Aulas do curso_de_ci_ncias_sociais

302 visualizações

Publicada em

ciencias sociais

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
302
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aulas do curso_de_ci_ncias_sociais

  1. 1. 1 CIÊNCIAS SOCIAISProf. Luiz FernandoAs Ciências Sociais têm seu início com a Revolução Industrial.Revolução Industrial --- 1780 – 1860Revolução Francesa --- 1789 – 1799O capitalismo surge no período da Revolução Industrial.O modo de produção que antecede ao capitalismo é o feudal.A Revolução Francesa foi uma revolução política.EDUCAR vem do latim EDUCARE --- ação de conduzir para foraE DUC AR(E) Processo de desenvolvimentoE --- para fora da capacidade física, intelectualDUC --- conduzir e moral da criança e do ser humaARE --- ação no em geral, visando à sua melhor Integração individual e social.Conhecimento de um fenômeno: Quem? Como? Quando? Onde? Por que?
  2. 2. 2PATRIOTA --- vínculos com a terra do pai.Antes da Revolução Industrial (1780 – 1860) já existiam algumas indústrias.Neste período de 60 anos, a indústria se expande pelo mundo.Na Idade Média, existia uma visão da sociedade com base na MATEMÁTICASOCIAL. Tentava explicar o SUJEITO e o CONTEXTO CULTURAL.Após a Revolução Industrial, já era reconhecida como CIÊNCIA SOCIAL.INDIVÍDUOPalavra de origem latina, significando o INDIVISÍVEL.Em grego, átomo ( indivisível ).É a menor porção de um coletivo chamado MASSA.PESSOAVem do grego PERSONA --- A PERSONAGEMPER / SONARE --- O PERSONARE era um funil de máscara para orientaro som.A pessoa assume PERSONALIDADES DIFERENTES em função do ambientefreqüentado. Há diversas formas de se apresentar de acordo com a situação.Todos são indivíduos, porém, pessoas diferentes. São os FATORESDIFERENCIAIS.Pessoa é um indivíduo agregado com fatores diferenciais ( gosto, idéia,valores, etc. ).CIDADÃOÉ a pessoa acrescida da participação na vida da comunidade (do coletivo).
  3. 3. 3EXERCÍCIOExtrair o conteúdo do texto lido pelo professor.O indivíduo, ao nascer, é inserido numa determinada sociedade com suarespectiva cultura. Passa a internalizar valores, assumir atitudes e desenvolvercomportamentos padronizados direcionados pela cultura. O indivíduo ésocializado, ou seja, inserido nos padrões da sociedade desde a infância atése tornar um adulto.As atitudes e comportamentos são aceitos de forma passiva e inconsciente.O indivíduo é “acostumado” com o seu modo de ser, sem questioná-lo.O desenvolvimento material da sociedade revela estilos de vida diferenciados,alterando ou adicionando novos valores à cultura.Somente uma reflexão, uma avaliação consciente da realidade em seus maisamplos aspectos, nos permitiria reavaliar nosso estilo de vida, resgatandovalores alijados pelas mudanças próprias da vida social e seuscondicionamentos.Vivemos em uma sociedade ocidental que tem o consumismo como valorcentral, limitando uma experiência mais rica em relação à imensidão depossibilidades que a cultura humana oferece.Temos a necessidade de criar e descobrir novos e antigos valores, escapando,de forma consciente, das condicionantes rígidas e pré-estabelecidas.Acostumar e aceitar, sem avaliação, sem reflexão, é conformar com umarealidade que, certamente, necessita de correções e contínuo desenvolvimentono sentido de seu aprimoramento.ESTRATIFICAÇÃO SOCIALÉ a diferenciação de indivíduos e grupos em STATUS ( posições ), STRATUSou CAMADAS mais ou menos duradouros e hierarquicamente sobrepostos.
