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<ul><li>1521  - Com as  Ordenações Manuelinas , D. Manuel I implementa uma reforma ao nível do sistema de pesos e medidas,...
<ul><li>1575  -  D. Sebastião  aplica a reforma na unidade de  Volume,  atribuindo-se um sistema diferente para os produto...
<ul><li>Nesta época (séc. XVIII) é uniformizado o sistema de unidades de pesagem para os volumes secos e líquidos, bem com...
<ul><li>Obedecia a dois princípios: </li></ul><ul><ul><li>Universalidade : poderia ser usado em qualquer país, em todas as...
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<ul><li>1911  assinala a data de determinação dos padrões legais das unidades de comprimento e de massa, de acordo com os ...
<ul><li>A expressão “controlo metrológico” designa o controlo efectuado pelo Estado aos instrumentos de medição, nomeadame...
<ul><li>Só em  1983 , as designações “controlo metrológico” e “verificação metrológica” tiveram total reconhecimento legal...
<ul><li>coordenar e verificar as cadeias nacionais hierarquizadas de padrões e as redes de laboratórios metrológicos de qu...
<ul><li>assegurar a actualização do Sistema Nacional de Unidades, respeitando as recomendações da Conferência Geral de Pes...
<ul><li>Neste contexto, desde muito cedo, se estabeleceram tolerâncias ou erros máximos admissíveis para os pesos e medida...
<ul><li>Inicialmente apresentavam-se os instrumentos para medir  massa  (antigamente designada como peso), o  volume  e o ...
<ul><li>Comprimento </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida Exemplos de medidas de comprimento
<ul><li>Massa (instrumentos de pesagem e pesos) </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida
<ul><li>Volume (secos e líquidos) </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida
<ul><li>O Sistema Internacional de Unidades (SI) foi criado, em  1960,  pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGP...
Sistema Internacional  de Unidades de Medida (SI)
Sistema Internacional de Unidades de Medida (SI) Grandezas Suplementares grandeza | unidade | símbolo
Recursos de informação <ul><li>ABREU, Salomé –  Pesos e medidas padrão . Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Ca...
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Peso Medida Conteudos Jul.2010

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Conteúdos da Exposição Temporária &quot;Com Peso &amp; Medida&quot; (13 de Julho a 15 de Setembro de 2010)

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Peso Medida Conteudos Jul.2010

  1. 2. Contextualização <ul><li>Esta exposição pretende divulgar a história dos pesos e medidas em Portugal. </li></ul><ul><li>Esta colecção de pesos e medidas traduz, também, a actuação das Alfândegas Portuguesas (Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo), no controlo e fiscalização das trocas comerciais efectuadas no país. </li></ul>
  2. 3. Contextualização <ul><li>A exposição Com Peso e Medida resultou de uma parceria institucional com o Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo que possui, igualmente, uma notável colecção de instrumentos de medição, de grande valor histórico. </li></ul><ul><li>A colecção museológica e documental exposta, espelha a utilidade dos instrumentos de medição, nas actividades comerciais, ilustrando o Sistema Métrico utilizado em Portugal. </li></ul>
  3. 4. Contextualização <ul><li>Articulando-se com o projecto permanente do Museu das Alfândegas – “ Metamorfose de um Lugar ” – que reflecte a actividade aduaneira, desde a construção do edifício, esta exposição pretende ser mais um contributo para o conhecimento e divulgação destas temáticas. </li></ul><ul><li>O Museu dos Transportes e Comunicações afirma, assim, uma vez mais, a sua vocação pública e missão social, atento à importância da história da metrologia portuguesa e do impacto que os instrumentos de medição tiveram e continuam a ter no quotidiano da população. </li></ul>
  4. 5. Pesos e Medidas: antes do sistema métrico <ul><li>Desde tempos remotos, Portugal tem uma longa história nas operações de medir, pesar e aferir, que curiosamente, continuam a ser actividades correntes do quotidiano. </li></ul>
  5. 6. Pesos e Medidas: antes do sistema métrico <ul><li>No âmbito da Metrologia Mundial, Portugal teve um papel de relevo em todos os continentes na época dos Descobrimentos, por ter difundido os seus padrões manuelinos nas trocas comerciais. </li></ul>
  6. 7. Pesos e Medidas: antes do sistema métrico <ul><li>O estabelecimento de pesos e medidas, em Portugal, foi sempre acompanhando a evolução natural do próprio Estado, não impondo qualquer tipo de ruptura com sistemas anteriores, como é o caso das influências árabe (arrátel) e romana (cúbito, módio). </li></ul>
