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O CARÁTER DO SERVO
    DO SENHOR.
O Caráter do Servo do Senhor
•Uma sintética análise de um precioso livro de
Watchman Nee
•O livro “O Caráter do Obreiro do Senhor”, que
transcreve diversas ministrações de Watch-man
Nee, por volta de 1940, publicado pela Editora
Árvore da Vida, é uma valiosa pérola para
qualquer cristão que deseja servir a Deus.
Recomendamos que cada irmão possua um livro
deste em sua casa, não somente para uma
leitura, mas como um importante refer-encial
diário de alimento espiritual sólido.
1. SER BOM OUVINTE: (TG. 1:19)
- Ter habilidade de ouvir os outros:
- Entender plenamente o que a pessoa diz. Não é
fácil ouvir. Nada julgue antes. Isto não implica um
tempo sem limite, mas o tempo suficiente para
que falem.
- Ouvir e entender o que os outros não dizem.
Temos de discernir do Senhor o que elas
evitaram dizer.
- Devemos estar aptos para detectar o que os
outros dizem no espírito.
- Ter habilidade de ouvir e entender:
- Não devemos ser subjetivos.
- Nossa mente não deve vagar. Muitos só têm
espaço para os pensamentos próprios, jamais
podem entender o que os outros pensam. Suas
mentes estão sempre inquietas.
- Devemos compartilhar dos sentimentos dos
outros. Ter empatia pelos outros. Ter sensibili-
dade. Deus tem um padrão alto para os que lhe
servem. Um servo do senhor não tem tempo
para sentir-se feliz ou triste consigo mesmo. Se
nos entregarmos aos nossos risos e lágrimas, e
às preferências e aversões, não teremos espaço
no nosso íntimo para as necessidades dos ou-
tros. Um homem que não conhece a cruz não é
útil na obra do Senhor.
Temos que saber que tipo de pessoa nós
somos:
- A coisa mais importante com relação ao
obreiro do Senhor não é o seu grau de
conhecimento, mas o seu ser. Deus nos usa
para avaliar os outros. Se nosso ser estiver
errado, Deus não poderá usar-nos. Não
avaliamos o que é tangível, caso fosse seria
fácil. Muitos são incapazes de ouvir, e o pior,
estão nas trevas.
2. TER DISPOSIÇÃO PARA
     SOFRER: (II Tim. 2:12)
- Devemos perceber que Deus não exime seus
filhos da provação ou do castigo (Hb. 12: 6-7 ; I
Ped. 3: 14).
- Deus não hesita em provar e castigar seu filho,
se assim for necessário.
- Temos que sofrer de bom grado, por amor a
Cristo (Mt. 5: 10-12).
- Muitos recuam no momento que a aflição
surge. O pior é que muitos sofrem sem ter esta
disposi-ção. O senhor só considera precioso o
sofrimento com disposição. Até onde o
sofrimento é por escolha? Ou será que
dó de nós mesmos e nos justificamos? É pos-
sível passar um terrível desgosto e adversi-
dade sem o desejo de sofrer.
- Não podemos parar simplesmente porque
uma dificuldade surge no caminho ou porque
uma provação nos perturba (II Cor. 6: 1-10).
- Se não tivermos disposição para sofrer,
Satanás usará aquilo de que temos medo para
atacar-nos e, com isso, seremos vencidos.
   - Devemos persistir quando vierem
provações à família ou doenças no corpo, e
mesmo quando a fome ou o desconforto
surgirem no
caminho.
-Devemos orar pedindo misericórdia para
saber o que é disposição para sofrer. É uma
decisão tomada no íntimo que consiste em
estar ao lado do Senhor, a despeito do que
reserva o futuro e das circunstâncias a enfren-
tar.
- O caminho do serviço para um cristão não é
o do sofrimento, mas o de ter disposição para
sofrer. Não ensinamos a busca do sofrimento
e muito menos desejamos que um irmão so-
fra, mas devemos perceber que a disposição
para sofrer é muito necessária, pois este pode
ser o nosso caminho.
- Até onde devemos estar preparados para
sofrer? O padrão bíblico é: "Sê fiel até a
morte" (Ap. 2:10).
- Temos que abrir mão de nossa própria vida.
Uma vez que limitamos a prontidão para
sofrer, não poderemos ir muito longe.
- Mas, também podemos perder a vida sem
ter esta disposição. Temos que ter o cuidado
para que nosso trabalhado não seja em vão
(ver I Cor. 15:58 e Fp. 3: 10-11).
3. ESMURRAR O CORPO E REDUZÍ-LO
     À SERVIDÃO: (I Cor. 9:23-27)
- Se o corpo não estiver subjugado, não
poderemos servir a Deus.
