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ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA



Prf(a): Ms.c. Naidilene Chaves Aguilar
A assistência farmacêutica não chega a ser diferente de atenção
farmacêutica. São partes de um mesmo conceito.


Assistência Farmacêutica 
conjunto amplo de ações com características multiprofissionais,
destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma
comunidade.


Atividade essencial que possibilita que os vários processos que
envolvem o fármaco, desde sua pesquisa até sua utilização,
ocorram de forma segura e racional beneficiando individual e
coletivamente os usuários de medicamentos no país.
Atenção Farmacêutica direciona o exercício
profissional do farmacêutico para o atendimento das
necessidades farmacoterapêuticas do paciente e
este passa a ser o seu foco principal de atenção.
 O farmacêutico assume a responsabilidade de
buscar que o medicamento esteja produzindo
 no paciente o efeito desejado pelo médico
 que o prescreveu e, ao mesmo tempo, que,
   ao longo do tratamento, não apareçam
 problemas indesejados possíveis e, em caso
de manifestação destes problemas, que eles sejam
                 solucionados.
A      complexidade      das      terapias
medicamentosas e as evidências dos
resultados das intervenções farmacêuticas
na melhoria dos regimes terapêuticos e na
redução dos custos assistências, reforçam
a importância de uma assistência
farmacêutica de qualidade.
O serviço de farmácia tem participação
importante na elaboração de uma política de uso
racional de medicamentos, visando melhorar e
garantir a qualidade da farmacoterapia, reduzir
custos para o estabelecimento e, principalmente
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  • 2. A assistência farmacêutica não chega a ser diferente de atenção farmacêutica. São partes de um mesmo conceito. Assistência Farmacêutica  conjunto amplo de ações com características multiprofissionais, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade. Atividade essencial que possibilita que os vários processos que envolvem o fármaco, desde sua pesquisa até sua utilização, ocorram de forma segura e racional beneficiando individual e coletivamente os usuários de medicamentos no país.
  • 3. Atenção Farmacêutica direciona o exercício profissional do farmacêutico para o atendimento das necessidades farmacoterapêuticas do paciente e este passa a ser o seu foco principal de atenção.
  • 4.  O farmacêutico assume a responsabilidade de buscar que o medicamento esteja produzindo no paciente o efeito desejado pelo médico que o prescreveu e, ao mesmo tempo, que, ao longo do tratamento, não apareçam problemas indesejados possíveis e, em caso de manifestação destes problemas, que eles sejam solucionados.
  • 5. A complexidade das terapias medicamentosas e as evidências dos resultados das intervenções farmacêuticas na melhoria dos regimes terapêuticos e na redução dos custos assistências, reforçam a importância de uma assistência farmacêutica de qualidade.
  • 6. O serviço de farmácia tem participação importante na elaboração de uma política de uso racional de medicamentos, visando melhorar e garantir a qualidade da farmacoterapia, reduzir custos para o estabelecimento e, principalmente no acompanhamento dos processos de medicações, como por exemplo, na análise de prescrição, dispensação, para que problemas e/ou erros sejam evitados.
  • 7. PROBLEMAS RELACIONADOS COM MEDICAMENTOS.   O segundo consenso de Granada define PRM (Problema relacionado com medicamentos) como sendo:  "Problemas de saúde, entendidos como resultados clínicos negativos, derivados da farmacoterapia que, produzidos por diversas causas, conduzem ao não alcance dos objetivos terapêuticos ou ao surgimento de efeitos não desejados" (Comité de Consenso, 2002, p. 65). 
  • 8.      Um PRM tem sempre dois componentes principais: 1. Um efeito indesejável apresentado pelo paciente. 2. Deve existir alguma relação (ou haver a suspeita de que existe) entre o efeito indesejável apresentado pelo paciente e a terapêutica farmacológica.
  • 9. LISTA DE PRM  Administração errada do fármaco;  Características pessoais (do usuário);  Conservação inadequada;  Contra-indicação;  Dose, esquema posológico e/ou duração do tratamento não adequadas;  Duplicidade;  Erros na prescrição;  Não cumprimento;  Interações;  Outros problemas de saúde que afetem o tratamento;  Probabilidade de efeitos adversos;  Problema de saúde insuficientemente tratado;  Outros.