  7. 8. <ul><li>A necessidade de atribuição de imposto sobre as mercadorias comercializadas impunha sempre o estabelecimento de unidades de medidas ajustadas e adequadas à tipologia de mercadoria ou matéria-prima. </li></ul><ul><li>Neste sentido, quer o estabelecimento de padrões, quer a implementação de um sistema monetário estão associados ao desenvolvimento do Estado. </li></ul>Pesos e Medidas: antes do sistema métrico
  8. 9. <ul><li>Ao nível das fontes históricas podemos encontrar referências de pesos e medidas nos forais atribuídos a algumas cidades portuguesas, como é o caso da cidade de Lisboa. </li></ul>Pesos e Medidas: antes do sistema métrico Foral de Lisboa
  9. 10. <ul><li>&quot; Diz-se foral ou carta de foral , o diploma concedido pelo rei, ou por um senhorio laico ou eclesiástico, a determinada terra, contendo normas que disciplinam as relações dos seus povoadores ou habitantes entre si e destes com a entidade outorgante .&quot; </li></ul><ul><li>Serrão, Joel, in &quot;Dicionário de História de Portugal“. Vol. III, Porto, 1979 </li></ul>Pesos e Medidas: antes do sistema métrico
  10. 11. <ul><li>A necessidade de uniformização dos padrões utilizados, a nível nacional, sempre foi uma constante, dado que o volume de trocas comerciais exigia um controle mais rigoroso, obrigando para o efeito, que todo o país pudesse fazer uso das mesmas directivas emanadas pelo Estado Português. </li></ul><ul><li>A mesma unidade de volume para pesagem de um produto não deveria ter valores diferentes consoante a cidade em que se estivesse. </li></ul>Pesos e Medidas: antes do sistema métrico
  11. 12. <ul><li>1361 - D. Pedro I propõe a reforma do sistema de pesos e medidas usado em Portugal. </li></ul><ul><li>1488 - D. João II adopta como padrão de peso o “marco” de colónia , já utilizado em toda a Europa, dada a influência das políticas mercantilistas. </li></ul>Pesos e Medidas: em datas
  12. 13. <ul><li>1521 - Com as Ordenações Manuelinas , D. Manuel I implementa uma reforma ao nível do sistema de pesos e medidas, cujo principal objectivo visaria clarificar “ os sistemas de unidades para as várias aplicações correntes no comércio” . </li></ul><ul><li>Apesar desta reforma, a utilização de outras unidades tradicionais persistiu, como é o caso das unidades dos volumes , quer para os secos (cereal e azeite) quer para os líquidos (vinhos), a reforma atingiu maioritariamente as unidades referentes ao peso. </li></ul>Pesos e Medidas: em datas
  13. 14. <ul><li>1575 - D. Sebastião aplica a reforma na unidade de Volume, atribuindo-se um sistema diferente para os produtos secos. </li></ul><ul><li>D. João VI (1767-1826), influenciado pelas tendências europeias, implementa e uniformiza os sistemas de unidades, baseados no princípio decimal e estabelecendo equivalência da unidade de volume às de comprimento e de peso. </li></ul><ul><li>Ex. 1 canada de água <=> 1 libra <=> 1 mão cúbita de água </li></ul>Pesos e Medidas: em datas
  14. 15. <ul><li>Nesta época (séc. XVIII) é uniformizado o sistema de unidades de pesagem para os volumes secos e líquidos, bem como se passa a adoptar o sistema métrico, embora com a terminologia da época; </li></ul><ul><li>(1 “mão travessa” – 10 cm) </li></ul><ul><li>A implementação desta reforma exigiu a execução de novos padrões de pesos e medidas a serem, posteriormente, distribuídos pelos concelhos do país. </li></ul>Pesos e Medidas: em datas
  15. 16. <ul><li>Obedecia a dois princípios: </li></ul><ul><ul><li>Universalidade : poderia ser usado em qualquer país, em todas as áreas do conhecimento/actividade científica ou técnica “ a cada grandeza correspondendo uma única unidade para todas as aplicações ”. </li></ul></ul><ul><ul><li>Simplicidade : baseava-se numa única unidade – o metro – à qual todas as restantes se reportam, quer sejam múltiplos ou submúltiplos da mesma. </li></ul></ul>Sistema Métrico
  16. 17. <ul><li>A 13 de Dezembro de 1852, por Decreto de D. Maria II, é adoptado o Sistema Métrico Decimal , respeitando a nomenclatura original. É apontado o prazo de 10 anos para a sua entrada em vigor. </li></ul>Sistema Métrico Cofre com a 1.ª colecção de padrões nacionais métricos
  17. 18. <ul><li>Em 1859 através do decreto de 20 de Junho passaria a entrar em vigor o uso da medida métrica linear , sendo assim abolido e considerado ilegal o uso das varas e os côvados, bem como outras medidas lineares. </li></ul><ul><li>A participação de Portugal na Convenção do Metro (1875) permitiu o acompanhamento de muito perto de todo o desenvolvimento técnico-científico nestas matérias, que nesta época estaria a acontecer. A assinatura desta Convenção veio a ser ratificada em 1876. </li></ul>Sistema Métrico
  18. 19. <ul><li>1911 assinala a data de determinação dos padrões legais das unidades de comprimento e de massa, de acordo com os protótipos apresentados na 1.ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (Abril de 1911), sendo publicado o quadro de medidas legais. </li></ul>Sistema Métrico