- Não se trata de um exercício corporal, um
esforço humano. É exatamente o que a Bíblia diz:
"Andai em Espírito e não cumprireis a concupisc-
ência da carne" (Gl. 5:16).
- Não podemos ser dominados pelas exigências
do corpo.
- O corpo não deve ter muita liberdade. Uma
pequena aspiração não qualificará ninguém para
servir ao Senhor. O corpo deve obedecer.
- Necessitamos, em média, de 8 horas diárias
de sono, mas temos que ter condições de
ficarmos acordados se o Senhor quer que
vigiemos. É estranho servir a Deus por anos e
nunca ter ficado uma noite completa em
oração.
- Devemos preparar o corpo não só para
atender as exigências comuns, mas para ter
estoque extra para quando houver outras
exigências. Um bom exemplo disto é em
relação ao jejum. Também podemos lembrar
do conforto, do padrão de vida, da doença e
da dor. Quando a obra exige, temos que fazê-
lo mesmo que o corpo sinta dor.
4. DILIGÊNCIA: (Mt. 25:18 , 24-28,30)
 - A negligência é adiar, delongar o máximo pos-
sível para fazer algo. Vai de um lado para o
outro sem alvo. Fica sempre entre agir e não
agir. Quando recebe alguma tarefa, se desgosta,
ou se aborrece, suspira e resmunga.
- O negligente receia cansar-se.
- O negligente sempre procura oportunidade de
descansar e divertir-se. Não são dignos de serem
chamados servos de Deus.
- Pessoas negligentes nunca procuram coisas
para fazer, vêem questões importantes com
triviais.
- Os que evitam responsabilidades são inúteis.
- Diligência é o oposto da negligência.
Sempre pensa, ora, observa e considera na
presença de Deus o que deveria fazer.
- Devemos perguntar ao Senhor: "Que obra Tu
queres que eu faça?"
- O que falta hoje são homens que ergam os
olhos e vejam (João 4:35).
- O diligente faz uso sábio do seu tempo.
- A obra do Senhor pode crescer pela dili-
gência ou sofrer um revés por causa da
negligência.
- O diligente sabe que a vida é curta. Não
perde tempo.
- A negligência é um hábito formado ao
longo dos anos, torna-se uma deficiência de
caráter; Não podemos corrigi-la de forma
instantânea. Se não cuidarmos dela com
seriedade, ela ficará para sempre. A obra do
Senhor não tolera os negligentes.
5. CONTIDO NO FALAR: (Pv. 10:19 ;
      15:23 ; 18:13; 21:23)
 - A falta de moderação no falar é uma das
principais razões para o fracasso de pessoas
que poderiam ser muito úteis na mão de Deus.

- Se usarmos os lábios em coisas que não têm a
ver com a Palavra de Deus, não podemos usá-
los para anunciá-la.
 - Muitas pessoas deixam vazar o poder por
meio das palavras que falam. Alguns, por
falarem muitas coisas que não eram de Deus,
- O problema é que muitos falam demais.
Sempre falam sobre tudo e gostam de passar
aos outros o que ouviram. No muito falar está
a voz de um néscio (Ecles. 5:3).
- O falar de um servo do Senhor é santo.
- Atentemos, diante do Senhor, para o tipo de
palavra que ouvimos o tempo todo, pois isso
determina o tipo de pessoa que somos.
- Observemos o tipo de palavras nas quais
estamos mais propensos a acreditar.
- Após ouvir e acreditar, há também a questão
de passar adiante o que se ouviu. Os que
erram aqui perdem a condição de ministrar a
Palavra de Deus.
- Fuja das palavras imprecisas. Falam uma
coisa na frente de uma pessoa e outra por
detrás. Fazem jogos com as palavras, con-
textos e fatos. Tais pessoas são inúteis na obra
de Deus.
- Há o que, intencionalmente, não tem uma só
palavra. Está completamente perdido nas
trevas.
- Devemos lidar com o modo de ouvir. É triste
vermos obreiros que se tornaram centro de
informações. Estes sempre escorregam com
mexericos e boatos. Podem edificar a obra
com um das mãos e destruir com a outra.
Devemos fugir da curiosidade, basta
entendermos o problema. Não devemos
cobiçar informações.
- Temos que conquistar e preservar a con-
fiança das pessoas. Confidências são sagradas
e devem ser tratadas com fidelidade. A obra de
Deus não pode ser confiada a alguém que seja
imprudente com as palavras.
- Às vezes, uma mentira pode não ter declara-
uma falsa impressão. Se não queremos res-
ponder ou falar sobre algo, não podemos tomar
o caminho do engano.
