Reabilitação em amputados

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  • <number>
    Ex: flexão irredudível > 15° de quadril inviailiza a protetização de amputação >= joelho
  • Hálux: encurtamento do passo pela ausência da ação do Mm flexor longo do hálux  impulsão final do corpo na fase de desprendimento do pé
  • Não interferem significativamente na deambulação
  • <number>
    Ainda permite o uso de calçado normal com palmilha de preenchimento
    Perda do final da fase de apoio durante a marcha sobre o lado amputado
    Quando antepé desprende do chão, impulsionados pelos Mm flexores plantares
    Transmetatarsiana parcial com preservação de 1o meta e hálux, protetizado com palminha e calçado.
  • <number>
    Coto excessivamente curto, dificultando a adaptação de calçado convencional
  • <number>
    Neste nível de amputação é mantido a inserção do sóleo, flexor plantar, mas perde todos demais Mm que agem no equilíbrio do tornozelo, podendo levar a luxação póstero-superior do calcâneo
    Sobra apenas calcâneo e tálus
    Protetização precária pela ausência de espaço para adaptação de um pé mecânico
    Nestas manipulações correm risco de necrose tecidual, uma vez que o tecido abordado já é isquemiado.
  • Nestes níveis perdem-se todos os mecanismos músculo-articulares do pé
    Válidos na ausência de protético, pois pcte consegue descarregar todo o peso do seu corpo sobre o coto, permitindo deambulação precária sem prótese
  • Trata-se de nível mais distal possível a permitir adaptação a um pé protético com boa resposta funcional: a diferença de comprimento entre os membros é suficiente p/ adaptação
  • Transição musculotendínea do gastrocnêmio até a tuberosidade anterior da tíbia: local de inserção do tendão patelar – corresponde a junção de 1/3 médica e 1/3 superior da tíbia
    Quando muito distal: gera extremidade frágil, pouco vascularizada com pouca cobertura dos ossos pela ausência de revestimento muscular
    Quando acima da tuberosidade anterior da tíbia: perde-se a função do joelho – portanto, não se justifica funcionalmente a preservação de qualquer fragmento ósseo da tíbia ou da fíbula (apenas contribui p/ comprometer a protetização)
  • Manutenção do equilíbrio Mm faz com que não haja retrações em flexão e abdução do quadril, como ocorre na amputação da coxa
    Antigamente, era evitado pois a confecção de prótese convencional p/ desrticulação do joelho era difícil. Hoje, é possível protetizar de forma adequada com as modulares.
  • Cotos distais longos agem como se fossem desrticulação do joelho em termos biomecânicos
    Cotos médios e curtos: perda da inserção do IQT (responsável pela extensão da coxa) e a manutenção integral das inserções dos flexores da coxa, faz com que tenha um desequilíbrio muscular favorecendo Mm flexores; a perda das inserções musculares mais distais do adutor magno faz com que favoreça a posição de abdução
    Trocânter menor: ponto de inserção do MM iliopsoas
    Acima deste nível não é possível a adaptação de encaixe transfemoral – solução protética seria semelhante a da desarticulação do quadril
    Em termo de independência funcioanl, este nível apresenta maior dificuldade em vestir a prótese
    Amputação supracondiliana longa faz com que o membro protetizado seja mais longa que o lado não amputado – pois é necesário quase 7 cm p/ mecanismo internonda articulação de joelho
  • <number>
    Em geral (idealmente) o coto estaria preparado p/ protetização em 8 a 10 sem após cirurgia
    Para edema, elevar o decúbito do MMII e não com travesseiros
  • Estimulação tátil: diminui sensação fantasma
    Deve ter cuidado quando há alteração da sensibilidade
    Meias elásticas específicas pode substituir o enfaixamento
    Enfaixamento deve ser mantido o tempo todo
  • <number>
    Paciente é treinado p/ controlar os Mm do coto enquanto tenta movimentar o membro fantasma (daí a importância da sensação fantasma)
  • <number>
    Nos pacientes portadores de DM e vasculopatias que culminaram em amputação
    Hiperprofundos p/ adaptar o pé à palmilha moldada no formato do próprio pé
  • <number>
    Pode estar acompanhada de sensação de formigamento não desagradável
    Membros que já estavam anestesiados antes da cirurgia geralmente não deixam sensação fantasma
    Tende a diminuir com o tempo
    Auxilia na fase de adaptação a prótese
  • Reabilitação em amputados