  • 10. Erro de medicação _ Evento que pode levar ao uso inadequado de medicamento que pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o Controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor. A segurança do medicamento começa com a avaliação de potencial de risco, sendo considerado, para isto, a elaboração das prescrições (doses, intervalos, horários, duração), a administração (diluições, aplicações, assepsia nas injeções, horários, alimentos concomitantes), a aquisição (qualidade, boas práticas de fabricação), o armazenamento, a dispensação e se conclui com a adesão do paciente ao tratamento. Erro de prescrição _constitui aspecto da segurança do paciente, tendo nítidas conseqüências econômicas.
  • 11. A incidência do erro de medicação pode ser reduzida com a implantação da Farmácia Clínica nas instituições, tendo o acompanhamento do profissional farmacêutico na identificação, prevenção, interceptação dos principais problemas relacionados a medicamentos. A tendência atual é que a prática farmacêutica direcione-se para o paciente, tendo o medicamento como instrumento e não mais como meio. Desta forma, promove suporte técnico junto à equipe de saúde e, principalmente, na monitorização do tratamento e do quadro clínico do paciente, na análise e identificação dos problemas relacionados a medicamentos (PRM’s) nas prescrições médicas como: prescrições ilegíveis, ausência da via de administração, ausência de dose, interação medicamentosa e por via sonda nasoentérica, medicamento fora da padronização, posologias alteradas, viabilizando assim a implantação da Farmácia Clínica.
  • 12. A Farmácia Clínica é a grande perspectiva para a Farmácia Hospitalar no Brasil, uma vez que ela reduz significativamente os principais erros de medicação, visando assim à segurança na terapia medicamentosa dos pacientes.
  • 13. PROBLEMAS RELACIONADOS COM MEDICAMENTOS  é um evento ou circunstância relacionada ao tratamento medicamentoso, que real ou potencialmente impede o paciente de experimentar um • resultado ótimo. (Strand & col, Ann Pharmacother 1990; 1093- Os PRM podem se transformar 1097) em morbidade relacionadas a medicamentos
  • 14.  5 Causas de resultados negativos que podem diminuir a qualidade de vidas dos pacientes:  Prescrição inadequada;  Distribuição e dispensação inadequada;  Comportamentos inadequados dos pacientes;  Idiossincrasia do paciente;  Monitorização inadequada;
  • 15.  Prescrição Inadequada:  Medicamento, posologia, via, duração do tratamento inadequada.  Prescrição desnecessária.  Distribuiçãoinadequada: o medicamento não está disponível devido a :  barreiraseconômicas( a farmácia não tem o medicamento em estoque, o paciente não quer ou não pode pagar)  Barreiras biofarmacêuticas( formulação inadequada)  Barreiras Sociais ( falha na adm do med) ou devido a um erro de dispensação e de informação ao paciente.
  • 16. ATENÇÃO FARMACÊUTICA  Comportamento inadequado do paciente:  Cumprimento de um regime posológico equivocado;  Não cumprimento de um regime posológico correto.  Idiossincrasia do paciente:  Resposta inadequada ao medicamento.  erro/acidente.  Monitorização inadequada:  falhaem detectar e resolver decisões terapêuticas inadequadas.  Falha na monitorização do tratamento.
  • 17. PROBLEMAS RELACIONADOS COM MEDICAMENTOS  Indicações não  Sobredoses tratadas  Interações  Seleção inadequada do Medicamentosas medicamento  Uso de  Doses Sub-terapêutica medicamentos sem  Não Cumprimento indicação Terapêutico
  • 18. MORBI-MORTALIDADE RELACIONADA AOS MEDICAMENTOS.  A Atenção Farmacêutica requer que o farmacêutico esteja envolvido em 3 funções:  Identificação de problemas potenciais e reais relacionados com medicamentos.  Resolução dos problemas relacionados com medicamentos.  Prevenção dos problemas potenciais relacionados com os medicamentos.