- Fugir da contenda e da gritaria. O servo do
Senhor não deve discutir com ninguém. Falar
alto indica falta do poder do autocontrole.
- O cuidado com a motivação. Podemos falar
algo, mas a motivação é completamente
diferente.
- Não devemos falar palavras ociosas. Devemos
descartar piadas, conversas levianas, chocar-
rices, escárnios e comentários sobre a vida de
outros.
 - Muitos não causam impacto no falar, não
porque estão equivocados nas palavras que
pregam, mas estão equivocados em outras
conversas. Se formos levianos e inexatos nas
palavras, se confundirmos verdade com falsi-
dade, a até mentirmos, não podemos ter
nenhum poder no serviço. Para pregar a
palavra, temos que começar controlando a
língua.
- Ter habilidade de ouvir os outros: Temos
que preservar o valor espiritual, a importância
espiritual e a utilidade espiritual diante do
Senhor de todas as maneiras. Cuidado ao
falar. Muitas palavras que falamos no passado
eram ociosas, ou vazias, desocupadas, mas
hoje já não estão desocupadas; antes se
espalham por toda a terra. Quando as falamos
eram ociosas, mas, depois de um tempo,
passam a agir e causar muita destruição. Uma
vez cometidos, muitos erros são irreparáveis.
Uma vez proferidas, as palavras não pararão,
e o problema que criam não parará. Quando
outros participam de conversa inconveniente,
a primeira coisa que temos que fazer é
separar-nos deles. Uma vez que nos juntamos
a eles e nos tornamos um deles, ficamos
arruinados.
6. ESTÁVEL: (Fp. 4: 6-7)
- Estabilidade de caráter pode ser entendida
com estabilidade nas emoções.
- Muitos não são confiáveis por natureza, não
porque não querem ser confiáveis, mas por-
que seu caráter não é confiável. Tão logo algo
as atinge, elas mudam. Não são estáveis no
caráter.
- A natureza da igreja é um edifício sobre a
rocha. Ela é o baluarte da verdade (I Tim.
3:15). Os filhos de Deus são pequenas pedras
(I Ped. 2:5).
A torre da Babel foi feita de tijolos, feito por
homens, e nada feito pelo homem tem esta-
bilidade. Mas a igreja é edificada sobre a
rocha, é inabalável.
- Alguns estão sofrendo a prevalência das
portas do inferno, pois são de caráter vulner-
ável e estão constantemente mudando. São
inúteis a obra do Senhor.
- Quando a luz do Senhor queimar nossa
língua, o nosso muito falar desaparecerá.
Assim que o tocarmos, a nossa frivolidade
esmorecerá. Antes de usar alguém, Deus
tratará com nossa instabilidade.
- Um servo do Senhor não pode ser porta voz
de Deus em um momento e de Satanás em
outro momento.
- Nossas emoções, por serem passageiras, não
podem nos representar. Qualquer coisa
funda-mentada nas emoções é vulnerável.
- Um homem é instável por 3 motivos: é
dominado pelas emoções, tem medo da
perda e tem medo de ofender os homens.
- Muitos temem a cruz. No momento que a
caminhada exige delas perda e renúncia, suas
emoções não permitem continuar.
- Se a cruz não puder abalar uma pessoa, nada
irá abalá-la, pois não há exigência maior do
que a cruz.
- Talvez não percebamos o quanto somos
influenciados pelas afeições e desgostos dos
homens. Assim que passamos a tentar agrada-
los e evitar o desgosto deles, nosso caminho
não é mais reto (Lc. 14: 23-35). Temos exage-
rada disposição para ouvir o que os outros
têm a dizer. Temos preocupações em satis-
fazer suas expectativas.
- Se o nosso caráter for abalável, tudo o que
for construído sobre nós poderá ser abalado e,
mais cedo os mais tarde, tudo ruirá.
- Temos que orar para que Deus nos faça
confiáveis.
 - Se você edificar algo não confiável, poderá até
edificar um pouco e logo vai descobrir que o que
edificou terá que ser derrubado.
 - Se nosso caráter oscilar, animado, às vezes e
desanimado em outras, a obra de Deus será
prejudicada.
 - A Igreja do Senhor não é composta de pedras
isoladas; é composta por pedras edificadas
umas sobre as outras. Se uma pedra treme,
todo o edifício estará em perigo; muitas vidas
estarão em risco, e a igreja de Deus não
poderá continuar.
7. NÃO SER SUBJETIVO: (I Ped. 4:11)
- Ser subjetivo significa insistir nas próprias
idéias e rejeitar as dos outros. Rejeitam a
Deus, embora pensem que não.