    1. 1. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Reabilitação de Amputados Conceitos e Princípios de Tratamento Reabilitacional
    2. 2. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Amputações Necessitam para sua reabilitação de uma equipe multidisciplinar Não consiste somente na protetização Arte de auxiliar o indivíduo amputado a satisfazer suas necessidades A prótese deve estar inserida no meio de vida do paciente
    3. 3. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Etiologia  Adquiridas ou Congênitas  Superior - trauma - 75 % entre homens de 15-45 anos  Inferior - vasculares/diabetes (75%) trauma (20%) tumores (5%)  Em crianças a causa mais comum são os tumores
    4. 4. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação A Cirurgia Não encarar como fracasso terapêutico Ser realizada por especialistas Deve criar condições para o surgimento de um novo membro Atenção cuidadosa deve ser dada ao nível de amputação
    5. 5. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Avaliação e Tratamento pré operatória: avaliar condição corporal, educação do paciente, discussão do nível, planos cirurgia: manejo adequado de todas estruturas pós cirúrgica: dor, curativo, apoio emocional
    6. 6. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Avaliação e Tratamento pré protética: moldar, ganho força prescrição: consenso da equipe treinamento: usar prótese integração na comunidade
    7. 7. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Avaliação e Tratamento Reabilitação vocacional Acompanhamento: suporte protético, funcional, médico, e emocional
    8. 8. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Reabilitação de amputados  Definição  Equipe multidisciplinar  Recuperação funcional  Melhoria da qualidade de vida  COM OU SEM PROTETIZAÇÃO Reabilitação do paciente amputado ≠ Reabilitação protética do paciente amputado
    9. 9. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Cuidados pré-operatórios  Avaliação do estado físico e das habilidades  Força muscular  Amplitude de movimento  Marcha  Presença ou não das deformidades  Avaliação do membro contralateral  Esclarecimento sobre programa de reabilitação  Prevenção de imobilismo, escaras  Fisioterapia  Conscientização sobre a necessidade da cirurgia
    10. 10. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Níveis de amputação (MMII)  Potencial de reabilitação  Níveis  Artelhos  Ressecção de raios  Transmetatarsianas  Syme  Transtibial  Desarticulação do joelho  Transfemoral  Desarticulação do quadril  Hemipelvectomia
    11. 11. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Amputação dos artelhos  Hálux  Encurtamento do passo pela déficit de impulsão final  Segundo artelho  Tendência a hálux valgo
    12. 12. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Ressecção de raios
    13. 13. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Transmetatarsiana
    14. 14. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Transmetatarsal de Lisfranc  Não funcional  Ação de dorsiflexores  Luxação póstero-superior do calcâneo  Eqüinismo do coto  Descarga de peso corporal numa área pouco recoberta de partes moles  Úlceras de pressão
    15. 15. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Mediotarsal ou Talotarsal de Chopart  Protetização precária  Complicação: deformidade em eqüino por instabilidade da articulação calcâneo-talar  Para evitar:  Reinserção dos flexores dorsais na face anterior do calcâneo  Artrodese subtalar e tibiotársica com tornozelo em neutro
    16. 16. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Boyd e Pirogoff  Variação do Chopart  Retirada do tálus  Artrodese do calcâneo na tíbia  Válidos na situação onde não há presença do protético  Boyd Calcâneo em posição horizontal  Pirogoff Calcâneo em posição vertical
    17. 17. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Desarticulação do tornozelo - Syme  Remoção de todo o pé (a nível subcondral da tíbia) e dos maléolos  Técnica original  remoção da cartilagem articular da tíbia  Maior estabilidade do retalho plantar  Técnica variante (em 2 tempos)  Tendência de luxação do retalho por não remover a cartilagem  Cosmética da prótese é pobre                                                    
    18. 18. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Transtibial  Sucesso de protetização de 75 a 90% nos idosos  Nível ideal  Transição musculotendínea do gastrocnêmio até a tuberosidade anterior da tíbia
