Lidando com a famìlia do bebê prematuro

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Lidando com a famìlia do bebê prematuro

  1. 1. LIDANDO COM A FAMÍLIA DO BEBÊ PREMATURO
  2. 2.  A VIOLÊNCIA DO NASCIMENTO PRÉ-TERMO TEM CONSEQUÊNCIAS PSÍQUICAS, NÃO SÓ PARA O BEBÊ COMO TAMBÉM PARA A FAMÍLIA
  3. 3.  PREMATURAMENTE MÃE, INTERROMPIDA SUA GESTAÇÃO PSÍQUICA, A MULHER SENTE-SE DESAMPARADA, INVADIDA POR SENTIMENTOS DE CULPA E INCOMPETÊNCIA → NESSE CONTEXTO TODA CONSTRUÇÃO DA MÃE E DO FILHO FICA AFETADA
  4. 4.  É FUNDAMENTAL QUE OS PROFISSIONAIS QUE LIDAM COM ESSAS FAMÍLIAS POSSAM OFERECER SUSTENTAÇÃO PARA QUE ELES MANTENHAM UM PROJETO DESEJANTE PARA A CRIANÇA.
  5. 5.  A FAMÍLIA PARA A PSICANÁLISE SE CONSTITUI DO DESEJO DA MÃE E DO NOME DO PAI QUE ENCARNADOS, INVESTEM DESEJANTEMENTE NA CRIANÇA, FAZENDO-A OCUPAR O LUGAR DE FILHO.
  6. 6. A MÃE É UMA FUNÇÃO, QUE PRECISA SER OCUPADA POR ALGUÉM QUE PORTE UM DESEJO PARTICULAR EM RELAÇÃO ÀQUELE RN, E SE ELA FAZ PARTE DO “CORPO PSÍQUICO” DO RN, NÃO HÁ UM SEM O OUTRO.
  7. 7.  A SITUAÇÃO DE PREMATURIDADE IMPÕE UMA SEPARAÇÃO “FORA DO TEMPO” DE UM E OUTRO. ↓ PORTANTO, CONFERE SITUAÇÃO DE RISCO PARA A MÃE, PARA O BEBÊ E PARA O VÍNCULO
  8. 8.  CABEM, NESTES CASOS, INTERVENÇÕES TANTO DO LADO DA “MÃE PREMATURA”, QUANTO DO “RN PRÉ-TERMO”, JÁ QUE É NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ QUE HÁ POSSIBILIDADE DA CONSTITUIÇÃO DO APARELHO PSÍQUICO DO BEBÊ E É NA PRESENÇA REAL DO BEBÊ QUE SE EFETIVA A OCUPAÇÃO DA FUNÇÃO MATERNA.
  9. 9.  SPITZ COLOCOU EM EVIDÊNCIA QUE A RELAÇÃO MÃE-FILHO TEM CARÁTER VITAL PARA A MANUTENÇÃO DA VIDA DO RN, TANTO EM SEU ASPECTO REAL, QUANTO PSÍQUICO
  10. 10.  FOI COMPROVADO QUE RN INTERNADOS, CUIDADOS COLETIVAMENTE, APRESENTAVAM DISTÚRBIOS GLOBAIS DE DESENVOLVIMENTO, PRINCIPALMENTE NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM, ALÉM DE FRACA RESISTÊNCIA ÀS INFECÇÕES E UMA ALTA TAXA DE MORTALIDADE.
  11. 11.  SABE-SE QUE A PRESENÇA NECESSÁRIA À MONTAGEM DO RN É UMA PRESENÇA DESEJANTE ↓ ESTA SE MANIFESTA ATRAVÉS DE UM OLHAR CONVOCANTE E UMA VOZ MELODIOSA, QUE SÃO EFEITOS DE DESEJO
  12. 12. NESSE SENTIDO DUAS INTERVENÇÕES SÃO FUNDAMENTAIS:  INTERVIR PARA QUE O CUIDADOR PRIMORDIAL NÃO SEJA ANÔNIMO;  EVITAR QUE A MÃE/FAMÍLIA PERCA SEU DESEJO DE OCUPAR A FUNÇÃO MATERNA
  13. 13.  A PRIMEIRA DIFICULDADE DA MÃE É “SE SENTIR MÃE” ENQUANTO O BEBÊ ESTÁ NO SERVIÇO. É A ESTRANHEZA DE ESTAR EM UMA MATERNIDADE SEM O SEU BEBÊ, SITUAÇÃO QUE SUSCITA A ANGÚSTIA DA ESPERA, RIVALIDADE COM OS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO E AGRESSIVIDADE REPRIMIDA.