- O subjetivo rejeita ser corrigido ou tem
dificuldade em aceitar a correção.
- O subjetivo tem seu próprio conceito, não
ouve ao Senhor.
- A causa da subjetividade é o "eu" não que-
brantado.
- O subjetivo tem incapacidade de aprender.
Ele não se considera necessitado.
- Muitos, por suas dificuldades de ouvir a
Palavra de Deus, precisam ser corrigidos com
açoites divinos (Hb. 12:6).
- Quando o homem está obcecado em seus
próprios conceitos, é muito difícil que entenda
a vontade de Deus (Pv. 1: 30-31).
- A subjetividade é um hábito que se expressa
até nas pequeninas coisas.
- Uma pessoa subjetiva não tem como cum-
prir a vontade de Deus e muito menos levar
outros a cumpri-la. Deus nada confiará a uma
pessoa subjetiva.
- Se um homem está voltado para seu próprio
caminho, como levará alguém ao caminho de
Deus?
- Deus não impediu o acesso do homem à
árvore do conhecimento do bem e do mal,
apenas disse para dela não se alimentar. Da
mesma forma. Não devemos obrigar os
homens a nos ouvir. É bom quando eles nos
ouvem. Mas se não nos ouvem, devemos
contentar-nos em ir embora. Se o homem
prefere rebelar-se contra Deus, lhe é permi-
tido seguir seu próprio caminho.
Devemos aprender abrir mão da insistência.
Não devemos forçá-los a receber nossa ajuda.
Quanto mais os homens nos ouvem, maior é a
nossa responsabilidade para com Deus.
8. SUSTENTAR O CARÁTER ABSOLUTO
      DA VERDADE: (Cl. 2: 6-8))
  - Isso só é possível quando o homem está
 livre de si mesmo, sem ser influenciado por
 pessoas, coisas e sentimentos pessoais.
 - Os relacionamentos com familiares e amigos
 não podem comprometer a verdade. Deus
 não pode usar tais pessoas.
 - Muitas dificuldades acontecem na igreja
 porque os filhos de Deus sacrificam a verdade.
 - Ser fiel a verdade significa pôr de lado os
 sentimentos, ignorar os relacionamentos
 pessoais e não defender o "eu".
- A base do juízo é a palavra de Deus; o seu
fundamento é a verdade. Devemos agir da
mesma maneira, quer os outros nos tratem
bem ou não. Em qualquer situação, devemos
procurar saber primeiro qual é a verdade
divina, e somente isto deve guiar nosso com-
portamento e nossas palavras, mesmo que
isto custe rompimento de vínculos.
9. CUIDAR DA SAÚDE: (Ef. 5:15)
  - O homem precisa de 10 a 20 anos de
treinamento na mão de Deus para poder ser,
de certa forma, útil para Ele. Como alguns
não cuidam de sua saúde, podem morrer
antes de chegar lá.
- O servo de Deus precisa ser sábio na sua
alimentação, deixando as manias e buscando
ingestão de alimentos saudáveis. Deve ter
controle sobre seu apetite, evitando exageros.
- Deve saber a hora de descansar. Não po-
demos ficar sob stress o tempo todo.
- Devemos nos abster de riscos desneces-
sários.
- Ter cuidado com a higiene, embora tenh-
amos que, muitas vezes, estar em locais em
que isto é limitado por fatores alheios a nossa
vontade.
- Devemos deixar de lado à teimosia, quando
nossos hábitos tornam-se imutáveis e intocá-
veis, criando impedimentos à obra do Senhor.
Ex. Alguns têm que fazer barba todos os dias,
e não admitem fazer nada se não puderam
fazer em um determinado dia.
10. AMAR OS HOMENS:
         (Lc. 19:10)
              19:10
 - Devemos entender que o homem foi criado
por Deus, e embora tenha caído, tornou-se
objeto de sua redenção. Não podemos ter
aversões.
- Ter interesse pelo homem perdido é es-
sencial na vida do obreiro.
 - Jesus, quando andou por este mundo,
estava muito interessado no homem, mas até
onde vai nosso interesse?
- Jesus nunca Se permitiu ser servido por
ninguém. Ele não tinha interesse algum em
receber algo dos homens, mas apenas de dar.
- Quando olhamos para nós mesmo fora da
esfera da graça de Deus, podemos concluir
que somos iguais aos homens que pecam
deliberadamente. Portanto, nosso comporta-
mento deve ser de compaixão.
CONCLUSÃO:
O obreiro de Deus deve ser um servo antes de
ser um líder. Um servo, humilde, bom ouvinte,
fala quando é necessário e uma pessoa que
demonstra domínio próprio. O fruto do
Espírito deve ser visível e deve ser uma pessoa
com bom caráter. Deve ser uma pessoa que
sabe da importância de pregar a mensagem
não somente com a boca, mas com a maneira
que ela governa na vida, família e negócios.
