DIETA E DOENÇAS CRÔNICAS

Isabela M. Benseñor
Profa. Associada FMUSP
DIETA E DOENÇAS CRÔNICAS

Transição demográfica

Transição epidemiológica
Evolução da população brasileira 1800-2050
1,5 vez
280
235

10 vezes

219
198

200

170
147

160
119
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5 vezes

93
71

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Taxas de mortalidade infantil e Esperança de
Vida ao Nascer (Eo), Brasil: 1950-2050
MI em 1950 = 135 por mil

140
120
100
...
Transição da fecundidade no Brasil, 1940 a
2010

2,1 = fecundidade ao nível de reposição

Fonte: Censos demográficos do IB...
Transição demográfica
Brasil 1950

Brasil 1980
80+
70-74

50-54

40-44

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30-34

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20-24

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10-14

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Crescimento relativo de 3 grupos etários
Brasil, 1950-2050
100%
80%
60%
40%
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1950

1960

1970

1980

1990
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Mitos relacionados às
doenças cardiovasculares
1. São parte do processo de
envelhecimento
2. Não são redutíveis
3. São pró...
MORTALIDADE CORONARIANA
PRECOCE (45-64 ANOS) – 1984/87 TAXA
POR 100.000
FINLÂNDIA

490
446

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INGLATERRA

RIO DE
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DECLÍNIO DA MORTALIDADE
CARDIOVASCULAR EM SÃO PAULO
(1970-1989) as gorduras como um fator único.
Não adianta estudar
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10 causa de morte países pobres e ricos em 2000
PAÍSES POBRES

PAÍSES RICOS

1

coronariana

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MORTALIDADE CEREBROVASCULAR POR QUARTIS
DO ESCORE DE EXCLUSÃO SOCIAL
2,5

São Paulo, 2004

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TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
CARDIOVASCULAR

reumática
Infecciosa

Hipertensiva

1

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Mundo
hoje

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subsaariana

China

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DOENÇAS CRÔNICAS

Balanço entre:
dieta

atividade física
DIETA E DCV
Como medir dieta??

3 tipos de instrumentos:
1. recordatório de 24 horas

2. registro de 24 horas
3. Questioná...
DIETA E DCV
Recordatório
Entrevistador pergunta sobre as refeições e
anota todas as informações.
Problemas: em geral deve-...
DIETA E DCV
Registro
Preenchido pelo próprio paciente
Quando o entrevistador vem
buscar o registro ele verifica se
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DIETA E DCV
Questionário de frequência alimentar

Questionário longo e detalhado citando os principais grupos de
alimentos...
DIETA E DCV
Estudos de coorte

Selecionam um grupo de pessoas por exemplo
moradores de algum lugar, avaliam várias
caracte...
DIETA E DCV
Fator de risco: Ingestão de gorduras
Desfecho: doença cardiovascular
DCV+

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TOTAL

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25 [a]

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DIETA E DCV
Risco Relativo (RR)= Incidência expostos/Incidência não
expostos
Ie (come muita gordura)= a/a+b = 25/25+350 =
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DIETA E DCV
RR = Ie/Ine = 1,0 (não é fator de risco nem de
proteção;
Intervalo de confiança a 95% = 0,85 - 1,21
RR = Ie/In...
DIETA E DCV
RR = Ie/Ine = 0,75 É fator de proteção?
Checar o intervalo de confiança
Intervalo de confiança a 95% = 0,64 - ...
DIETA E DCV

