Comunidades quilombolas em ms

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Slides sobre algumas comunidades Quilombolas de Mato Grosso do Sul

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Comunidades quilombolas em ms

  1. 1. Comunidades Quilombolas em MS
  2. 2. • Existem comunidades quilombolas em pelo menos 24 estados do Brasil: Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
  3. 3. • Antigamente uma comunidade quilombola seria o ajuntamento de mais de 05 negros fugitivos no meio da mata. Atualmente, um decreto de 4.887/2003 considera como Comunidade Quilombola: “Conforme o artigo 2º do Decreto, consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, seguindo critérios de
  4. 4. • autoafirmação, com a trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais especificas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida (BRASIL, 2008).”
  5. 5. Mato Grosso do Sul:
  6. 6. • Mato Grosso do Sul também possui ajuntamentos populacionais que podem ser considerados Quilombos, isso analisado dentro do contexto da luta pela liberdade e pela terra por parte dos negros .
  7. 7. Furnas do Dionísio – Jaraguari:
  8. 8. • A Comunidade Furna de Dionísio foi fundada em 1901 por Dionísio Antônio Vieira, ex- escravo, oriundo de Minas Gerais, que deslocou-se com sua família na expectativa de encontrar solo produtivo no qual pudesse garantir a subsistência de seus familiares e se estabeleceu na região que pertence ao município de Jaraguari atrás. As Furnas do Dionísio ficam a 40 Km de Campo Grande.
  9. 9. • A Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio é composta por 89 famílias. São cerca de 400 pessoas que descendem diretamente de Dionísio. Possui agroindústria- Produtos da Cana-de-açúcar (açúcar mascavo, rapadura, mel de cana), além de vários tipos de queijos, farinha de mandioca e artesanato em geral.
  10. 10. Escola Estadual Zumbi dos Palmares:
  11. 11. • Através da preservação das raízes e costumes herdados de seus fundadores, os moradores conseguem ter uma rotina muito parecida com a que tinham nos tempos de Dionísio.
  12. 12. Comunidade São Benedito – Tia Eva – Campo grande
  13. 13. Michel e Narzira: Bisnetos de Tia Eva
  14. 14. • Eva Maria de Jesus conseguiu a sua carta de alforria em 1887 e veio de Mineiros (GO), procurando um lugar para morar com sua família; chegou em Campos de Vacarias no Estado do Mato Grosso (atual MS). Ela morreu no dia 11 de novembro de 1926, com 88 anos. Ela era benzedeira e tinha por volta de 45 e três filhas anos quando formou o quilombo.
  15. 15. • Ela sabia ler e escrever. Para quem foi escrava, não era pouca coisa. Em 1910, Tia Eva decide pagar a promessa que tinha feito a São Benedito por ter sido curada de uma ferida na perna. Ela constrói uma capela em agradecimento ao santo e conclui a igrejinha em 1912, demolida e substituída por uma de alvenaria em 1919.
  16. 16. • Tia Eva está enterrada dentro da igreja de São Benedito que é a mais antiga de Campo Grande. Calcula-se que existem 2 mil descendentes de Tia Eva espalhados pelas comunidades negras do Estado.
  17. 17. Igreja de São Benedito:
  18. 18. Sérgio Antonio da Silva “Michel” – Bisneto da Tia Eva
  19. 19. Furnas de Boa Sorte - Corguinho
  20. 20. • Furnas de Boa Sorte é uma comunidade remanescente de quilombo que tem registro na Fundação Palmares. Os fundadores desse lugar – José Matias Ribeiro, Bonifácio Lino Maria e João Bonifácio - eram de Minas Gerais, no final do século XIX(19), logo depois da abolição da escravidão, vieram para o então Mato Grosso e habitaram a região de Boa Sorte, hoje município de Corguinho.
  21. 21. • Com o tempo, as terras foram expropriadas por fazendeiros e grileiros. Apesar de resistirem, não tiveram o apoio das autoridades e nem informações para impedir a invasão. Algumas pessoas, filhos dos fundadores foram obrigados a vender suas áreas.
  22. 22. • O artigo 68 da Constituição determina que os estados titulem terras quilombolas. Em 2001 a Fundação Palmares titulou mais de mil quatrocentos hectares de Furnas de Boa Sorte, como área remanescente de quilombo mas, não indenizou os ocupantes do local não oriundos dos negros que habitaram a região.
  23. 23. • Em 2003 um decreto presidencial determinou o Incra como responsável pela regulação fundiária. Segundo Geraldo Pereira Graciano, técnico do Incra, nesses casos os estudos antropológicos definem ou não a área como quilombola e isso independe de “terras produtivas ou improdutivas, elas pertencem aquele grupo e devem voltar aos seus verdadeiros donos.”
  24. 24. • Hoje, na antiga fazenda São Sebastião, vivem 45 famílias – aproximadamente 250 pessoas, que produzem rapadura e a farinha . Boa parte dos jovens buscam trabalho fora da comunidade. Muitos vão para as fazendas trabalhar como peões. A cestaria é o mais importante produto artesanal produzido em Furnas de Boa Sorte.
  25. 25. Morro São Sebastião:
  26. 26. Comunidade quilombola Chácara Buriti:
  27. 27. • A Comunidade Quilombola Chácara Buriti situada na BR-163 a 27 km de Campo Grande, e recebeu o título definitivo de sua terra em 01/06/2012 e o documento beneficia 87 pessoas de 26 famílias. A comunidade Chácara Buriti planta hortaliças: uma parte da produção é usada para subsistência e outra parte é comercializada com a Conab por meio
  28. 28. • Por ocasião da entrega do título, a bisneta de João Antonio da Silva, Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, 27 anos, líder da comunidade Chácara Buriti, declarou: “É a realização de um sonho de gerações. A volta dessa terra pra gente favorece os produtores”. E o superintendente regional do Incra, Celso Cestari, acrescentou: “É o resgate de uma dívida impagável”.
  29. 29. • do Programa de Aquisição de alimentos (PAA), do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). . Por ocasião da entrega do título, a bisneta de João Antonio da Silva, Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, 27 anos, líder da comunidade Chácara Buriti, declarou: “É a realização de um sonho de gerações. A volta dessa terra pra gente favorece os produtores”

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