CONTATOS:
•Larry C. Swenson
•larrycswenson@gmail.com
• lcswen@uol.com.br
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O Caráter do Servo: 6 Qualidades Essenciais

  • 1. O CARÁTER DO SERVO DO SENHOR.
  • 2. O Caráter do Servo do Senhor •Uma sintética análise de um precioso livro de Watchman Nee •O livro “O Caráter do Obreiro do Senhor”, que transcreve diversas ministrações de Watch-man Nee, por volta de 1940, publicado pela Editora Árvore da Vida, é uma valiosa pérola para qualquer cristão que deseja servir a Deus. Recomendamos que cada irmão possua um livro deste em sua casa, não somente para uma leitura, mas como um importante refer-encial diário de alimento espiritual sólido.
  • 3. 1. SER BOM OUVINTE: (TG. 1:19) - Ter habilidade de ouvir os outros: - Entender plenamente o que a pessoa diz. Não é fácil ouvir. Nada julgue antes. Isto não implica um tempo sem limite, mas o tempo suficiente para que falem. - Ouvir e entender o que os outros não dizem. Temos de discernir do Senhor o que elas evitaram dizer. - Devemos estar aptos para detectar o que os outros dizem no espírito. - Ter habilidade de ouvir e entender: - Não devemos ser subjetivos. - Nossa mente não deve vagar. Muitos só têm espaço para os pensamentos próprios, jamais
  • 4. podem entender o que os outros pensam. Suas mentes estão sempre inquietas. - Devemos compartilhar dos sentimentos dos outros. Ter empatia pelos outros. Ter sensibili- dade. Deus tem um padrão alto para os que lhe servem. Um servo do senhor não tem tempo para sentir-se feliz ou triste consigo mesmo. Se nos entregarmos aos nossos risos e lágrimas, e às preferências e aversões, não teremos espaço no nosso íntimo para as necessidades dos ou- tros. Um homem que não conhece a cruz não é útil na obra do Senhor.
  • 5. Temos que saber que tipo de pessoa nós somos: - A coisa mais importante com relação ao obreiro do Senhor não é o seu grau de conhecimento, mas o seu ser. Deus nos usa para avaliar os outros. Se nosso ser estiver errado, Deus não poderá usar-nos. Não avaliamos o que é tangível, caso fosse seria fácil. Muitos são incapazes de ouvir, e o pior, estão nas trevas.
  • 6. 2. TER DISPOSIÇÃO PARA SOFRER: (II Tim. 2:12) - Devemos perceber que Deus não exime seus filhos da provação ou do castigo (Hb. 12: 6-7 ; I Ped. 3: 14). - Deus não hesita em provar e castigar seu filho, se assim for necessário. - Temos que sofrer de bom grado, por amor a Cristo (Mt. 5: 10-12). - Muitos recuam no momento que a aflição surge. O pior é que muitos sofrem sem ter esta disposi-ção. O senhor só considera precioso o sofrimento com disposição. Até onde o sofrimento é por escolha? Ou será que
  • 7. dó de nós mesmos e nos justificamos? É pos- sível passar um terrível desgosto e adversi- dade sem o desejo de sofrer. - Não podemos parar simplesmente porque uma dificuldade surge no caminho ou porque uma provação nos perturba (II Cor. 6: 1-10). - Se não tivermos disposição para sofrer, Satanás usará aquilo de que temos medo para atacar-nos e, com isso, seremos vencidos. - Devemos persistir quando vierem provações à família ou doenças no corpo, e mesmo quando a fome ou o desconforto surgirem no
  • 8. caminho. -Devemos orar pedindo misericórdia para saber o que é disposição para sofrer. É uma decisão tomada no íntimo que consiste em estar ao lado do Senhor, a despeito do que reserva o futuro e das circunstâncias a enfren- tar. - O caminho do serviço para um cristão não é o do sofrimento, mas o de ter disposição para sofrer. Não ensinamos a busca do sofrimento e muito menos desejamos que um irmão so- fra, mas devemos perceber que a disposição
  • 9. para sofrer é muito necessária, pois este pode ser o nosso caminho. - Até onde devemos estar preparados para sofrer? O padrão bíblico é: "Sê fiel até a morte" (Ap. 2:10). - Temos que abrir mão de nossa própria vida. Uma vez que limitamos a prontidão para sofrer, não poderemos ir muito longe. - Mas, também podemos perder a vida sem ter esta disposição. Temos que ter o cuidado para que nosso trabalhado não seja em vão (ver I Cor. 15:58 e Fp. 3: 10-11).