Alimentos que causam doenças cardiovasculares:
alguns tipos de gorduras como o colesterol e as
gorduras satur...
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  1. 1. DIETA E DOENÇAS CRÔNICAS Isabela M. Benseñor Profa. Associada FMUSP
  2. 2. DIETA E DOENÇAS CRÔNICAS Transição demográfica Transição epidemiológica
  3. 3. Evolução da população brasileira 1800-2050 1,5 vez 280 235 10 vezes 219 198 200 170 147 160 119 120 5 vezes 93 71 80 40 14 17 4,5 6,5 10 3,4 31 41 52 Anos Fonte: IBGE (2002) e ONU – http://esa.un.org/unpp 2050 2040 2030 2020 2010 2000 1991 1980 1970 1960 1950 1940 1920 1900 1890 1872 1850 1822 0 1800 Milhões de habitantes 240 247 253
  4. 4. Taxas de mortalidade infantil e Esperança de Vida ao Nascer (Eo), Brasil: 1950-2050 MI em 1950 = 135 por mil 140 120 100 Eo em 2050 Homem = 74 anos Mulher = 82 anos Total = 78 anos 80 60 51 anos 40 20 8 0 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 2050 Mortalidade Infantil (por mil) Esperança de vida (anos) Fonte: http://esa.un.org/unpp - visitado 10 de setembro de 2007.
  5. 5. Transição da fecundidade no Brasil, 1940 a 2010 2,1 = fecundidade ao nível de reposição Fonte: Censos demográficos do IBGE e PNAD, 2006
  6. 6. Transição demográfica Brasil 1950 Brasil 1980 80+ 70-74 50-54 40-44 40-44 30-34 30-34 20-24 20-24 10-14 10-14 0-4 1000 60-64 50-54 (4000) 70-74 60-64 (9000) 80+ 0-4 (9000) 6000 (4000) Brasil 2000 1000 6000 Brasil 2030 80+ 80+ 70-74 70-74 60-64 60-64 50-54 50-54 40-44 40-44 30-34 20-24 1000 6000 10-14 0-4 (4000) 20-24 10-14 (9000) 30-34 0-4 (9000) (4000) 1000 6000
  7. 7. Crescimento relativo de 3 grupos etários Brasil, 1950-2050 100% 80% 60% 40% 20% 0% 1950 1960 1970 1980 1990 0-14 2000 15-64 2010 2020 2030 2040 2050 65+ Fonte: ONU - http://esa.un.org/unpp - visitado em 10 de setembro de 2007
  8. 8. Mitos relacionados às doenças cardiovasculares 1. São parte do processo de envelhecimento 2. Não são redutíveis 3. São próprias dos países desenvolvidos 4. Acometem indivíduos ricos
  9. 9. MORTALIDADE CORONARIANA PRECOCE (45-64 ANOS) – 1984/87 TAXA POR 100.000 FINLÂNDIA 490 446 HUNGRIA INGLATERRA RIO DE JANEIRO 143 HUNGRIA 131 PORTO ALEGRE 419 PORTO ALEGRE 402 INGLATERRA RIO DE JANEIRO 400 124 SÃO PAULO 114 108 SÃO PAULO 306 RECIFE ESTADOS UNIDOS 303 ESTADOS UNIDOS 89 FINLÂNDIA 88 RECIFE 275 0 100 200 300 400 500 101 0 50 100 150 200
  10. 10. DECLÍNIO DA MORTALIDADE CARDIOVASCULAR EM SÃO PAULO (1970-1989) as gorduras como um fator único. Não adianta estudar É 200 150 125 100 75 cor mas cor fem avc mas avc fem 9 7 1 0 9 7 1 1 9 7 1 2 9 7 1 3 9 7 1 4 9 7 1 5 9 7 1 6 9 7 1 7 9 7 1 8 9 7 1 9 9 8 1 0 9 8 1 1 9 8 1 2 9 8 1 3 9 8 1 4 9 8 1 5 9 8 1 6 9 8 1 7 9 8 1 8 9 8 9 50 1 taxas ajustadas (x100 000) 175 ano
  11. 11. 10 causa de morte países pobres e ricos em 2000 PAÍSES POBRES PAÍSES RICOS 1 coronariana 1 coronariana 2 cerebrovascular 2 cerebrovascular 3 pneumonia 3 pneumonia 4 aids 4 pulmonar obstrutiva 5 perinatal 5 câncer de cólon 6 pulmonar obstrutiva 6 diabetes 7 diarréia 7 Alzheimer 8 tuberculose 8 câncer de mama 9 malária 9 câncer de pulmão 10 acidente de transporte 10 câncer de estomago
  12. 12. MORTALIDADE CEREBROVASCULAR POR QUARTIS DO ESCORE DE EXCLUSÃO SOCIAL 2,5 São Paulo, 2004 risco relativo 2,2 homens mulheres 2,0 2 1,6 1,5 1,5 1 1 1,7 1,4 1 Q1 (menor) Q2 Q3 Q4 (maior) Lotufo PA, Bensenor IM Stroke 2005: 505
  13. 13. TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA CARDIOVASCULAR reumática Infecciosa Hipertensiva 1 2 Mundo hoje África subsaariana China BRASIL Até 1960 Até 1990 COR AVC Meia-idade 3 Brasil Região N, NE COR AVC Idosos 4 EUA Europa Ocide SP, RJ, RS ICC IRC demência Cegueira 5 ? ?