  4. 4. 4MAX WEBERA diversificação ocorre em três dimensões da sociedade: Ordem política Ordem econômica Ordem socialSOROKINAs formas concretas de estratificação apresentam-se independentes e, poreste motivo, podem ser reduzidas a três tipos fundamentais: Estratificação política Estratificação econômica Estratificação inter e intra-profissionalEstratificação inter-profissional --- Há uma integração de profissões para se desenvolver um trabalho.Ex: Para o aviador pilotar um avião comercial, são necessários comissários,pessoal de limpeza, controlador de vôo, equipe de manutenção, etc., cada umcom sua importância relativa.Estratificação intra-profissional --- Profissional que se sobressai numa determinada profissão.DAVIS e MOOREIndicam que os fatores determinantes da DISTRIBUIÇÃO das DIFERENTESPOSIÇÕES em uma sociedade são:
  5. 5. 5 Importância para a sociedade ( função ) Treinamento (experiência) Talento (vocação)MELVIN J. TUMINConsidera que a posição de qualquer indivíduo, grupo ou sociedade, em umahierarquia de posições desiguais, ocorre: Com relação a poder Propriedade Valorização social Satisfação psicológicaKINGSLEY DAVISO sistema de CASTAS compõe-se de um número muito grande de GRUPOS,geralmente hereditários, geralmente locais, rigidamente endogâmicos,dispostos numa hierarquia de inferioridade e superioridade.Estes grupos correspondem a diferenciações profissionais na maioria dasvezes, são impermeáveis a movimentos da mobilidade social, sãoreconhecidos por lei e possuem fundamentação religiosa.EX: Os intocáveis na Índia são pessoas especiais e consideradas santas.A endogamia é um parâmetro de manutenção da casta.Há castas relacionadas a profissões.Sub-castas --- constituídas por elementos expulsos de castas, principalmente por motivo de sobrevivência ( fome ). Ex: Calé ( Índia )
  6. 6. 6 Os calés desenvolveram habilidades relativas ao trabalho com pedras preciosas e tapeçaria. Constituíram um dialeto denominado CALÓN. Saíram da Índia em três grandes grupos para: Rússia --- contato com Czares. Aprenderam Czards Norte da África --- contato com Beduínos ( povos errantes do deserto ). Os beduínos usavam ALMOFADAS para se sentarem no deserto. Os gaúchos herdaram a vestimenta dos beduínos. Os beduínos extraíam o álcool de cereais para matar a sede. Usavam o alambique. Romênia --- foram apelidados TZI-GANI ( ladrões de crianças ) Os calés ( 3 grupos ) se encontraram, posteriormente, na Península Ibérica, na época da inquisição. Calé --- gerou ralé Tzi-gani --- em Portugal --- CI / GANO --- na Espanha --- ZIN / GAROA canja é um alimento de origem cigana.As mulheres ciganas costumam se casar após a 1ª menstruação.A mulher e o marido levam dotes para o casamento.ESTAMENTOSHANZ FREYERA sociedade estamental é uma fase determinada na história das formas sociaisde dominação e à medida que se afirma, distribui, segundo um esquema fixo,parcelas desiguais de direitos e deveres.Ex: Faraós, Césares, Hitler, etc.
  7. 7. 7Grupos estamentais --- utilizam a HONRA como parâmetro de relacionamento pessoal. Ex: índios, indianos, orientais, etc.SOROKINOs estamentos assemelham-se a grupos que lhes são superiores.Apresentam-se, mais ou menos, organizados e no que diz respeito aosinferiores, constituem uma coletividade semi-organizada, parcialmentehereditária e solidária, à medida que seus componentes estão ligados porlaços de direitos e obrigações, por privilégios e isenção do pagamento deimpostos, geralmente determinados pelo Estado ( poder ) e por ocupações efunções econômicas semelhantes.KARL MARXO conceito de classe social nasce durante a revolução industrial.A sociedade de classes é o produto de uma seqüência determinada demudanças históricas:A DIVISÃO DO TRABALHO e o AUMENTO DO NÍVEL DE RIQUEZA sãoacompanhados da EXPANSÃO DA PROPRIEDADE PRIVADA.Esse processo envolve a criação de um PRODUTO EXCEDENTE, apropriadopela minoria de não produtores que, conseqüentemente, estabelece umarelação de exploração frente à maioria de produtores.Em cada tipo de sociedade de classes existem duas fundamentais, fazendocom que a CLASSE seja definida segundo a RELAÇÃO de agrupamentosindividuais com os MEIOS DE PRODUÇÃO.A DOMINAÇÃO ECONÔMICA está correlacionada com a DOMINAÇÃOPOLÍTICA, no sentido em que o controle dos meios de produção dá origem(ou conduz) ao controle político.MAX WEBER
  8. 8. 8Weber estabeleceu três gêneros de divisão de classes, segundo asPROPRIEDADES (posses), o MODO DE AQUISIÇÃO e o conjunto da SITUAÇÃOSOCIAL específica dos membros de uma classe;A – Classe Proprietária – aquela em que a situação de classe é determinada,primeiramente, pelas diferenças relacionadas à propriedade;B – Classe Lucrativa – aquela em que a situação de classe é determinada, demodo primário, pelas possibilidades de valorização no mercado de bens eserviços;C – Classe Social – fundamentada no conjunto de situações de classe.Os diversos tipos de qualificação, de preparo técnico e de instruçãorepresentam “situações de classe”.SOROKINA CLASSE pode ser considerada como certo tipo semelhante a grupo,legalmente aberto, mas de fato semi-fechada, normal no sentido de que suaposição é orientada pelo GÊNERO DE TRABALHO REALIZADO, baseada emsolidariedade, antagônica a outras classes, semi-organizada, parcialmenteconsciente de sua existência e unidade, característica das sociedades dosséculos XVIII, XIX e XX, multi-vinculada e unida por dois vínculos específicos:o OCUPACIONAL e o ECONÔMICO.GEORGES GURVITCHAs classes são agrupamentos de fato e à distância, com características deSUPRA-FUNCIONALIDADE e INCOMPATIBILIDADE radical entre si,apresentando resistência à penetração pela sociedade global, com tendência àestruturação intensa, mas, por serem supra-funcionais, permanecem sempreINORGANIZADAS.
  9. 9. 9FERNANDO HENRIQUE CARDOSOSe até a década de 50 o Brasil apresentava três classes sociais claramentedelimitadas ( a alta, a média e a baixa ), hoje ( 1972 ) estas se diferenciaram,originando as seguintes:Classe alta tradicional, nova classe rica ( emergentes ), classe média alta,classe média média, classe média baixa, classe baixa alta e classe baixa baixa.A sociedade atual, uma sociedade de classes, é constituída, basicamente, porduas classes sociais; a classe proprietária dos meios de produção e a classedos trabalhadores que vendem sua força de trabalho.Os trabalhadores que não conseguem se colocar no mercado de trabalho enão tendo recursos para a sobrevivência, constituem um contingente ou grupode excluídos. São excluídos porque estão à margem do processo produtivo epor isso, não constituem uma classe social.A estruturação de uma classe social se fundamenta em sua relação com oprocesso produtivo.Os trabalhadores vendem para os capitalistas, proprietários dos meios deprodução, sua força de trabalho, que também é uma mercadoria.O conceito de “classe lucrativa” é, na realidade, o conceito de classetrabalhadora, aquela desprovida dos meios de produção e por esta razão, sópode sobreviver vendendo uma mercadoria, a sua força de trabalho,recebendo em troca, um salário de sobrevivência.
