A queda do império romano do ocidente

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A queda do império romano do ocidente

  1. 1. A Queda do Império Romano do Ocidente:
  2. 2. O Império Romano em sua maior extensão:
  3. 3. O exército romano: • O Império Romano dependia de um exército forte e bem organizado, que realizava as campanhas de expansão e defendia as fronteiras. Os legionários eram a base do exército romano; a maioria deles eram voluntários. Para entrar no exército era imprescindível ser cidadão romano. O exército estruturava-se em legiões de seis mil soldados, cada uma dividida em dez cortes.
  4. 4. A religião romana: • A religião romana foi formada combinando diversos cultos e várias influências. Crenças etruscas, gregas e orientais foram incorporadas aos costumes tradicionais para adaptá-los às novas necessidades do povo. O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo, Júpiter, pai dos deuses;
  5. 5. • Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizadas festas, jogos e outras cerimônias. Os cidadãos, por sua vez, buscavam proteção nos espíritos domésticos, chamados lares, a quem prestavam culto dentro de casa.
  6. 6. Os deuses romanos:
  7. 7. A arte romana: • Inspirada no modelo grego, a arte romana incorporou as formas e as técnicas de outras culturas do Mediterrâneo. Roma destacou-se na arquitetura com grandes edifícios privados e públicos. Entre os privados, incluem-se as casas e as residências coletivas. Os públicos dividem-se em religiosos (templos), administrativos e comerciais (basílicas) e lúdicos (teatro, anfiteatro e circo). O espírito prático de Roma reflete-se no urbanismo e nas grandes obras de engenharia, como estradas e aquedutos.
  8. 8. Escultura:
  9. 9. Pintura:
  10. 10. Arquitertura:
  11. 11. Arco de Constantino
  12. 12. Arco de Adriano:
  13. 13. Aqueduto:
  14. 14. Mapa da Via Ápia:
  15. 15. Estrada Romana de Éfeso:
  16. 16. A crise do Império Romano: • A partir do século III, o Império Romano entrou em declínio. Com o fim das guerras de conquista, esgotou-se a principal fonte fornecedora de escravos. Teve início a crise do escravismo que abalou seriamente a economia, fez surgir o colonato e provocou o êxodo urbano.
  17. 17. • Além disso, houve disputas pelo poder e as legiões diminuíram. Enfraquecido, o Império Romano foi dividido em dois e a parte ocidental não resistiu às invasões dos bárbaros germânicos no século V.
  18. 18. Teodósio:
  19. 19. • Além disso, outro fator de importância religiosa contribuiu para a crise escravista. Quando o cristianismo se espalhou pelo Império Romano a escravidão passou a ser vista de forma negativa. Muitos proprietários convertidos ao cristianismo libertaram seus escravos em prova de sua nova fé. Além disso, os próprios escravos atraídos pela palavra cristã queriam a sua liberdade. Com isso, a economia romana teve que se adaptar a novas formas de trabalho e produção que contornassem a nova situação.
  20. 20. • O sistema de arrendamento promoveu a associação entre escravos, agricultores livres e os antigos grandes proprietários. Nessa nova modalidade, o camponês arrendatário recebia um lote de terras onde poderia produzir seu próprio sustento. Em troca, ele deveria destinar parte de sua produção ao proprietário de terras.
  21. 21. • Dessa forma, as cidades deixavam de ser o grande centro da economia romana. O processo de ruralização fez com que o extenso sistema de cobrança de impostos e o comércio perdessem o grande papel outrora desempenhado.
  22. 22. • O governo romano não tinha como se sustentar da mesma forma. Com isso, uma série de reformas administrativas foi adotada nessa época. Os contingentes do exército foram reduzidos e muitos dos povos que viviam às margens do império ganharam terras para que evitassem a invasão de outros estrangeiros. Os chamados povos confederados passaram a formar a principal força militar romana.
