MyBrainMagazine 19

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  1. 1. Romaa cidade eterna Vaticano | Quotidiano romano | Barroco | Riga | Brémen BERLIM
  2. 2. 2 • MyBrainMagazine
  3. 3. MyBrainMagazine • 3 MyBrainMagazine Roma é uma das mais bonitas cidades do mundo. Cheia de monumentos e pontos de interesse, transporta-nos para diferentes épocas na história. EMAIL mybrainsociety@gmail.com ENDEREÇO www.mybrainsociety.blogspot.pt Copyright © 2017 MyBrainSociety. Todos os direitos reservados. MyBrain (capa): Registered Trademarks® (marcas registadas). A MyBrain não se responsabiliza por material não solicitado. A sabedoria não tem limites INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TEXTOS E DE IMAGENS CAPA Fórum Romano
  4. 4. 4 • MyBrainMagazine Í N D I C E visão .....................................................................................................7 meditação .............................................................................................8 roteiro de viagem .................................................................................9 ...................................................................................................10 ..................................................................................................16 ...............................................................................................19 .....................................................................................................20 .............................................................................21 ....................................................................22 ............................................................................................23 ...............................................24 ................................................................28 ...................................................29 ...................................................................................30 ...........................................................................................31 ..................................................................................................32 ........................................33 ..........................................................................................34 ............................................................................35 ....................................................................36 .......................................................37 ............................................................................38 ............................................................................40 ........................................................................41
  5. 5. MyBrainMagazine • 5 .................................................42 ...........................................................43 ....................................................................44 ...........................................................................................45 ...................................................................................46 ........................................................................................47 ..................................................................................48 .........................................................................50 .........................................................................51 ..........................52 ..............................................................................53 ..................................................................................................54 ........................................................................................55 ................................................................................................56 ...............................................................................................57 ...............................................................................58 .........................................................................60 .............................................................61 ................................................................................................62 .........................................................................63 ...................................................................................64 ...........................................................................................65 ......................................................................................................66 ........................................67 ............68 ...................................................................69 ......................................................................72 ........................................................................................74
  6. 6. 6 • MyBrainMagazine
  7. 7. MyBrainMagazine • 7 visão “É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida.” Salvador Dalí
  8. 8. 8 • MyBrainMagazine O SOL E O VENTO O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte e o vento disse: "Provarei que sou o mais forte". Vê aquele velho que vem lá embaixo com um capote? Aposto como posso fazer com que ele tire o capote mais depressa do que você. O sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o vento soprou até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais o velho segurava o capote junto a si. Finalmente o vento acalmou-se e desistiu de soprar. Então o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para o velho. Imediatamente ele esfregou o rosto e tirou o capote. O sol disse então ao vento que a gentileza e a amizade eram sempre mais fortes que a fúria e a força. meditação “Meditação traz sabedoria; a falta de meditação deixa a ignorância. Escolha o caminho que o guia à sabedoria.” Buda
  9. 9. MyBrainMagazine • 9 “O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa leem apenas uma página.” Agostinho de Hipona roteiro de viagem ROMA (5 DIAS) 1 VOO - Roma Ida para o hotel e alojamento. GIOBERTI ART HOTEL 2 Roma Chiesa di Santa Maria degli Angelli; Basilica di Santa Maria Maggiore; Basilica di Santa Prassede; Basilica di San Pietro in Vincoli; Piazza Madonna dei Monti; Coliseu; Forum romano; Palatino; Forum de Trajano; Il Vitoriano; Museus Capitolinos; Piazza del Campidoglio. 3 Roma Piazza di Spagna; Trinitá dei Monti; Villa Médicis; Piazza Bucarest; Piazzale Napoleone; Piazza del Popolo; Chiesa Sant’Andrea delle Fratte; Castel Sant’Angelo; Museus do Vaticano; Capela Sistina; Piazza San Pietro; Basilica San Pietro. 4 Roma Chiesa Santa Maria della Vittoria; Palazzo Barberini; Chiesa di San Carlo alle Quattro Fontane; Chiesa di Sant’Andrea al Quirinale; Fonte Dióscuros; Palazzo Doria Pamphilj; Chiesa di Sant’Ignazio; Santa Maria sopra Minerva; Chiesa di Gesù; Chiesa di Sant’Ivo alla Sapienza; São Luís dos Franceses; Piazza Navona; Chiesa di Santa Maria Maddalena; Panteão; Piazza di Pietra; Fontana di Trevi; Fonte da Coluna; Fonte do Panteão; Fonte dos Livros; Fonte dos 4 Rios; Piazza Farnese; Piazza Mattei. 5 Roma Piazza della Rovere; Piazzale Giuseppe Garibaldi; Fontana dell’Acqua Paola; Chiesa di San Pietro in Montorio; Porta Settimiana; Basilica di Santa Maria in Trastevere; Chiesa di San Francesco d’Assisi a Ripa; Chiesa Santa Maria dell’Orto; Basilica di Santa Cecilia in Trastevere; Piazza in Piscinula.7 Munique - Pfahlbauten museum - Stein am Rhein - Rhine falls - Zurique Sair do hotel e às 9:00 tomar o pequeno almoço no Viktualienmarkt, mercado gourmet ao ar livre. Continuar até ao museu de palafitas Pfahlbauten, no lago Constança, com chegada às 12:00. Sua visita e às 12:45 partida para Stein am Rhein, com chegada às 14:00. Almoço e visita à vila. Às 16:00 partida para às cascatas do Reno, Rheinfalls, com chegada às 16:30. Às 17:00 partida para Zurique, com chegada às 17:45. Visita da cidade às 18:15, à catedral Grossmunster e continuação para a rua de lojas Bahnhofstrasse, nomeadamente para o Sprungli Café, com chocolates e macarons, na Paradeplatz. Jantar pela zona. RAMADA HOTEL ZÜRICH-CITY 8 11/08 Zurique - Lucerna - Aare gorge - Interlaken - Lauterbrunnen - Schloss Oberhofen - Berna Às 9:15 saída para Lucerna, com chegada às 10:00. Visita à ponte Kapellbrücke, à ponte Spreuersbrücke e à igreja St. Leodegar. Almoçar no hotel des Balances e, às 14:30, partida para o desfiladeiro Aare Gorge, com chegada às 15:50. Às 16:30, partida para Lauterbrunnen, com chegada às 17:10. Às 17:30 partida para o Schloss Oberhofen, passando por Interlaken, com chegada às 18:15. Vista do castelo pelo cais da vila e às 18:30 partida para Berna, com chegada às 19:00. Às 19:30 visita da cidade começando pelo parque Barengraben. Continuação para a vista sobre Berna da rua Aargauerstalden, depois pela catedral Bernermunster, com chegada às 20:00. Continuação para o Zytglogge, com chegada às 20:05 e depois para a Bundesplatz, com chegada às 20:10. NOVOTEL BERN EXPO 9 Berna - Gruyères - Chillon - Lausanne - Genebra - VOO Às 9:00 partida para Gruyères, com chegada às 10:00. Visita ao castelo e às 10:30 visita a La Maison du Gruyère, a fábrica do queijo Gruyère. Partida para o castelo de Chillon às 11:15 e chegada às 12:00. Visita ao castelo por fora e às 12:20 partida para Lausanne, com chegada às 13:00. Visita ao exterior da catedral gótica e às 13:20 partida para Genebra, com chegada às 14:00 ao Palácio das Nações, passando em frente de carro. Às 14:15, chegada ao restaurante Café de Paris (Chez Boubier). Continuação às 15:30 para o Jet d’Eau e às 15:45 chegada à catedral de Genebra. Continuação de carro até à junção das águas dos rios Ródano e Arve, com chegada às 16:00. Às 16:20 chegada ao aeroporto de Genebra.
  10. 10. 10 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA ROMAoma, capital de Itália, a cidade das sete colinas, (Capitólio, Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio, Aventino e Palatino) é considerada uma das mais belas do mundo. A cidade, fundada, de acordo com a tradição, por Rómulo, deus romano da guerra, foi edificada em 753 a. C. sobre sete colinas e rodeada pela Muralha Aureliana. De acordo com a lenda, a seguir à queda de Troia (século XII a. C.), o troiano Eneias ter-se-ia fixado junto ao rio Tibre, onde se casou com uma filha do rei Latino (dando-se o nome de Latinos ao seu povo). Da sua descendência, surgiram, três séculos mais tarde, os irmãos Amúlio e Numitor. Este foi afastado do trono pelo seu irmão mais novo. E para que não houvesse descendência, Amúlio fez com que filha do seu irmão Numitor, Reia Sílvia, se tornasse Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta). Um dia, segundo a versão mais corrente da lenda, a jovem vestal terá ido buscar água para um sacrifício a um bosque sagrado, junto ao rio Tibre, quando foi seduzida (para outros, apenas assediada) por Marte, deus romano da guerra, que a engravidou, tendo nascido desta união proibida dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio, temeroso que estas crianças viessem futuramente a destroná-lo, ordenou que as pusessem, fora dos seus domínios, num cesto (ou expostas, noutra versão) junto ao Tibre. Assim, as crianças foram abandonadas junto à colina do Palatino, onde depois nasceria Roma. O rio, em vez de as levar para o mar, milagrosamente, depositou-as em lugar seco, onde seriam descobertas por uma loba, que as criou, juntamente com as suas crias, na sua gruta, no Lupercal. Mais tarde, foram recolhidas por um pastor chamado Fáustulo, que os criou. R 10 • MyBrainMagazine com a tradição, por Rómulo, deus romano da guerra, foi edificada em 753 a. C. sobre sete colinas e rodeada pela Muralha Aureliana. De acordo com a lenda, a seguir à queda de Troia (século XII a. C.), o troiano Eneias ter-se-ia fixado junto ao rio Tibre, onde se casou com uma filha do rei Latino (dando-se o nome de Latinos ao seu povo). Da sua descendência, surgiram, três séculos mais tarde, os irmãos Amúlio e Numitor. Este foi afastado do trono pelo seu irmão mais novo. E para que não houvesse descendência, Amúlio fez com que filha do seu irmão Numitor, Reia Sílvia, se tornasse Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta). Um dia, segundo a versão mais corrente da lenda, a jovem vestal terá ido buscar água para um sacrifício a um bosque sagrado, junto ao rio Tibre, quando foi seduzida (para outros, apenas assediada) por Marte, deus romano da guerra, que a engravidou, tendo nascido desta união proibida dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio, temeroso que estas crianças viessem futuramente a destroná-lo, ordenou que as pusessem, fora dos seus domínios, num cesto (ou expostas, noutra versão) junto ao Tibre. Assim, as crianças foram abandonadas junto à colina do Palatino, onde depois nasceria Roma. O rio, em vez de as levar para o mar, milagrosamente, depositou-as em lugar seco, onde seriam descobertas por uma loba, que as criou, juntamente com as suas crias, na sua gruta, no Lupercal. Mais tarde, foram recolhidas por um pastor chamado Fáustulo, que os criou. Rómulo e Remo, quando jovens, voltaram-se contra Amúlio, destronaram-no e mataram-no, colocando, em seu lugar, Numitor, seu avô, novo rei de Alba (a sede deste reino era no monte Aventino). Depois, decidiram fundar uma cidade no Palatino, o local onde tinham sido salvos pela loba. Mas porque não conheciam o local exato, propuseram-se interrogar os presságios. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rómulo no Palatino, onde cada um dos gémeos consultou os deuses para saber onde se fundaria a nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis Fórum Romsno, Roma Antiga, as sete colinas, loba capitolina