  10. 10. 10MOBILIDADE SOCIALEspaço social é o universo constituído pela população humana.A posição de um indivíduo, grupo ou fenômeno social é passível delocalização no espaço social através das relações que mantêm com outrohomem, grupo ou fenômeno social, relacionado como ponto de referência.Por MOBILIDADE SOCIAL entende-se toda passagem, de um indivíduo ou deum grupo, de uma posição social para outra dentro de uma constelação degrupos ou estratos sociais.Por MOBILIDADE CULTURAL compreende-se o deslocamento similar denormas, significados, valores ou veículos.A PASSAGEM de um grupo social para outro, situado no mesmo nível ouestrato, é HORIZONTAL.Quando em nível ou estrato diferente, é VERTICAL, podendo serASCENDENTE ou DESCENDENTE, tanto de indivíduos e grupos ( mobilidadesocial ) quanto de significados, normas, valores ou veículos ( mobilidadecultural ).MUDANÇA SOCIALÉ toda transformação observada no tempo que afeta, de maneira que não sejaprovisória ou efêmera, a estrutura ou o funcionamento da organização socialde uma coletividade e altera o curso de sua história.
  11. 11. 11Fatores determinantes da mudança social:1 - Fatores GeográficosSão certos cataclismos naturais.2 - Fatores Biológicos: Miscigenação de grupos étnicos Elevação da taxa de mortalidade Rápido crescimento de uma população Epidemias3 - Fatores Sociais Guerras Invasões e conquistas Lutas de classes e revoluções4 - Fatores Culturais: Descobertas científicas Invenções técnicas Desenvolvimento de aspectos intelectuaisOs problemas sociais são problemas de relações humanas que ameaçam,seriamente, a própria sociedade ou impedem as aspirações importantes demuitas pessoas.Existem quando a capacidade de uma sociedade organizada, para ordenar asrelações entre as pessoas, parece estar falhando.
  12. 12. 12A DESORGANIZAÇÃO SOCIAL aparece em três níveis: Nível do indivíduo Nível da família Nível da comunidadeMOVIMENTOS SOCIAISTêm origem numa parcela da sociedade global com característica de maior oumenor organização e certo grau de continuidade.Derivam da insatisfação e / ou das contradições existentes na ordemestabelecida.Têm caráter, predominantemente, urbano, vinculados a determinado contextohistórico e são, ou de transformação, ou de manutenção do STATUS QUO.Status quo --- status relativo aos demais Quando um status muda, seu status quo também muda.TIPOS de movimentos sociais:1 – Movimentos migratóriosSua característica principal é o acentuado descontentamento com a situaçãona sociedade de origem, o que determina a tomada de decisão de se transferirpara outro local.
  13. 13. 13Dinâmica de grupo --- 30/03Ler CAP 1 referente à CULTURAHUIZINGA, Johan. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 2004.HUIZINGAFez um estudo sobre o jogo, definindo três momentos:1 – Expectativa --- momento que antecede ao jogo.2 – Tensão --- busca do objetivo durante o jogo.3 – Relaxamento --- acontece após o jogo, seja qual for o resultado.TIPOS de movimentos sociais: ( continuação )2 – Movimentos progressistasAtuam em um segmento da sociedade, tentando exercer influência nasinstituições e organizações da mesma.São também chamados LIBERAIS, desejando a introdução de mudançasconsideradas positivas.Ex: movimentos sindicaisFases do movimento sindical: Ofício Indústria Oposição Minorias militantes Massa Controle
  14. 14. 14A partir da década de 30, os sindicatos começam a se organizar no Brasil.Sindicalismo de Ofício --- caracterizado pelo forte exclusivismo profissional.Sindicalismo de Indústria --- enquadra pessoas qualificadas, semi- qualificadas e não qualificadas.Sindicalismo de Oposição --- é, unicamente, fabril.Sindicalismo das Minorias Militantes --- quando uma pequena parcela é sindicalizada, organizada e mais consciente.Sindicalismo de Massa --- atinge o patamar econômico em todo o país.Sindicalismo de Controle --- caracterizado pela divisão das grandes centrais sindicais.3 – Movimentos conservacionistas ou de resistênciaSão uma tentativa de preservação da sociedade de mudanças.Opõe-se, tanto às transformações propostas quanto às já realizadas, quando,então, propugnam a volta à situação anterior.Ex: manifestações contra a legalização do aborto. manifestações contra o divórcio. alguns movimentos ecológicos4 – Movimentos regressivos
  15. 15. 15Também denominados REACIONÁRIOS.Consistem numa tentativa de retornar às condições imperantes em ummomento anterior.Nascem, geralmente, do descontentamento com a direção e as tendências dedeterminada mudança.Ex: Ku Klux Klan White Power Skin Head SBDTFPKu Klux Klan --- nasce como movimento contrário ao abolicionismo americano.White Power eSkin Head --- movimento em defesa do nacional-socialismo e fascismo.SBDTFP --- Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Criada pelo empresário paulista Plínio Correia de Oliveira. Posicionou-se contra o movimento de 1964 no Brasil. Contrária ao comunismo.5 – Movimentos expressivosNão se propõem a realizar modificações na realidade exterior e se apresentadesagradável, conflitante e confiante.Ao contrário, seus componentes modificam sua própria percepção e suasreações à realidade através de alguma espécie de atividade.