  • 10. 3. ESMURRAR O CORPO E REDUZÍ-LO À SERVIDÃO: (I Cor. 9:23-27) - Se o corpo não estiver subjugado, não poderemos servir a Deus. - Não se trata de um exercício corporal, um esforço humano. É exatamente o que a Bíblia diz: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupisc- ência da carne" (Gl. 5:16). - Não podemos ser dominados pelas exigências do corpo. - O corpo não deve ter muita liberdade. Uma pequena aspiração não qualificará ninguém para servir ao Senhor. O corpo deve obedecer.
  • 11. - Necessitamos, em média, de 8 horas diárias de sono, mas temos que ter condições de ficarmos acordados se o Senhor quer que vigiemos. É estranho servir a Deus por anos e nunca ter ficado uma noite completa em oração. - Devemos preparar o corpo não só para atender as exigências comuns, mas para ter estoque extra para quando houver outras exigências. Um bom exemplo disto é em relação ao jejum. Também podemos lembrar do conforto, do padrão de vida, da doença e
  • 12. da dor. Quando a obra exige, temos que fazê- lo mesmo que o corpo sinta dor.
  • 13. 4. DILIGÊNCIA: (Mt. 25:18 , 24-28,30) - A negligência é adiar, delongar o máximo pos- sível para fazer algo. Vai de um lado para o outro sem alvo. Fica sempre entre agir e não agir. Quando recebe alguma tarefa, se desgosta, ou se aborrece, suspira e resmunga. - O negligente receia cansar-se. - O negligente sempre procura oportunidade de descansar e divertir-se. Não são dignos de serem chamados servos de Deus. - Pessoas negligentes nunca procuram coisas para fazer, vêem questões importantes com triviais. - Os que evitam responsabilidades são inúteis.
  • 14. - Diligência é o oposto da negligência. Sempre pensa, ora, observa e considera na presença de Deus o que deveria fazer. - Devemos perguntar ao Senhor: "Que obra Tu queres que eu faça?" - O que falta hoje são homens que ergam os olhos e vejam (João 4:35). - O diligente faz uso sábio do seu tempo. - A obra do Senhor pode crescer pela dili- gência ou sofrer um revés por causa da negligência.
  • 15. - O diligente sabe que a vida é curta. Não perde tempo. - A negligência é um hábito formado ao longo dos anos, torna-se uma deficiência de caráter; Não podemos corrigi-la de forma instantânea. Se não cuidarmos dela com seriedade, ela ficará para sempre. A obra do Senhor não tolera os negligentes.
  • 16. 5. CONTIDO NO FALAR: (Pv. 10:19 ; 15:23 ; 18:13; 21:23) - A falta de moderação no falar é uma das principais razões para o fracasso de pessoas que poderiam ser muito úteis na mão de Deus. - Se usarmos os lábios em coisas que não têm a ver com a Palavra de Deus, não podemos usá- los para anunciá-la. - Muitas pessoas deixam vazar o poder por meio das palavras que falam. Alguns, por falarem muitas coisas que não eram de Deus,
  • 17.
  • 18. - O problema é que muitos falam demais. Sempre falam sobre tudo e gostam de passar aos outros o que ouviram. No muito falar está a voz de um néscio (Ecles. 5:3). - O falar de um servo do Senhor é santo. - Atentemos, diante do Senhor, para o tipo de palavra que ouvimos o tempo todo, pois isso determina o tipo de pessoa que somos. - Observemos o tipo de palavras nas quais estamos mais propensos a acreditar. - Após ouvir e acreditar, há também a questão de passar adiante o que se ouviu. Os que
  • 19. erram aqui perdem a condição de ministrar a Palavra de Deus. - Fuja das palavras imprecisas. Falam uma coisa na frente de uma pessoa e outra por detrás. Fazem jogos com as palavras, con- textos e fatos. Tais pessoas são inúteis na obra de Deus. - Há o que, intencionalmente, não tem uma só palavra. Está completamente perdido nas trevas. - Devemos lidar com o modo de ouvir. É triste vermos obreiros que se tornaram centro de
  • 20. informações. Estes sempre escorregam com mexericos e boatos. Podem edificar a obra com um das mãos e destruir com a outra. Devemos fugir da curiosidade, basta entendermos o problema. Não devemos cobiçar informações. - Temos que conquistar e preservar a con- fiança das pessoas. Confidências são sagradas e devem ser tratadas com fidelidade. A obra de Deus não pode ser confiada a alguém que seja imprudente com as palavras. - Às vezes, uma mentira pode não ter declara-