  11. 11. MyBrainMagazine • 11 GEOGRAFIA Rio Tibre em Roma, rua, Coliseu e vista sobre Roma desde o Janículo. monte Aventino). Depois, decidiram fundar uma cidade no Palatino, o local onde tinham sido salvos pela loba. Mas porque não conheciam o local exato, propuseram-se interrogar os presságios. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rómulo no Palatino, onde cada um dos gémeos consultou os deuses para saber onde se fundaria a nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis abutres a voarem sobre o Aventino, enquanto a Rómulo, favorecido pela Fortuna, lhe surgiram doze abutres. Este logo traçou, em torno de Palatino, um sulco com uma charrua guiada por bois; a terra remexida simbolizava uma muralha e o sulco simbolizava o fosso cujas passagens serviam de portas. Mas Remo, zombando da muralha, transpô-la de um salto, ridicularizando a obra do irmão. Este, furioso, matou-o a golpes de espada, o sacrifício sangrento necessário para fundação de Roma. Rómulo arrependeu-se, posteriormente, chorando a morte do irmão, mas o destino estava traçado. A rivalidade que sempre existiu entre os bairros da Roma antiga, Aventino e Palatino, é explicada pela divergência havida entre os dois irmãos, Rómulo e Remo. Rómulo, para povoar a cidade e dado que os recursos locais eram insuficientes, permitiu que se alojassem, nos arredores de Roma, exilados, devedores insolentes, homicidas e escravos fugidos. Para além disso, para assegurar a continuidade da população da cidade, foi preciso arranjar mulheres. Deu-se então o rapto das Sabinas, causando uma guerra contra os sabinos, que acabou, no entanto, com um tratado de união entre os dois povos. A segunda geração romana era, deste modo, uma mistura entre habitantes das colinas romanas, latinos e sabinos, fusão que estará na origem da formação étnica do povo de Roma (os Quirites). Diz a lenda que, quando morreu, Rómulo foi levado para os céus por seu pai, o deus Marte, tendo sido, mais tarde, adorado sob a forma do deus Quirino.Segundo Varrão (753 e 715 a. C.), Rómulo, ainda como primeiro rei de Roma, criou um senado de cem patres (Patrícios), dividindo também a população em trinta cúrias e três tribos: os Ramnenses, os Ticienses e os Lúceres. Depois da morte de Rómulo, Roma foi governada por três reis sabinos, sucessivamente, Numa Pompílio (ou Panfílio, 715- 672 a. C.), Túlio Hostílio (672-640 a. C.) e Anco Márcio (640-616 a. C.), que fundou o porto romano de Óstia, alargando os limites de Roma. Mas existem provas arqueológicas da existência de ocupação humana anterior, datada da Idade do Ferro, mais precisamente de meados do século XIII a. C.. A sua história subdivide-se em dois períodos: os três primeiros séculos do Império Romano, entre 27 e 300 d. C., e os três séculos do Renascimento e do Barroco, entre 1450 e 1750. A Roma Antiga era um reino e possuía um senado e um conselho de anciãos que elegia os monarcas. Nos séculos VII e VI a. C. estiveram no poder reis etruscos e tornou-se numa república em 510 a. C.. No século IV a. C. foi muralhada. Com o imperador Júlio César, a cidade sofre ampliações, criando-se o Fórum de César. Este fórum foi completado por Augusto, que também construiu o seu próprio fórum – o Fórum de Augusto. Roma torna-se o centro do Império e correspondia a uma grande aglomeração, que dispunha de abastecimento de água e bombeiros. No entanto, em 64 d. C. sofre um grandioso incêndio. Entre 69 e 96 d. C. desenvolve-se um programa de obras públicas e foi construído o Coliseu. Os espetáculos gratuitos no Coliseu e nos teatros e a distribuição de alimentos foram a forma que a dinastia Flávia encontrou para se manter no poder. No século III foi levantada outra muralha e no século IV os banhos termais e as bibliotecas eram uma constante na cidade. Com a fundação de Constantinopla, Roma sofre a decadência e foram construídas as primeiras basílicas cristãs, como a de S. Pedro. Nos anos 400 d. C. foi saqueada pelos povos germânicos e sucessivamente ocupada por outros, como os Árabes, no século IX. A sua população diminui consideravelmente com as sucessivas destruições. Após a queda do Império Romano, a cidade vive dez séculos de devastação. No século XV os papas levaram para a cidade de Roma o vigor do Renascimento. Restauram-se igrejas e muralhas e muitos artistas, como Miguel Ângelo, trabalham para os papas. A cidade expandiu- se consideravelmente no século XIX para o exterior da muralha, tornando-se capital em 1871. Em 1929, o Vaticano passou a ser um enclave independente. Com o ditador Benito Mussolini, a cidade foi alvo de profundas remodelações. O objetivo era recriar as gloriosas paisagens da Roma antiga. Muitos bairros antigos foram demolidos e em seu lugar foram abertas amplas avenidas. Durante a Segunda Guerra Mundial foi bombardeada várias vezes e com o final do conflito cresceu consideravelmente.
  12. 12. 12 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Fórum Romano com Coliseu ao fundo, interior do Coliseu, Coliseu, Campidoglio, Bocca della Verità, Fórum Romano com Campidoglio e Il Vittoriano ao fundo, Coluna de Trajano, Il Vittoriano. O Coliseu, grande anfiteatro oval romano que foi mandado construir por Vespasiano, por volta do ano 70, foi concluído, com três andares, em 82 por Domiciano. No século III foi-lhe acrescentado mais um andar. Com uma altura de 48 m, as bancadas eram de mármore (entretanto desaparecido) e tinham capacidade para mais de 50 000 espectadores. O recinto destinava-se ao combate de gladiadores e à representação de tragédias e comédias. Também foi aqui que muitos cristãos perderam a vida, lançados às feras. Neste espaço colossal, chegaram mesmo a realizar-se simulações de batalhas navais. O Arco de Constantino foi construído em 312. Ao lado do Coliseu estava o famoso palácio de Nero, a Domus Aurea. Foi no Palatino que Roma foi criada e, no tempo dos romanos, era um bairro residencial. Foi construído no primeiro século d.C. e o imperador Augusto viveu lá. O Fórum Romano, o mais antigo e mais importante da Roma republicana, estava situado entre as colinas mais importantes e célebres de Roma, quer em termos políticos, quer do imaginário e mitologia romanos, quer históricos ou sociais: o Palatino (dos "palatii", palácios da aristocracia romana e dos imperadores e figuras mais importantes da Urbe) e o Capitólio (ou Campidoglio, "campo das oliveiras"), tocando ainda no Célio e no Esquilino, outras colinas da Urbe. Em torno deste espaço estavam os mais importantes edifícios públicos, adornados de colunas comemorativas, estátuas, arcos, com pórticos, colunatas, templos, basílicas e arquivos. Com o crescimento do seu colossal império, Roma necessitava de possuir um centro cívico ainda mais amplo do que o do Fórum Romano, pelo que quer Júlio César quer vários imperadores não deixaram de criar novos fóruns, adjacentes e complementares: além do de Júlio César, temos assim o de Augusto (primeiro imperador), o de Vespasiano, o de Trajano e o de Nerva, entre outros. Para além de alterarem a orientação urbanística da Cidade, estes grandiosos e monumentais fóruns representavam também o sinal de uma mudança radical na política de Roma e comprovavam a vontade imperial de possuir e demonstrar poder e força. O Fórum Romano era atravessado pela Via Sacra, artéria por onde passavam os cortejos de triunfo até ao Capitólio. O lajeado desta Via passava sob o Arco de Tito, construído em 81 d. C e celebrava a tomada de Jerusalém em 70. Tipicamente romano, o arco de triunfo é um monumento comemorativo que surgiu pela primeira vez cerca de 200 a. C., erigido para celebrar vitórias de imperadores ou generais, sendo decorado com baixos-relevos alusivos à efeméride e adornado, em cima, com estátuas de bronze dourado. Por oposição a este, existia o belíssimo Arco de Sétimo Severo. Também no Fórum estava o templo de Vesta, o santuário mais venerado da Cidade, onde as sacerdotisas virgens (as Vestais) mantinham sempre aceso o fogo sagrado, que representava o lar doméstico (focolar, de focus lare), centro e fonte de vida do poder romano. As sacerdotisas viviam na Casa das Vestais, um enorme edifício contíguo ao templo. Outros templos importantes estavam no Fórum, como o de Castor e Pólux (6-7 d. C.) ou o de Antonino e Faustina (141 d. C.), imperadores divinizados. Junto à Via Sacra - por onde na Sexta-Feira Santa da Páscoa os Papas fazem eles também uma "Via Sacra" em tributo à de Cristo em direção ao Calvário - existia também a basílica de Júlia (46 a. C.), fundada por Júlio César. Era uma sede de tribunais e um centro de negócios. O maior dos templos era porém o de Vénus e Roma (135 d. C.), mandado fazer pelo imperador Adriano, e maior que a basílica de Maxêncio, também no Fórum. No Fórum, encontrava-se ainda a Prisão Mamertina - onde estiveram encarcerados prisioneiros célebres, como Vercingétorix, São Pedro e São Paulo - e a Cúria, supostamente a sede do Senado. Junto a esta, estava o Comitium, local de assembleias populares (daí o termo "comício"). Os outros Fóruns estavam contíguos ao Romano e ao de Júlio César. O de Trajano (107 d. C.), uma praça monumental rodeada de inúmeras lojas e assinalado por uma monumental coluna com cerca de 40 metros daquele imperador, foi essencialmente um fórum comercial (Mercado de Trajano) - o primeiro centro comercial do Ocidente. Com 38 metros de altura, talhada em mármore e dotada de um friso em espiral esculpido com 155 cenas, a coluna de Trajano é um diário de guerra que paira sobre Roma, a história de um triunfo sobre um rival feroz aguerrido. A Piazza del Campidoglio alberga hoje os museus Capitolinos e foi desenhada em 1538 por Michelangelo. Possui três palácios: Palazzo Nuovo, Palazzo Senatorio e Palazzo dei Conservatori. Datando de 1471, os Museus Capitolinos são os mais antigos museus públicos do mundo. A sua coleção de escultura clássica é uma dos melhores da Itália, como a icónica Loba Capitolina. Il Vittoriano, ou Altare della Patria, foi construído em 1885 para comemorar unificação italiana, em honor do primeiro rei Vittorio Emmanuele, em mármore branco. A Bocca della Verità, na igreja de Santa Maria in Cosmedin, é uma peça redonda de mármore que já fez parte de uma fonte. Reza a lenda que quem mentir com a mão dentro da sua boca, esta fecha-se. relógios), Friburgo (cidade bilíngue onde se fala francês e alemão), Baden (com águas ROMA ANTIGA