  16. 16. 16Ex: seita do Reverendo Moon movimentos messiânicos6 – Movimentos utópicosSão considerados movimentos separatistas ou de fuga.Consistem na tentativa de criar um contexto social ideal para um grupo deseguidores, geralmente, pouco numerosos.Ex: Utopia de Thomas Moore movimento Hippie a Tropicália no Brasil, com base cultural.7 – Movimentos reformistasApresentam-se como uma tentativa de introduzir melhoramentos em algunsaspectos da sociedade, sem transformar sua estrutura social básica.Esses movimentos encontram dificuldades para se firmarem em sociedadesautoritárias, pois estas, por sua própria natureza, reprimem, violentamente, ascríticas.Seu maior campo de ação ocorre, conseqüentemente, nas sociedadesdemocráticas, o que, em parte, limita suas ações.Ex: movimento da abolição da escravatura movimento feminista
  17. 17. 178 – Movimentos RevolucionáriosProcuram alterar a totalidade da sociedade, substituindo o sistema social poroutro, completamente, diferente.Propõem, portanto, mudanças mais rápidas e drásticas.O meio social mais favorável dos movimentos sociais revolucionários é o dosgovernos autoritários que bloqueiam os desejos de reforma, concentrando odescontentamento social.Nos países nos quais o governo é democrático e não repressivo, florescem osmovimentos reformistas e estes constituem-se nos piores inimigos dosmovimentos revolucionários, já que podem drenar o descontentamento que seconstitui na base para o recrutamento dos movimentos revolucionários.FASES DO MOVIMENTO SOCIAL1 – AgitaçãoÉ um estágio prolongado, gerando uma instabilidade social.2 – ExcitaçãoFase crítica e essencial, muito curta, quando surgem as lideranças.3 – FormalizaçãoFase de desenvolvimento moral e ideológico do movimento.
  18. 18. 184 – InstitucionalizaçãoPode durar indefinidamente, quando os movimentos geram sedes, escritórios,etc.CONTROLE SOCIALÉ o conjunto de sanções a que uma sociedade recorre para assegurar aconformidade de seus membros e suas condutas ao modelo estabelecido.CÓDIGOSSão modelos culturais que exercem determinada ação sobre indivíduos egrupos.São normas de conduta, cujo poder, repousa, em parte, nas sanções que asacompanham.SOCIALIZAÇÃOÉ o processo de aprendizagem e interiorização de elementos sócio-culturais,normas e valores do grupo, que se integram na estrutura da personalidade dapessoa social.CONFORMIDADEÉ a ação orientada para uma norma ( ou normas ) especial, compreendidadentro dos limites de comportamento por ela permitido ou delimitado.Por sua vez, o comportamento em desvio é uma infração motivada.Ex: conformidade de um grupo de marginais
  19. 19. 19CAUSAS DA CONFORMIDADEA – SocializaçãoB – IsolamentoÉ o processo, através do qual, a pessoa se adapta às diversas normas evalores em conflito e a diferentes momentos e lugares, de tal maneira que, aação apropriada para uma determinada ocasião permaneça restrita a ela.C – HierarquiaAlém do fator tempo e lugar, as normas e valores integrantes de um sistemasocial encontram-se classificadas por ordem de precedência.Esta hierarquia permite uma escolha mais adequada em ocasiões em que maisde uma norma pode ser aplicada no mesmo momento e lugar.D – Controle SocialQuando conhecido, o controle social pode funcionar através da antecipação,pois a pessoa socializada pode prever as conseqüências que advirão de seucomportamento desviado se ferir as expectativas dos demais membros dogrupo.
  20. 20. 20E – IdeologiaA ideologia pode reforçar a conformidade de seus membros quando dásuporte intelectual às normas, através de uma visão, do papel e do lugar dogrupo na sociedade.F – Interesses adquiridosAs normas sociais definem, não só as obrigações, como também, os direitos.Desta maneira, as possíveis sanções ou motivos idealistas e, também, osinteresses adquiridos contribuem para a conformidade dos membros àsnormas sociais, que protegem certas vantagens desfrutadas por seusmembros e as transformam em vantagens legitimadas, originando a convicçãono apoio dado à norma.A expressão “interesses adquiridos” é também desprovida de conotaçãovalorativa quando aplicada neste contexto.CAUSAS DOS DESVIOSA – Socialização falha ou carente.Quando não houver uma socialização completa.B – Sanções fracasSe as sanções referentes à conformidade e ao desvio são fracas, perdemmuito de seu poder de orientação ou de determinação do comportamento.