  • 21. uma falsa impressão. Se não queremos res- ponder ou falar sobre algo, não podemos tomar o caminho do engano. - Fugir da contenda e da gritaria. O servo do Senhor não deve discutir com ninguém. Falar alto indica falta do poder do autocontrole. - O cuidado com a motivação. Podemos falar algo, mas a motivação é completamente diferente. - Não devemos falar palavras ociosas. Devemos descartar piadas, conversas levianas, chocar- rices, escárnios e comentários sobre a vida de
  • 22. outros. - Muitos não causam impacto no falar, não porque estão equivocados nas palavras que pregam, mas estão equivocados em outras conversas. Se formos levianos e inexatos nas palavras, se confundirmos verdade com falsi- dade, a até mentirmos, não podemos ter nenhum poder no serviço. Para pregar a palavra, temos que começar controlando a língua. - Ter habilidade de ouvir os outros: Temos que preservar o valor espiritual, a importância
  • 23. espiritual e a utilidade espiritual diante do Senhor de todas as maneiras. Cuidado ao falar. Muitas palavras que falamos no passado eram ociosas, ou vazias, desocupadas, mas hoje já não estão desocupadas; antes se espalham por toda a terra. Quando as falamos eram ociosas, mas, depois de um tempo, passam a agir e causar muita destruição. Uma vez cometidos, muitos erros são irreparáveis. Uma vez proferidas, as palavras não pararão, e o problema que criam não parará. Quando outros participam de conversa inconveniente,
  • 24. a primeira coisa que temos que fazer é separar-nos deles. Uma vez que nos juntamos a eles e nos tornamos um deles, ficamos arruinados.
  • 25. 6. ESTÁVEL: (Fp. 4: 6-7) - Estabilidade de caráter pode ser entendida com estabilidade nas emoções. - Muitos não são confiáveis por natureza, não porque não querem ser confiáveis, mas por- que seu caráter não é confiável. Tão logo algo as atinge, elas mudam. Não são estáveis no caráter. - A natureza da igreja é um edifício sobre a rocha. Ela é o baluarte da verdade (I Tim. 3:15). Os filhos de Deus são pequenas pedras (I Ped. 2:5).
  • 26. A torre da Babel foi feita de tijolos, feito por homens, e nada feito pelo homem tem esta- bilidade. Mas a igreja é edificada sobre a rocha, é inabalável. - Alguns estão sofrendo a prevalência das portas do inferno, pois são de caráter vulner- ável e estão constantemente mudando. São inúteis a obra do Senhor. - Quando a luz do Senhor queimar nossa língua, o nosso muito falar desaparecerá. Assim que o tocarmos, a nossa frivolidade esmorecerá. Antes de usar alguém, Deus
  • 27. tratará com nossa instabilidade. - Um servo do Senhor não pode ser porta voz de Deus em um momento e de Satanás em outro momento. - Nossas emoções, por serem passageiras, não podem nos representar. Qualquer coisa funda-mentada nas emoções é vulnerável. - Um homem é instável por 3 motivos: é dominado pelas emoções, tem medo da perda e tem medo de ofender os homens. - Muitos temem a cruz. No momento que a caminhada exige delas perda e renúncia, suas
  • 28. emoções não permitem continuar. - Se a cruz não puder abalar uma pessoa, nada irá abalá-la, pois não há exigência maior do que a cruz. - Talvez não percebamos o quanto somos influenciados pelas afeições e desgostos dos homens. Assim que passamos a tentar agrada- los e evitar o desgosto deles, nosso caminho não é mais reto (Lc. 14: 23-35). Temos exage- rada disposição para ouvir o que os outros têm a dizer. Temos preocupações em satis- fazer suas expectativas.
  • 29. - Se o nosso caráter for abalável, tudo o que for construído sobre nós poderá ser abalado e, mais cedo os mais tarde, tudo ruirá. - Temos que orar para que Deus nos faça confiáveis. - Se você edificar algo não confiável, poderá até edificar um pouco e logo vai descobrir que o que edificou terá que ser derrubado. - Se nosso caráter oscilar, animado, às vezes e desanimado em outras, a obra de Deus será prejudicada. - A Igreja do Senhor não é composta de pedras
  • 30. isoladas; é composta por pedras edificadas umas sobre as outras. Se uma pedra treme, todo o edifício estará em perigo; muitas vidas estarão em risco, e a igreja de Deus não poderá continuar.
  • 31. 7. NÃO SER SUBJETIVO: (I Ped. 4:11) - Ser subjetivo significa insistir nas próprias idéias e rejeitar as dos outros. Rejeitam a Deus, embora pensem que não. - O subjetivo rejeita ser corrigido ou tem dificuldade em aceitar a correção. - O subjetivo tem seu próprio conceito, não ouve ao Senhor. - A causa da subjetividade é o "eu" não que- brantado. - O subjetivo tem incapacidade de aprender. Ele não se considera necessitado.