  13. 13. MyBrainMagazine • 13 GEOGRAFIA Panteão (interior, exterior), Piazza di Pietra, Campo de’Fiori (x2), Fonte das Tartarugas, Ilha Tiberina, Piazza Navona (x2), Chiesa di Sant’Ignazio (x2), Chiesa de Gesù (x2). Tal como o nome o sugere, o Panteão de Roma foi dedicado a todos os deuses, ou, mais especificamente, às divindades planetárias que, em número de sete, justificam os nichos com altares existentes no interior da cella. O edifício que atualmente se observa no Campo de Marte foi mandado erguer entre 118 e 128 pelo imperador Adriano que, segundo alguns autores, terá participado ativamente na sua conceção. Substitui uma construção mais pequena, consagrada a Júpiter, construída por Marcus Agrippa em 27 a. C. que sofrera um devastador incêndio. Exteriormente, este edifício é formado por um tambor cilíndrico liso de quarenta e quatro metros de diâmetro, sem decoração, que contém a cella do templo, coroada por uma cúpula de curvatura suave, rematada interiormente por uma série de degraus concêntricos. A entrada no templo é marcada por um profundo pórtico, solução tradicional para os templos romanos de planta retangular. Originalmente este pronaus apresentava um envasamento alto ao qual se subia por largos degraus, no entanto, a subida do nível da praça soterrou este elemento arquitetónico. Para além de constituir um átrio que resolve a transição enrte exterior e interior, este pórtico de três naves e oito colunas responde a uma vontade genuinamente romana de criação de uma fachada monumental. No entablamento desta fachada, coroada por um amplo frontão, Adriano mandou colocar uma inscrição de Agripa, aproveitada dos restos do edifício anterior. À aparente desconexão entre os vários volumes exteriores e à sobriedade da imagem exterior do templo contrasta a monumentalidade assumida pelo espaço interior, um dos momentos maiores da arquitetura romana, no que toca à solução compositiva e estilística. Se, por um lado, tanto a planta circular como a cúpula foram já testadas noutros tipos de edifícios civis, como as termas ou mesmo em construções religiosas, ganham aqui uma monumentalidade e qualidade espacial inusitadas. No interior a cúpula não é abatida como aparenta quando vista de fora. De facto, a espessura da sua parede vai diminuindo, por causa das cargas laterais, entre os seis e os dois metros no topo, definindo um perfil interno perfeitamente circular. Para além do seu valor construtivo, enquanto testemunho do aperfeiçoamento técnico da construção em tijolo e pedra pelos romanos, a cúpula tinha um sentido eminentemente simbólico, representando a abóbada celeste. Uma rede de correspondências métricas permite unificar o plano e ligar os diferentes elementos. A relação proporcional mais significativa é a igualdade entre o diâmetro da planta e a altura do espaço interior do templo, que permite inscrever uma circunferência na sua secção. A parede do templo é articulada por oito nichos profundos, alternando a forma retangular com a semicircular, cada um deles fechado por três colunas. Sobre este nível e separado por uma cornija ergue-se o tambor de suporte da cúpula, ritmado por aberturas retangulares. A cúpula apresenta uma sólida estrutura formada por cinco ordens de caixotões que apontam na direção ao óculo circular que a remata. O revestimento das paredes e do pavimento em mármore colorido conservam-se tal como foram definidos pelos romanos. Também originais são os caixotões da cúpula, embora tenha desaparecido a camada dourada que a recobria. Nos inícios do século VII (em 609) o edifício foi consagrado como igreja recebendo a designação de Santa Maria dos Mártires, processo de apropriação religiosa que foi responsável pela sua conservação durante mais de dezoito séculos. Nesta altura os grandes nichos laterais foram redecorados, recebendo imagens cristãs. A Igreja de Santa Maria Sopra Minerva remonta ao século XV, mas a Igreja de São Luís dos Franceses, de 1589, possui muitos trabalhos de Caravaggio. A Piazza Navona é a praça mais famosa de Roma e possui um formato elíptico devido à arena romana que aí se localizava. Possui três fontes, mas a mais famosa é a de Bernini, a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), com o Nilo a representar África, o Ganges a Índia e a Ásia, o Danúbio a Europa e o Rio da Prata a América do Sul. As outras duas fontes são a Fontana del Moro e a Fontana del Nettuno. O Campo de' Fiori possui um mercado de flores e não só. A Igreja de Gesù, do século XVI, é a igreja jesuíta mais importante da cidade e é barroca. Mesmo ao lado da ilha Tiberina, a única ilha fluvial do Tibre em Roma, está o Gueto Judaico. CENTRO HISTÓRICO
  14. 14. 14 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Fontana di Trevi (x2), Piazza di Spagna, piazza del Popolo, Basilica di Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, Scalinata di Spagna e Trinità dei Monti (x2), Basilica di Santa Maria Maggiore (x2), Chiesa di Santa Maria della Vittoria, Basilica di San Pietron in Vincoli, estátua Moisés de Michelangelo. TRIDENTE, TREVI E QUIRINAL O Mausoléu de Augusto foi construído a 28 a.C. para albergar os restos mortais deste imperador. A Fontana di Trevi, de 1732, barroca, de Nicola Salvi, de mármore branco de Carrara e travertino, recebe, em média, cerca de 3000€ que são lançados para a água diariamente. Retrata o carro do deus do mar Neptuno a ser conduzido por tritões com cavalos marinhos - um selvagem e um dócil - representando os humores do mar. A água vem do aqua virgo, um aqueduto subterrâneo do século I a.C., e o nome Trevi refere-se às tre vie (três vias) que convergem na fonte. A Piazza del Popolo, de 1538, possui duas igrejas gémeas barrocas do século XVII, de Carlo Rainaldi, Chiesa di Santa Maria dei Miracoli e Chiesa di Santa Maria in Montesanto. A porta del Popolo, de Bernini em 1655, foi feita para celebrar a conversão da rainha Cristina da Suécia ao Catolicismo. A Piazza di Spagna, conhecida até o século XVII como Piazza di Francia, com a sua famosa escadaria até à igreja Trinità dei Monti, é uma das praças mais famosas de Roma. O seu nome é uma referência ao Palazzo di Spagna, sede da embaixada do Reino da Espanha à Santa Sé. No centro da praça está a famosa Fontana della Barcaccia, dos primeiros anos do barroco, esculpida por Pedro Bernini e seu filho, o célebre Gian Lorenzo Bernini. A monumental escadaria, com 135 degraus, foi inaugurada pelo papa Bento XIII por ocasião do Jubileu de 1725. A obra foi realizada graças ao financiamento dos franceses (1721-1725) para interligar a embaixada da Espanha Bourbon à igreja no alto do monte (Trinità dei Monti). Foi projetada por Alessandro Specchi e Francesco De Sanctis depois de gerações de acaloradas discussões sobre como a inclinação íngreme da encosta do Píncio devia ser urbanizada para ligar a praça à igreja. A solução final foi a de Sanctis: uma grandiosa escadaria decorada por diversos terraços com jardins que, na primavera, estariam decorados por flores. A sumptuosa escadaria aristocrática foi desenhada de forma a aumentar o seu efeito dramático com a proximidade. Típico da grande arquitetura barroca foi, na realidade, a criação de longas e profundas perspetivas que culminavam em cenas ou fundos de caráter monumental. Mas, relativamente à igreja, tudo começou em 1494, quando São Francisco de Paula, um ermita da Calábria, comprou uma vinha de um antigo patriarca de Aquileia e conseguiu autorização do papa Alexandre VI para fundar um mosteiro para frades. Em 1502, Luís XII da França começou a construção da igreja perto do mosteiro para celebrar sua vitoriosa invasão ao Reino de Nápoles. A obra começou em estilo francês, com arcos quebrados típicos do gótico, mas as obras atrasaram-se. A atual igreja, em estilo renascentista italiano, foi finalmente construída no local e consagrada em 1585 pelo papa Sisto V. ESQUILINO E MONTI É nesta zona que há muitas das famosas igrejas de Roma. Perto da Piazza della Repubblica está a barroca Chiesa di Santa Maria della Vittoria, mas são a Basilica di San Pietro in Vincoli (séc. V), com o Moisés de Michelangelo, e a Basilica di Santa Maria Maggiore, do século XIV, em estilo barroco, que superam. LATRÃO E MONTE CELIO A Basilica di San Clemente existe desde o século VI. Porém, a sua estrutura atual é do século XII. A Basílica de São João de Latrão, San Giovanni in Laterano, do século XIV, já foi a mais importante do mundo cristão.
  15. 15. MyBrainMagazine • 15 GEOGRAFIA Castelo Sant’Angelo, Basílica de S. Pedro, Capela Sistina, Galeria dos Mapas, Basílica de S. Pedro, Escola de Atenas, escadas dos Museus do Vaticano, Pietà (na Basílica), Fontana dell'Acqua Paola, Porta Settimiana, guarda do Vaticano, vista do Janículo, casas em Trastevere, Basilica di Santa Maria de Trastevere, rua em Trastevere. BORGO E VATICANO A Basílica de S. Pedro, a par da Capela Sistina, é o principal ponto de interesse da Cidade do Vaticano. Os principais arquitetos intervenientes nesta obra de estilos preponderantemente renascentista e barroco foram Leon Battista Alberti, Bernardo Rosselino, Bramante, Michelangelo Buonarroti, entre outros. O local onde foi erigida a Basílica Vaticana era ocupado pelo Circo de Nero, no local da Roma Imperial onde foi martirizado e sepultado S. Pedro, o principal apóstolo do cristianismo. O Papa S. Anacleto construiu aí um pequeno templo, substituído depois por uma basílica, em 324, pelo imperador Constantino, terminada em 349 pelo seu filho Constâncio. Ao longo dos séculos este monumento foi sendo enriquecido com doações de papas e príncipes. Nicolau V, no século XV, seguindo os conselhos do arquiteto Leon Battista Alberti e os planos de Bernardo Rossellino, decidiu reestruturar este espaço. Algumas partes do edifício foram demolidas e foi iniciada a conceção da nova tribuna, interrompida com a morte do pontífice. Em 1506, o Papa Júlio II retomou a obra. Bramante demoliu, então, parte do velho edifício para construir uma igreja classicizante, com uma planta de cruz grega inspirada no Panteão, também em Roma. Na decoração da obra sucederam-lhe Frei Giocondo, Rafael, Giuliano de Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio de Sangallo, o Jovem, e Michelangelo. Este último interpretou e enriqueceu o projeto de Bramante com uma cúpula para a cobertura da basílica. Seus sucessores foram Vignola, Pirro Ligorico, Giacomo della Porta e Domenico Fontana. No pontificado de Paulo V a basílica foi restabelecida e voltou-se a uma planta de cruz latina com o arquiteto Carlo Maderno (1607-1612). A sua grandiosa fachada resulta da aplicação da ordem coríntia patente nas colunas e pilastras ornamentais que enquadram o monumental pórtico. Está coroada por um ático balaustrado que sustém 13 estátuas representativas de figuras do cristianismo. À morte de Carlos Maderno, em 1629, a direção das obras foi entregue a Giancarlo Bernini, que introduziu o barroco, nomeadamente através do seu famoso baldaquino de bronze (1624-1633). No pontificado de Alexandre VII foram também realizadas obras na Praça de S. Pedro idealizadas e dirigidas por Bernini. Possui a famosa Pietà de Michelangelo e o baldaquino de Bernini. A Praça de S. Pedro foi desenhada pelo artista barroco Gian Lorenzo Bernini e acabou de ser construída em 1667. É nos museus do Vaticano que está a famosa Galeria dos Mapas, com mapas de Itália do século XVI, e os Quartos de Raffaello, com o famoso fresco "A Escola de Atenas". A Capela Sistina foi mandada edificar por Sisto IV - advindo daí o seu nome - entre 1473 e 1481, e esteve a cargo do arquiteto Giovanni dei Dolci. Era aqui que se realizavam os conclaves para a eleição do Papa, tendo havido, por isso, um extremo cuidado na sua decoração. Nas paredes trabalharam Botticelli, Perugino e outros pintores importantes do Quattrocento, que aí pintaram, além de retratos de papas, cenas das vidas de Cristo e de Moisés. A abóbada, contudo, foi pintada dentro da tradição bizantina: estrelas douradas sobre fundo azul. A pintura do teto foi encomendada pelo Papa Júlio II a Michelangelo Buonarroti, que se encontrava a fazer o seu sepulcro. Por esse motivo acelerou o trabalho e executou-o em apenas quatro anos (1508-1512) - muitos anos mais tarde, o restauro do teto haveria de ter início em 1980, demorando dez anos até à sua conclusão. Pela dimensão e formato do teto, pouco propício ao desenvolvimento de um só tema, Michelangelo optou por dividi-lo com arcos torais fingidos e cornijas em perspetiva: os dotes de arquiteto e escultor precediam o pintor. O programa escolhido, episódios do Génesis, vinha na continuidade dos anteriores. Enquadrou estes temas com ignudi, profetas e sibilas. Vinte e dois anos mais tarde voltou, a convite do papa Paulo III, a pintar na parede do fundo o Juízo Final (1534-1541), uma obra já de conceção maneirista que reflete os tempos da Reforma Católica, de intenso fervor religioso. Cansado com a obra da Basílica de S. Pedro e triste pela morte de Vitória Collona, Michelangelo transmite neste fresco uma sombria conceção da vida humana e uma profunda resignação. Pormenor curioso foi o artista ter-se autorretratado entre os pecadores, suplicando clemência. Representa a sua face na pele que S. Bartolomeu segura, símbolo do seu martírio. O Castelo Sant'Angelo foi construído para ser o mausoléu do imperador Adriano. Durante o século XIII, serviu de esconderijo para os papas, com uma passagem secreta entre este e o Vaticano. A Villa Borghese é um edifício do século XVII e possui um grande parque. JANÍCULO E TRASTEVERE É do Janículo que se vê uma panorâmica de Roma. No sopé desta colina está o Trastevere, um bairro tradicional de Roma, com toalhas e roupa a secar em estendais que intersetam as suas ruas estreitas. A Basílica de Santa Maria in Trastevere, do século III, é a mais antiga igreja de Roma. É também famosa a Basílica di Santa Cecilia in Trastevere, construída uma dezena de anos mais tarde. As catacumbas de Roma, no sul da cidade, eram o lugar onde os Romanos cristãos se refugiavam nos primórdios da propagação desta religião. Como diz o ditado "Todos os caminhos vão dar a Roma", havia um caminho romano que ia dar à capital do império, a Via Appia Antica.