  21. 21. 21C – Cumprimento medíocreSe as sanções são, adequadamente, fortes, mas sua aplicação não éfreqüente, a validade da norma enfraquece.Ex: a lei do silêncioD – Facilidade de racionalizaçãoA racionalização é o processo pelo qual a pessoa, que interiorizou as normassociais, justifica seu comportamento em desvio, reconciliando-se com sua altaimagem de pessoa de confiança, seguidora das normas sociais.E – Alcance indefinido da normaMuitas vezes o alcance ou os limites da norma não são, claramente, definidos.Desta maneira, o comportamento que alguns consideram desviado pode serdefendido pela pessoa como sendo, na realidade, mais legítimo que oesperado.F – Sigilo das infraçõesO não descobrimento do comportamento em desvio e, conseqüentemente, onão emprego do controle social tendem a fortalecer a atitude criada pelodesvio.G – Execução injusta ou corrupta da leiQuando as pessoas encarregadas da execução e manutenção da lei não ofazem de maneira justa e eqüitativa, ou quando são, até certo ponto coniventes
  22. 22. 22com o comportamento desviado, tal atitude contribui para solapar o respeitopela lei por parte da população.H – Legitimação sub-cultural do desvioAtravés da aprovação do comportamento desviado ou não conformado, pelosseus companheiros, o indivíduo é encorajado no desvio das normas dasociedade maior.Ex: trato entre os bandidosI – Sentimentos de lealdade para com o grupo em desvioA solidariedade e a cooperação, existentes no interior do grupo, exercempressão sobre o indivíduo a fim de que mantenha sua lealdade, mesmo quenão mais aprove ou não deseje permanecer no comportamento desviado.O grupo, ao mesmo tempo que modela o comportamento de seus membrosatravés das normas, também o restringe e o disciplina através da pressãoexercida em função das normas predominantes.HOMO LUDENS – Johan HuizingaNATUREZA E SIGNIFICADO DO JOGO COMO FENÔMENO CULTURALExtratos:O jogo antecede à cultura.A cultura pressupõe a sociedade humana.Forma simples do jogo --- animais brincando
  23. 23. 23Formas complexas --- competições representações ao públicoO jogo encerra um determinado sentido --- tensão alegria divertimentoA realidade do jogo ultrapassa a esfera da vida humana.A existência do jogo não está ligada a qualquer grau determinado decivilização ou a qualquer concepção de universo.Possui uma realidade autônoma.É irracional.É encontrado na cultura como um elemento dado existente antes da própriacultura, acompanhando-a e marcando-a desde as mais distantes origens até afase de civilização.Pode ser entendido como forma específica de atividade, como forma“significante”, como função social.Ele se baseia na manipulação de certas imagens, numa certa “imaginação” darealidade, ou seja, a transformação desta em imagens.Nossa preocupação fundamental será captar o valor e o significado dessasimagens e dessa imaginação.As grandes atividades da sociedade humana são marcadas pelo jogo: A linguagem O mito O culto --- os ritos sagrados os sacrifícios consagrações
  24. 24. 24 mistériosO puro e simples jogo constitui uma das principais bases da civilização.Algumas forças intuitivas da vida civilizada têm origem no MITO e no CULTO: O direito e a ordem O comércio e o lucro A indústria e a arte A poesia A sabedoria e a ciênciaSão inerentes ao jogo: seriedade beleza vivacidade graçaAs manifestações sociais do jogo constituem suas formas mais elevadas.Características do jogo:1 – O jogo é livreÉ uma atividade voluntária.O prazer por ele provocado o transforma em necessidade.Liga-se a noções de obrigação e dever apenas quando constitui uma funçãocultural reconhecida, como no CULTO e RITUAL.2 – É uma evasão da vida realPossui uma esfera temporária de atividade com orientação própria.O “faz de conta” exprime um sentimento de inferioridade em relação àSERIEDADE.É desinteressado, visto que não pertence à vida comum, situando-se fora domecanismo de satisfação imediata das necessidades e desejos.
  25. 25. 25É uma atividade temporária.Tem uma finalidade autônoma.Realiza-se tendo em vista uma satisfação que consiste nessa própriarealização.É parte integrante da vida em geral.Tem uma função cultural.3 – Isolamento e limitaçãoDistingue-se da vida “comum”, tanto pelo lugar, quanto pela duração.4 – Fenômeno CulturalMesmo depois do jogo ter chegado ao fim, ele permanece como uma criaçãonova do espírito, um tesouro a ser conservado pela memória.É transmitido.Torna-se tradição.5 – Ele cria ordem e é ordemIntroduz na confusão da vida e na imperfeição do mundo uma perfeiçãotemporária e limitada.Exige uma ordem suprema e absoluta.A tensão existente significa incerteza, acaso.Suas regras são absolutas e não permitem discussão.O jogador que desrespeita ou ignora as regras é considerado um “desmancha-prazeres”, é um covarde e precisa ser expulso, pois destrói o mundo mágico.O jogador desonesto, o que finge jogar seriamente é um “batoteiro”.O jogo ( resumo ):É uma atividade livre, conscientemente tomada como “não-séria” e exterior àvida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneiraintensa e total.