  23. 23. Os Povos Bárbaros (Germânicos): • Os povos bárbaros eram de origem germânica e habitavam as regiões norte e nordeste da Europa e noroeste da Ásia, na época do Império Romano. Viveram em relativa harmonia com os romanos até os séculos IV e V depois de Cristo. Chegaram até a realizar trocas e comércio com os romanos, através das fronteiras. Muitos germânicos eram contratados para integrarem o poderoso exército romano.
  24. 24. • Os romanos usavam a palavra "bárbaros" para todos aqueles que habitavam fora das fronteiras do império e que não falavam a língua oficial dos romanos: o latim. A convivência pacífica entre esses povos e os romanos durou até o século IV, quando uma horda de hunos pressionou os outros povos bárbaros nas fronteiras do Império Romano.
  25. 25. Invasões Bárbaras (Germânicas):
  26. 26. • Nos séculos IV e V, o que se viu foi uma invasão, muitas vezes violenta, que acabou por derrubar o Império Romano do Ocidente. Além da chegada dos hunos, podemos citar como outros motivos que ocasionaram a invasão dos bárbaros: a busca de riquezas, de solos férteis e de climas agradáveis.
  27. 27. Divisão e Declínio do Império e Invasão Bárbara: • Com a morte de Teodósio, em 395, o grande império Romano foi dividido em: Império Romano do Ocidente, com sede em Roma; e Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla. • A finalidade dessa divisão era fortalecer cada uma das partes do império para vencer a ameaça das invasões Bárbaras. Entretanto, o Império Romano do Ocidente não teve organização interna para resistir aos sucessivos ataques dos povos bárbaros.
  28. 28. A Divisão do Império Romano:
  29. 29. Império Romano do Ocidente:
  30. 30. Roma:
  31. 31. Coliseu – Roma:
  32. 32. Império Romano do Oriente:
  33. 33. Constantinopla:
  34. 34. Principais Povos Bárbaros (Germânicos): • - Alanos: originários do nordeste do Cáucaso. Entraram no Império Romano entre os séculos IV e V. Ocuparam a região da Hispânia e o norte da África. • - Saxões: originários do norte da atual Alemanha e leste da Holanda. Penetraram e colonizaram as Ilhas Britânicas no século V.
  35. 35. Alanos:
  36. 36. Saxões:
  37. 37. • - Francos: estabeleceram-se na região da atual França e fundaram o Reino Franco (veja exemplo de obra de arte abaixo). • - Lombardos: invadiram a região norte da Península Itálica. • Anglos e Saxões: penetraram e instalaram-se no território da atual Inglaterra
  38. 38. • Burgúndios: estabeleceram-se na sudoeste da França • - Visigodos: instalaram-se na região da Gália, Itália e Península Ibérica (veja exemplo abaixo da arte visigótica) • - Suevos: invadiram e habitaram a Península Ibérica
  39. 39. Francos:
  40. 40. Visigodos:
  41. 41. Suevos:
  42. 42. • - Vândalos: estabeleceram-se no norte da África e na Península Ibérica • - Ostrogodos: invadiram a região da atual Itália
  43. 43. Vândalos:
  44. 44. Átila, o Huno:
  45. 45. • Os bárbaros tinham exército eficientes, que contavam com soldados guerreiros, coesão interna das tropas e boas armas metálicas.Apesar de rudes, os bárbaros exibiam ideal e vigor. Roma, por sua vez, mostrava-se corrompida pela discórdia, pela indisciplina no exército e pela falta de entusiasmo das populações miseráveis. É por isso que cerca de quinhentos mil bárbaros conseguiram desestabilizar o um império com mais de oitenta milhões de pessoas.
  46. 46. Economia, Arte, Política e Cultura dos Bárbaros Germânicos: • A maioria destes povos organizavam-se em aldeias rurais, compostas por habitações rústicas feitas de barro e galhos de árvores. Praticavam o cultivo de cereais como, por exemplo, o trigo, o feijão, a cevada e a ervilha. Criavam gado para obter o couro, a carne e o leite.
  47. 47. • Dedicavam-se também às guerras como forma de saquear riquezas e alimentos. Nos momentos de batalhas importantes, escolhiam um guerreiro valente e forte e faziam dele seu líder militar. Eles eram politeístas e adoravam deuses representantes das forças da natureza. Odin era a principal divindade e representava a força do vento e a guerra.