  19. 20. <ul><li>A expressão “controlo metrológico” designa o controlo efectuado pelo Estado aos instrumentos de medição, nomeadamente os utilizados nas transacções comerciais, na saúde, na segurança, na protecção do consumidor e do ambiente, na economia de energia e que, por lei, estão submetidos a esse controlo. </li></ul><ul><li>Em Portugal, esta função do Estado esteve outrora confiada aos almotacés (de origem árabe) e a função de verificação (almotaçaria) teve posteriormente outras designações como afilamento e aferição de pesos e medidas. </li></ul>Controlo metrológico em Portugal
  20. 21. <ul><li>Só em 1983 , as designações “controlo metrológico” e “verificação metrológica” tiveram total reconhecimento legal. </li></ul><ul><li>A título de exemplo poderemos dar destaque à Direcção-Geral da Qualidade (DGQ) que, na década de 70, assumiu as funções de controle e fiscalização, substituída (1986) pelo actual Instituto Português da Qualidade (IPQ), na qual integrava uma Direcção de Serviços de Metrologia. </li></ul>Controlo metrológico em Portugal
  21. 22. <ul><li>coordenar e verificar as cadeias nacionais hierarquizadas de padrões e as redes de laboratórios metrológicos de qualificação reconhecida; </li></ul><ul><li>definir as metodologias e os critérios aplicáveis à certificação da qualidade e de instrumentos de medida e de laboratórios de metrologia; </li></ul><ul><li>promover e coordenar a aplicação da regulamentação relativa ao controlo metrológico; </li></ul>Controlo metrológico em Portugal funções de um serviço de metrologia
  22. 23. <ul><li>assegurar a actualização do Sistema Nacional de Unidades, respeitando as recomendações da Conferência Geral de Pesos e Medidas; </li></ul><ul><li>assegurar a conservação e a actualização dos padrões nacionais de medida na posse do IPQ; </li></ul>Controlo metrológico em Portugal funções de um serviço de metrologia
  23. 24. <ul><li>Neste contexto, desde muito cedo, se estabeleceram tolerâncias ou erros máximos admissíveis para os pesos e medidas. Ou seja, já existia o conceito de que não havia medidas “exactas”, isto é, que toda a medida está associada a um erro (salvo para o padrão real, a que se atribuía erro zero). </li></ul><ul><li>Seriam necessários mais alguns séculos para se chegar ao conceito de incerteza de medição. </li></ul>Controlo metrológico em Portugal instrumentos de peso e medida
  24. 25. <ul><li>Inicialmente apresentavam-se os instrumentos para medir massa (antigamente designada como peso), o volume e o comprimento . </li></ul><ul><li>À medida que o desenvolvimento técnico-científico avança e por questões de controlo fiscal, de segurança pública e de protecção do consumidor, novas áreas e instrumentos surgem: o tempo , a pressão , o volume dinâmico (contadores de gás e de água) e a energia eléctrica. </li></ul>Controlo metrológico em Portugal instrumentos de peso e de medida
  25. 26. <ul><li>Comprimento </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida Exemplos de medidas de comprimento
  26. 27. <ul><li>Massa (instrumentos de pesagem e pesos) </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida
  27. 28. <ul><li>Volume (secos e líquidos) </li></ul>Controlo metrológico em Portugal Unidades de medida
  28. 29. <ul><li>O Sistema Internacional de Unidades (SI) foi criado, em 1960, pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) e adoptado em Portugal pelo Decreto-Lei n.° 427/83, de 7 de Dezembro. </li></ul><ul><li>Foi determinado, igualmente, o uso dos múltiplos e submúltiplos daquele sistema, bem como as regras para a escrita dos símbolos. </li></ul>Sistema Internacional de Unidades de Medida (SI)
  29. 30. Sistema Internacional de Unidades de Medida (SI)
  30. 31. Sistema Internacional de Unidades de Medida (SI) Grandezas Suplementares grandeza | unidade | símbolo
  31. 32. Recursos de informação <ul><li>ABREU, Salomé – Pesos e medidas padrão . Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo. Museu Municipal, 2007. </li></ul><ul><li>ISBN 978-972-588-182-8 </li></ul><ul><li>CRUZ, António – Pesos e medidas em Portugal = Weights and measures in Portugal = Mass und gewicht in Portugal. Lisboa: Instituto Português da Qualidade, 2007. </li></ul><ul><li>ISBN 978-972-763-098-1 </li></ul><ul><li>JORGE, H. Machado– Metrologia: método e arte da medição. Lisboa: Instituto Português da Qualidade; Centro para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológicos, 1993. </li></ul><ul><li>ISBN 972-95341-2-8 </li></ul><ul><li>PORTUGAL. Direcção-Geral de Arquivos - Introdução do Sistema Métrico Decimal em Portugal. [Em linha]. Lisboa: DGARQ [Consult. 1 Jun. 2010]. Disponível em < http:// antt.dgarq.gov.pt / exposicoes-virtuais / eventos-em-documentos / introducao-do-sistema-metrico-decimal-em-portugal >. </li></ul><ul><li>PORTUGAL. Instituto Português da Qualidade; Universidade de Lisboa. Museu de Ciência – Pesos e medidas em Portugal. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990. </li></ul><ul><li>ISBN 972-95341-0-1 </li></ul>

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