  16. 16. 16 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA As primeiras duas colónias ou localidades de Berlim, foram Cölln, na atual ilha dos museus (Museumsinsel), e Berlim na margem norte do rio Spree. Ambas foram fundadas já no século XIII, tendo Cölln sido referida pela primeira vez a 28 de Outubro de 1237. Este dia passou a ser considerado o dia da fundação de Berlim. Em 1307 deu-se a fusão das duas localidades para formar a cidade de Berlim. Após alguns distúrbios, o Príncipe Friedrich II declarou a “cidade dupla“ como local da sua residência oficial. Depois de sofrer vários retrocessos, através de incêndios, peste e guerra, a cidade de Berlim iniciou a sua ascensão, aquando do reinado de Friedrich Wilhelm entre 1640 e 1688. Na cidade foi construída uma grande fortaleza e as primeiras ostentações de pompa como a atual Avenida Unter den Linden. Em 1701, após a coroação própria do Príncipe Friedrich III a Rei Friedrich I da Prússia, a cidade ascendeu a capital e residência oficial do rei. Foram construídos inúmeros monumentos, hoje bem conhecidos. Durante os reinados de Friedrich Wilhelm I (O Rei Soldado) e de Friedrich II (O Grande), Berlim desenvolveu-se também como a cidade industrial mais importante da Prússia, entre 1740 e 1786. Frederico o Grande (Friedrich der Große) deu continuação à construção de monumentos e a novas formas arquitectónicas através do mestre de obras Knobelsdorff. O número de habitantes já alcançava os 150.000. A ciência, a investigação, as artes e a cultura tiveram especial relevo através de Frederico o Grande. Berlim passou a ser o centro do Iluminismo. Entre 1806 e 1808, a cidade foi ocupada pelas tropas de Napoleão. Após a vitória conseguida contra as suas tropas na batalha de Leipzig em 1814, a Quadriga foi resgatada a Napoleão e voltou a ocupar o seu lugar na Porta de Brandenburgo (Brandenburger Tor). Nas décadas posteriores foram construídos por Schinkel edifícios dum classicismo pomposo. Também Lenné fez nascer jardins públicos de grande valor artístico. Desde meados do século XIX a economia teve um desenvolvimento explosivo, e a população aumentou ao mesmo ritmo. Em 1871, aquando da fundação do Império Alemão, viviam em Berlim para cima de 800.000 pessoas. Por esta altura seria coroado o imperador alemão Wilhelm I, que anteriormente fora o Rei da Prússia, entre 1861 e 1888. Berlim tornou-se a capital do Império Alemão, com mais de um milhão e meio de habitantes em 1895. Os anos de regência do último imperador alemão Wilhelm II, que depois da primeira guerra mundial em 1918 foi exilado, decorreram entre 1888 e 1918. A pesada derrota da primeira guerra mundial, fez cair o império e a capital, em 1818, numa crise profunda, a partir da qual foi anunciada a implantação da República. Apesar das difíceis condições económicas e dos motins revolucionários, a vida cultural florescia nos anos 20. Através de peças de teatro inovadoras, de estreias de cinema faustosas, de inúmeros teatros de variedades e da inesquecível vida nocturna, Berlim tornou-se no centro dos “Golden Twenties“.No ano de 1933, Adolf Hitler tornou-se chanceler. Com a sua tomada do poder, iniciou-se a perseguição aos judeus, comunistas, homossexuais, oposicionistas e muitos outros. Teve assim início o capítulo mais negro da história de Berlim. Em 1936 realizaram-se aqui os Jogos Olímpicos de Verão XI, e apenas alguns faziam já ideia das alienações de grandeza de Hitler. Aquando do início da segunda guerra mundial a 1 de Setembro de 1939, viviam em Berlim um total de 4,5 milhões de habitantes. Em 1941 iniciaram-se os ataques aéreos à cidade, cuja destruição levou à perca de um terço das suas casas habitacionais e de muitos dos seus monumentos históricos. Após o terror da ditadura nazi e o final da segunda guerra mundial em 1945, a cidade era constituída por ruínas. O seu número de habitantes foi reduzido a metade. Berlim foi dividida pelas quatro forças vencedoras: à União Soviética correspondia o Leste, aos EUA o Sudoeste, à Inglaterra o Oeste e à França o Noroeste. A partir de 25 de Junho de 1948, os três sectores do Oeste Cúpula do Reischstag, Berlim em 1688, Berlim dividida (x2), Berlim na IIGM, queda do muro de Berlim, Judisches Museum, East Side Gallery (x2). BERLIM
  17. 17. MyBrainMagazine • 17 GEOGRAFIA Em 1941 iniciaram-se os ataques aéreos à cidade, cuja destruição levou à perca de um terço das suas casas habitacionais e de muitos dos seus monumentos históricos. Após o terror da ditadura nazi e o final da segunda guerra mundial em 1945, a cidade era constituída por ruínas. O seu número de habitantes foi reduzido a metade. Berlim foi dividida pelas quatro forças vencedoras: à União Soviética correspondia o Leste, aos EUA o Sudoeste, à Inglaterra o Oeste e à França o Noroeste. A partir de 25 de Junho de 1948, os três sectores do Oeste foram bloqueados pelos soviéticos. Os aliados auxiliaram a cidade através de uma ponte aérea com as chamadas “Rosinenbombern“ (no sentido configurado “os bombardeiros de uvas passas“ com produtos alimentares), de forma que o bloqueio de Berlim terminou a 12 de Maio de 1949. Com a fundação da República Democrática da Alemanha, a 7 de Outubro de 1949, Berlim Leste tornou-se a capital da RDA (DDR). A República Democrática passou a ser governada a partir da parte leste da cidade. Apesar de tudo, os habitantes de Berlim Leste podiam então sem problemas, viajar para o Oeste, com o fim de lá trabalharem. A construção do Muro de Berlim, terminada a 13 de Agosto de 1961, veio consolidar a divisão da cidade. A partir de então, nenhum cidadão do Leste podia viajar para o Oeste, nem para trabalhar, nem para visitar os seus familiares. Somente após a visita de John F. Kennedy no ano de 1963, foi feito um acordo para se autorizarem bilhetes de passagem para o oeste da cidade. Neste tempo a estação Friedrichstraße desempenhou um papel central, com a sua enorme sala de espera, chamada Palácio das Lágrimas (Tränenpalast). Na noite de 9 de Novembro de 1989, deu-se subitamente a abertura do Muro de Berlim, após longos meses de fuga de cidadãos democratas através da Hungria e da República Checa. A cidade inteira, o país inteiro estavam em festa. A partir de então, todos os cidadãos da Ex- Alemanha Democrática se podiam movimentar livremente. Com a reunificação da Alemanha a 3 de Outubro de 1990, voltou a ser Berlim a capital do país. Desde 1999 que é Berlim a nova sede do governo federal alemão e, com isso, o centro da política do país. A avenida Unter den Linden é uma das mais famosas de Berlim e o seu nome deve-se às tílias que possui. As Portas de Brandeburgo, na Pariser Platz, construídas entre 1788 e 1791, são o que resta da entrada na cidade de Berlim pela Avenida Unter den Linden. A construção do monumento ficou a dever-se ao arquiteto Carl Gottard Langhans, na época em que era Diretor de Arquitetura em Berlim. Trata-se de um pórtico colunado com seis pares de colunas dóricas encimadas por entablamento como se apresentam os propileus gregos. A famosa Quadriga da Vitória, uma estátua com um coche de gala puxado por quatro cavalos, remata todo o conjunto. É ainda ladeado por dois corpos laterais simétricos, porticados e sobrepujados com frontão triangular. A sobriedade monumental reflete a vontade que a Alemanha exprimia em ser uma continuadora da tradição arquitetónica da Grécia. A ordem dórica, embora exprimindo mais eficazmente a simplicidade e grandeza clássica, era ao mesmo tempo pouco flexível, razão pela qual não foi extensivamente usada durante o período neoclássico. O monumento reflete os ideais autocráticos pela sua monumentalidade, conseguida através do uso de elementos classicistas. Evocando os arcos de triunfo, apresenta uma maior frieza precisamente pelo uso da ordem dórica. A estrutura ficou bastante danificada durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido restaurada em 1957-58. Entre 1961 e 1989 o muro de Berlim vedava o acesso a esta entrada por alemães orientais e ocidentais. Em consequência da reunificação alemã, as portas foram reabertas em 1989. Em 2003, iniciou-se a construção do Memorial do holocausto, em honra dos judeus mortos pelos nazis entre 1933 em 1945, pelo arquiteto americano Peter Eisenmann. É na ilha dos Museus que há cinco museus: o Bodemuseum, Neues Museum, Altes Museum, Pergamonmuseum e Alte Nationalgalerie. Nesta ilha está a catedral Berliner Dom, construída entre 1747 e 1750, e reconstruída em estilo neobarroco por Julius Raschdorff entre 1894 e 1905. O Neues Museum possui arte egípcia de onde se destaca o busto de Nefertiti. O neoclássico Altes Museum possui arte grega e romana, de onde se destacam os mosaicos da Villa Adriana. O Pergamonmuseum foi construído entre 1910 e 1930 sob projeto de Alfred Mussels e Ludwig Hoffmann. Possui três coleções independentes: Museu de Antiguidades Gregas e Romanas, de onde se destacam a deusa Atena, um mosaico romano de Jerash (Jordânia), o Altar de Pérgamo e a Porta do Mercado de Mileto; Museu de Antiguidades do Próximo Oriente, de onde se destacam o Palácio Assírio (séc. XII a.C.) e a Porta de Ishtar da Babilónia (reinado de Nabucodonosor, séc. VI a.C.); e o Museu de Arte Islâmica, de onde se destacam a fachada do Palácio Mshatta da Jordânia e a casa de um mercador da cidade síria de Aleppo. A Rotes Rathaus, Câmara Municipal, de tijolo vermelho, projetada por Hermann Friedrich Waesemann entre 1861 e 1869. A fonte de Neptuno, Neptunbrunnen, foi criada em 1886 por Reinhold Begas. A Fernsehturm é a torre da Televisão, de 1969, com 365 m, com um projeto de engenheiros suecos e dos arquitetos Fritz Dieter e Günter Franke, com a ideia de Hermann Henselmann, de uns anos antes, no estilo Socialista-Realista. A Marienkirche foi fundada no século XIII e é uma igreja de estilo gótico. A Alexanderplatz, com o nome do czar Alexander I, possui um estilo soviético. A Neue Synagoge data da década de 60 do século XIX e foi concebida pelo arquiteto Eduard Knoblauch. O Tiergarten é o parque maior (200 ha) e mais famoso de Berlim. É na movimentada Potsdamer Plath que está o SONY Center, o complexo arquitetónico mais impressionante de Berlim, desenhado por Helmut Jahn, com uma estrutura de aço e vidro que cobre a praça interior. O Reichstag foi construído para albergar o parlamento e foi construído em 1884 e 1894, financiado com dinheiro pago pela França como reparação de guerra, por um projeto neo-renascentista de Paul Wallot. Teve poderes limitados no II Reich (1871-1918), mas Portas de Brandenburgo, Memorial às Vítimas do Holocausto, Rotes Rathaus, Marienkirche e Neptunbrunnen, interior da Berliner Dom, Porta do Mercado de Mileto — Pergamonmuseum, Porta de Ishtar da Babilónia — Pergamonmuseum.