  14. 14.  É PRECISO INTERDITAR FANTASIAS DE SER MORTÍFERA PARA SEU BEBÊ. A MÃE FERIDA NARCISICAMENTE PODE PASSAR A OLHAR SEU BEBÊ DE FORMA PERSECUTÓRIA, COMO SE O ESTADO DO BEBÊ TESTEMUNHASSE CONTRA ELA (JULGANDO-A E CULPABILIZANDO-A)
  15. 15.  É NECESSÁRIO INSISTIR PARA QUE A FAMÍLIA PREPARE O “ESPAÇO” DO BEBÊ, SIMBÓLICA E IMAGINARIAMENTE. AO “SONHAR O FILHO” A MÃE CONTINUA UMA GRAVIDEZ PSÍQUICA INDISPENSÁVEL.
  16. 16.  É IMPRESCINDÍVEL QUE A FAMÍLIA SEJA ESCUTADA, ACOLHIDA, “MATERNADA” PARA QUE ENCONTRE, PELAS PALAVRAS, A VIA DE SIMBOLIZAR O TRAUMATISMO PELA SEPARAÇÃO DO FILHO, O SENTIMENTO DE PERDA E FRACASSO.
  17. 17.  OS PROFISSIONAIS DEVEM FACILITAR QUE A MÃE PREMATURA FAÇA O TRABALHO DE LUTO DO BEBÊ IMAGINÁRIO, “O QUE PODERIA TER SIDO”, LEVANDO-A A RECONHECER ALGO SEU, ALGUM TRAÇO FAMILIAR NO SEU BEBÊ.
  18. 18.  AO LIDAR COM A FAMÍLIA DO BEBÊ PREMTURO O PROFISSIONAL FUNCIONARÁ COMO UMA “PONTE” ENTRE O BEBÊ E A FAMÍLIA, PROMOVENDO UM CIRCUITO PROPICIATIVO DE VÍNCULO.
  19. 19.  DURANTE A ESTADIA DO BEBÊ EM UTI-NEONATAL, DEVE-SE ACOMPANHAR MÃE E BEBÊ, PARA EVITAR UM “DESMAME” PSÍQUICO PREMATURO, DE UM E OUTRO.
  20. 20.  QUANDO POSSÍVEL A VISITAÇÃO AO BEBÊ, LEVAR A MÃE A EMBALÁ-LO COM PALAVRAS: NOMEANDO-O, CONTANDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ELES, QUAL O CONTEXTO ANTERIOR AO NASCIMENTO, COMO É A FAMÍLIA QUE O ESPERA – COLOCANDO O RN NUM CONTEXTO SIMBÓLICO, QUE AJUDARÁ O BEBÊ A SE CONSTRUIR E À MÃE A NÃO PERDER SUAS REFERÊNCIAS EM RELAÇÃO AO FILHO.
  21. 21.  DEVE-SE INFORMAR A ESTAS MÃES QUE OS RN PREMATUROS SÃO, MAIS DO QUE QUAISQUER OUTROS, SENSÍVEIS À PRESENÇA MATERNA.  É PRECISO AFIRMAR PARA ELAS, QUE ESTÁ PROVADO QUE O RN RECONHECE A VOZ DA MÃE DENTRE DEZENAS DE OUTRAS.
  22. 22.  O PERÍODO QUE SE SEGUE AO NASCIMENTO PODE SER CONSIDERADO UM PERÍODO CRÍTICO PARA A MULHER, JÁ QUE LHE EXIGE RÁPIDAS TRANSFORMAÇÕES E REORGANIZAÇÕES PSÍQUICAS
  23. 23.  PARA QUE A MULHER POSSA OCUPAR A FUNÇÃO MÃE ELA TEM QUE SE COLOCAR NA TEMPORALIDADE DA ANTECIPAÇÃO
  24. 24.  A PARTIR DE SINAIS MÍNIMOS DO BEBÊ, A MÃE TRANSITIVA O BEBÊ, ISTO É, COLOCA-SE NO LUGAR DELE, E DAÍ, LÊ SUAS AÇÕES, ATRIBUINDO-LHE INTENÇÕES, COLOCANDO NELAS SENTIDO.