    19. 19. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Desarticulação do joelho  Manutenção de equilíbrio entre flexores e extensores, adutores e abdutores do quadril  Descarga terminal do peso no coto  Marcha de boa qualidade
    20. 20. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Transfemoral  Nível ideal  Até 8cm abaixo do trocânter menor  10cm acima do joelho  Classificação (Krusen)  Longa acima do joelho: preserva 55 a 75% do comprimento do fêmur  Média: preserva 35 a 55% do comprimento do fêmur  Curta: preserva < 35% de comprimento do fêmur
    21. 21. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Transfemoral
    22. 22. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Desarticulação do quadril  Protetização difícil nos idosos  Complexidade do aparelho  Gasto energético  Velocidade de marcha menor que com muleta apenas  Ausência de estruturas músculo-esqueléticas para mobilizar a prótese
    23. 23. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Hemipelvectomia  Semelhante a desarticulação do quadril  Apoio no gradeado costal  Pode apresentar dificuldades para sentar-se  85% dos casos abandonam o uso da prótese
    24. 24. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Cuidados pós operatórios  PO imediato  Prevenção de contraturas e posições viciosas  Garantir rápida cicatrização  Analgesia  Processo de aceitação (psicologia) Recondicionamento cardiovascular Manutenção da ADM Manutenção / ganho da Força Muscular Recuperação do ortostastismo Marcha (quando possível) com meios auxiliares Protetização quando possível
    25. 25. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Treino de AVDs e AVPS  Pacientes realizam atividades de vida diária vestuário, alimentação, higiene e etc
    26. 26. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Enfaixamento  Objetivo  Redução do edema pós- operatório  Conificação / maturação do coto  Estimulação tátil do coto  Iniciar após a retirada do dreno  Distal para proximal
    27. 27. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Controle de edema  Elevação do membro (pé da cama)  Enfaixamento  Estabilização da massa muscular  Maturação mais rápida do coto  Melhora da drenagem  Aumento da circulação local  Incentivo ao paciente para percepção e assimilação do membro residual
    28. 28. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Cuidados com membro contralateral  Prescrição de calçado especial  Sem costura interna  Revestimento com plastazone  Hiperprofundos
    29. 29. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Sensação fantasma  Ocorrência normal e esperada após amputação  Sensação de presença da parte do membro amputado  Auxilia processo de protetização
    30. 30. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Dessensibilização do coto  Crioterapia  Eletro estimulação transcutânea  ultrassom  Massoterapia local
    31. 31. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Dor fantasma  Sensação de queimação, esmagamento, facada na parte de extremidade que foi amputada  Perda de influência inibitória normalmente iniciadas através dos impulsos aferentes do membro e suas conexões centrais associadas  Manifestação mais intensa quando paciente já sofria de dor no membro afetado mesmo antes da amputação
    32. 32. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Dor fantasma  Tratamento  Exercícios de ADM, relaxamento, massagem no coto;  Medicamentosa: tricíclicos, gabapentina.  Infiltração anestésica na raiz nervosa periférica dorsal;  Estimulação elétrica (TENS);  Calor ou frio local.  Diagnóstico diferencial  Dor neuropática  Carbamazepina  Infiltração anestésica + esteróide local
    33. 33. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Prótese provisória
    34. 34. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Metas de ganho funcional  Aceitação ou rejeição da prótese  Estética, imagem corporal  Prognóstico de grau de independência  Vantagens de desvantagens do uso de prótese  Fator econômico e financeiro  Aspecto vocacional
    35. 35. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação Fatores limitantes para protetização  Alteração cardiorrespiratória / comorbidades  Alteração cognitiva  Alteração sensorial  Proeminência óssea  Aderência da pele ao osso  Excesso de partes moles  Dor
    36. 36. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação
    37. 37. I.S.C.M.S.P. Serviço de Reabilitação

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