  18. 18. 18 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Reichstag, cúpula do Reichstag, Ilha dos Museus, Neues Museum – arte egípcia, arte islâmica — Pergamonmuseum, Palácio Assírio — Pergamonmuseum, Aleppo Zimmer — Pergamonmuseum, Neue Synagogue de Berlim, Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche, SONY Center, Berliner Dom e Berliner Fernsehturm, Alexanderplatz, Checkpoint Charlie (x2). A Neue Synagoge data da década de 60 do século XIX e foi concebida pelo arquiteto Eduard Knoblauch. O Tiergarten é o parque maior (200 ha) e mais famoso de Berlim. É na movimentada Potsdamer Plath que está o SONY Center, o complexo arquitetónico mais impressionante de Berlim, desenhado por Helmut Jahn, com uma estrutura de aço e vidro que cobre a praça interior. O Reichstag foi construído para albergar o parlamento e foi construído em 1884 e 1894, financiado com dinheiro pago pela França como reparação de guerra, por um projeto neo-renascentista de Paul Wallot. Teve poderes limitados no II Reich (1871-1918), mas um papel mais preponderante com a República de Weimar (1919-1933). Subsistirá no regime nazi até 1942, ainda que de modo meramente formal. Nos nossos dias e até há bem pouco tempo, o Parlamento alemão esteve instalado em Bona, tendo regressado a Berlim após 12 anos decorridos sobre a reunificação alemã. O facto mais conhecido na história desta instituição ocorreu na noite de 27 para 28 de fevereiro de 1933, quando o Palácio do Reichstag foi devastado por um violento incêndio. A Polícia acusou de forma leviana, mas preparada, um jovem comunista holandês, Marinus van der Lubbe (n. 1909 - m. 1933). Hitler, instalado havia um mês no Governo, com os seus esbirros do Partido Nacional- Socialista, logo se apressou a declarar que o incêndio naquele símbolo emblemático de Berlim e do povo alemão fazia parte de uma combinação comunista contra a Alemanha, visando a anarquia. Neste contexto, explorando a situação, Hitler força, a 28 de fevereiro de 1933, o presidente do Reich, o marechal Hindemburg, a impor o regime de exceção no país. A Polícia, no terreno, por seu turno, prende o ex-chefe parlamentar dos comunistas do Reichstag (Torgler), bem como alguns estrangeiros seus correligionários, julgados entre setembro e dezembro de 1933, em Leipzig. Um dos estrangeiros, o búlgaro Dimitrov, afirmou categoricamente ser inocente, contrariando o seu acusador, Goering, e denunciando os nazis como autores do pasto de chamas que envolveu o Reichstag. Foi ainda mais longe ao dizer que essa intervenção nazi visava a desmoralização e destruição da esquerda, principalmente a comunista.Van Lubbe foi executado. Foi reconstruído em 1957 e em 1995, com uma cúpula moderna. Era no Checkpoint Charlie (Charlie é C no alfabeto fonético dos aviadores) que se podia passar de Berlim Leste para Berlim Ocidental. O Jüdisches Museum, Museu Judeu, é um edifício moderno, revestido o a zinco, de Daniel Libeskind. Ao contrário do centro histórico, Mitte, que estava na parte oriental, a zona de Kurfürstendamm, na parte ocidental, tornou-se o centro da cidade do setor americano. A Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche, projetada por Franz Schwechten em estilo neo-românico e consagrada em 1895, foi quase toda destruída pelos bombardeamentos em 1943. Em 1961, Egon Eiermann desenhou uma nova igreja octogonal em vidro azul, com uma nova torre sineira separada. O Schloss Charlottenburg foi concebido como residência de verão de Sophie Charlotte, esposa do eleitor Friedrich III. A construção iniciou-se em 1695 segundo o projeto de Johann Arnold Nering. Depois foi alvo de ampliações e restaurações. A East Side Gallery, um segmento do Muro de Berlim que ainda resta, possui graffitis de 118 artistas de 21 países. fósforo. O fósforo é um nutriente essencial para as proteínas vegetais e crescimento. Ora, os nutrientes estão em falta nos solos da Amazónia. Estão presos nas próprias plantas. A matéria orgânica
  19. 19. MyBrainMagazine • 19 GEOGRAFIA Brémen é uma cidade-estado no norte da Alemanha que participou na Liga Hanseática da época medieval, uma aliança entre cidades mercantis do norte da Europa e do Báltico. Formou-se nas margens do rio Weser e é uma das mais importantes cidades do interior da Alemanha. Os pontos de interesse da cidade são a catedral de S. Pedro, a estátua de Roland, a zona do Schnoor e a Câmara Municipal. A estátua de pedra de Roland foi inicialmente erguida em 1404 em representação dos direitos e privilégios da cidade livre e imperial de Brémen. A estátua de Roland está associada ao Margrave da Bretanha, um paladino de Carlos Magno. A Câmara Municipal, Rathaus, foi construída em estilo gótico no início do século XV e renovada no estilo renascentista alemão Weser no início do século XVII. Uma nova Câmara Municipal foi construída ao lado da antiga no início do século XX, entre 1909 e 1913, resultado de um concurso de arquitetura, desenhada por Gabriel von Seidl de Munique. central.Uns 30 anos após sua incorporação, Francisco I visitou Marselha, atraído por sua curiosidade de ver um rinoceronte que o rei Manuel I de Portugal estava enviando ao papa Leão X, mas que havia naufragado na Ilha de If. Como resultado desta visita, se construiu a fortaleza do Castelo de If, o que não bastou para impedir o cerco do exército do Sacro Império Romano alguns anos mais tarde. Marselha tornou-se base naval para a aliança franco- otomana em 1536, enquanto uma frota franco-turco ficava estacionada no porto, ameaçando o Sacro Império Romano e, especialmente, a Génova. No final do século XVI, Marselha sofreu outro surto da praga, o que contribuiu para que pouco depois se fundasse o hospital do Hôtel- Dieu. Um século mais tarde o rei Luis XIV teve que descer a Marselha, a frente de seu exército, com o fim de eliminar um levante local contra o governador. Como consequência, os fortes de San Juan e San Nicolás foram erguidos acima do porto e uma grande frota e arsenal instalados no próprio porto. No transcorrer do século XVIII, a defesa do porto foi melhorada e Marselha se tornou mais importante, como principal porto militar francês no Mediterrâneo. Em 1720, a grande peste de Marselha, uma variante da Peste Negra, provocou 100 000 mortes na cidade e nas províncias limítrofes.A população local abraçou com entusiasmo a Revolução Francesa e 500 voluntários marcharam para Paris em 1792 para defender o governo revolucionário. Em sua marcha de Marselha a Paris cantavam uma canção, que passou a ser conhecida como La Marseillaise, hoje em dia convertida no hino nacional da França.Durante o século XIX, a cidade foi lugar de inovações industriais e de crescimento na indústria. A ascensão do Império Francês e as conquistas da França de 1830 em diante (sobretudo a Argélia) estimularam o comércio marítimo e aumentaram a prosperidade da cidade. As oportunidades marítimas também aumentaram com a abertura do Canal de Suez em 1869. Este período na história de Marselha se reflete em muito de seus monumentos, como o obelisco napoleónico de Mazargues e o arco do triunfo real na Praça Jules Guesde.Durante a primeira metade do século XX, Marselha comemorou o seu status de "porto do Império" na exposição colonial de 1906 e 1922. A monumental escadaria na estação de trem, glorificando as conquistas coloniais francesas, datam desta época. Em 1934, Alexandre I da Iugoslávia chegou ao porto para se reunir com o ministro das relações exteriores francês Louis Barthou, porém, ambos foram ali assassinados por Vlado Chernozemski. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi bombardeada pela Alemanha e Itália em 1940. Foi ocupada pelos alemães entre novembro de 1942 e agosto de 1944. Uma grande parte do centro antigo da cidade foi Câmara Municipal, edifício, Catedral de S. Pedro, estátua Roland e praça Markplatz, parque à beira- rio no rio Weser (x2).
  20. 20. 20 • MyBrainMagazine Riga é a capital e maior cidade da Letónia, localiza-se na costa do mar Báltico, na foz do rio Daugava ou Duína Ocidental. A cidade situa-se num antigo povoado de uma tribo de livónios. A sua fundação moderna, contudo, corresponde à chegada, no século XII, de comerciantes germânicos e cruzados à região com vista a desenvolverem o potencial que esta tinha em termos de mercado e de conversão religiosa. Riga tornou-se cidade em 1201, sob comando do bispo Alberto de Buxhoeveden, que converteu os livónios ao cristianismo e fundou a Ordem dos Irmãos Livónicos da Espada (um dos ramos dos cavaleiros teutónicos). Em 1282, tornou-se membro da Liga Hanseática, uma associação mercantil que desempenhou um papel importante nos domínios político e económico da cidade. Em 1522, a cidade submeteu-se à reforma protestante. Até 1710, Riga esteve sob domínio sueco, tendo resistido ao cerco dos russos na guerra russo-sueca de 1656-1658. Depois disso, foi anexada pela Rússia, tornando-se uma importante cidade portuária industrializada do Império Russo, onde permaneceu até à Primeira Guerra Mundial. Em 1918, a Letónia tornou-se independente, com Riga como capital, mas em 1940 foi ocupada pela União Soviética. Entre 1941 e 1944, foi a vez de sofrer a ocupação alemã, regressando à condição de república socialista soviética com a queda do nazismo. Em 1986, foi concluída uma moderna torre destinada à rádio e televisão da cidade. Em 1991, tornou-se capital da Letónia independente, e tornou-se uma cidade da União Europeia com a adesão da Letónia em 2004. A catedral Doma (que remonta ao século XIII) e o castelo de Riga são dois dos seus mais importantes monumentos. O centro histórico de Riga foi declarado Património Mundial pela UNESCO em 1997, sendo a cidade particularmente notável pela sua arquitetura "arte nova", só comparável com a de cidades como Viena, São Petersburgo ou Barcelona. Destacam-se os seguintes locais de interesse: Igreja de São Pedro (com uma torre com mais de 100 metros de altura), atrás da qual fica uma outra igreja, a de São João; a Torre da Pólvora, remanescente da antiga muralha da cidade; o Museu da Ocupação da Letónia,... A partir da ação enérgica de frei Tomás de S. Cirilo, frei João Baptista e Alberto da Virgem, o essencial da construção da complexa estrutura conventual decorreu até 1639, altura em que foi sagrada a igreja dedicada a Santa Cruz. Aqui, aliou-se o sentido simbólico da planta centralizada à prática pouco comum da colocação do templo no meio dos espaços de circulação associados às estruturas claustrais, estabelecendo-se assim a aproximação ao arquétipo do Templo de Salomão, primeiro espaço verdadeiramente sagrado da Cidade Santa. No Convento do Buçaco, o discurso iconográfico do espaço, das formas, dos materiais e das técnicas vai ao encontro de uma espiritualidade que se constrói pela fé e pobreza. O emprego das cortiças e da técnica dos embrechados, os conteúdos da azulejaria ou a força da imaginária religiosa reforçam esse sentido de uma exemplaridade cristã vivida no isolamento. O Convento de Santa Cruz do Buçaco tinha outra dimensão que respondia às necessidades da vida conventual mas, apesar dos rigores de um quotidiano de silêncio e penitência, não deixou de ter um papel fundamental no acolhimento ao cenário de guerra da Batalha do Buçaco (1810) ou atrair um constante fluxo de religiosos que, em regime temporário ou perpétuo, escolhiam o Buçaco. Procurado e beneficiado por algumas das mais prestigiadas entidades eclesiásticas dos séculos XVII e XVIII, como D. Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade, ou D. João de Melo, bispo de Coimbra, o Convento de Santa Cruz prosperou até 1834, data em que a extinção das Ordens Religiosas ditou o seu abandono. A partir de 1888, contudo, um novo impulso construtivo traria ao Buçaco o Palace-Hotel que, se implicou a destruição das estruturas conventuais anexas à igreja, ao corredor e pátios que hoje testemunham a existência do Convento, permitiu a sua inclusão num Buçaco romântico que permanece como um dos locais patrimonialmente mais ricos na sua diversidade compositiva. O Palace Hotel é uma edificação neomanuelina, construída entre 1888, ano da aprovação do projeto de Luigi Manini, e 1907. Já depois da Extinção das Ordens Religiosas, D. Maria Pia pretendeu criar neste espaço um palácio real, que rivalizasse com a Pena, mas os planos acabaram por não se concretizar e o então Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, muito ligado ao Buçaco, propôs a construção de um palácio do Povo, ou seja, um GEOGRAFIA Casa dos Cabeças Negras, panorama da cidade com torre de televisão ao fundo, panorama da cidade, igreja ortodoxa da Natividade, rio Duína, catedral Doma (x2), artesanato na cidade, praça com a torre da igreja de S. Pedro.
