo, 2003. PAULA, J. O.; MELLO, C. H. P. Seleção de um modelo de referência de PDP para uma empresa de autopeças através de um método de auxílio à decisão por múltiplos critérios. Revista Produção, v. 23, n. 1, p. 144-156, jan./mar. 2013. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0103-65132012005000082>. Acesso em 10 de abril de 2013. ROZENFELD, H.; FORCELLINI, F.A.; AMARAL, D.C.; TOLEDO, J.C.; SILVA, S.L.; ALLIPRANDINI, D.H.; SCALICE, R.K. Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a melhoria do processo. São Paulo: Saraiva, 2006. SALES, P. O.; CANCIGLIERI JUNIOR, O. O modelo Stage Gates dentro do processo de desenvolvimento de um produto – Uma análise comparativa com o desenvolvimento de um produto de uma empresa de telecomunicações. In: Congresso Brasileiro de Gestão de Desenvolvimento de Produto, 8., 2011, Porto Alegre. Anais do 8° Congresso Brasileiro de Gestão de Desenvolvimento de Produto. Porto Alegre, 2011.

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