  26. 26. 26É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qualnão se pode obter qualquer lucro, praticado dentro dos limites ESPACIAIS eTEMPORAIS próprios, segundo uma certa ordem e certas regras.Promove a formação de grupos sociais com tendência a rodearem-se desegredo e a sublinharem sua diferença em relação ao resto do mundo pormeio de disfarces ou outros meios semelhantes.Funções do jogo nas formas mais elevadas: Uma luta por alguma coisa. Representação de alguma coisa. O jogo passa a “representar” uma luta. Torna-se uma luta para melhor representar.RepresentaçãoMais do que uma realidade falsa, a representação é a realização de umaaparência, uma “imaginação”.A representação SAGRADA é uma realização MÍSTICA.O CULTO é um espetáculo, uma representação dramática, uma figuraçãoimaginária de uma realidade desejada.Sociedade PrimitivaNa sociedade primitiva verifica-se a presença do jogo, tal como nas CRIANÇASe nos ANIMAIS e que, desde a origem, nele se verificam todas ascaracterísticas LÚDICAS: ordem tensão movimento
  27. 27. 27 mudança solenidade ritmo entusiasmoSociedade mais recenteEm fase mais tardia de sociedade, o jogo se encontra associado à expressãode alguma coisa, nomeadamente aquilo a que podemos chamar VIDA ouNATUREZA.O que era jogo desprovido de expressão verbal adquire agora uma FORMAPOÉTICA.O sagradoPouco a pouco, o jogo vai adquirindo a significação de ATO SAGRADO.O CULTO vem-se juntar ao jogo, sendo este, contudo, o fato inicial.O ato de culto possui todas as características formais e essenciais do jogo.O jogo autêntico e espontâneo também pode ser profundamente SÉRIO.É impossível perder de vista, por um momento só que seja, o conceito de jogoem tudo quanto diz respeito à vida religiosa dos povos primitivos.Para Platão, a religião é, essencialmente, constituída pelos jogos dedicados àdivindade, os quais são para os homens, a mais elevada atividade possível.Os atos de culto, pelo menos sob uma parte importante de seus aspectos,serão sempre abrangidos pela categoria de jogo, mas esta aparentesubordinação em nada implica o não reconhecimento de seu caráter sagrado.Festa e JogoExistem entre a festa e o jogo, naturalmente, as mais estreitas relações.Ambos implicam uma eliminação da vida quotidiana, predominam a alegria,embora a festa possa, também, ser SÉRIA.
  28. 28. 28São limitados no tempo e no espaço.Encontramos uma combinação de regras estreitas com a mais autênticaliberdade.O modo mais íntimo de união de ambos parece poder encontrar-se na DANÇA.A consciênciaO jogo autêntico possui, além de suas características formais e de seuambiente de alegria, pelo menos um outro traço dos mais fundamentais, aconsciência, mesmo que seja latente, de estar “apenas fazendo de conta”.Nas religiões primitivas se encontra um certo elemento de “faz de conta”.Tanto o feiticeiro como o enfeitiçado são, ao mesmo tempo, conscientes eiludidos, mas um deles, escolhe o papel de iludido.Ilusão --- “em jogo”Conceito de jogoEnfim, o jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro decertos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regraslivremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim emsi mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão, de alegria e de umaconsciência de ser diferente da “vida quotidiana”.Conceitos extraídos de: HOMO LUDENS de Johan Huizinga. Texto sobre Cultura de Julieta de Andrade e Luiz Fernando de A. Soares.De acordo com Johan Huizinga, o jogo é uma atividade, que na sua origem,antecede à cultura e à própria sociedade humana, pois a cultura só existe com
  29. 29. 29base na sociedade humana. Existe antes da cultura, porém, está nela integradodesde suas origens até a civilização.O jogo pode assumir formas simples ou complexas.Um exemplo de forma simples são as brincadeiras das crianças.Formas complexas são as competições e representações ao público.A tensão, alegria e o divertimento se manifestam no jogo, o qual, não estáligado a qualquer grau determinado de civilização e concepções filosóficas.A seriedade, beleza, vivacidade, e graça são inerentes ao jogo.O jogo se baseia na transformação da realidade em imagens, numa“imaginação” da realidade, sendo a maior dificuldade a compreensão dosignificado dessas imagens e imaginação.Podemos afirmar que muitas atividades sociais são caracterizadas pelo jogo,como a LINGUAGEM, o MITO e o CULTO.O culto se desdobra em ritos sagrados, sacrifícios, consagrações e mistérios.Algumas instituições da civilização têm origem no MITO e no CULTO, como odireito e a ordem, o comércio e o lucro, a indústria e a arte, a poesia, asabedoria e a ciência.Vejamos as principais características do jogo:1 – O jogo é livre.É uma atividade de livre opção, sendo que o prazer pelo jogo o transforma emnecessidade.Obrigação e dever estão vinculados ao CULTO e RITUAL.2 – É uma evasão da vida realNão está comprometido com a vida comum.Tem uma finalidade em si mesmo.
  30. 30. 303 – Isolamento e limitaçãoÉ uma atividade temporária e espacial.É espacial porque se desenvolve num local apropriado, entretanto, é parteintegrante da vida em geral, tendo uma função cultural.Diferencia-se da vida comum em função do lugar de seu desenrolar e dotempo, da duração.4 – Fenômeno CulturalO jogo é uma criação, mantido na memória e socialmente transmitido,tornando-se uma tradição.5 – Ele cria ordem e é ordemBusca uma perfeição temporária e limitada, exigindo uma ordem absoluta, comregras não questionáveis.Em síntese, o jogo existe desde a sociedade primitiva, atingindo a sociedadecivilizada, manifestando-se , também, no sagrado, no culto, rituais e festas.Um importante traço do jogo é a CONSCIÊNCIA, é o elemento “faz de conta”.Huizinga assim conceitua o jogo:É uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos edeterminados limites de tempo e de espaço, segundo regras livrementeconsentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo,acompanhado de um sentimento de tensão, de alegria e de uma consciênciade ser diferente da “vida quotidiana”.