  • 19. MORBIDADE RELACIONADA A MEDICAMENTOS  Morbidade relacionada aos medicamentos é um fracasso de um agente terapêutico em produzir o efeito desejado.  Fracasso terapêutico.  Produção de um novo problema clínico relacionado com o tratamento do doente.  A Morbidade relacionada com medicamentos se não identificada e não tratada pode se transformar em Mortalidade Relacionada com Medicamentos
  • 20. PREVENÇÃO DA MORBI- MORTALIDADE COM MEDICAMENTOS  Algumas morbidades relacionadas com medicamentos que resultam de PRMs são imprevisíveis(idiossincrasia).  Medicamentos de margem terapêutica bem definida(toxicidade por doses acima das usuais) na maioria são preveníveis.  Monitorização inadequada do tratamento.
  • 21. PREVENÇÃO DA MORBI- MORTALIDADE COM MEDICAMENTOS  Existem três elementos lógicos que definem o conceito de morbidade prevenível relacionada com medicamentos:  O PRM deve ser reconhecido e a probabilidade de um efeito clínico indesejável deve ser previsível.  A causa específica do resultado deve ser identificável.  A causa do resultado deve ser controlável
  • 22. CUSTOS COM PRMS  A morbidade relacionadas com medicamentos pode conduzir :  Consultas médicas Aumento de gastos  Ingresso ao hospital em saúde  Prolonga o tempo de hospitalização
  • 24.  Paciente e seu conjunto de necessidades:  Assistênciasanitária geral  Relacionadas com medicamentos  Contempla o paciente  Direitos, conhecimento.  Decisões compartilhadas e o paciente como quem toma a decisão final;  As necessidades do paciente e não as preferências do profissional é quem determina o exercício da AF;
  • 25. RELAÇÃO TERAPÊUTICA É uma aliança ou parceria entre o profissional e o paciente que se forma para atender as necessidades de assistência do último.
  • 26. RELAÇÃO TERAPÊUTICA  Necessita do reconhecimento de certas responsabilidades por parte do PACIENTE e do PROFISSIONAL.  1ª. Função da interação do paciente com o profissional é a construção e manutenção de uma relação terapêutica efetiva.  Confiança,respeito, autenticidade, empatia e compromisso.
  • 28. RESPONSABILIDADES DO PROFISSIONAL  Garantir que os tratamentos farmacológicos que o paciente faz uso tenham uma indicação adequada e que todas as indicações sejam tratadas.  Os tratamentos sejam efetivos e seguros;  Identificar, resolver e prevenir P.R.M.s  Que o paciente cumpra com as instruções em relação ao uso de medicamentos e as instruções do plano de atenção farmacêutica.
  • 29. IMPORTÂNCIA DO PROBLEMA Um em dois pacientes tem um problema relacionado a farmacoterapia Recursos são disperdiçados Dor e sofrimento ocorrem quando a farmacoterapia não está funcionando
  • 30. Indicações mais frequentes da farmacoterapia (N = 5.136 Pacientes, 26.238 consultas) 1. HIPERTENSÃO 6. RINITE ALÉRGICA 2. HIPERLIPIDEMIA 7. ESOFAGITE 3. DIABETES 8. DEPRESÃO 4. OSTEOPOROSE 9. SINTOMAS 5. SUPLEMENTO MENSTRUAIS VITAMÍNICO 10. DOR ARTRITICA Estas 10 condições represemtam 50% de todas as indicações da farmacoterapia
  • 31. PROBLEMAS FARMACOTERAPÊUTICOS (N =26.238 consultas) % de PFT OU PRM Farmacoterapia desnecessária 6% Indicação 34% Necessidade de FT adicional 28 % Medicamento inefetivo 8% 28% Eficacia Dose muito baixa 20 % Segurança 19% Dose muito alta 19 % Compliance Não adesão 19 % 19% Total 100%
  • 32. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS FARMACOTERAPÊUTICOS COM OS MÉDICOS Iniciar um novo medicamento _______________31 % Modificação do regime posológico____________23 % Mudança do medicamento____________________15 % interrupção do tratamento __________________15 % iniciar monitoração laboratorial_____________10 % Outros________________________________________ 6 %
  • 33. FARMACÊUTICO NA SAÚDE DA FAMÍLIA E NASF. A participação do profissional farmacêutico na atenção básica, inclusive no Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF que apoia o Programa Saúde da Família – PSF, consiste em ato legal autorizado pelas portarias n. 698 de 03 de março de 2006 (PSF) e 154 de 24 de janeiro de 2008 (NASF) – ambas do Ministério da Saúde. Entende-se que o farmacêutico mostra-se necessário na atenção básica, pois tal profissional irá atuar em todo o ciclo de assistência preceituado pelo PSF. Reconhecendo que cada vez mais a população vem sofrendo problemas decorrentes do mau uso de medicamentos nota- se a necessidade da figura do farmacêutico em todos os locais ou programas que envolvam seu uso.