  14. 14. DOENÇAS CRÔNICAS Balanço entre: dieta atividade física
  15. 15. DIETA E DCV Como medir dieta?? 3 tipos de instrumentos: 1. recordatório de 24 horas 2. registro de 24 horas 3. Questionário de frequência alimentar
  16. 16. DIETA E DCV Recordatório Entrevistador pergunta sobre as refeições e anota todas as informações. Problemas: em geral deve-se fazer um durante a semana e outro no final de semana porque a alimentação muda de acordo com os dias da semana. Dificuldade de entrada dos dados em um banco de dados.
  17. 17. DIETA E DCV Registro Preenchido pelo próprio paciente Quando o entrevistador vem buscar o registro ele verifica se tudo está sendo preenchido de forma correta.
  18. 18. DIETA E DCV Questionário de frequência alimentar Questionário longo e detalhado citando os principais grupos de alimentos e o seu consumo. Alimento 61. Quantidade consumida por vez ______________ Margarina/creme vegetal Ponta de faca ______________ 62. Manteiga Ponta de faca ______________ 63. Fígado/Miúdos bife médio ______________ 64. Bucho/dobradinha Concha cheia ______________ 65. Carne de boi com osso (Mocotó/Costela/Rabo) 66. Carne de boi sem osso (bife, carne moída, carne ensopada) 67. Pedaço médio ______________ Bife médio ______________ Carne de porco Pedaço médio ______________ 68. Peito de frango/Chester/Peru/etc Filé de peito médio ______________ 69. Frango Frito (Outras partes) Pedaço médio ______________ 70. Frango cozido (Outras partes) Pedaço médio ______________ 71. Lingüiça/ Chouriço [Salsichão] Unidade ______________ 72. Hambúrguer (bife) Unidade média Mais de 3x/dia 5 a 6x 2 a 3x/dia 2 a 4x 1x semana semana semana 1a 1x/dia 3x/mês Nunca/qua se nunca Referiu consumo sazonal
  19. 19. DIETA E DCV Estudos de coorte Selecionam um grupo de pessoas por exemplo moradores de algum lugar, avaliam várias características nesses indivíduos Idade, sexo, raça, pressão arterial, peso, altura, IMC, questionário de frequência alimentar, e seguem ao longo do tempo para saber que doenças eles desenvolveram.
  20. 20. DIETA E DCV Fator de risco: Ingestão de gorduras Desfecho: doença cardiovascular DCV+ DCV- TOTAL G+ 25 [a] 350 [b] 375 G- 5 [c] 570 [d] 575 FR TOTAL 30 [a + c] 920 [b + d] 950
  21. 21. DIETA E DCV Risco Relativo (RR)= Incidência expostos/Incidência não expostos Ie (come muita gordura)= a/a+b = 25/25+350 = 25/375 = 0,07= 7% Ine (não come muita gordura) = c/c+d = 5/5+570 = 5/575 = 0,009= 0,9% RR= Ie/Ine = 0,07/0,009= 7,8 Quem come muita gordura tem um risco 7,8 vezes maior de desenvolver DCV em que relação a quem não come gordura
  22. 22. DIETA E DCV RR = Ie/Ine = 1,0 (não é fator de risco nem de proteção; Intervalo de confiança a 95% = 0,85 - 1,21 RR = Ie/Ine = 1,5 É fator de risco? Checar o intervalo de confiança Se IC 95% = 0,97-1,82 = não é estatisticamente significativo Se IC 95% = 1,21 - 1,83 = é estatisticamente significativo, portanto é um fator de risco
  23. 23. DIETA E DCV RR = Ie/Ine = 0,75 É fator de proteção? Checar o intervalo de confiança Intervalo de confiança a 95% = 0,64 - 1,21 = não é estatisticamente significativo (engloba o 1) Se IC 95% = 0,63-0,96 = é estatisticamente significativo (não engloba o 1)
  24. 24. DIETA E DCV Alimentos que causam doenças cardiovasculares: alguns tipos de gorduras como o colesterol e as gorduras saturadas. Alimentos que são protetores: alimentos ricos e fibras como cereais, frutas e verduras

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