  31. 31. 31De acordo com este conceito, o jogo da bola de barbante, realizado em sala deaula, possuía essas características definidas por Huizinga.Foi uma atividade voluntária, exercida numa sala de aula, por um tempodefinido, onde o professor apresentou as regras que foram aceitas pelosalunos e tornando-se obrigatórias. Um de nossos colegas ficou encarregadoda fiscalização do cumprimento das mesmas.A finalidade do jogo estava em si mesma, com manifestações de tensãodurante o seu desenrolar, como também, momentos de alegria, de satisfação ehavendo em todos os participantes uma consciência de ser uma atividadediferente da nossa vida normal, porém integrada à vida em geral.Para o professor, este jogo tinha a finalidade de representar um aspecto darealidade, ou seja, como o jogo é integrante da vida cultural.Este jogo da bola de barbante é um elemento da cultura, com seussignificados. Foi aprendido, memorizado e será socialmente transmitido pelosparticipantes, assim como pelo professor Luiz, que há cerca de 20 anos,tornando uma tradição, o utiliza em seus ensinamentos relativos às relaçõesentre o jogo e a cultura.Neste jogo foi possível perceber como são estabelecidas e como seapresentam as inúmeras relações culturais entre os participantes, constituindouma grande rede de relações.Desta forma, o jogo está integrado a uma determinada cultura.Apesar de ter as suas características próprias, de ter surgido antes dasformações sociais primitivas e, por conseqüência, antes da cultura,entendemos que hoje em dia, com o desenvolvimento social e cultural, o jogose reveste totalmente de elementos culturais.Joga-se numa determinada sociedade com a sua respectiva cultura.O jogo realizado em nossa sala de aula está integrado pela nossa cultura. Asrelações ali estabelecidas demonstraram claramente que a rede de relaçõesque foram desenvolvidas tinham um componente cultural determinado, isto é,os nossos próprios valores, nossas crenças, nosso modo de pensar.O professor fazia narrativas impregnadas de valores culturais nossos.
  32. 32. 32Partindo do pressuposto que atualmente todo homem vive em sociedade comsua própria cultura, poderíamos afirmar que o jogo somente serácompreendido e desenvolvido através de relações orientadas pordeterminados valores culturais.O homem nasce numa determinada sociedade, numa determinada cultura.O acervo cultural é socialmente transmitido e aprendido, constituindo umatradição.ALTERIDADEAquilo que é próprio do outro.Reinterpretação.INFLUÊNCIAS SÓCIO-CULTURAIS1 – ETNOCENTRISMOÉ a tendência em eleger valores e costumes do grupo em que a pessoa nasceue foi educada, como normas infalíveis de juízo de valor das condutas dequalquer outro grupo sócio-cultural.Ex: o padrão de meu grupo é melhor que o do outro.2 – ANTROPOCENTRISMOÉ a tendência em eleger os valores e costumes do grupo de predominânciapolítica, cultural ou econômica, como parâmetros correcionais nos processosde dominação ou colonização.3 – SUBJETIVIDADEÉ a tendência para julgar os fatos observados e situações que vivenciamos,tomando, por base, a emoção e a afetividade favorável ou adversa que uma
  33. 33. 33pessoa, um grupo, um fato desperta em nós, deixando, de lado, o examerigoroso das razões de nosso juízo sobre esta pessoa, grupo ou situação.4 – AUTORITARISMOÉ a tendência em aceitar, como verdadeira, uma afirmação porque alguém adisse e não pelas razões, experiência ou investigação levada a cabo por essapessoa.O hábito de admitir, desde criança, verdades mais ou menos seguras,simplesmente porque nos foram ditas pelas pessoas adultas que nos rodeiam,pode continuar ao longo da vida.5 – DOGMATISMOÉ a tendência em escolher fórmulas que expressam conhecimentos comoverdades indiscutíveis, à margem do estudo, da crítica, da discussão.DOGMA não é o mesmo que dogmatismo, embora esse ponto corresponda,melhor, a uma explicação teológica quando fazemos referência ao dogmareligioso.A atitude científica está consciente do quanto são provisórios todos osconhecimentos.Ex: Os livros religiosos são dogmáticos. Cátaros --- Católicos puritanos Acreditam em reencarnação.6 – IMPRESSIONISMO
  34. 34. 34Embora possa ser uma espécie de subjetivismo, consiste, também, emconfundir experiências transitórias com verdades comprovadas.É afirmar qual algo diz respeito a toda uma coletividade quando, unicamente,se refere a uma pessoa ou a um pequeno grupo.7 – ESTEREÓTIPOSSão imagens não comprovadas que, desde a infância, nos têm sido dadas, ouque, nós mesmos formamos a respeito de grupos étnicos, culturais, nacionais,etc.É uma forma de generalização insubstancial, mas que traz, também, gravesconseqüências para a vida.8 – ESPECIALISMOConsiste no processo, tácito ou expresso, de desvalorizar qualquerconhecimento que não esteja dentro da área da ciência a que nos dedicamos,ou em pretender que a ciência cultivada por nós contenha todos osconhecimentos, ou seja igualmente válida em qualquer outra área defenômenos.Todas essas limitações sócio-culturais nos levam a entender a necessidade dedar ao nosso conhecimento rígida objetividade e de adquirir o hábitometodológico que nos libera de algumas dessas limitações tão graves para avida pessoal e das sociedades.ALTERIDADE
  35. 35. 35É aquilo que é próprio do outro, referente à cultura do outro.CASAMENTO ROMANOProclama --- Assessor do sacerdote. Verificava a aprovação do casamento na comunidade. Verificava a existência de algum impedimento.Vesta --- Sacerdotisa Preparava a noiva no dia do casamento.Um escravo, o maior amigo do noivo, desde criança, faz os preparativos dacerimônia e administra os recursos dos noivos.O pai conduzia a noiva para o local do casamento, uma praça pública.Neste local se encontrava o sacerdote, uma mesa com um bolo.O sacerdote da cerimônia pergunta, ao público, se alguém tem algo a declararcontra o casamento.O noivo oferece vinho aos presentes.A cerimônia do casamento denominava-se COMFARREÁCEOáceo --- açãocom --- comerfarre --- boloApós o COMFARREÁCEO, os noivos saem caminhando, acompanhados pelopovo em festa, até a casa onde irão residir, juntamente com o escravo amigo.Nesta casa, era colocado um pote de mel para alimentar os noivos, que alicomemoravam durante sete dias ( uma lua ).