  • 34. A presença do profissional farmacêutico, é sabido, faz- se necessária em todos os locais onde haja presença de medicamentos, de modo que o uso dos referidos medicamentos seja realizado de maneira adequada e segura, atendendo ao que se propõe por meio deles. No dizer de Silva e Nascimento (2009) a assistência farmacêutica pode ser entendida como uma atividade essencial para o adequado atendimento das necessidades dos indivíduos que fazem uso dos diversos serviços de saúde disponíveis nas referidas unidades.
  • 35. De modo geral, ao farmacêutico compete: produzir, selecionar, programar, adquirir, armazenar, distribuir e dispensar. Analisando o teor de cada uma das ações acima elencadas e considerando o cotidiano das unidades básicas de saúde entende-se a importância e a validade do trabalho do farmacêutico
  • 36. [...] assegurar a acessibilidade de medicamentos e farmacoterapia de qualidade à população, com ênfase nos grupos de risco; garantir o uso racional de medicamentos e de insumos farmacêuticos; oferecer serviços farmacêuticos e cuidados ao paciente e à comunidade, complementando a atuação de outros serviços de atenção à saúde e contribuir de maneira eficaz e efetiva para transformar o investimento com medicamentos em incremento de saúde e qualidade de vida.
  • 37. De outra parte, sabe-se que um dos entraves ao incremento da saúde e à qualidade de vida consiste na automedicação. Ora, é crescente o número de pessoas que faz uso de medicamentos de forma indiscriminada; da mesma forma a oferta e o acesso sem obstáculos contribuem para que o problema torne-se ainda mais grave. Em relação à inadequação do uso de medicamento, ou automedicação, observa-se a seguinte afirmação de Vilarino (1998, p.44): A automedicação é definida como uso de medicamentos sem prescrição médica, onde o próprio paciente decide qual fármaco utilizar.
  • 38. Inclui-se nessa designação genérica (ou orientação) de medicamentos por pessoas não habilitadas, como amigos, familiares ou balconistas da farmácia. A automedicação pode acontecer de diversas maneiras e, a esse respeito, assim dispõe Loyola Filho (2002.p.56): Várias são as maneiras de a automedicação ser praticada: adquirir o medicamento sem receita, compartilhar remédios com outros membros da família ou círculo social e utilizar sobras de prescrições, reutilizarem antigas receitas e descumprir a prescrição profissional prolongando ou interrompendo precocemente a dosagem e o período de tempo indicado na receita.
  • 39. Observa-se, portanto, a relevância do trabalho do farmacêutico no que tange à orientação, de modo a conscientizar os usuários de medicamentos, especialmente nas unidades básicas de saúde, a respeito da importância do uso adequado dos medicamentos, com recomendação médica e acompanhamento de profissionais capacitados.