  • 32. - Muitos, por suas dificuldades de ouvir a Palavra de Deus, precisam ser corrigidos com açoites divinos (Hb. 12:6). - Quando o homem está obcecado em seus próprios conceitos, é muito difícil que entenda a vontade de Deus (Pv. 1: 30-31). - A subjetividade é um hábito que se expressa até nas pequeninas coisas. - Uma pessoa subjetiva não tem como cum- prir a vontade de Deus e muito menos levar outros a cumpri-la. Deus nada confiará a uma pessoa subjetiva.
  • 33. - Se um homem está voltado para seu próprio caminho, como levará alguém ao caminho de Deus? - Deus não impediu o acesso do homem à árvore do conhecimento do bem e do mal, apenas disse para dela não se alimentar. Da mesma forma. Não devemos obrigar os homens a nos ouvir. É bom quando eles nos ouvem. Mas se não nos ouvem, devemos contentar-nos em ir embora. Se o homem prefere rebelar-se contra Deus, lhe é permi- tido seguir seu próprio caminho.
  • 34. Devemos aprender abrir mão da insistência. Não devemos forçá-los a receber nossa ajuda. Quanto mais os homens nos ouvem, maior é a nossa responsabilidade para com Deus.
  • 35. 8. SUSTENTAR O CARÁTER ABSOLUTO DA VERDADE: (Cl. 2: 6-8)) - Isso só é possível quando o homem está livre de si mesmo, sem ser influenciado por pessoas, coisas e sentimentos pessoais. - Os relacionamentos com familiares e amigos não podem comprometer a verdade. Deus não pode usar tais pessoas. - Muitas dificuldades acontecem na igreja porque os filhos de Deus sacrificam a verdade. - Ser fiel a verdade significa pôr de lado os sentimentos, ignorar os relacionamentos pessoais e não defender o "eu".
  • 36. - A base do juízo é a palavra de Deus; o seu fundamento é a verdade. Devemos agir da mesma maneira, quer os outros nos tratem bem ou não. Em qualquer situação, devemos procurar saber primeiro qual é a verdade divina, e somente isto deve guiar nosso com- portamento e nossas palavras, mesmo que isto custe rompimento de vínculos.
  • 37. 9. CUIDAR DA SAÚDE: (Ef. 5:15) - O homem precisa de 10 a 20 anos de treinamento na mão de Deus para poder ser, de certa forma, útil para Ele. Como alguns não cuidam de sua saúde, podem morrer antes de chegar lá. - O servo de Deus precisa ser sábio na sua alimentação, deixando as manias e buscando ingestão de alimentos saudáveis. Deve ter controle sobre seu apetite, evitando exageros. - Deve saber a hora de descansar. Não po- demos ficar sob stress o tempo todo.
  • 38. - Devemos nos abster de riscos desneces- sários. - Ter cuidado com a higiene, embora tenh- amos que, muitas vezes, estar em locais em que isto é limitado por fatores alheios a nossa vontade. - Devemos deixar de lado à teimosia, quando nossos hábitos tornam-se imutáveis e intocá- veis, criando impedimentos à obra do Senhor. Ex. Alguns têm que fazer barba todos os dias, e não admitem fazer nada se não puderam fazer em um determinado dia.
  • 39. 10. AMAR OS HOMENS: (Lc. 19:10) 19:10 - Devemos entender que o homem foi criado por Deus, e embora tenha caído, tornou-se objeto de sua redenção. Não podemos ter aversões. - Ter interesse pelo homem perdido é es- sencial na vida do obreiro. - Jesus, quando andou por este mundo, estava muito interessado no homem, mas até onde vai nosso interesse?
  • 40. - Jesus nunca Se permitiu ser servido por ninguém. Ele não tinha interesse algum em receber algo dos homens, mas apenas de dar. - Quando olhamos para nós mesmo fora da esfera da graça de Deus, podemos concluir que somos iguais aos homens que pecam deliberadamente. Portanto, nosso comporta- mento deve ser de compaixão.
  • 41. CONCLUSÃO: O obreiro de Deus deve ser um servo antes de ser um líder. Um servo, humilde, bom ouvinte, fala quando é necessário e uma pessoa que demonstra domínio próprio. O fruto do Espírito deve ser visível e deve ser uma pessoa com bom caráter. Deve ser uma pessoa que sabe da importância de pregar a mensagem não somente com a boca, mas com a maneira que ela governa na vida, família e negócios.