  36. 36. 36Cabia ao escravo, a verificação da virgindade da noiva, anunciando ou não adignidade da moça.Após a semana de comemoração, o marido apresentava, em praça pública, oórgão sexual castrado do escravo, como prova da honradez da noiva.Neste momento, deixava de ser escravo, passando à condição de EUNUCO dafamília. Convivia com a família, educava os filhos do casal e verificava ascondições das bebidas e alimentos antes de serem usados pela família.Tinha a prerrogativa de freqüentar os quartos do casal e filhos.Após a criação dos filhos, já adultos e casados, a família concedia ao EUNUCOum APOSENTO, caracterizando sua aposentadoria.O eunuco era respeitado pelos cidadãos, tendo o direito de denunciar apessoa que o desrespeitasse.INSTITUIÇÃO SOCIALA sociedade se organiza através das instituições.É uma estrutura, relativamente, permanente de padrões, papéis, e relações queos indivíduos realizam, segundo determinadas formas sancionadas eunificadas, com o objetivo de satisfazer necessidades sociais básicas.CARACTERÍSTICAS DAS INSTITUIÇÕES Finalidade Estruturação Estrutura unificada ValoresFINALIDADESatisfação das necessidades sociais.
  37. 37. 37ESTRUTURAÇÃOCoesão entre componentes.ESTRUTURA UNIFICADACada instituição pode ser vista como uma unidade independente.VALORESCódigo de conduta.PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES Família Religião Estado Empresa EducaçãoFAMÍLIAA família é uma instituição social.Cada unidade familiar se diferencia em relação à outra.A união de uma família, em geral, forma o CLÃ.A instituição FAMÍLIA é um grupo social caracterizado pela residência comum,cooperação econômica e reprodução.
  38. 38. 38A família pode ser: Elementar Extensa Composta Conjugada Fraterna FantasmaELEMENTARUnidade formada por: Homem Esposa FilhosEXTENSAUnidade composta por: Duas ou mais famílias nucleares ( elementares ) Ligadas por laços consangüíneosCOMPOSTAUnidade formada por: 3 ou mais cônjuges FilhosCONJUGADA FRATERNAUnidade que inclui: 2 ou mais irmãos Respectivas esposas Filhos
  39. 39. 39FANTASMAUnidade formada: Mulher casada Seus filhos Fantasma O marido não desempenha papel de pai, é, apenas, genitor ( pai biológico ). O FANTASMA é o irmão mais velho da mulher e tem a função de PATER ( pai social ).Quanto à AUTORIDADE a família pode ser: Patriarcal Matriarcal Paternal ou IgualitáriaPATRIARCALA figura central é o PAI, o qual possui a autoridade de chefe sobre a mulher eos filhos.MATRIARCALA figura central é a mãe, havendo predominância da autoridade feminina.Ex: famílias latinas
  40. 40. 40PATERNAL OU IGUALITÁRIAA autoridade pode ser mais equilibrada entre cônjuges, dependendo dassituações, ações ou questões particulares.Ex: sociedades americanasMATRIMÔNIOO matrimônio, casamento, é o modo pelo qual a sociedade humana estabelecenormas para a relação entre sexos ou indivíduos.MODALIDADES DE CASAMENTO Monogamia Poligamia: Poliandria: Simples Adelfa Poligimia: Simples Sororal GrupalMONOGAMIAConsiste no casamento de 2 indivíduos.POLIGAMIA
  41. 41. 41Refere-se ao casamento de um indivíduo com 2 ou mais cônjuges.POLIANDRIAÉ uma poligamia.É o casamento de uma mulher, simultaneamente, com 2 ou mais homens.Ex: na Índia e TibetPode ser: Simples --- não há restrições. Adelfa --- mulher casa com 2 irmãos. Ex: mulheres tibetanasPOLIGIMIAÉ uma poligamia.É o casamento de um homem, simultaneamente, com 2 ou mais mulheres.Ex: muçulmanosPode ser : Simples --- não há restrições. Sororal --- homem casa com 2 irmãs. Ex: em MadagascarGRUPALÉ uma poligamia.É a união marital de vários homens e várias mulheres.Ex: tribos indígenas brasileiras

×