  25. 25.  A PARTIR DAÍ, O BEBÊ RESPONDERÁ AINDA MAIS, ESTABELECENDO-SE UM CIRCUITO HUMANIZANTE. ESTE É O PARADIGMA DE INVESTIMENTO NO PRIMERÍSSIMO MOMENTO DO ENCONTRO FUNDANTE – A “loucura necessária da mãe”
  26. 26.  PORTANTO É IMPORTANTE FACILITAR QUE O “SABER” SOBRE O BEBÊ ESTEJA DO LADO DA MÃE, RECONHECENDO-A EM SEU LUGAR, AUTORIZANDO-A EM SUA FUNÇÃO.
  27. 27.  NESSE SENTIDO O RECONHECIMENTO DO BEBÊ ENQUANTO FILHO É FUNDAMENTAL PARA QUE A MÃE POSSA TOMÁ-LO PARA SI.
  28. 28.  AS FRATURAS NA FUNÇÃO MATERNA PODEM LEVAR A MÃE A NÃO REMETER AO BEBÊ SUAS DEMANDAS – NÃO SUPONDO NELE “NADA” QUE RESPONDA
  29. 29.  COMO TAMBÉM PODEM SITUÁ-LA COMO NÃO RECEPTORA DOS APELOS DO RN. ↓ EM AMBOS OS CASOS, O RN FICARÁ EM SITUAÇÃO DE RISCO, PODENDO MESMO VIR A SER DE ALTO RISCO BIO-PSICO-SOCIAL
  30. 30.  MERECE ESPECIAL ATENÇÃO O ESTADO DE DEPRESSÃO MATERNA. ESTE PODE ESTAR PRESENTE, MASCARADO OU NÃO, DESDE A GRAVIDEZ
  31. 31.  ESSES CASOS EXIGEM UMA INTERVENÇÃO PRECOCE NA MEDIDA EM QUE OS ESTADOS DEPRESSIVOS IMPEDEM O INVESTIMENTO PSÍQUICO NECESSÁRIO À MONTAGEM DO RN COMO FILHO
  32. 32.  DENTRE AS INTERVENÇÕES POSSÍVEIS: 1. PODE-SE LEVÁ-LA A FALAR SOBRE O BEBÊ QUE GESTA; 2. OU PROMOVER UMA FIGURA TERCEIRA DE AMPARO CONSTANTE À MULHER, TENTANDO-SE QUE A “PATOLOGIA” NÃO INVADA O VÍNCULO EM CONSTRUÇÃO
  33. 33.  NO CASO DE DEPRESSÃO MELANCÓLICA, A LIBIDO DA MÃE SE CONGELA, NÃO CONSEGUINDO INVESTIR SEU BEBÊ
  34. 34.  A NÃO ADOÇÃO SIMBÓLICA DO BEBÊ POR SUA MÃE, DEIXA-O NUM LIMBO INCERTO, REDUZIDO A PURO NADA. SE ISTO SE PROLONGA, PODERIA CONTRIBUIR PARA A CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO AUTÍSTICO NO BEBÊ.
  35. 35.  PARA OCUPAÇÃO SUPLENTE DA FUNÇÃO MATERNA, MESMO QUE TEMPORARIAMENTE, É NECESSÁRIO QUE ISTO SE FAÇA MOVIDO A DESEJO, POR ALGUÉM QUE SE SINTA FISGADO POR ALGO DESTE BEBÊ.
  36. 36.  ENCARNAR A FUNÇÃO MATERNA É SE FAZER DESTINATÁRIO DAQUELA CRIANÇA, TORNANDOSE DISPONÍVEL, DESEJANTE DE SER DESEJADO PELO BEBÊ.
  37. 37.  DEVE-SE RESSALTAR O PAPEL PROFILÁTICO DAS PRÁTICAS DE SAÚDE QUE COLOCAM, DE SAÍDA, MÃE E BEBÊ, NUM MOVIMENTO DINÂMICO ATIVO, ONDE ELES INTERAGEM MUTUAMENTE, TORNANDO-SE COMPETENTES UM PARA O OUTRO.
  38. 38.  DOS PRIMEIROS MOMENTOS DE CONHECIMENTO E RECONHECIMENTO, PROGRESSIVAMENTE, UM E OUTRO VÃO SE FAZENDO UM AO OUTRO; A SEU TEMPO O MESMO IRÁ SE PRODUZIR COM O PAI.
  39. 39. Obrigada!

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