  • 40. Diante disso mostra-se indispensável a presença do farmacêutico no PSF e, ainda, no NASF, em uma atividade de suporte. Por oportuno, convém conceituar tanto o programa de saúde da família quanto seu núcleo de apoio. O NASF consiste em um núcleo de apoio que tem por principal objetivo ampliar as ações da atenção básica, apoiando a questão da saúde da família dentre os demais serviços que compõem a referida atenção básica. De acordo com dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde: A saúde da família caracteriza-se como a porta de entrada prioritária de um sistema hierarquizado, regionalizado de saúde e vem provocando um importante movimento de reorientação do modelo de atenção à saúde do SUS. Visando apoiar a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Primária bem como sua resolutividade, além dos processos de territorialização e regionalização, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF, com a portaria GM n. 154, de 24 de janeiro de 2008, Republicada em 04 de março de 2008.
  • 41. Com isso tem-se que a partir da implantação do PSF com o apoio do NASF tem-se uma reorganização do sistema de saúde, que nessa nova formulação vem buscando a melhoria na atenção primária com vistas a garantir, a partir dessa ação, a reorganização de todo o sistema. Sendo o NASF um núcleo de apoio, imperioso observar que deve ser composto de uma equipe multiprofissional, isto é, composta de profissionais de diferentes áreas que atuem em conjunto no auxílio aos profissionais do PSF. Tanto no NASF1 quanto no NASF2 conta-se com a presença do farmacêutico, profissional que deverá integrar o núcleo de apoio ao PSF no sentido de atuar na área de medicamentos, realizando as atividades que compreendem a atenção farmacêutica, área que, não raro, é mal interpretada no cotidiano das unidades de saúde.
  • 42. Duppim (1999) em atenção a isso observa que necessário se faz superar a visão estreita que entende que a atenção farmacêutica se restringe à distribuição de medicamentos, pelo contrário, deve ser vista como recurso complementar nas ações em saúde, com enfoque amplo, abarcando a multidisciplinaridade e a integralidade em suas práticas, combatendo o uso irracional de medicamentos que causa prejuízos financeiros. Bernardi, Bieberbach e Thomé (2006) asseveram que a atuação farmacêutica deve contemplar a organização da assistência farmacêutica, identificando claramente o contexto de atuação e suas necessidades. Para os autores isso pode ser feito por meio de levantamentos de dados referentes a características econômicas, sociais e culturais tanto da região de modo geral quanto da população-alvo a ser atendida por aquele serviço, numa avaliação contínua das práticas e sua eficácia.
  • 43. Considerando a questão do PSF, por se tratar de um serviço específico, com área de atendimento definida, entende-se que esse levantamento será eficiente, com dados claros e precisos acerca das necessidades da população a ser atendida. No dizer de Abrantes (2010): O profissional farmacêutico vai atuar na atenção básica, inclusive no Programa Saúde da Família (PSF).
  • 44. Convém, por oportuno, citar o magistério de Pereira e Freitas (2008) que evidenciam que antes do SUS, o farmacêutico era afastado dos pacientes, uma vez que sua participação não era prevista na equipe de saúde e o medicamento não era considerado insumo estratégico. Tal panorama mudou e atualmente o farmacêutico é um dos integrantes do PSF, para Abrantes (2010) as ações desse profissional destinam-se a adquirir medicamentos e insumos de assistência farmacêutica; angariar financiamentos para o custeio de ações de assistência farmacêutica bem como para programas de saúde específicos; estabelecer critérios para dispensação excepcional e atrair financiamento para tal. Evidenciada a porção estratégica, importante ressaltar que, no SUS, o farmacêutico atuará em todo o ciclo de assistência, a saber: seleção, aquisição, distribuição e dispensação de medicamentos.
  • 45. Em sendo incluído no PSF o farmacêutico assume funções que, na sua ausência, eram desenvolvidas por médicos e enfermeiros, a exemplo de acompanhar doentes crônicos como diabéticos e hipertensos segundo os princípios da assistência farmacêutica na busca de promover a adesão ao tratamento, o uso racional de medicamentos, redução dos gastos na aquisição de produtos, diminuição de internações hospitalares desnecessárias dentre outros (ABRANTES, 2010).