  21. 21. MyBrainMagazine • 21 GEOGRAFIA A Serra de São Macário localiza-se em Portugal Continental e, juntamente com as serras da Arada, da Freita e do Arestal, faz parte do vulgarmente designado maciço da Gralheira. No seu ponto mais alto, a cerca de 1050 metros de altitude, existe a capela de S. Macário, rodeada de muros de xisto, onde, no último domingo de julho, ocorre uma das mais típicas e concorridas romarias populares. Deste ponto pode observar-se uma bonita e abrangente paisagem que inclui as serras de Montemuro e do Caramulo, assim como parte da bacia do rio Vouga. da antiga muralha da cidade; o Museu da Ocupação da Letónia,... A partir da ação enérgica de frei Tomás de S. Cirilo, frei João Baptista e Alberto da Virgem, o essencial da construção da complexa estrutura conventual decorreu até 1639, altura em que foi sagrada a igreja dedicada a Santa Cruz. Aqui, aliou-se o sentido simbólico da planta centralizada à prática pouco comum da colocação do templo no meio dos espaços de circulação associados às estruturas claustrais, estabelecendo-se assim a aproximação ao arquétipo do Templo de Salomão, primeiro espaço verdadeiramente sagrado da Cidade Santa. No Convento do Buçaco, o discurso iconográfico do espaço, das formas, dos materiais e das técnicas vai ao encontro de uma espiritualidade que se constrói pela fé e pobreza. O emprego das cortiças e da técnica dos embrechados, os conteúdos da azulejaria ou a força da imaginária religiosa reforçam esse sentido de uma exemplaridade cristã vivida no isolamento. O Convento de Santa Cruz do Buçaco tinha outra dimensão que respondia às necessidades da vida conventual mas, apesar dos rigores de um quotidiano de silêncio e penitência, não deixou de ter um papel fundamental no acolhimento ao cenário de guerra da Batalha do Buçaco (1810) ou atrair um constante fluxo de religiosos que, em regime temporário ou perpétuo, escolhiam o Buçaco. Procurado e beneficiado por algumas das mais prestigiadas entidades eclesiásticas dos séculos XVII e XVIII, como D. Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade, ou D. João de Melo, bispo de Coimbra, o Convento de Santa Cruz prosperou até 1834, data em que a extinção das Ordens Religiosas ditou o seu abandono. A partir de 1888, contudo, um novo impulso construtivo traria ao Buçaco o Palace-Hotel que, se implicou a destruição das estruturas conventuais anexas à igreja, ao corredor e pátios que hoje testemunham a existência do Convento, permitiu a sua inclusão num Buçaco romântico que permanece como um dos locais patrimonialmente mais ricos na sua diversidade compositiva. O Palace Hotel é uma edificação neomanuelina, construída entre 1888, ano da aprovação do projeto de Luigi Manini, e 1907. Já depois da Extinção das Ordens Religiosas, D. Maria Pia pretendeu criar neste espaço um palácio real, que rivalizasse com a Pena, mas os planos acabaram por não se concretizar e o então Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, muito ligado ao Buçaco, propôs a construção de um palácio do Povo, ou seja, um hotel. Para tal, encarregou o cenógrafo Luigi Manini, que terminou as primeiras aguarelas em 1886. O plano foi aprovado em 1888 e as obras tiveram início ainda nesse ano. A antiga igreja, em torno da qual se encontravam as primitivas celas, foi conservada no seio do novo edifício, bem como algumas das estruturas conventuais. Manini inspirou-se na Torre de Belém e no Claustro dos Mosteiro de Santa Maria de Belém, para criar no Buçaco uma obra que não pode ser considerada apenas como um neo, mas sim como uma recriação eclética que denota aspetos historicistas, mas pouco relacionados com o retorno ao passado ou a ideias românticas. Os azulejos representam as cenas d'Os Lusíadas.
  22. 22. 22 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Tudo começa quando se forma um rifte. Considera-se que as placas interiores, ao tornarem-se geologicamente ativas, devido às correntes de convecção geradas na astenosfera terrestre, geraram movimentos de distensão que dividiram as placas iniciais em duas ou mais placas de menor tamanho, separadas por uma depressão - o rifte. Os riftes continentais africanos são um bom exemplo desta génese. Trata-se de depressões no Este de África, orientadas sensivelmente na direção Norte-Sul, cujos limites correspondem a falhas normais. A sua origem parece residir numa grande distensão que afeta todo o continente africano e que o fragmentou. Esta fracturação é acompanhada de intenso vulcanismo. Esta atividade vulcânica origina relevos importantes (por exemplo, o Quilimanjaro) que se sobrepõem a outros preexistentes, ligados geneticamente à distensão. Esta distensão ter-se-ia iniciado no Triásico e continua atualmente, como o indicam os frequentes sismos cujo epicentro se situa nos rift valleys ou na sua proximidade. Parece que a fracturação não foi contínua ao longo dos últimos 180 milhões de anos, e que se produziram mais fortemente em períodos correspondentes à Era Secundária, Terciária e atual. Sob o ponto de vista geofísico, verifica-se nesta zona uma anomalia gravimétrica negativa que afeta uma superfície superior a 1000 quilómetros quadrados. O Mar Vermelho apresenta todas as características morfológicas de um rifte. Dracot, em 1974, considerou que o Mar Vermelho, o Golfo da Adém e os riftes do Sudoeste de África, estes de tipo continental, podem ser interpretados como três etapas da evolução de um oceano. A divergência nestes riftes ocorre a uma média de 1 a 9 centímetros por ano. Também se verifica a existência de riftes nas dorsais oceânicas que são extensas cordilheiras submarinas, com alturas de 1500 a 2500 metros sobre as planícies abissais. A primeira dorsal a ser descoberta e estudada foi a dorsal médio- atlântica, que se estende desde a Islândia até ao Sul do Oceano Atlântico, sendo este dividido pelo rifte em duas metades bastante simétricas. A dorsal médio- atlântica continua pelo Sul da África com a dorsal índica, a qual se liga pelo Sul da Austrália com a dorsal do Oceano Pacífico. Na parte norte, a dorsal médio- atlântica liga-se à dorsal do Ártico. O rifte de uma dorsal oceânica é uma fossa que ocupa o eixo da dorsal e que apresenta uma profundidade de 20 a 50 quilómetros. Admite-se que pelos riftes ascendem, vindos das profundidades, materiais no estado de fusão, o que justifica o elevado fluxo térmico dos riftes e a grande atividade sísmica e vulcânica das dorsais. Estas lavas são geradoras de rochas consolidadas que afastam os bordos das placas para um e outro lado do rifte central, mantendo-se contudo as dimensões originais do rifte. Com base em determinações ao longo de, aproximadamente, 50 000 quilómetros de dorsais oceânicas, calcula-se uma velocidade de cerca de 2 a 6 centímetros por ano, para cada lado. Em todas as zonas de riftes, ao longo das fraturas, verificam-se fenómenos de vulcanismo com emissões de lavas basálticas que originam relevos que se sobrepõem a outros preexistentes; a existência de fortes anomalias gravimétricas negativas, correspondentes a um adelgaçamento da litosfera; anomalias magnéticas locais e existência de um elevado gradiente geotérmico. O Mar Vermelho vai-se tornar num oceano graças ao rifte que o criou. Este está a expelir magma que, ao solidificar, aumenta a área da superfície de água até se abrir um oceano. Concluindo, os limites divergentes de placas, onde se cria a litosfera, aumentam a área de um oceano. Um oceano é destruído após todas as suas rochas do fundo oceânico serem destruídas numa zona de subducção. Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estados de formação: O Oceano Pacífico é antigo e já está a diminuir em ambos os lados, o que poderá resultar na colisão da Ásia com a América do sul e do norte. O Oceano Índico está a crescer em oeste e a diminuir em leste. O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados e o Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano. Mar Vermelho, formação de um oceano, destruição de um oceano.
  23. 23. MyBrainMagazine • 23 GEOGRAFIA A fronteira do manto inferior com o núcleo externo corresponde a uma zona de contrastes acentuados, denominada de camada . Tem um espessura variável, parecendo desaparecer em determinados locais e estender-se por mais de 300 km noutros. Os geofísicos pensam que através desta camada o núcleo transfere o seu calor para o manto, o que pode ter consequências importantes sobre a dinâmica do manto. Atualmente alguns investigadores admitem que a camada D será a fonte das plumas térmicas, uma matéria menos densa e menos viscosa que alimentam os pontos quentes. Há também quem admita que as zonas mais frias da camada D correspondem à chegada até essas profundidades das placas litosféricas que mergulham nas zonas de subducção.