  48. 48. • Para estes povos havia uma vida após a morte, onde os bravos guerreiros mortos em batalhas poderiam desfrutar de um paraíso. A mistura da cultura germânica com a romana formou grande parte da cultura medieval, pois muitos hábitos e aspectos políticos, artísticos e econômicos permaneceram durante toda a Idade Média.
  49. 49. Os Hunos: • A origem dos Hunos não é comprovada entre os historiadores, acredita-se que tenha sido um povo formado por várias tribos nômades originárias da Ásia Central. Por conta disso de uma mistura de genética e cultura, foram um grupo etnicamente variado. Ocupavam a região conhecida como Mongólia e deram origem a duas linhagens de hunos.
  50. 50. • São considerados os principais responsáveis pela Queda de Roma, pois suas guerras de conquistas assustaram os povos germânicos, empurrando-os para dentro do Império Romano, as tribos germânicas que quebraram a unidade política de Roma.
  51. 51. • Os hunos viviam como nômades que se dedicavam a atividade pastoril. Moravam em barracas e carroças. No entanto, eles não se limitavam apenas a criação de pasto e cavalos, eram exímios guerreiros de raro valor. Os hunos montados em seus cavalos conseguiam manejar facilmente armas como lanças e arcos.
  52. 52. • Os hunos entravam em qualquer guerra que lhes trouxessem grandes recompensas. Saquear os povos conquistados passou a ser a principal atividade econômica exercida por eles. Inicialmente os hunos tentaram dominar o extremo asiático mas, foram parados pela Muralha da China.
  53. 53. Muralha da China:
  54. 54. • Com o aumento da população, os hunos migraram para oeste asiático até chegarem à Europa Oriental. Quando chegaram a Europa, os hunos passaram a disputar as regiões habitadas pelos bárbaros germânicos e eslavos. Acuados, os bárbaros do ocidente fugiram para dentro do território romano.
  55. 55. • Com a morte do Khan Rugila em 434, a liderança dos Hunos passou a ser disputada pelos seus dois sobrinhos, Bleda e Átila. Em 445 Bleda morreu deixando para o seu irmão, Átila, a liderança total das tribos hunas. Átila que ficou conhecido pela história como o Flagelo de Deus, queria ser o Rei dos Reis.
  56. 56. Átila
  57. 57. • Em seu reinado Átila aumentou os domínios hunos desejando ainda a conquista do Império Romano, fonte de muitas riquezas.O primeiro alvo dos hunos foi a capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla. A capital romana do Oriente só não foi dominada pelos hunos por que o Imperador Bizantino, Teodósio II, concordou em pagar um grande tributo em ouro para Átila.
  58. 58. • Querendo mais tesouros, Átila rumou com seus guerreiros em direção ao coração do Império Romano: Roma.Na Europa ocidental os hunos enfrentaram um exército coligado de coligação romanos e germânicos e foram derrotados na Batalha de Chanlons. Mesmo derrotados nesta batalha, os Hunos continuaram a andar pela Europa e chegaram à Itália.
  59. 59. • Roma só não foi destruída porque o Papa Leão propôs a Átila um pagamento em ouro semelhante ao que os bizantinos de Constantinopla lhe propuseram. Alguns historiadores acreditam que na verdade Átila estava com suas tropas enfraquecidas em decorrência de pestes e doenças e por isso não continuou com o cerco a Roma.
  60. 60. Átila e o Papa Leão I:
  61. 61. Palácio de Átila:
  62. 62. • Em 453 Átila morreu repentinamente, desaparecendo junto com ele seu Império. O Império Huno formado por Átila ia das estepes da Ásia central até as fronteiras oeste da Alemanha.
  63. 63. Ostrogodos:
  64. 64. • Em 476, o último imperador de Roma, Rômulo Augusto, foi deposto por Odoacro, rei do hérulos, um dos povos bárbaros. • Quanto ao Império Romano do Oriente, embora com transformações, sobreviveu até 1453, ano em que os turcos conquistaram Constantinopla.

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