  • 46. Em face de tal concepção, não é adequado que o farmacêutico esteja desvinculado da atenção básica, como visto, esse profissional deve estar em contato com o paciente, sendo, por vezes, o agente motivador da adesão ao tratamento e do uso adequado do medicamento. De acordo com Araújo, Ueta e Freitas (2005) uma assistência farmacêutica de qualidade requer recursos e planejamento na consecução de todas as etapas que compõem o ciclo, a saber: seleção dos medicamentos, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, prescrição, dispensação e utilização do medicamento. Ora, a atenção farmacêutica deve estar presente em todas as referidas etapas, mas nota- se como essencial sua presença no final do ciclo, isto é, na dispensação e uso, momento em que a figura do farmacêutico mostra-se de fundamental importância.
  • 47. De acordo com Araújo, Ueta e Freitas (2005) uma assistência farmacêutica de qualidade requer recursos e planejamento na consecução de todas as etapas que compõem o ciclo, a saber: seleção dos medicamentos, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, prescrição, dispensação e utilização do medicamento. Ora, a atenção farmacêutica deve estar presente em todas as referidas etapas, mas nota-se como essencial sua presença no final do ciclo, isto é, na dispensação e uso, momento em que a figura do farmacêutico mostra- se de fundamental importância.
  • 48. Tendo comentado os caracteres e funções do farmacêutico no PSF convém ressaltar que essa participação não é pacífica, havendo resistência tanto por parte dos farmacêuticos quanto por parte de outros membros da equipe. Oliveira (2005) delineia tal questão evidenciando que a implantação da atenção farmacêutica nas farmácias comunitárias esbarra em obstáculos como o vínculo empregatício do farmacêutico, rejeição do programa por gerentes, insegurança e desmotivação por parte de alguns farmacêuticos em virtude do excesso de trabalho e a falta de tempo para se dedicar ao atendimento ao público.
  • 49. Necessário se faz, portanto, reconhecer a importância do atendimento ao paciente pelo farmacêutico, a fim de que a assistência realmente seja efetiva. O primeiro obstáculo evidenciado por Oliveira, acima, já foi superado, em sendo legalizada a participação do farmacêutico no PSF configura-se a tentativa de que haja a presença desse profissional na equipe; na questão da resistência é importante o trabalho de conscientização no sentido de reestruturar práticas que há muito vem ocorrendo nas unidades de saúde. No que se refere à motivação para o atendimento por parte do farmacêutico, essa é uma questão que aos poucos será modificada, sendo necessária a conscientização nos cursos de formação inicial e delimitação do espaço de cada profissional nas equipes que compõem o PSF.
  • 50. A atenção primária, na área da saúde, passa por um período de revitalização. A instituição do PSF e do NASF pelas portarias do Ministério da Saúde em 2006 e 2008, respectivamente, faz parte de um processo amplo que visa a integrar os membros da equipe na busca de um atendimento de qualidade e voltado para as necessidades da população-alvo. As portarias que instituem PSF e NASF prevêem a presença do farmacêutico nas equipes multiprofissionais o que, por si, mostra-se um avanço, uma vez que nem sempre o farmacêutico esteve presente e em contato direto na dispensação de medicamentos nas unidades de saúde.
  • 51. A determinação ora em comento resulta da constatação de que o referido profissional mostra-se de fundamental importância tanto na composição da equipe do PSF quanto do núcleo de apoio, pois atua tanto estrategicamente na seleção, aquisição e armazenamento de medicamentos quanto no contato direto com os pacientes, na dispensação e acompanhamento da utilização. Observa-se que o medicamento constitui um ponto estratégico na atenção à saúde, devendo receber maior atenção, requerendo maior cuidado em todos os ciclos que envolvem a atenção farmacêutica, motivo pelo qual mostrou-se imprescindível a presença do farmacêutico no PSF.
  • 52. Apesar de legalizadas a função e a atuação na equipe, vários são os obstáculos ainda a serem superados para que as referidas equipes atuem de maneira harmoniosa. No entanto, há que se considerar o avanço que reside na inserção do farmacêutico nas equipes de PSF e no NASF a fim de racionalizar a distribuição de medicamentos e atender aos pacientes, orientando-os no uso dos medicamentos.