  24. 24. 24 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA 1 Vulcanismo de subducção (convergência de placas tectónicas): a colisão de duas placas obriga ao mergulho da placa mais densa, originando-se uma zona de subducção. A partir de certa profundidade, as condições de pressão e temperatura induzem a fusão da placa em subducção, formando-se magma. Este tipo de magma, de origem pouco profunda, origina erupções de tipo explosivo. 80% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Andes, Anel de Fogo,... — Vulcanismo de vale de rifte (divergência de placas tectónicas): o afastamento de placas tectónicas origina sistemas de fissuras na crusta através dos quais o magma ascende à superfície. Este tipo de magma, de origem pouco profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 15% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Vale do Rifte Africano,... — Vulcanismo intraplaca: ocorre graças a um hotspot, que consiste numa zona invulgarmente quente no manto. A instabilidade da fronteira entre o núcleo e o manto nessa zona originou uma coluna de matéria quente que sobe através do manto, constituindo uma pluma térmica. Ao atingir a litosfera, o material da pluma funde e o magma resultante derrete a crusta oceânica, perde os seus gases, ficando lava, e esta solidifica transformando-se em basalto. Este tipo de magma, de origem muito profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 5% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Hawaii, Monte Camarões,... dificuldade e impedem a libertação de gases, ocorrendo por isso, violentas explosões. Devido à sua viscosidade, a lava, por vezes, não chega a derramar constituindo estruturas arredondadas, chamadas domos. Noutras situações a lava solidifica mesmo dentro da chaminé, formando agulhas vulcânicas, que podem mais tarde ficar a descoberto devido à erosão do cone. Nas erupções explosivas os cones são essencialmente 2 Vulcanismo de vale de rifte (divergência de placas tectónicas): o afastamento de placas tectónicas origina sistemas de fissuras na crusta através dos quais o magma ascende à superfície. Este tipo de magma, de origem pouco profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 15% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Vale do Rifte Africano,... — Vulcanismo intraplaca: ocorre graças a um hotspot, que consiste numa zona invulgarmente quente no manto. A instabilidade da fronteira entre o núcleo e o manto nessa zona originou uma coluna de matéria quente que sobe através do manto, constituindo uma pluma térmica. Ao atingir a litosfera, o material da pluma funde e o magma resultante derrete a crusta oceânica, perde os seus gases, ficando lava, e esta solidifica transformando-se em basalto. Este tipo de magma, de origem muito profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 5% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Hawaii, Monte Camarões,... dificuldade e impedem a libertação de gases, ocorrendo por isso, violentas explosões. Devido à sua viscosidade, a lava, por vezes, não chega a derramar constituindo estruturas arredondadas, chamadas domos. Noutras situações a lava solidifica mesmo dentro da chaminé, formando agulhas vulcânicas, que podem mais tarde ficar a descoberto devido à erosão do cone. Nas erupções explosivas os cones são essencialmente formados pela acumulação de piroclastos. - Efusivas: O magma é fluido, a libertação de gases é fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante a altíssima temperatura. A lava desliza rapidamente, espalhando-se por grandes distâncias. Se os terrenos forem planos, a lava pode cobrir grandes áreas, constituindo os mantos de lava. Se houver declive acentuado, pode formar "rios" de lava, denominados correntes de lava ou O tipo de vulcanismo varia em função da localização tectónica: — Vulcanismo de subducção (convergência de placas tectónicas): a colisão de duas placas obriga ao mergulho da placa mais densa, originando-se uma zona de subducção. A partir de certa profundidade, as condições de pressão e temperatura induzem a fusão da placa em subducção, formando-se magma. Este tipo de magma, de origem pouco profunda, origina erupções de tipo explosivo. 80% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Andes, Anel de Fogo,... — Vulcanismo de vale de rifte (divergência de placas tectónicas): o afastamento de placas tectónicas origina sistemas de fissuras na crusta através dos quais o magma ascende à superfície. Este tipo de magma, de origem pouco profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 15% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Vale do Rifte Africano,... — Vulcanismo intraplaca: ocorre graças a um hotspot, que consiste numa zona invulgarmente quente no manto. A instabilidade da fronteira entre o núcleo e o manto nessa zona originou uma coluna de matéria quente que sobe através do manto, constituindo uma pluma térmica. Ao atingir a litosfera, o material da pluma funde e o magma resultante derrete a crusta oceânica, perde os seus gases, ficando lava, e esta solidifica transformando-se em basalto. Este tipo de magma, de origem muito profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 5% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Hawaii, Monte Camarões,... dificuldade e impedem a libertação de gases, ocorrendo por isso, violentas explosões. Devido à sua viscosidade, a lava, por vezes, não chega a derramar constituindo estruturas arredondadas, chamadas domos. Noutras situações a lava solidifica mesmo dentro da chaminé, formando agulhas vulcânicas, que podem mais tarde ficar a descoberto devido à erosão do cone. Nas erupções explosivas os cones são essencialmente formados pela acumulação de piroclastos. - Efusivas: O magma é fluido, a libertação de gases é fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante a altíssima temperatura. A lava desliza rapidamente, espalhando-se por grandes distâncias. Se os terrenos forem planos, a lava pode cobrir grandes áreas, constituindo os mantos de lava. Se houver declive acentuado, pode formar "rios" de lava, denominados correntes de lava ou também escoadas lávicas. Os vulcões predominantemente efusivos, quando formam cones, são baixos, pois a lava espalha-se por grandes superfícies. O vulcanismo dos fundos oceânicos é do tipo efusivo. - Mistas: Assumem aspetos intermédios entre os descritos, observando-se fases explosivas que alternam com fases efusivas. Formam-se cones mistos, em que alternam camadas de lava com camadas de piroclastos. As explosões são explicadas pela entrada de água na chaminé ou na câmara magmática, que devido às altas temperaturas, se vaporizou, originando uma grande quantidade de água. Por essa razão, deu-se um aumento da pressão interior, tornando a erupção periodicamente explosiva.- clima subpolar: verões frescos e curtos e invernos frios e grandes (só 2 estações), precipitações reduzidas e amplitudes térmicas acentuadas; - clima polar: só inverno com poucas precipitações (não há verões), temperaturas negativas e amplitudes térmicas elevadas; 3 Vulcanismo intraplaca: ocorre graças a um hotspot, que consiste numa zona invulgarmente quente no manto. A instabilidade da fronteira entre o núcleo e o manto nessa zona originou uma coluna de matéria quente que sobe através do manto, constituindo uma pluma térmica. Ao atingir a litosfera, o material da pluma funde e o magma resultante derrete a crusta oceânica, perde os seus gases, ficando lava, e esta solidifica transformando-se em basalto. Este tipo de magma, de origem muito profunda, origina erupções de tipo não explosivo (efusivas e/ou mistas). 5% dos vulcões ativos são deste tipo. Ex.: Hawaii, Monte Camarões,... dificuldade e impedem a libertação de gases, ocorrendo por isso, violentas explosões. Devido à sua viscosidade, a lava, por vezes, não chega a derramar constituindo estruturas arredondadas, chamadas domos. Noutras situações a lava solidifica mesmo dentro da chaminé, formando agulhas vulcânicas, que podem mais tarde ficar a descoberto devido à erosão do cone. Nas erupções explosivas os cones são essencialmente formados pela acumulação de piroclastos. - Efusivas: O magma é fluido, a libertação de gases é fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante a altíssima temperatura. A lava desliza rapidamente, espalhando-se por grandes distâncias. Se os terrenos forem planos, a lava pode cobrir grandes áreas, constituindo os mantos de lava. Se houver declive acentuado, pode formar "rios" de lava, denominados correntes de lava ou também escoadas lávicas. Os vulcões predominantemente efusivos, quando formam cones, são baixos, pois a lava espalha-se por grandes superfícies. O vulcanismo dos fundos oceânicos é do tipo efusivo. - Mistas: Assumem aspetos intermédios entre os descritos, observando-se fases explosivas que alternam com fases efusivas. Formam-se cones Nyiragongo, RD Congo Mauna Kea, Hawaii Sarychev, Rússia Pinatubo, Filipinas
  25. 25. MyBrainMagazine • 25
  26. 26. 26 • MyBrainMagazine A Torre Eiffel é um dos símbolos franceses mais importantes, localiza- se na cidade de Paris e foi inaugurada a 31 de março de 1889, para assinalar a Exposição Mundial que decorreu no ano do centenário da Revolução Francesa. Os trabalhos de construção, onde participaram 300 operários, demoraram dois anos e dois meses. Projetada por Gustave Eiffel, começou a ser construída em 1887. É uma estrutura metálica que comporta três plataformas. A primeira fica a 57,63 metros do solo, a segunda a 115,73 metros e a terceira a 276,13 metros. A torre tem uma altura total, incluindo a antena emissora de televisão, de 320 metros. Na 2.ª Guerra Mundial, Portugal ficou neutro, mas um embaixador em França com o nome Aristides de Sousa Mendes ajudou os judeus com transferências para Portugal e a Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, serviu de base para a aviação dos Aliados. No início da década de 60, as províncias ultramarinas manifestaram-se em atos de libertação de alguns territórios: - Os territórios de Goa, Damão e Diu passaram para a Índia; - Em África revoltaram-se Angola (1961), Guiné (1963) e Moçambique (1964), mas não conseguiram ficar independentes. Na madrugada do dia 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA) deu início às operações (planeadas e dirigidas pelo Major Otelo Saraiva de Carvalho) que conduziram ao derrube do Estado Novo e à sua substituição por um regime democrático. Neste dia as tropas do MFA, comandadas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram o quartel do Carmo em Lisboa onde se tinha refugiado Marcelo Caetano. Ao fim do dia, Marcelo Caetano e vários dos seus Ministros renderam-se ao General Spínola que se deslocou a este quartel e que viria a ser o Presidente da Junta de Salvação Nacional. Sem grande resistência as populações aderiram ao movimento das forças armadas colocando flores nas espingardas dos soldados. Foi o dia da Revolução dos Cravos, o dia da Liberdade. Terminava desta forma um longo período de quase cinquenta anos em que Portugal ficou marcado pela Guerra Colonial, a falta de Liberdade de expressão, pela censura e a violência..Ingleses não saíam de HISTÓRIA
  27. 27. MyBrainMagazine • 27 HISTÓRIA Internet é o nome pelo qual é hoje vulgarmente conhecida aquela que se pode designar por rede mundial de computadores. Na verdade, "Internet" significa "entre redes" e designa o protocolo de comunicação (conhecido como TCP/IP, que significa Transmission Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido no âmbito do ARPA (Advanced Research Project Agency, um instituto governamental norte-americano) para ligação entre redes de comunicações de diferentes características. Este protocolo (na realidade, um conjunto de protocolos) define um conjunto de regras que permitem que um dado computador de uma dada rede consiga comunicar com qualquer computador de outra rede. Assim, a Internet é uma rede virtual composta por um enorme conjunto de redes de computadores, públicas e privadas, espalhadas por todo o mundo, que, mesmo tendo características diferentes, estão interligadas e podem ser vistas como uma única rede gigante. A precursora da Internet foi a Arpanet, que resultou de uma decisão do governo dos EUA, em finais dos anos 60, de criar uma rede que interligasse vários computadores espalhados pelo país. A Internet, termo que substituiu Arpanet nos inícios dos anos 80, mais concretamente em 1982, começou por ser usada principalmente por instituições militares e académicas mas, a partir do início dos anos 90, foi-se vulgarizando entre o cidadão comum, sendo hoje vista como instrumento de trabalho e de negócios por muitos, graças à quantidade de informação (a maior parte gratuita) e ao número de utilizadores que alcança. O serviço mais usado atualmente na Internet designa-se por World Wide Web (em abreviatura WWW, Web ou W3), que é composto por um conjunto de componentes que permitem aceder, procurar e disponibilizar, de forma quase intuitiva, informação na Internet. browser é um programa de computador que fornece uma interface gráfica capaz de mostrar texto, imagens (paradas ou em movimento), gráficos, etc. Certas partes do texto ou de imagens estão "marcadas", tendo ligações para outras fontes de informação. Essas ligações são designadas por hyperlinks. Ao ser ativado um hyperlink, é invocado o local onde a informação que lhe está associada se encontra e, logo que esta chegue através da rede, é manipulada pelo browser. A Web foi concebida no CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, um laboratório europeu de investigação nuclear), como resultado de um projeto de desenvolvimento de um "sistema de informação hipermédia distribuído" elaborado por Tim Berners-Lee..Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Porém, em 1818, um grupo de homens do Porto formaram o Sinédrio, uma sociedade secreta com objetivo preparar uma revolução. Esta sociedade tinha como principais membros Manuel Fernandes Tomás e os coronéis Cabreira e Sepúlveda. Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a preparar eleições. Portugal escolheu os seus deputados e estes formaram as Cortes Constituintes que elaboraram uma Constituição de veludo e decorada a fio de ouro e prata. A Constituição de 1822 baseava-se na igualdade e na liberdade, ou seja, era espalhados pelo país. A Internet, termo que substituiu Arpanet nos inícios dos anos 80, mais concretamente em 1982, começou por ser usada principalmente por instituições militares e académicas mas, a partir do início dos anos 90, foi-se vulgarizando entre o cidadão comum, sendo hoje vista como instrumento de trabalho e de negócios por muitos, graças à quantidade de informação (a maior parte gratuita) e ao número de utilizadores que alcança. O serviço mais usado atualmente na Internet designa-se por World Wide Web (em abreviatura WWW, Web ou W3), que é composto por um conjunto de componentes que permitem aceder, procurar e disponibilizar, de forma quase intuitiva, informação na Internet. browser é um programa de computador que fornece uma interface gráfica capaz de mostrar texto, imagens (paradas ou em movimento), gráficos, etc. Certas partes do texto ou de imagens estão "marcadas", tendo ligações para outras fontes de informação. Essas ligações são designadas por hyperlinks. Ao ser ativado um hyperlink, é invocado o local onde a informação que lhe está associada se encontra e, logo que esta chegue através da rede, é manipulada pelo browser. A Web foi concebida no CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, um laboratório europeu de investigação nuclear), como resultado de um projeto de desenvolvimento de um "sistema de informação hipermédia distribuído" elaborado por Tim Berners-Lee..Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Porém, em 1818, um grupo de homens do Porto formaram o Sinédrio, uma sociedade secreta com objetivo preparar uma revolução. Esta sociedade tinha como principais membros Manuel Fernandes Tomás e os coronéis Cabreira e Sepúlveda. Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a preparar eleições. Portugal escolheu os seus deputados e estes formaram as Cortes Constituintes que elaboraram uma Constituição de veludo e decorada a fio de ouro e prata. A Constituição de 1822 baseava-se na igualdade e na liberdade, ou seja, era liberalista. Em 4 de julho de 1821 a família real voltou e o rei D. João IV jurou com toda a solenidade a Constituição Portuguesa. Com a corte no Brasil durante 14 anos, este ficou muito mais desenvolvido. D. Pedro ficou a governar o Brasil e quando este recebeu a notícia da constituição declarou independência ao Brasil, em 7 de setembro de 1822. Este acontecimento ficou conhecido como Grito do Ipiranga. Com a revolução de 1820, o povo começou a dividir-se em partes: Apoiantes de D. Miguel (absolutistas) – nobreza e clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. encontra e, logo que esta chegue através da rede, é manipulada pelo browser. A Web foi concebida no CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, um laboratório europeu de investigação nuclear), como resultado de um projeto de desenvolvimento de um "sistema de informação hipermédia distribuído" elaborado por Tim Berners-Lee. . Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Porém, em 1818, um grupo de homens do Porto formaram o Sinédrio, uma sociedade secreta com objetivo preparar uma revolução. Esta sociedade tinha como principais membros Manuel Fernandes Tomás e os coronéis Cabreira e Sepúlveda. Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a preparar eleições. Portugal escolheu os seus deputados e estes formaram as Cortes Constituintes que elaboraram uma Constituição de veludo e decorada a fio de ouro e prata. A Constituição de 1822 baseava-se na igualdade e na liberdade, ou seja, era liberalista. Em 4 de julho de 1821 a família real voltou e o rei D. João IV jurou com toda a solenidade a Constituição Portuguesa. Com a corte no Brasil durante 14 anos, este ficou muito mais desenvolvido. D. Pedro ficou a governar o Brasil e quando este recebeu a notícia da constituição declarou independência ao Brasil, em 7 de setembro de 1822. Este acontecimento ficou conhecido como Grito do Ipiranga. Com a revolução de
  28. 28. 28 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Um computador é um dispositivo eletrónico com capacidade para armazenar, receber e processar dados programados por instruções memorizadas. A parte física que compõe o computador é designada por hardware. Os programas que fornecem as instruções ao computador são designados por software. O computador é composto por diversos componentes, nomeadamente a Unidade Central de Processamento (CPU - Central Processing Unit), placa-mãe (motherboard), barramento (bus), Memória (RAM - Random Acess Memory), portas de I/O (Input/Output), slots de expansão, placas de expansão, disco rígido, leitor de CD-ROM, unidades de disquetes e fonte de alimentação. O início da era do computador eletrónico remonta aos anos 40 com a utilização de ampolas de vácuo como primeiros componentes eletrónicos, que passam a funcionar como interruptores on/off para representação de código binário. Em 1946, surgiu o computador ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) de enormes proporções, uma característica dos computadores de ampolas de vácuo. Um avanço importante para o computador foi a substituição das ampolas de vácuo por transístores. Assim, em 1951, surgiu o TX- O, o primeiro computador a utilizar transístores. Esta inovação tornou os computadores mais pequenos, mais potentes e mais baratos. No final dos anos 50 surgiu o circuito integrado que consistia na possibilidade de embutir vários transístores num pedaço de silício ou germânio. O aparecimento, em 1971, do microprocessador (circuito integrado que controla o computador) revolucionou o computador. O primeiro microprocessador fabricado pela Intel - 4004 - processava dados a 4 bits. No entanto, a Intel rapidamente redesenhou o seu chip para trabalhar a 8 bits - o "microprocessador" 8080. Nos anos seguintes surgiram diversos modelos de computador: 1975 - surge o MITS Altair 8800 baseado no processador 8080 da Intel; 1976 - a Apple Computer lançou o Apple I, uma placa de circuito e um teclado opcional; 1977 - surgiu o Apple II, um equipamento pessoal num processador Rockwell6502 de 8 bits e 48 Kb de RAM, totalmente montado com teclado, som, ecrã a cores e a opção de unidade de disquetes. No início dos anos 80, surgiu o sistema operativo - CP/M (Control Program for Microprocessors), que não corria nos Apple II, que possuíam um sistema operativo próprio. O CP/M não trabalhava com gráficos, ao contrário do sistema operativo da Apple. A 12 de agosto de 1981, foi lançado o computador pessoal da IBM (PC), baseado num processador da Intel, o 8088 a 4,7 MHz, ou seja, um processador mais rápido, uma unidade de disquetes de 160 kb de capacidade, sem capacidade gráfica de série, cinco ranhuras de expansão e um conector para cassete. Este modelo foi alterado, tendo o conector de cassetes desaparecido para dar lugar à unidade de disquete de 320 kb (substituindo os 160 kb). Como opção oferecia um controlador CGA que dotava o equipamento de capacidades gráficas (600 * 200 píxeis ). A impossibilidade de utilizar o CP/M neste novo processador da Intel possibilitou o aparecimento de um novo sistema operativo, o MS-DOS (Microsoft Disk Operating System). A Apple lançou vários modelos, sendo de destacar o primeiro Apple Macintosh(1984) dotado de um processador Motorola 68 000 (mais eficiente que o 8088 da Intel). O primeiro Mac dispunha de uma unidade de disquetes de 3,5" e 400 KB e um disco rígido de 5 MB. Em 1984, a IBM apresentou o PC Advanced Technology (AT), com um processador da Intel 80 286, e dispunha de uma arquitetura interna de 32 bits e um barramento de dados de 16 bits. Na primeira versão, dispunha de uma unidade de disquetes de 5,25", com uma capacidade de 1,2 MB e um disco rígido de 20 MB. Em meados dos anos 80, a Intel apresentou o primeiro equipamento dotado de um processador 80 386. Começaram então a surgir os primeiros componentes multimédia como as computador americano usado na Guerra Fria, MacBookAir da Apple. de uma unidade de disquetes de 5,25", com uma capacidade de 1,2 MB e um disco rígido de 20 MB. Em meados dos anos 80, a Intel apresentou o primeiro equipamento dotado de um processador 80 386. Começaram então a surgir os primeiros componentes multimédia como as placas de som e os CD-ROM. No entanto, só em 1990, com o sistema operativo Windows 3.0 da Microsoft, o grande desenvolvimento de programas multimédia se torna significativo. Os PCs utilizavam processadores 80*86 (80 386, 80 486), da Intel, e os Mac, a série 68000, da Motorola. Em 1993, a Intel substituiu o processador 80486 pelo Pentium (capacidade de endereçamento de 32 bits, barramento de dados de 64 bits e velocidade a partir de 60 MHz) que foi sofrendo diversas melhorias, nomeadamente a introdução da tecnologia MMX (tecnologia otimizada para correr aplicações multimédia). Em 1994, surge o primeiro computador baseado na arquitetura PowerPC (arquitetura de microprocessador desenvolvida pela Apple, pela IBM e pela Motorola, processa dados a 32 bits, um barramento de dados interno de 64 bits e com velocidade superior a 50 MHz). Em 1997 é lançada a gama PowerPC G3, especialmente otimizada para o sistema operativo Macintosh. Utilizado pela Apple para portáteis, computadores de secretária e servidores. Ainda em 1997, a Intel lançou uma nova arquitetura - o Pentium II (com velocidades superiores a 233 MHz). Em 1998, a Apple lançou o iMac, um computador pessoal de alta performance com processador PowerPC G3, a 266 MHz, caracterizado pela sua forma compacta e pelas suas cinco cores. Em 1999 surge o Pentium III, com velocidades superiores a 450 MHz, criado a pensar na Internet. Em 2002 generaliza-se o uso do DVD, e ao nível do processamento, os P4 (Pentium 4) atingem velocidades de 3.06 GHz. A 23 de setembro de 2003 a AMD anuncia o lançamento do AMD Athlon 64, um microprocessador a 64 bits capaz de desempenhos superiores a 3500 MHz (3.5 GHz). Forçada a procurar novas formas de melhorar o rendimento dos seus Pentium, no dia 1 de fevereiro de 2004, a Intel lançou o "Prescott", um modelo de Pentium 4 que conseguia atingir velocidades na ordem dos 3.8 GHz, com uma arquitetura que permitia o overclocking. No entanto, quando em funcionamento o Prescott gerava até 60% mais calor que o seu predecessor, o que se tornou um problema de difícil resolução para a Intel. Apesar de ter introduzido modificações, como novos dissipadores e ventoinhas que mantinham o processador a temperaturas aceitáveis, a Intel acabou por abandonar o projeto de alcançar os 4 GHz com o "Prescott" e descontinuou o modelo ao concluir que este necessitaria de atingir os 5.2 GHz para alcançar as prestações do Athlon 64 FX-55, da concorrente AMD. Com a guerra de processadores novamente instalada, a Intel responde introduzindo novas versões do "Prescott" e do "Xeon", modificadas para suportar a tecnologia de 64 bits. Já em 2005, atinge os 3.73 GHz com os P4 Série 600 e Extreme Edition, e a AMD prevê o lançamento durante o mesmo ano de uma versão do Athlon 64 que ultrapassa os 4.5 GHz. O reforço do papado e da Igreja marca o segundo período da Idade Média, compreendido entre o ano 1000 e o século XIII. Com a reforma gregoriana, em finais do século XI, que elimina certos abusos papais, a par da expansão monástica (nascimento de novas ordens - Cister, Premontré, Cartuxa - e reforma de outras - como a beneditina, com Cluny), da suavização da brutalidade militar (com a "paz" ou "tréguas" de Deus e os ideais de cavalaria), do apelo às cruzadas (com S. Bernardo) e da luta contra as heresias (por exemplo, os cátaros no sul de França), a Igreja ganha um grande fulgor e assume-se como o "farol" da Idade Média, moldando mentalidades, difundindo cultura e impondo uma influência política determinante. O papa sobrepõe-se mesmo aos príncipes, entrando em conflito com os imperadores alemães: qualquer rei, para o ser, teria que ter a aprovação de Roma, por exemplo. As cruzadas e as vitórias no mar sobre o Islão, bem como o crescimento demográfico resultante de certas melhorias na produção agrícola, reanimam o comércio e o artesanato. Dá-se, consequentemente, um grande impulso às cidades, elemento definidor por excelência da Europa dos séculos XII e XIII, anunciando já o Renascimento em certas regiões da Itália e da Provença. Autonomizam-se cada vez mais as cidades, refreando a tutela senhorial e lançando as bases do movimento comunal, principalmente no Norte de Itália e na Flandres. Nasce à margem da sociedade feudal, no povo, um novo grupo social, a burguesia, urbana, mercantil e manufatureira, dedicada à finança, acumulando riquezas, poder e importância cultural. Com o seu apoio, constrói-se um dos baluartes do mundo medieval, principalmente dos

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